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“Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado por justiça” (v.6).
Quão difícil fora a peregrinação de Abrão! Tendo que lidar com povos inimigos, conflitos, a separação de seu sobrinho Ló e o risco de perder sua esposa. Afinal de contas, será que de fato valeu a pena obedecer a Deus, sair de sua terra e viver como um forasteiro em terra estranha? O que faria um homem viver desse modo não fosse a confiança no Deus que ele conhecia? Os últimos acontecimentos, porém, certamente abalaram as emoções do ancião que, diante das ameaças que o cercavam, foi consolado pela voz familiar: “Não temas, Abrão, Eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (v.1).
É certo que Abrão estava cercado de povos pagãos, mas a angústia que lhe consumia a alma estava em um berço vazio. Além da esterilidade de Sara, ambos já alcançavam idade avançada. O tempo tornou-se inimigo do idoso peregrino. Mas ao contemplar os céus e a infinidade de estrelas, algo diferente aconteceu. Sob o manto de um céu que palavra alguma pode descrever, Abrão foi convidado a vislumbrar o plano divino e compreendeu que o mesmo Deus que criara cada uma daquelas estrelas, era poderoso para suscitar-lhe descendência na velhice. E o tempo que dantes lhe roubava o sonho, se tornaria em aliado para a realização de um milagre, pois “de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar” (Hb.11:12).
Abrão “creu no Senhor” e foi justificado (v.6). Ele tanto confiou, que foi declarado justo por isso. Você consegue conceber essa ideia de justificação? Não por ter saído de sua terra, não por ter lutado bravamente, não pelos sacrifícios que ofereceu, não pelo dízimo que devolveu. Mas pelo simples motivo de ter crido, isso lhe foi atribuído por justiça. Sem dúvida alguma, a justificação pela fé é uma das doutrinas bíblicas mais difíceis de se compreender, simplesmente porque a ideia humana sobre justificação implica em explicação, esclarecimento, motivo. E, ao colocarmos na balança da vida um ser humano pecador, é difícil entender como o simples gesto de crer o torna justo diante de um Deus santo.
Fazendo distinção, contudo, entre crer de fato e apenas dizer que crê, entendemos melhor esta doutrina. Quando avançamos até o livro de Hebreus, ali encontramos o verdadeiro significado da fé: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb.11:1). Então, mais à frente, percebemos, através da trajetória de vários homens e mulheres, que a fé sempre precedia a ação. Foi pela fé que “Abraão, quando chamado, obedeceu” (Hb.11:8). Eis o verdadeiro sentido da obediência: ela é movida pela fé. É até possível ser obediente sem crer (os fariseus que o digam), mas é impossível crer e ser desobediente. Porque a obediência genuína e agradável a Deus provém de um coração completamente dependente e submisso a Ele.
Quando Deus chama Seus filhos, os chama para a liberdade. Foi assim com Abrão: “Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra” (v.7). Foi assim com Israel: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Foi com esse objetivo que Jesus veio ao mundo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36). E será com esse objetivo que Ele virá segunda vez: “O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho” (Ap.21:7). Pela fé em Cristo, todos nos tornamos filhos de Abraão e herdeiros segundo a promessa, o derradeiro “Israel de Deus” (Gl.6:16). E o conselho de Jesus ao antigo Israel ecoa aos nossos corações, hoje: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão” (Jo.8:39).
Amados, não é o mero conhecimento da Bíblia, nem tampouco uma obediência legalista o que nos libertará de nossa condição miserável. Assim como Abrão foi acometido de “grande pavor e cerradas trevas” (v.12), mas logo após, “fez o Senhor aliança com Abrão” (v.18), os filhos de Deus também têm sofrido pela inconstância de um enganoso coração. E somente o verdadeiro conhecimento poderá libertar-nos desta prisão: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:24-25). “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Portanto, meus irmãos, “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).
Feliz sábado, amigos de Deus! (Leiam Is.41:8 e Jo.15:14)
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis15 #RPSP
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730 palavras
1 veio a palavra do SENHOR. Esta frase tipicamente introduz uma revelação a um profeta (12.7, 20.7; Jr 18.1; Ez 6.1; Os 1.1) (Bíblia de Genebra).
A promessa divina é introduzida pela primeira declaração “não temas” encontrada na Escritura (26:24, 46:3; Num. 21:34; Deut. 1:21) (Andrews Study Bible).
