Reavivados por Sua Palavra


Luto by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2014, 18:26
Filed under: Sem categoria

A Equipe Reavivados está de luto neste final de ano pelo trágico falecimento de uma das nossas pioneiras, Karina Royer Marqueto.

Ela foi vítima de um acidente automobilístico em Ananás – To, onde morava e não resistiu aos ferimentos. Moça de alegria contagiante, havia se formado em Direito em 2013 e se casado recentemente.

Karina foi uma das primeiras a perceber a importância do programa Reavivados, e foi quem criou a página do Facebook, mais tarde compartilhando a administração dela com o pastor Jobson Dornelles, com Maria Eduarda Costah, pastor Heber Armi e comigo.

Que a sua família seja consolada pelo amor que ela tinha pelas coisas espirituais e pela certeza do reencontro. Oremos por eles.

Pela Equipe Reavivados.



Lucas 11 by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2014, 1:00
Filed under: oração | Tags: , ,

Comentário devocional:

Atendendo ao pedido de Seus discípulos para que os ensinasse a orar, assim como João ensinara aos seus próprios discípulos, Jesus lhes concede a oração modelo, que encontramos em Lucas 11:2-4 (e Mt 6:9-15). 

A “Oração do Senhor” não era uma oração a ser constantemente repetida. Isso se torna evidente a partir da história que Jesus contou a seguir de um homem que pede a seu amigo que lhe dê pão para atender a um convidado que havia chegado de surpresa. Por contraste, Jesus ensinou que Deus sabe e deseja atender ás nossas necessidades antes que o peçamos. Nós é que temos de ser transformados por nossas orações, que devem vir do fundo de nossa realidade e amor. 

A Oração do Senhor descreve o que podemos apresentar ao Senhor em nossas orações.Jesus inicia a Sua oração com: “Pai Nosso que estais nos Céus” (Lucas 11:2 NKJV). Aquele a quem dirigimos nossas orações está acima de tudo, Ele está no Céu. Ao mesmo tempo, Ele é um Deus pessoal, nosso Pai. Quando oramos, “santificado seja o Teu nome” (Lucas 11:2), estamos reconhecendo a Sua santidade e a nossa pecaminosidade. Estamos pedindo ao “Pai Nosso”, a nos dar o Seu caráter santo.

Em seguida, Jesus nos ensina a pedir: “Venha o Teu reino. Sua vontade seja feita na terra como no céu “(Lucas 11:2, 3 NKJV). Este mundo ainda não está sob o controle completo de Jesus. Portanto, estamos a orar pelo momento em que o pecado será erradicado e quando Jesus será novamente Senhor de todos na terra. E estamos a rezar para que a vontade de Deus se realize em nossas vidas hoje, assim como é feita no céu. Em todos os dias encontramos “compartimentos específicos” em nossos corações, os quais devemos submeter à vontade de Deus.

Além disso, todos os dias precisamos do “nosso pão cotidiano” (Lucas 11:3 NVI) e auxílio em outras necessidades físicas. Todos os dias precisamos de perdão pelos pecados que nós cometemos, e a cada dia precisamos estender o perdão àqueles que nos ofenderam. Talvez Jesus tenha agrupado os pedidos por pão e perdão porque a comida é uma das nossas necessidades físicas mais básicas e perdão é a nossa mais importante necessidade espiritual.

Na versão de Lucas da Oração do Senhor, o pedido final de Jesus é por libertação tanto da tentação quanto do próprio Satanás: “E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal” (Lucas 11:4 NKJV). Ambas as frases transmitem a mesma ideia: “Não nos permita sermos levados a situações em que o maligno tenha a oportunidade de nos tentar”.

Para dar mais vida à sua vida de oração, use os pontos principais da Oração do Senhor, adicionando seu próprio reconhecimento ao governo de Deus e seu louvor pessoal por Sua santidade. Adicione também seus pedidos para que Seu Reino venha e para que Sua vontade se realize em sua vida. Então traga a Ele suas próprias e específicas necessidades físicas e pedidos de perdão. Assim como as áreas específicas em que você quer que Deus te livre das tentações de Satanás. Então, repouse o seu coração, na certeza de que Ele ouviu e atenderá, no Seu tempo, com Sua sabedoria e poder, às suas necessidades.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/11/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Lucas 11 
Comentário em áudio 



Lucas 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: cura, oração | Tags: , ,

1 estava Jesus orando. Lucas nada registra acerca do tempo e local deste evento. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 869.

ensina-nos a orar como João ensinou aos seus discípulos.Reconhecidos rabinos e professores ensinavam aos seus discípulos orações que ilustravam seus pensamentos chaves. Andrews Study Bible.

Os discípulos ficaram impressionados ao ouvir como Jesus orava, falando com o pai celestial, como a um amigo. A oração dEle era diferente das preces dos líderes religiosos da época, na verdade, diferente de tudo o que tinham ouvido. A prece formal, expressa em frases prontas e aparentemente dirigidas a um Deus impessoal e distante, não tem a vitalidade que deveria caracterizar a oração. Eles pensavam que, se orassem como Jesus, sua eficácia como discípulos seria ampliada. Uma vez que Jesus os ensinou a orar por preceito (Mt 6:7-15) e exemplo (Lc 9:29), pode ser que, nessa ocasião, o pedido tenha sido de discípulos que não estiveram com Jesus em ocasiões semelhantes anteriormente. O termo “discípulos” não precisa ser confinado aos doze. Pode ter sido feito por alguns dos setenta. CBASD, vol. 5, p. 869.

2-4 Uma oração modelo, buscando primeiro as coisas de Deus e, depois, as necessidades diárias. Andrews Study Bible.

Esta forma da “Oração do Senhor” difere levemente da de Mt 6.9-13. Em Mateus, a oração é dada num sermão; aqui, é dada como resposta a um pedido. Bíblia de Genebra.

2 dizei. Esta oração pode ser adequadamente chamada de a Oração do Discípulo porque, de modo geral, não seria do tipo de oração que Jesus fazia. Por exemplo, Jesus não tinha necessidade de orar pelo perdão dos pecados. CBASD, vol. 5, p. 869.

Pai. Um novo nome pelo qual Jesus ensinou as pessoas a se dirigirem a Deus, a fim de fortalecer a fé e imprimir nelas a ideia do íntimo relacionamento que se pode desfrutar em companheirismo com Deus (PJ, 141, 142). CBASD, vol. 5, p. 869.

Isto corresponde a Abba em aramaico, que é a palavra comum para dirigir-se a um pai de família. Bíblia de Genebra.

No aramaico, seria Abba, “paizinho” (cf Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6), denotando, assim, uma íntima afeição, o que exclui a possibilidade de uma familiaridade superficial. Bíblia Shedd.

Uma introdução simples e não usual usada pelo próprio Jesus. Andrews Study Bible.

Santificado. Honrado como santo. Andrews Study Bible.

nome. O nome representa uma pessoa. A petição é para que as pessoas reverenciem a Deus. Bíblia de Genebra.

venha o Teu reino. Busca a breve vinda do reino eterno de Deus (ver 10:9; Dn 2:44; 7:13-14), bem como o Seu reino em nossas vidas no momento presente. Andrews Study Bible.

3 o pão nosso cotidiano. Pedido por comida simples, o necessário para cada dia. Andrews Study Bible.

4 deve. O pecado é uma dívida, porque tudo o que somos e temos pertence a Deus. A desobediência é roubo aos direitos divinos, que não podem nunca ser restituídos. Bíblia Shedd.

tentação. Reconhecimento da contínua guia de Deus. Andrews Study Bible

5-8 A persistência na oração alcançará objetivos que uma mera amizade não espera. Lucas é o evangelho da oração. Bíblia Shedd.

