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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-22/
Nos primeiros 15 versos há uma continuação das leis relacionadas à propriedade pessoal. Essas leis são um detalhamento do oitavo mandamento “Não roubarás.” Deus deu aos filhos de Israel exemplos de casos específicos de modo que eles compreendessem plenamente o alcance da lei. Israel vivia sob uma teocracia. Neste contexto sacrificar a outros deuses significava alta traição e o equivalente a declarar nova nacionalidade.
Este capítulo também oferece atenção especial e proteção a estranhos, viúvas e filhos órfãos. Deus quis assegurar a seu povo que o indigente entre eles deveria receber atenção. Em uma recente descoberta em Khirbet Qeiyafa – Israel, uma inscrição foi encontrada em 2008, sendo o mais antigo texto em hebraico já descoberto. Estudiosos acreditam que pode ter sido uma instrução para que se cuidasse das viúvas e órfãos. Se esta interpretação é correta, é um bom exemplo dessa crença na história de Israel.
Isto levanta questões importantes sobre o nosso atendimento aos necessitados e nossa lealdade. Aqueles que seguem a Deus como sua autoridade suprema cuidarão dos pobres e dos menos afortunados.
Michael Hasel
Departamento de Arqueologia
Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/22
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):
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Deus formou a cultura da recém-formada nação israelita objetivando reformar a cultura do mundo inteiro. A cultura israelita sobressaiu à cultura das nações porque estava baseada na revelação divina, daí vem sua superioridade até sobre o conhecido Código de Hamurabi (conjunto de Leis escritas na antiga Mesopotâmia).
Este capítulo pode ser assim divido conforme Warren W. Wiersbe. Leis acerca…
1. …de roubo de animais: Roubar animal era considerado ato terrível, mas matar ou vender algo que não lhe pertencia significava roubar os direitos dos outros (vs. 1-4);
2. …das plantações: É preciso respeitar o território alheio, inclusive o pasto. Se animais comessem no pasto do vizinho teria que compensar o gasto (vs. 5-6);
3. …dos bens de outros: Honestidade e integridade são elementos que mantém unida uma sociedade sadia e produtiva. A vida torna-se difícil quando uns não confiam nos outros (vs. 7-15);
4. …do estupro: A virgindade é coisa séria, roubá-la exige penas severas (vs. 16-17);
5. …da feitiçaria: Aquilo que hoje considera-se diversão inofensiva, no tempo de Moisés era corretamente considerado prática demoníaca perigosa (v. 18);
6. …da bestialidade: A perversão sexual não é aprovada por Deus (v. 19);
7. …da idolatria: Deus é radicalmente contra a idolatria (v. 20);
8. …do egoísmo: Essas leis promovem a bondade aos forasteiros, estrangeiros, viúvas e órfãos (vs. 21-27);
9. …do desacato à autoridade: Deve-se respeitar as pessoas e os cargos que elas ocupam (v. 28);
10. …da demora em obedecer a Deus: Não se deve reter o que pertence a Deus nem demorar em devolver o que é dEle (vs. 29-30);
11. …de carne impura: A razão por trás dessa lei é tanto religiosa quanto higiênica; animais abatidos incorretamente continha sangue e sua ingestão é proibida. Animais encontrados mortos também não se devem comer, sua carne pode estar estragada e propaga doenças (v. 31).
O plano de Deus era elevar os ex-escravos do Egito a um patamar acima de qualquer cultura do mundo a fim de atrair o mundo. O Legislador tinha boas intensões, pena que os israelitas não estavam tão dispostos quanto Deus de ver o sucesso que aquelas orientações trariam.
Hoje não é diferente: Deus tem propósitos elevadíssimos para nós; contudo, preferimos chafurdar na lama do pecado.
Arrependamo-nos e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“… Será, pois, que, quando clamar a Mim, Eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (v.27).
Leis civis e religiosas também foram estabelecidas por Deus a fim de manter a ordem no meio do Seu povo. Como Legislador e Rei de Israel, o Senhor imprimiu em cada lei a Sua justiça. As leis sobre a propriedade revelam o zelo de Deus não somente para com a vítima, mas também para com o acusado. Ninguém poderia ser considerado culpado caso os juízes do povo não conseguissem comprovar o ato criminoso. O Senhor nunca coloca coisas acima de pessoas. Até no cuidado acerca dos pertences de Seus filhos Ele atentou primeiramente para a reputação e vida das pessoas, só então, comprovado o ato criminoso, exigia a devida restituição de valores ou bens.
