Reavivados por Sua Palavra


O livro de Marcos by Jeferson Quimelli
30 de novembro de 2014, 10:04
Filed under: Evangelho | Tags: , ,

Análise

O segundo evangelho é muito distinto quanto ao caráter. … Rapidez de ação é sua característica principal. As narrativas passam rapidamente de um acontecimento para outro. O evangelho de Marcos tem muito bem sido chamado de filme do ministério de Jesus.

Vivacidade de detalhes é outra característica notável. Embora Marcos seja o mais breve dos quatro evangelhos, frequentemente inclui detalhes vívidos que não podem ser encontrados nos relatos de Mateus e Lucas sobre os mesmos acontecimentos. Considerável atenção é dada à aparência e aos gestos de Jesus.

Uma terceira característica proeminente é a descrição pitoresca. No relato de Marcos sobre a distribuição de pão para os cinco mil, ele nos diz que o povo se assentou em “grupos” a relva verde. O vocábulo grego significa “canteiros de flores”, e reflete a bela paisagem de grupos de pessoas trajadas com roupas brilhantes, vermelhas e amarelas, à moda oriental, assentadas no tapete verdejante das faladas da colina.

O evangelho de Marcos é proeminentemente o evangelho da ação. Inclui somente um dos longos discursos de Jesus (o discurso do monte das Oliveiras) mas demora-se sobre os Seus feitos. Fornece-nos mais as obras do que as palavras de Cristo. Marcos registra dezoito dos milagres de Jesus, mas apenas quatro de Suas parábolas.

Essa ênfase sobre a ação é apropriada num evangelho escrito provavelmente em Roma, e visando primariamente aos romanos. Marcos apresenta dez latinismos e apresenta um número de referências ao Antigo Testamento menor do que os dos outros escritores evangélicos. Ele explica os costumes dos judeus para os seus leitores romanos. Nem ao menos usa a palavra “lei”, que ocorre por oito vezes em Mateus, por nove vezes em Lucas, e por quinze vezes em João.

Devido ao fato que Marcos escreveu para os romanos, omitiu toda referência à genealogia e infância de Jesus. Os romanos interessavam-se mais em poder do que em descendência. Por isso é que, em marcos, Jesus é apresentado como o grande Conquistador – da tempestade, dos demônios, das enfermidades e da morte. … 

Embora o evangelho de Marcos seja primariamente histórico, também recebe forte coloração teológica. O primeiro versículo nos dá a nota chave: “…evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Por muitas e muitas vezes, a divindade de Jesus é enfatizada, quer explícita quer implicitamente. Ele é o filho de Homem, o Messias, Aquele por Quem os séculos haviam esperado. Em uma das mais vigorosas passagens teológicas dos evangelhos sinóticos, Jesus é citado a declarar que o Filho do Homem veio para “dar a Sua vida em resgate por muitos” (10.45).

Data

A maioria dos eruditos sustenta que é o primeiro dos evangelhos canônicos escritos. Pode ser datado com segurança entre 50 e 70 d.C [antes  da destruição de Jerusalém]. Bíblia Shedd

Autor

Embora não haja no livro nenhuma prova intrínseca inequívoca da autoria, a igreja primitiva foi unânime em testemunhar que esse evangelho fora escrito por João Marcos. A comprovação mais importante provém de Papias (c. 140 d.C.), que cita uma fonte ainda mais antiga,. Biblia de Estudo NVI Vida.

