Reavivados por Sua Palavra


SALMO 55 by jquimelli
25 de dezembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Desde suas primeiras palavras o Salmo 55 apresenta um tom de urgência desesperada: “Escuta a minha, ó Deus, não ignores a minha súplica; ouve-me e responde-me!” (v. 1, 2a NVI). Davi fala de turbulência emocional: “Os meus pensamentos me perturbam e estou atordoado (ou: “em pânico”, New English Bible). […] O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim.” (v. 2b, 4,5 NVI).

Aqui temos um caso de extremo estresse, de grande ansiedade. O sofrimento de Davi não vem das ameaças dos habituais inimigos conhecidos. Muito pior: “Não era um inimigo que estava zombando de mim; se fosse, eu poderia suportar; nem era um adversário que me tratava com desprezo, pois eu me esconderia dele. Porém foi você, meu companheiro, meu colega e amigo íntimo! Íamos juntos adorar com o povo no Templo e conversávamos com toda a liberdade.” (v. 12-14 BLH).

Isso lhe soa familiar? O nível de ansiedade que se pode sentir depende da percepção de quão ameaçadora a situação é, de quão significativo é o seu relacionamento com essa pessoa, e da lembrança de como foi tratar anteriormente com situações e ameaças semelhantes.

Geralmente a primeira reação é querer fugir e se esconder. E era assim que Davi se sentia. Ah, quem dera se ele pudesse voar como uma pomba para algum canto do deserto para se abrigar de tudo! Algumas pessoas habitualmente se afastam de qualquer conflito. Elas ficam paralisadas por ele e esperam que ele vá embora; Porém isso geralmente não acontece. Na melhor situação, apenas adiamos o confronto para outro dia.

Davi, ao invés de fugir da situação ameaçadora, entregou-a a Deus: “Eu, porém, clamo ao a Deus, e o Senhor me salvará. à tarde, pela manhã e ao meio-dia choro angustiado, e ele ouve a minha voz. ele me guarda ileso na batalha, sendo muitos os que estão contra mim .” (v. 16-18 NVI)

Refletindo sobre a experiência de Davi, a congregação em adoração é incentivada a cantar: “Confia os teus cuidados ao Senhor e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.” (v. 22).
Aqui está um convite e uma promessa que dos quais você pode se apropriar. Quando seu dia de ansiedade chegar, você não tem que carregar o problema sozinho. Como Pedro escreveu mais tarde: “Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (1 Pedro 5:7 NVI).

Garth Bainbridge
Sydney, Austrália

 

Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/55
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/10/01/
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 55 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas



SALMO 55 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
25 de dezembro de 2016, 0:55
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Este salmo foi provavelmente escrito ao tempo da rebelião de Absalão e a traição de Aitófel (2Sm 15-17). Alguns dizem que os versículos 12-14 são messiânicos porque eles também descrevem a traição de Cristo por Judas (Mateus 26: 14-16, 20-25). Life Application Study Bible Kingsway.

O Salmo 55 é uma oração por ajuda, em meio a uma situação desesperadora. É concluído com a convicção de que Deus intervirá. O poema tem frequentes repetições e contém queixa, anseio, rogos, indignação, confiança e esperança. Este salmo é o clamor da alma de alguém que desejava encontrar alívio da tristeza e se refugiar na solidão. CBASD, vol. 3, p. 859.

1 Dá ouvidos. Os quatro rogos dos v. 1 e 2 revelam a intensa necessidade do salmista. CBASD, vol. 3, p. 859.

2 sinto-me perplexo em minha queixa. Literalmente, “divago em minha preocupação”. CBASD, vol. 3, p. 859.

3 opressão. Do heb. ‘aqah, “pressão”. A palavra transmite a ideia de algo que é esmagado por um grande peso. CBASD, vol. 3, p. 859.

4 terrores de morte. Por saber que só a morte satisfaria aos conspiradores, o salmista já sentia a sombra dela sobre si (ver Sl. 116:3). CBASD, vol. 3, p. 859.

5 horror. Do heb. pallatsuth, que parece indicar agitação profunda como resultado do medo (ver Jó 21:6; Is 21:4; Ez 7:18). O poeta usa uma linguagem vívida para expressar a intensidade de suas emoções. CBASD, vol. 3, p. 859.

