Reavivados por Sua Palavra


Romanos 13 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
11 de março de 2015, 0:00
Filed under: adoração, bens materiais, caráter de Deus, integridade, Justiça, lealdade, lei, virtude | Tags: , ,

1 Por Ele instituídas. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos governos civis nem indica que é dever do cristão sempre se submeter a eles. As vezes, as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e, sob essas circunstâncias, o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O raciocínio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens, de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 689.

3 Queres tu[…]? O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e, por isso, será elogiado por sua boa conduta. CBASD, vol. 6, p. 690.

5 Temor da punição. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina, o cristão deve obedecer, não só porque quer evitar a punição, mas porque é certo obedecer. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.

6 Pagais tributo. O contexto sugere que este não é um mandamento, mas uma declaração de fato. Evidentemente, os primeiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos, talvez em obediência ao ensinamento de Cristo. Apoiando, assim, o governo civil com seus tributos, os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado, como ordenado por Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.

A ninguém fiqueis devendo. O cristão deve pagar tudo o que deve, mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 691.

11 Digo isto. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor, que é o resumo dos deveres cristãos. Como um motivo urgente para o cumprimento de seus deveres, Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na proximidade da segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 692.

Sono. O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigilância. Na parábola das dez virgens, as moças “foram todas tomadas de sono e adormeceram”. CBASD, vol. 6, p. 692. 

Salvação está […] mais perto. Por “salvação”, Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória, e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus”, “a redenção do nosso corpo” e a libertação da natureza “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da gloria dos filhos de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 692.  

12 Noite. Tendo comparado a atual condição espiritual de seus leitores ao “sono”, Paulo continua a figura, contrastando a vida presente com a que está por vir, como a noite com o dia. CBASD, vol. 6, p. 693.

Obras das trevas. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. Em seu lugar, o cristão deve vestir a armadura da verdade e da justiça, para estar pronto para a luz do dia de Cristo, que está raiando. CBASD, vol. 6, p. 693.

13 Dissoluções. Do gr. aselgeiai, “sensualidade”, “libertinagem”, “indecência”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo, e não estavam limitados a eles. CBASD, vol. 6, p. 693.

14 Revesti-vos.O cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. Então, Paulo representa o próprio Cristo como sendo a armadura do cristão. A vida com a qual ele estava vestido devia ser continuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade. CBASD, vol. 6, p. 693.

A carne. Ou seja, a natureza depravada. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo, mas o cristão não deve condescender com a satisfação de emoções e desejos profanos. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos carnais que o cristão deve mortificar. Portanto, Paulo adverte os crentes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. CBASD, vol. 6, p. 693.

Compilação: Tatiana W



Daniel 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.

Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).

Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.

O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.

O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.

Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).

Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança. 

Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).

Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).

Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira. 

Querido Deus,

A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 1 

Comentário em áudio 

Palestra sobre Daniel 1

Palestra sobre o livro de Daniel

 

Material para estudo adicional

 

Tema e estrutura do livro de Daniel:

 O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):

A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)

   B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)

      C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)

         D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina; 

              Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);

      C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)

   B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)

A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)

Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.

As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse.  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.

 

Comentários selecionados:

1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.

A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.

2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.

Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.

O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.

3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.

8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.

Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.

12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.

dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.

legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.

17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.

19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.

20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.

Do que todos os mágicos e encantadoresPor meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.

Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. …  Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.

21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.

Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Jeremias 23 by Jeferson Quimelli
24 de maio de 2014, 7:00
Filed under: caráter de Deus, fidelidade, integridade, Israel, Justiça, lealdade, Messias, testemunho | Tags: ,

Comentário devocional:

É uma grande responsabilidade ser um líder espiritual; ser pastor é uma responsabilidade ainda maior. 

Posso entender a paixão que leva uma pessoa a ministrar em nome do nosso Deus, pois desde cedo convivi com muitos pastores. Meu pai é um pastor aposentado e tenho cinco tios que também são pastores. Adicione a esta lista de bênçãos: um irmão, um cunhado e um filho, além de muitos amigos pastores e, especialmente, meu pastor atual. 

Nos capítulos anteriores de Jeremias, o foco eram os líderes políticos da nação. Neste capítulo a mensagem é dirigida aos líderes espirituais, pastores e profetas. Deus pronuncia aqui um ai contra os pastores que dispersaram a Seu povo (v. 2).

Algo muito sério e de responsabilidade é representar a Deus perante o povo e pretender falar em Seu nome. É um pecado muito grande diante de Deus perverter Suas palavras, representá-lo mal e profetizar mentiras em Seu nome. Não devemos nunca usar o nome de Deus de maneira inconsequente e descuidada para dar credibilidade a nossos propósitos.

