Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 20 by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2015, 1:30
Filed under: adoração, cura, ressurreição | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Este é o único lugar na Bíblia que menciona um período de mil anos após a Segunda Vinda. A Segunda Vinda deixou este planeta totalmente devastado e inabitável. O “poço sem fundo” (KJV) ou “abismo” (NVI) (v. 3) descreve este mundo devolvido a seu estado pré criação sem forma, vazio, escuro e desértico. Satanás será confinado neste planeta em ruínas, sem nada para fazer durante mil anos!

Seus pensamentos durante este tempo serão aqueles de um homem condenado no corredor da morte enquanto contempla a tragédia de sua existência desperdiçada. É como se Deus estivesse dizendo a ele: “Você queria brincar de Deus, então vá em frente! Mostre que você pode transformar este monte de cinzas em um paraíso! Eu fiz isso em seis dias, mas vou dar-lhe todo o tempo que quiser – mil anos, na verdade.” Certamente,  ao final desse período, nem mesmo seus anjos vão acreditar  nele.

O início e o fim dos mil anos são marcados por duas ressurreições: a dos salvos e a dos perdidos. Os salvos ascendem ao céu na vinda de Cristo para reinar com Ele (v. 4-6). Este será um tempo de cura. Imagine como será encontrar pessoas desaparecidas que você esperava  ver lá, e descobrir algumas que você não imaginava encontrar lá. Mas Deus enxugará as nossas lágrimas ao abrir os livros de julgamento, permitindo-nos ver e entender por que Ele julgou assim.

A segunda ressurreição ocorre por ocasião da descida da Nova Jerusalém à Terra. Quando os perdidos voltam à vida (embora eles ainda sejam chamados de “os mortos” v. 5), Satanás os incita a atacar a cidade (vs 7-8). Mas não conseguem prosseguir quando se veem face a face com o divino Juiz em toda a Sua glória. Mais uma vez os livros são abertos e eles têm a oportunidade de ver onde erraram. Quando o drama da salvação é apresentado na “tela de vídeo” dos céus, eles reconhecem como justas as decisões de Deus. Neste ponto, “todo joelho se dobrará [a Jesus] … e toda língua confessará a Deus” (Rm 14:11 ARA).

Quando até o próprio Satanás reconhecer publicamente que Deus é justo e todos os Seus caminhos são corretos, fogo descerá do céu para devorá-los totalmente (v. 9). Isso não durará muito, mas será definitivo – a segunda morte.

Sabendo que Deus é misericordioso e justo, tomemos a decisão de servi-lo a amá-Lo de todo o coração. Permitamos que Jesus seja o rei da nossa vida  hoje, para que possamos adorá-lo no futuro na Nova Jerusalém.

Garth Bainbridge
Sydney, Austrália


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/20/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 20 
Comentários adicionais: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com.br/



Zacarias 14 by Jeferson Quimelli
28 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: profecias, restauração, salvação | Tags: , ,

Comentário devocional:

Zacarias foi profeta de Israel logo após o retorno do povo do exílio babilônico. Eles se encontravam em uma situação triste e agonizante, porque a construção do templo havia sido interrompida devido à pressão dos povos ao redor. É neste momento que Zacarias lhes traz esperança com a mensagem apresentada neste capítulo de que a restauração seria completada. Sua mensagem lhes deu grande incentivo e também para nós, que vivemos no tempo do fim.

Os dois primeiros versos parecem-nos descrever a situação pouco antes do fechamento da porta da graça. Como bem sabemos, o conflito final envolverá uma questão econômica. Nossos bens serão tomados e divididos, não importa onde vivamos no mundo. Haverá restrição de compra e venda de bens, incluindo veículos e casas, para todos os que não receberão a marca da besta (Ap 13:16-18). 

Os versos 3 e seguintes devem ser aplicados à “terceira” vinda de Cristo, que irá acontecer depois do milênio. Caso contrário, isso significaria que Jesus permaneceria na terra como Rei após Sua segunda vinda, o que é contrário a outros textos bíblicos, incluindo João 14:1-3, 1 Ts 4:16-17 e Apocalipse 20 e 21.

No final do milênio os pés de Jesus pisarão sobre o Monte das Oliveiras. Então a cidade de Nova Jerusalém descerá do céu quando a montanha se dividir para o norte e para o sul, formando uma grande planície para a cidade repousar (v. 4). Que pensamento glorioso!

