Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 4 by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2017, 1:00
Filed under: caráter de Deus, Sem categoria | Tags: ,

Comentário Devocional

Nabucodonosor era um homem pecador, cruel para com os oprimidos (v. 27). O Senhor alertou Nabucodonosor através de um sonho interpretado por Daniel, de que passaria por maus pedaços, até pelo vale da sombra da morte, mas que se recuperaria e sairia exaltado desta situação, o que realmente aconteceu. O rei foi aconselhado por Daniel a se arrepender dos pecados que ele sabia que cometia, mas não lhe deu ouvidos.

Um ano depois, enquanto ainda estava andando no terraço superior do palácio, admirando suas obras, exaltando sua capacidade (v. 29 NVI), o próprio Deus falou com Nabucodonosor, dizendo-lhe que a sua autoridade havia sido tirada (v. 31). A sentença de Deus se cumpriu naquele exato momento e Nabucodonosor perdeu sua glória e sua inteligência e deixou o palácio para viver com os animais (v. 33).

Depois de sete anos, Nabucodonosor levantou os olhos para o céu em espírito de humildade e oração. Então sua sanidade voltou e seu primeiro ato foi bendizer, glorificar e louvar a Deus,. Sua majestade e resplendor imediatamente foram restauradas e ele foi reconduzido pelos seus conselheiros de volta ao trono.

Sua grandeza foi ainda maior que antes (v. 36). Ao final de sua experiência, Nabucodonosor louvou o Altíssimo por tê-lo livrado da loucura da arrogância e da exaltação própria (v. 37).

Querido Deus,
Ajude-nos a fixar nossos olhos em Jesus, Aquele que pode nos libertar de nossa tendência de nos fixarmos em nós mesmos e naquilo que podemos realizar por nossa própria capacidade. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju
Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/4 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1100
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/dan/4
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/18/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Daniel 4 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



Daniel 11 by Jeferson Quimelli
25 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, , profecias | Tags: , ,

Comentário devocional:

Daniel recebeu várias visões sobre a sucessão das potências mundiais, cada uma agregando mais informações que a anterior (caps. 2,7,8,9,10-12). Os capítulos 10 a 12 formam uma unidade e, em 11:1, Gabriel continua sua fala, iniciada em 10:19, informando que um ou dois anos antes, no primeiro ano de Dario, o havia apoiado pessoalmente. Quem sabe não foi Gabriel quem acalmou os leões, em seu trabalho para garantir a vitória de Daniel contra seus acusadores?

Gabriel, olhando agora para o futuro, descreve (v. 2) os próximos 4 reis da Pérsia, ressaltando o poder e ambição do quarto. Este não foi ninguém menos que Xerxes (a pronúncia grega de Ashuerosh, ou Assuero, 486 a 465 aC), a quem conhecemos como o marido de Ester. A grande festa de Ester 1 mostra o esforço de Assuero em conseguir apoio militar para sua campanha contra a Grécia. Sua derrota nas batalhas de Salamina (480 aC) e Plateia (479 aC) enfraqueceu a Pérsia e fortaleceu as cidades-estado gregas que, mais tarde, sob o domínio de Alexandre, expandiriam o domínio helênico até o Egito e ao ocidente da Índia (v. 3) [1, Maxwell, p. 298].  

Nos versos 4 a 14, Gabriel descreve os embates políticos e militares entre dois dos quatro reinos  resultantes da divisão do império de Alexandre pelos seus quatro principais generais: Cassandro (Grécia e Macedônia), Lisímaco (Trácia e norte da Turquia), Seleuco (sul da Turquia, Síria, Babilônia, Pérsia, até à Índia) e Ptolomeu (Egito, Líbia e Palestina). Estes dois últimos, ao norte – o Selêucida – e ao sul da Palestina – Ptolemaico-, que alternaram entre si a posse da Terra Santa no período que conhecemos como intertestamentário, são o foco destes versos.

Já a partir do verso 15 pode-se identificar a ascenção e domínio de Roma, o novo império que chegaria a partir do norte, onde podem- se identificar as referências a Cleópatra (v, 17), Júlio César (v. 17-19), Augusto (v. 20), e a morte de Jesus, o Príncipe da Aliança, (v. 22).  

Do verso 21 até o verso 39, podemos ver a progressiva atuação espiritual de Roma, com clara identificação com a atividade do chifre pequeno das visões dos cap. 7 e 8 [2, Andrews]. Destaque ao ataque ao Santuário, e o seu serviço, símbolos da intercessão de Jesus, e a introdução de um sistema de salvação baseado em obras e intercessão humanas, a “abominação desoladora”. 