Num período em que os líderes espirituais estavam deixando de repreender o erro e eles mesmos cometendo os mais graves, o Espírito Santo, através de Jeremias, derrama um feixe de luz brilhante em um mundo escuro. Ele profetiza que o próprio Deus irá estabelecer novos pastores que cuidem de seu povo (v. 4) e irrompe em uma bela profecia messiânica! (v. 5-8.)

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:5-6, ARA). Eles precisavam desesperadamente da justiça de Deus assim como nós também precisamos.

Há um ditado que diz: “Como são os líderes assim é o povo”. Ou seja, o povo segue as ações de seus líderes. E não serão melhores do que eles. É de se admirar, então, que o mal ataque vigorosamente nossos pastores e líderes? Temos o privilégio de interceder por eles em oração, principalmente nestes tempos urgentes.

Uma prática que tem se demonstrado particularmente eficaz na neutralização da Palavra de Deus é a imoralidade. Mesmo que sejamos dedicados ao Senhor, ainda assim somos vulneráveis a tais tentações. Nos tempos de Jeremias, os falsos profetas e sacerdotes estavam levando o povo a decadência espiritual pela omissão da repreensão e por seus próprios atos. Jeremias chama esta situação de “uma coisa horrível” e compara o povo de Jerusalém ao povo de Sodoma (v. 14). Isso vale também para o nosso tempo.

Este capítulo trata acima de tudo acerca da deturpação da vontade de Deus. Dizer que Deus não gosta desta situação é um eufemismo. Foi com tremor que, como pastor, li: “Por isso me esquecerei de vocês e os lançarei fora da minha presença, juntamente com a cidade que dei a vocês e aos seus antepassados” (v. 39).

Jeremias lamenta profundamente a situação. Ele diz que seu “coração está quebrantado” por causa do uso indevido de “santas palavras” de Deus (v. 9). O profeta entende as graves implicações. 

Fiquei impressionado com o conceito de que a Palavra de Deus poder ser “furtada” (v. 30). Pensei nas várias formas em podemos fazer isto, mas uma se destaca: os caminhos de um hipócrita – os que dizem uma coisa e fazem outra. Jesus alertou seus discípulos a respeito, porque os escribas e fariseus diziam uma coisa, mas suas ações não estavam em harmonia com o que diziam (ver Mateus 23:2-3).

Será que somos uma pessoa na igreja e outra na vida cotidiana? São os nossos pensamentos sujeitos à Santa Palavra de Deus? Deus está ansioso para que seu povo se desfaça da condição de Laodicéia, em que as pessoas permanecem com um pé na igreja e outro no mundo.

“Senhor, motiva-nos, constranja-nos e dá-nos a força para, como líderes espirituais, sermos fiéis à Sua Palavra em nossos corações e em nossas práticas diárias. Que assim, inspiremos outros a também Te servir, em espírito e em verdade, como Teus verdadeiros filhos e filhas. Amém.”

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/23/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 23 



I Crônicas 12 by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2013, 0:02
Filed under: amizade, coragem, fidelidade, lealdade
Texto bíblico àI Crônicas 12

Um reino não é construído da noite para o dia. Foram necessários vários anos para Davi reunir um grupo de guerreiros leais, dispostos a estarem ao seu lado nos bons e maus momentos. Quando ele estava na terra dos filisteus, fugindo por sua vida, muitos desertaram Saul e foram para o seu lado.

Davi considerava cada homem que vinha até ele como um presente de Deus. Ele os tinha em tão alta estima que conservou uma lista das pessoas que se juntaram a ele enquanto residia em Ziclague.

Uma das coisas que mais atraía novos soldados para seguirem a Davi, era o seu caráter. Ele foi leal ao rei Saul, mesmo quando este o perseguia. Davi tratava seus soldados com respeito, dizendo-lhes a verdade e assegurando-lhes do seu valor.

Deus ajudou a Davi dando-lhe guerreiros leais  e dispostos a arriscar suas vidas a fim de protegê-lo e estabelecê-lo como rei. Amasai, chefe dos Trinta mais honrados soldados de Davi, guiado pelo Espírito de Deus, disse: “Somos teus, ó Davi! Estamos contigo, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo, e com os teus aliados, pois o teu Deus te ajudará” (1 Crônicas 12:18. NVI). Que incentivo Davi deve ter encontrado nestas palavras!

Pense por um momento nas pessoas que o ajudaram em momentos decisivos de sua vida. Eles foram enviados por Deus para fortalecê-lo. Tenha-os em alta estima. Se possível, escreva-lhes uma palavra de agradecimento.

Decida ser fiel aos líderes que defendem causas nobres. Ao apoiá-los, você está promovendo o reino de Deus.


Jobson Santos

Rede Novo Tempo
Ministério da Oração



Versão em português do texto postado originalmente no blog da Bíblia, em 1º de abril de 2013, segunda-feira, dentro do plano mundial Reavivados por Sua Palavra de leitura de um capítulo por dia, promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.



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