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NÚMEROS 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
Quanto vale teu tempo? A avaliação depende de como você vive. “Se você está tão ocupado que não tem tempo para estar em comunhão com Deus, saiba que estás mais ocupado do que Deus deseja” (D. L. Moody). Então, valorize-se; pare um pouquinho e reflita…
Este pequeno capítulo oferece-nos grandes verdades…
1. Revolta e rebelião contra Deus e Seus líderes alcança um resultado “terrível de miséria e morte” (Paul R. House). Durante os 40 anos que o povo passaria no deserto como consequência de seu pecado, 40 pessoas morreriam em média por dia.
2. Com objetivo de conscientizar pecadores com relação ao caminho da vida, Deus providenciou um meio de purificação do pecado. O pecado tem o antídoto da vida, e Deus tem o antídoto da morte; para viver, é preciso confiar nEle.
3. O ritual da morte da novilha vermelha, a utilização de suas cinzas com água e o aspergir sangue sete vezes quando morresse alguém, tornou-se obsoleto, foi necessário para o povo durante seu jornadear no deserto. Contudo, precisamos considerar suas aplicações espirituais: Purificar-nos do pecado que nos mata!
Celular sem bateria não tem utilidade, assim como o ser humano sem Deus está desligado da fonte da vida. Jesus é o condutor que religa-nos a Deus quando estamos separados/desligados pelo pecado. Ele é o Salvador – nossa única esperança diante da lambança que causamos com nossos atos.
O simbolismo da novilha:
• Sua cor avermelhada: Reconhecimento de nossa condição pecaminosa que leva-nos à morte (vs. 1-2; Isaías 1:18).
• Suas características: Perfeita, sem ter sido coagida ao trabalho pesado; apontava para Jesus que nunca pecou, mas submeteu-se voluntariamente à morte por nossos pecados (v. 2);
• Seu sacrifício: Fora do acampamento, como Cristo morreu fora da cidade de Jerusalém (v. 3; Hebreus 13:12);
• Seu sangue: Aspergido sete vezes em direção ao tabernáculo pelo sacerdote vestido de vestes brancas e puras; apontava para a ministração de Cristo no Céu pelos pecadores após Sua morte no Calvário (v. 4);
• Suas cinzas: Utilizadas com água para purificar os impuros por lidaram com a morte de entes queridos. Jesus nos purifica do pecado dando-nos acesso à vida (vs. 5-22).
Conecte-se a Cristo, purifica-te do pecado; assim terás tua bateria da vida recarregada!
Jesus morreu para dar-nos vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado” (v.9).
Diferente dos demais rituais, o da água purificadora era derivado do sacrifício de um animal específico: “uma novilha vermelha” (v.2). Como todos os demais, incluía procedimentos específicos para serem realizados e tinha um objetivo específico: purificar. Em alguns casos, o homem tornava-se imundo e necessitava de uma cerimônia que pudesse purificá-lo. No primeiro capítulo das Escrituras, está escrito: “e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). E em seu último capítulo, Jesus nos oferece a água: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ou seja, a água é símbolo da criação e também da redenção.
Em sua jornada pelo deserto, por duas vezes, Israel recebeu por fonte de água uma rocha. No livro do profeta Isaías encontramos a seguinte palavra do Senhor: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). O salmista escreveu e o apóstolo Pedro ratificou: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Sl.118:22; 1Pe.2:7). Cristo é a Fonte da água viva, o Doador da pureza, a Rocha da salvação. Na gênese da Terra, o Seu Espírito estava por sobre as águas (Gn.1:2); no início de Seu ministério terrestre, Ele foi batizado nas águas (Mt.3:16); certa feita, foi encontrar Seus discípulos andando por sobre as águas (Mt.14:25); foi com água que lavou os pés dos discípulos ensinando-lhes a preciosa lição da humildade (Jo.13:5); Seu último pedido à humanidade foi por água (Jo.19:28); Seu último chamado ao homem consiste em uma oferta de água (Ap.22:17).