Nos emociona ver Gabriel contar a Daniel sobre um “povo que conhece ao seu Deus … forte e ativo” (v. 32), que mesmo sob cruéis ditaduras ensinaram “a muitos” (v. 33), perseguidos “até o tempo do fim” (v. 34).  Valdenses, lolardos, hussitas, luteranos, anabatistas, huguenotes e católicos romanos sinceros que “preferiram morrer afogados ou enforcados ou queimados na estaca ou torturados ou aprisionados, a abdicar de sua fé” em resistência ao “espírito de tirania medieval” [1,Maxwell, p. 311].  A reforma protestante foi o “pequeno socorro” do verso 34. [3, CBASD].

É interessante notar que nestes versos, foram revelados a Daniel os aspectos históricos do poder opositor a Deus durante a Idade Média e do remanescente de Deus, enquanto João, em Apocalipse 13, destaca os aspectos religiosos, estendendo este período até o fim.

É oportuno dizer que a Igreja Adventista não tem uma interpretação oficial quanto aos versos 36-45, em especial aos versos 40-45, que são claramente profecias a serem cumpridas. É mera especulação dizer que o verso 45 mostra que os EUA, enquanto segunda besta de Apoc. 14, instalará a sede de seu domínio em Jerusalém (Monte Santo), entre os mares (Mediterrâneo e Morto)

Cabe aqui, com muita propriedade, o comentário da Bíblia de Andrews [2]: “Este texto destaca as tentativas, nos últimos tempos, do inimigo de Deus em estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os precisos eventos na Terra são agora conhecidos apenas por Deus. Predições proféticas são dadas na Bíblia não para que se façam especulações a respeito do futuro, mas para a construção da fé após eles terem passado (ver as palavras de Jesus em João 14:29)”.

Querido Deus,

Ao vermos o fiel cumprimento dos eventos preditos na profecia, nossa fé é fortalecida. No entanto, diante da demora e da incerteza acerca dos eventos futuros pedimos que mantenhas viva a nossa fé e a certeza de que em breve Tu, ó Deus, triunfarás e haveremos de desfrutar da eterna herança contigo. Amém.

 

Referências:

1. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. C. Mervyn Maxwell. Casa.
2. Comentários da Andrews Study Bible. Andrews University Press.
3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. Casa.

 

Texto do blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/11/

Texto bíblico: Daniel 11

Comentário em áudio

 

 

Linhagem simplificada das dinastias gregas Selêucida (reino do norte, Síria) e Ptolemaica (do sul, Egito):

Seleuco I Nicátor (311 – 280 aC)                                     Ptolomeu I Lagi Sóter (323 – 285 aC)

Antíoco I Sóter (280-261 aC)                                           Ptolomeu II Filadelfo (285 – 246 aC)

Antíoco II Téos (261 – 246 aC)                                        

  Casou-se com Leodice e, depois com Berenice –>                                                 <—-     Filha Berenice casou-se com Antíoco II Téos

Seleuco II Calínico (246 – 226 aC)                                    Ptolomeu III Euergetes I (248 – 221 aC)

Antíoco III – O Grande (223-187)                                       Ptolomeu V Epifânio (203 – 181)

Filha Cleópatra, casou-se com Ptolomeu Epifânio –>                                                <—-    Casou-se c/ Cleópatra, próxima rainha do Egito

Antíoco IV Epifânio (175 – 164 aC)                                 

Antíoco V Eupátor (163-162 aC)                                    Pttolomeu VI Filometor (181 – 146 aC)

Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida

 

 

Comentário selecionado:

6 a filha do rei do sul casará com o rei do norte … ele não permanecerá. Os reis Ptolomeu Filadelfo do Egito e Antíoco Theos da Síria intentaram garantir a paz entre seus países mediante o casamento de Antíoco com Berenice, a filha de Ptolomeu. Antíoco [da Síria] já possuía uma esposa, chamada Laodice. Uma parte do tratado entre os dois reis, previa que Antíoco se divorciaria de sua primeira esposa. Desta forma o divórcio foi arranjado, celebrado o novo casamento, e no devido tempo nasceu um garoto do casamento de Antíoco com Berenice, o qual viria futuramente a ser rei. Infelizmente, em breve Antíoco descobriu que não apreciava muito Berenice. Fazia frequentes comparações entre ela e Laodice. Quando faleceu Ptolomeu [do Egito], o pai de Berenice , Antíoco divorciou-se dela e fez de Laodice outra vez a sua esposa. Mas Laodice tornara-se amargurada. Ela temia, igualmente, os próximos passos que seu esposo poderia dar. Portanto utilizando- os seus poderes reais de uma forma que era muito comum naqueles dias, ela tomou providências para que Antíoco, Berenice, o filhinho desta e todas as suas servas fossem assassinadas. … o anjo apresentou toda esta situação ao profeta quase trezentos anos antes que os fatos ocorressem. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, p. 291, 292.



Daniel 9 by Jeferson Quimelli
23 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Israel, Messias, oração, prosperidade | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

Depois que Ciro colocou Dario (o general Gobrias, ou Gubaru) como governador da Babilônia, Daniel voltou a estudar as profecias de Jeremias em especial a profecia que falava que a desolação de Jerusalém iria durar 70 anos (v. 2).

