Reavivados por Sua Palavra


Tiago 2 by Jeferson Quimelli
8 de junho de 2015, 1:00
Filed under: amor, , religião viva, Vida Cristã | Tags: ,

Comentário devocional:

Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)?

Vivamos de acordo com Escrituras: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (v. 8). Se fazemos isso, podemos estar confiantes de que estamos vivendo a lei do amor, como Jesus vivia. Se tratamos os outros como inferiores, com parcialidade ou preconceito simplesmente por causa de sua história ou status, é evidente que estamos vivendo em oposição à lei do amor. É tolice pensar que podemos quebrar um pequeno mandamento e mesmo assim estar em harmonia com a lei. Se você rasgar ou manchar uma parte de uma peça de vestuário, todo o vestuário fica arruinado. Assim é com os mandamentos.

Palavras somente – quando ações são necessárias – mostram que nós não conhecemos verdadeiramente a Cristo (vs. 15, 16). Por exemplo, quando ocorre um desastre e os necessitados vem a você e à sua comunidade suplicando por auxílio e tudo o que você diz é: “Não se preocupe, vou orar por você, vá em paz”, de que valeram suas palavras? Que benefício elas trouxeram?

Deus é compassivo. Seu amor é uma realidade viva, ativa, que se traduz em ações que valorizam o Seu relacionamento conosco. Assim também devemos proceder. Nossa fé deve ser viva, demonstrando que somos imitadores de Deus. 

Nós cristãos somos chamados a ser as mãos e os pés de Deus para o mundo. Jesus praticava aquilo que pregava. Que essa também seja a nossa prática.

Robin Pratt
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/2/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Tiago 2
Comentário em áudio 



FÉ E OBRAS em Tiago 2:14-26 by Jeferson Quimelli
8 de junho de 2015, 0:02
Filed under: , salvação | Tags: , ,

14-46 Esses versos tem sido utilizados como argumento para mostrar que uma pessoa precisa fazer algo para obter salvação; portanto, esta passagem é vista como uma retificação ou contradição à declaração de Paulo: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rom. 3:28-4:25). Mas ela não é uma reação a Paulo; é uma ilustração da “religião pura e sem mácula” (Tiago 1:27); Tiago e Paulo não estão se contradizendo, nem em oposição um com o outro; eles estão sendo complementares. O equivalente de Paulo ao argumento de Tiago é: “a fé que atua pelo amor” (Gál. 5:6). Andrews Study Bible.


Nos v. 14-40, 24, 26, “fé” não é usada no sentido da genuína fé salvífica. Pelo contrário, a fé aí é demoníaca (v. 19), inútil (v. 20) e morta (v. 26). Trata-se de mera aceitação intelectual de certas verdades, sem confiança em Cristo como Salvador. Tiago não está dizendo, tampouco, que a pessoa é salva pelas obras e não pela fé genuína. Pelo contrário, está dizendo – como Lutero bem definiu – que o homem é justificado (declarado justo perante de Deus) exclusivamente pela fé, mas não por uma fé desacompanhada. A fé genuína produzirá boas obras, mas somente a fé em Cristo salva. Bíblia de Estudo NVI Vida.


14 Tem fé, mas não tiver obras. Note-se que a questão não é uma oposição entre fé e obras; mas sim, entre a fé viva e a morta. Tiago nunca afirma que as boas obras nos podem salvar. Ele assinala claramente que a fé viva e real (17) se manifestará sem falta em obras, tal como a vida no corpo se manifesta na respiração, no bater do coração e em outras condições. Bíblia Shedd.


obras. Quando Paulo fala sobre “obras” em Romanos e Gálatas, ele está se referindo à tentativa dos seus leitores de obter salvação pela guarda da “lei”. “Obras” para Paulo tem significado teológico e legalístico – obras de lei. Para Tiago, tem significado ético e social – atos de compaixão. Compare o chamado de João Batista para o arrependimento que inclui preocupação social (Lucas 3:8-14). Fazer algo que conforte e atenda a pessoas sem moradia, sob o flagelo da AIDS, ou prestar socorro àqueles sem plano de saúde e educação poderiam ser exemplos dos dias atuais das obras que Tiago propôs. Andrews Study Bible.


qual é proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Quando alguém diz que tem fé, o que ele ou ela tem é assentimento intelectual – concordância com um conjunto de ensinos cristãos – e, como tal, pode ser uma fé incompleta. A fé verdadeira transforma nossa conduta, bem como nossos pensamento. Se nossa vidas permanecem inalteradas, nós não acreditamos verdadeiramente nas verdades que dizemos que acreditamos. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


Pode, semelhante fé salvá-lo? Esta frase introduz o ponto crucial da relação entre fé e obras. A pergunta em pauta é: Que tipo de fé é salvadora? A pergunta de Tiago é retórica; a resposta óbvia é que a fé sem obras não pode salvar. A fé que não produz nenhuma ação não é uma fé salvadora. O Novo Testamento não fala de uma justificação através de uma profissão de fé ou de uma afirmação de fé; ele ensina justificação através da possessão de uma fé verdadeira. Bíblia de Genebra.


15-16 Descreve uma “fé” que consiste em meras palavras, sem qualquer ação. Bíblia de Genebra.


15-17. Um exemplo de fé morta é atitude de alguns crentes em face da necessidade dos irmãos na miséria. Como o simples falar não ajuda, tampouco terá valor reivindicar nossa fé sem demonstrar os frutos do amor (cf Mt 7.16-23; Gl 5.6). Bíblia Shedd.


17 . Isto é, a fé sem obras do v. 14. Tal fé não passa de mera convicção intelectual de que algumas doutrinas são verdadeiras. A mente está convencida por causa das convicções incontestáveis da Palavra de Deus, mas o coração permanece frio e resistente. CBASD, vol. 7, p. 568-569.


por si só está morta. Lutero insistiu que a fé salvadora é uma fé viva. A “fé” morta não indica uma fé que veio a morrer. Antes, a ideia sugere uma fé que nunca possuiu qualquer vida verdadeira. Uma fé morta não pode vivificar ninguém, não pode “salvar a vossa alma” (1.21) e, portanto, é falsa e inútil. Bíblia de Genebra.


