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“O povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereciam ainda para habitar em Jerusalém” (v. 2).
A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v. 1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do SENHOR procede toda decisão” (Provérbios 16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem do quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha. Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje cidades ou lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar com suas famílias em Jerusalém ainda que lhes fosse custoso. E esta atitude foi ovacionada pelo povo. O povo reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que pela primeira vez no relato histórico é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v. 1) (Vide Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, p. 483). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do SENHOR e isso já seria motivo de sobra para que fosse aclamada como santa.
A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo ou santa é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir com um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas e um povo que deveria declarar com sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Vide Deuteronômio 4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.
Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são estes santos? Quem são estes que voluntariamente se entregam ao serviço do SENHOR ainda que isso signifique habitar em meio a ruínas? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). Estas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que infelizmente tem sido incompreendida pela maioria, até mesmo por aqueles que professam serem guardadores da Lei de Deus. Quando Cristo relatou aos Seus discípulos que sinais sucederiam a destruição de Jerusalém e a Sua segunda vinda, descreveu o mundo como a maioria estando desprovida de algo que é imprescindível para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: O AMOR. “Deus é amor” (I João 4:8) e é esse Amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. Logo depois, Cristo disse que mesmo que o amor esfriasse de quase todos, mesmo que as pessoas cometessem o desatino de agir pelos próprios impulsos negligentes e céticos, aquele que perseverasse até o fim seria salvo (Vide Mateus 24:12-13). Ora, um verso antes Ele disse que o amor de quase todos acabaria, e no seguinte ele disse que a perseverança dos santos os salvaria. Perseverança em que, amados? Em AMAR. A observância dos mandamentos de Deus e a permanente fé em Jesus só serão mantidas em meio ao estado de calamidade em que vivemos, se o AMOR for a nossa força motriz. Concluindo: não obedecemos para sermos salvos, obedecemos porque já fomos salvos! Voluntariamente obedecemos porque amamos a Deus (Vide João 14:15; 15:10).
A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo pela coragem de estar indo morar em meio à destruição, mas porque apesar da destruição em que estavam inseridos escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e Meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Salmo 91:1-2). Perseveremos em permanecer no SENHOR e no Seu amor, então, muito em breve estaremos todos juntos na Santa Cidade Celestial, onde estará estabelecido para sempre o trono de Deus (Apocalipse 22:1).
Bom dia, santos do Altíssimo!
Desafio do dia: Ore a Deus para que Ele preencha o seu coração desse amor maravilhoso. E compartilhe esse amor da maneira que lhe for possível ajudando os que estão ao seu redor. Eis o segredo de perseverar: COMPARTILHAR.
*Leiam #Neemias11
Rosana Garcia Barros
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Prepare seu coração, porque ESTER VEM AÍ…
Se você puder, aproveite este feriado de sete de setembro para ler, de uma só vez, o livro de Ester.
É o livro de mais emoção, intriga e libertação da Bíblia. Quando a gente começa a lê-lo, não quer parar… 🙂
#RPSP
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Comentário devocional:
Pardon Mwanza
Vice Reitor da Universidade Rusangu, Zambia
Ex Vice-Presidente Geral Da Conferência Geral da IASD
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/neh/10/ e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/neh/10/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/13/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Neemias 10
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/51-52 e https://credeemseusprofetas.org/
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1 Zedequias. Significa “Deus é minha justiça”; mas só depois da vinda de Cristo é que este significado veio a ser uma realidade maravilhosa, pela qual o homem se não estriba mais na pobreza de sua justiça, mas confia na justiça eterna de Deus, que lhe outorga a graça de Cristo (Rm 4.6; Gl 3.6-14) (Bíblia Shedd).
3 Malquias. “Deus é meu rei”. A religião só começa a ter sentido quando Deus está entronizado como rei em nossa vida de todos os dias, e em nossas atitudes e decisões (Bíblia Shedd).
9 Jesua. Este nome significa “salvação”, e, juntamente com Josué, Oséias e outros, é sinônimo (heb) do nome de Jesus (Bíblia Shedd).
