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TEXTO BÍBLICO PROVÉRBIOS 2 – Leia a Bíblia antes
PROVÉRBIOS 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
PROVÉRBIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO PR. HEBER TOTH ARMÍ
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VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/pv/2
Quando Salomão assumiu o trono, o Senhor apareceu-lhe em sonho à noite e perguntou o que poderia lhe dar. Salomão, sentindo-se pequeno diante da tarefa de julgar o povo escolhido de Deus, respondeu: “Dá-me sabedoria e conhecimento, para que eu possa liderar esta nação, pois quem pode governar este teu grande povo?” (2 Crônicas 1:10, NVI).
Parece, à primeira vista, que o pedido de Salomão foi imediatamente atendido, juntamente com “riquezas, bens e honra” (ver 2 Crônicas 1:12). No entanto, o capítulo de hoje parece sugerir que Salomão buscou intensamente a sabedoria antes que ela lhe fosse concedida, pois ele recomenda que clamemos a Deus por entendimento e choremos em alta voz por discernimento (v. 3 NVI), o que parece ter sido a sua experiência.
Salomão recomenda que procuremos a sabedoria como se procura a prata e a busquemos como quem busca um tesouro escondido (Provérbios 2:4). Somente após isso, “se entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus” (v. 5 NVI). O Senhor é quem dá a sabedoria: aquele que O conhece é sábio. A sabedoria (o Senhor) nos dá o conhecimento do certo e do errado, e pode nos salvar de homens maus, da mulher adúltera e do cônjuge infiel.
Que o seu coração clame em alta voz, hoje, por aquele entendimento e discernimento que somente vem de Deus.
Jackie Ordelheide Smith
Diretora Assistente de Escola Sabatina e Ministério Pessoal da Conferência Geral da IASD
Washington, DC, Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=876
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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951 palavras
1 Filho meu. O retorno ao vocativo “filho meu” revela que Salomão já não fala em nome da sabedoria [fala, agora, de forma pessoal]. CBASD, vol. 3, p. 1069.
2 Fazeres atento … o teu ouvido. Nesta passagem, a diligência é aliada ao amor pelo aprendizado.. CBASD, vol. 3, p. 1069.
3 Se clamares. Mudança de metáfora e ênfase. A imagem da sabedoria clamando aos néscios [inexperientes, cf. Pv 1:22, NVI] dá lugar a um jovem que clama pelo poder do discernimento. CBASD, vol. 3, p. 1069.
4 Buscares. Mais ênfase na necessidade de uma busca ativa para adquirir sabedoria. Os seres humanos precisam ir fundo na procura do conhecimento salvífico da graça de Deus, com a perseverança daquele que tenta encontrar metais preciosos. … A revelação de Deus em Sua Palavra é a mina que todo cristão deve cavar pessoalmente à procura da verdade CBASD, vol. 3, p. 1069, 1070.
5 Acharás o conhecimento. Embora não seja possível adquirir um conhecimento profundo de Deus, mesmo que toda a feliz eternidade seja gasta aprendendo mais e mais de Sua natureza amorosa, todo aquele que procura a verdade recebe a promessa de encontrar o conhecimento suficiente para a salvação (Mt 7:7, 8). CBASD, vol. 3, p. 1070.
8 Conserva o caminho. Os que andam no caminho largo do pecado rejeitaram a proteção de Deus, mas quem escolhe o caminho estreito da justiça recebe Seu cuidado especial. Todas as forças do Céu estão disponíveis para guiar, fortalecer e proteger essas pessoas (Hb 1:13, 14). CBASD, vol. 3, p. 1070.
9 Entenderás justiça. O propósito do livro, declarado em 1:3 [“para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade], será cumprido como mais uma consequência da busca sincera por conhecimento. O entendimento verdadeiro de uma vida de bem é um pré-requisito para trilhar as boas veredas. CBASD, vol. 3, p. 1070.
10 Coração. Na verdade, “mente”. Para os hebreus, as entranhas eram o centro das emoções, e o coração, o centro do intelecto. CBASD, vol. 3, p. 1070.