Creio que o encontro de Jesus com a mulher samaritana seja o episódio mais conhecido e mais esclarecedor acerca do simbolismo da água. Considerada uma mulher imunda e desprezada por sua condição de vida, aquela mulher teve o sublime privilégio de experimentar a água purificadora direto da Fonte. Através daquele episódio, Cristo deixou claro que ninguém é tão imundo que não possa ser limpo. Pecado algum é tão grande que não possa ser perdoado. Hoje não há mais aquela cerimônia da água purificadora. Na verdade, há uma real oportunidade de cura e de restauração através de Cristo Jesus. Aquele ritual apontava para Cristo e Sua missão de resgate: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).
A suprema Fonte deseja nos tornar Suas fontes intermediárias no mundo. Aquela mulher junto ao poço não só bebeu da rica Fonte, mas, compreendendo a mensagem, tornou-se uma fonte a jorrar para a vida eterna na vida de seus compatriotas, inclusive aqueles que dantes a perseguiam e rejeitavam. Assim como Cristo aproximou-se dela sem levar em conta os seus muitos pecados, imediatamente ela decidiu fazer o bem sem olhar a quem. A morte do Unigênito de Deus deu ao mundo o livre acesso à água purificadora. Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus necessitam ser lavados por Ele.
Instituído na nova aliança, o batismo por imersão representa a linda decisão do pecador em ter a sua vida renovada e o primeiro passo na direção do Reino dos Céus. Jesus mesmo afirmou: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo.3:5). O batismo não é segurança de salvação, mas é o meio que Deus usa para criar o primeiro vínculo do pecador com a pureza de Cristo. Não há poder algum na água, mas Naquele que se faz presente por sobre as águas. O Espírito Santo pairava por sobre as águas na criação, pairou sobre Jesus em Seu batismo e paira sobre as águas do batismo de cada pessoa que decide dar este passo de fé.
Se você ainda não se decidiu pelo batismo, continue estudando a Bíblia, ore ao Senhor e Ele certamente lhe guiará para a melhor decisão de sua vida. A água purificadora lhe espera. Se você tem a oportunidade de tomar uma decisão hoje, “não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Aceite o chamado de Deus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2:38).
Bom dia, purificados pela Água da Vida!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números19 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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634 palavras
1-22 Este trecho descreve o rito da purificação de todo aquele que tocar em coisa imunda, animal ou homem morto (Bíblia Shedd).
Os vs. 1-10 destacam o ritual para produzir um suprimento da substância purificante: cinzas de uma novilha. Os vs. 11-22 explicam como usar as cinzas para purificação da impureza de um cadáver (Andrews Study Bible).
2 novilha vermelha. Simbolicamente, a cor vermelha sugere sangue, instrumento de purificação, e também fogo (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
A novilha vermelha tipifica Jesus Cristo, segundo a interpretação notável em Hb 9.13-15. Assim como a novilha era sacrificada fora da porta da cidade, para com seu sangue purificar os fiéis, assim foi com Cristo (1 Jo 1.7-9; Hb 13.12-13; 9.11-14) (Bíblia Shedd).
Uma novilha era uma vaca jovem que nunca havia tido bezerro. […] A novilha deveria ser avermelhada e deveria ser queimada com tecido vermelho e madeira de cedro, também avermelhada (v. 6). As cinzas seriam como sangue desidratado, que combinado com água produziria ‘água de purificação’, que deveria ser aspergida (vs. 17-20) (Andrews Study Bible).