2 mas Abrão disse. Embora o endereçamento seja respeitoso, o diálogo de Abrão com Deus sugere um relacionamento íntimo. Ele ainda está pronto a questionar Deus (Andrews Study Bible).
sem filhos. Esta expressão, no hebraico, pode significar “viver sem filhos” ou “morrer sem filhos”. Abraão estava perplexo, talvez em parte porque não ter filhos era visto como um sinal de castigo divino (Lv 20.20-21; 1Sm 1.11; Jr 22.30) (Bíblia de Genebra).
3 um servo… será o meu herdeiro. Esta prática de um casal sem filhos adotar um escravo como herdeiro é confirmada nos textos de Nuzi (cerca de 1.500 a.C.), uma coleção de mais de 4.000 tábuas de argila encontrados pertos de Kirkuk, no Iraque (Bíblia de Genebra).
6 creu… imputado para justiça. Definição clássica de fé. Mesmo apesar de Abrão não poder ver o cumprimento da promessa, ele “acreditou”. A fé é demonstrada em momentos de crise (Is. 7:9; Jon. 3:5; Sal. 78:22, 32). imputado para justiça. A terminologia sugere uma interação que vai além de um sentido relacional. Deus declarou Abrão justo não por causa de suas grandes ofertas ou sacrifícios, mas com base em sua fé (Andrews Study Bible).
Neste significativo versículo aparecem, pela primeira vez, as palavras: “creu”, “imputado” e “justiça”, que fazem parte do contexto da “fé salvadora”. Em todos os tempos, a salvação fora oferecida aos homens sob a base da fé. Os santos do AT olhavam para Cristo e eram salvos mediante Sua morte expiatória, exatamente como nós olhamos para aquela morte vicária em nosso lugar e recebemos os benefícios dela mediante a fé (cf. Rm 4.18-24) (Bíblia Shedd).
Este verso nos dá o mais antigo núcleo da doutrina da justificação pela fé e não pelas obras (Gl 3.6-14). Abraão creu na promessa do nascimento de um herdeiro dentre os mortos (Rm 4.17-21; Hb 11.11-12), e Deus imputou isto como justiça a Abraão, satisfazendo o mandato da sua aliança. A justificação de Abraão pela fé é um modelo para a nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício de Deus pelo pecado e o ato de Deus em nos imputar justiça pela fé (Rm 4.22-25) creu. Abraão é o pai de todos aqueles que creem (Rm 4.11) e todos os que creem são filhos de Abraão (Gl 3.7) (Bíblia de Genebra).
7 Eu sou o SENHOR que te tirei. Uma forma de autoidentificação de Deus depois do êxodo (Ex 20.2) (Bíblia de Genebra).
8 O nome “Senhor Deus” (em heb Adonai Jahweh) significa “dono”, indicando a submissão de Abraão como escravo de Deus. O mesmo nome (“Senhor”) é empregado pela mulher em relação ao marido, indicando a intimidade do amor e a dependência em submissão ao marido (cf 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
11 aves de rapina. Um simbolismo das nações impuras tentando destruir os descendentes de Abraão. enxotava. Abraão simbolicamente defende a sua herança prometida contra os agressores estrangeiros (Bíblia de Genebra).
12-14 Israel deverá herdar Canaã através do ato sobrenatural de Deus, redimindo-os da escravidão (Bíblia de Genebra).
13-16 quatrocentos anos…quarta geração. Descrição profética do tempo de escravidão no Egito. Aparentemente, uma geração significa 100 anos. Estes números devem ser entendidos como número arredondados (Ex. 12:40 refere-se a 430 anos). Os amorreus representavam todos os povos de Canaã (Andrews Study Bible).
15 ditosa velhice. Ver 25.8 (Bíblia de Genebra).
17 fogareiro fumegante e tocha de fogo. O ritual tem seu clímax em fumaça e fogo, que são frequentemente símbolos da presença de Deus (Ex. 12:21; 19:18; 20:18). Jer. 34:18 provê um texto paralelo ao ritual da aliança. Todo animal sacrifical possível está incluído neste significante ritual de aliança (Andrews Study Bible).
Símbolos da presença de Deus com Israel no seu caminho para a Terra Prometida (Ex 13.21, 19.18; 20.18). (Bíblia de Genebra).
passou entre os pedaços. Assim como indicado em outros textos do Oriente Próximo e em Jr 34.18, passar entre os pedaços de animais significava a punição daqueles que quebram a aliança… Deus jura por si mesmo que manteria os termos da aliança. Ver 22.16-17; Hb 6.13 (Bíblia de Genebra).