28-39 O muro estava completo e o acordo que Deus fizera com Seu povo nos dias de Moisés foi restaurado (Dt 8). Esta aliança tinha princípio que são importantes para nós hoje. Nossos relacionamentos com Deus vão além de cuidar da igreja e devoções regulares. Afeta também nossos relacionamentos (v.30), nosso tempo (v. 31) e nossos recursos materiais (32-39). Quando você escolhe seguir a Deus, você promete segui-Lo deste modo. Os israelitas haviam fracassado em seu compromisso original. Nós devemos manter nossas promessas a Deus tanto em tempos de adversidade quanto de prosperidade (Life Application Study Bible).
28 Todos os que tinham […] entendimento. É interessante observar que, contrário ao costume oriental, mulheres e jovens adultos também assinaram a aliança (CBASD, Vol 3, p. 480).
31 venderem no sábado. Embora Êx 20.8-11; Dt 5.12-15 não proíbam categoricamente o comércio no sábado, ver Jr 17.19-27; Am 8.5 (Bíblia de Estudo NVI Vida).
cada sete anos abriremos mão de trabalhar a terra e cancelaremos todas as dívidas. Os romanos entendiam erroneamente o sábado e o ano sabático, atribuindo-o à preguiça. Segundo Tácito, os judeus “eram levados pelos encantos da indolência a entregar também o sétimo ano à inatividade’ (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Deus reconhecia que a sedução pelo dinheiro conflitaria com a necessidade de um dia de descanso, portanto o comércio era proibido dentro da cidade no Sabbath. Ao decidir honrar primeiro a Deus, os israelitas estariam se recusando a fazer do dinheiro o seu deus. A nossa cultura frequentemente faz com que decidamos entre a conveniência e o lucro, de um lado, e colocar Deus em primeiro lugar, por outro lado.Olhe para seus hábitos de trabalho e adoração: Deus é realmente o primeiro? (Life Application Study Bible).
34 escalar […] lenha. Embora não haja referência específica no Pentateuco a uma contribuição de lenha, o fogo que ardia perpetuamente no altar do santuário (Lv 6.12,13) exigiria um suprimento contínuo desse combustível. Josefo menciona “a festa da oferta da lenha” no dia 14 do quinto mês (abe). A Mishna judaica (interpretações e aplicações rabínicas das leis do Pentateuco) alista nove ocasiões em que certas famílias traziam lenha e estipula que todos os tipos de madeira eram adequados, menos a da videira e a da oliveira (Bíblia de Estudo NVI Vida).
38 os dízimos dos dízimos. Os ministros de Deus, que vivem dos dízimos do povo de Deus, também devem dar o dízimo do que recebem (Bíblia Shedd).
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NEEMIAS 10 – Comprometer-se com Deus apenas de boca para fora é fácil, mas é inaceitável a Deus. Reavivamento espiritual que não resulta em reforma de vida é um atraso de vida, é uma perversão da religião e uma afronta ao Deus que ama e faz tudo para o bem dos pecadores.
Neste capítulo é possível perceber muitas lições essenciais para quem realmente quer fazer um compromisso real com Deus:
1. Os líderes, pessoas públicas, representantes do povo, devem dar o exemplo de compromisso sério com o Soberano do Universo, o Deus verdadeiro (9:38).
2. Os líderes religiosos também devem demonstrar publicamente seu interesse no compromisso genuíno e total com o único Deus vivo que interfere na história para o bem de todos (10:1-27).
3. Os propósitos políticos e religiosos devem ser estabelecidos e promovidos com base na revelação de Deus, Seus mandamentos e estatutos (10:28-29).
4. O compromisso com Deus deve ser visto no comportamento, o qual é diferente dos que são comprometidos com o pecado/diabo:
a) O servo de Deus não se envolve em casamento que seja jugo desigual – com pessoas de denominação diferente (10:30).
b) O servo de Deus não escolhe dia para descansar, ele aceita o dia estipulado por Deus como santo, sagrado e exclusivo para adoração – o sábado! (10:31).
c) O servo de Deus corrige seus erros passados e passa a trabalhar conforme a orientação de Deus, que é melhor que viver pautando-se pela ambição da vontade pervertida (10:31).
