Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 19 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Apocalipse 19 se divide em duas metades. A primeira nos eleva subitamente às imagens e sons do céu em êxtase absoluto. Onda após onda de “aleluias” brotam de coros celestes (vs. 1-8). Os vinte e quatro anciãos, em uma breve pausa da grande multidão, exclamam seu próprio aleluia (v. 4). Deus é louvado porque seus juízos são verdadeiros e justos contra a prostituta que não só corrompeu a terra com o seu dogma adulterado, mas também derramou o sangue dos verdadeiros servos de Deus (v. 2). Ele é louvado novamente porque Ele agora reina incontestável como “o Senhor, o nosso Deus, o Todo-Poderoso” (v. 6 NVI). Então, a grande multidão se regozija e glorifica a Deus porque “chegou a hora do casamento do Cordeiro, e sua noiva já se aprontou” (v. 7 NVI). Ela está vestida com um vestido que “foi-lhe dado linho fino, … os atos justos dos santos” (v. 8 NVI). Qualquer justiça que ela [a igreja] tenha lhe foi concedida por seu noivo, o Cordeiro.

A segunda metade remete-nos mais uma vez à batalha do Armagedom. É concedida a João uma visão simbólica de Jesus voltando à Terra, montado em um cavalo branco e liderando os celestes exércitos angélicos. Ele vem para batalhar contra as nações e seus heróis espirituais, o dragão, a besta e o falso profeta (v. 19-20). 

Jesus vem apresentando quatro nomes. Ele é chamado de “Fiel e Verdadeiro” (v. 11 NVI). Fiel à sua aliança e verdadeiro com Seu povo sitiado, Ele vem para resgatá-los. Ele está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome é a Palavra de Deus (v. 13 NVI). Quando Ele veio pela primeira vez como a Palavra de Deus, Seu manto foi embebido em Seu próprio sangue, a fonte da nossa salvação. Seu terceiro título é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v. 16 NVI). Os reis da terra não tem nenhuma opção ante Sua gloriosa presença, a não ser cair de joelhos e lançar suas coroas diante dEle. E em quarto lugar, “em Sua cabeça há … um nome que só ELe conhece, e ninguém mais” (v. 12 NVI). Não importa o quanto possamos saber a respeito de Jesus, haverá sempre um elemento que jamais compreenderemos do mistério divino sobre Ele, convidando-nos sempre a conhecê-Lo mais.

Os vs. 19-21 falam da destruição de todas as forças de oposição, exceto o dragão. Ele e sua destruição final são o assunto do próximo capítulo.

Garth Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/19/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Apocalipse 19 
Comentários adicionais: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com.br/



Apocalipse 7 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Depois da visão da apostasia religiosa nos selos, João vê quatro anjos que seguram os ventos da contenda, guerra e derramamento de sangue. Por quê? Jesus, o Arcanjo (encarregado dos anjos) vem do Oriente e fala em alta voz que os anjos retenham a destruição até que os servos de Deus sejam selados intelectual e espiritualmente na verdade de Deus. Só então esses ventos deverão ser soltos, liberando o caminho para o caos que virá após o fechamento da porta da graça. “Depois destas coisas” (v. 9) sinaliza este selamento especial do povo de Deus, para Si mesmo no final do tempo, durante o sexto selo, antes da segunda vinda de Cristo. Somente aqueles que forem selados com o selo de Deus serão capazes de se manterem em pé após o encerramento da porta da graça. Fortalecidos pelo Espírito Santo, eles guardam todos os Dez Mandamentos e têm o testemunho de Jesus. Eles guardam o sábado do sétimo dia, em lealdade a Ele, o qual é o selo do fim dos tempos*.

João ouve o número dos que foram selados: 144.000. 12.000 de cada uma das doze tribos de Israel. Os 144.000 não se referem à nação literal de Israel, mas ao Israel espiritual, um grupo especial de crentes do tempo do fim que Deus usará para dar ao mundo a última revelação do Seu amor. Eles demonstram que, pela graça de Deus, é possível guardar todos os Dez Mandamentos. Com o selo de Deus iluminando seus rostos, eles são o testemunho final do mundo que foi convidado a escolher entre a adoração de Deus e a adoração da besta. Esses fiéis estarão vivos quando Jesus vier.

São mostrados a João dois grupos especiais de pessoas que fazem parte dos redimidos de todas as idades. Os 144.000 demonstram vidas em completa devoção a Jesus Cristo unicamente pela Sua graça, e desmentem as acusações de Satanás de que é impossível guardar os Dez Mandamentos de Deus. O segundo grupo inclui os martirizados por sua fé e a quem foi prometido o manto da justiça de Cristo, e que nunca mais sofrerão fome, sede, ou frio.

Ao contemplarem esses dois grupos, os anjos ao redor do trono, os vinte e quatro anciãos, e os seres vivos se prostram diante do trono e louvam a Deus (v 12).

Hoje é o tempo para você fazer um pacto com Jesus para ser selado como um de seus especiais 144.000, que no tempo do fim demonstrarão lealdade total a Deus. Que por Sua graça você reflita plenamente o caráter de Jesus.

Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Médico, Medicina do Trabalho
Greeneville, TN. EUA.


* NT: A observância do sábado é um sinal exterior de uma lealdade interior (ver Ez 20:12, 20; Is 8:16; 51:6-7; I Jo 2:3, 4; Êx 20:8-11; Ap 14:12;  Mt 5:17, 18; Prov 30:5, 6; ap 22:18, 19; Êx 31:13; 5.  Ver tb. Lc 4:16, 31; 23:52-56; Mc 16:1-2). Aqueles que amam a Deus de todo o coração consideram um dever e privilégio observar o dia criado e escolhido por Ele para Sua adoração.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/7/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 7 
Comentário em áudio 



Romanos 11 by Jeferson Quimelli
9 de março de 2015, 1:00
Filed under: Aliança, fidelidade de Deus, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Paulo conclui neste capítulo seu apelo evangélico à nação judaica. Embora seja verdade que Israel perdera seu status como povo escolhido quando rejeitaram a Cristo, isto não significa que Deus tenha rejeitado os judeus individualmente. Os que creem são parte do povo da graça de Deus. Paulo lembra aos seus leitores que ele é um membro da tribo de Benjamin e que a graça de Deus o salvou. Nos dias de Paulo havia muitos judeus que haviam crido em Cristo e, portanto, estavam entre aqueles que haviam sido salvos pela graça e não pelas obras.