Nos outros sonhos que tivera, Daniel podia ver a mão de Deus na História. Mas a questão que o preocupava agora era: quando estes 70 anos se cumpririam para que os judeus fossem libertados e Jerusalém fosse restaurada? Ou será que as coisas se manteriam como estavam? Ele precisava saber do Senhor o que viria depois. Assim, ele se voltou plenamente ao Senhor em oração, jejum e súplicas, com espírito humilde (v. 3), expressando uma das mais bonitas orações intercessórias da Bíblia (v. 4-19). 

Ele próprio se identificou com os pecados do povo, reconhecendo como justos os castigos divinos, porque, realmente, o povo de Deus havia rejeitado Seus conselhos.

Reconhecendo que Deus tinha de agir e não podia ignorar o pecado, e reconhecendo que tinham sido ridicularizados diante das outras nações, com o coração quebrantado ele implora ao Senhor para que reverta a situação (vv. 14-19). 

Enquanto Daniel orava, Gabriel se postou diante dele e diz a Daniel que o Senhor o havia enviado para ajudá-lo (vv. 21-23) a compreender a visão que tivera dos 2300 anos. 

Gabriel lhe diz que haveria um decreto para a restauração e reconstrução de Jerusalém (de fato promulgado por Artaxerxes no sétimo ano de Esdras, em 457 aC) marcando o início do período de 2300 anos. Destes 2300 anos, 70 semanas proféticas ou 490 anos literais seriam separadas para o povo judeu e Jerusalém (v. 24). “Era o período para que o povo de Deus resolvesse os problemas de faltas morais que lhe contaminaram ao longo de sua história como nação. Isto se concretizaria através do Messias”. (Andrews Study Bible). 

No começo da última das 70 semanas, a 69ª, viria o Messias, ou o “Ungido” (v. 25). De fato, Cristo foi batizado por João e ungido pelo Espírito Santo em 27 dC, exatamente 69 semanas proféticas ou 483 anos depois da emissão do decreto! Daniel ouviu ainda, com surpresa, (v. 26) que o Messias seria morto no meio da última das 70 semanas (v. 27) e que Jerusalém e o templo seriam novamente destruídos, o que realmente aconteceu sob os romanos, em 70 dC. E, ainda, que haveriam guerras, conflitos e dificuldades até o fim, que viria com a violência de uma inundação (v. 26).

Enquanto Daniel estava preocupado com o fim dos 70 anos de cativeiro da Jerusalém literal, Deus apresenta ao profeta um quadro mais amplo da vinda do Messias, trazendo libertação do pecado para toda a raça humana. Esta extraordinária profecia a qual se cumpriu com precisão no batismo e morte de Jesus nos mostra que Deus está no controle da história e tem o futuro daqueles que o amam em Suas mãos.

Querido Deus,
Muito obrigado por nos revelares que estás no controle da história. Nos momentos difíceis que todos passamos, ajuda-nos a lembrar que o Messias já triunfou e por isso podemos descansar. Aceitamos a salvação gratuita oferecida através de Cristo e amorosamente desejamos seguir as Tuas orientações. Amém.

Koot van Wyk,
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/9/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 9 

Comentário em áudio 

Programas TV Daniel

 

Datas dos principais eventos do cumprimento da profecia de Daniel 9:

457 aC: Início das 70 semanas (490 anos) [e também dos 2300 dias/anos]. Definido pela ordem de restaurar e reconstruir Jerusalém (9:25) emitido pelo rei persa Artaxerxes I no sétimo ano de seu reino (Esdras 7:11-26).

27 dC: Fim das 69 semanas (483) preditas para a chegada do Messias, o Príncipe (9:25) e início da última semana. Completadas no 15º dia do reinado de Tibério César quando Jesus foi batizado e começou Seu ministério (Lucas 3:1, 21).

31 dC: Metade da última semana das 70 semanas (490 anos). Após as 3 1/2 semanas de Seu ministério terrestre, a morte de Cristo confirmou um concerto em benefício de todos.

34 dC: Fim das 70 semanas (490 anos). Marcado pelo martírio de Estêvão e a perseguição que expulsou os cristãos da Judéia, espalhando, portanto, o evangelho aos gentios.

1844 dC: Fim dos 2.300 dias (2.300 anos). Marcado pelo início da purificação do santuário celestial e o julgamento dos últimos dias.

Fonte: Andrews Study Bible.

 

 

Comentário pastor Heber sobre Daniel 9

A oração dirigida a Deus nunca é em vão. Somente por meio da oração sincera se obtêm discernimento espiritual do Céu. Estudo da Bíblica, oração, jejum e intercessão são passos que devem ser dados por quem almeja obter preciosas respostas de Deus.

