Reavivados por Sua Palavra


Gálatas 1 by jquimelli
13 de abril de 2015, 1:00
Filed under: correção, crescimento espiritual, Evangelho, salvação | Tags:

Comentário devocional:

Gálatas é uma carta curta e fascinante, tendo em vista que parece ser a mais antiga epístola de Paulo, escrita, talvez, um pouco antes do Concílio de Jerusalém em 50 d.C. Ela nos proporciona uma janela interessante para observar os primeiros dias da igreja, quando os gentios começaram a responder ao evangelho em grande número. Uma igreja em crescimento parece algo bom para nós, entretanto nem todos estavam felizes com isso. Alguns na igreja estavam convencidos de que os crentes gentios convertidos deveriam tornar-se judeus antes de se tornarem cristãos. Isso significa que os homens gentios deveriam ser circuncidados (cf. Atos 15:1).

Apesar de Paulo não se opor pessoalmente a importância da obediência, ele percebeu que esse tipo de teologia, na verdade, minava o próprio fundamento do evangelho – a plena suficiência de Cristo para a salvação. Ao insistir na circuncisão, esses indivíduos dentro da igreja estavam estabelecendo um comportamento humano como pré-requisito para a salvação. E isso é legalismo. Gálatas é um apaixonado apelo de Paulo aos novos crentes gentios a permanecerem fiéis ao evangelho.

Como parte de sua saudação de abertura, Paulo nos lembra de que a salvação está enraizada no que Jesus já fez pela raça humana ao entregar a Sua vida como um sacrifício substitutivo pelos nossos pecados. Seu sacrifício traz consigo não só o perdão, mas também a liberdade do poder escravizador dos pecados (v. 4). Essa mensagem do evangelho não era algo que Paulo inventara, ele a tinha recebido diretamente de Cristo ressuscitado desde o momento em que lhe apareceu no caminho de Damasco, transformando-o de perseguidor a um seguidor do próprio Cristo (vs. 11-24).

E quanto a nós? Por meio de nossas palavras e ações estamos inadvertidamente substituindo a plena suficiência de Cristo para a salvação por alguma forma de comportamento humano?

Que o tempo dedicado ao estudo das cartas de Paulo fortaleça em nós a certeza de que o evangelho diz respeito ao que Cristo fez, e que a nossa obediência é apenas o resultado de estarmos firmados em Cristo.

Carl P. Cosaert

Universidade Walla Walla

Estados Unidos

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/1/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 1

Comentários em áudio 



I Corintios 9 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Meu trabalho. O apóstolo afirma que os mesmos que levantavam objeções ao seu apostolado foram convertidos para o Senhor por meio de seu ministério. Ele oferece isso como prova de que Jesus o reconheceu e o abençoou como apóstolo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 798.

5 Os demais apóstolos. Isto indica que o casamento era uma prática geral entre os apóstolos. Pode haver várias razões por que as esposas dos apóstolos os acompanhavam em suas viagens. Nas regiões orientais, não é adequado aos homens encontrar mulheres com o propósito de instruí-las na religião, mas as esposas dos apóstolos podiam facilmente fazer isso. Assim, seria benéfico para os apóstolos ter consigo a esposa para ajudá-los nas tarefas domésticas, bem como em tempos de enfermidade e perseguição. Paulo preferiu ficar solteiro (I Co 7:7), e de fato há casos em que um homem pode fazer mais sem ter que se preocupar com uma família. Mas, definitivamente, não existe base bíblica para a imposição do celibato ao ministério. CBASD, vol. 6, p. 799.

6 Direito de deixar de trabalhar. A forma da pergunta no grego sugere uma afirmação enfática de que Paulo e Barnabé tinham esse direito, de deixar de trabalhar para o sustento próprio se assim quisessem. Após a conversão, Paulo tinha apenas um desejo: testemunhar do evangelho e convencer pessoas a aceitar a Cristo como salvador. Ele estava alerta a fim de evitar qualquer coisa que pudesse impedir as pessoas de crer na mensagem. Os pagãos suspeitavam de estranhos; por isso, o apóstolo decidiu não lhes dar motivo para o acusarem de ir até eles como um mestre religioso a fim de obter sustento deles. CBASD, vol. 6, p. 800.

11 Coisas espirituais. O obreiro de Cristo transmite bênçãos de valor infinitamente superior ao apoio material que recebe. Ele proclama o evangelho, com todas as suas bênçãos e consolações. CBASD, vol. 6, p. 802. 12 Não usamos. Apesar de Paulo ter mais direito ao sustento material da igreja, ele não exigiu isso. Ao contrário, escolheu abrir mãos desse privilegio e trabalhar para se sustentar. Ele era cuidadoso a fim de não ser motivo de tropeço; para que ninguém o acusasse de ter ido a Corinto pregar o evangelho com o fim de obter lucros materiais. CBASD, vol. 6, p. 803.