Por si só. Tiago não compara a fé com as obras, mas fé genuína com fé morta. A fé morta crê em Deus, mas se prova inútil, pois a convicção mental não torna o serviço cristão um hábito de vida. Além de não ter valor nesta vida, a fé morta não pode salvar quem a possui. CBASD, vol. 7, p. 569.


Não podemos ganhar nossa salvação servindo ou obedecendo a Deus. Mas estas ações mostram que nosso comprometimento com Deus é real. Atos de serviço amoroso não são um substituto para a fé em Cristo, mas, sim, uma comprovação de nossa fé em Cristo. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.


18 Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras (NVI). À primeira vista, este verso parece contradizer Romanos 3:28: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”. Uma investigação mais profunda, contudo, mostra que os ensinos de Tiago e Paulo não estão em oposição. Enquanto é verdade que nossas boas ações não podem obter salvação, a fé verdadeira resulta numa vida transformada e boas ações. Paulo estava falando contra aqueles que procuravam ser salvos pelas obras em vez da fé verdadeira; Tiago fala contra aqueles que confundiam mero assentimento intelectual com fé verdadeira. Afinal, mesmo demônios conhecem Quem Jesus é, mas não obedecem a Ele (2.19). A fé verdadeira envolve um comprometimento de todo o nosso ser a Deus. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


mostra-me essa tua fé. Tiago desafia qualquer pessoa que tem a fé a demonstrá-la, a fazê-la visível. A única evidência visível aos olhos humanos são os atos de obediência. Embora Deus possa ler o coração, a nossa única visão do coração vem através da presença de fruto exterior. Bíblia de Genebra.


Mostre-me a sua fé sem obras. Ironia; Tiago nega a possibilidade disso. Bíblia de Estudo NVI Vida.


19 demônios. O contraste é entre a resposta da fé dos demônios (em grego, “fé” e “crença” compartilham a mesma raiz) e à do crente: a dos primeiros é medo e tremor, enquanto que dos últimos é uma ação social positiva. Andrews Study Bible.


21-24 Tiago diz que Abraão foi “justificado” (declarado justo por Deus) pelo que ele fez. Paulo diz que ele foi justificado porque ele creu em Deus (Rom. 4:1-5). Tiago e Paulo não estão se contradizendo, mas se complementando. Não concluamos que a verdade é a combinação destas duas declarações. De modo algum somos justificados pelo que fazemos. A verdadeira fé sempre resulta em boas obras, mas as boas obras não nos justificam. A fé nos traz salvação; obediência ativa demonstra que nossa fé é genuína. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


21 Não foi Abraãojustificado por obras? à parte do contexto, esse versículo talvez pareça contradizer o ensinamento bíblico de que as pessoas são salvas pela fé e não pelas boas obras (Rm 3.28; Gl 2.15, 16). Mas Tiago só quer dizer que o procedimento correto é prova de fé genuína … pois o versículo (Gn 15.6) que ele cita (v. 23) para confirmar o seu argumento diz: “Abraão creu em Deus e isso lhe foi creditado como justiça”. Além disso, o ato de fé de Abraão, registrado em Gn 15.6, ocorreu antes de oferecer Isaque, comprovando que a fé que já tinha era genuína. Paulo escreveu dizendo que a única coisa que tem efeito é “a fé que atua pelo amor” (Gl 5.6). A fé que salva produz ações. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Tiago cita Abraão como exemplo clássico de quem foi justificado por suas obras. Esta afirmação não envolve nenhum conflito com Paulo, que também usa Abraão como exemplo clássico de quem foi justificado pela fé. Observe os textos. Tiago cita Gn 22, enquanto Paulo cita Gn 15. Aos olhos de Deus, Abraão é justificado em Gn 15, muito antes de oferecer Isaque sobre o altar. Deus soube que a fé que o patriarca tinha era genuína. Em Gn 22, Abraão é justificado diante de nós, diante de olhos humanos, quando ele demonstra a sua fé através da obediência. Jesus usou o mesmo verbo quando declarou que “a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (isto é, demonstrada como uma sabedoria genuína através dos resultados). Aqui, “justificar” não significa ser reconciliado com Deus, antes, demonstra a veracidade de uma afirmação anterior. Da mesma maneira em que a verdadeira sabedoria é demonstrada através de seu fruto, a fé que Abraão confessava foi vindicada por sua obediência visível. Contudo, as suas obras não foram a causa merecedora de sua salvação; elas não acrescentaram nenhum mérito aos méritos perfeitos e suficientes de Cristo. Bíblia de Genebra.


Tiago … destaca que as obras de Abraão provaram a autenticidade da fé que Deus tinha declarado correta. CBASD, vol. 7, p. 570.


22 a fé se consumou. O pleno desenvolvimento da fé é observado através das obras. A fé verdadeira sempre produz frutos. A fé e as obras podem ser distinguidas entre si, porém, nunca separadas ou divorciadas. Bíblia de Genebra.


23-25. AbraãoRaabe. Duas figuras populares na história judaica – um santo patriarca e fundador de uma nação e uma mulher estrangeira “pecadora” – uma da parte mais baixa da escada social e outro no topo da escada religiosa. Ambos ilustram que fé e obras não estão desconectados. Justificado. Não um termo grego legal, forense; mas, como no AT, estar em relacionamento de aliança (concerto) com Deus. Andrews Study Bible.


23 Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Essa justiça só se manifestou quando ele obedeceu, como no caso do oferecimento de Isaque. Assim também a realidade da justificação é somente demonstrada na obediência. Bíblia Shedd.