5. O compromisso com Deus se vê no relacionamento com o dinheiro. O dinheiro não deve ocupar o lugar de Deus, para isso Deus pede uma parte do que Ele nos dá; para reconhecermos que tudo vem dEle e dependemos totalmente dEle para viver neste mundo (10:33).
6. O compromisso com Deus faz com que o adorador invista nos líderes espirituais a fim de que estes promovam o crescimento do reino de Deus no meio do reino das trevas (10:34-39).
O compromisso com Deus muda nossos relacionamentos interpessoais, nossa economia e nosso estilo de vida; pois, nossa missão será fazer sempre a vontade de Deus. Este capítulo revela que tem gente que não tem compromisso total com Deus; você tem?
Faça uma avaliação. Reflita profundamente! Tome atitude: Viva inteiramente para Deus! – Heber Toth Armí.
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“… todos os que tinham saber e entendimento, firmemente aderiram a seus irmãos; seus nobres convieram, numa imprecação e num juramento, de que andariam na Lei de Deus…” (v. 28-29).
Você já tomou alguma firme decisão na vida? Na verdade, tudo em nossa vida implica em decisões a todo o tempo. Quando acordamos precisamos decidir levantar ou ficar mais um pouco na cama; tomar banho frio ou morno; que roupa usar; que sapato calçar; relevar o mau humor do chefe ou agir da mesma forma. Enfim, o nosso dia a dia envolve escolhas e são estas escolhas que nos farão obter os resultados que delas derivam.
O filhos de Israel fizeram uma escolha; tomaram uma decisão. Todavia não qualquer escolha, não qualquer decisão, mas o firme propósito de andar na Lei de Deus (v. 29).
A manifestação que vimos ontem do Espírito Santo a ensinar-lhes a Palavra de Deus foi o que conduziu o povo a firmar esta aliança com Deus. O papel fundamental do Espírito Santo não trata de manifestações exteriores de pessoas a se jogar no chão nem tampouco de palavras misteriosas que não edificam em nada seus ouvintes, mas é o de nos orientar por meio do estudo da Palavra, levando-nos a tomar a mesma firme decisão de Neemias e do povo, em andar conforme o que diz a Lei do SENHOR e assim tornar-nos testemunhas de Cristo (Vide Atos 1:8), mediante a revelação do fruto do Espírito Santo (Vide Gálatas 5:22-23) em nossa vida. Porque não há como permanecer firme em fazer a vontade de Deus se este propósito não for motivado pela ação do Espírito Santo em nós.
A pior das mazelas que acometia o povo de Deus daquela época era com relação aos casamentos mistos. E uma das cláusulas, por assim dizer, da aliança do povo com Deus foi a “de que não dariam as suas filhas aos povos da terra, nem tomariam as filhas destes para seus filhos” (v. 30). Já estava mais do que confirmado de que Deus, em Sua infinita sabedoria e onisciência, não os havia advertido com respeito a este assunto simplesmente por requerer obediência estrita, e sim que a desobediência a tal ordem (Vide Êxodo 34:15-16) seria a “causa mortis” de milhares de Israel. O povo dava as costas à aliança feita com Deus para estabelecer aliança por meio de casamentos reprovados pelo Céu. Os costumes e idolatrias dos povos pagãos encontravam guarida nos corações movidos pela paixão e logo tudo o que haviam aprendido acerca da Lei de Deus era esquecido. E o que acontecia depois? Esta deserção ao ASSIM DIZ O SENHOR era transmitida de geração em geração, atraindo assim a desgraça de andar na contramão de Deus.