14 Que vivam. Se todos os membros da igreja forem fiéis nos dízimos e nas ofertas, haverá suprimento abundante de recursos para levar adiante a obra do evangelho. Mais trabalhadores podem ser empregados e a vinda do Senhor será apressada. CBASD, vol. 6, p. 804.

15 Melhor me fora morrer. A declaração parece exagerada, até que se perceba que Paulo não busca a glória pessoal, mas a glória de Deus, como mostram os versículos seguintes. CBASD, vol. 6, p. 805.

19 Fiz-me escravo. Paulo estava disposto a trabalhar em favor do bem-estar dos outros, como o faz o escravo sem recompensa ou pagamento. Os ministros de Deus devem estar prontos a se adaptar e adaptar seus métodos ao modo de vida daqueles pelos quais trabalham. CBASD, vol. 6, p. 807.

22 Fraco. Aqueles cuja compreensão do evangelho era limitada e que podiam se ofender com coisas que eram perfeitamente legítimas. CBASD, vol. 6, p. 808.

24 Correi. Todos os que competiam nas corridas gregas se esforçavam ao máximo para ganhar o prêmio. Usavam toda habilidade e todo vigor adquiridos por meio de treinamento intensivo. Nenhum deles era indiferente, apático ou descuidado. A coroa da vida eterna é oferecida a todos, mas somente os que se sujeitam ao treinamento terão o prêmio. CBASD, vol. 6, p. 809.

25 Em tudo se domina. Do gr. egkrateuomai, “exercer autocontrole”. Para ter esperança de vitória, um atleta que competia devia ser capaz de controlar seus desejos e apetites. Mais que isso, devia ser capaz de fazer o corpo responder de imediato aos comandos da mente e derrotar a indolência natural e a relutância a se esforçar, que com frequência aflige o ser humano. Devia se abster de tudo que pudesse estimular, excitar e enfraquecer, como o vinho, uma vida desregrada e passional e as complacências exageradas. Devia ter autocontrole em tudo, não apenas no que é claramente prejudicial. Devia comer e beber com moderação e rejeitar por completo tudo que pudesse enfraquecer o corpo. CBASD, vol. 6, p. 809.

27 E o reduzo à escravidão. Literalmente, “levar à escravidão”, portanto, “tornar um servo de”. Paulo mostra assim seu firme propósito de obter vitória absoluta sobre todas as inclinações, paixões e tendências corruptas. Para ele não havia meio termo. Sabia que devia ser uma luta até o final, sem se importar com o sofrimento e a angústia da natureza terrena; o ma! que lutava contra suas aspirações espirituais devia morrer. CBASD, vol. 6, p. 811.



Romanos 8 by jquimelli

Comentário devocional:

Este capítulo é o clímax da explicação de Paulo acerca do evangelho e um dos grandes capítulos de toda a Escritura. No primeiro versículo, ele resume tudo o que já dissera nos sete primeiros capítulos, afirmando: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (NVI), que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Ser livre da condenação significa que estamos em Cristo Jesus e não andamos segundo a carne, mas andamos segundo a direção do Espírito Santo. Cristo nos libertou do pecado e da morte.

Paulo prossegue nos lembrando que nossa carne é fraca. No entanto, Cristo veio em semelhança da carne do pecado e condenou o poder do pecado, “a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v. 4, NVI). Isto é justificação pela fé. A mente carnal é contra Deus e isso leva à morte. No entanto, a inclinação do Espírito “é vida e paz”. Aqueles que são justificados pela fé tem paz com Deus (vs. 5-8).

Em seguida, Paulo demonstra que a vida espiritual é possível quando o Espírito de Deus habita em nós, o que permite que Cristo viva em nós. Quando Cristo vive em nós, o velho homem do pecado morre, e espiritualmente ressuscitamos para viver uma nova vida (vs. 9-13). Mas se continuarmos a viver segundo a carne, morreremos, como ele disse em Romanos 7. Entretanto, nós temos a bela promessa de que quando vivemos uma vida cheia do Espírito Santo nos tornamos filhos de Deus. Podemos falar com Deus como nosso Pai. Não somente isso, mas assim como Jesus é o Filho de Deus, nós também nos tornamos filhos de Deus, isto é co-herdeiros com Cristo! Que presente maravilhoso Deus nos deu (vs. 14-19).

Encontramos então duas belas promessas. A primeira, que o Espírito faz com que nossas orações sejam aceitáveis ​​a Deus. E a segunda, que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam (vs. 20-30). 

