Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 7, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de novembro de 2017, 0:30
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“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (v.18).


Mediante uma leitura repleta de símbolos, o verso acima expõe o objetivo final de toda a exposição profética: os salvos reinarão com Cristo no reino eterno. A certeza de tamanha promessa, portanto, deve despertar nossos sentidos a examinar com cuidado as profecias envolvidas aqui, já que elas apontam para um final que definirá o meu e o seu destino eterno.

Daniel não mais estava diante da incumbência de revelar o sonho de alguém, mas ele mesmo foi contemplado com um sonho que já trazia a sua devida interpretação. Os metais da estátua de Nabucodonosor agora tomaram forma de quatro animais surreais. Seguindo a mesma sequência de reinos temos:

“Babilônia, que foi representada pela cabeça de ouro da imagem, era o primeiro e o mais nobre de todos os reinos – dominante, como o rei da floresta; veloz e de longo alcance como a águia” (Henry Feyerabend, Daniel Verso por Verso, p. 117). “O império Medo-Persa é representado por um urso… Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2”. As três costelas na boca dão margem a duas linhas de interpretação: “Ciro acabara de absorver os três impérios – o da Babilônia, dos medos e dos persas. Pode ser também uma referência à Babilônia, Lídia e Egito, que foram castigados e oprimidos pelos persas” (Idem, p. 118 e 119).

“Por que a Grécia foi comparada a um leopardo?… Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre o Grande vencia as nações… Com apenas 30 mil homens, Alexandre atacou Dario, com 600 mil. Como um leopardo ataca um leão ou urso, a Grécia conquistou a Pérsia. Esse leopardo tinha quatro cabeças. O império de Alexandre foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, que dominou a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, que dominou a Trácia e a Bitínia; Ptolomeu, o Egito; e Seleuco, a Síria” (Idem, p. 119).

“O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza real para descrevê-lo… Sua descrição – terrível, espantosa, muito forte e que fazia em pedaços outras nações, pisando-as aos pés, é uma descrição realista de Roma. Nenhuma outra nação poderia se encaixar nessa forma profética… somos informados de que Roma seria dividida em dez reinos, os quais são simbolizados por dez chifres… As dez divisões do império romano são identificadas como os Germanos, os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-Saxões e Lombardos” (Idem, p. 120 e 121).

Dado o conhecimento de que os dez chifres foram dez divisões do império romano, o chifre pequeno também simboliza um poder. “O décimo-primeiro chifre surgiu entre os dez. O papado fez sua aparição no território da Roma imperial, entre as nações da Roma dividida… Por meio de guerra e diplomacia, o papado, que adotou o Credo Niceno, empenhou-se em destruir…” três daquelas nações: os Hérulos (493 d.C.), os Vândalos (533 d.C.) e os Ostrogodos (538 d.C.) (Idem, p. 122 e 123).

Tendo o seu cumprimento no decorrer da história, as profecias de Daniel nos apontam para um futuro e decisivo acontecimento: a segunda volta de Cristo, com o estabelecimento de Seu reino eterno. A descrição dada pelo profeta sobre o Ancião de Dias revela a autoridade e a majestade supremas e eternas de Deus ao sentar-Se como Juiz de toda a Terra e dar início a uma fase do julgamento que findará pouco antes do retorno de Jesus a esta Terra.

Contudo, apesar de tão grande esperança, o pequeno e insolente chifre ainda traria muito sofrimento “aos santos do Altíssimo”, que lhes seriam entregues nas mãos “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v.25). “Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel, ‘tempo’ corresponde a ‘ano’ (ver Daniel 11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Apocalipse 11:3; 12:6, 14 e 13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais… A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798… o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença… Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos” (Guia de Estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p. 30).

O poder que cuidou “em mudar os tempos e a lei” (v.25) pode hoje não ter mais a supremacia sobre o governo terrestre, mas, certamente, a mudança que efetuou com relação às verdades das Escrituras, prosperou (Dn 8:12). Basta comparar o catecismo com o conteúdo das Letras Sagradas e verificar o que o próprio papado declara: “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho” (Lucius Ferrari, Prompta Bibliotheca, 8 volumes, art. “Papa, II”).

“Aqui terminou o assunto” (v.28) por hoje. Sei que se trata de uma mensagem muito forte e que talvez envolva tudo o que você até hoje acreditava e seguia com sinceridade. Ou quem sabe você até já ouviu falar disso tudo, mas nunca havia dado a devida atenção. Se o seu coração ficou perplexo, não se preocupe, pois até o próprio Daniel ficou perturbado com tantas informações. O convite do Senhor a você e a mim, hoje, é que permitamos que o Espírito Santo continue nos dirigindo neste estudo e que o nosso coração esteja aberto às Suas preciosas verdades. Não esqueça de que o próprio Jesus afirmou que o Espírito seria enviado para nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13). Deus é amor (1Jo 4:8), mas Ele também é um Justo Juiz que muito em breve virá para “destruir e consumir até ao fim” o mentiroso (Gn 3:4) e todo aquele que por ele se deixou ser enganado. Eis em suas mãos as verdades absolutas do Senhor. A escolha de segui-las, ou não, é toda sua.

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel7
#RPSP


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