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“Volta-Te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça” (v.4).
O livro Orientação da Criança, de Ellen G. White, traz verdadeiras pérolas da educação cristã. Dentre os diversos e preciosos conselhos, um deles diz que: “Cada família, na vida doméstica, deve ser uma igreja, um belo símbolo da igreja de Deus no Céu. Se os pais reconhecessem sua responsabilidade para com os filhos, sob nenhuma circunstância repreenderiam e se irritariam com eles” (O.C., CPB, p.335). O que este texto nos diz é que a família, como símbolo da igreja celeste, não pode dar lugar à irritação criando um ambiente inadequado à devida educação cristã. Quando um pai ou uma mãe age movido pela ira e não pelo amor, a correção não atinge o seu real objetivo.
A súplica de Davi foi pela misericórdia de Deus. Que Ele não o repreenda na Sua ira nem o castigue no Seu furor (v.1). Isso me faz avançar até o relato de João 8 e lembrar da atitude de Cristo diante de uma mulher adúltera. Todos ao redor a acusavam, encolerizados e com pedras nas mãos. Mas as palavras de Jesus os dispersou e o que Ele disse àquela mulher reflete bem o que o Pai celestial deseja realizar em nossa vida: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11). A ira do Senhor não é contra o pecador, e sim contra o pecado. Como nosso Pai de amor, Ele não nos repreende com ira, mas com graça e compaixão.
O salmista expressa uma condição de profunda tristeza e até sintomas de doenças emocionais e físicas, por causa da terrível angústia causada por seus inimigos. Como no caso da mulher adúltera, os inimigos de Davi o rodeavam prestes a atirar a primeira pedra. Mas assim como Cristo acolheu aquela mulher, Davi tinha certeza de que o Senhor ouviria e acolheria a sua oração. Nós também temos a quem recorrer em situações de apuro. Como Davi, temos o mesmo privilégio de abrir o coração a Deus e suplicar por Seu auxílio. Em nome de Jesus, toda oração sincera encontra abrigo no coração do Pai.
Hoje, ainda há tempo de ouvirmos do Senhor: Eu não te condeno; vai e não pratiques mais a iniquidade. Contudo, chegará o dia em que muitos terão de ouvir as duras palavras: “Apartai-vos de Mim, todos os que praticais a iniquidade” (v.8; Mt.7:23). Eu não sei vocês, amados, mas, como Davi, eu estou cansada de tanto gemer, e de ficar profundamente perturbada com a crescente maldade deste mundo. Estou cansada das lutas diárias contra o meu próprio eu, e sonho com o dia em que receberei um nome novo, “esquecendo-me das coisas que para trás ficam” (Fp.3:13). “Até quando” (v.3), Senhor? É o grito de minha alma! Tem sido o seu também?
Mas o tempo que temos para clamar: “Volta-Te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça” (v.4), é agora, é hoje! Ele é o nosso Pai do Céu e não há ninguém tão interessado em nossa salvação quanto Ele. Chegou a hora de nos achegarmos de todo o nosso coração ao Deus de misericórdia, que escolheu sofrer os resultados do mal por mim e por você. Ao Deus que troca as pedras da ira por palavras de apreço e de perdão. É tempo de temer, glorificar e adorar o nosso Criador e Redentor (Ap.14:7) e de fazer de nosso lar um pedacinho do Céu. Então, certamente, Ele nos ouvirá, acolherá as nossas orações e nos selará para a vitória final.
Oração: Pai de amor eterno, tem compaixão de nós, pois nos sentimos debilitados! Estamos cansados de tanto gemer! Senhor, necessitamos do Espírito Santo em nossa vida e em nosso lar! Dá-nos o Teu Espírito! Ouve a nossa súplica e acolhe a nossa oração, por Tua graça e misericórdia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai de amor eterno!
Rosana Garcia Barros
#SALMO6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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