Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 58 – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
17 de julho de 2017, 0:30
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“Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados” (v. 1).


Estamos diante de um dos textos bíblicos mais fortes em termos de real compreensão da visão divina acerca da verdadeira piedade. A hipocrisia havia atingido as práticas religiosas mais solenes em seus efeitos, tornando-as rituais frios e sem sentido. Mesmo afastados do SENHOR, a observância dos rituais religiosos não cessaram e, de contínuo, ainda jejuavam e guardavam o sábado como dia de descanso. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (v. 2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião.

O capítulo de hoje não foi apenas mais uma advertência, mas um clamor “a plenos pulmões”. Erguendo “a voz como a trombeta”, Isaías declarou cada palavra que, em silêncio, acabamos de ler.

Imagino a seguinte cena:
O profeta cheio do Espírito de Deus! Semelhante a Estêvão, o povo viu “o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (Atos 6:15). A sua voz ganhou a entonação de uma trombeta e seus pulmões dilataram-se como se em estado de perfeição edênica. Suas palavras ecoaram por todos os lados, e cada habitante de Jerusalém pôde ouvir com nitidez “a sua transgressão” e “os seus pecados” (v. 1).

Não havia qualquer desculpa para se eximir de sua culpa. As duas formas de adoração mais sublimes diante de Deus foram corrompidas e eram praticadas para proveito próprio e desgraça alheia. O jejum e a guarda do sábado haviam perdido totalmente a sua finalidade e foram transformados, respectivamente, em aparência de santidade e dia de fazer a própria vontade.

Era um jejum orgulhoso e um sábado maledicente. Erguiam suas orações com palavras bonitas enquanto seus corações tramavam o mal. “Observavam” o sábado, mas era um dia de cuidar dos “próprios interesses” (v. 13) e de falar “palavras vãs”.

Geralmente, o jejum era realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (v. 4). Por isso que o texto de hoje não poderia ser falado de uma forma branda. O SENHOR precisava intervir no meio daquela crise espiritual com intrepidez, ou corria-se o risco de não restar um só adorador que O adorasse “em espírito e em verdade” (João 4:23).

O que o profeta “gritou” ao povo, em resumo, foi isto: o AMOR é a essência do jejum e do sábado!

Quando Jesus voltar, Ele fará a seguinte pergunta aos Seus filhos: “Você amou?” (Pr. Ivan Saraiva). O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12). A prática de qualquer dos mandamentos do SENHOR consiste em AMAR. Vejamos a confirmação disto em Romanos 13:10:
“O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.

Entendem meus amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (João 15:10). Ele não veio revogar (Mateus 5:17-18) o que Ele mesmo instituiu (Leia Gênesis 2:1-3 e João 1:1-3), mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso DEVER (Eclesiastes 12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mateus 4:1). Ele não cumpriu com as tolas e repressivas regras criadas pelos judeus aos sábados, mas observou o quarto mandamento (Êxodo 20:8-12) de Seu Pai transbordando cura e salvação por meio de Seu ministério de amor, ensinando-nos como guardar este dia santo.

O texto de hoje é muito claro, meus irmãos. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores do Amor (I João 4:8). Jejuar para interceder, e lembrar-se do dia de sábado como um dia de fazer o bem (Mateus 12:12), são as maiores declarações de amor que podemos fazer a Deus e aos nossos semelhantes. Foi isto o que Isaías clamou “a plenos pulmões”. É isto o que o SENHOR espera de Seu povo nestes últimos dias!

A escolha está diante de você: ignorar a verdade e “cuidar dos teus próprios interesses” (v. 13) ou aceitá-la e seguir o “que a boca do SENHOR o disse” (v. 14).

Bom dia, cumpridores da lei do amor!

Desafio do dia: Planeje-se para viver as bênçãos do amor no próximo sábado e procure uma Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de sua casa.
www.encontreumaigreja.com.br

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Isaías58
#RPSP

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