Mensagem

O Evangelho de Marcos tem sido chamado de um história da Paixão (sofrimento e morte de Jesus) com uma extensa introdução. Quase metade de Marcos é dedicada aos ensinos de Jesus sobre o Messias sofredor (e aos sofrimentos aos quais os discípulos deveriam se submeter);e o terço final é dedicado à última semana da vida de Jesus na terra. A primeira metade (que chega ao clímax com o reconhecimento de Pedro de que Jesus era o Cristo em 8:29), se apressa em um passo rápido (note o uso frequente do advérbio “imediatamente”), com muito pouco ensinos e muitos milagres. . …

Apesar de Marcos não esboçar uma teologia sistemática de Jesus (uma Cristologia), seu Evangelho aborda esta questão, particularmente através do uso dos títulos de Jesus. Estes incluem: “Filho de Deus”, “Filho do Homem”, em “Messias/Cristo”. …

Marcos é único entre os evangelistas a destacar o que tem sido identificado como o “segredo messiânico”. Na primeira metade do Evangelho de Marcos, particularmente, Jesus adverte Seus discípulos ou uma pessoa em quem operou um milagre a manter silêncio e não contar a ninguém o que Ele fez ou sobre quem Ele realmente era. … Isso parece indicar que Jesus não desejava uma proclamação errônea de quem Ele realmente era. Além disso, Marcos parece indicar que os seguidores de Jesus não entenderam a messianidade de Jesus antes da Sua crucificação e ressurreição.

Para aqueles que aguardam a Volta de Jesus, nenhum outro tema tem significado especial. No Evangelho de Marcos, o tema do Grande Conflito (conflito entre o bem e o mal) é evidente do começo ao fim. Jesus está em constante batalha com as forças do mal: com o próprio Satanás (1:12-13), com endemoniados (e.g., 1:21-27), com forças da natureza (6:45-51), com líderes religiosos (2:1-3:6), e com Sua própria família (3:20-21, 31-35). Este Evangelho nos avisa que o discipulado de Cristo, especialmente ao final dos tempos, significará sofrimento e conflito. Em meio disto, devemos vigiar (13:37) enquanto fixamos nossos olhares no grande evento do Retorno de Jesus. Andrews Study Bible.



Marcos 1 by Jeferson Quimelli
30 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: submissão | Tags: , ,

Comentário devocional:

Marcos começa seu Evangelho descrevendo o ministério de João Batista a preparar o caminho para Jesus. Há um sentimento de grande expectativa nas palavras de João no verso 7: “Depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias.” (NVI). Essa expectativa se cumpriu quando Jesus veio ao rio Jordão para ser batizado por João.

Claramente Jesus, o perfeito Filho de Deus, não precisava do batismo. E João sentia-se indigno de batizá-lo (Mateus 3:14). Mas Jesus insistiu em ser batizado como um exemplo para nós (EGW, O Desejado de Todas as Nações, p 111).

No dia do seu batismo, Jesus deu um exemplo ainda mais importante para nós:  Sua completa submissão a Seu Pai como expresso em Sua oração (Lucas 3: 21,22). Imediatamente após o Seu batismo, Jesus exemplifica a vida de entrega total que somos convidados a viver. Jesus estava iniciando Seu ministério. Sua missão estava diante dEle. Ele estava dando início a um reino que era o oposto do que as pessoas esperavam. Ele iria enfrentar a rejeição e oposição em cada movimento que fizesse. Ele enfrentou a cruz e a possibilidade de separação de Seu próprio Pai. Jesus entregou tudo isso em oração ao Pai (Idem, DTN, 111).

A resposta afirmativa do Pai registrada no verso onze: ““Tu és o Meu Filho amado; de Ti Me agrado” (NVI), incentivou Jesus em Sua missão. E depois dos primeiros discípulos aceitarem o convite de Jesus para segui-Lo (versos 14-20), eles também iriam aprender a entregar suas vidas nas mãos do Pai para que pudessem cumprir a sua missão.

Devemos fazer o mesmo. Ao fazermos isso, a voz do Pai nos dirá: “Este é o Meu filho amado, em quem me comprazo” (DTN, 113).

David Smith 
Pastor Sênior, Church University Collegedale, 
Tennessee, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 1 
Comentário em áudio 



Amanhã começaremos a ler o livro de Marcos! by Jeferson Quimelli
29 de novembro de 2014, 12:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia | Tags:

Foi muito bom lermos juntos o livro de Mateus.