5 à meia-noite. No Oriente, muitas viagens durante o verão ocorrem à noite. Por outro lado, pode ser que este visitante (v. 60) se atrasou na viagem. CBASD, vol. 5, p. 869.

eu nada tenho. O fato de o homem não ter nada explica porque ele pediu ajuda à meia-noite. A consciência de que não podemos fazer nada de nós mesmos (Jo 15:5) deveria, de modo semelhante, levar-nos à Fonte de alimento espiritual (ver Jo 6:27-58). Às vezes, aqueles que desejam levar os amigos a Cristo sentem que lhes falta o pão celestial que desejam compartilhar. CBASD, vol. 5, p. 869.

7 Não me importunes. Deus não é como o ser humano que se irrita ao ser importunado. Ele é um Pai generoso, amoroso e solícito. (ver v. 9-13). A relutância do amigo em se levantar para suprir a necessidade do próximo de modo algum representa a Deus (ver v. 13). A lição da parábola não é de comparação, mas de contraste. CBASD, vol. 5, p. 870.

a porta já está fechada. Como se dissesse: “Está fechada e permanecerá fechada.” Tornar uma porta segura, nos tempos antigos, não era uma tarefa simples. CBASD, vol. 5, p. 870.

comigo também já estão deitados. Em uma casa de um só quarto, a família inteira dormiria numa plataforma elevada, e para uma pessoa levantar-se, perturbaria todas as outras. Bíblia de Genebra.

Não posso levantar-me. Na verdade, atender ao pedido do amigo era apenas uma questão de disposição, não de capacidade. CBASD, vol. 5, p. 870.

8 o fará por causa da importunação. Várias vezes o líder do lar repeliu os chamados urgentes do visitante à meia-noite (ver PJ, 143), mas o visitante não aceitaria um “não” como resposta. … Novamente, a parábola ensina por contraste e não por comparação (ver com. do v. 7). Deus não está indisposto a conceder o que é bom. Não é preciso que O convençamos a fazer algo que de outro modo não estaria disposto a fazer. Deus conhece nossas necessidades, é plenamente capaz de supri-las e está disposto a fazer “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef 3:20). CBASD, vol. 5, p. 870.

A amizade não era suficiente para fazer com que alguém se levantasse, mas a persistência era. Bíblia de Genebra.

9 Pedi. A oração não é para persuadir Deus acerca de nossa vontade a respeito de alguma questão; ás vezes, é para descobrir a vontade dEle a respeito dessa questão. Ele conhece as necessidades antes de pedirmos; mais do que isso, ele sabe o que é melhor. Por outro lado, o ser humano tem uma consciência vaga de suas próprias necessidades. Com frequência, pensa que precisa de coisas que não são necessárias e que até podem ser prejudiciais. Às vezes, sequer está consciente de suas maiores necessidades (cf. PJ, 145). A oração pode levar a vontade e, desta forma, a vida, a estar em harmonia com a vontade de Deus (ver PJ, 143). A oração é o meio divinamente indicado para educar os desejos. Não é o verdadeiro propósito da oração operar uma mudança em Deus, mas operar uma mudança em nós, para que desejemos”tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:13). … A lição central da parábola é a constância na oração. A parábola também define o tipo de pedidos para os quais o Senhor aconselha perseverança: orações cujo objetivo é o bem dos semelhantes e a extensão do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 870.

13 maus. Isto é, imperfeitos em pensamentos e atos. Bíblia Shedd.

16 um sinal do céu. Jesus acabara de curar um mudo. Aí estava o sinal do céu que buscavam, mas não queriam conhecê-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 dedo de Deus. os milagres que Ele realiza são evidências para aqueles que têm olhos para ver que Deus está em operação. Bíblia de Genebra.

21-22. Esta parábola ensina que o reino de Deus … vem com poder para derrotar Satanás. Bíblia de Genebra.

21 o valente (ARA. NKJV: homem forte). Refere-se a Satanás (vv. 15, 18). Andrews Study Bible.

O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destruí-lo e resgatar a humanidade (cf. os despojos, v. 22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.14). Bíblia Shedd.

22 Um mais valente. Jesus, que venceu Satanás. Andrews Study Bible.

24 casa, donde saí. O demônio fala do lugar que ele deixou como se ainda fosse dono dele. Bíblia de Genebra.

25 varrida e ornamentada. O homem apenas limpou a sua vida e não fez mais nada. Sua vida está vazia e, portanto, aberta a qualquer influência má. Bíblia de Genebra.

26 habitam ali. Não há segurança contra Satanás a não ser que Deus reine no interior (v. 23). Andrews Study Bible.

28 Antes. Jesus não contradisse o elogio da mulher a Maria; como qualquer boa mãe ela era merecedora de honra. Em vez disso, Jesus salientou a impropriedade do conceito da mulher acerca do reino dos Céus. Ele não aprovou nem desaprovou o que ela disse. Se Jesus pretendesse que os cristãos concedessem honra especial a Maria, esta teria sido uma oportunidade ideal para tanto. Ele também não aprovou cordialmente o que foi dito, como fez com Pedro (ver com. de Mt 16:17). nas Escrituras, o reconhecimento da divindade de Jesus é essencial, enquanto a ideia de prestar honra a Maria não é sequer insinuada (ver com. de Mt 1:18, 25; 12:48, 50; Lc 1:28, 47). Jesus parece negar qualquer importância especial atribuída a Maria, por parte dos cristãos (ver Mt 12;46-50). CBASD, vol. 5, p. 871.

Jesus não nega que Maria fosse abençoada; ele está dizendo que ouvir e obedecer a palavra de Deus é mais importante. Bíblia de Genebra.

Maior que o privilégio de ser mãe de Jesus e compartilhar da Sua humanidade é atender à Sua mensagem salvadora e gozar o privilégio de participar do Seu corpo espiritual (Tg 1.22ss). Bíblia Shedd.

Aqueles que escutam e praticam a palavra de Deus entram num relacionamento com Ele mais íntimo do que o de uma família de sangue. Andrews Study Bible.

30 Exatamente como Jonas ficou três dias no ventre de um grande peixe como um sinal para o povo de Nínive, assim a ressurreição de Jesus, depois de três dias no túmulo, seria um sinal aos judeus de sua época. Bíblia de Genebra.

31 a rainha do Sul. A rainha de Sabá (c. 1Rs. 10-1-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 luz. Jesus, que foi enviado para iluminar a todos (ver 8:16). Andrews Study Bible.

34 olhos forem bons. A vontade do homem é que limita e controla a entrada da luz. Bíblia Shedd.

38 não Se lavara antes de comer. O ato de lavar as mãos não era por motivos higiênicos, mas por motivos cerimoniais. As mãos tinham contato com todo tipo de coisas, algumas das quais podiam ter sido ritualmente profanadoras. Os judeus escrupulosos purificavam-se, lavando suas mãos antes de comer, de forma que as mãos impuras não contaminassem seus alimentos. Bíblia de Genebra.

41 Antes, dai esmola. A generosidade e o cuidado pelos pobres é mais eficaz para a limpeza do coração do que a preocupação com minúcias do coração. CBASD, vol. 5, p. 872.

e tudo vos será limpo. O sentido aqui é: “você será puro aos olhos de Deus”; e, quando esta condição predominar, nada mais deverá causar preocupação. CBASD, vol. 5, p. 872.

42 dízimo. O dízimo era para ser uma oferta alegre e de gratidão, que expressava amor por Deus, mas os fariseus, por darem o dízimo da hortelã e de coisas semelhantes, tinham transformado o dízimo num dever incômodo. Bíblia de Genebra

43 saudações. Saudações elaboradas que indicavam que os que as recebiam eram pessoas importantes. Bíblia de Genebra.

44 sepulturas invisíveis.Tocar uma sepultura tornava a pessoa cerimonialmente impura. Andrews Study Bible.