18 desde o rio o Egito ao grande rio Eufrates. Provavelmente a extensão da terra prometida a Abraão e a sua semente; compreendia desde a corrente que dividia a Filístia do Egito até o rio Eufrates. Estas foram, efetivamente, as fronteiras de Israel no tempo do rei Salomão (Bíblia Shedd).
19-21 Além das fronteiras geográficas, a terra é identificada por seus ocupantes. Ver 10.15-18 (Bíblia de Genebra).
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Prezados,
tendo em vista a boa aceitação e os pedidos que abríssemos mais oportunidades para participação no Reavivados, queremos convidar você, que gosta de escrever, a nos enviar, pelo email jquimelli@gmail.com, devocional sobre Êxodo 15.
Vocês tem até dia 05 de novembro para nos enviar o seu texto.
O melhor texto será publicado no blog mundial, em inglês e aqui, no dia 16 de dezembro.
O devocional deverá ter até 200 palavras, tem uma boa estruturação (introdução/começo, desenvolvimento/meio e conclusão/fim) e boa concatenação de ideias.
Então… mãos à obra!!!
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-14/
A escolha de Ló de se estabelecer perto das cidades de Sodoma e Gomorra o colocou em sério perigo. Quando Quedorlaomer, rei de Elão e seus aliados pagãos atacaram Sodoma, Ló foi levado cativo. Ao ouvir a trágica notícia, Abraão reuniu seus homens para libertar Ló. É notável que Abraão não culpou Ló por sua infeliz escolha de se estabelecer perto de Sodoma. Nem exibiu uma atitude de superioridade deixando Ló sofrer as consequências de suas más escolhas.
Há momentos em que o amor age de forma imprudente. O amor busca e recupera os que fazem escolhas erradas. Certamente há momentos em que as pessoas devem enfrentar o resultado de suas escolhas, mas também há momentos em que o amor deve agir, apesar das escolhas dos outros.
É digno de nota que quando Abraão retornou da peleja, ele deu um dízimo dos despojos a Melquisedeque, o “sacerdote do Deus Altíssimo” (v. 18 NVI). Ao devolver fielmente o dízimo, Abraão reconheceu as bênçãos de Deus sobre sua vida.
Há um outro notável ato de Abraão neste capítulo que não devemos perder: ele se recusou a tomar para si mesmo dos despojos, mesmo “uma correia de sandália” que fosse (v. 23). Ele deu tudo que foi capturado pelos seus homens ao rei de Sodoma. Corações altruístas e espírito de doação abrem caminho para que as bênçãos do armazém celeste fluam sobre nós.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=264
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça este comentário em áudio:
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GÊNESIS 14 – O calmo e tranquilo Abrão envolveu-se em guerra e tornou-se importante vencedor. A vida humana não é pacífica. Ambição, injustiças, corrupção e opressão motivam pessoas de fé a arregaçarem as mangas e lutar pelos seus familiares.
Com pessoas orgulhosas e egoístas, a sociedade tomada pelo pecado sempre foi marcada por desafios e guerras:
• O rei de Elão evidencia que pessoas se envolvem em guerras bem distantes de suas terras; e, potências da Mesopotânia guerream contra reinos e os controlam por vários anos, mostrando que os seres humanos buscam poder oprimindo a outros (vs. 1-4);
• Quedorlaomer e mais três aliados invadiram e conquistaram mais seis grupos: Refains, zuzins, emins, horeus e toda a região dos amalequitas e amorreus – indicando a sobrevivência dos mais fortes (vs. 5-7);
• Numa revolta, os cinco reis subjugados se uniram para enfrentar Quedorlaomer com mais três reis. Os opressores continuaram invictos e, os reis de Sodoma e Gomorra fugiram desesperados (vs. 8-10).
• Sodoma e Gomorra ficaram sem proteção, então Quedorlaomer saquearam estas cidades, levaram todo o alimento e todas as ferramentas, e também Ló com tudo o que possuía (vs. 11-12).
Ao ser informado, Abrão saiu e venceu aqueles que até então eram invictos (vs. 13-17). “Com apenas 318 homens, Abrão conseguiu afugentar um exército que havia derrotado cinco reis e seus exércitos! Sua vitória reflete a escolha sábia de pessoas para executar a tarefa, bom planejamento e, é claro, a mão do Senhor que os capacitou. Lembra-nos que um líder não precisa estar cercado por multidões para ser bem-sucedido. Uma boa equipe e uma estratégia criteriosa são as chaves para o sucesso. Esse princípio se aplica para todas as instituições, inclusive aos governos. Não é o número de assessores ou ministros que importa, mas sim quem eles são e quão sabiamente planejam” (Bernabe Assohoto e Samuel Ngewa).
