Reavivados por Sua Palavra


Mateus 19 – Comentários selecionados by jquimelli
20 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal, salvação | Tags: ,

7-8 Ouvindo o ponto de vista de Jesus a respeito do casamento, os fariseus pensaram que podiam colocá-Lo contra Moisés. Porém Jesus mostra que Moisés, em Dt 24.1-4, não estava dando justificativas para o divórcio, mas oferecendo providências no caso de divórcio. Dr 24.1-4 consiste de uma longa afirmação condicional introdutória (“se acontecer”), terminando com a proibição para um homem casar novamente com uma mulher de quem ele já havia se divorciado anteriormente. Bíblia de Genebra.

9 não sendo por causa de relações sexuais ilícitas. A palavra grega para “relações sexuais ilícitas” é bastante ampla e inclui, além do adultério, vários pecados de natureza sexual. Bíblia de Genebra.

Dos ensinamentos de Jesus aqui, pode-se inferir que a parte inocente está livre para escolher se o relacionamento conjugal deve continuar ou não. A reconciliação é sempre ideal, especialmente se envolve filhos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 481.

10 Não convém casar. Evidentemente, os discípulos argumentaram que, sendo a natureza humana o que é e havendo tantas circunstâncias em que o marido e mulher se mostram incompatíveis, não seria melhor renunciar à vida de casado por completo? sem dúvida, à primeira vista, o padrão que Jesus proclamou parecia muito elevado até mesmo para os discípulos, como, por vezes, fazem os cristãos de hoje, O que os discípulos esqueciam, e o que os cristãos de hoje são propensos a esquecer, é que Cristo oferece outra solução para a infidelidade conjugal. Se acordo coma  fórmula de Cristo, onde as disposições e personalidades não são adequadas, a solução é mudar as disposições, o coração e a vida (ver com. de Rm 12.2), não o cônjuge. … Não há problema conjugal que não possa ser resolvido para a satisfação de ambos, marido e mulher, em que os dois estejam dispostos a seguir os princípios estabelecidos por Cristo no Sermão do Monte. E, quando um dos cônjuges está disposto a fazê-lo, mesmo que o outro não esteja, é possível atingir um grau verdadeiramente notável de paz conjugal, resultando na conquista daquele que não está disposto. Essa recompensa vale mais do que a paciência e o sacrifício necessários. CBASD, vol. 5, p. 481.

12 que … se fizeram eunucos. O casamento é desejável. A formação do caráter pode ser muito mais eficaz e completa em estreita associação com outro ser humano do que quando a pessoa está solteira. … O celibato não é um estado comum, normal, e é um engano dizer que, por si só, ele pode levar a um estado superior de santidade do que seria possível de outra forma. Entre os judeus, o celibato era desaprovado ou digno de pena, e era praticado somente por grupos ascéticos extremos, como os essênios. CBASD, vol. 5, p. 482.

14 Deixai os pequeninos … vir a mim. Os discípulos consideravam as crianças como um embaraço na obra de Jesus, mas Jesus as acolhe como súditos do reino e as abençoa. Bíblia de Genebra.

16 que farei eu de bom? Essa questão reflete o típico conceito farisaico de justiça pelas obras como passaporte para a “vida eterna”. O jovem rico tinha cumprido conscienciosamente todos os requisitos da lei (PJ, 391), pelo menos de maneira formal, e também todos aqueles impostos pelos rabinos, mas estava consciente que algo faltava em sua vida. Ele admirava Jesus e pensava seriamente em se tornar um de Seus discípulos (DTN, 518). CBASD, vol. 5, p. 483.

23-26 A riqueza era considerada evidência da aprovação de Deus e o rico parecia ser o mais provável candidato ao reino. Jesus inverteu esta ideia e o resultado não passou despercebido aos discípulos: “quem pode ser salvo?” (v. 25). Bíblia de Genebra.

24 Camelo. Jesus trata de uma impossibilidade humana, como afirma claramente (v. 26). A verdade declarada foi precisamente o oposto do que as pessoas, mesmo os discípulos, criam … Os fariseus pensavam e ensinavam que a riqueza constituía uma prova do favor divino (ver com. de Lc 16.14). Quando Jesus discutiu as riquezas nessa ocasião, Ele pode ter tido em mente particularmente Judas Iscariotes, que, por amor ao dinheiro, estava prestes a vendê-Lo (Jo 12:6; 13:29). O problema de Judas era fundamentalmente o mesmo que o do jovem rico (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 486.