Paulo mostra que Israel não alcançara a glória que almejara. Mas o que Cristo fez na cruz cumpriu os propósitos de Deus e os judeus que aceitam Seu sacrifício fazem parte do cumprimento de Seu plano (vs. 7-14). Ele cita Isaías 29:10 e Salmo 69:22 para mostrar que os judeus estavam cegos e adormecidos e tornaram-se uma pedra de tropeço. Esta queda, no entanto, levou à salvação dos gentios. E é o propósito de Deus usar Sua obra salvadora através dos gentios para provocar ciúmes aos judeus, de modo que eles aceitem Jesus como o Messias.

Paulo, então, mostra que os judeus incrédulos são como ramos que foram quebrados da oliveira. Os gentios foram enxertados para substituí-los. No entanto, se os judeus voltarem a crer eles podem ser naturalmente enxertados, porque não são ramos de oliveira selvagem, como os gentios. Se eles acreditarem na verdade de Cristo, será muito natural que eles sejam enxertados no Cristianismo (vs. 15-24). Por outro lado, se Deus não poupou os ramos naturais (judeus) por causa de sua incredulidade, os gentios, que são os ramos selvagens enxertados, serão tratados da mesma maneira por Deus, como Ele fez com os judeus incrédulos se deixarem de crer.

Paulo encerra o capítulo dizendo que o novo Israel espiritual é uma oliveira, composta por judeus que acreditam em Cristo e gentios que foram enxertados. Este novo Israel é salvo pelo Libertador que vem de Sião e os transforma a partir da impiedade de Jacó. Aqueles que são salvos são libertos do pecado, a partir da nova aliança (vs. 25-36). Veja também Jr 31:31-34 e Hb 8:10-13.

Seja um judeu ou gentio, todos carecem da misericórdia de Deus porque todos pecaram. As profundezas das riquezas e conhecimento de Deus são insuperáveis! Sua sabedoria, conhecimento e juízos são insondáveis. Vemos que Deus tem feito todo o possível para salvar a todos, seja judeu ou gentio, e é justo no Seu trato com aqueles que O rejeitam. Como seres humanos, não podemos compreender plenamente os caminhos de Deus, mas sabemos que Ele nos ama e que podemos confiar nEle.

Norman McNulty, M. D.
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/11/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Romanos 11 
Comentário em áudio



Romanos 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de março de 2015, 0:00
Filed under: Israel, restauração, Trabalho de Deus | Tags: , ,

1 Porque eu também. Paulo mostra que nem todos os judeus foram rejeitados. Ele mesmo era israelita e foi aceito por Deus. Ele sabia por experiência que as bênçãos prometidas lhe pertenciam. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 664.

Tribo de Benjamim. Por esta referência, Paulo afirma que era do próprio núcleo da nação judaica. As tribos de Judá e Benjamin estiveram unidas por ocasião da revolta das dez tribos do Norte (1Rs 12:21) e mantiveram a continuidade teocrática da nação judaica depois do exílio em Babilônia. Assim , um descendente da tribo de Benjamin era, de fato, “hebreu de hebreus”. CBASD, vol. 6, p. 664.

5 Eleição da graça. Deus escolhe, para constituir o remanescente, aqueles que aceitam a graça. Eles não obtêm esse direito por causa das obras, mas porque aceitaram livremente a graça. CBASD, vol. 6, p. 665.

7 A eleição. Ou, os eleitos. Pode ser comparado com a expressão “a circuncisão”, ou seja, os que foram circuncidados. Paulo enfatiza que os salvos devem sua condição inteiramente á graça e á eleição divinas. CBASD, vol. 6, p. 665.

10 Escureçam-se-lhes os olhos. O escurecimento dos olhos é usado como figura da cegueira espiritual. Assim, embora possuíssem claras revelações da vontade de Deus, os judeus permaneceram ignorantes acerca do significado e propósito das mesmas. CBASD, vol. 6, p. 666.

12 Riqueza para o mundo. Os judeus foram chamados para ser missionários de Deus ao mundo, mas falharam na tarefa. O mundo gentio ouviu falar das “insondáveis riquezas”, e muitos aceitaram a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 667.

15 Reconciliação ao mundo. Paulo considerava seu ministério como uma obra de reconciliação. Após a rejeição da nação de Israel, o evangelho de Cristo se espalhou a todas as nações do mundo. CBASD, vol. 6, p. 668.

16 Raiz. Paulo usa uma segunda metáfora para expressar a mesma ideia. Se a raiz é santa, a árvore inteira também é santa. CBASD, vol. 6, p. 669.

20 Não te ensoberbeças. Ou, “pare de pensar em coisas elevadas”, no sentido de ficar convencido. O cristão gentio não possuía mais méritos do que o judeu. Portanto, não tinha motivos pra ser vaidoso. CBASD, vol. 6, p. 670. 

23 Eles também. Deus não só tem a vontade, mas também o poder de restaurar os que foram cortados da oliveira. CBASD, vol. 6, p. 671. 

25 Plenitude. “A plenitude dos gentios” pode ser entendida como referência aos gentios que aceitam as disposições da salvação. CBASD, vol. 6, p. 672. 

29 Irrevogáveis. Deus não mudou de ideia em relação a Israel, mas um remanescente dele será salvo. Deus não Se arrepende de ter chamado a descendência de Abraão e lhe ter dado dons. As pessoas podem falhar, e Deus pode mudar de método, mas nunca abandona Seu propósito. CBASD, vol. 6, p. 673.

33 Profundidade. O salmista declara que “os Teus juízos [são] como um abismo profundo” (Sl 36:6). Paulo alcança o clímax de seu raciocínio. Tudo começou com a condenação de todos os pecadores e termina com misericórdia a todos. CBASD, vol. 6, p. 674.