O conhecimento será agradável. A salvação do pecado requer o amor ativo pela verdade e o deleite no conhecimento do que é reto. CBASD, vol. 3, p. 1070.
11 O bom siso te guardará. O amor pela verdade leva à consideração do certo e do errado e a se propor, no coração, a evitar o mal. … Tal avaliação é uma arma contra a tentação e protege de falha sob pressão súbita. CBASD, vol. 3, p. 1070.
12 Coisas perversas. A perversidade dos falsos mestres ao subverter as palavras claras das Escriturasfaz até mesmo alguns cristãos firmes começarem a se perguntar qual é a verdade. Deve-se evitar contato com aqueles que desejam tão somente comunicar o erro e não tem amor pela verdade. O amor e o conhecimento profundo da verdade são os únicos escudos seguros contra os enganos dos últimos dias (ver Mt 24:24; GC, 593, 594). CBASD, vol. 3, p. 1070 [destaque acrescido].
13 Caminhos das trevas. Quando as pessoas se desviam deliberadamente da luz e vão para os caminhos das trevas, são enganadas por uma “operação do erro” (2Ts 2:10, 11; cf. Jo 8:12; 12:35; 1Jo 2:11). CBASD, vol. 3, p. 1070.
14 Que se alegram de fazer o mal. Quando as pessoas de bem cometem erros, elas se arrependem deles depois. Os ímpios, porém, se lembram de seus atos de maldade com prazer. Além de apreciar suas maldades, eles sentem prazer na perversidade do mal em si. A falha da opinião pública em reagir com mais vigor aos crimes organizados e premeditados nos dias atuais mostra que o texto se aplica às condições atuais. CBASD, vol. 3, p. 1071 [destaque acrescido].
16 Mulher adúltera. Ou, “mulher estranha” (ARC). Do heb. ‘ishah zarah. Mulher “estranha” no sentido de pertencer a outra nação ou de não ser uma pessoa legítima. O versículo seguinte, bem como a tradução da ARA, apoia a segunda interpretação. A imoralidade era um problema sério nos dias de Salomão, assim como atualmente. Isso é demonstrado pela repetição quádrupla do tema (ver Pv 5:3; 6:24; 7:5). … Segundo Paulo, o homem piedoso se mantém ã distância desse tipo de tentação (1Co 6:18). Ele foge como José (Gn 39:12), se necessário. Permanecer e lutar contra uma tentação, reforçada pela fraqueza herdada da raça humana, é carecer da verdadeira sabedoria. CBASD, vol. 3, p. 1071.
17 Amigo. Marido. CBASD, vol. 3, p. 1071.
Aliança do seu Deus. Com certeza, os votos do casamento, embora não haja referência específica no AT a uma cerimônia religiosa de casamento como a desenvolvida pela igreja cristã. Há, porém, uma sugestão em Malaquias 2:14 da troca de votos solenes. CBASD, vol. 3, p. 1071.
18 Para a morte. Os pensamentos maus, a leitura de livros impuros, a contemplação de peças e imagens obscenas, bem como todos os atos aos quais eles levam, dirigem os pés para os caminhos da morte. dezenas de milhares de israelitas morreram em consequência de pecados que começaram quando foram convencidos a se tornar meros observadores de festividades moabitas (Nm 25; PP, 454-456). Embora hoje a retribuição não seja tão instantânea, ela é tão garantida quanto naquela época. CBASD, vol. 3, p. 1071.
19 Não voltarão. … dificuldade de restaurar à pureza aquele que caiu na imoralidade. A vontade parece tão enfraquecida que a mente costuma se mostrar incapaz ou indisposta para receber o poder prometido por Deus a fim de vencer o pecado. Alguns encontram salvação, porém muitas das pessoas que se inclinam para a morte nunca voltam. CBASD, vol. 3, p. 1071.
20 Caminho dos homens de bem. O sábio resume o propósito do conselho. Os israelitas amavam a terra prometida, mas o afastamento contínuo do caminho do bem levou à morte súbita de muitos e ao triste exílio de outros. CBASD, vol. 3, p. 1071.