não tenha ainda levado jugo. Uma vez que era escolhido para um propósito especial, esse animal não deveria ter sido usado para o trabalho doméstico comum (ver Dt 21:3; 1Sm 6:7) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
3 Eleazar. Já que o sacrifício da novilha era uma questão importantíssima, nenhum sacerdote comum deveria realizá-lo. Eleazar era o segundo na hierarquia, atrás somente de Arão, a quem um dia substituiria no ofício. Não era bom que Arão, o sumo sacerdote, se contaminasse, ficando temporariamente inapto para exercer os deveres sagrados (v. 7) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
4 aspergirá para a frente da tenda da congregação. Aspergir na direção do santuário fazia deste ritual um sacrifício, consagrado a Deus (Andrews Study Bible).
sete vezes. O número da perfeição (ver Lv 4:17); portanto, denota simbolicamente a perfeição da expiação (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
9 A cinza da novilha, com água, purificava os que pecavam, não à semelhança de Corá, mas dos que se arrependiam por alguma contaminação. Nosso meio de purificação é a confissão diante de Cristo (1 Jo 1.9) (Bíblia Shedd).
6 Cedro, hissopo e estofo carmesim. Jogados sobre a novilha ainda em chamas, misturavam-se com as cinzas do cadáver para formar ingredientes da purificação. […] Nos três elementos havia uma referência típica ao derramamento do sangue de Cristo (ver Hb 9:13,14) [Cedro e hissopo: propriedades medicinais; cedro: símbolo de fragrância e ausência de corrupção; hissopo: símbolo de purificação; estofo carmesim: cor da novilha, representava o pecado (Is 1:18) e o sangue]; (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
11 cadáver. Contaminação por cadáver era a máxima impureza ritual, refletindo o estado humano de mortalidade que resulta do pecado (Gên. 3; Rom. 5:12; 6:23) (Andrews Study Bible).
13 contamina o tabernáculo do Senhor. A negligência intencional de se purificar desta severa impureza causaria automática profanação do santuário, que poderia ocorrer á distância, sem que a pessoa adentrasse o recinto sagrado (ver tb. v. 20; Lev. 20:3). Em caso de pecado tão grave, o ofensor era “cortado”. Esta punição, administrada pessoalmente por Deus, significa que a pessoa seria cortada de sua linhagem. Poderia significar que a linha de descendentes do ofensor morreria, de forma que a pessoa não seria nem mesmo lembrada na história porque não haveria ninguém que prosseguisse com seu nome. O fato de que o castigo continuaria após a morte explica porque alguém poderia ser apedrejado até a morte e “cortado” (Lev. 20:2-3). O Messias sofreu a “segunda morte” ao ser “cortado” (Dan. 9:26). Mas porque Ele era inocente e levou sobre Si o pecado de outros, Ele retornou da morte da qual não há retorno e viu os Seus descendentes (“semente”, “posteridade”, Is. 53:10) (Andrews Study Bible).
16 ou numa sepultura. Daí o costume de caiar o exterior das sepulturas, para torná-las visíveis (ver Mt 23:27; Lc 11:44) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
17 Água corrente. Literalmente, “água de vidas”, ou água viva (ver Lv 14:5; Jo 4:10) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
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Você pode perguntar: são tantos os textos/vídeos sobre o capítulo que estou lendo, a qual devo dar minha atenção primeiro?
O importante é que primeiramente você ouça a voz de Deus através de Sua Palavra. O que ela falou a você, não a outras pessoas.
Nosso conselho é um método que tem funcionado para muitas pessoas consagradas:
- Primeiro, faça uma breve oração pedindo que o Espírito o conduza no estudo do capítulo do dia e, então, leia-o com vagar. Se você sentir que Deus lhe tocou de modo especial através de um (ou mais) versículo(s) em especial, pare e medite sobre ele(s) e sobre suas consequências para a sua vida.
- Agora que Deus chamou e tem sua atenção, abra o seu coração a Ele numa oração, como a um amigo, pedindo para que Ele ajude você a aplicar o texto à sua vida.
- Você pode, então, acabar de ler o texto, parando quantas vezes necessário.