6-8 Mesmo aqueles que estão especialmente perto de Deus, como Davi estava, já tiveram momentos em que queriam escapar de seus problemas e pressões. Life Application Study Bible Kingsway.

6 Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. A beleza poética deste versículo (ver Jr 9:2) expressa de forma comovente o desejo de todo cristão que anseia livrar-se de algum problema. Toda pessoa deseja fugir para algum lugar onde possa estar a salvo de todas as preocupações. Mas, nesta terra, carregamos os problemas a menos que sejam entregues a Jesus. Não se deve esquecer de que há um lugar onde os problemas não podem entrar, e esse lugar é o Céu (ver Ap 21:4). CBASD, vol. 3, p. 859.

Voaria. É preciso não seguir os instintos que motivam a escapar das circunstâncias. Se esse desejo se torna habitual, não é um bom indício. O trabalho, o lar, os relacionamentos e as responsabilidades são uma disciplina essencial para o amadurecimento do caráter. Em vez de voar para longe ou fugir, deve-se invocar a Deus (v. 16). CBASD, vol. 3, p. 859.

7 deserto. Lugar não habitado [ermo] (ver Mt 4:1). Diz-se na Palestina que os pombos povoam os lugares solitários e pedregosos, longe do ser humano. CBASD, vol. 3, p. 859.

9-11 A cidade que deveria ser santa era atormentada por problemas internos: violência, conflitos, malícia, abuso, destruição, ameaças e mentiras. Os inimigos externos, embora uma ameaça constante, não eram tão perigosos quanto a corrupção interior. Mesmo hoje, as igrejas muitas vezes procuram defender-se contra os problemas do mundo pecaminoso, enquanto não conseguem ver que seus próprios pecados estão causando seus problemas. Life Application Study Bible Kingsway.

12-14 Nada machuca mais do que uma ferida feita por um amigo. Pode haver momentos em que os amigos irão confrontá-lo amorosamente para ajudá-lo. Amigos reais irão confrontá-lo amorosamente para ajudá-lo. Os amigos reais repreenderão você em momentos de dificuldade e trazem amor, aceitação e compreensão. Que tipo de amigo é você? Não traia aqueles que você ama. Life Application Study Bible Kingsway.

12 eu o suportaria. Não é difícil suportar a calúnia de um inimigo declarado. No entanto, a calúnia de alguém que outrora foi um inimigo íntimo é arrasador. CBASD, vol. 3, p. 859.

14 Junto andávamos. O tempo imperfeito no hebraico neste caso indica ação habitual. A comunhão era frequente e íntima. CBASD, vol. 3, p. 859.

e íamos. Eles não só desfrutavam estreita comunhão em particular; também estavam juntos na adoração pública. Há um sentimento profundo neste versículo. CBASD, vol. 3, p. 859.

15 cova. Do heb she’ol, “a morada figurada dos mortos” (ver com. de Pv 15:11). CBASD, vol. 3, p. 859.

16 Eu. No hebraico, o começo da frase indica ênfase. O salmista fala de si e contrasta sua atitude coma  conduta dos traidores. CBASD, vol. 3, p. 860.

17 À tarde, pela manhã. Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6:10). A verdadeira religião é fortalecida por períodos de oração regulares e frequentes (ver Sl 119:164). CBASD, vol. 3, p. 860.

20 Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele. O traidor … era amigo íntimo do salmista (ver v. 12-14). O salmista volta a falar da traição do ex-amigo. CBASD, vol. 3, p. 860.

corrompeu a sua aliança. Uma relação que indica amizade estreita. CBASD, vol. 3, p. 860.

21 A sua boca era mais macia que a manteiga. Ele era um verdadeiro hipócrita (ver Sl 28:3; 57:4). As imagens concretas deste versículo são vivas e impressionantes. CBASD, vol. 3, p. 860.

22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. O salmista repete a si mesmo estas promessas feitas aos justos que dependem de Deus e as compartilha com todos os que desejam aprender com sua experiência. Deus nem sempre remove a carga, mas ajuda os que avançam com fé. No oratório Elias, Mendelssohn emprega as palavras deste versículo no belo hino para quatro vozes, que se canta após a oração de Elias por chuva no monte Carmelo. CBASD, vol. 3, p. 860.

cuidados. Do heb. yehab, palavra que aparece apenas nesta passagem no AT;… O Talmude lhe atribui o significado de “fardo”. A LXX traz merimna, “cuidado”, “ansiedade” ou “preocupação”. Merimna ocorre em 1Pe 5:7: lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade”. CBASD, vol. 3, p. 860.

Life Application Study Bible Kingsway.

23 metade de seus dias. Abundância de dias era sinal de agrado de Deus (ver Pv 3:2). Deus quer que Seus filhos vivam o período máximo de vida. A prática da impiedade tende a encurtar a vida. CBASD, vol. 3, p. 860.

eu, todavia, confiarei em Ti. O salmista não confia na violência nem no engano, mas somente em Deus (ver Sl 7:1; 11:1). Confiar em Deus é um dos conceitos exaltados no livro dos Salmos. CBASD, vol. 3, p. 860.



SALMO 55 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
25 de dezembro de 2016, 0:45
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SALMO 55 – O quê fazer quando somos cercados por inimigos? Como agir quando um dos nossos melhores amigos se torna nosso pior inimigo? Como lidar com pessoas de nossa mesma igreja que nos perseguem?

Davi lidou com tudo isso nesse Salmo, sem fazer justiça com as próprias mãos. Temos muito que aprender e aplicar em nossa vida.

• Em meio à aflição devido a relacionamentos difíceis, o melhor caminho é recorrer a Deus em oração (vs. 1-3).
• Diante de fortes ameaças inclusive de morte, é sábio depositar todo medo, angústia e dor aos pés do Deus que atente, socorre e abriga aos aflitos (vs. 4-8).
• Como o juízo divino trará absolvição aos justos e condenação aos ímpios, os servos de Deus anseiam urgentemente pela vinda do juízo universal (vs. 9-11).
• Quando um amigo íntimo que nos conhece bem se levanta contra nós devemos entregá-lo a Deus em oração, tal atitude é bem melhor e mais nobre do que tentar vingança com as próprias mãos (vs. 12-13).
• Às vezes, inimigos surgem de dentro da casa de Deus, de crentes que mantínhamos comunhão – consequentemente devemos orar pelo juízo que começará pela casa de Deus (vs. 14-15); ver I Pedro 4:17).
• Colocar-se nas mãos de Deus, entregar-se sem reservas e depender totalmente de Seu poder para defender-nos nos dá tranquilidade e confiança mesmo em meio a um campo minado de inimigos declarados e disfarçados (vs. 16-21).
• Quando Deus executar Seu juízo os que confiaram e se refugiaram nEle serão protegidos e absolvidos, por outro lado, os fraudulentos e violentos serão condenados (vs. 22-23).

Voz maldosa que ameaça, olhar perverso e cheio de ódio e, línguas que ferem com calúnias podem até intimidar os humildes servos de Deus, mas jamais ao Deus destes pequeninos.

Aqueles que perturbam aos súditos do reino de Deus terão que enfrentar ao Deus que é justo Juiz e está atento a tudo. Jesus toma as dores dos sofredores (Lucas 17:1-2; Mateus 18:6-9). Tenho pena daqueles que creram que, “os que saem da igreja por causa das pessoas nunca entraram lá por causa de Jesus” e com suas atitudes afastaram aos humildes filhinhos de Deus.

O ponto positivo deste salmo é que humildes perante Deus serão protegidos! Os salvos serão absolvidos. Portanto, oremos: “Senhor, reaviva-nos” – Heber Toth Armí.



SALMO 55 -COMENTÁRIO ROSANA BARROS by jquimelli
25 de dezembro de 2016, 0:30
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SALMO 55 – #RPSP COMENTÁRIO ROSANA BARROS

“À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v. 17).

É Natal, e uma das brincadeiras mais apreciadas nesta data é o amigo secreto. Trocamos presentes e nos confraternizamos num encontro que pode ser entre colegas de trabalho, escola ou entre familiares. Entretanto, há também uma outra brincadeira não tão apreciada, mas um tanto divertida, que é o amigo da onça ou inimigo secreto. Ao invés do presente, prega-se uma peça no sorteado, dando-lhe algo como, por exemplo, uma barata morta dentro de uma caixa de fósforos, como já aconteceu comigo. A ideia da brincadeira é que se use a criatividade para a diversão de quem dá e não para a alegria de quem recebe.

De todos, considero este como sendo um dos Salmos mais tristes de Davi. De pronto, o grande guerreiro que enfrentava gigantes com pedrinhas, confessou sentir um medo arrebatador de uma certa classe de pessoas. Davi foi tomado por um pavor que lhe causava perturbação (v. 2), arritmia cardíaca (v. 4) e sintomas de depressão (v. 7). Mas se nem Golias causou tamanho pavor em Davi, que inimigos eram esses que lhe tiravam a paz?

Na verdade, nem o próprio Davi os considerava seus inimigos: “Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria” (v. 12). Ele não estava lidando com inimigos declarados, mas com amigos fingidos. Eram estes que lhe causavam pânico. Com cara de “bons amigos” falavam macio, “porém no coração havia guerra” (v. 21). Suas palavras eram brandas e agradáveis, “contudo, eram espadas desembainhadas” (v. 21). Davi nunca sabia o que esperar destas pessoas. Eram verdadeiras bombas-relógio. E o fato dele afirmar que não havia “neles mudança alguma ” (v. 19) era prova de que ele já tinha confirmado a má índole destes “amigos da onça”.

Será que Davi não foi muito duro em afirmar que a maldade, além de habitar na casa deles, também emanava do seu íntimo? Amados, Davi estava simplesmente lidando com o mesmo tipo de pessoas que Jesus teve de lidar. Ele passou por um pouquinho do que o nosso Salvador teve de suportar. “Hipócritas” foi o nome dado por Cristo a esta classe de pessoas. Os que gritaram “Crucifica-O” (Vide Lucas 23:21) não foram os romanos, foram os judeus, aqueles mesmos que iam à igreja com Ele, que andaram com Ele junto à multidão que O acompanhava, que se fartaram com os pães e peixes que Ele multiplicou, que guardavam os mandamentos e eram profundos conhecedores da lei. Suas vidas de uma religião de aparências encatavam os tolos, mas não passavam despercebidas ao homem segundo o coração de Deus. Davi aprendeu a fazer algo que o sustentava um dia após o outro: orar. Sua vida de oração promovia a confiança e a certeza de que Deus lhe faria justiça. Notem que ele não ia se queixar com algum profeta, nem com seus conselheiros, nem tampouco com um sacerdote. Davi ia direto ao trono da Majestade dos Céus. Ele tinha uma audiência confirmada com o SENHOR dos Exércitos três vezes ao dia. Era ali que Davi depositava todos os seus temores, toda a sua angústia e todas as suas lamentações. Não havia outros ouvidos que ele desejasse que ouvissem a sua voz (v. 17).

Esta pode ser uma das piores situações, mas também pode ser aquela que nos leva para mais perto do trono da graça de Deus. Oh, como erramos em compartilhar nossas lamentações e queixas com outros! Não foi à toa que Cristo disse: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). No terno convite do Salvador encontramos a única fonte de alívio. Não é fácil lidar com fingimento, pois nunca sabemos se estamos sendo injustos ou se estamos sendo enganados. Não é fácil mesmo, promover a paz (v. 20) e receber maldades. Mas nós servimos a um Deus que “preside desde a eternidade” e que “jamais permitirá que o justo seja abalado” (v. 22). Portanto, como Davi, você pode até sentir medo, angústia, tristeza e decepção, porém, se você escolher invocar a Deus, Ele lhe salvará (v. 16) e, tomarás o firme propósito: “eu, todavia, confiarei em Ti” (v. 23).

Bom dia e um feliz Natal, homens e mulheres de oração!

Desafio do dia: Agende no seu celular três horários especiais de oração. Sugiro às 9h, às 12h e às 15h. Estes eram os horários especiais de oração de Daniel (Vide Daniel 6:10).

*Leiam #Salmo55
Rosana Garcia Barros




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