Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 5, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de novembro de 2017, 0:30
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“… deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste” (v.23).


De coração iníquo e mente perturbada, Belsazar, neto de Nabucodonosor, assume o trono da superpotência do mundo antigo. Em seu governo regado a vinho e orgias, quebrou todos os protocolos da época ao usar os utensílios sagrados da Casa de Deus em seu banquete pagão. Nem Nabucodonosor, em seu rompante, ousou realizar tal blasfêmia.

Todos cantavam e brindavam em honra aos seus deuses fajutos, quando, “no mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam” (v.5). Belsazar viu o que só Moisés, até então, havia visto. Pois que, no monte Sinai, o Senhor concedeu a Israel, através do seu grande líder, “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18).

O rei foi tomado de tanto pavor, que “os seus joelhos batiam um no outro” (v.6). Acabou a festa e as estátuas as quais adoravam foram logo trocadas pelos “encantadores, pelos caldeus e os feiticeiros” (v. 7), que, destituídos da sabedoria e entendimento do Alto, “não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação” (v.8). As suas imagens de escultura, sobre as quais o Senhor, também com o Seu próprio dedo, havia escrito: “Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx 20:5), mostraram a sua inutilidade, pois que “não veem, não ouvem, nem sabem” (v.23) coisa alguma.

Contudo, havia em Babilônia alguém em quem se achavam “espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (v.12). “Então, Daniel foi introduzido à presença do rei” (v.13), para, mais uma vez, provar naquela corte pagã, que só o Senhor é Deus. Apesar de ter sido ricamente assistido por Nabucodonosor com presentes e cargos privilegiados, Daniel recusou as honrarias vindas da parte de Belsazar, pois sabia que o Senhor o havia rejeitado (v.17).

Diferente de Nabucodonosor, Belsazar conservou a soberba e a arrogância de seu coração mesmo sendo conhecedor de tudo o que se havia passado com seu antepassado (v.22). E, “naquela mesma noite, foi morto” (v.30), e, junto com ele, o reino que era considerado invencível. A cabeça de ouro deu lugar ao peito e aos braços de prata (Dn 2:32), iniciando assim o cumprimento do sonho dado a Nabucodonosor e de todas as predições ditas pelos Seus profetas (Jr 51:41; Is 14:23; Is 47:1-15). Caiu, pois, a grande Babilônia.

Diante do cenário profético atual, Babilônia ocupa uma posição simbólica para designar o reino de trevas e de engano que envolvem este mundo. E, diante dos fatos que se noticiam, cada vez mais revestidos de terror e de estupefação, as palavras escritas por Ellen White, a mais de cem anos, assemelham-se às palavras de um jornal de hoje: “O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda” (PR, p. 274).

À semelhança de Belsazar, estamos prestes a ver cumprida a segunda voz angélica, que diz: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap 14:8). Notem que, da mesma forma que Belsazar bebia vinho diante dos grandes da Terra num culto promíscuo e abominável, João também descreveu uma espécie de vinho que embriagava “todas as nações”. E, logo depois, ao findar da terceira voz angélica, João relata o que manterá sóbrio e a salvo o remanescente do Senhor: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Vocês acham coincidência o fato de Deus ter usado o próprio dedo para escrever apenas naquelas duas situações?

O mesmo dedo que escreveu os dez mandamentos e iniciou dizendo: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx 20:3-4), foi o mesmo que decretou a queda do império que desprezava a Sua lei (v.26). Da mesma forma, o desprezo pela lei de Deus decretará a sentença definitiva daquela que tem embriagado o mundo com o seu vinho de mentiras. E o tempo solene no qual vivemos nos exige uma decisão urgente. Precisamos atender, agora, ao apelo divino: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:4). Pois como em um só dia veio a destruição da antiga Babilônia, “em um só dia” Deus dará termo a atual meretriz, “porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou” (Ap 18:8).

Amados, a graça de Jesus por meio de Seu sacrifício é o único argumento diante do Pai que nos salva e nos redime. Mas a mesma graça também nos lembra porque o Filho de Deus teve que descer até nós para cumprir tal promessa. Ele pagou, em nosso lugar, o preço do pecado. E o que é o pecado? João também nos responde: “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4). Portanto, todo aquele que aceita a graça maravilhosa e suficiente de Cristo Jesus, é conduzido pelo Espírito Santo a andar como Ele andou (1Pe 2:21). E serão estes que, como Daniel, recusarão os presentes corruptíveis de Babilônia e aguardarão o sublime e eterno presente: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).

Bom dia, santos dos últimos dias!

Desafio do dia: O que você anda vendo e ouvindo? Não permita que a sua mente seja corrompida com o banquete abominável deste mundo. Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a eliminar de sua vida tudo aquilo que tem maculado o seu coração e tome uma firme decisão.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel5
#RPSP


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