21 A terra. A obediência à voz da sabedoria não traz apenas o bem no presente, mas também leva à vida eterna na bela nova terra. A negligência da Palavra de Deus traz problemas nesta vida e resulta na perda da nova terra. Isso vale para todos os que os que continuam a pecar. A eliminação será tão completa que não ficará nenhum resquício (Ob 16; Ml 4:1). CBASD, vol. 3, p. 1071.
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“Porque o Senhor dá a sabedoria, e da Sua boca vem a inteligência e o entendimento” (v.6).
Para que possamos tomar decisões bem acertadas, é necessário haver uma prévia comunicação com a fonte do conhecimento. Através da oração, nossa mente é elevada ao trono da graça e renovada pela fé no plano divino. Nossas aspirações tornam-se cada vez mais íntimas com a vontade de Deus, de forma que, orientados pelo Espírito Santo, caminhamos “na sinceridade” (v.7). Aceitar, esconder, fazer, inclinar, clamar, buscar, procurar, indicam as ações associadas com uma vida de harmonia entre orar e agir. Como Jesus, necessitamos subir ao monte da oração, mas descer de lá com mantimento suficiente para suprir as necessidades de outros.
Os veios da “verdadeira sabedoria” (v.7) devem correr de nossa vida para outras. O pedido de Salomão não foi com vistas a satisfazer um desejo egoísta, mas refletiu em seu reinado, e até hoje surte efeitos por meio de seus escritos. Quantos de nós estamos afligindo o coração perante o Senhor em busca da sabedoria altruísta? Como guardadores dos nossos irmãos, estamos dispostos a entregar ao Senhor o pouco que temos a fim de dEle recebermos alimento suficiente para as multidões?
Deus “conserva o caminho dos Seus santos” (v.8), os iluminando com o resplendor de Sua graça e bondade. Esse reflexo torna-se em inconfundível testemunho ao mundo de que há um povo sábio e inteligente, que diverge das massas falidas e corrompidas pela fragilidade de suas ambições terrenas. Logo, todos terão tomado sua decisão definitiva. Haverá apenas dois grupos: “os que caminham na sinceridade” e em “todas as boas veredas” (v.7, 8) e os que andam “pelos caminhos das trevas” e “que se alegram de fazer o mal” (v.13, 14).
A sabedoria é um presente oferecido por Deus ao homem em doses diárias perfeitamente dosadas ao estudante assíduo de Sua Palavra. Ninguém que humildemente clame a Deus por sabedoria fica sem recebê-la. O dia a dia pode até conferir algumas quedas e fracassos. No entanto, ao andar “pelo caminho dos homens de bem” (v.20), o Espírito Santo os conduz e guarda até o momento em que “habitarão a terra” (v.21). “Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?” (Pv.8:1). Ouve, pois, e atende ao apelo que, dentro em breve, encerrará o seu prazo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de bem!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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PROVÉRBIOS 2 – Ser sábio – eis o segredo da vida! A felicidade verdadeira depende do nível de nossa sabedoria. A paz constante em nosso coração depende de agir sempre pautado pela sabedoria autêntica.
• Sem sabedoria, a vida é uma loucura – cada dia despenca para o precipício da amargura (veja Provérbios 1:7, e o restante do capítulo).
A introdução do Livro de Provérbios termina só no capítulo 9. Portanto, ainda não adentramos literalmente no estudo dos provérbios bíblicos. Antes de considerarmos o capítulo em pauta, anote isso em um caderno de estudo (ou em tua própria Bíblia):
1. O autor de Provérbios é o Espírito Santo, mas o escritor em sua maior parte foi Salomão, o qual plantou um jardim (Eclesiastes 2:5) e desenvolveu seu conhecimento de:
a) Botânica;
b) Agronomia;
c) Zoologia;
d) Ornitologia;
e) Entomologia;
f) Ictiologia.
2. Salomão escreveu 3.000 provérbios; dos quais, cerca de 600 foram preservados na Bíblia.
3. Salomão compôs 1005 músicas, das quais temos os Salmos 72 e 127, e também a mais sublime das músicas românticas: Cântico dos cânticos.