24 não apenas pela fé (NVI). Não pelo assentimento intelectual a certas verdades. Bíblia de Estudo NVI Vida.


não por fé somente (ARA). A justificação de alguém não é demonstrada através de uma mera profissão de fé ou uma fé solitária. Uma pessoa demonstra que é justa pelas coisas que faz. Nenhuma das nossas obras merece uma justificação absoluta diante de Deus. Somente os méritos de cristo garantem essa justificação. Só confiando exclusivamente em Cristo podemos ser feitos justos diante de Deus. Qui, Tiago repreende todas as formas de antinomianismo que procuram ter Jesus como Salvador, sem aceita-lo como Senhor. No mesmo sentido em que Paulo demonstrou que confiança em nossas próprias obras é fatal, Tiago ensina que confiança numa fé vazia ou morta é igualmente mortífera. Bíblia de Genebra.


25 Raabe, a prostituta. Tiago não aprova a ocupação de Raabe. Éa sua fé (v. tb. Hb 11.31), demonstrada ao ajudar os espiões (Js 2), que ele louva. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Raabe viveu em Jericó, uma cidade que os israelitas conquistaram quando entravam na terra prometida (Josué 2). Quando os espiões de Israel foram até a cidade, ela os escondeu e os ajudou a escapar. Deste modo ela demonstrou fé no propósito de Deus para Israel. Como resultado, ela e sua família foram salvos quando a cidade foi destruída. Hebreus 11:31 lista Raabe entre os heróis da fé. Life Application Study Bible Kingsway NVI.



Tiago 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Tiago, um meio-irmão de Jesus e influente líder na igreja (Gl 1:18,19) escreveu para o povo de Deus espalhado pelas nações do mundo (v. 1). Ele os chama de “amigos” e os encoraja em sua caminhada com Cristo, que permitam que Deus efetue a Sua boa obra na vida deles (v. 21). Tiago os incentiva a crescer espiritualmente através do exercício continuo da fé que eles têm em Deus (vs. 2, 3). E o que ele disse a eles se aplica a nós hoje.

Como exercer fé? Confiando diária, semanal e anualmente que Deus nos ajudará através das tempestades que nos sobrevêm na jornada da vida. Cada vez que sobrevivemos e suportamos a uma tentação, a nossa fé se torna mais forte, trazendo-nos para mais perto de Deus (v. 12). À medida que a nossa fé se torna mais forte, estaremos melhor preparados para os desafios futuros que certamente virão.

Nunca devemos culpar a Deus por permitir que tentações e provações venham sobre nós (v. 13). Deus não provoca ansiedade, dor ou sofrimento sobre uma pessoa só para ver se ela é leal. As tentações que enfrentamos muitas vezes vêm de um coração não-consagrado (v. 14). Às vezes intencionalmente e às vezes de forma não intencional, cedemos a elas, o que nos levará para mais longe do nosso amado Senhor.

Não se deixe enganar por aqueles que dizem que tudo que você tem a fazer para ser salvo é conhecer a palavra de Deus. O Diabo viu, ouviu e conheceu pessoalmente a Cristo, o “Verbo” (João 1:1-3) e, mesmo assim, ele preferiu a rebelião. Nós não devemos apenas conhecer, mas experimentar um relacionamento com o Senhor e viver a Sua vontade para a nossa vida, como registrada em Sua Palavra (vs. 21-22).

Os Dez Mandamentos foram dados ao homem como um espelho de sua condição espiritual. Se ele não olhar no espelho, ele não pode saber como está ou qual sua condição espiritual. A lei de Deus reflete áreas em nossa vida que precisam ser lavadas no sangue do sacrifício de Jesus Cristo por nós (vs. 23-25). Ao apontar nossas culpas a lei nos incentiva a buscarmos o remédio que é Cristo. Ao vermos nossa necessidade e transmitirmos a Deus o nosso desejo de sermos limpos, Ele nos abençoará, capacitará e nos susterá ao diariamente escolhermos fazer a Sua vontade.

Robin Pratt
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Tiago 1 
Comentário em áudio 



Hebreus 12 by Jeferson Quimelli
5 de junho de 2015, 1:00
Filed under: , Jesus | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

Hebreus 12 traz o argumento do capítulo 11 a um fechamento poderoso. Os heróis da história são uma multidão de testemunhas que aplaudem e reconhecem o maior modelo de fé: Jesus. Ele é o fundador e consumador da nossa fé, porque a Sua vida e sacrifício tornaram a nossa fé possível e significativa. 

Os versos 3-11 nos convidam a considerar cuidadosamente o exemplo de Jesus e saber que a vitória da fé vem somente como o resultado de disciplina e paciência. Esta é uma lição difícil de aprender para aqueles que acreditam que a fé é uma coisa mágica, rápida. 

Os versos 12-16 nos advertem contra o perigo da “raiz de amargura” que pode crescer e pode nos impedir de obter a graça de Deus, como aconteceu com a geração Israelita do deserto (Heb 3:12-13). 

Os versos 18-24 contrastam a experiência da geração israelita do deserto no monte Sinai e a nossa no monte Sião. Hebreus sugere que nós, por meio da fé, somos capacitados a experimentar a entronização de Jesus, Sua consagração como sacerdote e a inauguração da nova aliança na Jerusalém celeste, representada como o monte Sião. Assim, enquanto os israelitas ficaram com medo diante do monte Sinai, podemos nos alegrar com a exaltação de nosso Senhor no céu.

Os versos 25-29 fecham o argumento da carta exortando-nos a prestar atenção ao que Deus nos tem dito por meio do Filho. Os israelitas falharam em obedecer a Deus que lhes falou no Monte Sinai e não entraram em Canaã. Quanto mais nós não devemos desconsiderar a Jesus que nos fala da Jerusalém celeste! Quando Deus falou no Sinai a montanha tremeu. Desta vez, quando Deus fala novamente do santuário celestial, todo o universo será abalado e somente os justos serão capazes de ficar de pé e herdar o reino de Deus (Salmos 15:5; 16:8; 21:7; 62:2; 112:6).

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/12/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 12 
Comentário em áudio 



Hebreus 11 by Jeferson Quimelli
4 de junho de 2015, 1:00
Filed under: , milagres | Tags: , ,

Comentário devocional:

O capítulo 11 fornece a evidência para a afirmação no capítulo 10 de que o “justo viverá pela fé”, fornecendo uma impressionante lista de exemplos de pessoas de fé da história de Israel.