Paulo termina o capítulo dizendo que é o amor de Deus que justifica. Portanto não importa que tribulações venhamos a enfrentar ou quantas perseguições possam se abater sobre nós, enquanto tivermos a graça justificadora em nossas vidas nada poderá nos separar do amor de Deus (vs. 31-39). Viveremos com Ele pelos séculos e séculos da eternidade!

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/8/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Romanos 8 
Comentário em áudio



Romanos 6 by Jobson Santos
4 de março de 2015, 0:57
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Comentário devocional:

Romanos 6 é um dos grandes capítulos da Escritura – é através dele que Paulo chega a uma magistral descrição do poder do evangelho. Os cinco primeiros capítulos mostraram a necessidade que todos temos da graça de Deus, graça que é maior que o nosso pecado. No entanto, Paulo deixa muito claro que a graça de Deus não nos dá licença para continuarmos em pecado. De fato, ele mostra que, quando somos justificados pela fé estamos mortos para o pecado e não mais vivemos pecando (vs. 1, 2).

A vida justificada é uma vida que foi batizada em Jesus Cristo, ou seja, que fomos batizados na sua morte. No batismo fomos sepultados com Cristo, para que possamos ser ressuscitados para uma nova vida espiritual. Assim como Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós somos ressuscitados para viver uma nova vida de fé (vs. 3, 4). Estamos totalmente convencidos de que Deus pode nos capacitar a viver esta nova vida, tão facilmente como Ele ressuscitou a Jesus corporalmente dentre os mortos.

Os próximos versículos pintam um belo quadro. “Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído e não mais sejamos escravos do pecado” (v. 5-6, NVI). Aqui “ser crucificado com Cristo”  significa a morte do velho homem do pecado. No rodapé da minha Bíblia tenho uma nota marginal: “aquele que está morto está justificado.” Portanto, ser crucificado com Cristo e morto para o pecado, significa ser justificados pela fé. Ellen White apoia este conceito: “Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ocorrer a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 366).

Paulo diz que a morte não tem mais domínio sobre Cristo, e enquanto permanecermos submissos a Ele, o pecado não tem mais domínio sobre nós (vs. 8-15). O capítulo termina mostrando que somos ou escravos do pecado ou escravos da justiça. Quando obedecemos ao velho homem do pecado, somos escravos do feitor que se chama pecado. Quando somos escravos da justiça obedecemos a Deus. Aqui está envolvida uma escolha. Ou escolhemos a escravidão do pecado, ou a Deus que nos liberta do pecado (vs. 16-23). Se somos escravos do pecado, o salário é a morte. Se escolhemos servir a justiça, recebemos a vida eterna. A quem você escolhe servir?

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/6/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Romanos 6 
Comentário em áudio 



Romanos 1 by jquimelli
27 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: Evangelho, poder de Deus, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O livro de Romanos é uma poderosa explicação do evangelho de Jesus Cristo. Ellen White oferece uma melhor visão sobre a grande luz que a epístola de Paulo aos Romanos nos traz: “Com grande clareza e poder ele [Paulo] apresentou a doutrina da justificação pela fé em Cristo. … A grande verdade da justificação pela fé, como exposta nesta epístola, tem permanecido através de todas as épocas como um poderoso farol a guiar o pecador arrependido pelo caminho da vida. … Ele tem orientado milhares de almas sobrecarregadas pelo pecado à mesma fonte de perdão e paz. Todo cristão tem motivos para agradecer a Deus por essa epístola à igreja de Roma.” (Sketches from the Life of Paul [Lições da Vida de Paulo], pp 187, 188).

Nos primeiros seis versos, Paulo oferece uma breve ideia do que ele irá compartilhar nos primeiros oito capítulos. Ele é um apóstolo, chamado por Deus para pregar o evangelho, que também havia sido compartilhado com Israel nas Escrituras do Antigo Testamento. Esta boa notícia é sobre Jesus Cristo, que, “como homem, era descendente de Davi” (v. 3, NVI). Assim, Jesus veio como um ser humano, o que O qualificou a morrer como sacrifício pelos pecados, para que possamos receber a Sua graça . Além disso, a Sua vida nos capacita a sermos libertos do pecado quando nós O aceitamos como nosso Salvador. Esta é certamente uma ótima notícia!

Após salientar que Deus é contra toda a impiedade, Paulo mostra porque o mundo necessita tanto do evangelho e identifica a maldade dos que não têm parte com Deus (vs. 18-32). No próximo capítulo, ele descreve o pecado dos que afirmam conhecer a Deus e carecem do evangelho tanto quanto os do mundo.