Como pode alguém ter sido, assim, tão sábio? De I Reis 4:29-34 destaca-se as seguintes explicações: A sabedoria…
• …é um dom de Deus, pois sendo Onisciente é a fonte da sabedoria;
• …é dada por Deus como, quando, quanto e a quem Ele quiser, dependendo da atitude de quem O busca;
• …originada em Deus supera a qualquer conhecimento adquirido neste mundo independente dEle.
Voltemos ao capítulo em questão: Provérbios 2. Ali encontramos que, para obter sabedoria é necessário…
• …Dedicar-se a buscá-la incessantemente. É preciso incessante esforço devido à imensurável ignorância e tolice em nossa sociedade. Portanto, a sabedoria é uma raridade, acessível aos piedosos (vs. 1-4).
• …Envolver-se com Deus a ponto de tornar-se discípulo dEle. Sua criação e Sua revelação (a Bíblia) são formas dEle comunicar sabedoria aos seres humanos pecadores, mas precisamos dEle para recebermos explicação correta e alcançarmos interpretação verdadeira (vs. 5-6).
• …Ignorar, desprezar a tolice/loucura que presenteia-nos com decepções, tristezas, aflições e angústias, para dedicar-se a obter sabedoria, a qual protege-nos das agruras da vida, supera todas as riquezas, e traz o conhecimento de nosso Criador (vs. 7-10).
“Provérbios não é autorretrato, nem um livro de etiqueta. Na verdade, contém a chave da vida” (Derek Kidner). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO PROVÉRBIOS 1 – Leia a Bíblia antes
PROVÉRBIOS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/pv/1
O Livro de Provérbios começa com a afirmação de que qualquer um pode se beneficiar em ter mais sabedoria – tanto o inexperiente quanto os que já são sábios. Deus é a fonte da sabedoria, e um relacionamento com Ele que inclui respeito pelo que Ele diz ser verdade é a estrutura de todo conhecimento, a perspectiva a partir da qual tudo faz mais sentido.
Existem, no entanto, aqueles que “armam emboscadas para si mesmos; tentam acabar com a própria vida” (v. 18 NVT); estEs são menos espertos do que os animais os quais evitam as armadilhas. Sim, Deus pode punir – e tem punido através da história, mas na maior parte das vezes nós punimos a nós mesmos através de nossos próprios pecados. É até mesmo possível destruir a possibilidade de arrependimento, de voltar atrás … ou até mesmo de desejar voltar atrás. Jesus chamou isso de “blasfêmia [pecado] contra o Espírito Santo” (Mc 3:29). Paulo no livro de Romanos chama isso de sofrer “a ira de Deus” (Rm 1:18, 24, 26, 28). Nas palavras da sabedoria: “comerão os frutos amargos de seu estilo de vida e engasgarão em suas próprias intrigas” (v. 31 NVT).
Mas isto não precisa ser assim: temos liberdade de escolher algo melhor! Por toda a parte vemos o convite da sabedoria para que nos apropriemos dos seus benefícios! (v. 20, 21).
Em todos os lugares há evidências a favor de Deus, impressões digitais de Sua obra e providências. E se respondermos positivamente à Verdade, se aceitarmos a Sua perspectiva e discernimento, Deus nos revelará ainda mais da Verdade, a qual tornará a nossa vida recompensadora, segura e sem medo de calamidades.
Virginia Davidson
Projetista e construtora de vitrais
Spokane Valley, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=875
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Comentário rodada anterior:
Que bom seria se todos tivéssemos um pai como Salomão para nos aconselhar e nos conduzir na vida!
Salomão começa seu aconselhamento dizendo eloquentemente no que os caminhos da sabedoria nos auxiliarão: “…a viver com disciplina e sensatez, fazendo o que é justo, direito e correto; ajudarão a dar prudência aos inexperientes e bom senso aos jovens” (v. 3, 4 NVI). Não são estas características desejadas por todos? Qual é, no entanto, o caminho para adquiri-las? “O temor do Senhor” (v. 7), Salomão sugere, com palavras cheias de significado e experiência.
