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“… jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos” (v. 16).
As leis dos medos e dos persas eram leis extremamente severas e de cunho irrevogável. O que o rei selasse como lei, nem ele mesmo poderia futuramente revogar. Os judeus estavam, portanto, sem saída. Aparentemente não havia solução para aquele decreto de morte. Sob o ponto de vista humano eles estavam vivendo os seus últimos dias de vida. Notem que o verso três diz que houve entre os judeus “grande luto”. Ou seja, eles choravam a própria morte numa espécie de velório antecipado. Mas havia alguém que da mesma forma vestiu-se de “pano de saco e de cinza”, mas que no lugar de lamentar o luto, “clamou com grande e amargo clamor” (v. 1), e dirigiu-se à porta do rei para declarar o ocorrido a Ester. A atitude inicial da rainha foi de misericórdia para com seu primo, enviando-lhe roupas. Ao saber do motivo pelo qual ele estava naquela situação, temeu pela própria vida. Contudo, ao perceber a seriedade do último recado de Mardoqueu decidiu “cumprir o mandado de Mordecai como quando a criava” (2:20). A convocação para o jejum tirou o foco do povo do luto, para a esperança na misericórdia e providência divina.
Será que também não estamos perdendo o foco das coisas eternas, centralizando nossos pensamentos e emoções nas coisas deste mundo? A nossa tendência é a de esmorecer diante das dificuldades, principalmente diante daquelas que julgamos impossíveis de serem resolvidas. Meus amados, somos limitados. Limitados a uma prisão chamada pecado. É ele que faz separação entre nós e Deus (Vide Isaías 59:2). É por isso que a nossa única libertação está em Cristo Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). Enquanto não aprendermos a lição de Cristo não iremos compreender o que realmente significa ser liberto pela verdade: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Assim como a criança é dependente e necessita ser cuidada, nós precisamos depender do SENHOR e deixar que Ele cuide de nós. Aquele decreto do rei Assuero não era nada diante do poder do Rei dos reis, mas o povo precisava aprender a nEle confiar. O poder não estava nos três dias de oração e de jejum promovidos por Ester, mas em Quem eles dirigiam os seus clamores. A oração sincera rompe as barreiras do pecado e nos eleva ao trono de Deus. Em nome de Jesus recebemos o privilégio de adentrar ao Santo dos santos e depositar aos Seus pés todas as nossas preces.Faço minhas as palavras de Roger Morneau: “Amigos, desconfiança de Deus e incredulidade muitas vezes bloqueiam as bênçãos divinas” (Respostas Incríveis à Oração, p. 30). A palavra chave é CONFIANÇA. Confiar que servimos ao Deus que desconhece o impossível e agir mediante a guia do Espírito Santo. No lugar de lamentar, ore. No lugar de deitar-se em profunda angústia (v. 3), vá até à única Porta (Vide João 10:9) que lhe conduz ao Rei dos reis (v. 2). Não bloqueie as ricas bênçãos que Deus tem para sua vida, mas confie de que até as aparentes derrotas podem ser transformadas em grandes vitórias!
Bom dia, confiantes no poder divino!
Desafio do dia: Leiam Isaías 58 e descubram a observância devida do jejum.
Leiam #Ester4
Rosana Garcia Barros
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AMEM
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 13 de setembro de 2016 @ 14:35