Os judeus caiavam seus túmulos para que ninguém por acidente tocasse neles e assim ficasse contaminado (cf. Nm 19.16; Mt 23.27). Assim, como tocar em um túmulo resultava em impureza, associar-se aos fariseus podia levar à impureza moral. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 sobrecarregais os homens com fardos superiores ás suas forças. Ao longo dos séculos regras e regulamentos foram adicionados à lei de Deus, dada por Moisés. Andrews Study Bible.

Deus exige perfeição, o que é um fardo muito superior às nossas forças, mas Cristo carregou este fardo por nós (cf 2Co 5.21). Bíblia Shedd.

47, 48 Ai expressa não somente ira e maldição, como também tristeza e compaixão. Bíblia Shedd.

49 a sabedoria de Deus. É mais provável que Ele quisesse dizer: “Deus em Sua sabedoria”. Não há conhecimento de um livro que tenha este título. CBASD, vol. 5, p. 873.

50 contas. Visa a guerra judeu-romana (66-70 d.C.), na qual os judeus sofreram atrocidades das mais desumanas (cf 21.20-24). Esta geração é mais culpada porque rejeita o Filho de Deus (20.14ss). Bíblia Shedd

50-51 De Abel até Zacarias. Abrange toda a história do AT, que, na ordem hebraica, começa com o Gênesis e termina com 2 Crônicas. Bíblia Shedd.

Abel foi a primeira pessoa assassinada (Gn 4.8), enquanto o assassinato de Zacarias é registrado em 2Cr 24.21-22 (ver Mr 23.35, nota). Bíblia de Genebra.

52 a chave da ciência. É a que abre a porta do conhecimento da salvação, como este contexto e o de Mateus 23:13 o indicam. CBASD, vol. 5, p. 873.

Significa a chave que abre a porta do conhecimento de Deus – a salvação. Os escribas fecharam o acesso às escrituras por interpretações falsas e por julgarem o povo comum indigno da salvação. Bíblia Shedd.

Através da sua interpretação tradicional da lei, os “intérpretes” tinham tornado impossível, às pessoas comuns, entenderem o verdadeiro sentido da lei; os fariseus e os próprios intérpretes também usavam suas tradições para fugir ás exigências da lei (cf. Mt 7.5-13). Bíblia de Genebra.



Lucas 10 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores, Lucas registra o rápido crescimento do ministério de Jesus. O ministério começa com o próprio Jesus, cresce com o recrutamento de Pedro e seus parceiros de pesca, inclui o chamado de Mateus e depois se completa com os doze discípulos. Jesus os orienta e, em seguida, os envia para curar e ensinar. 

No capítulo 10, Lucas descreve uma nova expansão do ministério de Jesus. Ele nomeia mais setenta evangelistas para ir de dois em dois “adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir” (v 1 NVI). 

Jesus diz a seus novos evangelistas: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita”(v 2 NVI). Jesus diria a mesma coisa para nós hoje? Ao ler em Lucas 10:1-24 os resultados da estratégia evangelística de Jesus, considere se temos imitado o ministério de Jesus para grandes multidões, bem como Sua estratégia de enviar equipes de dois discípulos para trabalhar de porta em porta em pequenas comunidades. 

Os setenta evangelistas voltaram para Jesus “alegres” (v 17 NVI), por causa de seu sucesso e “exultou Jesus no Espírito Santo” (v 21 NVI). Nenhuma alegria na terra se compara com a alegria de ver o Espírito Santo trabalhando através de você para curar e salvar outros. Se a alegria é o resultado de testemunhar, qual é a nossa motivação para testemunhar? 

A resposta de Lucas vem de um mestre da lei que tentou testar Jesus com esta pergunta: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” (v 25 NVI). Jesus lhe respondeu com uma pergunta: “Que está escrito na Lei? Como interpretas?” (v 26 ARA). O perito na lei citou Deut. 6: 5 e Lev. 19:18 como sua resposta: “‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo'” (v 27 NVI). Jesus aprovou a resposta do intérprete da lei: “você respondeu corretamente; faça isso, e viverá” (v 28 NVI). Sentindo-se acusado, o advogado pergunta a Jesus: “E quem é o meu próximo?” (v 29 NVI). 

Em resposta, Jesus contou a história de um samaritano que resgatou uma vítima quase morta de um assalto, depois que um sacerdote e um levita se recusaram a ajudá-lo. Então Jesus respondeu à pergunta do advogado, sobre quem seria seu próximo, perguntando-lhe: “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” (v 36 NVI). A resposta do advogado, “aquele que teve misericórdia dele” (v 37 NVI), nos diz que ser um bom vizinho significa ser misericordioso para com quem precisa de ajuda. 

Jesus foi o Bom Vizinho, cuja morte e ressurreição nos curou dos efeitos do pecado. E, após curar-nos, Ele nos envia para levarmos a cura e as boas novas do reino de Deus para todos a quem nós encontramos. 

Douglas Jacobs, D.Min. 
Professor do Ministério e Homilética Igreja Escola de Religião, 
Southern Adventist University

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/10/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 10 
Comentário em áudio 



Lucas 10 – Comentarios selecionados by Jeferson Quimelli
25 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: adoração, alegria, comunhão, escolhas, relacionamento, testemunho | Tags: , , , ,

1 o Senhor designou outros setenta, e os enviou de dois em dois (ARA. NVI: setenta e dois). Jesus alcançou a Judeia com a Sua mensagem (v. nota em 9.51) de modo tão eficiente quanto a Galileia. … Durante Seu ministério na Galileia, Jesus também enviara os Doze, dois a dois… prática também observada pela igreja primitiva (At 13.2; 15.27, 39, 40; 17.14; 19.22). Bíblia de Estudo NVI Vida.  

Há uma interessante comparação: Houve 12 patriarcas [filhos de Jacó/Israel]; houve também 12 discípulos (cf Ap 7:4-8; 21:12, 14). Moisés elegeu 70 homens para auxiliá-lo a julgar Israel (ver Nm 11:16-25); Jesus também elegeu 70 para auxiliá-Lo. Segundo a tradição judaica, baseada numa lista de descendentes de Noé em Gênesis 10, houve 70 nações no mundo. O Sinédrio era composto de 70 membros, além de seu presidente. desta forma, o número 70 tinha papel importante no pensamento judaico. Os motivos pelos quais Jesus escolheu os setenta, e se Ele conferiu algum significado a esse número, não são revelados; e a especulação a respeito disso é inútil. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 859. 

para que O precedessem. Os setenta foram primeiramente às cidades e aldeias da Samaria. Isso indica que Jesus deve rer conduzido um ministério amplo ali durante o inverno de 30-31 d.C. A atitude amigável de Jesus para com o povo de Samaria manifestada na ocasião da visita à mulher de Sicar e Seu ministério pelo povo daquela vizinhança (ver Jo 4:5-42) deve ter contribuído para quebrar o preconceito. … O ministério dos setenta ao povo samaritano prepararia os discípulos para os labores futuros naquela região  (ver At 1:8). Depois da ressurreição, um notável êxito acompanhou os trabalhos dos apóstolos ali. CBASD, vol. 5, p. 859.

2 seara. Aqueles prontos a ouvir a seguir a mensagem de Deus (vv. 1, 9). Andrews Study Bible.

4 não leveissandálias. Proibição de levarem um par de sandálias extras. Bíblia de Genebra.

a ninguém saudeis pelo caminho. Os setenta deveriam reservar as saudações para os lares que visitariam (ver Lc 10:5; ver com. de 2Rs 4:29). Ainda hoje as saudações orientais são complicadas e longas. Restava pouco tempo de vida ao Salvador e a missão dos setenta devia ser realizada com rapidez. Eles foram enviados para proclamar “o reino de Deus”, que exigia pressa. CBASD, vol. 5, p. 860.