Amados do SENHOR, o que estamos fazendo com o que Deus nos presenteou, que é o livre arbítrio? Por amor, Ele nos deixou livres para escolher a bênção ou a maldição, o bem ou o mal, a vida ou a morte (Vide Deuteronômio 30:19). A escolha é minha. A escolha é sua. Não somos seres programados para fazer tudo o que Deus deseja, mas fomos criados para a Sua glória e para a vida (Vide Isaías 43:7). O pecado trouxe consigo a maldição, o mal e a morte; intrusos que desassossegam constantemente o nosso coração e nos faz pensar duas vezes antes de tomarmos muitas decisões. O que ainda lhe prende a este mundo? O que ainda lhe faz pensar que Deus não está preocupado com a tua salvação? Como diz a letra de uma canção: VOCÊ É A COISA MAIS LINDA DE DEUS! Você é o alvo de Seu infinito amor! Foi por você que Cristo tomou a mais firme decisão do Universo, de vir a este mundo, ser humilhado, rejeitado, cuspido, açoitado, chicoteado e morto; e tudo isso POR VOCÊ! E como foi que Ele, tornando-se um de nós, encontrou forças para suportar tamanha humilhação? Simples, amados. Jesus, desde a infância foi ensinado nas Sagradas Letras. Aos doze anos de idade impressionou os doutores da Lei com a Sua perfeita percepção das Escrituras (Vide Lucas 2:46-47). E foi por meio do ESTÁ ESCRITO que venceu o inimigo no deserto. A Sua comunhão com o Pai era a mais sublime forma de nos amar! Quer tomar HOJE a firme decisão de amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo assim como Jesus nos amou? Dedique-se ao exame da Bíblia. Dedique-se à oração. Então você perceberá, dia após dia, que a sua vida estará sendo santificada e preparada para o resultado final da firme decisão de Cristo: A VIDA ETERNA!
Bom dia, alvos do amor de Deus!
Desafio do dia: Escreva ou imprima a seguinte mensagem: “VOCÊ É A COISA MAIS LINDA DE DEUS! ORO POR VOCÊ!” Então, coloque esta mensagem na caixa de correios ou embaixo da porta de seu(s) vizinho(s). Você vai ver como um gesto tão simples, Deus pode tornar tão grandioso.
*Leiam #Neemias10
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Sim, há espaço na adoração para jejuarmos, confessarmos nossos pecados e nos humilharmos perante nosso grande Deus. E isto não foi verdade na adoração ao Deus do Céu e da Terra somente nos dias de Neemias, mas também nos dias de hoje. Este é o resultado da Palavra de Deus no coração humano.
Confessar os pecados e humilhar-se é o resultado de corações voltados a Deus. As evidências de reforma e reavivamento são vistas nos atos do povo de Deus. Reforma e reavivamento nos chamam para nos separarmos das coisas que impedem nossa adoração plena a Deus. Isso significa voltar para Deus e fazer a Sua vontade, o que pode ocasionar mudanças radicais na nossa vida. Fazer uma aliança com Deus sempre inclui a decisão de obedecê-Lo.
Adorar a Deus pode ser muito ativo! Em Neemias lemos a respeito de pessoas que se reuniram “jejuando, vestindo panos de saco e com pó sobre as suas cabeças” (v. 1), clamando a Deus em “alta voz” (v. 4). No capítulo anterior, lemos sobre pessoas dizendo “Amém! Amém! enquanto levantavam as mãos” e se “curvavam com o rosto para o chão ao adorarem a Deus” (v.6).
Enquanto o inimigo, Satanás, procura fazer com que as pessoas exagerem as coisas, a verdadeira adoração somente acontece quando seu centro é Deus.
“Oh Senhor, ajudai-nos a sempre Te adorar em espírito e em verdade. Amém”.
Pardon Mwanza
Vice Reitor da Universidade Rusangu, Zambia
Ex Vice-Presidente Geral Da Conferência Geral da IASD
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/neh/9/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/11/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Neemias 9
Comentário em áudio Pr Valdeci
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2,3 Os hebreus praticaram confissão aberta, admitindo os seus pecados, uns para os outros. Ler e estudar a Palavra de Deus deveria preceder a confissão (ver 8:18) porque Deus pode nos mostrar aonde estamos pecando. A confissão honesta deveria preceder o louvor, porque não podemos ter um relacionamento correto com Deus se nos agarramos a alguns pecados (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
10 Tu os preserva a todos. Todos os escritores bíblicos creem que o Criador do Universo preserva todas as coisas criadas, mas isso nunca foi declarado tão claramente como neste verso. O salmista diz: “Tu, Senhor, preservas os homens e os animais” (Sl 36:6), mas este reconhecimento está longe do alcance universal desta passagem. O poder para preservar não é menos importante que o de criar (CBASD, vol. 3, p. 474).
