Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 9, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de novembro de 2017, 0:30
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“No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão” (v. 23).


Tudo quanto examinamos neste livro, até agora, tem mostrado um caminho sobremodo excelente e que arrebata os nossos sentidos a buscar uma comunhão tal qual a de Daniel. A oração era o centro de sua vida e estando próximo o fim do período de cativeiro do povo de Deus, como predito nas Escrituras, este foi o tema predominante de suas orações. O fim dos setenta anos de exílio determinados por Deus (Jr 25:11; 29:10) representava o retorno para casa. Esta era a verdade presente e a grande esperança para o tempo de Daniel.

Mas, assim como no capítulo anterior, a continuação do capítulo nove não trazia informações acerca da libertação iminente; mostra uma profunda relação com o santuário. Falava da libertação futura e dos acontecimentos político-espirituais  que ocorreriam até esta libertação. A visão de Daniel 9 tinha como centro o santuário celestial e eventos a ele associados.

“O santuário é o principal tema da Bíblia. No Pentateuco, os cinco livros de Moisés, 45 capítulos são dedicados ao tema do santuário. Nos livros dos profetas, outros 45 capítulos também tratam deste tema. Nos demais livros da Bíblia, há cerca de 150 referências ao santuário. Crê-se que os salmos foram escritos para servirem de coletânea para os louvores do santuário. O livro do Apocalipse é estruturado no santuário. Ele possui sete divisões e cada uma delas se inicia com uma cena no Santuário Celestial” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p. 39).

As orações de Daniel comoveram o coração de Deus, a ponto de suas primeiras palavras já serem o suficiente para fazer descer do céu o anjo mais poderoso para lhe revelar a profecia a respeito do futuro de Israel. Acerca das setenta semanas temos que: “Se cada semana possui 7 dias e estamos falando em dias proféticos, ou seja, cada dia representando um ano, assim temos o seguinte cálculo: 69 semanas X 7 dias = 483 dias proféticos/anos literais. Se partirmos do ano 457 a.C., data do decreto de Artaxerxes, e viajarmos no tempo 483 anos, chegaremos ao ano 27 a.C.. Segundo o anjo, este seria o ano do aparecimento do ‘Ungido’, o ‘Príncipe’ (Daniel 9:25)… Este foi o ano do batismo de Cristo quando Ele recebeu a unção do Espírito Santo (Mt 3:16)” (Idem, p. 45).

“Conforme a profecia Ele [Jesus] faria uma ‘firme aliança com muitos, por uma semana’, ou sete anos, alcançando assim o ano 34 d.C. Que acontecimento assinala o fim desse período de aliança? Estudando o livro de Atos, encontramos o último discurso de Estevão, um dos sete diáconos da igreja primitiva (Atos 7:1-53)… Antes de morrer ele contemplou Jesus em pé à direita do Pai (Atos 7:55,56), numa atitude de reprovação e julgamento à nação judaica. Isso ocorreu no ano 34 d.C. e assinala o fim dos 490 anos de oportunidade ao povo judeu como povo escolhido” (Idem, p. 45).

Porém, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn 8:14) proféticas/dois mil e trezentos anos literais, ainda faltam mil oitocentos e dez anos. “Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844. Fazendo um paralelo entre o 10° dia do 7° mês do calendário judaico, dia em que acontecia a expiação de Israel (Levítico 16:29), com o nosso calendário gregoriano atual, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844” (Idem, p. 45, 46).

Houve um grande despertamento nos anos que antecederam esta data, para o estudo da Bíblia, que, graças à reforma protestante, já circulava livremente, principalmente para as profecias do livro de Daniel. Arrebatado por grande certeza de que Deus o guiava e que o entendimento que lhe foi dado apontava para o evento mais aguardado pelos justos, Guilherme Miller, um fazendeiro sincero em seus propósitos, dedicou-se a pregar com veemência a verdade descoberta, dando origem ao movimento milerita.

“Eles pensavam que a purificação do santuário fosse a Segunda Vinda de Cristo. O dia 22 de outubro de 1844 passou e Jesus não voltou. Foi uma amarga decepção. Todavia, esta decepção já estava profetizada. Em Apocalipse 10 lemos a respeito de um livrinho que João deveria tomar e comer. Na boca seria doce, mas no estômago, amargo (Ap 10:8-10). Essa profecia descreveria a experiência de desapontamento que os mileritas enfrentariam. O movimento milerita deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia (Ap 12:17; 14:6-12), igreja que surge com a missão de restaurar a verdade de Deus deitada por terra pelo chifre pequeno (Dn 7:25 e 8:12)” (Idem, p. 46).

Miller acertou na data, mas errou no evento. Como vimos, isto já estava previsto pela profecia de Apocalipse 10. Pois que “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). Isto é, ali não deveria ser o fim, mas o ponto de partida para um movimento que alcançaria o mundo. Sendo o santuário terrestre uma sombra do celeste (Hb 8:2), “assim como o santuário terrestre passava por uma purificação anual, o mesmo aconteceria com o celestial”, e, no dia 22 de outubro de 1844, Jesus deu “início ao Seu ministério como Sumo Sacerdote”, passando do lugar Santo do Santuário Celestial, para o Lugar Santíssimo. “Isso indica que estamos vivendo, desde 1844, o grande dia profético da expiação. Quando esse juízo terminar Jesus voltará a Terra como ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’ (Ap 19:16), para dar a recompensa a cada um (Mt 25:31-46) e destruir o chifre pequeno. Finalmente o reino será dado aos santos do Altíssimo e eles reinarão por toda a eternidade (Dn 7:11, 18 e 27)” (Idem, p. 46).

A atitude de Daniel ao descobrir as verdades para o seu tempo (v.3) é a mesma que precisamos ter, hoje, diante da sublime verdade de que estamos no limiar de ver o nosso Salvador retornando nas nuvens do céu. Se ele já orava, passou a suplicar. E se já era humilde, passou a se humilhar mais ainda. Assim como o Dia da Expiação era um dia de aflição de alma  para o povo de Israel (Lv 16:29), é tempo de afligirmos a nossa alma perante o Senhor e clamarmos por Sua purificação. A mensagem do santuário nos oferece uma exposição didática do plano traçado pelo Criador mesmo antes da fundação do mundo. Ali, encontramos o Cristo crucificado, o Cristo ressuscitado e o Cristo glorificado. E a firme e fiel esperança de que Ele atua como nosso intercessor diante do Pai, para muito em breve, nos levar para Casa!

“Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (v.19). Que seja este o nosso clamor diário!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Desafio do dia: Além do culto familiar, estabeleça um momento diário de oração e leitura da Bíblia com seus filhos. Restaure o altar do Senhor em sua casa.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel9
#RPSP


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