Naquele momento, Jesus virá com todos os santos que habitam na Nova Jerusalém (ver também Grande Conflito 662, cap. 42). Não haverá dia nem noite, porque sempre haverá luz. Ap 21:23-24 diz que o próprio Cordeiro é a luz. Água viva brotará de Jerusalém, a partir do trono de Deus, e em ambos os lados deste rio estará a árvore da vida (Ap 22:1).

Depois de sua vinda final, Deus será o único a ser adorado. Não haverá mais idólatras ou comerciantes no templo do Senhor (vv. 9, 21). Jerusalém é chamada de nova porque terá sido completamente restaurada para o povo de Deus (v. 10). Os ímpios ressuscitados então atacarão Jerusalém, mas serão punidos e totalmente erradicados, incluindo Satanás (vs. 12-15; cf. Ap 20: 7-10). Jerusalém será um lugar seguro e nela não haverá mais maldição (Apoc 22:3). Segurança eterna existirá nela e entre seus habitantes (vs. 11).

A última parte de Zc 14 nos concede uma visão graciosa. O remanescente de todas as nações adorará o Senhor dos Exércitos. Apesar de não sermos judeus pelo sangue, se permanecermos fiéis pela Sua graça, seremos contados entre os remanescentes, tendo o privilégio de adorar ao nosso Deus eternamente! Haverá consagração completa. Zacarias nos diz que mesmo nas campainhas dos cavalos e utensílios da casa do Senhor haverá a frase “Santidade ao Senhor” (v. 20). Estas são as mesmas palavras gravadas na placa anexada à mitra dos sumos sacerdotes.

Por causa da total redenção e salvação estendida ao povo de Deus, se seguirá por parte dele a total dedicação e a santidade para o Senhor. 

Ajuda-nos, Senhor, a fazermos parte desta cena gloriosa! Bendito seja o nome do Senhor para sempre! Amém!

Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Coréia do Sul

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/14/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Zacarias 14 
Comentário em áudio



Amós 9 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Este capítulo, a última das visões que Amós registrou, tem claramente duas seções: primeiro a destruição de Israel (vv.1-10) e, segundo, a restauração de Israel (vv.11-15).

Amós vê o Supremo Regente do Céu pronto a punir o seu povo rebelde. De pé, junto ao altar, o Senhor ordenou ao anjo destruidor que ferisse as ombreiras das portas e quebrasse os pilares. A intenção da ordem é que toda a estrutura seja destruída, o que implica a morte de todos – ninguém escapará (v.1).  Será inútil tentar fugir porque o Senhor encontrará os impenitentes no alto de Monte Carmelo, o mais alto lugar, ou no fundo do mar ou seja, o lugar mais baixo da Terra (vv.2-3). Os ímpios israelitas não estarão a salvo da espada, nem mesmo na terra do cativeiro (v.4). 

Israel seria a nação escolhida somente se obedecesse à Palavra de Deus e proclamasse o Seu nome a todas as nações. Neste sentido, Israel e a Etiópia são igualmente importantes para Ele. Ele é Aquele que tirou Israel do Egito e colocou na terra de Canaã, onde Ele havia permitido que os filisteus de Caftor e os sírios de Quir vivessem. As decisões do Senhor são definitivas, de modo que o cativeiro de Israel é inevitável.

No entanto, Deus graciosamente promete salvar um remanescente (vv-7-8). Israel será lançado, por assim dizer, na “peneira” da aflição para distinguir os verdadeiros seguidores de Deus daqueles que se apegam ao pecado. Todos os ímpios existentes entre o povo de Deus, que se rebelaram contra os Seus caminhos, serão destruídos.

Amós agora se volta do castigo do povo de Deus para a brilhante e gloriosa promessa de restauração futura. Quando Judá e Israel não conseguiram viver à altura do que Deus havia prometido fazer em benefício deles, aquilo que Deus tinha planejado somente poderia ser cumprido em parte quando os fiéis retornassem do exílio babilônico. 

A história mostra que as brechas espirituais nas paredes foram apenas parcialmente reparadas e as ruínas espirituais só foram restauradas até certo ponto. Quando o povo judeu rejeitou seu Salvador, as bênçãos e promessas a Israel foram repassadas à semente espiritual de Abraão, os seguidores de Jesus Cristo.