Este capítulo pode ser assim dividido:
1. Daniel estuda a Bíblia, jejua e ora (vs. 1-19);
2. Deus dá a resposta à oração suplicante (vs. 20-27).

Ao estudar a Bíblia, podemos, como Daniel, nos deparar com assuntos que não entendemos, ou mesmo duvidamos. Ao estudar as profecias do cativeiro, previsto para terminar em 70 anos (Jeremias 29:10-14), Daniel se pôs a orar, era preciso. O profeta não entende tudo sobre Bíblia, o dom de profecia não torna ninguém onisciente e infalível. Por isso, o profeta precisa orar como nós!

Toda pessoa que se dedica a estudar a Bíblia a fundo se torna dedicada na intercessão pelo perdido. E, Deus responde! A resposta de Deus foi profética, uma revelação esplendorosa sobre o grande Libertador, não do cativeiro, mas do pecado. Observe:
1. O Messias viria fazer expiação pelo pecado para justificar o pecador (v. 24)
2. O Messias seria o Ungido de Deus, o Príncipe do Céu (v. 25)
3. O Messias seria rejeitado por aqueles que amam o pecado, por isso seria morto (v. 26)
4. O Messias alcançaria Seus propósitos cumprindo a profecia (v. 27)

Impressionante, cerca de 500 anos antes, a profecia revelou detalhes da vinda do Messias. Além disso, tem mais:
1. As setenta semanas têm um ponto de partida (457 a.C.)
2. As setenta semanas se dividem em três períodos: 
a) Sete semanas
b) Sessenta e duas semanas
c) Uma semana
3. A última semana se divide ao meio

Sendo que 70 semanas vezes 7 dias são 490 dias, e, que, profeticamente cada dia equivale a um ano, então temos 490 anos de história. Este período começa em 457 a.C e termina em 34 d.C. Sendo, a última semana, 7 anos, a mais importante:

1. No começo, Jesus é ungido/batizado (27 d.C).
2. 3 ½ anos depois, Ele foi crucificado (31 d.C)
3. Mais 3 ½ Estevão foi apedrejado (34 d.C)

Deus previu todos os detalhes. Aceite Seu plano de salvação! Aceite Jesus!

Simplifiquei para você entender! – Heber Toth Armi.



Daniel 8 by Jeferson Quimelli
22 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: profecias, soberania de Deus | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Daniel, após a queda de Babilônia, tem mais uma visão com animais: um carneiro com dois chifres, simbolizando a Medo-Pérsia, que dominava a Mesopotâmia e a Terra Santa (que formavam o Crescente Fértil) e um bode, que o derrota, simbolizando o império grecomacedônico, das conquistas rápidas de Alexandre, o Grande. 

O profeta vê o chifre do bode da visão subitamente se quebrar. E em seu lugar nascem quatro chifres que crescem “na direção dos quatro ventos da terra” (v. 8). De fato, na concretização da profecia, Alexandre morre inesperadamente e seu reino é dividido em quatro porções entre seus generais.

De um dos ventos, nasce um pequeno chifre que cresce em poder e faz coisas terríveis, chegando a desafiar o Príncipe do exército  e destruir o santuário.  Da visão do cap. 7, vimos que o quarto animal simbolizava Roma em suas fases imperial e religiosa.  Este chifre que nasce pequeno e cresce em poder tem todas as características do quarto império do cap. 7, Roma.

Cabe observar que alguns teólogos interpretam que o pequeno chifre nasce de entre os quatro chifres do bode, ou seja, seria um poder que se afirma a partir de um dos quatro reinos nos quais o império de Alexandre se divide. Assim, eles apontam para Antíoco Epifânio, que governou a Terra Santa, perseguiu os judeus e seu culto, chegando a fazer sacrifícios de animais imundos no templo de Jerusalém. Porém, uma análise mais acurada dos elementos da profecia e seus desdobramentos revela que esta interpretação carece de sustentação, pois a guerra contra Deus profetizada dura 1260 anos e não apenas poucos meses.

Todos os elementos visualizados por Daniel sobre o chifre que surgiu pequeno se cumprem em Roma. A visão diz que o santuário e o exército (o povo fiel a Deus) serão entregues “a fim de serem pisados” (Daniel 8:13, ARA). Roma desafiou Jesus, o Príncipe do exército, suprimiu o sacrifício diário, isto é, fez com que as pessoas olhassem para seres humanos e não para Jesus a fim de obterem o perdão dos pecados, e perseguiu os santos. Durante este período, cristãos sinceros que não traíram sua fé foram perseguidos e mortos.

Em seu sonho, Daniel ouve um anjo perguntar ao outro quanto tempo duraria esta situação, de uma instituição atribuir a si mesma o trabalho de mediação de Cristo (v. 13) e obteve a resposta de que depois de duas mil e trezentos dias (ou 2300 anos) o santuário seria purificado (v. 14). Isto aponta para o Dia da Expiação, quando o santuário era purificado dos pecados nele deixados durante o ano.