A instrução de Salomão para que seu filho ouça os ensinos de seu pai e de sua mãe, é belamente ilustrada como se fosse “um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço” (v. 9 NVI). Que bom seria se a sabedoria fosse assim tão tangível e visível, pois assim evitaríamos muitas das armadilhas que muitas vezes nos afligem.
Gosto da maneira como Salomão personifica a sabedoria neste capítulo, trazendo-a à vida através de palavras como: “…quem me ouvir viverá em segurança e estará tranquilo, sem temer nenhum mal” (v. 33 NVI).
Que o temor do Senhor o conduza à Sua sabedoria e que você possa encontrar segurança em Sua presença.
Jackie Ordelheide Smith
Diretora Assistente de Escola Sabatina e Ministério Pessoal da Conferência Geral da IASD
Washington, DC, Estados Unidos
Texto original: https://reavivadosporsuapalavra.org/2017/03/31/
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1385 palavras
2 Sabedoria. A sabedoria é a capacidade de fazer uso prático dos fatos. … A sabedoria tão exaltada no livro de Provérbios é a sagacidade prática que se revela num caráter moral e religioso ideal. Os vários aspectos da sabedoria descrevem as características da pessoa que alcançou os padrões de Deus. A sabedoria apresentada por Salomão é abrangente, pois abarca todos os aspectos da vida prática. Ela não separa a religiosidade dos deveres comuns. Na experiência daquele que tem sabedoria verdadeira, todo pensamento e ato têm ligação com as exigências divinas. Em vez da “sabedoria”ideal, o NT fala de “justiça” (Mt 6:33), “santidade” (2Co 7:1; Hb 12:10) e “amor” (1Co 13), em referência a uma característica semelhante. A ênfase de todos esses conceitos está no caráter, não no ritualismo ou nos dogmas ligados ao cristianismo teórico. … “As verdades da Palavra de Deus são as declarações do Altíssimo. Aquele que faz dessas verdades parte de sua vida se torna, em todos os sentidos, nova criatura. Não recebe novos poderes mentais, mas é removida a escuridão que, mediante a ignorância e o pecado, obscurece o entendimento. As palavras: ‘Dar-vos-ei coração novo (Ez 36:26) significam”‘Dar-vos-ei uma mente nova’. A mudança de coração é acompanhada da convicção clara do dever cristão e de um entendimento da verdade. Todos os que atentam às Escrituras intimamente em em oração adquirem compreensão e julgamento claros. Na medida em que se aproximam de Deus, alcançam um plano mais elevado de inteligência (Ellen G. White, RH, 18/12/1913). CBASD, vol. 3, p. 1064.
7 Temor do SENHOR. Isto é, reverência pelo Senhor. O temor do Senhor é uma atitude reverente motivado por amor, respeito e gratidão. Ele distingue as pessoas que reconhecem sua indignidade e encontram salvação no plano gracioso de Deus. Nenhuma forma de exercício mental pode se comparar ao ávido estudo das Escrituras. CBASD, vol. 3, p. 1065.
Princípio. Do heb. re’shith. Esta palavra também pode significar “parte principal”. O temor do Senhor não é apenas o primeiro passo na aquisição de todo o conhecimento verdadeiro, mas, sim, a ênfase central do conhecimento. Se o conhecimento não levar à entrega da vida a Jesus Cristo, terá perdido o alvo. CBASD, vol. 3, p. 1065.
Loucos. Pessoas tolas. CBASD, vol. 3, p. 1065.
8 Filho meu. Junto com o temor do Senhor se encontra a respeitosa obediência aos pais. CBASD, vol. 3, p. 1065.
10 Não o consintas. Um lembrete de que a vontade é soberana. Nenhum ser humano ou demônio pode nos fazer pecar, a não ser persuadindo nossa vontade ao erro (ver Rm 6:13). A pessoa precisa ter a intenção de realizar o ato pecaminoso antes que a paixão consiga dominar a razão (ver T5, 177). CBASD, vol. 3, p. 1065, 1066.