Os versículos 13-15 descrevem em linguagem impressionante a profusão de bênçãos que poderiam ter sido derramadas sobre o Israel literal, mas agora serão concedidas ao verdadeiro Israel de Deus. A promessa feita a Abraão de que sua descendência herdaria a terra de Canaã foi apenas parcialmente cumprida quando Josué conduziu os filhos de Israel para a Terra Prometida. O cumprimento final desta maravilhosa promessa acontecerá quando a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, repleta com os salvos de todas as épocas, descer do céu e se estabelecer permanentemente na terra, em Canaã. Esse dia não está longe!

Deepati Vara Prasad, Ph.D.
Watchman Publishing House, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/9/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 9 

Comentário em áudio 



Ezequiel 48 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Enquanto o capítulo anterior descreve os limites gerais do novo Israel, o capítulo 48 fornece os detalhes de como a terra deve ser repartida entre as 12 tribos. Devemos notar que são destinadas terras para todas as tribos. As tribos do reino do norte, que havia deixado de existir desde a conquista assíria, obtém suas terras de volta. Todas as tribos tem um novo recomeço. No centro do território, há uma porção especial ou sagrada da terra. Esta área do meio contém o Templo em seu centro com um lugar em torno dele para os sacerdotes e levitas. O território atribuído ao príncipe ladeia esta porção. Para os israelitas, essa parte de sua terra era o centro de sua vida. E nós, temos colocado Deus no centro da nossa vida?

A nova cidade na área central terá 12 portões cada uma com o nome de uma das 12 tribos, semelhante à cidade santa descrita no livro de Apocalipse 21:12. Ezequiel culmina sua descrição com a revelação do nome da cidade. É de se esperar que seja “Nova Jerusalém”, mas não é. Ela é chamada: “o Senhor está aqui.” O tema do livro diz respeito à presença de Deus. No início do livro de Ezequiel, o pecado de Israel leva a presença de Deus para longe e traz o juízo. Agora Deus revela através de Ezequiel que Ele voltará para a Sua cidade e Seu templo restaurados e Sua presença trará todos os tipos de bênçãos.

Como é apropriado chamar a cidade restaurada de “Yahweh está lá”! Na verdade, esta afirmação é o tema de toda a Bíblia. Em Gênesis, o pecado de Adão e Eva nos separou de Deus. O resto da Bíblia mostra Deus em ação para restaurar a Sua presença entre nós. Isso culmina no livro do Apocalipse, quando Deus declara que Ele estará conosco novamente (Apocalipse 21: 3). Todos os crentes podem esperar viver nessa cidade maravilhosa restaurada agraciados pela presença eterna de Deus.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/48/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 48 

Comentário em áudio 

 

Comentários selecionados:

A terra a ser distribuída é dividida em 13 faixas iguais e paralelas: uma porção para cada tribo e uma porção sagrada ao centro, com o Novo Templo e a Nova Cidade. Sete tribos ficam acima da porção sagrada e cinco abaixo dela. A descrição da localização de cada tribo vai de Dã até Gade, do norte até o sul. … A Nova Terra Santa se estenderia desde a região de Hamate acima de Tiro e Sidom ao norte, até o Ribeiro [wadi, rio sazonal] do Egito, ao sul. E do rio Jordão (incluindo o mar da Galiléia e o mar Morto), que formaria a fronteira leste, até o mar Mediterrâneo como a fronteira oeste. Andrews Study Bible

1 nome das tribos. Este capítulo descreve a distribuição da terra e termina com uma descrição do tamanho da cidade e de seus portões. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 814.

7 Judá. Recebeu o lugar do maior prestígio, fazendo fronteira com a porção sagrada (v. 8), porque a promessa messiânica fora dada à tribo dele (Gn 49.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Um lado [o norte] do território de Israel tem sete tribos porque o outro lado, com cinco tribos (23-29) tem de caber num espaço menor. Isto acontece porque Jerusalém, a sede espiritual do novo Israel, não está no meio do país, mas sim bem no sul. Entre as doze tribos … [existe uma faixa de 25.000 côvados, no centro do qual existe um quadrado de] 25.000 por 25.000 côvados, um quadrado perfeito que, tendo o templo bem no centro, se divide entre os sacerdotes, os levitas e a cidade Santa. O resto do espaço que ficou [a leste e a oeste] da área retangular de Israel pertence ao príncipe, cujo território se estende ao mar Morto de um lado, e ao Mediterrâneo do outro lado, tendo assim uma “fatia” igual às doze tribos (cede, porém, a parte central ao templo com seus arrabaldes). Bíblia Shedd.