Entretanto, o mais importante do capítulo se encontra nos versículos 16 e 17, onde Paulo descreve o poder do evangelho. A palavra grega para poder é dunamis, de onde veio o substantivo dinamite. O evangelho é poderoso porque nele a justiça de Deus se revela na vida daqueles que creem, o que é evidência da justificação pela fé. Observe como Ellen White conecta a justificação pela fé com a última mensagem ao mundo. Ela diz: “Várias pessoas me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e eu respondi: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade.’ O profeta declara: ‘E depois destas coisas, vi outro anjo que desceu do céu com grande poder; e a terra foi iluminada com a sua glória’ “(Review and Herald, 1º de abril de 1890).

Em outras palavras, aqueles que experimentam a justificação pela fé revelarão a justiça de Deus e receberão poder e destemor para dar a mensagem do alto clamor ao mundo.

Norman McNulty
Neurologista, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/1/
Traduzido e adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 1 
Comentário em áudio 



A importância de Romanos by jquimelli
26 de fevereiro de 2015, 21:55
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, Evangelho, salvação | Tags: , ,

Muitos estudiosos destacam a relevância da carta de Paulo aos Romanos em relação aos demais livros da Bíblia. Isto porque nela Paulo descreve como a salvação de Deus, através de Jesus se produz no crente. Ou seja, Romanos nos diz como somos salvos e conseguimos paz de espírito.

Leia esta introdução a Romanos:
“A epístola aos Romanos, a mais longa, a mais sistemática e a mais profunda de todas as epístolas, e talvez o livro mais importante da Bíblia, foi escrito pelo apóstolo Paulo (1.1, 5). Nessa ocasião ele se achava em Corinto (15.26, 16.1, 2). A cuidadosa composição da epístola sugere que após algumas tempestuosas experiências ali, o apóstolo teve um período de tranquilidade, antes de ter levado o dinheiro para aliviar as necessidades dos santos em Jerusalém. Isso situa a data da obra no início de 58 d.C. Diferentemente das outras epístolas, as de Romanos foi escrita a uma igreja que Paulo nunca havia ainda visitado (1.10, 11, 15). Bíblia Shedd.

Se você quiser conhecer mais a fundo a maravilhosa mensagem da Carta de Paulo aos Romanos, você pode consultar esta compilação, feita em 2000, de três importantes obras sobre Romanos: as Lições da Escola Sabatina do 4º trimestre de 1990, o livro Comentário Bíblico Devocional – Novo Testamento, de Frederick Meyer e o fantástico e bem humorado livro Como ser Cristão sem ser Religioso, de Fritz Ridenour, acessável em: http://sermoes.com.br/tdevo3.htm.



Atos 28 – Comentários selecionados by jquimelli
26 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Evangelho, evangelismo, influência, testemunho | Tags: , , ,

1 Malta. Conhecida por Melita pelos gregos e romanos. Fazia parte da província da Sicília, estando localizada 92 km ao sul dessa grande ilha. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 bárbaros (ARA; NVI: habitantes da ilha). Do gr. barbaroi, palavra originada de uma onomatopéia, aplicada a povos cujo idioma soava como grunhidos rudes aos ouvidos gregos e romanos (ver com. de Rm 1:14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 499.

Os gregos davam esse nome a todos os povos que não falavam o grego. Longe de ser membros de tribos sem civilização, eram de antecedência fenícia e falavam um dialeto fenício, mas também tinham sido totalmente romanizados.

A ilha de Malta era governada por romanos desde a Segunda Guerra Púnica (ver vol. 5, p. 13).  CBASD, vol. 6, p. 499.

Singular humanidade. Ou seja, com uma humanidade ou gentileza “fora do comum” (ver At 19:11), texto em que a mesma expressão grega é traduzida por “extraordinários”. CBASD, vol. 6, p. 499.

estava chovendo e fazia frio. Era fim de outubro ou início de novembro [início do inverno no hemisfério norte]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3-5 uma víbora prendeu-se-lhe á mão. Por terem sangue frio, as cobras podem tornar-se rígidas e sem movimento no clima frio, e Paulo deve ter pego a serpente junto com os gravetos. Alguns sugerem que a serpente não era venenosa, mas a palavra grega traduzida por “víbora” no v. 4, é usada para designar animais perigosos e cobras venenosas, e há pouca razão para duvidar da identificação dos ilhéus da cobra como sendo venenosa. Bíblia de Genebra.

5 sacudindo. Paulo permaneceu calmo e sereno diante desse novo perigo. Deus não prometera que ele compareceria perante César? CBASD, vol. 6, p. 500.