Quanta coisa nova nós aprendemos, quanta inspiração!

E tem mais, nos aguardando no livro de Marcos.

Vamos lê-lo juntos?

Não quer, também, convidar um amigo para ler conosco e ser, igualmente, abençoado?

 



Mateus 28 by Jeferson Quimelli
29 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: evangelismo, poder de Deus, ressurreição, vitória | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

O Evangelho de Mateus chega ao seu clímax com a ressurreição de Cristo. Cristo venceu! A morte e a injustiça não podem derrotá-lo! 

Os líderes religiosos que deveriam ter recebido e anunciado a boa notícia negam o túmulo vazio e subornam os soldados para espalharem uma mentira. Aqui, novamente, questões de poder e identidade estragam a cena.

Em nítido contraste, duas mulheres fora das estruturas de poder, Maria Madalena e “a outra Maria”, são as primeiras pessoas a receber a tarefa de difundir o Evangelho. Isso mostra que a proclamação das boas novas acerca de Jesus é trabalho de todos os crentes, independentemente da condição sócio-econômica ou eclesiástica. Estas mulheres foram orientadas a dizer para “os discípulos” irem encontrá-Lo na Galileia (vs 7, 10). Os discípulos (vs 16) obedeceram a mensagem enviada através das mulheres, e foram para o monte que Jesus tinha especificado.

Quando todos estavam reunidos no monte, Jesus anuncia que tem todo o poder no Céu e na Terra, e por isso, comissiona Seus discípulos a irem por todo o mundo e fazerem discípulos de todas as nações. Os dois componentes-chave para a formação de discípulos são o batismo e o ensino de tudo aquilo que Cristo ensinou. Observe que os discípulos de Cristo não estão autorizados a ensinar o que bem entendem. Eles devem ensinar o que Cristo ensinou, ou seja, os ensinamentos bíblicos. Assim, não há nenhuma autoridade inerente no mensageiro. Em vez disso, a mensagem é que tem autoridade em virtude de Quem a originou. 

Jesus tem toda autoridade no céu e na terra, porque Ele é Deus. Assim, em Sua autoridade, não em nós mesmos, saímos ao mundo com a Sua mensagem, formando mais discípulos para seguir o divino Cristo ressuscitado.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

 

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/28/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 25 
Comentário em áudio 



Mateus 28 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
29 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: missão, ressurreição | Tags: ,

1 No findar do sábado. Do gr. opse de sabbaton. … E. J. Goodspeed conclui que “o sentido claro da passagem é: depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 599.

no primeiro dia da semana. Do gr. mia sabbaton. A palavra sabbaton … significa tanto “sábado”, o sétimo dia da semana, quanto “semana” …[como em Lc 18:12; 1Co 16:2). Sem qualquer base gramatical, alguns interpretam  mia sabbaton como “o primeiro dos sábados” e concluem que Mateus aqui designa o domingo da ressurreição como a primeira ocasião em que o caráter sagrado do sábado foi transferido para o primeiro dia da semana. No entanto, estudiosos do grego jamais tentaram defender a santidade do domingo com base nesta tradução gramaticalmente incorreta de Mateus 28:1.  CBASD, vol. 5, p. 600.

A contagem de Mateus deixa claro que o primeiro dia da semana seguiu ao sábado, que, por suas vez, seguiu ao dia da preparação (27.62) que foi sexta-feira. Isto deixa claro que décadas após a ressurreição, quando Mateus escreveu seu evangelho, o domingo ainda era o primeiro dia da semana (e não havia sido mudado para o “Sábado”) e que o sétimo dia ainda era observado como o Sábado, de acordo com os mandamentos e práticas bíblicas desde a Criação. Andrews Study Bible.

