Reavivados por Sua Palavra


OSEIAS 10, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria


“O seu coração é falso; por isso, serão culpados…” (v.2).


Após a divisão de Israel entre Reino do Norte e Reino do Sul, Jeroboão, temendo que o povo fosse adorar em Jerusalém e se agregasse a Roboão, mandou fazer dois bezerros de ouro “e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs 12:28). E o que o povo fez? Aceitou a oferta e, rapidamente, afastou-se do Senhor para adorar aquelas imagens.

O registro deste capítulo relembra aquele episódio como uma segunda descrição da situação espiritual de Israel. Além de comparar com a trágica época que vimos ontem, o profeta acrescenta a degradação do povo por intermédio da idolatria. Por todo o domínio do reino, havia malícia, falsidade e perversidade. Israel havia perdido toda a noção de santificação e arrojou-se em semear o mal.

Outra forma muito comum para comunicar na Bíblia alguma mensagem é uso de termos agrícolas. Aqui, o profeta apresenta um contraste entre o método de Deus e o método do homem:

  • Método de Deus: semear em justiça, colher com misericórdia e preparar o campo para uma nova semeadura, buscando ao Senhor, aguardando a Sua vinda e confiando em Sua justiça (v.12);
  • Método do homem: arar a malícia, colher a perversidade, comer “o fruto da mentira“, depositando a sua confiança nele mesmo, em coisas e em pessoas (v.13).

Qual dos dois métodos tem sido real em nossa vida? Precisamos ter em mente que todas estas advertências divinas não foram dadas a povos pagãos, mas à nação eleita de Deus. Como Laodiceia, Israel tornou-se soberba e considerava-se rica e abastada (v.1; Ap 3:17). O fato de ter sido uma nação escolhida por Deus com uma mensagem especial, ao invés de despertar-lhe gratidão, causou-lhe um sentimento de orgulho próprio que a levou a envolver-se com as práticas dos povos que julgava perdidos.

Idolatria (v.1), coração falso (v.2), “palavras vãs” (v.4) e pecados ocultos levaram Israel a colher a própria destruição. É ilusão pensar que o fato de pertencer à família cristã é garantia de salvação. Ser cristão não é assumir um título, mas uma cidadania. Todo aquele que entende que o seu lugar não é aqui, que não pertence a este mundo, não vive em conformidade com as práticas desta terra, mas, pela fé, caminha em direção à Pátria Celeste, buscando “ao SENHOR, até que Ele venha” (v.12).

Cristo está prestes a ceifar a terra, “visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap 14:15). E de que lado estaremos? Daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14)? Ou dos que dirão “aos montes e aos rochedos” (Ap 6:16): “Caí sobre nós!” (v.8)? O nosso lugar não é aqui, meus irmãos! Clamemos ao Senhor para que o orgulho não contamine o nosso coração, pois “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3:7). Coloquemo-nos, pois, nas mãos do grande Agricultor e Ele fará descer sobre nós a Sua chuva de justiça (v.12) e nos levará para desfrutar de Sua messe abundante e eterna.

Bom dia, semeadores do Senhor!

Jornada de oração, dia 13/21: Oremos por um coração cujo solo seja fértil.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Oseias10
#RPSP

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