Descobrimos que, pela fé, Abel “ainda fala”, Enoque não “viu a morte,” Noé salvou “a sua casa”, Abraão concebeu um filho quando já não tinha mais capacidade de gerar filhos e recebeu esse filho de volta dos mortos, quando o ofereceu como sacrifício a Deus.

Pela fé Moisés sobreviveu à sentença de morte do rei, escapou da “ira do rei”, e depois escapou do anjo destruidor que ceifou a vida dos primogênitos no Egito. Pela fé, os israelitas atravessaram o Mar Vermelho e conquistaram Jericó. Essas histórias mostram que a fé dá vida. Elas contrastam com a história da geração israelita do deserto (Heb 3) que não tinha fé e morreu por causa disso.

O autor também afirma que a fé proporciona entendimento. O verso 3 diz: “Pela fé entendemos.” Desse modo, a evidência não é o fator determinante para o entendimento, mas a fé é. Afinal, a geração do deserto tinha todas as evidências de que precisavam, mas não conseguiram entender.

A estrutura retórica deste capítulo também tem uma poderosa surpresa para nós. A repetição da frase “pela fé Abel…”, “pela fé Enoque…”, “pela fé Noé…”, etc, cria um ritmo que culmina no vs. 31: “Pela fé a prostituta Raabe,…”

“Realmente? Você quer dizer que Raabe, a prostituta, é o clímax do capítulo acima de Enoque, Abraão e Moisés?” Sim, e eu adoro isso. A confissão de fé de Raabe em Josué 2:10-11 é uma das mais belas nas Escrituras. Acredito, porém, que Raabe foi escolhida por outra razão. Raabe separou-se de uma geração sem fé, desobediente, que seria destruída. Ela não viu as pragas do Egito, nem o Mar Vermelho se abrir, ou a coluna de fogo, ou a água que fluiu a partir da rocha. Ela simplesmente ouviu e acreditou.

Podemos não ter visto ou experimentado os milagres poderosos de Jesus, mas somos convidados a acreditar e ter vida.

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/11/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 11 
Comentário em áudio 



Hebreus 10 by Jeferson Quimelli
3 de junho de 2015, 1:00
Filed under: confiança em Deus, , salvação | Tags:

Comentário devocional:

O capítulo 10 de Hebreus nos convida a aceitar o sacrifício de Jesus em nosso favor e a nos achegarmos com fé à presença de Deus.

Os versos 1-10 nos lembram que os sacrifícios do santuário terrestre eram apenas sombras do verdadeiro sacrifício que Jesus ofereceu a Deus em obediência perfeita.

Os versos 11-14 nos lembram de que o ministério de Jesus é eficaz por causa de sua oferta perfeita. Por isso contrasta com o ministério dos sacerdotes terrenos que constantemente ofereciam sacrifícios que não podiam limpar a consciência.

Os versos 15-18 dizem que a promessa da nova aliança aboliu os sacrifícios, pois fornece o perdão perfeito e completo através do sacrifício de Jesus. Em vista disto, os versos 19-25 fornecem um convite empolgante para que nos aproximemos com confiança à própria presença de Deus, porque fomos lavados pelo sangue de Jesus.

Os versos 26-31 dizem que não existe nenhum outro sacrifício que possa ser apresentado para trazer perdão àqueles que rejeitam o sacrifício e o ministério de Jesus. Haverá apenas o julgamento para eles.

Então, os versos 31-39 convidam os leitores para se achegarem com fé à presença de Deus, apesar de perseguições e obstáculos provenientes do mundo em torno deles.

Essa é uma lição difícil de aprender. Nós sempre queremos trazer um presente, uma dádiva ou um sacrifício que possa nos tornar aceitáveis diante de Deus. O livro de Hebreus afirma que nenhum sacrifício humano é bom o suficiente para tornar-nos limpos. Nenhum sacrifício humano que venhamos a trazer pode nos tornar aceitáveis em Sua presença. 

Deus providenciou em Jesus o único sacrifício que realmente pode nos purificar e nos tornar aceitáveis perante Ele. “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (1 Pedro 5:5).

Aceitemos, portanto, o sacrifício de Jesus e nos aproximemos de Deus “com confiança”, na “plena certeza” que a fé proporciona.

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/10/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 10
Comentário em áudio 



Hebreus 4 by Jeferson Quimelli
28 de maio de 2015, 1:00
Filed under: descanso, , graça, sábado | Tags: ,

Comentário devocional:

Hebreus 4 contém duas exortações para nós: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso …” (v. 11 NVI) e “aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança …” (v. 16 NVI).

O verdadeiro descanso é algo difícil para nós alcançarmos. Isso implica pelo menos duas coisas: (1) que o trabalho tenha sido feito e (2) que tenhamos feito provisão perfeita para as necessidades do futuro. Embora seja verdade que podemos tirar alguns dias de folga do trabalho ou umas férias com o propósito de “descansar”, quem de nós pode realmente dizer que terminou completamente seu trabalho e fez provisão perfeita para o futuro? É por isso que Deus não nos convida simplesmente para descansar, mas para entrarmos em Seu descanso (vs. 1-11). É um descanso proporcionado pela graça divida que nos possibilita desfrutar livremente de algo que pertence somente a Deus.

Os versos 1-5 argumentam que Israel não entrou naquele descanso quando  entrou em Canaã, porque somente através da fé se pode desfrutar do verdadeiro descanso. Ele não se refere a uma terra, mas ao descanso no qual Deus entrou ao criar o Sábado, ao terminar Seu trabalho e fazer provisão perfeita para nós de tudo que precisávamos.

Os versos 6-11 argumentam que este descanso está disponível hoje por meio da fé. O verso 9 descreve-o como um descanso sabático porque pela fé a cada Sábado a obra perfeita de Deus e a perfeita provisão se tornam nossa. Nós não trabalhamos para conseguir isso. Nós não adquirimos essas bênçãos por nossos esforços. É um descanso oferecido pela graça e aceito pela fé.