No domingo de madrugada verificou-se o milagre da ressurreição, da vitória sobre a morte pela intervenção divina. Bíblia Shedd.

foram ver o sepulcro. Naquela estação do ano astronômico, o amanheceer começava cerca de 5h30 da manhã. Se Maria Madalena acordou na hora em que começava a clarear o dia (ver Jo 20:1) e caminhou de Betânia ao Calvário, ela teria chegado por volta do nascer do sol (ver Mc 16:1, 2; cf Jo 20:1). CBASD, vol. 5, p. 600.

2 sobreveio (NVI). O significado é “sobreviera”. Fica claro nos relatos correspondentes (Mc 16.2-6; Lc 24.1-7; Jo 20.1) que os acontecimentos dos v. 2-4 tinham ocorrido antes da chegada das mulheres ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cada um dos quatro evangelistas dá sua própria versão dos acontecimentos rápidos e intensos da manhã da ressurreição. … As diferenças aparentes não são devido a discrepâncias entre os relatos, mas sim à brevidade das narrativas. CBASD, vol. 5, p. 601.

um grande terremoto. Somente Mateus menciona esse terremoto e o ocorrido por ocasião da morte de Jesus (27.51, 54). Bíblia de Estudo NVI Vida.

um anjo. Lucas 24:4 fala de dois anjos, dos quais Mateus menciona apenas um. … O fato de o outro não ser mencionado não deve ser tomado como uma negação de sua presença. CBASD, vol. 5, p. 601.

6 Ele não está aqui. O túmulo vazio proclamava a ressurreição de Jesus. Tudo que as autoridades judaicas precisavam fazer para refutar a ressurreição de Jesus era preservar o corpo morto do Salvador. Se pudessem, eles certamente fariam isso. CBASD, vol. 5, p. 601.

9 Salve! Literalmente, “seja feliz”, ou “se alegre”. Esta era uma forma comum de saudação (cf Mt 26:49; 27:29; Lc 1:28; At 15:23; Tg 1;1). CBASD, vol. 5, p. 601.

10 Não temais! Uma admoestação comum feita pelos visitantes celestiais (ver Mt 28:5; cf Lc 1:13, 30). CBASD, vol. 5, p. 601.

13 Vieram de noite os discípulos. Se esta acusação fosse verdadeira, os sacerdotes que fabricaram a mentira provavelmente teriam sido os primeiros a pedir punição severa para os soldados envolvidos no suposto caso de negligência. … A morte era a pena romana para quem permitisse a fuga de um prisioneiro. Sabendo disso, a guarda não teria dormido. Além disso, é inconcebível que todos os soldados tivessem adormecido ao mesmo tempo e que permanecessem adormecidos durante a remoção da pedra e do corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 602.

13-15  A burla dos judeus. Agostinho propõe o seguinte argumento: “dormindo ou acordados: Se acordados, porque deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se dormindo: como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus?” Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina. Bíblia Shedd.

15 como estavam instruídos. Durante vários séculos, esse relato fabricado do túmulo vazio apareceu em ataques judeus e pagãos ao cristianismo. Justino Mártir, na metade do 2º século, e Tertuliano, no início do 3º , o mencionam. CBASD, vol. 5, p. 602.

16 onze. Judas Iscariotes se suicidara (27.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 duvidaram. Isto não se refere aos onze, os quais estavam então convencidos, mas a outros, entre os 500 crentes reunidos na encosta da montanha, muitos dos quais nunca tinham visto Jesus (DTN, 819). CBASD, vol. 5, p. 603.

18 Toda a autoridade. Nesse momento, Ele retomou toda a autoridade que exercia antes de vir a terra para assumir as limitações da humanidade (cf Fp 2:6-8). CBASD, vol. 5, p. 603.

19 Ide. Os v. 19 e 20 constituem o grande fundamento da missão cristã. No pronome “vós” (subentendido em português), Cristo incluiu todos os crentes até o fim dos tempos (ver DTN, 822; cf 819). Como discípulos, os onze foram alunos na escola de Cristo. Como apóstolos, eles foram então enviados a ensinar aos outros (ver com. de Mc 3:14). CBASD, vol. 5, p. 603.