13 leis. A palavra hebraica assim traduzida é, no singular, torah, que significa “instrução”, “lei” e, posteriormente, o Pentateuco, os cinco livros de Moisés (Bíblia de Estudo NVI Vida).
14 o teu santo sábado, lhes fizeste conhecer. Note a clara distinção da outorga da lei (v 13). O sábado não é primariamente ligado à lei, mas tem suas raízes na criação (Andrews Study Bible).
As palavras deste verso indicam que o sábado já existia antes que a lei fosse dada, o que está em harmonia com Gênesis 2:2 e 3 e Êxodo 16:23. Neemias considerava o mandamento do sábado de importância extrema, haja vista que é o único mandamento do decálogo mencionado especificamente. Declara-se que ele foi concedido por Deus aos israelitas como um benefício, na medida em que eles compartilhavam o descanso de Deus nesse dia (CBASD, vol. 3, p. 474).
Em hebraico, “sábado” e “descanso” são a mesma palavra: shabbath (Bíblia Shedd).
15 pão dos céus. É o maná descrito em Êx 16.15. Jesus Cristo também fez desse título um símbolo de Si mesmo, pois, vindo dos céus, ofereceu-se a Si mesmo como comida espiritual para todo aquele que nEle crer (Jo 6.31-35); da mesma maneira, a Rocha que dessedentara os israelitas no deserto foi mais uma revelação da Pessoa de Jesus Cristo (1Co 10.4) (Bíblia Shedd).
16-21 Ver como Deus continuou a estar com Seu povo mostra que Sua paciência é surpreendente. A despeito de nossas reiteradas falhas, orgulho e obstinação, Ele está sempre pronto a perdoar (9:17) e Seu Espírito está sempre pronto a instruir (9:20). Perceber a extensão do perdão de Deus nos ajuda a perdoar aqueles que falharam conosco, mesmo que “setenta x sete vezes”, se necessário (Mt 18:21,22) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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NEEMIAS 9 – Estudo intenso da Bíblia, e oração fervorosa baseada na mensagem divina, é o segredo à vitória espiritual. Assim, morte espiritual cede lugar ao vigor espiritual. Eis o trampolim ao “reavivamento e reforma” tão almejado.
“Ler e ouvir a Palavra, nela crendo e a ela obedecendo, sempre traz avivamento espiritual com humilhação, autojulgamento, confissão e verdadeira adoração” comenta Merril F. Unger.
No contexto do texto em análise, Gene Getz propõe os seguintes princípios:
1. Devemos ler a Bíblia, entendê-la e aplicá-la a nossa vida!
2. Devemos decidir que iremos nos dedicar a fazer um estudo sério da Bíblia.
3. Devemos aprender como estudar a Bíblia.
Observe Neemias e Esdras! Essa dupla inflamou o coração do povo com pregação e oração, não com bombástico espetáculo musical. Para que isso seja realidade em nossa era, os pregadores “devem dedicar tempo à leitura, ao estudo, a meditar e orar”, diz Ellen G. White. Ela observa que…
“A Bíblia não é estudada como deveria” outras coisas ocupam mais a mente tornando “desinteressante a leitura da Palavra de Deus”. Para ela, “a Bíblia requer pesquisa atenta, apoiada por oração. Não basta deslizar sobre a superfície […]. Quem dera, todos exercitassem tão constantemente o espírito de buscar o ouro celestial como na procura do ouro que perece [bens materiais]”.
Veja mais! “A fim de serem mestres da verdade bíblica, devem examinar as Escrituras com zelo e oração, familiarizando-se com elas”. Tem mais: “Os homens de Deus precisam ser diligentes no estudo, zelosos na aquisição de conhecimento, nunca desperdiçando uma hora… Muitos… nunca alcançarão distinção superior no púlpito ou nos negócios devido à sua instabilidade de propósito e ao desleixo dos hábitos”.
Frank Holbrook nota que os versos 7-35 são ao mesmo tempo um relato histórico e uma oração, e podem ser divididos em duas partes:
• Os versos 7-25 descrevem como Deus dirigiu a formação da nação. Aplicação: Relembrar a orientação de Deus no passado é uma medida salutar contra o egocentrismo da natureza humana.
