Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 6, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de novembro de 2017, 0:30
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“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (v.10).


Passado o poder de Babilônia para os medos e os persas, foi estabelecida uma estrutura política de governo na qual Daniel recebeu o encargo de ser um dos três  presidentes. Como um fiel servo de Deus, logo ganhou prestígio diante do rei Dario, que “pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino”, “porque nele havia um espírito excelente” (v.3). Contudo, isto despertou nos demais chefes do governo a inveja. E, guiados por tal sentimento, “procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino” (v.4).

A trupe maligna, diante do fato incontestável de que Daniel “era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (v. 4), apelou para procurar acusação “contra ele na lei do seu Deus” (v.5). Ardilosa e sutilmente, o plano foi posto em ação e, aproveitando-se da inocência do rei quanto à malícia de suas intenções, pensavam ter expedido o decreto de morte para Daniel. O que eles não esperavam era que o ato que proibiram, seria exatamente aquele que moveria os Céus para salvar o fiel “servo do Deus vivo” (v.20).

Ciente do decreto real e de suas consequências, Daniel, “como costumava fazer”, subiu ao seu quarto, e, diante das janelas que apontavam para a sua amada terra natal e dos olhos maliciosos que aguardavam com ansiedade por aquele momento, se ajoelhou e orou, dando graças “diante do seu Deus” (v.10). Semelhante aos seus três companheiros, ele decidiu corajosamente ser fiel ao princípio que Pedro e os demais apóstolos expressaram na seguinte frase: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).

Revelado o verdadeiro caráter daquele decreto, Dario “ficou muito penalizado” e de todas as formas tentou salvar Daniel (v.14), porém, sem sucesso, disse ao seu amado funcionário: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre” (v.16). Em jejum e aflição aquele rei mal esperou que surgissem os primeiros raios da manhã “e foi com pressa à cova dos leões” (v.19). O que ele não sabia, era que estava para ser testemunha ocular de um grande milagre. O anjo do Senhor foi enviado para fechar a boca dos leões, Daniel foi retirado da cova e seus algozes receberam o mal que lhe desejaram.

Tal drama da antiguidade ganhará nova roupagem quando a ira do dragão for manifestada com todo o seu ímpeto sobre o restante da descendência da mulher (Ap 12:17). Satanás, não tendo do que acusar o povo remanescente, se valerá da lei de Deus para oprimi-los e persegui-los, usando o selo do Senhor (Ez 20:12,20) para isso. Todavia, não encontrará um povo de caráter fraco e inconstante, mas firme em seus princípios e constante em sua fé. Mesmo conseguindo arregimentar multidões, o inimigo encontrará no pequeno povo objeto de sua ira, uma grande causa para fazê-lo tremer: “Satanás não pode suportar que se apele para seu poderoso Rival, pois ele teme e treme diante de Sua [de Cristo] força e majestade. Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás… É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha.” (Review and Herald, 13 de maio de 1862).

O Senhor não promete livrar o Seu povo de ser jogado “na cova dos leões” (v.7) na última grande batalha, mas Ele promete, sim, enviar os Seus anjos para que os leões não nos causem “nenhum dano” (v.23): “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl 91:7-9).

Percebam que, assim como em Babilônia todo o reino foi testemunha do poder de Deus, o reino Medo-Persa também teve a mesma oportunidade. Em cada nação, Deus deixava a Sua assinatura através de Seus servos fiéis. Hoje, a assinatura do Deus vivo deve estar sobre todo aquele que almeja e busca, pelo poder que há na pessoa do Espírito Santo, o caráter segundo Jesus Cristo. O processo de santificação não nos exime da nossa condição de pecadores, mas nos concede o privilégio de sermos considerados até pelos nossos inimigos como inculpáveis (v.4).

O Senhor nos desafia a prová-Lo (Sl 34:8) e a descobrirmos em uma vida de oração e súplicas que “Ele livra e salva” (v.27). Daniel não teve o privilégio de ter os evangelhos em mãos para aprender a viver como Cristo viveu, mas foi a sua constante devoção que aperfeiçoou em sua vida a mente e o caráter dAquele que citaria o seu nome e os seus escritos ao falar sobre o tempo do fim (Mt 24:15). Da mesma forma que Jesus enfatizou a importância da compreensão acerca deste livro para os nossos dias, com que maior interesse deveríamos examiná-lo.

Muito em breve seremos severamente provados e não teremos mais nada a fazer a não ser orar. Mas os que não o fizeram em tempo oportuno, pressionados a ceder aos reclamos das multidões, depressa revelarão a sua frágil condição espiritual e, publicamente, se unirão à grande massa. O Senhor, porém, comanda o Seu exército que, refugiado “no esconderijo do Altíssimo” (Sl 91:1), e, revestido de toda a armadura de Deus, “com toda oração e súplica” (Ef 6:18), está prestes a dar o seu último brado de vitória. Portanto, não se amedronte diante dos “leões” que lhe ameaçam, mas confie no Deus que lhes fechará a boca.

Bom dia, servos do Deus vivo!

Desafio do dia: Reserve pelo menos três horários do dia para buscar a Deus em oração e faça disto um hábito diário.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel6
#RPSP


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