6 nenhum mal. Assim foi cumprida a promessa de Cristo em Lc 10.19. Bíblia Shedd.

mudando de parecer, diziam ser ele era um deus. Correspondente à tentativa dos habitantes de Listra de adorar a Paulo e a Barnabé (14.11-18). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Os pagãos na antiguidade atribuíam divindade aos homens com a maior facilidade, muito contrário aos judeus. Bíblia Shedd.

mudando de parecer. Existe alguma ironia na reavaliação que os ilhéus fizeram do caráter de Paulo – de um assassino destinado à morte para o de um deus. Isto relembra os eventos de Listra, onde primeiro o povo aclamou Paulo e Barnabé como deuses e, então, apedrejaram Paulo quase até à morte (14.11-20). Bíblia de Genebra.

7 homem principal. Do gr. protos, “primeiro”, isto é, líder. CBASD, vol. 6, p. 500.

A arqueologia confirma que este era o título oficial do governador de Malta. Bíblia Shedd.

11 Passados três meses. Isto é, depois que a temporada de tempestades passou e voltou a ser seguro seguir viagem. CBASD, vol. 6, p. 500.

Foram obrigados a permanecer ali até o início da estação, em fins de fevereiro ou início de março. Bíblia de Estudo NVI Vida.

navio alexandrino. Provavelmente, outro navio com grãos egípcios (cf. At 27:6, 38). CBASD, vol. 6, p. 500.

emblema. Uma provável referência à figura de proa no navio, abaixo do gurupés. CBASD, vol. 6, p. 500.

Dióscuros. Do gr. Dioskouroi, literalmente, os “gêmeos”, os lendários filhos de Júpiter [Zeus, para os gregos] e Leda. Os nomes latinos dos dois eram Castor e Pólux, chamados de Gemini. CBASD, vol. 6, p. 500.

Algumas traduções [como a NVI] tem Castor e Polux, adorados como protetores dos marinheiros. Bíblia Shedd.

De sua experiência recente (27:1-44), Lucas conhece muito bem a identidade do Guardião real dos navegantes. Andrews Study Bible.

12 Siracusa. A principal cidade [e porto] da Sicília, na costa sudeste da ilha. No passado, fora uma colônia grega e cenário de um grande desastre naval ateniense durante a guerra do Peloponeso. É provável que o grupo tenha passado três dias ali à espera de ventos favoráveis. CBASD, vol. 6, p. 500.

13 bordejando. Do gr. perierchomai, literalmente , “ir em volta”, “fazer um circuito”; neste caso, uma provável manobra em zigue-zague, a fim de progredir em face de ventos desfavoráveis. CBASD, vol. 6, p. 500.

vento sul. Era possível singrar para o norte, em vez de fazer movimentos de ziguezague, como fora necessário de Siracusa até Régio. CBASD, vol. 6, p. 500.

Putéoli. Atual Pozzuoli, a quase 320 km de Régio. Estava situada na parte norte da baía de Nápoles, sendo o porto principal de Roma, embora dela distasse 120 km. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Já existia igreja ali. Bíblia Shedd.

15 Tendo ali os irmãos ouvido notícias nossas. Paulo escrevera sua carta à Igreja de Roma uns três anos antes. Conhecidos e convertidos de Paulo também chegaram antes dele (Rm 16). Bíblia Shedd.

A semana de intervalo em Putéoli dera tempo para que a notícia da chegada de Paulo passasse ao conhecimento dos cristãos em Roma. A capital estava em constante comunicação com Putéoli, por causa de seu porto. A chegada de navios era relatada prontamente, com informações tanto da carga quanto da lista de passageiros. CBASD, vol. 6, p. 501.

A Praça de Ápio (Apii Forum) estava a 65 km de Roma e Três Vendas [Pousadas, Tabernas] a 48 km. Paulo muito apreciou o apoio e amizade dos cristãos, assim como nós também deveríamos apreciar. Andrews Study Bible.

Deu origem ao nome da famosa Via Ápia, que levava de Roma a Brindisi. … Ali uma delegação de Roma aguardava Paulo. CBASD, vol. 6, p. 501.

dandograças a Deus. Todos os cristãos que já passaram por experiências de provação se identificam prontamente com a gratidão de Paulo pela viagem segura. CBASD, vol. 6, p. 501.

sentiu-se mais animado. Paulo era hábil em encontrar motivos para ter grande esperança em meio às circunstâncias mais desanimadoras (ver 2 Co 4:7-10; AA, 449). Era um cristão otimista, convicto e inabalável. CBASD, vol. 6, p. 501.

16 Uma vez em Roma. O leitor do último capítulo de Atos fica com o ávido desejo de que houvesse um relato mais completo da experiência de Paulo e m Roma. Talvez Lucas tivesse a intenção de acrescentar mais detalhes ou de começar um novo livro com a chegada de Paulo à cidade. CBASD, vol. 6, p. 501.