5 paz. Habitual saudação judaica. “Shalom” deseja paz e inteireza. Andrews Study Bible.

6 filho da paz. Um hebraísmo típico, que descrevia o líder de uma família como um homem agradável, pronto a receber e hospedar. CBASD, vol. 5, p. 860.

8 comei do que vos for oferecido. Os discípulos não deveriam ser comilões, solicitando alimento que o anfitrião não oferecesse; ou exigentes, rejeitando comer o que ele propiciava. A exortação de Jesus aos setenta é, ás vezes, interpretada como permissão para comer o que for disponibilizado pelo anfitrião, mesmo que o alimento seja proibido nas Escrituras. Deve-se lembrar que os setenta não entrariam em lares gentios, onde seria servido alimento proibido, apenas entrariam em lares de judeus e samaritanos, e ambos eram rigorosos quanto às disposições do Pentateuco acerca de alimentos puros e impuros (ver com. de Lv 11). CBASD, vol. 5, p. 860.

11 está próximo o reino de Deus. Na pessoa de Cristo e Seus emissários, não no tempo (cf Mt 12.34). Bíblia Shedd.

13 Corazim e Betsaida. tendo ouvido e rejeitado a Jesus, estas cidades eram mais culpadas do que Tiro e Sidom, que eram infames por causa da sua iniquidade. Bíblia de Genebra.

Privilégio maior exige responsabilidade maior. Bíblia Shedd.

15 inferno. Gr haidou, “hades”, como sheol no AT, significa o local dos mortos ou o sepulcro. Bíblia Shedd.

As pessoas não serão condenadas no grande dia do julgamento final porque creram no erro, mas porque negligenciaram as oportunidades fornecidas pelo Céu para conhecer o que é a verdade. CBASD, vol. 5, p. 860

17, 20 alegria. É característica de Lucas mencionar a alegria (19 vezes), o cântico e a glorificação de Deus. Bíblia Shedd.

17 demônios se nos submetem. Até onde vai o relato, Jesus não comissionou especificamente os setenta para expulsar demônios (ver v. 9), assim como ocorreu com os doze (Mt 10:1). No entanto, este aspecto do ministério parece ter impressionado os setenta. CBASD, vol. 5, p. 860.

pelo Teu nome! Repletos de alegria, os setenta reconheceram que foi o poder de Jesus operando por meio deles que possibilitou o sucesso. CBASD, vol. 5, p. 861.

18 caindo do céu. Em seu contexto, o dito parece significar que o ministério dos pregadores tinha infligido uma derrota sobre Satanás. Bíblia de Genebra.

Satanás era um inimigo conquistado. Nesta declaração, Jesus olhava adiante, para a crucifixão, quando o poder de Satanás seria desfeito (ver DTN, 679, 758; cf 687). Ele também viu o tempo quando o pecado e os pecadores não mais existiriam. Os setenta testemunharam a expulsão de Satanás da vida de muitas pessoas: Jesus “viu” sua completa queda. CBASD, vol. 5, p. 861.

19 autoridade. Os mensageiros de Deus são protegidos quando fazem aquilo que Deus manda fazer. Bíblia de Genebra.

serpentes. Simbolizavam os demônios no judaísmo antigo; a proteção é contra o poder satânico. Bíblia Shedd.

20 alegrai-vos, não porque. A habilidade de operar milagres não assegura, em si mesma, a vida eterna de alguém (ver Mt 7:22, 23). CBASD, vol. 5, p. 861.

23-24 O maior dos profetas e reis, nos dias primitivos, não tinha visto o Messias, como estes discípulos viram. Bíblia de Genebra.

25 intérprete da Lei. Gr nomikos,  “advogado”. Era um teólogo judeu, autoridade na Lei (Torá) de Deus. Bíblia Shedd.

Jesus estava em Sua última viagem da Galileia para Jerusalém (ver com. de Mt 19:1). A narrativa indica que o evento ocorreu em Jericó. O cenário envolvendo o samaritano e a vítima de assalto teria ocorrido havia pouco (ver DTN, 499). Imediatamente após o encontro com o intérprete da Lei e a narração do caso do bom samaritano, Jesus foi para Betânia, partindo de Jericó. CBASD, vol. 5, p. 861

pôr Jesus à prova. A pergunta do intérprete da Lei a Jesus foi cuidadosamente estruturada pelos líderes religiosos (ver DTN,  497). CBASD, vol. 5, p. 861.

Mestre. Literalmente, “professor”. Como profissional do ensino da lei, o intérprete confronta Jesus com um problema que os próprios escribas discutiam longamente. CBASD, vol. 5, p. 861.

que farei ? A pergunta revela que o conceito de justiça do intérprete era equivocado. Para ele, bem como para a maioria dos judeus da época, obter a salvação era uma questão essencialmente de fazer as coisas prescritas pelos escribas. Desta forma, ele considerava que a pessoa poderia obter a salvação pelas obras. No grego, a ênfase é colocada sobre a palavra “fazer”. CBASD, vol. 5, p. 861.

26 Como interpretas? Era o ofício do intérprete saber a resposta a esta pergunta. Ele era professor da lei judaica e, como tal, era apropriado que lhe fosse concedida oportunidade para a resposta. A pergunta de Jesus não indica necessariamente uma repreensão. Dar oportunidade a outro de responder a própria pergunta era uma cortesia. CBASD, vol. 5, p. 862.

27 Amarás. O intérprete da lei cita Deuteronômio 6:5 … mais tarde, Jesus respondeu da mesma forma a mesma pergunta feita por outro intérprete da Lei (ver Mt 22:36-38). … Amar a Deus no sentido indicado neste versículo que dizer dedicar o ser completo a Seu serviço: as afeições, a vida, a força física e o intelecto. Este tipo de “amor” é “o cumprimento da lei” (Rm 13:10). … Aquele que verdadeiramente “conhece” a Deus guardará “Seus mandamentos” porque o “amor” de Deus é “aperfeiçoado” nele (1Jo 2:4-6). CBASD, vol. 5, p. 862. 

de toda a sua alma forças entendimento. A tônica é a total dedicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Respondeste corretamente. O amor é o núcleo da lei e a norma pela qual o povo de Deus é chamado a viver. Andrews Study Bible.

Estes dois mandamentos sumariam toda a lei (cf Rm 13.9). Como era impossível o coração humano atingir este padrão, Cristo cumpriu a dupla lei do amor por nós. Bíblia Shedd.

faze isto. A vontade de Deus é o caminho da vida. Bíblia de Genebra.

29 querendo justificar-se. É como se dissesse: “Quem é o meu próximo?”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Como o jovem rico (Mt 19:16-22), o intérprete da lei não estava satisfeito com o conceito farisaico de justiça (ver DTN, 497). Como o jovem rico, ele estava consciente de uma carência em sua vida que, intuitivamente, ele pressentia que Jesus preencheria. Como Nicodemos (ver com. de Jo 3:2, 3), ele relutava admitir o fato, até para si mesmo. Portanto, em  parte como um meio de negar sua convicção interna, ele passou a “justificar-se”, fazendo parecer que havia dificuldades maiores em realmente amar os companheiros (ver DTN, 498). CBASD, vol. 5, p. 863.

Quem é o meu próximo? Quando uma pessoa faz perguntas sutis das quais sabe ou deveria saber a resposta, é evidente que ela está convicta (cf Jo 4:18-20); mas, por alguma razão, lança desculpas para não fazer o que a consciência lhe diz que deve fazer. No pensamento do intérprete da Lei, pagãos e samaritanos estavam excluídos da categoria “próximo”. A pergunta dele tinha que ver qual dos companheiros israelitas ele deveria considerar como “próximos”.  CBASD, vol. 5, p. 863.

