Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
8 de novembro de 2018, 0:05
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1169 palavras

1-46 Uma das palavras chave para a história cheia de suspense é “abençoar”, que aparece mais de 20 vezes. A história de bênção é, contudo, uma parte do esquema maior de controle, fraude e mal orientado amor paterno. É também uma reflexão da reduzida comunicação entre Isaque e Rebeca, que pareciam seguir suas próprias prioridades (Andrews Study Bible).

Esse capítulo narra um triste episódio na história da família escolhida. Esaú é o único caráter que provoca a simpatia geral. Isaque parece ter-se afundado numa senilidade precoce. Chega a ser difícil acreditar que aquele que carregou a lenha para o holocausto no monte Moriá, e se havia submetido de forma tão absoluta à vontade divina, viesse a tornar-se tão forte sensualista. Para ele só importava a satisfação dos sentidos. Talvez isso fosse devido à sua prosperidade e à vida tranquila que levava. Afinal de contas, é melhor ter uma vida intensa, com sua difícil escalada, do que descansar na indolência do vale. O direito de primogenitura já havia sido prometido a Jacó, e ele não precisaria buscá-la por meio de fraude. E Rebeca também agiu erradamente ao enganar o marido, mostrar parcialidade em relação aos filhos e agir indignamente. Quem poderia esperar que de uma família assim Deus iria levantar os líderes religiosos do mundo! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

O tema do conflito familiar entre os pais e entre os gêmeos agora se manifesta cabalmente na busca de bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf 25.23) e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebrou o seu juramento (27.5) e Jacó mentiu abertamente (27.19-20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas consequências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8) e Isaque vive, a partir de então, sem grande significado (35.28). Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf. 24-2-4) e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf 25.23) (Bíblia de Genebra).

1 Isaque contava já com 137 anos de idade e deve ter admitido que a morte lhe estava próxima, embora, na realidade, tivesse vivido até os cento e oitenta anos (Bíblia Shedd).

4 comida saborosa, como eu aprecio. Esta propensão de Isaque para as coisas materiais estava na raiz deste conflito (VS 18-27; 25.27-28)(Bíblia de Genebra).

11-12 Jacó não tinha dúvidas sobre a moralidade do plano, mas apenas sobre sua possibilidade (Bíblia de Genebra).

13 Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra da promessa (25.23) que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina (Bíblia Shedd).

15 Jacó foi mais tarde enganado por roupas (37.31-33) (Bíblia de Genebra).

18-27a O diálogo entre pai e filho é uma cena dramática de meias verdades e mentiras completas. O beijo antes do recebimento da bênção (VS 26-27) era uma parte comum da cerimônia de despedida (48:10; 50:1) e é uma outra chance para que Isaque descubra o esquema mentiroso. O leitor é lembrado de outro famoso beijo de traição (Lucas 22:47-48) (Andrews Study Bible).

20 Notemos como uma mentira conduz a outra! São muito poucos os que se enveredam pelo caminho da fraude e que ficam só na primeira mentira; e como é terrível acrescentar à mentira uma blasfêmia, como quando ele disse que Deus mandara a caça ao seu encontro. Lutero se admira de que Jacó tenha tido o descaramento de fazer aquilo, acrescentando: “É muito provável que eu saísse correndo apavorado e deixasse o prato cair” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

22 Um dia, Faraó iria desejar ser abençoado por aquelas mãos fraudulentas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

27b-29 A bênção é pronunciada de forma poética e contém imagens referenciando as preferências de ambos os filhos (campos abertos e fazendas) (Andrews Study Bible).

27 A bênção se distingue da primogenitura por ser mais espiritual. Era a invocação paterna do favor divino sobre o filho. Neste caso, a súplica de Isaque no sentido de que Jacó recebesse a promessa que Deus fizera mediante Abraão e o próprio Isaque, de que seria uma bênção e portador de bênçãos para o mundo, era algo de caráter espiritual, para o que Esaú jamais estaria capacitado, e mesmo Jacó teria de passar pela disciplina especial de Deus (Bíblia Shedd).

28 Nesta parte do mundo, onde são escassas as chuvas, o orvalho é de extrema importância para propiciar o crescimento da vegetação e a fertilidade da terra, sendo, por consequência, objeto de muitas referências a ele como se fosse uma prova de bênção (cf Deut 23.123-18; Os 14.5 e Zc 8.12) (Bíblia Shedd).

33 estremeceu… de violenta comoção. O verbo geralmente expressa medo intenso (42:28; Êx. 19:16) mas é usado aqui numa estrutura gramatical e expressa maior intensificação. Isaque está em pânico (Andrews Study Bible).

e ele será abençoado. As bênçãos (como as maldições), uma vez pronunciadas, são eficazes e irrevogáveis (Bíblia de Jerusalém).

34-38 As lágrimas de Esaú são devidas a sua frustração e sua imensa raiva (Andrews Study Bible).

35 A bênção era uma maneira pela qual se expressava a última vontade, considerada de obrigação permanente, embora apenas proferida oralmente (Bíblia Shedd).

36 A reclamação de Esaú é marcada pelo uso de duas palavras de sons parecidos: bekorah “direito de primogenitura” e berakah “bênção” – e ambas foram roubadas por Jacó (ver 25:26) (Andrews Study Bible).

37 que me será dado fazer-te agora, meu filho. Embora Isaque soubesse que Deus havia escolhido a Jacó, ele tinha pretendido dar tudo a Esaú (Bíblia de Genebra).

39-40 A bênção de Isaque para Esaú não é muito encorajadora (Andrews Study Bible).

41 Este capítulo ensina claramente que: 1) Não é da vontade de Deus que façamos o mal, esperando que disso advenha o bem (Rm 6.1,2); 2) Esteja-se certo de que o pecado acha o pecador (Nm 32.23), pois todos os envolvidos que pecaram sofreram amargamente; 3) Andemos na luz como Ele na luz está (1 Jo 1.7); 4) O Senhor reina (Is 40.25-28) (Bíblia Shedd).

43 Dotada sempre de surpreendentes recursos e determinação de ânimo, Rebeca arquitetou um plano para salvar a vida de Jacó, em face da ira mortal evidente em Esaú. Ela conseguiu convencer a Jacó de que um curto exílio em Harã seria suficiente para amainar o ódio de Esaú. Conseguiu, também, convencer a Isaque, lembrando-lhe que de Harã viera sua esposa e de quão grandes tristezas lhe tinham acarretado as mulheres de Esaú (46). Dificilmente poderia ocorrer a Rebeca a dura realidade de que aquela seria a última vez que ia ver seu filho predileto (Bíblia Shedd).

45 providenciarei e te farei regressar. Jacó ficaria ausente durante vinte anos (31.38); Rebeca nunca mais viu seu filho (Bíblia de Genebra).

Por que hei eu de perder os meus dois filhos num só dia. Ambos seriam perdidos se Jacó fosse morto por Esaú, e Esaú, por um vingador de sangue (9.6; Nm 35.19-21)(Bíblia de Genebra).


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