• Os versos 26-35 focalizam os juízes, a monarquia e como Israel matou os profetas que procuraram conduzi-los de volta a Deus. O verso 32 menciona como Deus permitiu que a Assíria dominasse a nação.
Para entender muitas coisas na vida, é fundamental entender a Bíblia! – Heber Toth Armí.
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“Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos…” (v. 38).
Por causa de tudo isso, o quê? O capítulo de hoje por si só já é autoexplicativo. A Palavra de Deus não deixa margem de dúvida acerca do quanto é imprescindível o arrependimento e a confissão de pecados. O povo todo se uniu num só propósito, “com jejum e pano de saco e traziam terra sobre si” (v. 1); um quadro bem comum naquela época todas as vezes que Israel voltava-se para o SENHOR. Era uma demonstração de total submissão a Deus; um período em que os filhos de Israel abdicavam do alimento, de suas roupas e ornamentos tradicionais, separando-se de tudo e de todos que não comungassem do mesmo espírito (v. 2) e fazendo confissão de seus pecados em atitude de extrema reverência. Mas todo este ritual externo não era o mais importante, e sim o que eles permitiam ser realizado em seus corações. Não era um culto meramente emocional, mas, acima de tudo, racional (Vide Romanos 12:1). Notem que era constante a presença do Espírito Santo “para os ensinar” (v. 20), e quando o Espírito se faz presente, promove convicção e firme fundamento sobre aquilo que os faz saber.
Este é um capítulo fantástico e um de meus preferidos nas Escrituras. Há praticamente uma retrospectiva de Israel, um resumo que nos deixa evidente o cuidado e a multidão das misericórdias de Deus (v. 19) sobre aquele povo.
Desde a criação (Gênesis 1:2), o Espírito Santo vem atuando neste mundo. Como um Instrutor, procurava abrir a mente dos filhos de Israel para uma real compreensão acerca da vontade de Deus. Advertia-os sobre o perigo de seguir caminhos diferentes daqueles traçados por Deus. Sua atuação era perceptível e quase palpável diante das maravilhas que Deus operava no meio deles. Contudo, bastava o povo alcançar uma situação confortável para que os cuidados da vida o fizesse esquecer por completo dos ensinos divinos.
A nossa geração está vivendo no que as profecias denominam de O TEMPO DO FIM. E nossa situação atual é a da última igreja do Apocalipse: Laudiceia. Leiam novamente o verso 35, e o comparem com o que diz Apocalipse 3:17: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és INFELIZ, sim, MISERÁVEL, POBRE, CEGO e NU”. Pronto, eis o nosso retrato! Estamos diferentes de Israel? Não, amados, pode-se dizer que estamos até pior do que eles. Não vemos mais o mar se abrir, nem pão cair do céu à cada manhã, nem água jorrar de uma rocha; porém podemos ver os sinais que Cristo predisse acontecendo de uma forma tão concreta quanto ver um muro derrubado sem a ação de nenhum agente humano. O convite do SENHOR nesta manhã não é que nos vistamos de pano de saco e joguemos terra na cabeça, mas que saibamos aceitar a Sua repreensão, sejamos zelosos pela Sua Palavra, nos arrependamos de nossos pecados enquanto há tempo (Apocalipse 3:19) e que abramos a porta de nossos corações para que Ele entre e promova ali uma banquete espiritual que nos conduzirá para o banquete celestial (Apocalipse 3:20). O Espírito Santo tem intercedido por nós “com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26). Que possamos permitir que Ele nos instrua no caminho em que devemos andar (Vide Isaías 30:21). Que possamos dizer a Deus: “Hoje somos Teus servos” (v. 36), para que muito em breve Ele nos torne filhos de Seu Reino. Prefira suportar “grande angústia” (v. 37) aos pés de Cristo, a estar “na muita abundância” (v. 35) longe dEle! Não queira ser Laudiceia, mas que Jesus o encontre fazendo parte dos “restantes de Sua descendência” (Apocalipse 12:17).
Bom dia, remanescente de Cristo!
Desafio do dia: Releia o capítulo de hoje em um lugar reservado e livre de interrupções e peça que o Espírito Santo lhe fale poderosamente. Você perceberá o quanto Ele tem prazer em falar com você.
Rosana Garcia Barros