30 Certo homem. Este foi um episódio real (DTN, 499), que era notícia em Jericó, o lar do sacerdote e do levita envolvidos no incidente … Esses dois homens estavam presentes nessa ocasião (DTN, 499). CBASD, vol. 5, p. 863.

de Jerusalém para Jericó. Distância de quase 28 km, com uma descida de 762 m acima do nível do mar para 244 abaixo da superfície do mar. A estrada passava por uma região rochosa e desértica, propiciando a presença de assaltantes que ficavam à espreita para atacar viajantes indefesos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A rota principal de Jerusalém para Jericó seguia o Wadi Qelt, através de uma porção de colinas desabitadas, estéreis e áridas do deserto de Judá. A determinada altura, o Wadi Qelt estreita-se num desfiladeiro rochoso que é refúgio de ladrões desde tempos remotos. Toda a região, com suas muitas cavernas e rochas, provê um esconderijo oportuno para bandidos. CBASD, vol. 5, p. 863.

31 um sacerdote passou de largo. Como se não tivesse visto; na verdade, porque não se importava. A hipocrisia tinha se tornado uma capa, como se fosse para proteger o egoísmo da inconveniência. … Muitas desculpas passaram pelas mentes desses homens enquanto procuravam justificar sua conduta. CBASD, vol. 5, p. 863.

32 levita. Os levitas auxiliavam os sacerdotes nas tarefas do templo. Se ajudassem a vítima, ambos se arriscavam a outro ataque e a um ritual de limpeza que demandaria tempo por tocar numa pessoal potencialmente morta. Andrews Study Bible.

33 Samaritano. Os ouvintes esperariam que um sacerdote e um levita fossem seguidos por um leigo israelita, numa história anticlerical. O samaritano é totalmente inesperado, como é inesperada a sua compaixão. Bíblia de Genebra.

Os samaritanos tinham uma mistura ancestral de judeus e gentios. Judeus e samaritanos possuíam uma longa história de hostilidade mútua, desde o tempo em que os judeus retornaram da Babilônia (Ed 4:1-4). Andrews Study Bible.

Os judeus consideravam os samaritanos mestiços, tanto física (v. nota em Mt 10.5) quanto espiritualmente (v. notas em Jo 4.20, 22). Os samaritanos e os judeus hostilizavam-se abertamente (v. nota em 9.52), mas Jesus asseverou que o amor não tem fronteiras nacionais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O samaritano sabia bem que se ele fosse a vítima ferida deixada ao lado da estrada, não poderia esperar misericórdia de qualquer judeu comum. No entanto, o samaritano, arriscando-se aos ataques dos salteadores, decidiu auxiliar a pobre vítima. De modo real, a misericórdia demonstrada pelo samaritano reflete o espírito que moveu o Filho de Deus a vir a esta terra resgatar o ser humano. deus não era obrigado a resgatar a humanidade caída. Ele poderia ter passado ao largo de pecadores, como o sacerdote e o levita ignoraram o viajante na estrada para Jericó. Mas o Senhor estava disposto a ser “tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito” (DTN, 25). CBASD, vol. 5, p. 864.

“O bom samaritano” ensina que: 1) Religiosidade não significa, automaticamente, bondade; 2) Nosso “próximo” pode ser alguém fora do nosso grupo, raça ou religião; 3) O amor real requer sacrifício como Cristo demonstrou (cf Rm 5.8). Bíblia Shedd.

34 ferimentos. Do gr traumata, de onde se originam as palavras “trauma”, “traumatismo”, etc. CBASD, vol. 5, p. 864.

35. dois denários. As moedas pagariam a pensão de um homem por vários dias. Bíblia de Genebra.

quando voltar. Possivelmente, na viagem de volta. A confiança que o hospedeiro parece ter no samaritano indica que este último era um negociante que frequentemente passava por Jericó e era conhecido. CBASD, vol. 5, p. 864.

36 Qualparece ter sido o vizinho? (NKJV) Jesus mudou a pergunta original do intérprete da lei de “Quem é o meu vizinho?” para uma mais importante: “Sou eu um bom vizinho?” Andrews Study Bible.

A pergunta passou agora a ser: “Quem revelou por seus atos ser o bom vizinho – o próximo?”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ser um bom “próximo” não é tanto uma questão de proximidade quanto de vontade de carregar os fardos dos outros. Ser bom próximo é a expressão prática do princípio do amor pelo semelhante. CBASD, vol. 5, p. 864.

37 O que usou de misericórdia. Sob tais circunstâncias, os meros pensamentos não tinham valor; o que contou foram as obras. … O “próximo” de uma pessoa é simplesmente quem necessita de seu auxílio. CBASD, vol. 5, p. 864. 

Vai e procede tu de igual modo. em outras palavras, se você deseja conhecer o verdadeiro bom “próximo”, vá e modele sua conduta pela do samaritano. Tal é a natureza da verdadeira religião (Mq 6:8; Tg 1:27). … Deus “permite que tenhamos contato com o sofrimento e a calamidade para nos tirar de nosso egoísmo” (PJ, 388). CBASD, vol. 5, p. 865.

38 num povoado. Betânia, a cerca de 3 km de Jerusalém (Jo 11.1). Bíblia de Genebra.

MartaMaria. Marta era a mais velha das duas irmãs e aquela que administrava os assuntos do lar. Ela era que “O hospedara em seu lar”. … Marta era responsável pelo lar e tinha uma mente prática. Por sua vez, Maria era mais preocupada com as coisas espirituais. CBASD, vol. 5, p. 865.

39 aos pés do Senhor. A posição de um discípulo. Andrews Study Bible.

40-41 A preparação de Marta pode ter sido desnecessariamente esmerada. Maria sabia que ouvir Jesus era uma oportunidade extraordinária demais para dar preferência a outros tipos de preocupações (ver Mc 9.7). Bíblia de Genebra.

Senhor, não Te importas ? Marta sabia, de experiências passadas, que nada conseguiria ao apelar diretamente a Maria. … Ao apelar a Jesus, Marta não apenas envergonhou Maria, como indiretamente censurou a Jesus. O problema real, indicava ela, repousava no fato de que Ele “não Se importava” com a situação ou não tinha intenção de fazer nada a respeito, porque Ele se agradava mais em que Maria O ouvisse do que auxiliando no preparo da refeição. CBASD, vol. 5, p. 865.

41 Marta, Marta. A repetição do nome indica afeição e, algumas vezes, preocupação (ver Lc 22:31; At 9:4). CBASD, vol. 5, p. 865.

te preocupas com muitas coisas. A hospitalidade simples seria suficiente para Jesus; ele não exigia coisas elaboradas. CBASD, vol. 5, p. 865.

42 pouco é necessário. Em vez da nervosa preocupação pelo servir um banquete digno do Senhor, um prato seria suficiente. Bíblia Shedd

uma só coisa. Marta era diligente, rápida e enérgica, mas faltava a ela o espírito calmo e devocional de sua irmã Maria. Ela não aprendera a lição dada em Mateus 6:33, de dar prioridade ao reino de Deus, e um papel subordinado às coisas materiais. CBASD, vol. 5, p. 866.

Maria, pois, escolheu a boa parte. Alguns consideram a expressão “boa parte” [ou “boa porção”] como um jogo de palavras, em que Jesus faz referência ao melhor prato na mesa. “a boa parte”, a “única coisa” necessária para Marta, era uma profunda preocupação pelo conhecimento do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 864.

não lhe será tirada. As coisas materiais em que Marta se interessava seriam tiradas (ver Lc 112:13-21; 16:25, 26). maria estava acumulando “tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome” (Lc 12:33; ver com. de Mt 6:19-21). CBASD, vol. 5, p. 866.