Quando Deus está a frente de nossas realizações…
1. Pessoas abençoadas com nossas ações ficam agradecidas, como o rei de Sodoma (vs. 17, 21-24).
2. Reis aparecem de longe para abençoar aquele que testemunhou de Deus, exemplificado por Melquisedeque. Abrão rejeita bens materiais do rei de Sodoma e dá o dízimo de todo seu patrimônio a Melquisedeque (vs. 18-20).
Cuidemos de nossos familiares e testemunhemos mais de Deus! Consagremo-nos para vencer! – Heber Toth Armí.
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“Abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra” (v.19).
Este é o primeiro registro na Bíblia de guerras entre nações. Segundo o relato, havia uma espécie de acordo entre reinos. A partir do momento em que a parte mais fraca desta relação entre povos não suportou mais os danos sofridos, se rebelou e iniciou um conflito que resultaria na vitória do lado opressor e na captura de Ló, sobrinho de Abrão, bem como de “todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento” (v.11). Quando Abrão tomou conhecimento do ocorrido, prontamente reuniu seus homens e alguns da parte de Manre, Escol e Aner, “os quais eram aliados de Abrão” (v.13).
Abrão não era um guerreiro, mas não hesitou em lutar em prol de resgatar o seu amado sobrinho. Em nome de Deus, marchou em direção a um exército bem maior e bem mais preparado, contudo, sua coragem e determinação provinham de sua fé nAquele que jamais perdeu uma só batalha, o Senhor dos Exércitos. Abrão retornou não somente com a vitória de um conflito terrestre, mas, seu encontro com Melquisedeque prefigurou a vitória do grande conflito cósmico. Além de rei, Melquisedeque também era “sacerdote do Deus Altíssimo” (v.18). Apesar de sua origem ser desconhecida, e o sacerdócio levítico só surgiria muito tempo depois pela descendência de Abrão, Melquisedeque prefigurou o sacerdócio de Cristo, que não foi “segundo a ordem de Arão”, e sim “segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.7:11 e 17). Ou seja, um sacerdócio superior e, portanto, originador de uma nova aliança.
Até então, a Bíblia também não havia feito referência à devolução do dízimo. A atitude de Abrão em devolver o dízimo de tudo (v.20) revela que este era um princípio que o Senhor já havia estabelecido. Não era uma barganha pela vitória obtida, mas o reconhecimento de que tudo quanto possuía e tudo quanto conquistara eram bênçãos concedidas por Deus. A devolução dos dízimos e das ofertas quando não compreendida como parte da verdadeira adoração, quando não se trata do fruto de um coração submisso e grato a Deus, torna-se tão vil quanto a oferta do rei de Sodoma, e, como Abrão, a mesma resposta é dada do Céu: “nada quero para mim” (v.24). Amados, Deus não precisa do nosso dinheiro. Ele é o Dono do ouro e da prata (Ag.2:8). O maior beneficiado no sistema de devolução dos dízimos e das ofertas sou eu e é você. Pois se “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm.6:10), a mordomia cristã através dos tesouros que o Senhor nos dá é uma forma de nos proteger do egoísmo e da avareza.
Dentro em breve, o Rei da Paz virá buscar os Seus verdadeiros adoradores, todo aquele que depositou o coração diariamente nos tesouros do Céu. Ele virá buscar o Seu exército que não temeu marchar em defesa da verdade e por amor a seus semelhantes. Como o exército de Abrão, e como nos dias de Noé, será um pequeno povo contra os reis desta terra. Mas, sob a bênção do nosso Sumo Sacerdote, e sob a bandeira ensanguentada do Cordeiro de Deus, marcharemos como exército triunfante rumo à Terra Prometida.
Bom dia, exército militante do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis14 #RPSP
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731 palavras
1-24 Abraão demonstrou uma fé obediente, numa guerra arriscada, para libertar seu sobrinho Ló. Sua vitória é surpreendente, já que esta confederação de saqueadores, composta por cinco reis, havia acabado de conquistar muitos cananeus e uma confederação de cinco reis da região do mar Morto (Bíblia de Genebra).
1 Anrafel… Arioque… Quedorlaomer… Tidal. Os nomes dos quatro reis que aterrorizaram as cidades-estado do vale do Jordão sugere uma união etnicamente mista, incluindo grupos elamitas, amoritas, horeus e hititas (Andrews Study Bible).