36 Porque dEle. Este versículo dá a razão pela qual não se pode fazer de Deus um devedor. Pois todas a coisas foram criadas por Ele. Tudo o que vive deve a contínua existência e atividade Àquele que “opera tudo em todos”. E todas as coisas são dirigidas para a elaboração de Seus propósitos e a glória de Seu nome. CBASD, vol. 6, p. 675.

A Ele, pois seja a glória. Com essa breve, mas sublime doxologia, Paula chega ao fim de mais uma seção doutrinaria e argumentativa de sua epístola. CBASD, vol. 6, p. 675.

Compilação: Tatiana W



Romanos 2 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
28 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Israel, Juízo, salvação

  1 És indesculpável. Os judeus eram rápidos em condenar os gentios, mas, tendo em vista que, por séculos, os judeus foram tão favorecidos com maior luz que os gentios, eles eram indesculpáveis por cometer os mesmo pecados. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 528.
Praticas. Uma questão comumente observada: aqueles que são rápidos em criticar e acusar os outros são culpados dos mesmos crimes. Ás vezes, as pessoas são particularmente zelosas na oposição a esses delitos que eles mesmos praticam secretamente. CBASD, vol. 6, p. 528.
2 Segundo a verdade. Seu juízo se fundamenta no conhecimento das motivações das pessoas e da verdadeira natureza de sua conduta, e é imparcial. Até os pecados mais secretos são colocados sob Seu escrutínio (Ec 12:14). CBASD, vol. 6, p. 529.
3 Pensas. Em outras palavras, “você acha que, por causa de seu elevado conhecimento da verdade, ou por causa de sua ligação com a ascendência divina, ou com o povo escolhido, ficará livre do juízo?”. Essa esperança ilusória de livramento pessoal do juízo é uma forma comum de autoengano. CBASD, vol. 6, p. 529.
4 Longanimidade. Embora Deus odeie o pecado, em Sua longanimidade, Ele não agirá imediatamente para punir o pecado no momento em que é cometido. Ao contrário, Ele poupa as pessoas no dia a dia para lhes dar a oportunidade de se arrepender e ser salvas (2 Pe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 530.
5 Coração impenitente. Ou seja, um coração que se recusa a se arrepender. Não havia mudança de atitude no coração. As pessoas continuavam e cresciam voluntariamente no endurecimento do coração, apesar do apelo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 530.
9 Sobre a alma de qualquer homem. Ou seja, em cada ser humano. Este versículo tem sido usado para apoiar a ideia de que a alma, e não o corpo, sofrerá a penalidade. No entanto, a palavra “alma” (psuche) frequentemente denota toda a pessoa. CBASD, vol. 6, p. 532.
12 Sem lei. Esta expressão significa, evidentemente, sem lei revelada ou escrita, pois os gentios não estão sem a lei não escrita da consciência. Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem. No entanto, se transgredirem a lei não escrita da consciência, estarão perdidos, assim como os que pecaram contra a luz maior.A falta de mais luz não dá a ninguém o direito de pecar contra a luz menor. Os pagãos que pecaram estarão perdidos, mesmo que não tenham a lei escrita de Deus. Eles pecaram contra a lei que possuem, e a punição segue como consequência inevitável. CBASD, vol. 6, p. 533.
13 Simples ouvidores. Os judeus tinham a oportunidade de ouvir a lei, lida regularmente nas sinagogas. Mas chegaram a supor que o conhecimento teórico da lei, em si, constituía justiça. A vontade de Deus não só deve ser conhecida, mas obedecida. CBASD, vol. 6, p. 534.
16 De conformidade com o meu evangelho. Alguns entendem que isso significa que Paulo estava tão confiante na veracidade de sua mensagem que podia afirmar que seu evangelho seria o padrão no juízo final. No entanto, Paulo pode ter pretendido dizer simplesmente que o fato observado é apresentado no evangelho, isto é, que as pessoas não só serão julgadas, mas que o julgamento será feito por Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 536.
19 Estás persuadido. O proposito de Deus era que os judeus fossem testemunhas e mestres da verdade para o mundo. O pecado estava em apenas desfrutar seus privilégios sem cumprir a responsabilidade correspondente. CBASD, vol. 6, p. 537.
21 Pois. Uma vez que os judeus faziam uma profissão tão elevada de piedade e reivindicavam essa superioridade, era certo que se deveria esperar muito deles. Mas Paulo revela a incoerência entre suas reivindicações e sua conduta real. Eles “dizem e não fazem” (Mat 23:3). CBASD, vol. 6, p. 537.
25 Circuncisão. Os judeus davam grande importância ao rito da circuncisão, como se a cerimonia exterior garantisse um favor divino especial. Deus instituiu esse rito como um sinal de Sua aliança com Abraão e seus descendentes. Como marca e memorial dessa relação, a circuncisão poderia ter sido uma benção para os judeus. Mas, visto que, em tão grande medida, eles não tinham conseguido fazer jus ás exigências essenciais da aliança, a circuncisão se tornou em nada mais que uma forma vazia. CBASD, vol. 6, p. 538.
26 Considerada. Ou, “contada”. Se um gentio obedece ás exigências da lei, a incircuncisão não torna menos aceitável sua obediência. A circuncisão era um rito simbólico destinado por Deus. Se os gentios, sem o beneficio desse rito simbólico, praticassem as coisas contidas na lei, eles também compartilhariam as promessas feitas aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 539.
28 Não é judeu. A mera conformidade exterior com a lei não faz da pessoa um verdadeiro judeu, de acordo com a definição da Bíblia, mesmo que seja descendente de Abraão e tenha sido circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 539.
29 Do coração. O rito incluía a renuncia e o abandono de todos os pecados, a separação de tudo que era ofensivo  a Deus. Essa obra era claramente “do coração”. CBASD, vol. 6, p. 539.


Atos 15 by Jeferson Quimelli
13 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: guia divina, Israel | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

O início cuidadosamente registrado da organização da igreja cristã primitiva indica que a natureza humana não mudou muito desde então.

Atos 15:1 introduz um problema que levou a um conflito na igreja local em Antioquia, e requeria uma solução. Então, esta igreja enviou uma pequena delegação, incluindo Paulo e Barnabé, a Jerusalém para que o Conselho Geral resolvesse a questão. Muito bem acolhidos pelos anciãos e apóstolos, eles explicaram o assunto de sua missão que, ao ser debatido gerou muita discussão.