Fundo de uma agulha. Há uma explicação de que o “fundo de uma agulha” se refere a um portão menor aberto em um grande portão da cidade, pelo qual as pessoas poderiam passar quando a grande porta fosse fechada para o tráfego principal. Contudo, essa explicação se originou séculos depois da época de Cristo. Não existe, portanto, base válida para essa explicação, por mais plausível que pareça. Jesus estava lidando com impossibilidades (v. 26), e não há nenhum proveito em maquinar uma explicação pela qual tornar possível o que Jesus apontou especificamente como impossível. CBASD, vol. 5, p. 486



Oséias 1 by jquimelli

Comentário devocional:

Ao tempo de Jeroboão II, em tempos de paz, o reino do norte prosperou e o território de Israel ampliou seu território a um tamanho quase igual àquele do tempo de Salomão (2 Reis 14:25). 

Neste tempo em que Elias e Eliseu trabalharam fielmente para Deus, Ele escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar em favor do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar com as pessoas de lá. A idólatra e corrompida adoração dos bezerros de ouro e Baal foram predominantes, e os males sociais se tornaram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). Neste período, durante cerca de 30 anos, as mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel (755-725 aC).

Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel (“Voltarei a estar com o meu marido como no início”, 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram

Deus disse a Oséias para dar a seu primeiro filho o nome Jezreel (1:4). Mais tarde, Jeú matou Jezabel, mulher de Acabe, e todos os que ficaram da casa de Acabe, em Jezreel (2 Rs 9: 30-37; 10:14). Assim, o nome do filho de Oséias, “Jezreel” [“Deus espalha”, NVI] representava um sinal de que Deus iria punir Israel, incluindo Jeú que não obedeceu a Deus nem se afastou dos pecados de Jeroboão (2 Reis 10:31). A filha de Oséias, lo’-ruhamah, significa “Desfavorecida” [Ou: “Não-amada”, NVI]. Isto profeticamente representava a destruição do reino do Norte de Israel pela Assíria. Aqueles que desobedecem a Deus são lo-ami, “Não meu povo”, o nome de outro filho de Oséias.

No entanto, Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).

Yoshitaka Kobayashi
Japão

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 1

Comentário em áudio 



Cantares 8 by jquimelli
24 de fevereiro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal | Tags:

Comentário devocional:

O Cântico dos Cânticos nos apresenta um retrato poderoso da maravilhosa relação matrimonial  que Deus deseja que todos os casais casados desfrutem: um verdadeiro retorno ao paraíso!

Tal relação de amor pode parecer impossível levando em conta toda a nossa bagagem pecaminosa. Então um casamento conforme descrito em Cantares é apenas um sonho? O auge de Cantares, 8:6, nos dá a resposta. Sob inspiração, a Sulamita diz que o amor descrito em Cantares é nada menos que “fogo ardente, … labaredas do SENHOR [Yahweh]” (NVI). A promessa implícita é que tal amor é uma chama que se origina com o próprio Deus. É uma faísca da Chama Sagrada! O amor entre homem e mulher é um amor santo aceso pelo próprio Senhor!

Podemos, eventualmente, optar por rejeitar tal amor, como Salomão fez em seus últimos anos. Mas, se estivermos dispostos, Deus continuamente encherá nossos corações e nossos lares com um amor que “nem muitas águas conseguem apagar” (v. 7 NVI)! Além disso, se o amor humano é a própria Chama do Senhor, então este amor humano refinado e puro, como descrito em Cantares – aponta para o próprio Senhor do amor.

O amor humano santificado tipifica o divino. A relação conjugal entre marido e mulher em Cantares é, portanto, um tipo da relação de amor entre Deus e o Seu povo. Podemos, então, ler o Cântico dos Cânticos e ver não só um retrato de Salomão e da Sulamita, mas de Jesus Cristo, o grande Salomão, e seu relacionamento com sua noiva, a Igreja.

Ao contemplar o íntimo, permanente e exclusivo relacionamento de amor descrito em Cantares, pode-se ter um vislumbre do santo amor divino que Jesus quer compartilhar conosco. E, ao experimentarmos nós mesmos tal casamento com Cristo, pregaremos para o mundo acerca do amor incrível de Deus!

O Cântico dos Cânticos é a suprema declaração bíblica sobre a teologia do amor e do casamento. Nós realmente alcançamos o Santo dos Santos, e nos tornamos inflamados com a Chama do Senhor!

Querido Senhor, convido que faças meu coração e minha casa brilharem cada vez mais forte com o Teu amor. Amém.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento 
Seminário Teológico da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/8/

Traduzido por: JAQ/JDS

Texto bíblico: Cantares 8 



Cantares 7 by jquimelli
23 de fevereiro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste quarto e último dos wasfs (“descrições” de louvor ) de Salomão para a Sulamita (versos 1-9), ele começa admirando suas formas a partir dos pés até a cabeça, enquanto seu primeiro wasf (4:1-7 ) se inicia com a cabeça de sua noiva e se move para baixo para elogiar a beleza de suas formas. Tal contraste é um exemplo da estruturação simétrica e elegante de Cantares. (os quatro wasfs estão em 4:1-7; 4:8-15; 6:4-9 e 6:13b a 7:9).

