Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
14 de novembro de 2017, 0:20
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1 No primeiro ano de Belsazar. Antes dos eventos registrados nos cap. 5 e 6. Bíblia de Estudo Andrews.

2 quatro ventos. Esta expressão pode se referir aos quatro pontos cardeais (comparar com 8:8; Jr 49:36; Zc 2:6). Bíblia de Estudo Andrews.

4 Leão … asas de águia. Um símbolo apropriado para Babilônia. O leão alado é encontrado em objetos de arte babilônicos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 903.

5 Um urso. O império persa, ou medo-persa, correspondente à prata da estátua. CBASD, vol. 4, p. 903.

sobre um de seus lados. … os persas … se tornaram o poder dominante poucos anos antes do império duplo conquistar Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 904.

Três costelas. … símbolo dos três poderes principais conquistados pelo império medo-persa: Lídia, Babilônia e Egito. CBASD, vol. 4, p. 904.

6 Semelhante a um leopardo.  O leopardo é um animal feroz e carnívoro, notável por sua velocidade e agilidade. … identificado em Dn 8:21 como “Grécia”. … Não deve ser confundido com a Grécia do período clássico, visto que este período precedeu a queda da Pérsia. … é o império semigrego macedônico de Alexandre, o Grande …, que inaugurou o que é chamado de período helenístico. CBASD, vol. 4, p. 904.

… quatro asas de ave. O símbolo descreve adequadamente a rapidez fulminante com que Alexandre e os macedônios, em menos de uma década, chegaram a se apoderar do maior império do mundo até então. CBASD, vol. 4, p. 905.

quatro cabeças. Obviamente, equivalem aos quatro chifres do bode [8:8], que representava os quatro reinos [Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu] (mais tarde reduzidos a três [com a eliminação de Lisímaco]) que ocuparam o território ocupado por Alexandre. CBASD, vol. 4, p. 905.

… refletem o fato de que o império grego/macedônico de Alexandre, o Grande, foi [inicialmente] dividido em quatro reinos  depois de sua morte. Bíblia de Estudo Andrews.

7 quarto animal, terrível, espantoso. Este monstro não parecia com nenhuma espécie de animal que Daniel soubesse identificar. Bíblia de Estudo Andrews.

A história mostra claramente que o poder mundial que sucedeu o terceiro império dessa profecia é Roma. No entanto, a transição foi gradual, de modo que é impossível apontar para evento específico que indique o momento da mudança. CBASD, vol. 4, p. 906.

Grandes dentes de ferro. … retratam crueldade e força. … Roma devorou nações e povos em suas conquistas. Algumas cidades inteiras foram destruídas. como no caso de Corinto, em 146 a.C. CBASD, vol. 4, p. 907.

Dez chifres. …há razão para entender esses “dez reis” também como reinos… As sucessivas invasões do império romano por parte de várias tribos germânicas e a substituição dele por vários estados separados e monarquias são fatos bem comprovados pela história.  … [Uma das listas compiladas pelos historiadores é:] ostrogodos, visdigodos, francos, vândalos, suevos, alamanos, anglo-saxões, hérulos, lomardos e burgúndios. CBASD, vol. 4, p. 905.

8 outro pequeno. Este chifre mais novo começa pequeno, mas fica maior que os outros. Bíblia de Estudo Andrews.

O “chifre pequeno” é um símbolo da Roma papal. CBASD, vol. 4, p. 908.

“Das ruínas da Roma política, surgiu o grande império moral na ‘forma gigante’ da igreja romana” (A. C. Flick, The Rise of the Medieval Church [1900], p. 150. Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.

“… em geral, sob o fraco sistema político do feudalismo, a igreja bem organizada, unificada e centralizada, tendo o papa como o cabeça, não era apenas independente em questões eclesiásticas, mas também controlava questões civis” (Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World Affairs [1937], p. 1). Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.

Olhos. Em geral, símbolos de inteligência. Em contraste com os bárbaros, que eram em grande parte iletrados, o poder representado pelo “chifre pequeno” era notável por sua inteligência, perspicácia e previsão. CBASD, vol. 4, p. 911.

uma boca que falava com insolência. Discurso de blasfêmia contra o Deus Altíssimo … O poder do chifre pequeno não é apenas orgulhosos. Também tem uma forte característica religiosa e é blasfemo. Bíblia de Estudo Andrews.