 Finalmente Pedro levantou-se e disse: “Por que vocês estão questionando a sinceridade desses novos crentes gentios? Vocês duvidam que Deus os aceitou? Deus promete a salvação ‘pela graça, por meio da fé’ [cf v.11; Ef 2:8] em Jesus” e esses novos crentes são aceitos por Deus, do mesmo modo que os judeus são aceitos” *.

O discurso de Pedro preparou o Conselho para ouvir Paulo e Barnabé. Quando estes acabaram de argumentar, Tiago, irmão de Jesus, que estava presidindo o Conselho, baseou a síntese do seu sermão na declaração de Pedro a respeito da aceitação de Deus dos novos crentes em Sua igreja. Tiago reconheceu que a conversão dos gentios havia sido profetizada (Amós 9:12) e era parte do plano de Deus. Ele falou com autoridade ao dizer: “Minha sentença é …” 

Em seguida, Tiago propôs que não se trouxessem dificuldades desnecessárias a esses novos crentes, mas que se lhes enviasse uma carta detalhando a decisão do Conselho, com a solução: abster-se de carnes oferecidas a ídolos, da prostituição e de comer animais estrangulados e seu sangue. Não se menciona aqui a guarda do Sábado, que fazia parte da Lei. 

Este não foi um decreto da parte de Tiago, como se fosse uma decisão de um homem só, mas foi confirmada pelos apóstolos, anciãos e pelo Conselho Geral. A passagem no versículo 22 poderia ser traduzida como: “foi ordenado” ou “foi votado” e, em seguida, “aceito por toda a igreja”. 

A carta “solução” foi escrita assegurando aos novos cristãos que eles e os líderes em Jerusalém eram todos irmãos em Cristo. Ela foi enviada por representantes escolhidos para os membros em Antioquia, e recebida com muita gratidão! 

Após muita oração e discussão que respeitara as convicções de todos os envolvidos, a crise foi evitada. Foram tomados aqui passos significativos na organização da igreja!

Do mesmo modo, no início de nossa igreja, Tiago White insistiu na necessidade da organização da mesma. Os delegados então se reuniram, o assunto foi levado a uma votação, um nome foi escolhido, um corpo de crentes foi estabelecido e a igreja teve início e cresceu. Nós a consideramos  a igreja de Deus.

Depois de ler o livro de Atos, você não sente também o desejo de se envolver mais em sua igreja local, no bairro onde você mora, na comunidade, cidade, ou em campos missionários distantes, para ajudar a terminar o trabalho de Mateus 24:14?

Alice Voorheis

Professora aposentada

Atua no Ministério da Herança Adventista

* Adaptação resumo da autora de Atos 15:7-11

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 15
Comentário em áudio



Atos 6 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A igreja em Jerusalém continuava crescendo. Surpreendentemente os apóstolos haviam passado pela prisão e visto as portas da prisão milagrosamente abertas (Atos 5). E continuaram a ensinar e pregar com ousadia. Mas agora um atrito começou a surgir entre os gregos e hebreus, quando os gregos viram que suas viúvas estavam sendo negligenciadas. O que os apóstolos fazem, então? Sabiamente, eles reconhecem que não podiam fazer tudo e então eles começam o processo de delegação. Eles selecionam sete diáconos para cuidar das necessidades físicas da igreja. Mas estes diáconos não podem ser qualquer tipo de homens. Eles precisam ser homens sinceros, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Aqui é onde nos encontramos Estêvão pela primeira vez.

Estêvão é um homem de fé e cheio do Espírito Santo. Como resultado, muitos milagres acompanham sua vida e ministério. Na verdade, quando ele fala, a Bíblia nos diz que seus adversários não podem resistir à sabedoria e ao espírito que acompanham suas palavras. E, como resultado, ele também foi logo levado perante o Sinédrio. No entanto, apesar de suas táticas do mal e palavras caluniosas de falsas testemunhas, Estêvão se mantém firme. “Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sinédrio viram que o seu rosto parecia o rosto de um anjo.” (v. 15 NVI). Que testemunho!

No livro Educação lemos: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus”(p. 57). Estêvão era um homem assim.

Deus está nos chamando, homens e mulheres, para o mesmo alto padrão de vida. Enquanto o mundo pode estar se desmoronando em torno de nós, que o Senhor nos ajude a sermos fiéis e firmes por Ele.

Ele está chegando! Que possamos estar prontos!

Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 6 
Comentário em áudio 



Por quê Jesus chorou? by Jeferson Quimelli
19 de janeiro de 2015, 12:30
Filed under: Evangelho, Israel, Jesus, sofrimento | Tags: , , ,

“Jesus chorou.” João 11:35.

Jesus foi tocado pela tristeza humana e chorou ante a dor. “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos” (Hb 2:17, ARC). Por identificar-se com a humanidade, “pode socorrer aos que são tentados”(Hb 2:18, ARC). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1127.

“Onde o pusestes?” perguntou. “Disseram-Lhe: Senhor, vem e vê”. João 11:34. Juntos, dirigiram-se para o sepulcro. 

Foi uma cena dolorosa. Lázaro fora muito amado, e as irmãs por ele choravam, despedaçado o coração, ao passo que os que haviam sido amigos

seus, misturavam as lágrimas com as das desoladas irmãs. Em face dessa aflição humana e de que os amigos consternados pranteavam o morto, enquanto o Salvador do mundo ali Se achava — “Jesus chorou”. João 11:35. 

Se bem que fosse o Filho de Deus, revestira-Se, no entanto, da natureza humana e comoveu-Se com a humana dor. Seu terno, compassivo coração está sempre pronto a compadecer-se perante o sofrimento. Chora com os que choram, e alegra-Se com os que se alegram.

Não foi, porém, simplesmente pela simpatia humana para com Maria e Marta, que Jesus chorou. Havia em Suas lágrimas uma dor tão acima da simples mágoa humana, como o Céu se acha acima da Terra. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para o chamar do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ora pranteavam a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida. Quão incapazes se achavam, no entanto, os incrédulos judeus de interpretar devidamente Suas lágrimas! Alguns, que não conseguiam enxergar senão as circunstâncias exteriores da cena que perante Ele estava, como causa de Sua tristeza, disseram baixinho: “Vede como o amava!” Outros, procurando lançar a semente da incredulidade no coração dos presentes, disseram, irônicos: “Não podia Ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?” João 11:36, 37. Se estava no poder de Cristo salvar a Lázaro, por que, então, o deixou morrer? 