Este capítulo contém várias expressões com aplicações duplas. Aqui e em outros lugares na última metade de Cantares, o inspirado escritor Salomão fala com delicadeza e bom gosto acerca da intimidade sexual com sua esposa (p. ex., ver 7:7-8, 12-13; cf 5:2-5; 8:2, 14). O verso 10 indica que o “desejo” do homem pela mulher foi observado com satisfação pela mulher.

Cantares representa com muita propriedade a beleza e a alegria do amor conjugal como vivenciados no paraíso edênico, ao saírem Adão e Eva das mãos de Deus, ainda em harmonia com Ele. Deste modo, o amor do casal original, no Éden, teria sido: 
(1) belíssimo (1:15-16; etc), 
(2) experimentado de maneira maravilhosa, 
(3) uma celebração exuberante (5:1, etc.), 
(4) uma aventura emocionante (1:4, 2:8, etc.), 
(5) um prazer requintado (2:3-4, etc.), 
(6) plenamente satisfatório (ver os versos acima, além de inúmeras outras passagens com duplas aplicações), 
(7) sem pudor e desinibido (ver as descrições de 4:1-5; 5:9 – 7:10 ); 
(8) contido e de bom gosto – a relação íntima do casal é descrita de modo não ofensivo (2:7; 3:5; 8:4), 
(9) uma interação alegre e despreocupada (1:7-8; 7:9), 
(10) um caso de amor romântico (7:11-12, etc,), 
(11) poderosamente apaixonado (2:5; 4:9; 5:4; 7:4) e 
(12) um mistério inspirador (6:4, 10; 8:6). 

Estas são as qualidades do casamento que Deus anseia que todos os casais desfrutem, sem medo ou vergonha, em harmonia com Sua intenção amorosa! Mesmo em um mundo decaído, podemos ter casamentos que são um retorno ao Éden.

Senhor Deus, muito obrigado pelo extraordinário, multi-facetado dom da sexualidade e companheirismo do amor conjugal que criastes para que desfrutássemos. Ajude-nos a valorizar e proteger este presente! Amém.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Universidade Andrews



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Cantares 7 



Cantares 6 by jquimelli
22 de fevereiro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal | Tags: ,

Comentário devocional:

O capítulo 6 contém o segundo dos três refrões de Cantares que exaltam as qualidades do relacionamento entre Salomão e a Sulamita: igualdade, mutualidade, unidade e amor recíproco.

Este capítulo contém também (nos versos 4-9) o terceiro dos quatro wasfs de Salomão (expressões de louvor ) descrevendo a beleza de sua amada (os outros três wasfs estão em 4:1-7, 4:8-15 e 6:13 a 7:9).

O livro de Cantares exalta a importância do sentimento de pertencer. A Sulamita declara três vezes ao longo do poema: “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu” (2:16; 6:3; 7:10). Deus deseja que protejamos a exclusividade do nosso casamento.

Alguns argumentam que a referência a “sessenta rainhas e oitenta concubinas” (v. 8 NVI) indica que o Cântico dos Cânticos foi escrito depois de Salomão aderiu à poligamia. Mas não há evidências de que nos primeiros vinte anos do reinado de Salomão tenha tido mais de uma esposa (ver 1 Reis 3:1; 6:38; 7:1, 8; 9:10, 24), e Cantares pressupõe uma relação exclusiva entre Salomão e a Sulamita (por exemplo, 2:2, 3, 16; 5:10; 6:3; 7:10; 8:6-7). 

A esposa de Salomão é descrita em termos elogiosos: “bela como a lua, brilhante como o sol, admirável [ou imponente] como um exército e suas bandeiras” (v. 10 NVI). Essa descrição reflete perfeitamente a maneira como Cristo vê a igreja, a sua Noiva. O cristão que ama a Cristo e está unido com Ele, por meio do Espírito Santo, é belo aos olhos de Deus.

A escritora cristã Ellen White aplica esta linguagem ao triunfo futuro da igreja militante: “Enquanto permanecessem unidos, a igreja avançaria ‘formosa como a Lua, brilhante como o Sol, formidável como um exército com bandeiras’. Cant. 6:10. Nada lhe impediria o progresso. Ela avançaria de vitória em vitória, cumprindo gloriosamente sua divina missão de proclamar o evangelho ao mundo” (Atos dos Apóstolos 91, cf Apocalipse 12:1).

