Reavivados por Sua Palavra


PROVÉRBIOS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de julho de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

1385 palavras

2 Sabedoria. A sabedoria é a capacidade de fazer uso prático dos fatos. … A sabedoria tão exaltada no livro de Provérbios é a sagacidade prática que se revela num caráter moral e religioso ideal. Os vários aspectos da sabedoria descrevem as características da pessoa que alcançou os padrões de Deus. A sabedoria apresentada por Salomão é abrangente, pois abarca todos os aspectos da vida prática. Ela não separa a religiosidade dos deveres comuns. Na experiência daquele que tem sabedoria verdadeira, todo pensamento e ato têm ligação com as exigências divinas. Em vez da “sabedoria”ideal, o NT fala de “justiça” (Mt 6:33), “santidade” (2Co 7:1; Hb 12:10) e “amor” (1Co 13), em referência a uma característica semelhante. A ênfase de todos esses conceitos está no caráter, não no ritualismo ou nos dogmas ligados ao cristianismo teórico. … “As verdades da Palavra de Deus são as declarações do Altíssimo. Aquele que faz dessas verdades parte de sua vida se torna, em todos os sentidos, nova criatura. Não recebe novos poderes mentais, mas é removida a escuridão que, mediante a ignorância e o pecado, obscurece o entendimento. As palavras: ‘Dar-vos-ei coração novo (Ez 36:26) significam”‘Dar-vos-ei uma mente nova’. A mudança de coração é acompanhada da convicção clara do dever cristão e de um entendimento da verdade. Todos os que atentam às Escrituras intimamente em em oração adquirem compreensão e julgamento claros. Na medida em que se aproximam de Deus, alcançam um plano mais elevado de inteligência (Ellen G. White, RH, 18/12/1913). CBASD, vol. 3, p. 1064.

7 Temor do SENHOR. Isto é, reverência pelo Senhor. O temor do Senhor é uma atitude reverente motivado por amor, respeito e gratidão. Ele distingue as pessoas que reconhecem sua indignidade e encontram salvação no plano gracioso de Deus. Nenhuma forma de exercício mental pode se comparar ao ávido estudo das Escrituras. CBASD, vol. 3, p. 1065.

Princípio. Do heb. re’shith. Esta palavra também pode significar “parte principal”. O temor do Senhor não é apenas o primeiro passo na aquisição de todo o conhecimento verdadeiro, mas, sim, a ênfase central do conhecimento. Se o conhecimento não levar à entrega da vida a Jesus Cristo, terá perdido o alvo. CBASD, vol. 3, p. 1065.

Loucos. Pessoas tolas. CBASD, vol. 3, p. 1065.

8 Filho meu. Junto com o temor do Senhor se encontra a respeitosa obediência aos pais. CBASD, vol. 3, p. 1065.

10 Não o consintas. Um lembrete de que a vontade é soberana. Nenhum ser humano ou demônio pode nos fazer pecar, a não ser persuadindo nossa vontade ao erro (ver Rm 6:13). A pessoa precisa ter a intenção de realizar o ato pecaminoso antes que a paixão consiga dominar a razão (ver T5, 177). CBASD, vol. 3, p. 1065, 1066.

11 Embosquemo-nos para derramar sangue. Este apelo manifesto à crueldade e à ganância pode parecer encontrar poucos paralelos num mundo civilizado. Mas as oaixões do ser humano não regenerado permanecem as mesmas. Assassinatos a sangue frio, motivados por razões tão pequenas quanto o desejo por notoriedade ou a satisfação da curiosidade, marcam nosso mundo. Assaltos maldosos, que levam grande sofrimento aos inocentes e necessitados, são ocorrência diária. Estes versículos são uma advertência necessária aos jovens de hoje. CBASD, vol. 3, p. 1066.

13 Encheremos de despojos a nossa casa. Este versículo revela o fato que motiva o ladrão. Lisonjeado pela possibilidade de ser parte de um grupo célebre e de usufruir os lucros das más conquistas, o ganancioso e indolente é convencido com facilidade. CBASD, vol. 3, p. 1066.

15 Não te ponhas a caminho. Há perigo até na amizade casual com malfeitores, pois eles parecem incitados aos atos de maldade por um poder superior a si mesmos. A associação com eles pode subverter as noções de certo e errado, levando a pessoa a se unir ao estilo de vida do grupo.  CBASD, vol. 3, p. 1066.

16 Os seus pés correm para o mal. A rapidez da degeneração daquele que lançou sua sorte com homens perversos é assustadora. Logo sua consciência fica tão endurecida que o pensamento de cometer assassinato se torna convincente até mesmo para o jovem criado no temor do Senhor. CBASD, vol. 3, p. 1066.

17 Debalde se estende a rede. Os resultados insatisfatórios da vida do crime são demonstrados de forma tão clara e comum que até alguém com inteligência mínima deveria ser sábio o suficiente para evitar a armadilha a sua frente. CBASD, vol. 3, p. 1066.