Os estatutos, decretos e leis de Deus não impõem ordens absurdas ou hostis. Neles encontramos o Seu desejo em que o Seu povo se mantenha no contexto de uma sociedade organizada e decente. Apesar de serem leis que foram criadas especificamente para o antigo Israel, podemos extrair algumas aplicações de grande relevância para os nossos dias. Inquestionavelmente, Deus preza pela honestidade nos negócios e detesta o roubo e a corrupção. O verdadeiro cristão deve ser zeloso quanto à administração dos seus bens e jamais deve manter relações ilícitas ou duvidosas. Todo aquele que tem o Senhor como Sócio Majoritário percebe que o maior lucro é uma vida ilibada e uma reputação de confiança. Louvamos e honramos a Deus quando somos transparentes em nossos negócios.
Outras leis mais específicas são citadas neste capítulo e expressam de forma implícita alguns princípios bíblicos: a pureza sexual e espiritual, a caridade e a consagração do homem a Deus. O casamento entre um homem e uma mulher foi instituído no Éden como o propósito do Criador para a humanidade; e o sexo foi criado para ser uma bênção dentro deste contexto. A igreja de Deus é representada por uma mulher virgem, mas também por uma mulher casada (Ef.5:24) que mantém a pureza no casamento. O Espírito Santo não pode habitar em lugar imundo, contaminado por paixões infames. A idolatria muitas vezes é comparada ao adultério ou ao sexo ilícito, justamente pelo contexto de impureza e desprezo pelo que é santo.
Considero a caridade como sendo o antídoto de Deus contra o egoísmo e a fórmula do Céu para o conhecimento de Deus. O amor é a única coisa que quanto mais ofertamos, mais aumenta. O amor genuíno quebra todas as regras da lei da oferta e da procura; porque o amor gerado pelo Espírito Santo é fruto gracioso que não se barganha e nem se corrompe. O verdadeiro amor é o que alimenta, veste e doa sem pretensões pessoais. O verdadeiro amor não se resume ao interpessoal; ele é tão extensivo quanto os limites da Terra. O verdadeiro amor não se exibe, ele é naturalmente notado. O verdadeiro amor nunca leva a assinatura humana, mas concede ao homem o privilégio de viver na Terra a atmosfera do Céu.
O Senhor nos chamou para sermos “homens [e mulheres] consagrados” (v.31) a Ele. Ser um discípulo de Jesus em um mundo predominantemente mau e egoísta é desafiador. Ser honesto apesar da desonestidade de outros, ser puro diante da corrupção que nos cerca e amar apesar da dureza de coração da maioria é como nadar contra a correnteza. É extremamente exaustivo e, por vezes, pensamos ser impossível, mas o Senhor nunca abandona um filho que persevera. Ele prometeu: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Se aqui formos reconhecidos como discípulos de Cristo (Jo.13:35), muito em breve, Cristo nos reconhecerá como filhos do Reino do Seu amor (Mt.25:34). Confesse a sua incapacidade diante do Senhor e Ele te ouvirá, porque é Deus misericordioso (v.27).
Feliz semana, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo22 #RPSP
Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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241 palavras
1-31 Um padrão alternado de leis rituais e de justiça social enfatizam a importância da comunidade e as relações da comunidade com o Senhor. Nenhum destes aspectos pode ser apropriadamente entendido se considerado em separado, o que destaca a natureza holística [como um todo] da religião bíblica (Andrews Study Bible).
3 será vendido. Outros sistemas legais antigos (p. ex., o Código de Hamurabi) estabelecem a execução de um ladrão que não pode pagar, e multas muito mais pesadas (Andrews Study Bible).
7-15 Estas leis lidam com casos complicados que envolvem três partes: o que toma emprestado, o proprietário e o ladrão (Andrews Study Bible).
10-11 O foco aqui é manter e restauras os relacionamentos abalados por perdas patrimoniais (Andrews Study Bible).
16-17 A sedução é um tipo de roubo da reputação de uma garota e portanto está incluída entre as leis sobre o roubo (Andrews Study Bible).
20 será destruído. A lei que tratava da destruição de alguém que oferecesse sacrifício a outros deuses emprega o mesmo termo utilizado na ordem posterior para destruir os canaanitas (Deut. 7:2; 13:15; 20:17; Jos. 6:17) (Andrews Study Bible).