Ó Senhor, que esta seja a experiência de sua igreja nestes últimos dias! Amém.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Cantares 6 



Cantares 5 by jquimelli
21 de fevereiro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal | Tags: , ,

Comentário devocional:

O primeiro sonho da Sulamita, em Cantares 3:1-6, apresenta primeiro a ausência do amado e, logo após, a sua presença. No sonho correspondente, no capítulo 5 (versos 2-8), o amado primeiro está presente e, em seguida, ausente. A mulher sonha com a chegada do marido, usando várias palavras de duplo sentido que provavelmente se refiram à relação de amor do casal.

Este sonho talvez aponte para os problemas que surgiram no começo do casamento (Salomão chegando tarde da noite e a falta de interesse da esposa). Os versos de 5:9 a 6:13 podem significar uma tentativa de resolver esses problemas através de uma mudança de atitude e ação.

Em nosso casamento iremos enfrentar desafios relacionais, mas pela graça de Deus, podemos encontrar soluções que resultarão em casamentos ainda mais fortes e mais felizes.

A Sulamita descreve com eloquência as qualidades de seu marido (versos 10-16). Ela retrata Salomão, filho de Davi, como “o mais distinguido entre dez mil” e “totalmente desejável” (versos 10 e 16 ARA). Estas frases são também particularmente aplicáveis a Jesus, o Messias, o prometido Filho de Davi. Veja quão similar é a fraseologia que descreve o Messias no Salmo 45:2.

Neste capítulo vamos encontrar marido e mulher se referindo a seu cônjuge com nomes carinhosos. Ele a chama de “minha querida, minha pomba, minha mulher ideal” (v. 2 NVI). Ela o chama de “meu amado, …meu querido”(v. 16 NVI). Ao longo de Cantares os amantes empregam pelo menos catorze diferentes termos carinhosos para se referirem um ao outro! 

O Cântico dos Cânticos nos encoraja a encontrar maneiras criativas em nosso casamento de expressar verbalmente o nosso carinho um pelo outro. Qual é o “apelido” que você mais gosta de usar para o seu cônjuge? Eu gosto de chamar minha esposa de “Schatzie“, nome alemão que significa “tesouro”.

Senhor, obrigado por minha querida esposa. E muito obrigado por Jesus, Aquele que é “o mais distinguido entre dez mil” e “totalmente desejável”. Que todos nós olhemos mais constantemente para Seus incomparáveis atrativos e assim sejamos transformados mais e mais à Sua semelhança ! Amém.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Cantares 5 



Cantares 4 by jquimelli
20 de fevereiro de 2014, 0:00
Filed under: amor conjugal | Tags: , ,

Comentário devocional:

O capítulo 4 (e o primeiro verso do capítulo 5) retrata a cerimônia de casamento entre Salomão e sua amada. Apenas neste capítulo Salomão a chama de “minha noiva” (versos 8, 9, 10, 11, 12, e 5:1). 

Tanto a noiva quanto o noivo descrevem a beleza da pessoa amada com louvor exuberante, aqui e mais adiante no livro (4:1-7, 8-15; 5:10-16; 6:4-10; 7:1-9 ), de modo similar às canções de louvor (chamadas wasfs), dos atuais casamentos rurais na Síria. As mútuas descrições de beleza da pessoa amada nem sempre se referem à beleza física, mas muitas vezes retratam as qualidades morais admiráveis dos amantes. 

A descrição de Salomão de sua noiva: “Você é toda linda, minha querida; em você não há defeito algum” (v. 7, NVI) encontra eco na descrição que Paulo faz da noiva de Cristo, a igreja (Efésios 5:27).

A expressão “jardim fechado”, utilizada por Salomão para referir-se à sua noiva no verso 12, denota virgindade. Isso indica que, no momento do casamento, ela ainda era virgem. No Cântico dos Cânticos a relação sexual entre os amantes ocorre apenas no contexto do compromisso do casamento. Este verso é um forte incentivo para a abstinência sexual até o casamento.

Os versos 4:16 e 5:1 constituem o centro exato e o ápice de Cantares, com igual número de linhas poéticas de cada lado destes dois versos. Aqui a noiva convida seu noivo (Salomão) a vir e participar dos frutos do jardim dela (agora dele!) (verso 16), e o noivo alegremente aceita o convite (5:1). Isso equivale à cerimônia pública atual da troca de alianças e dos votos de casamento em que a noiva convida e o noivo aceita, de bom grado, completar a aliança de casamento através da união sexual. Na parte final do verso (5:1) é a autoridade da voz do próprio Deus que pronuncia uma bênção sobre o casamento recém concluído, assim como Ele pessoalmente oficiou e abençoou o primeiro casamento no Jardim do Éden (Gênesis 2:22-24).

Senhor, oramos por nossos jovens, para que possam permanecer puros até o casamento guardando-se sexualmente para o cônjuge. Obrigado, Deus, por afirmares a beleza do amor sexual conjugal. Amém.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/4/

Traduzido por JDS/JAQ/GASQ

Texto bíblico: Cantares 4 




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