Lucas 9 by Jeferson Quimelli
24 de dezembro de 2014, 1:00
Filed under: escolhas, Messias, milagres | Tags: ,

Comentário devocional:

Em Lucas 9, Jesus pergunta a seus discípulos: “Quem as multidões dizem que eu sou? (v 18 NVI). Herodes, governador da Galiléia, fez uma pergunta semelhante, após ter ouvido “falar de tudo o que estava acontecendo” (v 7 NVI).

Cuza, administrador do tesouro de Herodes e marido de Joana, uma dos seguidores de Jesus, deve ter falado baixo: “Senhor, o rabino Jesus curou minha esposa e está curando muitos outros. Milhares se reúnem, vindos de todas as aldeias da Galileia para ouvi-lo.” O diretor do porto de Cafarnaum falaria: “Evidentemente, este Jesus pode controlar o tempo. Ele e seus discípulos estavam atravessando o lago da Galileia, quando um vendaval desceu do Monte Hermon. Quando o barco estava afundando, Jesus repreendeu o vento e, instantaneamente, todo o lago ficou calmo.” “Lembra-se de ter escutado acerca daquele homem perturbado que andava nu ao longo do país dos gadarenos?”, perguntaria o diretor da alfândega, “Pois então, Jesus expulsou seus demônios! Agora o ex-endemoninhado anda vestido, em perfeito juízo e dizendo a todos como Jesus o curou”.

“Algum outro relatório?” Herodes pergunta. “Sim”, diria o prefeito de Cafarnaum, “Jesus ressuscitou a filha de Jairo, um dos chefes da sinagoga de Cafarnaum. E em seguida, enviou Seus doze discípulos por toda a Galileia, pregando e curando. É como se Jesus estivesse em doze lugares ao mesmo tempo.” Perplexo, Herodes finalmente pergunta: Afinal,”quem, pois, é este de quem ouço essas coisas?” (Lucas 9:9 NVI). Seu chefe de segurança responde: “algumas pessoas estavam dizendo que João tinha ressuscitado dos mortos” (Lucas 9:7 NVI). “Não, isso não pode ser! Eu mandei degolar João! Quem mais?” “Alguns se perguntam se não é Elias que reapareceu. Outros dizem que um dos antigos profetas ressuscitou.” “Eu tenho que conhecê-lo e descobrir quem ele é”. Herodes olha para a sua equipe ainda perplexo: “Vão, descubram uma maneira para que eu me encontre com ele.”

A pergunta: “Quem é Jesus?” é a pergunta que todos devem responder. Herodes e os discípulos de Jesus enfrentaram essa questão depois de Jesus ter pregado “as boas novas do Reino de Deus” (Lucas 8:1 NVI) e provado Sua autoridade sobre a natureza, demônios, doença e morte. Jesus tinha inclusive transformado cinco pães e dois peixes em mais de 5000 refeições. Após todos estes milagres Jesus pergunta: “Quem as multidões dizem que eu sou?” (v. 18 NVI)

A resposta dos discípulos à pergunta de Jesus sobre o que as pessoas estavam dizendo sobre Ele, é idêntica à resposta dada a Herodes: Alguns dizem que o senhor é João Batista, Elias, ou um dos antigos profetas ressuscitado. Então, Jesus faz uma pergunta diferente e mais pessoal: “E vocês, o que dizem?”, “quem vocês dizem que eu sou?” (Lucas 19:20 NVI).

Esta é a pergunta mais importante que você terá que responder em toda a sua vida. Na verdade, é a única questão que realmente importa. Ao você ler a resposta de Pedro, opte por fazer dela a sua resposta: “Tu és O Cristo [o Ungido, o Messias] de Deus” (Lucas 9:20).

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/9/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Lucas 9 

Comentário em áudio 



Lucas 9 – Comentários selecionados: by Jeferson Quimelli
24 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: evangelismo, humildade, Messias, milagres, oração, testemunho | Tags: ,

3 não levem nada. Nenhum excesso de bagagem que dificultasse a viagem, nem sequer as provisões usuais. Deviam depender das pessoas na casa de quem se hospedassem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

nem alforje. Uma espécie de bolsa em que o viajante leva seus pertences e provisões de viagem. Bíblia de Genebra.

4 fiquem ali. Não deviam mudar de casa, procurando alojamentos melhores, mas usar uma única casa como centro de operações enquanto pregavam em determinada comunidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 sacudi o pó dos vossos pés. Um ato simbólico praticado pelos judeus religiosos ao retornarem à Palestina, que aqui indica relações cortadas, responsabilidade cessada, e um apelo seríssimo ao arrependimento. Bíblia Shedd.

9 E se esforçava por vê-Lo. Literalmente, “procurava vê-Lo”. Era mais que um desejo, por parte de Herodes; ele realmente procurava uma oportunidade adequada para ter uma entrevista com Jesus sem, como ele pressentia, comprometer sua dignidade como rei …  No entanto, como Nicodemos (ver DTN, 168), Herodes entendia que seria humilhante a alguém de sua posição ir a Jesus abertamente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 853.

O desejo de Herodes de ver a Jesus só se cumpriu no julgamento de Jesus (23.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

retirou-se para Betsaida, para descansar (Mc 6.31) e sair do território de Herodes. Esse ministérios de ensino e milagres (v. 11) só resultou em condenação (cf “Ai”, 10.13). Bíblia Shedd.

12-17 O milagre da multiplicação dos pães é o clímax do ministério de Jesus na Galileia. Bíblia Shedd.

18 orando à parte. Lucas salienta a oração de Cristo antes do Batismo, da escolha dos Doze, da confissão de Pedro, da transfiguração e da traição. Bíblia Shedd.

Quem as multidões dizem que Eu sou? O relato trazido pelos discípulos foi igual ao que chegou até Herodes (cf. v. 7, 8). Esse fato se deu ao norte, fora do território de Herodes, nos arredores de Cesareia de Filipe (v. Mt 16.13 e Mc 7.24; notas). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre os v. 17 e 18 ocorre o que, algumas vezes, é descrito como a “grande omissão” de Lucas. Nestes versículos, Lucas omite tudo o que está registrado em Marcos 6:45 a 8:26; e João 6:25 a 7:1, isto é, Jesus caminhando sobre o lago, o sermão do Pão da Vida, as discussões com os fariseus, o retiro para a Fenícia, a cura do surdo-mudo, a alimentação das quatro mil pessoas e a cura do cego de Betsaida. Para equilibrar essa “grande omissão”, Lucas faz o que é chamado algumas vezes de a “grande inserção”, que consiste aqui dos eventos de Lucas 9:51 a 18:14. Quase nenhum deles ocorre nos outros evangelhos. CBASD, vol. 5, p. 853.

20 Cristo. É a tradução de  Mashiah, “o ungido’, termo que inicialmente se referiu ao Sumo Sacerdote (Lv 4.5, LXX) e depois ao rei (cf 1Sm 2.10, 35; Sl 2.2;Dn 9.25), interpretado pelos judeus como o Salvador vindouro, o Messias. Bíblia Shedd.

22 sofra. O primeiro aviso aos discípulos de que o Messias seria diferente do Messias conquistador que eles tinham esperado. Andrews Study Bible.

23 Os discípulos provenientes da Galileia sabiam o que significava a cruz, visto que na região deles centenas de homens tinham sido mortos por esse método de execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 a aparência do Seu rosto Se transfigurou. Literalmente, “a aparência de Seu rosto tornou-se diferente”. CBASD, vol. 5, p. 853.

30 Moisés e Elias. Os dois representavam a Lei e os Profetas do AT; ambos haviam testemunhado de Cristo (e. g., Dt 18:15; Is 9:6; Lc 24:27). Andrews Study Bible.

