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“A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela, e as casas não estavam edificadas ainda” (v. 4).
E nos deparamos com mais uma genealogia na maior parte deste capítulo. A relação daqueles que voltaram para Jerusalém, dos cabeças das famílias indicando “o número dos homens do povo de Israel” (v. 7). Apesar de não serem contadas na genealogia as mulheres e as crianças, a Bíblia deixa claro que ainda foi pouca a quantidade de pessoas que vieram habitar em Jerusalém. Nem todos aceitaram o convite de retornar à terra prometida. Muitos permaneceram em Babilônia, rejeitando assim o chamado do SENHOR através de Seus servos, os profetas.
Notem que Neemias só registrou esta genealogia porque Deus colocou isto em seu coração (v. 5). Mais uma prova de que ele mantinha um relacionamento íntimo com o SENHOR e por Ele era guiado em todas as coisas. Mas porque Deus fez com que Neemias deixasse registrada esta genealogia? Certa vez ouvi um sermão onde o pregador dizia que Deus tem uma ligação especial com números. Não se sabe o porquê, mas indubitavelmente há muita lógica nesta afirmação. Em toda a Bíblia percebemos que Deus faz muito o uso de datas, contagens, períodos proféticos, e números que possuem significados específicos, como o número sete, por exemplo, que significa perfeição, completude. E no capítulo de hoje, Deus faz questão de enumerar os homens de cada família que regressou para Jerusalém, totalizando “quarenta e dois mil trezentos e sessenta” (v. 66), fora os servos e os cantores e as cantoras (v. 67). Era um número realmente muito aquém do que já havia sido a multidão de Israel. E em comparação com os demais povos inimigos, aquele pequeno povo não teria chance frente à uma investida de guerra. Além de terem acabado de reerguer os muros e de recolocar as portas, o povo não estava pronto para enfrentar uma batalha, por isso que Neemias ordenou que ao invés de abrirem os portões da cidade ao amanhecer, como de costume, só abrissem depois da troca de turnos dos guardas (v. 3). Também ordenou que os chefes das famílias também montassem guarda, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v. 3).
Amados, me acompanhem agora numa analogia acerca da reconstrução de Jerusalém. O que foi que eles reconstruíram primeiro antes de qualquer outra coisa? A Casa do SENHOR; como vimos de um modo tão específico no livro de Esdras. Depois eles reconstruíram os muros. Então, recolocaram as portas. Notem que “as casas não estavam edificadas ainda” (v. 4). E Neemias incentiva que cada chefe de família monte guarda em frente de sua própria casa. Nada disso foi sem motivo e nem sem planejamento divino. Há toda uma lógica maior neste processo. Quando vamos ao encontro do SENHOR e a Ele entregamos o nosso coração, começa um processo de reforma em nossa vida (Que é templo do Espírito Santo, morada de Deus. Lembram? Vide I Coríntios 6:19). Então, vamos permitindo que Deus construa ao nosso redor os muros da fé, que nos servem como um escudo para nos proteger dos dardos inflamados do maligno (Vide Efésios 6:16), até ao ponto de fecharmos as portas para os seus ataques. Escondidos atrás da porta principal, que é Cristo (Vide João 10:9), estaremos sempre seguros. Mas lembrando de que mesmo cercados pelos muros da fé e atrás da porta que é Cristo, não devemos JAMAIS achar que já estamos salvos, já que ainda não estamos na Jerusalém celeste. Devemos estar como Cristo nos advertiu: vigilantes, montando guarda em nosso lar. A família tem sido o principal alvo do inimigo e ele tem percebido ao decorrer de toda existência da humanidade que a destruição das famílias é o melhor método para alcançar o seu objetivo principal, que é levar com ele quantos ele puder para a destruição final. Assim como a cidade de Jerusalém “era espaçosa e grande” (v. 4), a Nova Jerusalém, a Cidade Santa, terá proporções gigantescas e que os nossos olhos mortais não podem compreender. Ou seja, há lugar para todos, mas nem todos aceitarão ao convite de Jesus. Como muitos judeus preferiram permanecer em Babilônia, uma quantidade terrível, creio que a numeração mais dolorosa para o coração de Deus, escolherá permanecer na Babilônia dos últimos dias. E sabem que numeração é esta? É aquela que não se pode contar. Porque Deus não sabe o número? Não, amados, porque Ele não fez questão de contar mesmo (até para evitar que nós façamos cálculos humanos falíveis): “O número dessas é como a areia do mar” (Apocalipse 20:8).
Chegou a hora, meus irmãos! Chegada é a hora de escolhermos permanecer como Hananias, fiéis e tementes a Deus (v. 2) e atendermos ao convite do Salvador que tem pressa de nos tirar do cativeiro que é esta Babilônia atual: “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4). Façamos parte do número daqueles que Deus, simbolicamente, chamou de 144 mil, e que muito em breve estarão em pé diante do Cordeiro, clamando em grande voz: “Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Apocalipse 7:10).
Feliz sábado, santos do Altíssimo!
Desafio do dia: Tendo como base Efésios 6:10-18, ore para que o SENHOR lhe revista com a Sua armadura, faça isto todas as manhãs até tornar-se um hábito!
*Leiam #Neemias7
Rosana Garcia Barros
1 Comentário so far
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GLORIA DEUS
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 3 de setembro de 2016 @ 19:15