Apesar do anjo dizer a Daniel que a visão dos 2300 dias se referiam a tempos distantes (v. 26), Daniel ficou muito abalado e fraco, pois não conseguia entender o que estava ali envolvido.

As profecias concedidas a Daniel não se referiam à sua época, não se limitavam ao retorno dos Judeus após 70 anos de cativeiro, mas tinham como foco o tempo do fim (v. 19). Foram dadas para este nosso tempo presente, para preparar um povo para adorar somente o Deus verdadeiro e assim achar-se preparado para o breve retorno de Jesus Cristo a este mundo.

Querido Deus,

Dirigimos nossa atenção a Ti, que habitas no Santuário Celestial, onde nosso caso é julgado. Limpa agora a nossa vida de nossas culpas e veste-nos com a Tua justiça, declarando-nos justos, perante todo o Universo, pelos méritos de Jesus. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook Universidade Nacional, Coreia do Sul.

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 8 

Comentário em áudio 

Programa de TV sobre Daniel 8



COMENTÁRIO PASTOR HEBER

Por ser mistério, o futuro sempre atraiu os curiosos. Profecias de diversos tipos, lugares e pessoas têm atraído multidões. 

Inclusive as profecias bíblicas têm fascinado estudiosos do mundo inteiro, ainda que elas não visem sanar a curiosidade de ninguém com relação ao futuro.

Talvez seja por isso que, em relação ao futuro, muitos trocam a Bíblia por horóscopo, cartomancia, tarôs, Nostradamus, bruxos e tantos outros futurólogos que vão desde ateus e espíritas até católicos, evangélicos e pentecostais espalhados pelo mundo. Contudo, a única verdade sobre o futuro é bíblica (v. 26), que visa restaurar nossa vida.

Nosso capítulo de estudo é a visão profética dada por Deus a Daniel (v. 1), que, embora no terceiro ano de reinado de Belsazar (c. 448 a.C.) aplica-se ao tempo do fim (v. 17), ao tempo determinado do fim (v. 19), dias ainda mui distantes (v. 26). Essa profecia nunca foi tão importante na história como é agora.

Cerca de 2500 anos atrás, Deus já sabia exatamente o que aconteceria na história moderna. Ele revelou na figura do carneiro e do bode; os quais representam os impérios medo-persa e grego (vs. 20-22). Na sequência, o império mundial foi Roma, representado pelo chifre pequeno. O qual ainda existe em sua forma religiosa!

Esse quarto Império, em sua fase política e também religiosa, caracterizou-se por seu poder e autoridade, confrontando a todos que opusessem em seu caminho; porém, assim só causou o mal: enganou, perseguiu e destruiu o povo de Deus (vs. 9-12; 23-26). Todavia, a verdade que fora adulterada, profanada e substituída pela mentira seria restaurada (vs. 13-14).

Durante a Idade Média, houve trevas espirituais como nunca antes. A igreja, outrora cristã, só preservou o título de cristã; suas pregações, porém, eram pagãs. A Igreja Católica Apostólica afastou-se de Cristo e da Bíblia ao tornou-se romana, pois substituiu a doutrina cristã por filosofias pagãs como se fossem cristãs. Ao proibir a leitura da Bíblia, a igreja fez prosperar o erro, (heresias).

Todavia, após um falso cristianismo deturpar o plano da salvação, Deus entrou em cena e a mensagem do santuário, de um Sumo Sacerdote Intercessor e Salvador, foi restaurada – o alvo desta profecia!

Portanto, ainda tem muita gente nas trevas do erro: compartilhe a luz da verdade! – Heber Toth Armí.



Daniel 7 by Jeferson Quimelli
21 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: poder de Deus, profecias, soberania de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Daniel muda de história para profecia. Os últimos sete capítulos de Daniel contêm vários sonhos e visões vindos de Deus.

Em Daniel 7, retorna-se para antes dos eventos de Daniel 5, ao tempo em que Belsazar ainda era o regente. Nestes dias, Daniel viu um sonho que repetiu o padrão do sonho da estátua do cap. 2, porém com detalhes adicionais.

Neste sonho, Daniel viu vários animais saindo sucessivamente de um grande mar [os povos da Terra] agitado por ventos [agitações populares, guerras] que vinham de todas as direções (vv. 1-3). Os animais se assemelhavam com um leão alado, um urso, um leopardo, e um animal com dez chifres, de aparência terrível, que não se parecia com nenhum outro animal conhecido (vv. 4-7). Enquanto Daniel estava ainda espantado com a aparência do quarto animal terrível com seus chifres, um pequeno chifre “surgiu entre eles” e três chifres foram arrancados (v. 8).