- Só aí, então, passe a ler o que o Espírito Santo falou a pessoas que escutaram a Sua voz e que o ajudam a entender melhor o contexto, mensagem e aplicação do texto bíblico. Além dos excelentes materiais divulgados neste blog (Comentários Associação Geral da IASD, Pr Heber, Rosana Barros, os Selecionados, vídeos Pr. Adolfo e Ronaldo), você tem, por exemplo, nestes 30 dias de Enriquecimento Espiritual que seguem os 10 Dias de Oração, o guia de estudo da Revista Primeiro Deus (a partir da p. 40), entre outros.
Esta prática não precisa ser rígida e pode não ser fácil no começo, mas aprender a escutar a voz de Deus faz toda a diferença na vida espiritual.
O que você acha?
Equipe Reavivados
#RPSP #PrimeiroDeus
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/numeros/nm-capitulo-18/
Uma das bênçãos que Deus dá a todos nós é o privilégio de generosidade. Seu plano para apoiar os levitas através dos dízimos permitiu que dessa forma o Senhor abençoasse toda a nação de Israel. Mesmo os levitas não estavam isentos de devolver o dízimo de sua renda para os sacerdotes.
Outra lição que encontramos neste capítulo é que nós não podemos selecionar nossas doações para Deus – devemos dar-Lhe o melhor que temos. Até o nosso tempo com Ele não deve se compor dos momentos que sobram após termos feito as muitas coisas que devemos fazer a cada dia. Deveria ser a melhor parte do nosso dia. Mas o que dizer das outras coisas que devemos fazer? Em Mateus 6:33 Jesus diz: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus”, isto é, o seu relacionamento com Ele, “e todas essas outras coisas lhes serão acrescentadas” (NVI).
O mesmo princípio se aplica ao nosso dinheiro. Seus seguidores têm visto que se Deus é colocado em primeiro lugar, os recursos restantes duram mais. Mas se cuidamos de outras obrigações em primeiro lugar, não é provável que sobre muito para Deus.
John Beckett
Professor of Computing
Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/18
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Deus escolhe, chama, capacita e defende àqueles que servem em funções espirituais especificadas por Ele. Deus também orienta, explica e delimita o que cada um deve fazer na função indicada por Ele.
Se cada um executasse bem a sua parte, com responsabilidade e maturidade, dependendo dAquele que chama e capacita, o resultado seria esplêndido! Caso contrário, a igreja torna-se uma calamidade! O povo de Deus experimenta o fracasso e, a espiritualidade despenca num retrocesso!
Portanto, ninguém deve submeter-se a desejos, sentimentos, anseios e imaginação pervertidos pelos pecados. Devemos elevar nossa visão de tudo mediante o meditar nos sublimes princípios revelados pelo Deus soberano:
1. No serviço espiritual é fundamental respeitar limites e funções estipuladas por Deus a cada pessoa (vs. 1-4);
2. Na obra de Deus cada um tem sua própria responsabilidade, na qual não cabe nenhuma irresponsabilidade. É irresponsabilidade ignorar a própria responsabilidade ou intrometer-se na responsabilidade alheia (vs. 5-7);
3. Na obra ministerial existem regras: Tudo deve ser realizado conforme orientado por Deus, com reverência e santidade (vs. 8-12);
4. Na liderança espiritual Deus cuida, sustenta e provê recursos para Seus servos; conquanto, estes devem prezar pela pureza familiar (vs. 11-13);
5. Na administração dos recursos divinos, dinheiro tem seu lugar; consequentemente, deve ser utilizado conforme a designação divina (vs. 14-19);
6. No cargo de liderança espiritual, nada deve ocupar tempo do ministro a não ser Deus, Sua vontade e Sua obra. Levitas não possuiriam terras, pois exigiriam tempo deles no cultivo e na colheita; eles, porém, teriam o que comer (vs. 20-24);
7. No ofício eclesiástico há salário, é o dízimo estipulado diretamente por Deus aos que trabalham pela salvação dos pecadores. Dízimo é 10% dos recursos. Quem recebe do dízimo também precisa ser dizimista, demonstrando fidelidade plena ao Senhor (vs. 25-32).