14 não a venderão [a terra]. Como era do Senhor, não devia ser objeto de comércio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 uso civil da cidade. O território dos sacerdotes e dos levitas mediria, cada um, 10 mil côvados de norte a sul, o que deixava para a cidade 5 mil côvados de toda a “porção santa” ao sul da área dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 814.

A Nova Cidade se localizaria ao centro da faixa mais ao sul da “porção sagrada”, portanto separada do Novo Templo. Andrews Study Bible.

19 de todas as tribos de Israel. O distrito sagrado era propriedade da nação, e não o domínio particular do príncipe. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 do príncipe. A faixa de terra que restava a leste e oeste da “porção santa” seria para o príncipe. CBASD, vol. 4, p. 814.

30 as saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas no céu. Bíblia Shedd.

 35 a cidade. A cidade da nova Terra, a nova Jerusalém, que João viu descer do Céu da parte de Deus (Ap 21), mostra notáveis semelhanças com a cidade da visão de Ezequiel. Este [Ezequiel] descreve a cidade que poderia ter sido; João, a que será. … A nova Jerusalém, cujos habitantes são remidos de toda nação, tribo, língua e povo, é apresentada com o nome das 12 tribos inscritos em suas portas. Segundo a figura bíblica, os remidos, não importa a que etnia pertençam, são representados como fazendo parte de uma das 12 tribos (Rm 9-11; Gl 3:29). CBASD, vol. 4, p. 814.

o Senhor está ali. Em hebraico: Iavé-Shama, possível jogo de palavras com Yerushalayim, que é “Jerusalém”, em hebraico. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A história do Êxodo se encerra com a promessa da presença real de Deus ao lado de Seus fiéis (Êx 40.38). O evangelho encerra-se com a vocação missionária acompanhada pela promessa da presença real de Jesus (Mt 28.18-20). A visão da história da Igreja e do mundo até a consumação final encerra-se com a promessa da Segunda Vinda de Cristo (Ap 22.2). A profecia de Ezequiel, cheia de preceitos e promessas, contendo a chave da história dos impérios da época, e apontando na direção da santificação total do povo de Deus, apresenta, como soma total das suas visões, a promessa da comunhão dos crentes com Deus. Bíblia Shedd.

O livro de Ezequiel se inicia com a visão da santidade de Deus que se aproxima e se torna presente em Jerusalém e no templo (1:4, 28; 8:1-4). Após emitir o julgamento sobre o Seu povo, o templo e Jerusalém (cap. 8-11), o Senhor deixa o templo e Jerusalém (8:6; 10:18; 11-23-24), mas estava com Seu povo na Babilônia. Na seção final do livro, o Senhor retorna ao Novo Templo (43:3-5) e permanece na Nova Capital e na Nova terra para Sempre. Andrews Study Bible.

Não é sabido se Ezequiel viveu para ver alguns de seus compatriotas retornarem após o generoso decreto do rei persa. Se soubesse que seus escritos seriam preservados no cânon sagrado, ele teria extraído conforto do fato de que alguma geração futura poderia se beneficiar da mensagem que seus companheiros de cativeiro haviam desprezado.

O desafio agora é para a igreja. O novo Israel de Deus está prestes a entrar numa terra muito mais gloriosa do que aquela oferecida à geração de Ezequiel. Mas essa entrada também se baseia em certos pré-requisitos. Tem havido demora, e o povo de Deus precisa cumprir as condições necessárias. Desta vez, contudo, não pode haver um adiamento indefinido, pois a restauração não será mais nacional, mas individual. Quando o momento chegar, Deus ajuntará, de todas as terras, aqueles que pessoalmente se prepararam. Eles herdarão as ricas promessas e habitarão na cidade prefigurada na profecia de Ezequiel e divinamente denominada “O Senhor Está Ali”. CBASD, vol. 4, p. 815.



Ezequiel 41 by Jeferson Quimelli
7 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Israel, profecias | Tags: , , ,

Comentário devocional:

No capítulo 41, temos o início de uma descrição detalhada do templo e da cidade em torno dele, que se estende por vários capítulos. O capítulo 40 falou sobre os quatro portais que dão acesso ao pátio e diversas construções adjacentes, enquanto que neste capítulo Ezequiel fornece os planos e dimensões do próprio edifício do santuário.