Os versos 14-16 nos convidam a nos aproximarmos de Deus no santuário celestial. Este não é um segundo convite, mas é o mesmo dos versos anteriores porque no Antigo Testamento o templo é também chamado de descanso de Deus (2 Crônicas 6:41; Isaías 66:1; Salmo 95). Sim, quando adoramos a Deus, deixamos para trás nossos trabalhos semiacabados e, na melhor das hipóteses, as nossas provisões parciais para o futuro e entramos, por meio da fé, na perfeita obra de Deus e na Sua perfeita provisão. Trata-se, novamente, de um descanso provido pela graça.

Nós não precisamos esperar até o próximo sábado para entrar naquele descanso. O descanso da graça está disponível “hoje”, por meio da fé, para aqueles que acreditam e confiam plenamente em Deus. 

Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 4
Comentário em áudio 



Gálatas 3 by Jeferson Quimelli
15 de abril de 2015, 1:00
Filed under: , lei, salvação | Tags: , , ,

Gálatas 3 – Comentário devocional:

Se você pensar bem, poderá ver que é muita tolice insistir que temos que fazer alguma coisa para a nossa salvação além de confiar em Cristo. Como Paulo lembra aos Gálatas, tudo que realmente precisamos fazer é olhar para a nossa própria experiência (vs. 1-5). Quando a humanidade se perdeu, condenando-se ao esquecimento eterno, Deus, dentro do plano de salvação, tomou a iniciativa de enviar Jesus como nosso Salvador. E isso quando ainda éramos ímpios, fracos, e nos opúnhamos a Ele (Rm 5:6-10). Deus ainda traz pessoas para as nossas vidas para compartilhar o evangelho conosco, exatamente como Ele enviou Paulo para levar o evangelho aos Gálatas. Por que devemos pensar que a nossa salvação depende de alguma forma dos nossos esforços?

Além do testemunho de sua experiência, Paulo lembra aos Gálatas que o Antigo Testamento também revela que a salvação sempre se baseou na resposta de fé do homem em Deus e Suas promessas, não em obras (cf. Gl 2,16; Rm 3:28). Paulo primeiro raciocina a partir da experiência de Abraão. Quando Deus fez a sua promessa de aliança com Abraão em Gênesis 12, Ele não pediu a Abraão para fazer algo para merecê-la (Gn 12:1-3). Ele só precisava aceitar o que Deus prometeu fazer por ele. Tudo isso aconteceu 25 anos antes de Abraão ser circuncidado. Por que devemos pensar, portanto, que a circuncisão ou qualquer outra coisa fosse um pré-requisito para a salvação?

Mas então por que Deus deu a lei a Moisés 430 anos mais tarde? Foi dada, diz Paulo, para apontar o pecado (cf. 3:19; Rm 5,20; 7:13) e seu remédio prefigurado no sistema sacrificial. O papel da lei é como o de um tutor designado para proteger, orientar e disciplinar uma criança (vv. 24-25). Tão importante quanto seja esse papel, a lei nunca foi destinada a ser a realidade definitiva. Esse papel é pertencente a Cristo, o único que nos libertou da opressão do pecado e da condenação da lei e que fez todos nós parte da família eterna de Deus (cf. 3:26-29; 4:5).

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/3/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Gálatas 3 
Comentários em áudio 



O justo viverá pela fé (Rm 1:17) by Jeferson Quimelli
27 de fevereiro de 2015, 0:20
Filed under: , salvação | Tags: , ,

Porque no evangelho é revelada, a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá da fé. Rm 1:17 (NVI).

 

Esta frase, citada por Paulo de Hab. 2:4, é tão fundamental para a compreensão de como Deus provê nossa salvação, que vamos ver como é traduzido em outras versões:

ARA: “O justo viverá por fé”;

ARC: “Mas o justo viverá da fé “;

NTLH: “Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”. (ou: Quem é aceito por Deus, viverá por meio da fé – rodapé);

Bíblia Viva: “O homem que encontra a vida, vai encontrá-la confiando em Deus”.

Clear Word: “O justo vive pela fé em Deus e Ele o declara justo”.



A citação é de Habacuque 2:4. Durante a invasão dos caldeus (babilônicos), Habacuque foi confortado com a certeza de que o justo estaria a salvo (ver com. de Hc 2.4). Um significado semelhante pode ser notado no uso que Paulo fez da citação em Romanos 1:17. A pessoa justa não viverá na dependência de suas próprias obras nem de seus méritos, mas pela confiança e fé em Deus. … Unicamente a pessoa que é justa pela fé viverá. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 520. 



Habacuque provavelmente entendia “viverá” se referindo somente à esta vida. Mas Paulo estende esta declaração à vida eterna. Ao crermos (ou: confiarmos) em Deus, nós somos salvos. Encontramos vida, agora e para sempre. Life Application Study Bible.



A justiça pela fé é um tipo especial de justiça – algo que é sem igual nas religiões comparadas. A justiça pela fé está firmada na fidelidade de Deus. Quando a fidelidade de Deus encontra a resposta de fé da parte do homem, o milagre torna-se possível. Então é manifestada a justiça de Deus.

Sendo que Cristo vive no coração daquele que crê, essa pessoa tem a dádiva da justiça de Cristo e possui o poder para realizar obras agradáveis a Deus. Foi esta compreensão que iluminou, mudou e inflamou a vida de Lutero…

Porque então é tão difícil aceitar a dádiva inapreciável da justiça de Deus?

1) A tentativa de nos tornarmos justos por nossos próprios esforços é uma manifestação natural de independência humana.

2) Aceitar a justiça de Cristo significa a morte para o próprio eu.

3) É mais fácil confiar em nossas boas obras do que confiar em Cristo. 

(Comentários baseados nas Lições da ES do 4º trim de 1990, do Dr. Herbert Kiesler).