Um dos motivos principais de Lucas é historiar o avanço do evangelho desde Jerusalém até os “confins da terra” (1.8) que seria Roma, uma vez que lá havia representantes de todo o mundo. Bíblia Shedd.

morar por conta própria. “…na casa que havia alugado”. Não cometera nenhum crime flagrante, não sendo rival político perigoso. Por isso, foi-lhe permitido ter moradia própria, sempre, porém, com um guarda a acompanhá-lo (Ef 6.20; Fp 1.13, 14, 17; Cl 4.3, 18; Fm 10.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Sem dúvida, consideração demonstrada no tocante à moradia de Paulo se deveu, em parte, ao centurião Júlio, que ainda estava com a custódia do apóstolo quando este chegou a Roma. Paulo fora responsável, em grande parte, pelo sucesso da parada de emergência em Malta, junto com outras evidências de seu caráter nobre, sabedoria assinalada e poder espiritual, isso lhe conquistara o favor e a gratidão do centurião. Sem dúvida, tudo foi incluído no relatório a seu respeito, junto com a declaração enviada por Festo. CBASD, vol. 6, p. 502.

Note que Paulo está preso por cadeias. Andrews Study Bible.

que o guardava. O soldado ficaria acorrentado a Paulo (ver verso 20), com o grilhão indo de um dos pulsos do guarda até um pulso do apóstolo. O apóstolo faz alusões frequentes a estas cadeias nas epístolas escritas durante o período em que ficou preso em Roma (Ef 6:20; Fp 1:7, 13, 14, 16; Cl 4:3, cf. At 28:20). Qual deve ter sido o efeito, sobre um soldado pagão, de ficar acorrentado, hora após hora, ao apóstolo Paulo? Qual seria o efeito sobre um pagão que ficasse acorrentado, desta mesma maneira, a um de nós? À medida que os guardas eram trocados, os efeitos da vida de Paulo sobre eles durante os dois anos de prisão devem ter se difundido amplamente por toda a corporação (ver com. de Fp 1:13). CBASD, vol. 6, p. 502.

17 os principais [NVI: líderes] dos judeus. O decreto do imperador Cláudio (ver 18.2) [anterior a Nero] tinha caído em desuso, e os judeus tinham voltado a Roma com os líderes deles. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A regra de Paulo sempre fora “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1:16; 2:9; cf. At 13:5, 14, 46; 17:1, 2, 10; 18:4; etc). Então, ele convidou os anciãos dos judeus a ouvirem um relato direto sobre como ele fora parar em Roma. CBASD, vol. 6, p. 502.

irmãos. Epíteto [qualificação] que reconhecia o sangue judaico que Paulo tinha em comum com eles [os judeus]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18 quiseram [os romanos] soltar-me. Ou, “colocar-me em liberdade” (comparar com At 25:25; 26:32). Se o corrupto governador Félix houvesse recebido suborno como esperava, sem dúvida teria libertado Paulo (At 24:26). Todos os oficiais perante os quais o apóstolo comparecera tinham certeza de sua inocência, assim como os tribunos da guarda. CBASD, vol. 6, p. 502.

19 nada de que acusar. Paulo amava o povo judeu (ver Rm 9:1-3; 10:1) e o afeto que sentia por seus compatriotas não diminuíra depois de sofrer nas mãos deles. A despeito da injustiça que enfrentava, Paulo não os culpava. CBASD, vol. 6, p. 504.

Paulo quer que fique bem claro que não apelara para César com a intenção de acusar os dirigente da nação judaica. Bíblia Shedd.

20 esperança de Israel. Isto é, a expectativa da vinda do Messias. Paulo cria que Jesus fora o cumprimento completo desta expectativa. Sua fé era a mesma de todos os judeus. O único e grande problema era a aplicação desta fé a Jesus, o nazareno. CBASD, vol. 6, p. 504.

é pela esperança de Israel que estou preso com esta cadeia. Na verdade, fora sua firme crença no judaísmo que o levara a ser preso. Ele preferia sofrer com as cadeias e até a morte a desistir da esperança de Israel. CBASD, vol. 6, p. 504.

21 Nós não recebemos nenhuma carta. Isto não era estranho. Seria improvável que um navio partindo de Cesareia, depois de Paulo apelar a César, chegasse a Roma antes dele. Logo, a mente daqueles judeus não se encontrava cheia de preconceito contra ele. Lucas não dá indícios da chegada de qualquer carta de Jerusalém contra o apóstolo durante os dois anos (v. 30) que ele passou em Roma, nem de providências que os líderes judeus tenham tomado contra ele (cf. AA, 453). CBASD, vol. 6, p. 504.