Neste ponto, duas grandes questões parecem apropriadas: 1. Porque toda essa atenção aos detalhes da estrutura e suas dimensões? 2. Por que é tão importante para Ezequiel relatar todos esses detalhes ao longo de nove capítulos (40-48)? Será que os israelitas se interessariam por isso?

Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a descrição detalhada faz da promessa de restauração algo concreto, tangível e real. As pessoas poderiam ver que Deus tinha em mente algo muito especial. Os detalhes deixam claro que a restauração que Deus está trazendo é maior e melhor do que a estrutura que eles tinham antes. O templo com a presença da glória de Deus – o Shekinah – era o centro das atividades de Deus para Israel e cada detalhe era significativo para o povo.

A segunda pergunta é mais difícil de responder. Tendo em vista que a descrição dada aqui não parece ter sido literalmente cumprida, como devemos interpretar esses capítulos? Muitas respostas diferentes foram dadas. A que eu prefiro tem duas partes. Em primeiro lugar, Deus restaurou Israel na esperança de que isso levasse a renovação, renascimento espiritual e fidelidade a Deus. Mas Israel não respondeu como Deus desejava e esta visão baseada nesta esperança não se cumpriu literalmente.

Em segundo lugar, mesmo que Israel tenha falhado, estão incorporados nesta visão princípios e detalhes que fazem parte da restauração final do povo de Deus. Essa é a razão por que encontramos no livro de Apocalipse tantas citações e referências ao livro de Ezequiel. 

Isso é importante para nós, porque Deus executará Seu plano de estabelecer novos céus e uma nova terra com uma Nova Jerusalém, independentemente de quantos homens e mulheres respondam. Estejamos entre aqueles que respondem positivamente ao Seu grande amor por nós.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla, EUA.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/41/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 41 

Comentário em áudio 

 

 

Comentários selecionados:

1. ao templo. O termo designa aqui o lugar santo (ver 1Rs 6:17; 7:50). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 794.

pilares. Ficavam nos dois lados da entrada e tinham seis côvados (três metros) de espessura, como os muros (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 794.

3 penetrou. Quer dizer “entrou além” para o Santo dos Santos (4). O profeta não foi levado junto, compare v. 1. As medidas da entrada referem-se à entrada deste lugar sagrado. Bíblia Shedd.

O anjo entra sozinho no lugar santíssimo. CBASD, vol. 4, p. 794.

4 Santo dos Santos. Um quadrado perfeito de 20 côvados, da mesma medida que o do templo de Salomão (1Rs 6:20). CBASD, vol. 4, p. 794.

Os lugares Santo e Santo dos Santos tinham as mesmas dimensões internas do que a do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

5 paredes do templo. A espessura aqui dada (três metros) é a mesma que a do muro do átrio exterior (Ez 40:5). Essa espessura está de acordo com as grandes proporções da antiga arquitetura oriental. CBASD, vol. 4, p. 794.

8 pavimento elevado ao redor do templo. Isto é, o alicerce mais alto sobre o qual repousava o templo. Ao que parece, esta plataforma se estendia 2,5 m para além da parede externa das câmaras (v. 9, 11), formando um passeio do lado das câmaras. CBASD, vol. 4, p. 794, 795.

22 altar … de madeira. Tanto o altar de incenso (ver 23:41) quanto a mesa para o Pão da Proposição (ver Êx 25:23, 30; Lev 24:6). O fato de que os outros itens da mobília não serem mencionados não é uma indicação de que estavam ausentes; a visão destaca coisas que, de certa maneira, são diferentes do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

25 palmeiras. Estas árvores sobrepujam as demais em longevidade, utilidade, altura, retidão, beleza, primando pelo seu poder de tirar alimento do deserto árido, e de alimentar em seu turno os viajantes e esgotados. É por isso que os dois enfeites tolerados no templo eram estes: os querubins que são a revelação da glória divina e as palmeiras que simbolizam o ser humano religioso, crescendo na luz da glória divina (2 Co 3.18), com raízes alimentadas pela Palavra de Deus (Sl 1.2-3), produzindo seu fruto pela comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Jo 15.1-11). Bíblia Shedd.

26 janelas de fasquias [NVI: janelas estreitas]. Ou, janelas com treliças fixas. CBASD, vol. 4, p. 795.




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