O professor Pedro Apolinário, em seu livro Explicação de Textos Difíceis da Bíblia, demonstra que a melhor tradução para o trecho fundamental de Romanos 1:17 é: “O homem que é justificado pela fé – viverá“. E explica: “A teologia de Paulo nos afiança de que o homem justificado pela fé é o único que possui vida, porque esta vem unicamente de Cristo, recebida através da fé. O grande tema da epístola de Romanos pode ser sintetizado nesta frase: O pecado conduz à morte; a justificação conduz à vida (Rom. 5:17, 21; 8:10).”



Lutero e Romanos 1:17:

“Por uma decretal recente, fora prometida pelo papa certa indulgência a todos os que subissem de joelhos a ‘escada de Pilatos’, que se diz ter sido descida por nosso Salvador ao sair do tribunal romano, e miraculosamente transportada de Jerusalém para Roma. Lutero estava certo dia subindo devotamente esses degraus, quando de súbito uma voz semelhante a trovão pareceu dizer-lhe: ‘O justo viverá da fé’. Romanos 1:17. Ergueu-se de um salto e saiu apressadamente do lugar, envergonhado e horrorizado. Esse texto nunca perdeu a força sobre sua alma. Desde aquele tempo, viu mais claramente do que nunca dantes a falácia de se confiar nas obras humanas para a salvação, e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo. Tinham-se-lhe abertos os olhos, e nunca mais se deveriam fechar aos enganos do papado. Quando ele deu as costas a Roma, também dela volveu o coração, e desde aquele tempo o afastamento se tornou cada vez maior, até romper todo contato com a igreja papal.” O Grande Conflito, p. 122 (p. 77 da edição condensada). 

 



João 20 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
28 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: Evangelho, , profecias, ressurreição | Tags: , , , ,

Caríssimos,

Apesar dos comentários dos capítulos 19 e 20 terem ficado um pouco longos, creio que estes dois capítulos merecem toda a atenção e compreensão, pois serem o ponto alto dos evangelhos.
Que Deus nos dirija e abençoe no estudo e que todos possamos crer, como João.

Jeferson

 

1-31 Os quatro Evangelhos têm o registro de vários aparecimentos depois da ressurreição; junto com At 1.3-8 e 1Co 15.5-8, há o registro de doze aparições: as primeiras seis ocorreram em Jerusalém, quatro na Galileia, uma no monte das Oliveiras e uma no caminho de Damasco. Bíblia de Genebra.

2 e não sabemos. O plural indica que algumas mulheres estavam ali, como registrado nos outros Evangelhos [Mt 28:1; Mc 16:1; Lc 24:10]. Eram as mesmas mulheres que estiveram ao pé da cruz, talvez com exceção de Maria, mãe de Jesus, que não é mencionada. Bíblia de Genebra.

Nem passava pela mente de Maria a possibilidade da ressurreição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A ressurreição foi uma surpresa para os discípulos. Andrews Study Bible.

3 Foram ao sepulcro. O incidente relatado nos v. 3 a 10 reflete bem o diferente temperamento de Pedro e João. O discípulo amado era tranquilo, reservado e de sentimentos profundos (ver com. de Mc 3:17). Pedro era impulsivo, entusiasta e precipitado (ver com. de Mc 3:16). Após receberem a notícia de Maria, cada um deles reagiu de maneira característica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1186

Lenço. Do gr. soudarion (ver com. de Jo 11:44). O fato de os lençóis estarem ali cuidadosamente dobrados mostra que não se tratava de um roubo na tumba. Os ladrões não se dariam ao trabalho de dobrar os lençóis que envolviam o corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1187

o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesusestava dobrado. Em ordem, ao contrário do desalinho que teria resultado de um assalto ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8. Creu. Isto é, ele creu que Jesus tinha ressuscitado. Sem dúvida, João se lembrou da predição de Jesus sobre a ressurreição. Pedro talvez fosse mais cético, embora Lucas relate que Pedro “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24:12). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Viu, e creu. João foi o primeiro discípulo a crer na ressurreição de Jesus. Andrews Study Bible.

Cf 20.29; 9:36-41. Não existe fé real sem fatos e acontecimentos reais. O que convenceu os dois discípulos da realidade da ressurreição foram os lençóis (Lc 24.12). Mostram que o corpo transformado de Jesus traspassara o invólucro de linho e aromas (19.40) sem perturbá-lo. O discípulo amado reconheceu o cumprimento das predições específicas de Jesus (Mc 8.31; 9.9, 31; 10.34; Jo 2.19; 10.18). Bíblia Shedd.

9 compreendido a Escritura. Em primeiro lugar, vieram a saber a respeito da ressurreição por meio daquilo que viram no túmulo; foi só depois que a perceberam nas Escrituras. Fica óbvio que não inventaram uma história para se encaixar a um entendimento preconcebido das profecias bíblicas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cf Sl 16.8-11; 2.7; At 2.24-31; 13.32-37, 1Co 15.4. O Espírito logo mostraria aos discípulos o significado das passagens da Bíblia que predisseram a ressurreição. Bíblia Shedd.

10. E voltaram […] para casa . Talvez a mãe de Jesus já estivesse na casa de João, e o discípulo “a quem Jesus amava” (v. 2) compartilharia a notícia com ela. CBASD, vol. 5, p. 1187.

11. Maria , entretanto, permanecia. Maria Madalena havia seguido Pedro e João ao túmulo, porém, com menos pressa. Estava afligida pela dor. Os olhos cheios de lágrimas e a condição emocional a impediram de reconhecer os visitantes celestiais, com novas que amenizariam seu sofrimento. CBASD, vol. 5, p. 1187.

12 dois anjos vestidos de branco. Os anjos geralmente são descritos com este tipo de vestidura (Mt 28:3; Lc 24:4; At 1:10). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Mt 28.2 registra “um anjo”; Mc 16.5 refere “um jovem”; e Lc 24.4 “dois homens”… Não há necessariamente contradição, uma vez que os anjos devem ter aparecido em forma humana e um deles pode ter se destacado por ser o que falava. Bíblia de Genebra.