22 queremos ouviro que você pensa. Os judeus de Roma estavam bem conscientes da controvérsia em torno de Jesus ser ou não o Messias. Queriam ouvir do próprio Paulo, e ele estava bem disposto a fazer sua exposição antes que chegassem as ideias adversas dos líderes judaicos de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

a respeito desta seita. Cf 24.5. O cristianismo já chegara em Roma (talvez levado pelos romanos presentes no Dia de Pentecostes, 2.10). A expulsão dos judeus por Cláudio (cf 18.1n) tornou os judeus ignorantes do evangelho de Cristo. É igualmente possível que os líderes não quiseram admitir quanto sabiam de Cristo esperando uma exposição de doutrina pelo grande Paulo. Bíblia Shedd.

por toda a parte, é ela impugnada. Entre os judeus devia haver muitos relatos nada lisonjeiros sobre os cristãos. Tácito escreveu os maiores disparates sobre a nova seita (Annals, xv.44), e Suetônio (Nero, xvi.2) é igualmente condenador. Justino Mártir (morte c. 165 d.C.) falou de calúnias contra os cristãos, provindas, com certeza, de fontes judaicas (Diálogo com Trifo, 17). CBASD, vol. 6, p. 504.

23-29 O segundo encontro, no qual Paulo apresenta e debate sobre Jesus, “desde a manhã até a tarde” (v. 23 NVI). A cena é uma conclusão apropriada para Atos ao ilustrar a estratégia evangelística consistente de Paulo (“primeiro aos judeus e depois aos gregos”; Rm 1:16), sua mensagem consistente (Jesus como Messias e Salvador; ver At 9:22), e a resposta usual (mista; 28:24). Paulo cita Is 6:9-10 (comparar com Mt 13:14-15). Como antes (At 22:21-22), a menção à salvação dos gentios interrompe o encontro (vv 28-29). Andrews Study Bible.

23 fez uma exposição. Embora preso, Paulo ainda assim conseguiu pregar o evangelho aos ouvintes judeus. Ele deve ter feito uma apresentação teológica bem pensada, comparável à de Estêvão (At 7:2-53) e ao sermão que ele próprio pregara em Antioquia da Pisídia (At 13:14-41). CBASD, vol. 6, p. 504.

testemunho. Ele testemunhou da esperança messiânica, então personificada em Jesus, e da certeza do retorno de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 504.

reino de Deus Jesus. A esperança sobre o Reino se baseou na vida do messias conquistador. Através das profecias do AT Paulo tenta corrigir o conceito errado e persuadi-los que Jesus é o verdadeiro alvo da esperança dos judeus. Bíblia Shedd.

Lei de Moisés e nos Profetas. O Antigo Testamento (ver Lv 24.17, 44). Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 algunsficaram persuadidos. Reação costumeira à pregação de Paulo (ver At 14:4; 17:4; 19:9). Na verdade, esta é a experiência de todo evangelista cristão. Ciente de que a consciência de cada ser humano é livre, ele deve dar graças a Deus pelos que creem e nunca se desanimar pelo fato de alguns não crerem. CBASD, vol. 6, p. 504.

25 bem falou o Espírito Santo a vossos pais. Paulo reconhece plenamente a inspiração dos autores humanos das Escrituras, neste caso Isaías. Bíblia Shedd.

26, 27 Esta citação de Is 6.9, 10, utilizada contra os judeus por Jesus (Mt 13.13ss e paralelos; Rm 11.8; Jo 12.39, 40) é frequente. Confirma que a rejeição de Cristo por Israel cumpre as profecias. Bíblia Shedd.

28 esta salvação de Deus é enviada ao gentios. O pensamento principal de Atos. O evangelho é para todos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

E eles a ouvirão. Paulo se dirige, em particular, aos judeus que se recusaram a ouvir (ver com. dos v. 24-26). Quando os judeus recusavam a mensagem desta forma, Paulo se voltava para os gentios. CBASD, vol. 6, p. 505.

É notável o fato de que a partir desta data os cristãos se preocuparam muito pouco com a evangelização dos judeus até os nossos dias. Bíblia Shedd.

30 dois anos inteiros. O mesmo termo técnico usado em 24.27. Paulo foi detido pelo período máximo legal, o que sugere que seu caso não foi ouvido pelo tribunal de César (talvez por falta de acusadores). Fm 22 revela a esperança que Paulo alimentava de logo ser liberto. Bíblia Shedd.