Monumentos recentemente descobertos confirmam a narrativa acerca da confederação dos reis, (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Nenhum desses reis foi identificado concretamente em fontes extrabíblicas. Um vem de Elão (parte do Irã moderno), um da Babilônia (parte do Iraque moderno) e dois, provavelmente, da região da Turquia moderna (Bíblia de Genebra).
3 Mar Salgado. Isto é, o mar Morto (Bíblia NVI).
O mar Morto cobre parte do que foi, no passado, o “vale de Sidim”, onde teria sido travada a batalha, próximo às cidades de Sodoma e Gomorra (Bíblia Shedd).
4 Serviram. Eles foram sujeitos como vassalos ao rei de Elão, com a obrigação de pagar tributo (Bíblia de Genebra).
5-11 Havia uma grande diferença entre o vale do Eufrates e Sodoma. Os pequenos reis confederados ousaram rebelar-se contra Quedorlaomer, que veio contra eles como um furacão e subiu o vale do Jordão carregado despojos e levando Ló. Não podemos gozar das doçuras do mundo sem provar também suas amarguras (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
5 refains… zuzins… emins. A menção destes gigantes derrotados enfatiza ainda mais quão impressionante foi a vitória de Abraão (Bíblia de Genebra).
12 morava em Sodoma. Note a progressiva identificação de Ló com Sodoma: acampava perto dela (13.12), morava nela e residia como um respeitado cidadão da mesma (19.1,6; cf. Sl 1.1) (Bíblia de Genebra).
13 irmãos. Ou parentes; ou, ainda aliados. Amorreu. Ás vezes, um rermo genérico para os antigod habitantes da Palestina (48.22; Dt 1.11; Js 2.10). Manre, o amorreu, um aliado de Abrão que o acompanhou em batalha, foi abençoado através de sua identificação com Abrão (v 24; 12.3) (Bíblia de Genebra).
14 seu sobrinho. No hebraico, “seu irmão”, explicando o caráter da ação de Abrão: os justos demonstram lealdade amorosa com seus irmãos (Bíblia de Genebra). Homens dos mais capazes. Homens treinados no uso de armas. Uma força de trezentos homens era um exército considerável nos tempos de Abrão (Bíblia de Genebra).
18 Salém. Isto é, Jerusalém (Bíblia NVI).
Melquisedeque. Lit. “rei de justiça”. A palavra hebraica melech significa “rei” e zedek significa “justiça” (Bíblia de Genebra).
rei de Salém… sacerdote de Deus. A apresentação de Melquisedeque não só enfatiza que ele era um rei, mas também um sacerdote.Desta forma, ele é um tipo de Cristo, que é nosso Profeta, Sacerdote e Rei (Bíblia Shedd).
19 Deus altíssimo. No hebraico, El Elyon (Bíblia de Genebra).
20 de tudo. Dos despojos. dízimo. A décima parte. A prática de se pagar o dízimo ao rei ou a um deus era comum no antigo Oriente Próximo e é anterior à lei mosaica (28.22; 27.30-33; Nm 18.21-32). O presente de Abrão a Melquisedeque… era… uma oferta que refletia o respeito de Abrão para com Melquisedeque como sacerdote do Deus verdadeiro (Bíblia de Genebra).
23 nada tomarei de tudo o que te pertence. Em contraste com seu procedimento com relação a Melquisedeque, de quem aceitou pão e vinho (v. 18) e a quem deu o dízimo (v.20) , Abraão não queria nenhuma relação com o ímprio rei de Sodoma (Bíblia de Genebra).
O momento de sucesso é sempre um momento de perigo. O rei de Sodoma traiçoeiramente propôs que repartissem os despojos! Mas como Abraão poderia depender exclusivamente dos cuidados de Deus se enchesse seus bolsos da maculada riqueza de Sodoma? Abrão tivera antes uma entrevista que o fortalecera. Melquisedeque era sacerdote e rei da tribo que habitava em Jeerusalém. (Ler Hebreus 7). Ele trouxe pão e vinho, e uma nova revelação do caráter do Deus no qual Abrão descansava sua alma. Que tinha ele a ver com Sodoma, ele que era filho de um Pai tão poderoso? (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Verifique-se o contraste nas atitudes de Abraão diante dos dois reis: o de Sodoma e o de Salém: 1) Diante do primeiro, uma demonstração de independência, enquanto, para o segundo, sua atitude é de dependência (cf Hb 7.4-10); 2) Diante do rei de Sodoma, um comportamento de igual para igual, enquanto, diante de Melquisedeque, a admissão de inferioridade; 3) Para com o rei de Sodoma, dignidade; para como rei de Salém, humildade (Bíblia Shedd).
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