Com profética visão, percebeu Cristo a inimizade dos fariseus e dos saduceus. Sabia que Lhe estavam premeditando a morte. Não ignorava que alguns dos que tão cheios de aparente simpatia se mostravam, em breve fechariam contra si mesmos a porta da esperança e os portais da cidade de Deus. Em Sua humilhação e crucifixão estava para verificar-se uma cena que daria em resultado a destruição de Jerusalém, e então ninguém lamentaria os mortos. O juízo que estava para cair sobre Jerusalém foi perante Ele claramente delineado. Contemplou Jerusalém cercada pelas legiões romanas. Viu que muitos dos que agora choravam por Lázaro morreriam no cerco da cidade, e não haveria esperança em sua morte. 

Não foi somente pela cena que se desenrolava a Seus olhos, que Cristo chorou. Pesava sobre Ele a dor dos séculos. Viu os terríveis efeitos da transgressão da lei divina. Viu que, na história do mundo, a começar com a morte de Abel, fora incessante o conflito entre o bem e o mal. Lançando o olhar através dos séculos por vir, viu o sofrimento e a dor, as lágrimas e a morte que caberiam em sorte aos homens. Seu coração pungiu-se pelas penas da família humana de todos os tempos e em todas as terras. Pesavam-Lhe fortemente sobre a alma as misérias da pecadora raça, e rompeu-se-Lhe a fonte das lágrimas no anelo de lhes aliviar todas as aflições.

O Desejado de Todas as Nações, p. 462 – 464.



Lucas 21 by Jeferson Quimelli
5 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: acontecimentos finais, Israel, Tempo do Fim | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Jesus nos ama! Ele nos diz a verdade porque nos ama, mas não revela mais do que podemos suportar. E aquilo que revela, Ele mistura com misericórdia (Jo 16:12). Em Lucas 21, em resposta à indagação de Seus discípulos quanto às tribulações futuras, Jesus combina três momentos de dificuldade: a destruição de Jerusalém, a Idade das Trevas e os problemas a serem enfrentados logo antes de Seu retorno. A lista é longa e preocupante.

Falando do problema à frente, foi escrito: “Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova.”( GC 628, cap 39).

Mas Jesus não nos deixa a olhar, com corações tremendo, aos horrores que em breve nos rodearão. Não! Ele sinceramente procura dirigir nosso olhar dos problemas terrenos para Sua face de amor. Ele diz simplesmente: “Olhe para cima!” (cf v 28). “Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra” (Is 45:22 NVI). Jesus Se dirige a todas as culturas e atende às necessidades de cada coração.

Nosso Salvador sabe que “necessitaremos de uma experiência que agora não possuímos, e que muitos são demasiado indolentes para obter.” (GC 628). Assim, com compaixão, Ele nos diz claramente que não devemos, em qualquer tempo, sobrecarregar nossos corações com os prazeres, cuidados e responsabilidades da vida, de forma que eles recebam toda a nossa atenção (cf v 34).

Jesus diz: “Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar em pé diante do Filho do Homem” (v 36 NVI).

“Querido Senhor, ajude-nos a manter nossos olhos em Ti, em vigilância e oração. Dê-nos a sua força e graça para podermos estar diante de Ti quando vieres, e que isso possa acontecer logo. Amém.”

Lynn Carpenter
Enfermeira Missionária aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 21 
Comentário em áudio 



Lucas 19 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
3 de janeiro de 2015, 0:00
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2 Zaqueu. Do gr. Zakchaios, do heb. Zakkai, que significa “puro”. … Zaqueu seria hoje um funcionário do Ministério da Fazenda.  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 938, 939.

maioral dos publicanos. Jericó, na fronteira com a Transjordânia (Pereia) facilitava a arrecadação de impostos. Zaqueu, sendo chefe, recebia uma porcentagem de todos os impostos coletados. Bíblia Shedd.

O vau a leste de Jericó era um dos três pontos mais importantes entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, nos quais o rio poderia ser atravessado mesmo na primavera.  CBASD, vol. 5, p. 939.

e rico. Apoiados por Roma, os publicanos costumavam recolher mais impostos do povo do que a lei exigia (ver p. 53, 54; ver com. de Lc 3:12). CBASD, vol. 5, p. 939.

Zaqueu é um tipo de pessoa tida por “impossível aos homens” (cf 18.24-27). Bíblia Shedd.

3 procurava ver quem era Jesus. Não como o curioso Herodes (9.9), nem como as multidões incrédulas (cf 11.16, 24ss), mas com a insistência do cego (cf 18.41n). Bíblia Shedd.

É possível que ele já esperasse uma oportunidade de ver Jesus havia algum tempo. O início da obra de João batista se deu em Betânia [não a aldeia de Maria, Marta e Lázaro], do outro lado do Jordão, local não identificado, mas que talvez ficasse perto de Jericó (ver com. de Mt 3:2; Jo 1:28), e Zaqueu se u ira às multidões que o ouviam pregar (DTN, 553). Talvez ele estivesse entre os publicanos que perguntaram a João: “Mestre, que havemos de fazer?” (Lc 3:12). Zaqueu ficou impressionado com a mensagem de João e, embora não tenha passado por uma conversão verdadeira na época, as palavras do Batista começaram a crescer como fermento em seu coração (DTN, 553). Antes dessa ocasião, Zaqueu ouvira de Jesus e começara a obra de confissão e restituição (DTN, 553). Cheio de expectativa, ele ansiava ver a Cristo e aprender dEle o estilo de vida mais perfeito. CBASD, vol. 5, p. 939.

mas não podia, por causa da multidão. As ruas estreitas das cidades antigas, em geral pouco mais amplas do que os braços abertos de uma pessoa, de uma parede a outra, dificultavam ainda mais o problema de Zaqueu. CBASD, vol. 5, p. 939.