Após os quatro animais subirem do mar, Daniel viu muitos tronos serem colocados e num deles, envolto por fogo, se assentou um “Ancião”, o próprio Deus (v. 9). Milhões serviam o Ancião em uma atividade de julgamento, enquanto cada animal recebia um tempo de vida (v. 10, 12). Daniel reconheceu ali que Deus é Quem levanta e derruba impérios. Ele permite que alguns continuem por determinado tempo e faz com que outros desapareçam. A autoridade dos reinos é concedida ou retirada no céu.

A sucessão dos reinos nos ensina que o leão alado era Babilônia, personificada por Nabucodonosor. O urso era o império combinado dos medos e persas, que se levantou sobre o lado mais forte, os persas. O leopardo simbolizava, em sua rapidez, o império grecomacedônico de Alexandre.

O quarto animal com dez chifres era tão estranho e temível que chamou sobremodo a atenção de Daniel. Após o surgimento e crescimento do chifre que falava arrogantemente blasfêmias contra Deus, este animal foi julgado, morto e destruído no fogo. Este animal representava o império romano, incluindo o Sacro Império Romano, que o sucedeu.

Recebeu Daniel, ainda, a informação que os dez reis eram dez reinos, que o poder representado pelo chifre pequeno falaria contra o Altíssimo, mudaria os tempos e as leis e oprimiria os santos por “um tempo, tempos e metade de um tempo”, frase que foi preservada num dos pergaminhos com o livro de Daniel, que faziam parte dos manuscritos do mar Morto, nas cavernas de Qumram. 

Como a palavra traduzida por “tempo” também podia significar “ano”, temos “ano, “anos” e “meio ano”, ou seja, três anos e meio. Se considerarmos, ainda, que o ano judeu tinha aproximadamente 360 dias, chegamos à cifra de 1260 dias (360 dias x 3,5 anos).

Se aplicarmos o princípio de interpretação profética de que um dia profético significa um ano literal (Nm 14:33, 34; Ez 4:4-7 ) chegamos ao período de 1260 anos da perseguição movida por Roma, contra os cristãos em geral, que começou em 538 dC, sob o imperador romano Justiniano e contra os cristãos que não se submeteram às doutrinas humanas impostas por Roma eclesiástica, que se seguiu. O período dos 1260 anos mostrado ao profeta Daniel é o mesmo que foi mostrado a João em Apocalipse 12:6.

Agitado e aterrorizado com tudo que vira: a sucessão de reinos, o chifre blasfemo, justos sendo mortos, juízo investigativo divino e juízo executivo, Daniel pergunta o significado de tudo que vira (v. 16) e recebe a informação:  os reinos passariam, mas os justos, que sofreram de modo destacado sob o poder do quarto animal/reino, ao final “receberão o reino e o possuirão para sempre” (v. 18 NVI). 

Esta visão dada a Daniel fornece segurança e esperança a todos nós que seguimos a Deus. Nosso Senhor tem a história em suas mãos e determinou que o reino eterno será dado aos santos do Altíssimo (v. 27).

Querido Deus,
Conforta-nos saber que controlas e conduzes não só as nações, mas também as nossas vidas. Conduz-nos ao destino que reservas aos que Te amam: uma vida plena e abençoada aqui neste mundo e uma vida eterna conTigo. 

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 7 

Palestra Daniel 7



Daniel 6 by Jeferson Quimelli
20 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: adoração, fidelidade, libertação, oração | Tags: , ,

Comentário devocional:

O general de Ciro, Gubaru (ou Gobryas), que tomou Babilônia, também foi o seu primeiro governante, sob o nome de Dario, o Medo (v. 1).

Daniel foi colocado como um dos três supervisores dos 120 sátrapas ou governadores escolhidos pelo rei e, com a ajuda de Deus, distinguiu-se como um bom estadista muito acima dos outros dois altos oficiais do rei. Estes, invejosos de Daniel, tentaram, em vão, encontrar alguma acusação contra ele (v. 4). Daniel não se corrompia e era extremamente trabalhador e confiável. Legalmente não podiam fazer nada contra ele; então eles foram buscar algo contra ele em sua religião (v. 5). 

Dissimulando honrar ao rei, eles o persuadiram a emitir um decreto que não poderia ser revogado: no período de 30 dias ninguém poderia fazer petição a qualquer deus ou pessoa, a não ser para Dario, sob pena de ser lançado na cova dos leões (v. 7).

Quando Daniel ouviu falar acerca do decreto, abriu as janelas de sua casa e continuou orando a Deus três vezes por dia, como sempre fizera. Nada mudara para ele (v. 10). Daniel sabia que a adoração contínua e a oração eram a chave para o sucesso espiritual de sua vida. Ao testemunharem isto, os inimigos de Daniel o acusaram de desobediência ao decreto do rei.