11 Embosquemo-nos para derramar sangue. Este apelo manifesto à crueldade e à ganância pode parecer encontrar poucos paralelos num mundo civilizado. Mas as oaixões do ser humano não regenerado permanecem as mesmas. Assassinatos a sangue frio, motivados por razões tão pequenas quanto o desejo por notoriedade ou a satisfação da curiosidade, marcam nosso mundo. Assaltos maldosos, que levam grande sofrimento aos inocentes e necessitados, são ocorrência diária. Estes versículos são uma advertência necessária aos jovens de hoje. CBASD, vol. 3, p. 1066.
13 Encheremos de despojos a nossa casa. Este versículo revela o fato que motiva o ladrão. Lisonjeado pela possibilidade de ser parte de um grupo célebre e de usufruir os lucros das más conquistas, o ganancioso e indolente é convencido com facilidade. CBASD, vol. 3, p. 1066.
15 Não te ponhas a caminho. Há perigo até na amizade casual com malfeitores, pois eles parecem incitados aos atos de maldade por um poder superior a si mesmos. A associação com eles pode subverter as noções de certo e errado, levando a pessoa a se unir ao estilo de vida do grupo. CBASD, vol. 3, p. 1066.
16 Os seus pés correm para o mal. A rapidez da degeneração daquele que lançou sua sorte com homens perversos é assustadora. Logo sua consciência fica tão endurecida que o pensamento de cometer assassinato se torna convincente até mesmo para o jovem criado no temor do Senhor. CBASD, vol. 3, p. 1066.
17 Debalde se estende a rede. Os resultados insatisfatórios da vida do crime são demonstrados de forma tão clara e comum que até alguém com inteligência mínima deveria ser sábio o suficiente para evitar a armadilha a sua frente. CBASD, vol. 3, p. 1066.
19 Tira a vida. O ganancioso não se dá conta do sofrimento dos pobres a quem oprime e das vidas que pode encurtar pela privação, violência ou por práticas comerciais desonestas. CBASD, vol. 3, p. 1066.
20 Grita na rua a Sabedoria. Nesta parte inicial do livro, a sabedoria é personificada como uma mulher pura e nobre. CBASD, vol. 3, p. 1066.
23 Derramarei … o meu espírito. A medida do Espírito é determinada pela capacidade de quem O aceita, não pelo Deus que O dá. CBASD, vol. 3, p. 1067.
25 Rejeitastes. Os que rejeitam a misericórdia de Deus não são retratados como pessoas que ignoram o bem ou afirmam que a salvação e sem valor; são apresentados apenas como ocupados demais com coisas menores, ou endurecidos demais pelo pecado para atender ao chamado (Lc 14:18; At 24:25). Esses não são os pagãos, mas, sim, os crentes descuidados ou apostatados. É perigoso adiar o dia de responder às súplicas da sabedoria. CBASD, vol. 3, p. 1067.
26 Também eu me rirei. Assim como os néscios riram ao rejeitar a oferta de salvação, a sabedoria ignorará seu sofrimento. E assim como os loucos e escarnecedores zombaram da vida, suas súplicas por misericórdia serão recebidas com solene execução de julgamento. CBASD, vol. 3, p. 1067.
28 Então, me invocarão, mas eu não responderei. Quando Deus chamou e apelou por meio da sabedoria, eles não deram ouvidos. Agora clamam em vão pelo conhecimento salvífico do Senhor (ver Am 8:11, 12). Em meio a tempestades e terremotos, guerras e necessidades, pessoas pecadoras e negligentes costumam clamar a Deus por salvação e prometem mudar de vida se Ele as livrar do perigo. Muitas vezes, porém, quando voltam à paz e à tranquilidade, elas riem das promessas feitas durante os momentos de medo. Embora a iminência da morte, às vezes, leve a conversões genuínas, a salvação no último instante é raramente garantida àqueles que voltaram ouvidos surdos ao chamado do Espírito. O cumprimento mais pleno e terrível dessa profecia ocorrerá no final da história do mundo. Quando o Espírito de Deus for rejeitado pela última vez e a proteção da graça se retirar, os impenitentes se encontrarão à mercê do senhor cruel a quem escolheram servir em lugar de Deus (ver GC, 614). … o Senhor se entristece profundamente quando os seres humanos se voltam contra Ele (ver Ez 33:11; Os 11:8). No entanto, os seres humanos são agentes morais livres e Deus não impede as consequências do caminho que elas mesmo escolheram. Ao mesmo tempo, Ele faz todo o possível para impedir que tomem a decisão contrária. Apela para todos irem até Ele, mesmo os mais antigos inimigos do bem (Ez 18:21; Mt 11:28; Rm 5:8; Ap 22:17). CBASD, vol. 3, p. 1067, 1068.
