Reavivados por Sua Palavra


ESDRAS 3 – #RPSP – Comentário Rosana Barros  by Ivan Barros
20 de agosto de 2016, 0:30
Filed under: Sem categoria

“… não se podiam discernir as vozes de alegria das vozes do choro do povo; pois o povo jubilava com tão grandes gritos, que as vozes se ouviam de mui longe” (v. 13)

Dois eventos marcantes são citados neste capítulo. Primeiro é levantado o altar do SENHOR. Ali o povo oferece os holocaustos, sacrifícios e ofertas voluntárias perante Deus, mesmo ainda não reconstruído o templo. Então, logo em seguida, dão início à “obra da Casa do SENHOR” (v. 8 ), e desde o altar até a obra do templo ainda “estavam sob o terror dos povos de outras terras” (v. 3). “Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do SENHOR” (v. 10), ah meus amados, foi um dia memorável! Durante setenta anos o povo de Deus não tinha o privilégio de ajuntar-se “como um só homem, em Jerusalém” (v. 1). Ali estavam os filhos de Israel, e os sacerdotes e os levitas “para louvarem o SENHOR” (v. 10), “com estas palavras: Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre sobre Israel” (v. 11). Houve um grande júbilo entre o povo! Foi algo tão intenso que os gritos de alegria podiam ser ouvidos de longa distância (v. 13). No entanto, ainda houve outro tipo de reação por parte dos idosos, que chegaram a ver o primeiro templo: eles “choraram em alta voz” (v. 12). Para quem já havia contemplado a glória da primeira construção se alegrar com apenas o que ainda eram alicerces foi muito difícil. Porém, o fato de estarem ali, em liberdade, segundo a promessa de Deus, tendo a oportunidade de serem participantes da reconstrução do templo, para a maioria, foi motivo de grande gozo. 

Em Mateus 24 há uma reação também diferente por parte dos discípulos, e de Jesus. Enquanto os discípulos admiravam as construções do templo mostrando a Cristo todo o seu esplendor, Este, “porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2). Então, Jesus inicia um relato a respeito de dois eventos, um aconteceria no ano 70 d.C., e o outro se tratava do grande evento de Sua segunda vinda. Quando o profeta Jeremias advertiu o povo sobre o cativeiro babilônico que duraria setenta anos, o povo não lhe deu ouvidos e tragados foram todos pelas mãos de Nabucodonosor. Mas, já no caso da destruição de Jerusalém depois de Cristo, os maiores historiadores judeus, como Flávio Josefo, relatam que, ao perceberem os sinais deixados por Cristo, os cristãos conseguiram fugir, e nenhum deles morreu no massacre realizado pelos romanos. Todos os que estavam atentos aos sinais conseguiram escapar do que não ficou pedra sobre pedra. No mesmo sermão profético, Jesus também adverte os cristãos dos últimos dias a respeito de Sua volta. São sinais no mundo social, no mundo natural e no mundo religioso que apontam que perto está o Grande Dia do SENHOR; tendo como sinal culminante a pregação do evangelho em todo o mundo, “então, virá o fim” (Mateus 24:14). Estamos nós atentos a estes sinais? Ou, como o povo no tempo de Jeremias, estamos a escarnecer da Palavra e a ignorar as palavras dos mensageiros de Deus? Não foi à toa que Jesus citou neste mesmo sermão o profeta Daniel. E ainda acrescentou: “quem lê entenda” (Mateus 24:15). O livro que havia sido selado “até ao tempo do fim” (Daniel 12:4), hoje está à nossa disposição para estudo e compreensão (Calma, chegaremos lá!). O certo é que tanto Jesus, como o livro de Daniel, Apocalipse, dentre tantas outras citações bíblicas nos trazem sinais e exortações acerca do tempo em que estamos vivendo: o fim do tempo do fim. Se Israel houvesse dado ouvidos a Jeremias não teria tido que passar setenta anos de opróbrio, mas como os cristãos primitivos, teriam sido poupados. Assim também, nossas escolhas diante dos eventos que estão a suceder definirão se estaremos entre a “grande multidão que ninguém podia enumerar”… não mais apenas da nação israelita, mas “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Apocalipse 7:9). 

Hoje não há mais santuário no sentido de uma construção, mas há um santuário físico que a Bíblia chama de santuário de Deus: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Coríntios 6:19). Somos todos santuário de Deus, e mesmo que por algum tempo tenhamos transformado este templo em ruínas, Deus está disposto a reedificá-lo. Ainda que você olhe para você e só enxergue alicerces. Ainda que a sua reação inicial seja pranto e dor. Deus promete converter o teu choro em grande júbilo, se fizeres uma coisa: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Joel 2:13). Se veementemente nos aplicarmos em dar ouvidos à Palavra do SENHOR e dermos as costas às atrações passageiras deste mundo, então seremos participantes da alegria de Deus: “Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (Joel 2:23). Se estamos sendo “regados”, diariamente, pela chuva temporã, quando vier a serôdia, estaremos prontos para recebê-la e para exclamar com poder jamais visto, de modo que sejamos ouvidos “de mui longe” (v. 13) a declarar que O REI VEM VINDO!

Bom dia, atalaias dos últimos dias!

Desafio do dia: procure fazer o bem a alguém que não tenha como lhe retribuir, como doar alimentos, por exemplo. Você perceberá que o maior beneficiado será você.

*Leiam #Esdras3

Rosana Garcia Barros


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