22-24 Deus mostra uma especial atenção para viúvas e órfãos, que representam a parte mais vulnerável da sociedade. A opressão sobre o fraco foi a característica mais marcante do Egito na Escritura. Note a divina compaixão pelo fraco pela utilização de “Eu” e “Meu” nestes versos (Andrews Study Bible).
28-31 As últimas três leis enfatizam Deus como fonte verdadeira de todo bem e da vida (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-21/
A descoberta arqueológica em 1902 de uma pedra, documentando mais de 300 leis que regiam Babilônia durante o reinado de Hamurabi, apresenta algumas semelhanças com este capítulo.
Êxodo 21:16, p. ex., assim como o código de Hamurabi, indica que o comércio de escravos era considerado uma grave ofensa, punível com a morte. Em Êxodo 21:23 um homem deveria pagar com sua própria vida por um assassinato. Contudo, a lei babilônica permitia que um homem substituísse sua filha nessa situação. Essa injustiça não era permitida na lei mosaica.
Em contraste com Êxodo 21:26, a lei babilônica considerava um ferimento causado a um escravo como se tivesse sido feito ao seu dono. Mas a lei hebraica, de maneira diferente, não considerava um servo como propriedade incondicional de seu mestre.
Em geral, as leis em Êxodo se concentram mais nos direitos dos seres humanos individuais e na santidade da vida do que as leis babilônicas. Deus desejou que a equidade e a justiça fossem exercidas entre o Seu povo. Embora muitas leis no código de Hamurabi sejam diferentes, pode haver alguma indicação de que ambas as leis tenham uma base comum. Deus desejou que justiça e justiça fossem exercidas entre o Seu povo, antigamente e hoje.
Como devemos tratar aqueles que nos rodeiam?
Michael Hasel
Departamento de Arqueologia
Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/21
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):
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É preciso descartar preconceitos a fim de entender os conceitos divinos neste capítulo.
Os pontos seguintes são baseados no comentário expositivo de Warren W. Wiersbe. O capítulo em foco apresenta…
1. Leis sobre os servos. Havia limites, comportamentos e exigências divinas que fariam do dono de escravos um patrão amoroso, dedicado e atencioso. Após seis anos, os escravos deveriam ser liberados. São apresentadas duas situações:
• Um homem que se torna escravo voluntariamente (vs. 1-7);
• Uma mulher vendida como serva (vs. 8-11).
2. Crimes capitais (vs. 12-17): Aplicações do sexto mandamento. A lei fazia distinção entre homicídio precipitado (doloso) e homicídio acidental (culposo). Sem uma força policial organizada em Israel, cada família cuidaria para que se fizesse justiça; contudo, havendo a possibilidade de injustiça movida pela raiva, a lei interferia para proteger o acusado até se provar que era culpado.
3. Filhos e pais (vs. 15, 17): Aplicações do sexto mandamento. Um filho que não respeita seus pais certamente não respeitará ninguém na sociedade – tal filho não merece viver.
4. O roubo é proibido (v. 16). Aplicação do oitavo mandamento. Se não se pode roubar propriedade alheia, roubar seres humanos feitos à imagem de Deus e vendê-los como escravos é pior.
5. Ferimentos (vs. 18-32): Os cuidados quando se feria alguém. Uma restrição à violência contra:
• Escravos (vs. 20-21);
• Mulher grávida (vs. 22-23);
• Em relação aos animais (vs. 28-32).
6. Leis de como lidar com animais feridos e mortos. Revela a preocupação de Deus pela justiça e pela preservação da vida dos animais (vs. 33-36).
Deus não combate a escravatura, Ele é contra o tratamento desumano. Antes de alguém possuir escravos, deveria possuir caráter moldado por Deus. Em meio à pobreza, pertencer a um fazendeiro, ou a alguém rico com princípios divinos regendo sua vida era melhor que morrer de fome na miséria.
Deus preza pela justiça num mundo de injustiças. Ele conhece o coração humano e sabe da necessidade de colocar limites às suas atitudes movidas pelo calor dos sentimentos. Uma cultura sem limites morais é um caos – um lugar perigoso para viver. Uma família sem regras criam filhos desregrados, perigosos para a sociedade.
Deus preocupa-Se com vítimas, fracos e inocentes; e, preza pela educação moral, regada pela bondade e justiça.
“Educa-nos, Senhor!” – Heber Toth Armí.