37-43 A sequência da transfiguração e depois a cura do jovem, ensinam a necessidade do serviço suceder ao culto. Apenas a permanência no monte do êxtase, sem tentar melhorar  a vida dos outros no vale, ou vice-versa, resultam na falta de poder. Bíblia Shedd.

38 único. Do gr monogenes (ver com. de Lc 7:12; 8:42; Jo 1:14). CBASD, vol. 5, p. 854.

46, 47 o maior. Lucas contrasta o desejo dos discípulos de terem o melhor lugar com a preocupação de Jesus em favor dos outros. Bíblia de Genebra.

A grandeza no reino de Deus é o serviço humilde. Bíblia Shedd.

51 ao se completarem os dias. O ministério de Cristo rapidamente chegava ao final. A cruz estava, nesse momento, cerca de seis meses adiante. CBASD, vol. 5, p. 854.

assunto. Corresponde a “glorificado” em João (cf Jo 13.31), incluindo a paixão, a ressurreição e a ascensão. Bíblia Shedd.

ir para Jerusalém. Começa aqui a seção central de Lucas que conclui em 19.44 e concentra a atenção sobre o ensino de Jesus. Bíblia Shedd.

52 enviou mensageiros. Foram adiante para conseguir alojamento e sustento. Bíblia Shedd.

aldeia de samaritanos. A menor rota entre a Galileia e a Judeia passava através das montanhas da Samaria. … Com frequência, principalmente nas ocasiões de festas, quando multidões iam a Jerusalém, os judeus preferiam a rota mais longa através do vale do Jordão, para evitar contato com os samaritanos. No entanto, o próprio Jesus dedicou uma fatia do restante de Seu ministério à região de Samaria às quais os setenta foram enviados primeiro. CBASD, vol. 5, p. 855.

53 não O receberam. Eles recusaram a Jesus uma noite de hospedagem (DTN, 487). Havia um ódio atroz entre judeus e samaritanos. CBASD, vol. 5, p. 855.

ia para Jerusalém. Passar por Samaria até a Judeia, como geralmente faziam os judeus da Galileia, com o objetivo de adorar a Deus em Jerusalém, indicava a inferioridade da religião samaritana e era, desta forma, tido como insulto pelos samaritanos. CBASD, vol. 5, p. 855.

54 Tiago e João. Estes dois irmãos foram os mensageiros enviados adiante para fazer os arranjos (ver DTN, 487) e o áspero tratamento que receberam dos aldeãos feriu seu coração. CBASD, vol. 5, p. 855.

55 repreendeu (cf v. 50). Cristo demonstrou o amor que pregou (Mt 5.44). Bíblia Shedd.

O espírito de vingança não é de Cristo. Qualquer tentativa para coagir os que agem de modo diferente a nossas ideias é evidência do espírito de Satanás, não de Cristo (ver DTN, 487). O espírito de preconceito e intolerância religiosa é ofensivo aos olhos de Deus, especialmente quando manifestado por aqueles que professam amá-Lo e servi-Lo. CBASD, vol. 5, p. 855, 856.

62 olha para trás. Devoção absoluta e integral é essencial no verdadeiro discipulado. Aquele que deseja realizar um trabalho digno para Deus deve fazer sua tarefa de todo o coração, com atenção ininterrupta. O provérbio do v. 62 já era conhecido havia séculos em várias regiões do antigo oriente Médio. Hesíodo, um poeta grego do 8º século a.C. escreveu: “Aquele que deseja arar sulcos retos não deve olhar ao redor” (Os Trabakhos e os Dias, ii.60). CBASD, vol. 5, p. 857.



Como testemunhar para os parentes by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2014, 12:02
Filed under: amor, confiança em Deus, guia divina, sucesso, testemunho | Tags: , ,

Lucas 8:39 “Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez” (NVI).

Aqui vão alguns conselhos que poderão evitar situações embaraçosas em sua família. Tão logo me converti, causei estragos irreparáveis agindo como se fosse um “touro bravo dentro de uma loja de porcelanas”. Forcei a situação para que minha mãe, meu pai e vário amigos meus tomassem sua “decisão por Jesus”. Agi de forma sincera, zelosa, amorosa, gentil e estúpida. Não compreendia que a salvação não acontece com a “tomada de uma decisão”, mas por meio do arrependimento, e o arrependimento é um dom que vem de Deus, não pode ser imposto a ninguém (2Tm 2.25). A Bíblia diz que ninguém poderá vir até o Filho se o Pai não o “atrair” (Jo 6.44). Se você conseguir arrancar da pessoa uma decisão sem que ela tenha convicção do seu pecado, você possivelmente acabará tendo um “natimorto” em suas mãos.

No meu “zelo sem entendimento”, na verdade acabei retardando a salvação das pessoas que mais amava e tentava desesperadamente salvar. Não há nada mais importante para você do que a salvação de seus entes queridos, e ninguém deseja falhar nisso. Se falhar, perceberá que não existe uma segunda oportunidade. Ore fervorosamente por eles, e agradeça a Deus pela salvação deles. Faça com que eles vejam sua fé. Deixe-os sentir sua cordialidade, seu amor genuíno e sua gentileza. Dê-lhes presentes inesperados. Faça coisas que ninguém pediu para você fazer, como lavar a louça, recolher o lixo, etc. Tenha paciência. Ponha-se no lugar deles. Você sabe que encontrou a vida eterna – o aguilhão da morte foi retirado de você! É claro que sua alegria é indescritível. Todavia, quando você analisa a situação do ponto de vista de seus familiares, observa que eles possivelmente pensam em você como alguém que sofreu uma lavagem cerebral e aderiu a algum tipo de seita estranha. Portanto, suas ações amorosas falarão bem mais alto do que dez mil sermões eloquentes.

Por essa razão, evite a todo custo confrontos verbais, pelo menos até que adquira o conhecimento que dirigirá corretamente seu zelo. Ore por sabedoria e sensibilidade para saber o momento propício que Deus concede. Talvez você tenha somente uma bala na agulha de seu revólver, por isso não a desperdice. Fique tranquilo. Se não for devagar, talvez tenha o resto da vida para lamentar o fato de ter sido afoito. Acredite no que estou dizendo. É melhor ouvir um parente ou amigo íntimo dizer: “Fale um pouco a respeito de sua fé em Jesus Cristo” do que insistir com a pessoa para que ela pare e o escute, principalmente se você quiser falar de Jesus num momento em que ela não deseja. Persevere na oração por eles, então você verá que Deus abrirá os olhos de seus parentes para a verdade.

Ray Comfort. Bíblia NVI Evangelismo em Ação.



Lucas 8 by Jobson Santos
23 de dezembro de 2014, 0:44
Filed under: Evangelho | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Lucas 8 inicia falando das mulheres que acompanharam Jesus e seus doze discípulos em Sua turnê evangelística pela Galileia. Em gratidão por terem sido curadas “de espíritos malignos e doenças” (Lucas 8:2, NVI), elas passaram a cuidar das necessidades de seu Senhor e Mestre. O ministério de Jesus tinha atraído pessoas de todos os níveis da sociedade, incluindo Joana, mulher de Cuza, o administrador da casa de Herodes,  governador da Galileia. O trabalho dessas mulheres cuidando das necessidades físicas e financeiras de Jesus foi tão essencial como o trabalho dos doze discípulos. Que cura espiritual, mental, social ou física Jesus concedeu a você? Como você pode usar o seu tempo e bens para agradecê-Lo?

Lucas também compartilha conosco a Parábola do Semeador. Como toda parábola, esta também tinha uma verdade central, a de que os corações reagem de forma diferente à pregação do evangelho. Jesus queria enviar os seus discípulos “a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.” (Lucas 9:2). Antes porém, Jesus queria que eles entendessem que as pessoas responderiam de maneira diferente a pregação deles.