4 correndo adiante. Zaqueu ouviu a notícia de que o Mestre havia entrado em Jericó. (ver DTN, 553). Sem dúvida, com as multidões que passavam pela cidade a caminho da Páscoa [em Jerusalém], o chefe dos cobradores de impostos … estaria mais ocupado que de costume. Mas ele pôs tudo em ordem a fim de ter um vislumbre de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 939.

subiu a um sicômoro. Um procedimento indecoroso para um homem como Zaqueu. ele estava disposto a ser excêntrico para não perder a oportunidade de um vislumbre do Mestre. CBASD, vol. 5, p. 939.

sicômoro. Trata-se de uma árvore baixa, de galhos espalhados, que proporciona boa sombra. Dificilmente uma árvore como esta seria encontrada nas ruas das cidades antigas. Elas geralmente ficavam à beira da estrada, fora da cidade. CBASD, vol. 5, p. 939.

6 Me convém ficar hoje em tua casa. Esta é a única ocasião registrada em que Jesus Se convida para ficar na casa de alguém. Um homem da posição de Zaqueu certamente teria cômodos amplos para receber convidados, e Cristo sabia que o publicano não passaria vergonha mesmo que as visitas fossem inesperadas. Não se diz como Jesus reconheceu Zaqueu a ponto de chamá-lo pelo nome. É possível que alguns dentre a multidão tenham contado ao Mestre, mas é bem provável que seja um exemplo de conhecimento sobrenatural (ver Jo 1:47). CBASD, vol. 5, p. 940.

7 Todosmurmuravam. Para o “povo” era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura de Bartimeu (cf 18.24), do que pelo milagre maior da conversão de um grande pecador (cf 15.28, 30). Bíblia Shedd.

8 resolvo dar aos pobres a metade de meus bens. Para os judeus, cuidar dos pobres era o mais importante ato de piedade e de aplicação prática da religião. Deus deixou instruções específicas quanto ao cuidado desse grupo (ver Lv 19:10, 15; 25:35-42; Et 9:22; Rm 15:26; ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 940. 

A disposição voluntária de distribuir livremente a riqueza que ele havia adquirido de forma injusta era uma evidência da conversão de Zaqueu. “Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma” (DTN, 555). A iniciativa voluntária de Zaqueu foi o posto da recusa do jovem rico de abrir mão de suas riquezas quando Jesus o chamou a fazê-lo (ver com. de Mr 19:21, 22). A experiência de Zaqueu evidencia que um rico pode entrar no reino dos céus (ver com. de Mt 19:23-26). CBASD, vol. 5, p. 940.

Zaqueu demonstra a realidade da sua conversão pela profunda gratidão que sente ao ver em Cristo o único valor real. Bíblia Shedd.

quatro vezes mais. Quando a restauração era voluntária, a lei de Moisés exigia apenas o acréscimo de um quinto do valor tomado (ver Lv 6:5; Nm 5:7). A restauração quatro vezes mais era uma das penalidades extremas por roubo deliberado com perda dos bens (ver Êx 22:1; ver com. de 2Sm 12:6). … O montante que Zaqueu prometeu restaurar era a melhor evidência de que ele havia passado por uma sincera mudança. CBASD, vol. 5, p. 940.

9 salvação. Jesus tinha dito precisamente que é difícil um rico ser salvo (18:24-25); a salvação de Zaqueu mostra que isso não é impossível (18.27). Bíblia de Genebra.

filho de Abraão. Judeu verdadeiro – não somente por ser da linhagem de Abraão, mas também por andar “nos passos da fé” de Abraão (Rm 4.12). Jesus reconheceu o publicano como tal, embora a sociedade judaica o tivesse excluído. Bíblia de Estudo NVI Vida.

o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Ou, “o que estava perdido” (NVI). Ver com. de Mt 1:21. O termo da ARA sugere todos os pecadores. No entanto, Jesus veio restaurar não só as pessoas, mas também tudo aquilo que se perdeu por causa do pecado do ser humano. O mundo em si será conduzido novamente à beleza edênica, habitado por uma raça sem pecado e “o que estava perdido” será transformado nos “tempos da restauração de todas as coisas” (At 3:21). CBASD, vol. 5, p. 941.

11 propôs. O texto grego diz, literalmente, “acrescentou e disse”, o que seria uma redundância. Trata-se de uma expressão idiomática hebraica usada em outras partes do NT e que evidencia uma influência do hebraico no texto dos evangelhos (Lc 20:11, 12; At 12:3; etc.; ver também Gn 4:2; 8:12; 25:1; Jó 29:1). CBASD, vol. 5, p. 941.

A parábola das minas tem o propósito de combater a ideia de que Jesus estabeleceria Seu reino terrestre ao chegar a Jerusalém. Bíblia Shedd.

…os discípulos ainda acreditavam que Ele seria aclamado rei de Israel e que aceitaria o trono de Davi. … A base para essa concepção errônea sobre os objetivos de Cristo era a expectativa messiânica disseminada pelos rabinos, que se baseava numa interpretação equivocada das profecias messiânicas do AT(… cf. Rm 11:25; 2Co 3:14-16). CBASD, vol. 5, p. 941.

o Reino de Deus ia se manifestar. Esperavam que o Messias aparecesse em poder e em glória para estabelecer seu reino terrestre, derrotando todos os inimigos políticos e militares dos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 A parábola dos talentos (Mt 25.14-29) parece-se com esta, mas naquela as quantidades são maiores e variam de tamanho, testando os servos em sua competência para tarefas maiores. Aqui, as quantidades são menores e as mesmas para todos (v. 13). A parábola ensina que cada um tem uma tarefa básica – servir a Deus fielmente. Bíblia de Genebra.

Certo homem nobre. Fica claro que Jesus está representando a Si próprio. Há uma semelhança notável entre esta parábola, comumente conhecida como a parábola das minas, e a dos talentos (Mt 25:14-30). Há também diferenças notáveis. CBASD, vol. 5, p. 942.

partiu para uma terra distante. É possível que Jesus tenha baseado esta parábola em fatos históricos com que Seus ouvintes estivessem familiarizados (ver com. de Lc 15:4). CBASD, vol. 5, p. 942.

