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“De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã Te apresento a minha oração e fico esperando” (v.3).
Como guerreiro, Davi acabou fazendo muitos inimigos. E como rei, também estava cercado de adversários que, aparentando boas intenções, eram verdadeiras armadilhas humanas (v.9). Diferentemente dos inimigos de guerra, as armas destes eram mais letais e perigosas, já que a intenção criminosa estava escondida em “seu íntimo” (v.9). Por isso o clamor de Davi acontecia em meio a gemidos (v.1). Porque os inimigos poderiam estar à sua frente vestidos de ovelhas, mas diante do Senhor tudo se revela exatamente como é.
Davi pediu a proteção contra os mentirosos (v.6), que “com a língua lisonjeiam”, mas que não têm “sinceridade nos seus lábios” (v.9). Para ele, como herói de guerra, era muito fácil reconhecer os inimigos com lanças e espadas nas mãos. Contudo, como era difícil enxergar aqueles que o recebiam com ósculo “santo”! A resposta, mais uma vez, está em uma vida de oração. A primeira coisa que Davi fazia ao acordar era buscar a Deus através da comunhão. Depois, era só esperar. Mas o quê, exatamente, ele esperava? Davi esperava que, em Sua benevolência, Deus o cercasse “como escudo” (v.12). A confiança dele estava em Deus. O Senhor que o tinha livrado inúmeras vezes dos inimigos declarados, certamente, o protegeria dos inimigos disfarçados.
Também não precisamos temer a ninguém, amados, se temos o Deus de Davi conosco. Como afirmou o apóstolo Paulo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31). Jesus, mesmo conhecendo o traidor, o tratou e amou igualmente como fez com os demais discípulos. Judas entregou o Filho de Deus à morte com um beijo. Ainda assim, Jesus não o condenou, nem o rejeitou. Não devemos nós agir de igual modo? E quantas vezes Deus permite algumas situações para que sejamos Seus instrumentos de salvação na vida daqueles que nos perseguem, como está escrito: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, Este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7).
À vista de Deus tudo está revelado, mas não a nós. Por isso, não nos cabe julgar, e sim entregar nas mãos de Deus tudo aquilo que está fora de nosso alcance resolver. Se tão somente confiarmos em Deus como fazia o salmista, ainda que por vezes não consigamos enxergar o Seu agir, tenhamos a certeza de “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm.8:28). Oremos neste momento, amados, e entreguemos a nossa vida nas mãos do Senhor, “porque Ele tem cuidado de [nós]” (1Pe.5:7).
Nosso amado Deus, como Davi, clamamos: Dá ouvidos, Senhor, às nossas palavras e acode ao nosso gemido! Escuta a nossa voz que clama, pois a Ti é que imploramos! De manhã, Senhor, ouves a nossa voz, de manhã Te apresentamos a nossa oração e ficamos esperando. Ainda que não aconteça como pedimos, confiamos que a resposta virá melhor do que imaginamos. Pois Tu és Deus clemente e piedoso e conheces o fim desde o princípio. Guia-nos na Tua justiça e cerca-nos da Tua bondade! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “todos os que confiam” (v.11) no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#SALMO5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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