19-20 fazei discípulos de todas as nações. Apesar de Mateus escrever especificamente para judeus, sua intenção era mostrar que a boa nova de Jesus Cristo é universal, internacional e inclusiva. Ele inicia seu evangelho incluindo mulheres, não-judeus e pessoas com manchas no caráter em sua genealogia … e encerra não apenas destacando o envio das mulheres com as boas novas (28:5-8), mas comissionando os discípulos a levar as boas novas a todas as nações e todas os povos e fazer deles discípulos por meio do batismo no nome singular do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Andrews Study Bible.

O cristianismo foi a primeira religião a assumir um caráter verdadeiramente mundial. … O cristianismo desfaz efetivamente todas as barreiras de raça, nacionalidade, sociedade, economia e costumes. CBASD, vol. 5, p. 603. 

Espírito Santo. Ver com. de Mt 1:18; sobre o ofício e a obra do Espírito Santo, ver Jo 14:16-18. A natureza do Espírito Santo é um mistério divino, sobre o qual as Escrituras não consideram sábio especular. CBASD, vol. 5, p. 603.

20 ensinando-os. A aceitação do evangelho de Cristo envolve a ação da inteligência. … Conceitos do cristianismo que fazem da conversão e da salvação um mero assentimento à fé em Jesus Cristo como salvador, por mais importante que seja, omitem a parte mais importante da comissão evangélica. É essencialmente importante ensinar às pessoas, ao batizá-las, a observar as coisas que cristo ordenou. … Sem o exercício das faculdades mentais para entender a vontade revelada de Deus, não pode haver cristianismo verdadeiro, nem crescimento real. A instrução é, portanto, de importância vital antes e depois do batismo. CBASD, vol. 5, p. 604.

todas as coisas. Nada deve ser omitido. Não cabe ao ser humano declarar que alguns dos ensinamentos de Cristo estão fora de moda. CBASD, vol. 5, p. 604.

que Vos tenho ordenado. Tradições e exigências humanas são de nenhum valor diante de Deus. Qualquer ensinamento sem a autoridade de Cristo não tem lugar na igreja cristã. Jesus fez uma distinção vital entre o “mandamento de Deus” e a “tradição dos homens”. CBASD, vol. 5, p. 604.

estou convosco. Mateus termina citando as palavras confortantes e fortalecedoras de Jesus, que veio à terra para ser “Deus conosco”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A promessa da continuada presença divina é a chave de ouro que encerrará vários livros da Bíblia (cf Êx 40.38; Ez 48.35; Ap 22.20). Bíblia Shedd.

… pela virtude do Espírito Santo, Jesus estaria mais perto dos crentes em todo o mundo do que sera possível se permanecesse como antes, na terra (ver Jo 16:7). … Através do dom e da orientação do Espírito Santo, cada discípulo do Mestre pode encontrar comunhão com Cristo, como o fizeram os discípulos no passado. CBASD, vol. 5, p. 604.

A consumação do século. Ou, “o fim do mundo”. CBASD, vol. 5, p. 604.



Convite a repartir as bênçãos by Jeferson Quimelli
28 de novembro de 2014, 11:28
Filed under: alegria, crescimento espiritual, Estudo devocional da Bíblia, testemunho | Tags:

Amado irmão, amada irmã!

Temos tido uma média de 2.000 acessos em nosso blog “ReavivadosPorSuaPalavra.org“. 

Além disso, hoje tivemos a bênção de chegarmos a 1.500 inscritos a receber os novos posts em seus e-mails (newsletter).

Louvado seja Deus por este interesse em Sua Palavra!

Cremos, entretanto, que podemos alcançar ainda mais pessoas para a glória do Reino dos céus.

Que tal você enviar um email a pelo menos um amigo especial convidando-o a participar conosco do estudo do livro de Marcos?