13 Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas. Cada servo recebeu uma mina, o equivalente a cem dracmas (15.8, nota), ou o pagamento de vários meses de trabalho. Bíblia de Genebra.

Do gr. mnai, palavra derivada do heb maneh (ver vol. 1, p. 142, 145). Nos tempos de Cristo, a mna, era equivalente a cem dracmas. … uma mina equivalia ao salário de cem dias de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 942. [Ver tb o com. de Dn 5:25, 26, “mina, mina, sheckel”].

Negociai até que eu volte. Ver Lc 19:15; cd Ez 27:9, 16, 19, 21, 22. A quantidade de 385 g de prata parece ser pouca para o “homem nobre” dar a um de seus “servos” como capital. … Entretanto esta era uma forma de testar as habilidades de cada servo, com a expectativa de atribuir responsabilidades mais importantes no futuro. As palavras “até que eu volte” sugerem que o nobre planejava ficar fora durante um período indeterminado. Por meio dessas palavras, Cristo também subentende que Ele também ficaria fora por um período considerável antes de voltar para dar a recompensa aos fiéis. CBASD, vol. 5, p. 942.

14 seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada. Quando Arquelau, filho de Herodes, foi a Roma procurando por seu reino, seus súditos judeus enviaram uma delegação para pedir que ele não fosse feito rei sobre eles. Bíblia de Genebra.

Não queremos. Os judeus não queriam aceitar a Cristo como seu rei. Perante Pilatos, declararam: “não temos rei, senão César!” (Jo 19:15), rejeitando a Jesus por completo. CBASD, vol. 5, p. 942, 943.

15 Quando ele voltou, … mandou chamar os servos. O nobre queria saber como os seus servos haviam se saído na administração de seus bens e planejava lhes atribuir responsabilidades como oficiais em seu reino, a cada um segundo a habilidade demonstrada. CBASD, vol. 5, p. 943.

16 o primeiro. São relatadas só as experiências de três dos dez servos, como exemplos de variados graus de desempenho. CBASD, vol. 5, p. 943.

rendeu dez. O lucro foi de mil por cento do capital investido. … O primeiro servo servo demonstrou habilidade incomum em sua iniciativa de negócios. Isso refletia sua devoção ao senhor, além de diligência e fidelidade no cumprimento de seus deveres. CBASD, vol. 5, p. 943.

16-19  Dois servos trabalharam bem e foram recompensados com posteriores oportunidades de serviço, proporcionais ao seu sucesso. Notar a modéstia deles (“tua mina rendeu”). Bíblia de Genebra.

20 lenço. Do gr soudarion, do latim sudarium, derivada do radical sudor, “suor”. O “lenço” era um pedaço de pano usado como peça de vestuário. Papiros mencionam o soudarion como parte do dote da noiva. CBASD, vol. 5, p. 943.

21 tive medo de ti. O principal motivo do temor deste servo era sua atitude errada em relação ao mestre, que parceia esperar que cada um fizesse seu melhor absoluto e nada menos. Fica óbvio que este servo era preguiçoso. O teste que o “nobre” lhe dera, se bem aproveitado, teria sido útil para ajudá-lo a superar essas características. CBASD, vol. 5, p. 943.

o que não semeaste. O que o servo disse, na verdade, foi: “De qualquer maneira, você pegaria o que eu ganhei e eu não teria recompensa por meus esforços. Qual é, então, o sentido de me preocupar tanto?” A recompensa recebida pelo primeiro e segundo servo é prova de que a falha se encontrava no terceiro servo, não no senhor. CBASD, vol. 5, p. 944.

22-26 A punição por não usar o que recebeu foi perder o que tinha recebido, um princípio de ampla aplicação. Os que usam suas oportunidades espirituais encontram mais, enquanto os que nada fazem com elas perdem a habilidade que tinham recebido. Bíblia de Genebra.

22 por tua boca. Os que sempre culpam os outros pela falta de sucesso acabam denunciando os próprios defeitos de caráter. Deixam claro que não podem ser encarregados de maiores responsabilidades. CBASD, vol. 5, p. 944.

23 banco. Do gr trapeza, “mesa”; refere-se à mesa de um cambista, daí, “banco” (ver Mt 21:12; Mc 11:15; Jo 2:15). CBASD, vol. 5, p. 944.

24 Tirai-lhe. O servo não parece receber castigo, a não ser a punição de devolver sem juros o capital que lhe fora confiado. CBASD, vol. 5, p. 944.

26 mais será dado. Os que buscarem no evangelho lucros espirituais para si e para o próximo ficarão espiritualmente mais ricos, mas os que negligenciarem ou esbanjarem o que lhes for dado ficarão empobrecidos, perdendo até mesmo o que já possuem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 Quanto a esses meus inimigosexecutai-os. Isto é, aqueles que se rebelaram na ausência do nobre e tentaram impedi-lo de receber seu reino. … Ao que tudo indica, os opositores do nobre não mudaram a conduta. Continuavam a ser contrários a seu governo, e a única forma de resguardar a paz e a segurança do reino era eliminá-los de uma vez por todas. CBASD, vol. 5, p. 945.

Jesus, também, retornará para estabelecer Seu reino, mas Seu julgamento será fundamentado na justiça, em contraste com o desejo de ganho pessoal e poder evidenciado pelos reis seculares. (Sl 9:8). Andrews Study Bible.

28 subindo para Jerusalém. Ou seja, de Jericó, no vale do Jordão. Em cerca de 25 km, eles subiram 1,5 mil metros de altitude. CBASD, vol. 5, p. 945.

29 aconteceu. Somente Lucas narra o clímax da entrada triunfal, que ocorreu no cume do monte das Oliveiras (v. 41-44). CBASD, vol. 5, p. 945.

Betfagé. Aldeia próxima à estrada que vai de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Betânia. Outra aldeia, cerca a 4 km a sudeste de Jerusalém (Jo 11.18). Nela moravam Maria, Marta e Lázaro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 um jumentinho. Foi profetizado que um rei entraria em Jerusalém em um jumento, trazendo salvação e paz a toda a terra (Zc 9.9-10). Andrews Study Bible.

no qual ninguém montou. O qual não tinha sido submetido a uso secular (Nm 19.2; 1Sm 6.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 Apenas Lucas observa que os donas da jumenta e do jumentinho (ver Mt 21;2) questionaram os dois discípulos enviados para procurá-los. CBASD, vol. 5, p. 945.