29 Aborreceram o conhecimento. Quando tinham mente maleável o suficiente para ser impressionada, essas pessoas se recusaram a permitir que o Espírito de Deus trabalhasse nelas. Por fim, seu coração se endureceu e o caráter está fixo. É tarde demais. Qualquer arrependimento simulado seria apenas o desejo de escapar das terríveis consequências do pecado. Mesmo se recebessem outra oportunidade, essas pessoas não mudariam. O perdão verdadeiro não é uma mera desculpa para o pecado, mas, sim, a purificação do pecador (1Jo 1:9). Sem uma entrega genuína à instrução e ao controle do Espírito Santo e um desejo sincero de mudança, nenhum pecador pode ser salvo. CBASD, vol. 3, p. 1068.
Não preferiram. O temor do Senhor seria o início do conhecimento da salvação (v. 7). Mas as pessoas não quiseram esse saber, pois ele interferiria no desfrute da impiedade. No fim, gostariam de fugir das consequências inevitáveis. CBASD, vol. 3, p. 1068.
31 Do seu procedimento. Não se trata de um ato arbitrário de poder da parte de Deus que remove os ímpios de Sua presença (Os 13:9; 14:1). São os próprios impenitentes que colocaram sua vontade em oposição à Fonte da vida. Por isso, a amorosa presença divina será para eles um fogo consumidor (ver DTN, 764, 107; GC, 36). CBASD, vol. 3, p. 1068.
33 O que me der ouvidos. Aqueles que derem ouvidos ao sábio conselho de Deus e obedecerem aos preceitos de sabedoria permanecerão em paz num mundo de calamidades. O coração deles é tocado de pena por aqueles que sofrem; ao mesmo tempo, porém, não temem por si mesmos. Aguardam expectantes e confiantes a salvação prometida. CBASD, vol. 3, p. 1068.
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“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (v.7).
Recém-coroado rei e sob circunstâncias desafiadoras, Salomão foi tomado de grande angústia diante da responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de seu pai. Com o coração cheio de dúvidas e inquietações, foi visitado pelo Senhor em sonho. “Disse-lhe Deus: Pede-Me o que queres que Eu te dê” (1Rs.3:5). A resposta de Salomão consistiu de três reações: ações de graças pelas bênçãos de Deus a Davi, seu pai (1Rs.3:6); humilhação e submissão: “não passo de uma criança, não sei como conduzir-me” (1Rs.3:7); e um pedido: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Rs.3:9).
O resultado disto foi o posto de homem mais sábio da Terra, e seu reinado consistiu no período mais próspero de Israel. Imbuído de sabedoria, Salomão compreendeu, como primeira e mais excelente lição, que não se tratava de um dom para benefício próprio, mas, compartilhado, surtiria efeitos a longo prazo e para sempre na vida de um público-alvo bem definido: os simples, os jovens, os sábios, os instruídos e os filhos. A ingenuidade define o primeiro desta lista talvez pela maior vulnerabilidade e, por isso, necessidade de prudência a fim de não ser desviado “no caminho em que deve andar” (Pv.22:6).
A juventude, período de pleno vigor, de constantes descobertas e de decisões importantes, é classificada como aquela que necessita de “conhecimento e bom siso” (v.4). Ou seja, o conhecimento de Deus leva o jovem a tomar as melhores decisões, usando de bom senso, de juízo. Salomão viu em sua própria família as consequências da necedade (v.22) de seus irmãos e, portanto, a importância de filhos bem instruídos e de jovens bem encaminhados. Ele também não descartou a importância de que o próprio sábio esteja sempre crescendo “em prudência” (v.5) e de que o instruído seja habilitado para compreender além do que já conhece.