14 e viu Jesus em pé. Mateus revela que Jesus já tinha aparecido uma vez a um grupo de mulheres quando iam para Jerusalém, para contar as novas do túmulo vazio (Mt 28.8-10). Bíblia de Genebra.

Não reconheceu. Os olhos de Maria a impediam de reconhecer o Senhor, como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). Provavelmente as lágrimas não lhe permitiam ver claramente. CBASD, vol. 5, p. 1187.

Era Jesus. Esta foi a primeira aparição após a ressurreição (Mc 16:9). CBASD, vol. 5, p. 1187.

15 Se tu O tiraste. O pronome é enfático no grego. Maria não abrigava nenhuma esperança da ressurreição. Sua única preocupação era recuperar o corpo do Senhor. Ela poderia sepultá-Lo no túmulo em que seu irmão tinha estado e que Jesus dali o chamara (Jo 11:1, 38; ver Nota Adicional a Lucas 7). CBASD, vol. 5, p. 1187.

16 Maria! Maria foi incapaz de reconhecer a Jesus pela mudança de Sua aparência e as lágrimas. Chamada pelo nome (10.3) percebeu que era Jesus. Bíblia Shedd.

Evidentemente, Jesus pronunciou o nome dela num tom familiar. Ela foi tomada de intensa emoção ao compreender que o Senhor estava vivo. CBASD, vol. 5, p. 1187.

Disse. Evidências textuais atestam a adição da frase “em hebraico” (ARA; cf. p. 136). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Mestre. Do gr. didaskalos, “aquele que ensina”. “Raboni“, provavelmente, tenha sido a forma habitual de Maria saudar a Jesus (ver Jo 11:28). CBASD, vol. 5, p. 1187.

17 Não Me detenhas. O grego pode ser interpretado com o significado de “pare de me tocar” (o que implicaria que Maria estivesse abraçando Seus pés) ou “interrompa o intento de abraçar”. Este último deve ser o significado aqui. A objeção não indica que fosse errado ou pecaminoso o contato físico com o corpo ressuscitado. Há uma urgência na expressão. Jesus não queria ser detido para receber a homenagem de Maria. Ele desejava primeiro ascender ao Pai a fim de obter a certeza de que Seu sacrifício fora aceito (ver DTN, 790). Depois da ascensão temporária, Jesus permitiu, sem protesto, o que pedira a Maria para adiar (ver Mt 28:9). CBASD, vol. 5, p. 1187, 1188.

Meus irmãos. Isto é, os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1188.

Meu Pai e vosso Pai. Não “nosso Pai”, talvez com o propósito de mostrar que existem algumas diferenças importantes entre o relacionamento de Cristo com o Pai e o nosso. “Pai” e “Deus” são utilizados aqui como sinônimos. CBASD, vol. 5, p. 1188. 

Não há impropriedade em tocar um corpo ressurreto; no v. 27, Jesus diz a Tomé para toca-Lo (ver também Mt 28.9). Bíblia de Genebra.

19. Ao cair da tarde. O encontro ocorreu depois que os dois discípulos retornaram de Emaús, tarde da noite (ver com. de Lc 24:33). CBASD, vol. 5, p. 1188. 

trancadas as portas da casa. …ter as portas trancadas para se proteger dos inimigos é perfeitamente compreensível, (cf. DTN, 802). A seguinte tradução ilustra essa relação, entre as frases: “os discípulos tinham fechado as porás do lugar onde se achavam, por medo dos judeus” (BJ). CBASD, vol. 5, p. 1188

pôs-Se no meio. O corpo glorificado de Cristo ressurreto não foi impedido por portas fechadas [ver tb At 12.10]. Bíblia Shedd.

Paz seja com vocês! Poderiam ter esperado repreensão e censura por causa do seu comportamento na sexta-feira anterior; mas Jesus acalmou os seus temores. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 Assim como o Pai Me enviou, eu também vos envio. Esta é uma breve afirmação da comissão que Jesus deus aos Seus discípulos. Uma declaração mais completa é encontrada em Mt 28.18-20 e em Lc 24.44-53. Jesus é o exemplo supremo de evangelismo e missão. Bíblia de Genebra.

Recebei o Espírito Santo. Este foi um cumprimento preliminar e parcial  da promessa de João 14:16 a 18; e 16:7 a 15. O derramamento pleno ocorreu cerca de 50 dias depois, no Pentecostes (At 2). CBASD, vol. 5, p. 1188. 

Lembra-nos do começo da vida humana no Éden (Gn 2.7). Vida natural e espiritual dependem do sopro (o Espírito) de Deus. Bíblia Shedd.

23 perdoardes retidos. Somente Deus pode perdoar pecados (At 8:21-22). Mas é através da pregação do Evangelho que o perdão de Deus é tornado disponível a outros. Rejeição do Evangelho significa rejeição ao perdão de Deus. ver tb 3:16-21; 2Co 2:15-16. Andrews Study Bible.

…de acordo com a aceitação ou rejeição de Jesus Cristo por parte dos ouvintes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Se eu não virnão crerei. Uma firme expressão de descrença. Andrews Study Bible.

Deus sempre oferece evidências suficientes para fundamentar a fé, e os que estão dispostos a aceitá-las sempre encontram o caminho da salvação. Ao mesmo tempo, Deus não obriga ninguém a crer contra a própria vontade, pois assim os privaria do direito de usar o livre-arbítrio. Se todas as pessoas fossem como Tomé, as gerações posteriores nunca poderiam chegar ao conhecimento do Salvador. Na verdade, ninguém, exceto as poucas centenas de pessoas que viram o Senhor ressuscitado com os próprios olhos, teria acreditado. Porém, a todos os que O recebem pela fé e acreditam em Seu nome (ver com. de Jo 1:12) o Céu reserva uma bênção especial: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). CBASD, vol. 5, p. 1189. 

De modo algum acreditarei. Esta expressão é mais enfática no grego. CBASD, vol. 5, p. 1189.