O rei só neste momento entendeu a armadilha em que caíra e ficou consternado com a noticia, porque gostava muito de Daniel (v. 14). Dario buscou de todas as maneiras salvá-lo porém, sem sucesso (v. 15) – a lei dos medos e persas estava acima dele. A muito contragosto, Dario ordenou que se baixasse o ancião, que teria 83/84 anos na época, através de cordas na cova dos leões, expressando a ele o sincero desejo de que seu Deus o salvasse (v. 16). Em seguida, a cova foi fechada com uma pedra e selada com o selo do rei e os selos dos nobres (v. 17). 

Nesta noite não houve para Dario sono, comida ou entretenimento (v. 18). Imediatamente aos primeiros raios do sol correu para a cova para ver o que acontecera (v. 19). Com aperto no coração, já esperando pelo pior, chamou Daniel para ver se ainda estava vivo (v. 20). Para grande alegria de Dario, Daniel, de dentro da cova, louvou a Deus por ter sido salvo dos leões, sem qualquer ferida sequer (vv. 21, 23). Então, os papéis se inverteram e os acusadores de Daniel foram jogados, junto com suas mulheres e filhos na cova dos leões, onde foram imediatamente devorados (v. 24).

Este episódio claramente inspirado pelo inimigo de Deus teve como resultado exaltá-Lo ainda mais, pois em todo o reino se fez conhecido, por decreto real, que “Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (vv. 25-26). Este decreto foi colocado nos arquivos do reino para que os futuros governantes dos medos e persas tivessem dele conhecimento. Através dele, Dario testemunhou que Deus resgata e salva, opera sinais e maravilhas no céu como na terra (v. 27) para livrar os seus. Dario estava aqui não só relatando o passado, mas também profetizando e descrevendo a obra de salvação de Deus em Jesus.

Naquele ano e no próximo Daniel prosperou, tanto no reinado de Dario quanto no de Ciro, que o sucedeu no trono. A última data que temos notícias de Daniel foi o ano de 536 aC, no terceiro ano de Ciro, quando ele teve a longa visão dos capítulos 10 a 11, sobre os reinos que se sucedem até a ressurreição dos justos, no fim dos tempos.

Querido Deus,
Diariamente teu povo remanescente é alvo de críticas, falsas acusações e perseguições. O objetivo é diminuir a sua influência para o bem. Resgata e protege, Senhor, o Teu povo, não só das acusações, quanto de estar entre os acusadores. Em Teu Santo Nome oramos. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 6

Comentário em áudio

Palestra sobre Daniel 6

Comentário pastor Heber Toth Armí sobre Daniel 6

Se vivêssemos a religião bíblica como deve ser; se não rendêssemos à cultura do mundo, mas aos princípios do Céu; se o amor por Deus determinasse nosso comportamento e nossas decisões, certamente não veríamos sermõezinhos pragmáticos, megaigrejas aguadas e os efeitos pós-modernos numa sociedade capenga.

Daniel não é crente camaleão, que muda conforme dita a sociedade, a moda, a política ou, se outros crentes não são como ele: resoluto na Palavra de Deus. Além disso, a vida de quem vive pela fé – não pelo medo ou conveniência, é eletrizante, emocionante: Daniel foi jogado vivo para ser comido pelos leões, e saiu vivo – ele tem histórias para partilhar!

Note: Ser convencido é uma coisa, ser convicto é outra; assim como ter fé é uma coisa e, viver pela fé é outra. A atitude de Daniel em orar com a janela aberta confronta a irrevogável lei medo-persa, porém sua atitude não é de rebeldia e arrogância, mas de submissão ao Deus que os infiéis arrogantemente desprezam e ignoram.

Diante da arrogância em prol do erro, da pressão e ameaça para com os fieis, os verdadeiros filhos de Deus, mesmo em face a leões, perseguições e morte, têm honrado, primariamente, a Deus. Por que não ser corajoso contra os homens perversos, quando estes são tão corajosos em desafiar a Deus?

Daniel permaneceu uma noite entre leões, os que o acusaram sentiram na pele o que significa isso; o resultado, porém, revelou que é muitíssimo melhor servir a Deus do que acusar os servos de Deus.

Ainda, neste capítulo aprendemos que,

1. É melhor obedecer a Deus que aos homens, ainda que o homem seja o rei do maior império mundial. 

2. É melhor cumprir a lei de Deus quando as leis dos homens confrontam essa lei.

3. É melhor honrar a Deus do que lutar para preservar a vida, pois Deus é Quem dá e preserva a vida.

4. É melhor viver os princípios divinos, custe o que custar, antes que os caprichos da vontade humana.

5. É mais prudente agradar a Deus do que a qualquer ser humano, por mais importante que ele seja.

Em nossa geração, carecemos de gente de convicção. “Reaviva, Senhor, nossa paixão por Ti”.

Viva hoje o ideal de Deus!