Imaginação enferma gera espiritualidade doentia. Imaginação doentia obstrui a compreensão destas preciosas lições. Purifique tua mente para entendê-las corretamente. Destrua a espiritualidade inválida!
Jesus quer cada membro da igreja sendo luz e sal neste mundo depravado. Portanto, cada um deve entender que no cristianismo participamos do sacerdócio de todos os santos (I Pedro 2:9-10).
Cada um deve fazer sua parte no corpo de Cristo, assim como cada órgão de nosso corpo executa sua função!
Reflita… Aplique… Compartilhe! – Heber Toth Armí.
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“Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (v.20).
Confirmado o sacerdócio de Arão e sua descendência, o Senhor cuidou de confirmar os seus direitos e deveres no santo ofício. Como representantes do povo diante de Deus, Arão e seus filhos carregavam sobre si o peso da responsabilidade quanto às suas iniquidades. Também necessitavam de mediação e deveriam ser exemplo perante Israel, através de uma vida de santa consagração e serviço. Seus “irmãos, os levitas” (v.6), também foram separados pelo Senhor para servirem na tenda da congregação segundo as orientações e limites estabelecidos por Ele.
A parte devida aos sacerdotes como uma espécie de salário por seu serviço consistia nas ofertas e nas “coisas consagradas dos filhos de Israel” (v.8). Tudo seria dado a eles, fora o que deveria ser consumido no fogo do altar. Também lhes cabia tomar para si “o melhor do azeite” (v.12), as primícias da terra e o valor dado pelo resgate dos primogênitos. Deus reservara para os sacerdotes praticamente tudo o que Israel levava ao santuário. Apesar de terem sido destituídos de possuir terras, o Senhor lhes proveu porção de valor inestimável, ao declarar: “Eu sou a tua porção e a tua herança” (v.20). Já os dízimos, ou seja, a décima parte das rendas do povo, eram revertidas aos levitas, que também não teriam parte na “herança no meio dos filhos de Israel” (v.23).
O santo ofício sacerdotal era uma figura do sacerdócio de Cristo, que levou sobre Si as nossas iniquidades e nos proveu um sacrifício aceitável a Deus para a nossa redenção. Os sacerdotes de Israel eram apenas uma representação do que Cristo fez e faz pela humanidade caída. Ele comprou para nós o direito de assistirmos diante de Deus sem precisarmos mais de mediadores humanos, pois que há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Em Seu ministério terrestre, Jesus cumpriu fielmente a obra que o Pai Lhe designara, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). E em Seu ministério celeste oficia hoje diante do Pai como o nosso Sumo Sacerdote, intercedendo em nosso favor até que sejam selados todos os servos de Deus (Ap.7:3).
Há uma exortação divina dada ao homem em cada porção das Escrituras de que a nossa única segurança está em seguir os passos de Jesus. Todo o serviço do santuário apontava para Cristo, Sua vida e obras. E Sua perfeita obediência adquiriu para nós o participarmos com Ele de Sua vitória. Incapazes de cumprir a Lei sem o dano de nossos pecados, somente por Cristo e Sua justiça perfeita podemos ser coparticipantes de Sua natureza. Se não fizermos de Cristo Jesus a nossa porção aqui, não teremos parte alguma na herança futura.
Como “sacerdócio real” de Deus dos últimos dias (1Pe.2:9), cumpre-nos viver aqui de modo digno ao nosso chamado; como quem não espera recompensas nesta Terra, mas o galardão eterno que Cristo nos comprou. Enquanto aqui estivermos, depositemos diante do altar do Senhor as primícias de tudo o que temos e somos, e que, pela fé, aceitemos o resgate que foi pago em nosso favor. Se Deus for a nossa porção, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Seja Deus a tua porção e terás lugar na herança que Jesus nos garantiu.
Feliz semana, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números18 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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