19 Tira a vida. O ganancioso não se dá conta do sofrimento dos pobres a quem oprime e das vidas que pode encurtar pela privação, violência ou por práticas comerciais desonestas. CBASD, vol. 3, p. 1066.

20 Grita na rua a Sabedoria. Nesta parte inicial do livro, a sabedoria é personificada como uma mulher pura e nobre. CBASD, vol. 3, p. 1066.

23 Derramarei … o meu espírito. A medida do Espírito é determinada pela capacidade de quem O aceita, não pelo Deus que O dá. CBASD, vol. 3, p. 1067.

25 Rejeitastes. Os que rejeitam a misericórdia de Deus não são retratados como pessoas que ignoram o bem ou afirmam que a salvação e sem valor; são apresentados apenas como ocupados demais com coisas menores, ou endurecidos demais pelo pecado para atender ao chamado (Lc 14:18; At 24:25). Esses não são os pagãos, mas, sim, os crentes descuidados ou apostatados. É perigoso adiar o dia de responder às súplicas da sabedoria. CBASD, vol. 3, p. 1067.

26 Também eu me rirei. Assim como os néscios riram ao rejeitar a oferta de salvação, a sabedoria ignorará seu sofrimento. E assim como os loucos e escarnecedores zombaram da vida, suas súplicas por misericórdia serão recebidas com solene execução de julgamento. CBASD, vol. 3, p. 1067.

28 Então, me invocarão, mas eu não responderei. Quando Deus chamou e apelou por meio da sabedoria, eles não deram ouvidos. Agora clamam em vão pelo conhecimento salvífico do Senhor (ver Am 8:11, 12). Em meio a tempestades e terremotos, guerras e necessidades, pessoas pecadoras e negligentes costumam clamar a Deus por salvação e prometem mudar de vida se Ele as livrar do perigo. Muitas vezes, porém, quando voltam à paz e à tranquilidade, elas riem das promessas feitas durante os momentos de medo. Embora a iminência da morte, às vezes, leve a conversões genuínas, a salvação no último instante é raramente garantida àqueles que voltaram ouvidos surdos ao chamado do Espírito. O cumprimento mais pleno e terrível dessa profecia ocorrerá no final da história do mundo. Quando o Espírito de Deus for rejeitado pela última vez e a proteção da graça se retirar, os impenitentes se encontrarão à mercê do senhor cruel a quem escolheram servir em lugar de Deus (ver GC, 614). … o Senhor se entristece profundamente quando os seres humanos se voltam contra Ele (ver Ez 33:11; Os 11:8). No entanto, os seres humanos são agentes morais livres e Deus não impede as consequências do caminho que elas mesmo escolheram. Ao mesmo tempo, Ele faz todo o possível para impedir que tomem a decisão contrária. Apela para todos irem até Ele, mesmo os mais antigos inimigos do bem (Ez 18:21; Mt 11:28; Rm 5:8; Ap 22:17).  CBASD, vol. 3, p. 1067, 1068.

29 Aborreceram o conhecimento. Quando tinham mente maleável o suficiente para ser impressionada, essas pessoas se recusaram a permitir que o Espírito de Deus trabalhasse nelas. Por fim, seu coração se endureceu e o caráter está fixo. É tarde demais. Qualquer arrependimento simulado seria apenas o desejo de escapar das terríveis consequências do pecado. Mesmo se recebessem outra oportunidade, essas pessoas não mudariam. O perdão verdadeiro não é uma mera desculpa para o pecado, mas, sim, a purificação do pecador (1Jo 1:9). Sem uma entrega genuína à instrução e ao controle do Espírito Santo e um desejo sincero de mudança, nenhum pecador pode ser salvo. CBASD, vol. 3, p. 1068.

Não preferiram. O temor do Senhor seria o início do conhecimento da salvação (v. 7). Mas as pessoas não quiseram esse saber, pois ele interferiria no desfrute da impiedade. No fim, gostariam de fugir das consequências inevitáveis. CBASD, vol. 3, p. 1068.

31 Do seu procedimento. Não se trata de um ato arbitrário de poder da parte de Deus que remove os ímpios de Sua presença (Os 13:9; 14:1). São os próprios impenitentes que colocaram sua vontade em oposição à Fonte da vida. Por isso, a amorosa presença divina será para eles um fogo consumidor (ver DTN, 764, 107; GC, 36). CBASD, vol. 3, p. 1068.

33 O que me der ouvidos. Aqueles que derem ouvidos ao sábio conselho de Deus e obedecerem aos preceitos de sabedoria permanecerão em paz num mundo de calamidades. O coração deles é tocado de pena por aqueles que sofrem; ao mesmo tempo, porém, não temem por si mesmos. Aguardam expectantes e confiantes a salvação prometida. CBASD, vol. 3, p. 1068.


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