31-34 o Senhor precisa dele. Este é o padrão de mordomia no NT. Bíblia Shedd.

32 acharam segundo lhes dissera Jesus. Profecia cumprida era a credencial de um profeta [Esta foi a razão do desespero de Jonas: porque Nínive não foi destruída; e a razão de sua fuga]. Jesus tem o dom da profecia (cf 22.13, 21, 34) e conhece os segredos dos homens (7.30s; cd Jo 1.47ss). Bíblia Shedd.

35-36 pondo suas vestes sobre ele. As vestes, evidentemente, serviam de sela; as roupas pelo caminho formavam um tapete virtual. Bíblia de Genebra.

37 Esta entrada em Jerusalém cumpriu a profecia (Zc 9.9) e foi uma proclamação pública da messianidade, porém messianidade de uma espécie distintiva, uma vez que o jumentinho era o animal de um homem de paz. Um rei conquistador estaria montado num cavalo. O povo parece ter reconhecido a realeza, mas não viu a ênfase sobre a paz. Bíblia de Genebra.

Tradicionalmente, os líderes de uma cidade sairiam para saudar uma autoridade com grande aclamação. Isto foi deixado para os seguidores de Jesus, que celebravam Sua chegada com alegria. Andrews Study Bible.

38 Uma citação do Sl 118.26, porém com uma referência explícita ao Rei. Apenas Lucas tem as palavras “paz” e “glória”. ele não inclui “Hosana”, que os leitores gentílicos podiam não entender. Bíblia de Genebra.

repreende os teus discípulos. Ao invés de dar as boas vindas ao Rei, estes fariseus O repreendiam. Andrews Study Bible.

39 alguns dos fariseus. Na noite anterior, os líderes de Israel haviam decidido matar Jesus. … O fato de as multidões deixarem de lado os cultos no templo a fim de ter um vislumbre de Jesus (DTN, 571), especialmente com a temporada pascal se aproximando, era um presságio do declínio do poder dos líderes religiosos da nação, que temiam que Cristo permitisse que as pessoas O coroassem (DTN, 572). CBASD, vol. 5, p. 945.

40 se eles se calarem, as próprias pedras clamarão. Quem é Jesus não será mais segredo. Mesmo que os discípulos deixem de anunciá-lO, as pedras darão testemunho, como fizeram na destruição de Jerusalém (21.6), em cumprimento da palavra de Cristo (v 44). Cf Josefo, Guerras, 6, 5, 3. Bíblia Shedd.

41 vendo a cidade, chorou. Nesta ocasião, … Jesus chorou audivelmente, pois Ele era capaz de ver aquilo que a multidão não conseguia enxergar: o terrível destino de Jerusalém nas mãos do exéercito romano, menos de 40 anos depois. CBASD, vol. 5, p. 945. 

41-42 Só Lucas registra o lamento de Jesus quando chegou perto da cidade. Jesus sabia que a emoção das multidões não correspondia à genuína percepção espiritual e que as ações levadas a efeito trariam inevitavelmente a guerra e não a paz. Bíblia de Genebra.

42 Ah! Se conheceraso que é devido à paz! Isto é, as coisas que os líderes e o povo necessitavam saber a fim de impedir a calamidade e assegurar prosperidade e paz. Eram os requisitos que Deus esperava dos judeus, a fim de poder honrá-los plenamente como nação e transformá-los em Seus representantes para as nações da terra. CBASD, vol. 5, p. 945, 946.

44 a oportunidade que Deus lhe concedeu (NVI). Deus veio até os judeus na pessoa de Jesus, o Messias, mas não O reconheceram, e o rejeitaram (v. Jo 1.10, 11; cf. Lc 20.13-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.

não reconheceste o tempo da tua visitação (NKJV). Um termo [visitação] usado para a vinda de Deus, para o bem (Gn 50.24), como aqui, na pessoa de Jesus, o Messias, mas também, quando não atendido, para julgamento (Êx 32:33-34). Andrews Study Bible.

43 sobre ti virão dias. Com visão profética do futuro, os olhos de Jesus captam o que viria e visualizam o exército de Roma cercando Jerusalém e deixando-a desolada. CBASD, vol. 5, p. 946.

os teus inimigos te cercarão de trincheiras. Do gr charax, “estaca”, “fortificação” ou “plataforma de proteção”. Josefo (Guerra dos Judeus, vi.2; ix.2; xi.4 a xii.2) descreve o cumprimento desta profecia. Ao cercar Jerusalém, a princípio os romanos construíram fortificações de madeira e terra. Quando os judeus as destruíram, os romanos as substituíram por um muro. CBASD, vol. 5, p. 946.

e, por todos os lados, te apertarão o cerco. os romanos cercaram Jerusalém e fizeram seus habitantes passar fome até se renderem. Quando a escassez de alimentos levou ao pânico, as legiões romanas atacaram a cidade e a tomaram. CBASD, vol. 5, p. 946.

44 não deixarão em ti pedra sobre pedra. …indica completa destruição. CBASD, vol. 5, p. 946.

45 Marcos (11.11-17) deixa claro que essa purificação ocorreu após a entrada triunfal, na segunda-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

no templo. Especificamente, no átrio exterior (dos gentios), onde animais para os sacrifícios eram vendidos a preços injustos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

45-46 Casa de oração transforma-se em covil de Ladrões, quando: 1) O Senhor da casa não é reconhecido (v 42; cf Ml 3.1); 2) A avareza (cf Jr 7.11) substitui a adoração e o amor (cf 1Co 13); 3) A casa do Senhor (“minha”) é tratada como “nossa” (cf 1Co 6.19); 4) Palavras e petições egoístas suplantam a intercessão (Tg 4.2, 3). Bíblia Shedd.

47-48 O templo era um lugar normal para o ensino. A oposição a Jesus agora inclui um novo grupo – “os maiorais do povo”. Os leigos proeminentes tinham agora se juntado aos sacerdotes e escribas. Bíblia de Genebra.




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