Parece que Lucas não foi guiado pelo Espírito ou pela própria inclinação a registrar os acontecimentos desses dois anos. Talvez ele planejasse escrever uma terceira obra para complementar Lucas e Atos. A única informação sobre esses dois anos vem das quatro epístolas do cárcere, as quais devem ter sido escritas em Roma nesse período: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Sabemos que o apóstolo sentiu o preço da prisão, tanto psicológica quanto fisicamente (Ef 3:1; 4:1; Fp. 1:16; Cl 4:18; Fm 1:9, 10). Ele se preocupava com o resultado de seu julgamento (Fp 2:23, 24). Sabemos que Lucas e Aristarco (At 27:2) estavam com ele, assim como Tíquico (Ef 6:21), que levou a epístola a Éfeso e a Timóteo, cujo nome é citado junto com o do apóstolo nas cartas, a Filipos (Fp 1:1), Colossos (Cl 1:1) e ao convertido senhor de escravos, Filemom (Fm 1). Epafrodito levou auxílio a Paulo, de Filipos (Fp 4:18). Onésimo, que fugira de seu senhor Filemom, fizera amizade com o apóstolo enquanto estava em Roma (Cl 4:9; Fm 10). Marcos, parente de Barnabé, e o converso Jesus, conhecido por Justo, além de Epafras de Colosso, também estavam com ele (Cl 4:10-12). Demas também estava lá (Cl 4:14; cf. 2 Tm 4:10). Embora fosse prisioneiro, o testemunho de Paulo foi tão eficaz durante esses anos que, no fim de seu encarceramento, pôde declarar: “as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1:12). CBASD, vol. 6, p. 505.

sua própria casa, que alugara. Deve ter chegado apoio financeiro dos amigos de Roma e de outros lugares, em especial de Filipos (Fp 4:18), uma vez que Paulo não podia mais trabalhar manualmente para custear suas despesas pessoais. CBASD, vol. 6, p. 505.

recebia todos. Paulo desfrutava liberdade de comunicação. CBASD, vol. 6, p. 505.

31 sem impedimento algum. Nem imperador, tribuno ou guarda, nem judeu proibiram Paulo de proclamar o evangelho. O evangelista estava preso, mas a mensagem do evangelho, não. CBASD, vol. 6, p. 505, 506.

referentes ao Senhor Jesus Cristo. Este era o centro e o tema das conversas de Paulo. Este é o encerramento da história bíblica da igreja apostólica. Caso Lucas tenha escrito mais um relato, ele não se encontra mais disponível. Durante os anos que se seguiram à libertação de Paulo e em seu segundo período encarcerado, só encontramos pistas nas chamadas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito) e na tradição da igreja apostólica (ver também p. 88-90, 94, 95). CBASD, vol. 6, p. 506.

Paulo serviu ao Senhor (v. 31) enquanto esperou que seus acusadores levassem adiante o processo em Roma. Há vários indícios de que foi solto desse encarceramento: 1. Atos cessa abruptamente nessa ocasião. 2. Paulo escrevia às igrejas na expectativa de visitá-las em breve, de modo que deve ter previsto sua soltura (v Fp 2.24; Fm 22). 3. Vários pormenores das epístolas pastorais não se encaixam no contexto histórico de Atos. Depois do encerramento desse livro, esses pormenores mostram uma volta à Ásia Menos, a Creta e à Grécia. 4. Reza a tradição que Paulo foi até à Espanha. mesmo que não tenha ido, a própria existência da tradição faz supor um período em que possa ter feito essa viagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30-31 Atos se encerra triunfantemente. Paulo havia expresso seu desejo, “Eu devo ver Roma” (19:21; Rm 15:23). O caminho foi difícil, mas Deus respondeu às orações de Paulo de ministrar em Roma. apesar de preso, Paulo, no coração do império romano, “ensinava a respeito do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento algum” (v. 31 NVI). O evangelho havia penetrado no centro do mundo. Dali, ele se espalharia para todo o mundo. Andrews Study Bible.

De 60 a 62 d.C., Paulo esteve sob prisão domiciliar pregando e ensinando a qualquer um que quisesse ouvir. Seu assunto pode ser resumido como o reino de Deus e Jesus cristo. No final de Atos, Paulo ainda não tinha sido julgado perante Nero, como o Senhor disse que iria acontecer (27.24). Parece que Paulo esperava ser inocentado e solto (Fp 1.25; 2.24; Fm 22). Isto deve ter ocorrido antes de 64 d.C., quando Nero incendiou Roma e acusou os cristãos desse crime. Quando solto, Paulo parece ter retomado seu ministério, indo até a Grécia (Nicópolis, Tt 3.12; Tessalônica, 2Tm 4.10), Grécia (Tt 1.5) e Ásia Menor (Éfeso, 2Tm 1.18; 4.12; Trôade, 2Tm 4.13; Mileto, 2Tm 4.20). Possivelmente ele foi até a Espanha (Rm 15.23-24, 28), como o escrito do século I de Clemente parece indicar. Em cerca de 67 d.C., Paulo foi preso novamente por Nero e executado. Em 2Tm 4.6-8, Paulo prevê o fim de sua vida. Bíblia de Genebra.




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