9 Ancião de Dias.A expressão é descritiva, não um título. … Deus, o Pai, é representado. CBASD, vol. 4, p. 911.

Ao longo de toda a Bíblia, essa expressão ocorre somente neste capítulo. É um título para o Deus Altíssimo, que vive para sempre e cujo reino é eterno (comparar com 4:34). Bíblia de Estudo Andrews.

10 assentou-se o tribunal e se abriram os livros. O tribunal celestial, presidido pelo próprio Deus, responde ao desafio pronunciado pelo “chifre pequeno” [v. 8]. Os livros são registros relevantes para determinar o veredicto e indicam que cada é investigado com cautela. Bíblia de Estudo Andrews.

11 Foi morto. Isto representa o fim do sistema ou da organização, simbolizado pelo chifre. … com a destruição final do poder do “chifre pequeno”, o mundo todo será despovoado. CBASD, vol. 4, p. 912, 913.

13 um como o Filho do Homem. Em vez da tradução “Filho do Homem” a tradução “Um, humano em forma” representaria de maneira mais adequada a frase no aramaico. Deus escolheu apresentar Seu Filho na visão profética com ênfase especial na Sua humanidade. CBASD, vol. 4, p. 913.

Alguém semelhante a um ser humano se aproxima do trono de Deus no Céu para receber o reino eterno no planeta Terra (comparar com 2:44). … Cristo, o Filho divino de Deus (Mt 26:63, 64; 27:54; Mc 1:1), que também falou de Si mesmo como o Filho do Homem que veio à Terra estabelecer Seu reino eterno (M7 16:27; 19-28). … Observe que Dn 7:13 faz distinção entre duas pessoas divinas que pertencem à santa trindade, Cristo, o Filho, aproxima-se do “Ancião de Dias”, que é Deus Pai (comparar com Mt 6:9; 7:21; 28:19). Bíblia de Estudo Andrews.

Dirigiu-se ao Ancião de Dias. Aqui se representa a ida de Cristo ao lugar santíssimo [do santuário celestial] para a purificação do santuário (GC, 426, 480). CBASD, vol. 4, p. 913.

21 Fazia guerra contra os santos. O “chifre pequeno” representa um poder perseguidor que conduziria uma campanha da extermínio contra o povo de Deus (ver com. do v. 25). CBASD, vol. 4, p. 914.

Prevalecia contra eles. Por longos séculos (ver com do v. 25), os santos pareceram indefesos contra essa força destrutiva. CBASD, vol. 4, p. 914.

22. Veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo. Daniel relata os eventos a medida que lhe aparecem em visão. Com a vinda do Ancião de Dias, ele se refere ao surgimento desse Ser na cena profética (sobre o significado dos eventos, ver com. dos v. 9-14). Fez justiça. O juízo não será apenas em favor dos santos, mas, segundo Paulo (1 Co 6:2, 3) e João (Ap 20:4), os santos auxiliarão na obra do juízo durante os mil anos (ver GC, 661). CBASD, vol. 4, p. 914.

25 Proferirá palavras contra o Altíssimo. A literatura eclesiástica está repleta de exemplos de declarações arrogantes e blasfemas do papado. Alguns exemplos típicos são encontrados numa grande obra enciclopédica escrita por um teólogo católico romano do século 18: “O Papa é de tão grande dignidade e tão excelso que não é um simples homem, mas como se fosse Deus, e o vicário de Deus […] O Papa está coroado de uma coroa tríplice, como rei dos céus e da Terra e das regiões Inferiores. […] O Papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos
fiéis de Cristo, chefe de reis, com plenitude de poder, a quem foi conferida pelo Deus onipotente a direção não só do reino terreno, mas também do celestial. […] O Papa tem tamanha  autoridade e tanto poder que pode modificar, explicar ou interpretar até as leis divinas. […] O Papa pode mudar a lei divina, visto que seu poder não é de homem, mas de Deus, e ele atua como vice-regente de Deus na Terra com amplo poder de atar e soltar suas ovelhas. […] Qualquer coisa que se diga que faz o próprio Senhor Deus, e o Redentor, isso faz Seu vicário,  contanto que não faça nada contrário à fé” (traduzido de Lucius Ferraris, “Papa II”, Prompta Bibliotheca, vol. 6, p. 25-29). Citado em CBASD, vol. 4, p. 914, 915.