26 Passados oito dias. Isto é, “oito dias”, segundo a contagem inclusiva, ou seja, no domingo seguinte … A nova reunião, de acordo com o cômputo judaico, ocorreu uma semana mais tarde, talvez à noite outra vez … Alguns atribuem significado especial ao fato de este segundo encontro com os discípulos ter ocorrido no primeiro dia da semana. Insistem que este foi o início da comemoração do dia da ressurreição, ocasião para a santificação e consagração do domingo como dia de culto e adoração. Certamente, se este tivesse sido o objetivo, seria esperada alguma menção a isso. Porém, não há nenhum indício de tal propósito. Por outro lado, a narrativa dá uma razão válida para que a reunião se realizasse: Tomé, o discípulo cético, estava presente, e Jesus queria fortalecer sua fé. CBASD, vol. 5, p. 1189.

Portas trancadas . Provavelmente por medo dos judeus, como na ocasião anterior (ver com. do v. 19). CBASD, vol. 5, p. 1189.

27 Põe aqui o dedo. O Senhor sabia o que Tomé pensava e, assim que chegou, dirigiu Sua atenção ao discípulo. Jesus lhe ofereceu a prova exata que ele esperava, embora fosse irrazoável (ver v. 25). Não se menciona que Tomé tenha aceitado o oferecimento de Jesus. O fato de o Senhor ter lido as dúvidas de seu coração com tanta precisão foi para ele prova convincente da ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1189.

28 Senhor meu e Deus meu. Reconhecer Jesus como Senhor e Deus é o ponto alto da fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Por sua confissão, Tomé relacionou quem estava diante dele com o Yahweh do AT. Esta confissão se tornou, mais tarde, uma fórmula padrão de fé (ver ICo 12:3). CBASD, vol. 5, p. 1189. 

Uma perfeita contrapartida do Prólogo do Evangelho (1:1-2, 14), que afirma a divindade de Jesus. Andrews Study Bible.

Esta é, provavelmente, a mais clara e simples confissão da divindade de Cristo encontrada no Novo Testamento. As duas mais elevadas palavras, “Senhor” (usada na tradução grega do Antigo Testamento para o nome divino “Javé” [Yahweh]) e “Deus” estão juntas e dirigidas a Jesus, em reconhecimento de Sua glória. Jesus aceita este culto sem hesitação. Este é um forte contraste com os anjos que foram erradamente cultuados em Ap 19.10; 22.9. Bíblia de Genebra.

A fé de outras gerações partirá não da vista, mas do testemunho dos discípulos. Bíblia Shedd.

29 Aparentemente Tomé não chegou a tocar as marcas dos pregos e a cicatriz deixada pelo golpe de lança (v. 27). Mas ele queria pelo menos comprovar com os olhos. Ele não estava disposto a  acreditar unicamente pelo testemunho dos outros. Jesus repreendeu sua falta de fé e louvou aqueles que estavam dispostos a acreditar, sem a comprovação dos sentidos. CBASD, vol. 5, p. 1189, 1190.

Bem aventurados os que não viram e creram. Bem-aventurados. Do gr. makarioi (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 1190.

Aqueles cuja fé não é baseada no contato físico com Jesus. Andrews Study Bible.

Conquanto aceitasse a fé que Tomé demonstrava, Jesus abençoa aqueles que virão a crer pelo testemunho dos discípulos (17.20; cf 1Pe 1.8-9). Esta bênção apresenta a razão para o Evangelho ser escrito (vs 30-31). Bíblia de Genebra.

Essas palavras obviamente, também se aplicam aos futuros crentes em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 muitos outros sinais. “Muitos”, neste versículo, pode se referir a “outros sinais”, com os quais o leitor já estava familiarizado por meio de relatos da vida de Cristo já em circulação. CBASD, vol. 5, p. 1190.

Nenhum dos Evangelhos procura dar um registro completo ou estritamente cronológico, tal como ocorre numa biografia moderna (cf 21.25). Bíblia de Genebra.

31 Estes [sinais] … foram registrados para que creiais. João tinha escolhido alguns para narrar, no meio de muitos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta expressão afirma o propósito deste Evangelho. Através dos sinais narrados, o leitor virá à fé em Jesus, como mais do que um operador de milagres. Ele é o Cristo, a Palavra encarnada, com o Pai e o Espírito, como Deus triúno. Através da fé, encontramos vida nEle, que é a fonte da vida (6.32-58). Bíblia de Genebra.

Manifesta o propósito evangelístico de João. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A finalidade do evangelho é dupla: 1) intelectual, i.e., convencer o leitor que Jesus, Homem perfeito, é o Messias que cumpriu as promessas e esperanças de Israel, e o Filho de Deus que cumpriu o destino da humanidade; 2) espiritual, compartilhar por essa fé a vida eterna pelo Seu nome. Bíblia Shedd.

Através do Espírito Santo este livro realizará em nossas vidas tudo o que poderia acontecer se Jesus estivesse conosco na carne. Para mais do papel da Bíblia na vida do cristão, ver Lc 24:44; Rm 15:4; 2Tm 3:15-17. Andrews Study Bible.

E, crendo, tenham vida. Outra expressão de propósito – produzir a fé que leva à vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.

João resume o propósito do que escreveu e o plano que seguiu em sua seleção do material. Não era seu objetivo apresentar uma história  completa ou mesmo uma biografia detalhada de Jesus. Escolheu os “sinais” que formavam o fundamento de seu tema e o propósito pelo qual escreveu. CBASD, vol. 5, p. 1190. 

Jesus é o Cristo. Jesus foi o nome de Cristo em Sua humanidade (ver com. de Mt 1:21). Foi Seu nome pessoal, o nome pelo qual Ele era conhecido por Seus contemporâneos. Para muitos, esse nome só identificava o filho do carpinteiro. O propósito de João era demonstrar que o Jesus que as pessoas conheciam era realmente o Messias. “Cristo” significa “Messias” (ver com. de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 1190. 

Vida. Do gr. zõê (ver com. de Jo 1:4; 8:51; 10:10); ver Jo 6:47; ver com. de Jo 3:16. 




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