Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 10, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas” (v.2).


A jornada espiritual de vinte e um dias feita por Daniel vai muito além de apenas abstenção de certos tipos de alimentos ou da dúvida quanto à alimentação do profeta. Ela nos revela a sabedoria que obteve aquele servo de Deus quanto à verdade de que as visões que teve “envolvia grande conflito” (v.1). E, em tempo de guerra, meu irmão e minha irmã, precisamos estar munidos das armas corretas, ou, do contrário, corremos o sério risco de perecer.

Daniel entrou em um período de angústia e de aflição, e, tomando posse do que já lhe era um costume, as três orações especiais do dia tornaram-se em “três semanas inteiras” (v.3) de reavivamento espiritual. Abstendo-se de “manjar desejável” (v.3) e de tudo aquilo que pudesse lhe embotar a mente ou distraí-la, Daniel provou, mais uma vez, que o que nós consumimos tem uma íntima relação com o nosso todo. Ou, “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo…?” (1Co 6:19).

O mérito da questão, contudo, não se trata de comida ou de bebida, mas da escolha de um servo de Deus de buscar na Fonte de toda a sabedoria, as respostas para os anseios de sua alma. A abstinência de certos tipos de alimento foi a consequência e não a causa. A profunda comunhão que estabeleceu nesses dias o levou a uma intimidade tal que, desta vez, Deus não Se contentou em enviar o Seu anjo, mas Ele mesmo Se manifestou. Comparem a descrição feita nos versos cinco e seis com a visão de João (Ap 1:13-15) e percebam que trata-se da mesma Pessoa: o próprio Jesus.

Semelhante ao que aconteceria com o apóstolo Paulo centenas de anos depois (At 9:7), os homens que estavam na companhia de Daniel foram tomados de “grande temor, e fugiram e se esconderam” (v.7). Duas coisas ficam bem evidentes aqui. Primeira, que, diferente de Daniel, Paulo não teve aquela visão após um período de reavivamento espiritual, mas enquanto perseguia severamente os cristãos; o que comprova a veracidade das palavras do Senhor ao profeta Samuel: “… porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7). Segunda, que todo aquele que não possui um coração sincero e pronto a ouvir a voz de Deus, foge e se esconde de Sua presença. Portanto, não foi o que Daniel fez que o levou a ver Jesus, mas o que ele permitiu que o Espírito Santo fizesse nele.

Contemplando tão sublime visão e ouvindo tão poderosa voz, o profeta perdeu as forças e sofreu um desmaio (v.8, 9). Mas “certa mão” (v.10) o tocou e colocou Daniel na posição de submissão, mas também de vigor espiritual (v.10). Gosto muito de uma frase de um autor desconhecido, que diz: “Quando você se curva diante de Deus, você anda reto diante dos homens”. Daniel não foi colocado em pé imediatamente, mas na posição que lhe daria forças para levantar-se. Notem que as orações daquele “homem muito amado” (v.11) não somente moveram o coração de Deus, mas também a ira de Satanás.

“O nome Miguel significa ‘Quem é como Deus?’. O Novo Testamento descreve Jesus como um ser ‘na forma de Deus’ (Filipenses 2:6), ‘a imagem do Deus invisível’ (Colossenses 1:15), ‘a expressa imagem da Sua pessoa’ (Hebreus 1:3). Os melhores escritores judeus estão de acordo, ao ensinarem que o nome ‘Miguel’ é o mesmo que o título de ‘Messias’. Nenhum ser criado pode preencher essas qualificações” (Henry Feyerabend, Daniel Verso por Verso, p. 174).

Enquanto no livro de Daniel ele é identificado como um príncipe, no livro de Judas é chamado de arcanjo, que não pode ser confundido com um anjo. Pois que “a palavra grega archaggelos é composta de archi, um prefixo que denota ‘chefe’ e a palavra aggelos, ‘mensageiro’. Ele é o Mensageiro-Chefe. Ele não é um anjo, mas o Comandante dos anjos” (Idem, p. 177).

No limiar dos setenta anos para ver cumprida a promessa de Deus e o povo de Israel poder voltar à sua terra, houve profunda resistência do rei da Pérsia, que, julgando o enredo ali envolvido devido ao personagem “Miguel”, é certo de que aquele rei estava sendo persuadido pelo próprio Satanás. Este título para Jesus, “Miguel”, só aparece mais duas vezes na Bíblia, e em todas as duas, há um cenário de guerra contra o inimigo de Deus (Jd 1:9 e Ap 12:7). Portanto, há um forte indício de que, enquanto Daniel lutava em oração, Miguel guerreava “contra o dragão” (Ap 12:7).

No findar da história terrestre, o Espírito do Senhor tem trabalhado com grande urgência a fim de apliquemos o coração a compreender e a humilharmo-nos perante Deus (v.12). Deus não escolhe a quem salvar, mas nos dá a liberdade de escolhermos a quem servir. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito…” (Jo 3:16), isto é, Ele amou a toda humanidade desde Adão. Ele não faz acepção de pessoas (Rm 2:11). O Seu dom gratuito de amor é para todos. Porém, a salvação implica na condição contida no final do mesmo verso: “… para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Estamos todos inseridos no “grande conflito” que envolve o meu e o seu destino eterno. Assim como Daniel despertou a ira de Satanás, o inimigo de Deus está irado contra um pequeno povo (Ap 12:17) que tem sido uma pedra no seu sapato. Insistindo em viver de acordo com a luz dada ao profeta Daniel, este povo despertará a cólera final do inimigo que usará governantes e autoridades para dispersá-lo e impedir que avance para a Canaã celeste. Mas, todo aquele que, semelhante ao “homem muito amado”, permitir que o Espírito Santo conduza todo o seu ser, não terá o que temer, pois ainda que tenha que passar por um período em que sentirá lhe fugir as forças e a própria vida (v.17), será fortalecido pelo Príncipe da Paz (v.19).

Repito, amados, não serão as nossas obras que moverão o coração de Deus para nos resgatar, mas a obra de reavivamento e reforma que permitirmos que Ele realize em nós por meio do Seu Espírito. Que façamos parte do seleto grupo dos amados de Deus que estão “esperando somente serem recolhidos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 109).

Bom dia, amados do Príncipe da Paz!

Desafio do dia: Vamos iniciar, a partir de hoje, uma jornada especial de vinte e um dias de oração? Cada dia, estaremos orando por algo especial. Hoje, apenas agradeça. Louve ao Senhor por Sua Palavra e pelo Espírito Santo que tem lhe conduzido a toda a verdade.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel10
#RPSP


3 Comentários so far
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Assim seja; vamos sim, em nome de JESUS.

Comentário por Elias Nascimento Rodrgues Rodrigues

Qual será o desafio do dia de hj, referente ao 21 de oração?

Comentário por Lucas Telis

Estou fazendo os 21 dias juntamente com minha igreja nas primeiras horas do dia. Seria ótimo se tivesse disponível cedo o tema do desafio dos 21 dias.
Obrigada, Deus continue a abençoar cada um.

Comentário por Lucas Telis




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