Daniel 2 by Jobson Santos
16 de agosto de 2014, 0:33
Filed under: profecias | Tags: , , , ,

Comentário devocional

 Neste capítulo Daniel relata um acontecimento que marcou definitivamente a sua vida. Ele escreveu em aramaico, a língua falada pela população em geral, para que a veracidade do relato pudesse ser confirmada pelos oficiais da corte que falavam essa língua. É interessante notar que os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran trazem exatamente o mesmo texto hebraico a partir do qual nossas atuais traduções da Bíblia são feitas.

No segundo ano de Nabucodonosor, Deus deu ao rei um sonho que o perturbou muito (v. 1). Ditadores muitas vezes são inseguros e não confiam em ninguém ao seu redor. Naqueles dias, um ditador buscava ansiosamente o conselho dos adivinhos sobre o que deveria ou não fazer. Neste caso, entretanto, eles simplesmente não sabiam o que dizer a Nabucodonosor a partir de suas tábuas astrológicas. 

 O rei disse que estava ansioso para saber o sonho (v. 3) e ameaçou todos os sábios da corte com a morte caso não conseguissem revelar o mistério. “Esta é a minha decisão: se vocês não me disserem qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços e que as suas casas se tornem montes de entulho” (v. 5, NVI). 

Os adivinhos perceberam então que tinham um grande problema. Eles conheciam a extrema brutalidade dos ditadores assírios e babilônios, como a demonstrada na captura de Laquis, registrada na parede do palácio de Senaqueribe, em Nínive. Muito provavelmente eles seriam cortados em pedaços ainda vivos. 

 Tendo ciência da crise que também o envolvia, Daniel se aproximou e pediu para falar com o rei (v. 15) e pediu a seus amigos para orarem com ele a respeito do assunto (v. 17-18). Deus respondeu a oração deles e deu a Daniel o sonho e a sua interpretação (v. 19). No sonho o rei havia visto uma enorme estátua, de diversos materiais, que foi destruída por uma rocha não cortada por mão humanas.

O conceito fundamental do sonho é que Deus está no controle da história deste mundo e de seus sucessivos impérios. Este mesmo conceito já havia sido exposto por Moisés em Gênesis 31, Êxodo 3 e Jó 12.

 A interpretação do sonho dada por Deus a Daniel e transmitida ao rei foi a seguinte: A cabeça de ouro da imagem representava a Babilônia (v. 37a). Outros reinos se sucederiam, como confirmado pela História. Depois da Babilônia veio a Medo-Pérsia (v. 39a) representada pela prata, e depois de sua queda, veio o Império Grego representado pelo bronze (v. 39b). 

Depois da queda da Grécia dominou o “império de ferro” de Roma. Mais tarde, na Idade Média, Roma assumiu uma orientação religiosa através da Igreja Católica Romana, quando passou a ser conhecido como o Sacro Império Romano (v. 40). O aspecto religioso de Roma se revela logo em 538 dC, quando o imperador Justiniano ordenou que nas moedas a serem cunhadas naquele ano ele não deveria ser retratado, como no passado, como um guerreiro ou um soldado com uma lança em um cavalo, mas como um teólogo segurando em suas mãos uma cruz. 

 O último reino que aparece no sonho composto de “argila e ferro” (vs. 41-43), também teria fim, como todos os demais. Então uma pedra vinda do próprio Deus destruiria a imagem que Nabucodonosor vira em seu sonho e o Deus do céu estabeleceria um reino que jamais seria destruído (v. 44). 

 Quando Nabucodonosor ouviu tudo isso, colocou o rosto em terra perante Daniel (v. 45-47). Apesar de ser ainda um calouro, Daniel foi promovido a chefe de todos os sábios da Babilônia. Daniel foi trazido para a corte do rei e seus amigos se tornaram encarregados da administração da província de Babilônia, a seu pedido (v. 49). A inteligência e a sabedoria de Daniel e seus companheiros lhes foram dados por Deus. 

Querido Deus, 
Vivemos no tempo do fim e sabemos que o Seu filho, a Rocha dos Séculos, virá em breve como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores para encher a terra com a Sua glória. Que possamos, desde agora, nos abrigar nEle. Amém. 

Koot van Wyk
Universidade Nacional de Kyungpook, Coreia do Sul

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/2/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Daniel 2
Comentário em áudio
 Palestra sobre Daniel 2


Daniel 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.

Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).

Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.

O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.

O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.

Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).

Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança. 

Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).

Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).

Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira. 

Querido Deus,

A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 1 

Comentário em áudio 

Palestra sobre Daniel 1

Palestra sobre o livro de Daniel

 

Material para estudo adicional

 

Tema e estrutura do livro de Daniel:

 O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):

A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)

   B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)

      C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)

         D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina; 

              Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);

      C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)

   B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)

A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)

Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.

As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse.  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.

 

Comentários selecionados:

1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.

A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.

2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.

Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.

O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.

3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.

8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.

Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.

12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.

dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.

legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.

17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.

19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.

20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.

Do que todos os mágicos e encantadoresPor meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.

Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. …  Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.

21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.

Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.




%d blogueiros gostam disto: