Reavivados por Sua Palavra


SALMO 46 by jquimelli
16 de dezembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Ao longo da história, em todo o mundo, as grandes cidades têm crescido às margens de grandes rios. As cidades precisam de muita água para prosperar. Embora Jerusalém tivesse apenas um pequeno riacho para seu abastecimento de água, Ezequiel viu que a cidade recebia as águas de um poderoso rio que corria a partir do templo de Deus (Ez 47:1-12).

“Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo” (Sl 46:4, NVI), canta o salmista. Jesus proclamou, no dia da festa dos Tabernáculos, que Ele próprio era aquele Rio, capaz de satisfazer a sede de todos (João 7:37-38).

Ao nosso redor as pessoas podem ficar aterrorizadas com furacões, inundações, terremotos e maremotos. Deus está conosco, mesmo em meio a estas convulsões naturais. O noticiário internacional está saturado de ameaças iminentes de convulsões políticas e de guerras que destroem nações ao redor do globo. Deus ainda está no controle e acima de todo o tumulto. Ele afirma Sua autoridade sobre as nações que guerreiam entre si.

Em meio às difíceis circunstâncias que nos cercam a mensagem do Eterno é: “Aquiete-se e saiba que eu sou Deus” (v. 10, NIV). Não há outro refúgio. Ele é suficiente.

Pai, em meio ao caos e a insegurança, dá-me paz. Em um mundo preocupado com catástrofes naturais, guerras e terroristas, a minha alma pode se sentir segura em Ti. Deixe-me ouvir o eco da voz de Jesus quando Ele falou à tempestade na Galiléia: “Aquieta-te!”.
Amém.

Helen Pyke
Universidade Adventista do Sul

Texto original: blog Conferência Geral em inglês
Tradução anterior expandida: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/09/22/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos
Texto bíblico: Salmo 46 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas



SALMO 46 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
16 de dezembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

Você já se deu conta de quantas canções foram compostas com base nas promessas e no conforto deste salmo? Eu me lembro, neste momento, de pelo menos 4 delas. Você pode nos ajudar a identificá-los para que as cantemos hoje? As palavras deste salmo tem sido conforto e apoio para muitos cristãos de todos os tempos. Estes versos merecem uma atenção especial.

Introdução. O Salmo 46 é chamado de “O salmo de Lutero” porque o reformador cantava este salmo nas horas de aflição e o parafraseou num hino, “Castelo Forte” […]. O salmo é um hino que fala da segurança que o povo de Deus pode desfrutar em meio ao caos deste mundo. Para expressar esse tema, tão pertinente em nossos dias também, o salmista escolheu a métrica regular, algo incomum na poesia hebraica. Três estrofes praticamente iguais em tamanho, com refrão e a palavra “Selá” devidamente posicionados, apresentam figuras de contrastes marcantes: águas turbulentas, montanhas abaladas e um rio tranquilo; nações agitadas, a terra se dissolvendo com a voz do Senhor; a desolação da guerra e Deus governando calmamente sobre as nações […] Os Salmos 46, 47 e 48 tem muitas ideias afins e provavelmente compartilham do mesmo contexto. Pode-se concluir da declaração do livro Patriarcas e Profetas (p. 203) que Davi foi o autor deste salmo.
Afirma-se que Oliver Cromwell, estadista inglês, pediu ao povo para cantar este salmo dizendo: “Este é um salmo muito especial para o cristão. Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Se o papa e os espanhóis e o diabo se opõem a nós, ainda assim, em nome do Senhor, nós os destruiremos. O Senhor dos exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 837).

1-3 Deus é refúgio no perigo; força para levar a nossa vida para finalidades construtivas, socorro e consolo nas preocupações. Para exemplificar este fato, descrevem-se quatro calamidades que pareceriam ser o fim do mundo, sem atemorizarem aos que tem Deus como refúgio (Rm 8.31-39). A presença e o poder de Deus, reconhecidos e aceitos em nossas vidas, constituem a diferença entre derrotas e vitórias, entre fracassos e êxitos, entre o medo e a fé (Bíblia Shedd).

1 Deus é o nosso refúgio. Cada uma das três partes do salmo repete a declaração que “Deus é o nosso refúgio” v. 1, 7 e 11.
socorro bem presente. A frase completa diz, literalmente, “encontrou-se uma ajuda extraordinária na tribulação”. Visto que Deus sempre nos ajuda, podemos confiar nEle nas tribulações (CBASD, vol. 3, p. 837).

2 portanto. Isto é, tendo em vista o que Davi disse no v. 1. Os fenômenos físicos de agitação da natureza, terremoto que lança as montanhas ao mar, a fúria das ondas e o cataclismo de uma onda gigante, bem como comoções e revoluções na política mundial, não devem abalar os que confiam em Deus. Não importa o que aconteça, Deus é um refúgio seguro (CBASD, vol. 3, p. 837).

3 Selá (ARC). Esta palavra marca o final da primeira estrofe (CBASD, vol. 3, p. 837).

4-7 A salvação operada por Deus (1-3) é prova daquilo que Deus é para nós; é um antegozo do santuário eterno de Deus. Deus, que se tornou Deus de Jacó, que é o Deus de todas as forças do universo, quer também ser o nosso Deus, e nos levar para a Cidade Eterna com o rio e suas correntes (4; Ap 21.9-22.5) (Bíblia Shedd).

4 um rio. Uma bela metáfora da proteção divina. Apresenta-se um estado de tranquilidade e segurança em contraste marcante com o oceano feroz do v. 3. A segunda estrofe (v. 4-7) retrata a paz da cidade de Deus, ao passo que tudo o que está fora dela encontra-se em caos (CBASD, vol. 3, p. 837).

Jerusalém não tem rio, diferentemente de Tebas (Nm 3.8), Damasco (2Rs 5.12), Nínive (Na 2.6,8) ou Babilônia (Sl 137.1), mas nem por isso deixava de ter um “rio”. Aqui, o rio de 36.8 serve de metáfora do derramamento contínuo das bênçãos de Deus que sustentam e que refrigeram, e que deixam a cidade de Deus semelhante ao jardim do Éden (v. Gn 2.10; Is 33.21; 51.3; v. tb Ez 31.4-9) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

5 desde antemanhã. Literalmente, “na virada da manhã”, isto é, ao amanhecer (ver Êx. 14:24; Lm 3:22, 23) (CBASD, vol. 3, p. 838).

“desde o romper da manhã” (NVI). Ou “quando se aproxima a aurora” – i.e., quando havia mais probabilidade de ataques contra cidades. O socorro divino faz raiar a aurora do livramento e dissipa a noite do perigo (v. 44.19; cf. ex. em Is 37.36) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

6 a terra se dissolve. Linguagem figurada que demonstra o poder absoluto de Deus. A sucessão de frases curtas, sem conjunções […], torna a descrição mais vívida (CBASD, vol. 3, p. 838).

7 o Senhor dos Exércitos. O v. 7 é o refrão da segunda estrofe (ver v. 11). No refrão está a nota tônica do salmo (CBASD, vol. 3, p. 838).
está conosco. É o suficiente. O cristão precisa apenas estar seguro da presença de Deus [cf. Sl. 23:4] (CBASD, vol. 3, p. 772).

refúgio. Ou, “uma elevação segura”, “um abrigo”. John Wesley, confortado com a promessa deste versículo, corajosamente enfrentou a morte. Durante toda a noite antes de morrer repetiu estas palavras. A força do crente não está em si mesmo, nem na aliança com o poder do mundo, mas em Deus. Calvino disse: “O fiel deve aprender que a graça de Deus é suficiente. Portanto, embora a ajuda de Deus nos chegue de modo secreto e suave, como um riacho estreito, devemos desfrutar uma tranquilidade mais profunda do que se todo o poder do mundo fosse empregado de uma só vez para nos ajudar. (CBASD, vol. 3, p. 838).

8 vinde, contemplai. A terceira estrofe (v. 8-11) retrata o poder de Deus manifesto ao controlar o movimento das nações, e a excelência de Sua serena exaltação sobre elas (CBASD, vol. 3, p. 838).

9 carros.O versículo descreve um campo de batalha com armas quebradas e veículos queimados. A vitória é completa (CBASD, vol. 3, p. 838).

10 aquietai-vos. Literalmente, “entreguem-se”, “desistam”. O próprio Deus é quem diz estas palavras. A primeira frase deste versículo foi parafraseada: “Silêncio! Abandonem sua agitação e reconheçam que eu sou Deus.” Falamos muito e ouvimos pouco. Falta-nos o equilíbrio e a firmeza cristã devido aos nossos muitos afazeres. Moisés passou 40 anos na terra de Midiã (At 7:29, 30), Paulo passou três anos [quase 40 meses?] no deserto (Gl 1:17, 18) e Jesus 40 dias no deserto (Mt 4:1,2), preparando-se para as responsabilidades do chamado divino (CBASD, vol. 3, p. 838).

11 o Senhor dos Exércitos. O v. 11 é o refrão da terceira estrofe. O Salmo 46 trará conforto especial ao povo de Deus no tempo de angústia (GC, 639). Nessa hora, quando um grande terremoto jamais visto abalar toda a Terra; quando o Sol, a Lua e as estrelas saírem de suas órbitas; quando as montanhas tremerem como vara e rochas forem lançadas para todos os lados; quando o mar se agitar com fúria e toda a superfície da Terra se desfizer; quando cadeias de montanhas afundarem e ilhas desaparecerem (Mt 24:29,30; Lc 21:25,26; GC 637; PE 34,41), os santos terão a proteção de Deus (CBASD, vol. 3, p. 838).



SALMO 46 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
16 de dezembro de 2016, 0:45
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SALMO 46 – Ler sistemática e corretamente a Bíblia traz ânimo, confiança, inspiração e fé aos cristãos em todas as gerações e circunstâncias.

O salmista apresenta-nos um Deus sem igual, do qual nós tanto precisamos neste mundo mal:

1. “Deus é o nosso abrigo seguro e esconderijo, sempre pronto a nos socorrer” (v. 1).
2. “O Deus que lutou com Jacó luta por nós, o Senhor dos Exércitos de Anjos nos protege” (v. 3, 7, 11).
3. Onde Deus mora “as ruas são seguras, com Deus a seu dispor desde o amanhecer” (v. 5).

Este Salmo é “hino de louvor, ou canto de Sião, que inspirou a Lutero seu Ein feste Burg ist unser Gott [Castelo forte é nosso Deus]. O Salmo tem uma clara estrutura em três estrofes, cada uma das quais termina com um estribilho: Com Deus como refúgio não há o que temer [vs. 4, 8, 12]. A segunda estrofe destaca a presença de Deus em Sião, que a defende das nações; na terceira estrofe se convida à assembleia a considerar as ações de Yahweh e cita Seu oráculo de supremacia [v. 11]” (Roland E. Murphy).

“Acredita-se que o contexto histórico do salmo é o livramento miraculoso de Jerusalém quando a cidade foi cercada por Senaqueribe, da Assíria (2Rs 18:13-19:35; Is 36:1-37:36). Nessa ocasião, o povo de Judá experimentou a presença de Deus de modo singular, daí o salmo celebrar louvores a Ele como Emanuel, Deus conosco” (William MacDonald).

Inspirado pelo Espírito Santo e escrito por homem sob a Sua regência, o salmo fala ao nosso coração neste século XXI:

• Em tempo de perseguição, catástrofes naturais, crises econômicas, guerras, etc. Deus confortou com este salmo o coração dos fieis e conforta ainda hoje.
• Diante de situações aflitivas, diante da morte de um ente querido, enfrentando a dor de uma tragédia ou esmagado pelo sofrimento de um acidente, as palavras de Salmo aplicadas pelo Espírito Santo são capazes de fazer o que nenhum calmante químico faz.
• O Deus que operou no passado é o mesmo que atua no presente, temos coleções de coisas boas que Ele nos fez, assim confiando nEle, poderemos ter mais e maiores motivos para louvá-lO!

A presença divina em nossa vida faz toda a diferença! Confiemos nEle para louvá-lO! – Heber Toth Armí.



SALMO 46 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
16 de dezembro de 2016, 0:30
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“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações” (v. 10).

Ellen White, no livro O Grande Conflito, descreveu, como ninguém, a vida e os sofrimentos de Martinho Lutero. Sendo um dos maiores reformadores da história da Igreja cristã, sofreu diversas perseguições por causa da fé que abraçara. Certamente, ele sabia o que dizia quando compôs o hino “Castelo forte” (HA, n° 33), com base no Salmo 46. Lutero foi um homem extremamente sincero e que, ao descobrir a maravilhosa verdade: “O justo viverá da fé” (Romanos 1:17), foi duramente reprovado por aqueles a quem julgava serem grandes homens de Deus. Sobre isto, diz o espírito de profecia: “Lutero tremia quando olhava para si mesmo – um só homem opor-se às mais poderosas forças da Terra… Mas ele não foi abandonado ao desânimo. Quando faltou o apoio humano, olhou para Deus somente, e aprendeu que poderia arrimar-se em perfeita segurança Àquele todo-poderoso braço” (O Grande Conflito, p. 128).

Deus nos convida a nEle confiar ainda que tudo ao nosso redor nos seja desfavorável. Ele nos convida a mudar o nosso foco, a olhar na direção certa. Quando Pedro tirou os olhos do Salvador e olhou para a fúria do mar, começou a imergir em seus temores (Mateus 14:30). Somos chamados a olhar para o Único capaz de nos socorrer em nossas tribulações (v. 1) e a contemplar as Suas obras de livramento (v. 8); a lembrar de que “há um rio, cujas correntes alegram a Cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo” (v. 4) e é para lá que iremos se tão-somente Deus for o nosso refúgio e fortaleza (v. 1).

Aquietar não significa condição de letargia, mas de confiança e dependência. E “sabei que Eu sou Deus” (v. 10) não é uma mera explicação de Deus de quem Ele é, mas de Sua total capacidade de realizar todas as coisas. Ao compreendermos que precisamos de Deus e que só Ele pode todas as coisas, “ainda que a terra se transtorne e os montes se a abalem… ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (v. 2, 3), “não temeremos” (v. 2). Quem está conosco é o SENHOR dos Exércitos e Ele comandará a nossa vitória até que estejamos a salvo no lugar onde Ele habita (v. 5). Ele está prestes a por a termo a guerra (v. 9) que envolve a tua e a minha salvação. E qual será a tua decisão? Oxalá que seja aquietar o coração, saber que só o SENHOR é Deus e viver o que Paulo viveu com tanta intrepidez: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

Bom dia, refugiados no SENHOR!

Desafio do dia: Leia o capítulo 7, “A influência de um bom lar” do livro “O Grande Conflito”.

*Leiam #Salmo46

Rosana Garcia Barros




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