Ao ler a parábola do Semeador, peça a Deus que prepare o solo de sua mente e coração de forma que você possa ouvir e dar fruto (Lucas 8:15). Então, peça a Deus coragem e força para continuar compartilhando Sua Palavra, mesmo quando as pessoas não respondam da maneira que você gostaria. Embora os corações de muitas pessoas sejam difíceis, rochosos ou espinhosos, outros serão receptivos à Boa Nova que você está plantando.

No final da parábola Jesus exclamou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Lucas 8: 8). Jesus confirmou a importância tanto de ouvir a Palavra de Deus como de obedecê-la (Lucas 8:18). Quando sua mãe e seus irmãos não conseguiam chegar até Jesus por causa da multidão, Ele voltou a ressaltar a importância de ouvir e obedecer a Palavra de Deus: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (Lucas 8:21).

Lucas 8 termina com histórias que mostram como os ventos e as ondas (Lucas 8:22-25), os demônios (Lucas 8:26-39), a doença (Lucas 8:43-48) e até mesmo a morte (Lucas 8:40, 41, 49-56) obedecem a palavra de Jesus. Hoje, a palavra de Jesus  ainda contém Seu poder curador. Conforme ouvimos e obedecemos à Sua Palavra, Jesus repreenderá os maus espíritos, as doenças que enfrentamos. E, se for necessário, restaurará também a nossa saúde mental.

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/8/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 8

Comentário em áudio

 



Lucas 8 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: bens materiais, dinheiro, gratidão, milagres, parábolas, ressurreição | Tags: , , , , ,

2 algumas mulheres. Os rabis recusavam-se a ensinar mulheres. Assim, ao aceitá-las em Seu grupo de seguidores, Jesus agiu de maneira incomum. Bíblia de Genebra.

É como se Lucas dissesse que o evangelho do reino dos céus era para homens e mulheres, e que a parte delas na proclamação era tão importante quanto a dos homens. … Com a segunda viagem à Galileia, o alcance do ministério de Cristo expandiu-se rapidamente, e o grupo de pessoas que então O acompanhava cresceu muito em comparação com o grupo que esteve na primeira viagem. Essa situação envolveu gastos e trabalho considerável, a fim de prover alimento e manter as roupas limpas e restauradas. Cristo nunca realizou milagres em proveitos próprio (ver com. de Mt 4:6); agir dessa forma seria contrário ao Seu propósito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 848

3 com seus bens. Jesus e Seus discípulos mantinham os recursos numa bolsa comum (ver com. de Jo 13:29; cf. Lc 12:6), e parece que essas discípulas ajudavam a evitar que a bolsa ficasse vazia. Pode-se dizer que esse grupo de mulheres devotas constituiu a primeira sociedade missionária feminina da igreja cristã. CBASD, vol. 5, p. 849. 

4 parábola. Na parábola, os inimigos de Jesus não conseguiriam encontrar declarações diretas para usar contra Ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 o semeador. Inevitavelmente não era todo terreno em que a semente caiu era solo adequado para o desenvolvimento. Andrews Study Bible.

6 sobre a pedra. Isto é, sobre a pedra coberta com uma camada de terra muito rasa para ter umidade suficiente. Bíblia de Genebra.

10 mistérios. O reino de Deus envolve verdades que estão além da compreensão e sabedoria humanas, mas que Deus agora tornou conhecidas. Bíblia de Genebra.

15 retém a palavraperseverança. O Senhor frisa que só a perseverança garante a vida eterna. Bíblia Shedd.

16 a luz. A palavra de Deus pode ser comparada à luz que ilumina todas as coisas. Andrews Study Bible.

19 A família, pensando que estava “fora de si”, provavelmente queria afastá-Lo de Seu cronograma pesado de tarefas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

irmãos. Na igreja primitiva surgiram várias interpretações quanto ao grau de parentesco deles com Jesus … A conclusão mais natural (proposta por Helvídio) é que eram os filhos mais novos de José e Maria, meio-irmãos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 Minha mãe e meus irmãos. Não uma rejeição de Sua própria mãe e irmãos, mas um convite para que todos se incluam em Sua família por escutarem e praticarem a palavra de Deus. Andrews Study Bible.

As palavras de Jesus não constituem um repúdio à família terrena; Ele mostrou cuidado para com maria mesmo quando estava pendurado na cruz (Jo 19.26-27). Seu ensino é que o serviço de Deus e Sua obra como Messias são mais importantes do que qualquer parentesco natural. Bíblia de Genebra.

22, 23 O mar da Galileia fica a duzentos e treze metros abaixo do nível do mar e é cercado por montanhas. Por isso o ar frio [do Mediterrâneo] pode descer canalizado e pode provocar repentinas tormentas. O sono de Jesus seguiu-se a um dia de trabalho pesado. Bíblia de Genebra.

24, 25 repreendeu. É possível que Jesus tenha reconhecido o interesse do maligno na tempestade. Bíblia Shedd

25 Quem é este? Esta pergunta e a anterior são deixadas para que a audiência de Lucas responda. Andrews Study Bible.

27 um homem possesso de demônio. A vítima dos demônios foi ao encontro de Jesus, provavelmente, para maltratá-Lo. Logo reconheceu sua fraqueza diante do poder absoluto de Deus. Bíblia Shedd.

37 Todo o povo rogou-Lhe que Se retirasse. Como na parábola do semeador, a colocação em prática da palavra de Deus resultou na rejeição de muitos mas o discipulado de alguns (vv. 38-39). Andrews Study Bible.

39 Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. A família e a vizinhança serão os que melhor poderão confirmar o poder de Deus numa vida transformada. Bíblia Shedd.

41 chefe da sinagoga. Era o homem que organizava o serviço litúrgico, escolhendo os que deviam ler as Escrituras ou conduzir a oração. Bíblia de Genebra.

42 filha única. Na mente de um oriental, um filho único ou filha única é a única chance de se preservar o nome da família; e, assim, é portador de grande responsabilidade. A morte desse filho ou filha era visto como especialmente trágica. Os israelitas consideravam esse acontecimento como uma tragédia para a família, que se extinguiria (ver com. de Dt 25:6). CBASD, vol. 5, p. 849.

43 uma hemorragia. A condição da mulher a tornava cerimonialmente imunda (Lv 15.25), excluindo-a de muitos relacionamentos sociais. Bíblia de Genebra.

44 tocou na orla da veste. Apesar de impura, o seu toque não contaminou Jesus; em vez disso, purificou a mulher. Andrews Study Bible.

45 a cura da mulher precisava ser conhecida publicamente, de modo que ela pudesse retornar à sua vida normal. Jesus tem o cuidado de providenciar isso. Bíblia de Genebra.

48 Filha. É a única mulher a quem Jesus chama de “Filha”, uma afirmação de ternura. Bíblia de Genebra.

50 Não temas, crê somente. 1) a razão diz: crê no possível; 2) a experiência diz: ninguém voltou do túmulo (Lc 16:30); 3) As emoções dizem: “terrores de morte me assaltam” (Sl 55.4); 4) Cristo diz: Crê somente em Mim; Eu sou a única esperança (Jo 11.25). Bíblia Shedd.

52 dorme. Jesus compara a morte ao sono, em vez de confortar seus pais com a afirmação de que ela está agora no Céu. Andrews Study Bible.

55 Voltou-lhe o espírito. Na palavra grega pneuma, que significa “vento” ou “respiração” [sopro]. Andrews Study Bible.

56 Ele lhes advertiu que a ninguém contassem. Cristo não queria que a multidão O seguisse para receber pão (Jo 6.26), e muito menos para que Ele levantasse os seus mortos. O motivo válido para segui-Lo é a comunhão que resulta em glória (cf Jo 5.44; Fp 3.11). Bíblia Shedd.