A expressão “Filho meu” (v.8) reflete a ideia de que ele pode ter se dirigido diretamente a um de seus filhos e também uma mensagem a toda casa onde haja filhos dispostos a obedecer às instruções divinas acerca de seus deveres. Os pais, como primeiros professores do lar, possuem a mais sagrada obra já confiada a homens: instruir os filhos no temor do Senhor. Mediante uma vida íntegra e justa, de santa consagração, os pais apresentam aos seus pequenos aprendizes a mais alta vocação, e o Espírito Santo aprova tal educação imprimindo-lhes o caráter de Cristo.
Há, porém, uma segunda lista apresentada por Salomão em contraste com aquela, o que nos ajudará a compreender a mensagem principal deste livro. Nesta lista estão inclusos os loucos, os pecadores, os gananciosos e os néscios, todos os que “aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor” (v.29); os que rejeitam a voz de Deus e não se agradam do que é justo e santo e, por isso, “são mortos por seu desvio” (v.32).
Estamos muito perto do tempo em que veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). “Mas o que me der ouvidos”, diz o Senhor, “habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal” (v.33). Ouça a voz de Deus. Persevere em estudar a Sua Palavra. E “Ele Se deleitará em Ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (Sf.3:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
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PROVÉRBIOS 1 – Dos 66 livros da Bíblia, este é o Livro que possui a maior introdução, visando incentivar o leitor a buscar a sabedoria verdadeira, divina e nobre, não a sabedoria deste mundo, diabólica, pobre e também falsa…
Por ter sido escrito a jovens, adolescentes e juvenis, quando eu era ainda um menino deliciei-me nos provérbios. Embora Salomão o tenha escrito quando maduro, seu objetivo é precaver que nossa vida adulta resulte num dilema, um sofrer constante ou uma desventura irreversível.
Os seis primeiros versículos apresentam ao leitor três informações importantes:
1. O título do livro;
2. O escritor da mensagem inspirada e revelada pelo Espírito Santo;
3. O objetivo do livro.
Sem enrolar e sem titubear, nos é revelado o mais elevado e sublime princípio da verdadeira e pura sabedoria, nos versículos de 7 a 9. Como sinal de alerta, o escritor inspirado, nos pede para tomar cuidado com amizades destrutivas, que usam toda influência que possuem para, sutil ou descaradamente, nos desviar do verdadeiro caminho da sabedoria, da alegria e do prazer real (vs. 10-19). A última parte do primeiro capítulo, o texto sagrado revela de forma bem clara os resultados futuros de nossas escolhas no presente:
1. Grandes recompensas, prazeres duradouros e edificantes ou…
2. Grandes sofrimentos, prazeres destrutivos, ruína total.
O versículo 7 é o principal não apenas do capítulo, mas do livro inteiro. Sua mensagem deve nortear a vida de todo ser vivente para que proceda corretamente. Então, leia-o e decore-o, marque-o em tua Bíblia e aplique-o à tua vida.
“Se, de fato, ‘tememos ao Senhor’, reconhecemos de coração que Ele é o Criador e nós somos as criaturas; Ele é o Pai e nós somos os filhos; Ele é o Senhor e nós somos os servos”, diz Warren W. Wiersbe. E depois ampliou:
“Esse temor significa respeitar Deus em função de Quem Ele É, ouvir com cuidado aquilo que diz e obedecer à Sua Palavra, cientes de que nossa desobediência O desagrada, rompe nossa comunhão com Ele e faz sobrevir Sua disciplina”.
Conta-se que “certo jovem disse a Carlyle que não via nada de interessante em Provérbios, ao que ele respondeu: Tente escrever alguns provérbios e você terá um pensamento diferente acerca do Livro”.
Faça isso para aproveitar melhor Provérbios! – Heber Toth Armí.