Magoará os santos do Altíssimo. Este fato é descrito anteriormente nas palavras: “este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles” (v. 21). A frase retrata perseguição contínua e implacável. O papado reconhece que perseguiu e defende esse fato como um exercício legítimo de poder supostamente dado a ele por Cristo. A Catholic Encyclopedia diz:
“Na bula ‘Ad exstirpanda‘ (1252), Inocêncio IV diz: ‘quando aqueles condenados como culpados de heresia forem entregues ao poder civil pelo bispo ou seu representante, ou a Inquisição, o magistrado-chefe da cidade deve levá-los imediatamente e, dentro de cinco dias no máximo, executar as leis contra eles.’ […] Não pode restar nenhuma dúvida quanto a quais regulamentos
civis se indicam, pois as passagens que ordenam queimar os hereges impenitentes foram inseridas nos decretos papais das constituições imperiais ‘Commissis nobis‘ e ‘Inconsutibilem tunicam’. A bula mencionada ‘Ad exstirpanda‘ permaneceu dali em diante como documento fundamental da Inquisição, renovada ou reforçada por vários papas, como Alexandre IV (1254-
1261), Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292), Bonifácio VIII (1294-1303) e outros. As autoridades civis, portanto, eram obrigadas pelos papas, sob pena de excomunhão, a executar as sentenças legais que condenavam hereges impententes à fogueira” (José Blotzer, art. “Inquisition“, vol. 8, p. 34). CBASD, vol. 4, p. 915.

os tempos e a lei. Os tempos e a lei de Deus. Não seria profeticamente significativo o poder designado como “chifre pequeno” tentar mudar leis e tempos humanos. Isso é algo comum na luta por domínio mundial. O conflito descrito nesta passagem é entre os Céus e a Terra. … Uma ilustração clara de um “tempo” de Deus é seu sábado. Qualquer tentativa, por parte de um poder terreno, de mudar o sábado do Senhor é também uma tentativa de mudar sua lei, cujo centro é o próprio sábado. Bíblia de Estudo Andrews.

A igreja romana admite abertamente a responsabilidade de introduzir a adoração no domingo, afirmando que tem 0 direito de fazer tais mudanças (ver GC, 446). Um catecismo autorizado para sacerdotes diz: “Mas a Igreja de Deus [isto é, a igreja romana] em sua sabedoria ordenou que a celebração do sábado deve ser transferida para o ‘dia do Senhor'” (Catechism of the Council of Trent, tradução de Donovan, 1829 ed., p. 358). Esse catecismo foi escrito por ordem do Concilio de Trento e publicado sob o pontificado de Pio V. CBASD, vol. 4, p. 914, 915.

um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Também mencionado em 12:7 e Ap 12:14. … três anos [360 dias] proféticos e meio. … correspondem a 1260 dias proféticos [anos literais] (Ap 11:3; 12:6). … (sobre o princípio da equivalência dia-ano, ver Nm 14:34; Ez 4:4-6). Portanto, o tempo previsto para o reinado impiedoso do chifre pequeno é de 1.260 anos, que tem sido identificado como que se estendendo de 538 a 1798 d.C. (ver Ap 11:2; 12:6, 14). Bíblia de Estudo Andrews.

Em julho de 1790, trinta bispos católicos compareceram diante dos líderes do governo revolucionário da França para protestar pela legislação que tornava independentes os clérigos franceses da jurisdição do papa e os fazia responsáveis diretos perante o governo. Perguntaram se os líderes da revolução deixariam todas as religiões livres “com exceção daquela que uma vez foi suprema, que foi mantida pela piedade de nossos pais e por todas as leis do Estado, e que tem sido por mil e duzentos anos a religião nacional?” (A. Aulard, Christianity ans the French Revolution, p. 70). CBASD, vol. 4, p. 918.

26 O juízo sempre é favorável ao povo de Deus e contrário a seus inimigos (ver Dt 32:36; Sl 135:14; Ap 11:15-18; 19:2; ver também Ap 6:10). … Esta cena de juízo (ver v. 9-14, 22) corresponde cronologicamente à purificação do santuário em 8:14. Bíblia de Estudo Andrews.

28 O meu rosto se empalideceu. A revelação da história futura dos santos surpreendeu e entristeceu sobremaneira o profeta. CBASD, vol. 4, p. 918, 919.


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