Conte a ele as bênçãos que você tem recebido ao participar deste programa de leitura da Bíblia!

Com a sua divulgação novas pessoas poderão também ser “Reavivadas Pela Palavra de Deus”!

Obrigado por sua companhia e apoio.

Equipe Reavivados



Mateus 27 by Jeferson Quimelli
28 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: Barrabás, ilusão, Julgamento de Jesus, Pilatos | Tags: , ,

Comentário devocional:

Este capítulo registra o julgamento de Jesus perante Pilatos, bem como a Sua crucificação, morte e sepultamento. Também neste capítulo se encontra o suicídio de Judas. O grande ato de Cristo em sofrer e morrer por nossos pecados nos toca profundamente. Ao mesmo tempo, as histórias de Judas, Barrabás, e Pilatos podem nos trazer importantes lições morais.

Judas havia servido a Cristo por muito tempo, na esperança de alcançar uma alta posição social no novo reino messiânico. Quando Cristo escolheu não usar seu poder divino para Se livrar de seus perseguidores, Judas percebeu que Cristo seria crucificado. Então ele viu cairem por terra suas esperanças de utilizar Jesus e Sua religião para ganhar destaque e importância. Seu desencanto com o verdadeiro propósito de Cristo culminou com seu suicídio.

Como Judas, a multidão queria um Messias que os elevasse acima dos romanos, tornando-os os governantes do mundo. Assim, na escolha entre um pacificador Jesus e um lutador experiente, como Barrabás, eles escolheram o lutador, pois este mais provavelmente os ajudaria a alcançar suas ambições mundanas. Vemos aqui, novamente, como os valores com os quais a pessoa se identifica podem cegar o seu discernimento espiritual e moral, abrindo caminho para racionalizar qualquer injustiça ou imoralidade em nome da preservação de seus sonhos. 

Finalmente, Pilatos. Ele sabia que Jesus era inocente, entretanto o entregou para ser cruelmente tratado e açoitado apenas para tentar satisfazer uma multidão indisciplinada e conservar o seu poder como governador. Esta primeira concessão falhou em acalmar a turba e, para evitar um tumulto, ele entrega um homem inocente para a execução mais cruel. Por quê? Para ele, preservar seu status como governador era mais importante do que a moralidade ou a justiça. Quão facilmente a manutenção do status pessoal e o auto interesse cegam as pessoas mais experientes e mais bem informadas para as coisas espirituais.

Muitos de nós almejamos a estabilidade financeira e o reconhecimento social que a posição e o poder podem conferir. Estejamos alerta, entretanto, para que estas coisas não nos afastem do caminho da justiça e do dever. Entreguemos cada um de nossos sonhos e planos ao senhorio de Cristo. Esse caminho é o único que pode trazer a verdadeira felicidade.

Stephen Bauer, Ph.D. 
Professor de Teologia e Ética 
Southern Adventist University

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/27/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 27 
Comentário em áudio 



Mateus 27 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
28 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus, Barrabás, Messias, sábado, vitória | Tags: , , ,

1 Ao romper do dia (De manhã cedo NVI). O Sinédrio não podia ter reunião juridicamente válida à noite, de modo que houve mais uma reunião, ao raiar do dia, para oficializar a pena de morte (v. 26.66). Bíblia de Estudo NVI Vida

2 e o entregaram ao governador Pilatos. O Sinédrio tinha sido destituído pelo governo romano do direito de executar a pena de morte, a não ser no caso de um estrangeiro que invadisse o recinto sagrado do templo.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

governador. Do gr. hegemon, mais precisamente traduzido por “procurador”. Uma hegemon era uma ordem equestre romana nomeada por César e que respondia diretamente a ele. A residência oficial do procurador romano, ou “governador” ficava em Cesareia [cidade portuária junto ao mar Mediterrâneo]. No entanto, especialmente nos dias das grandes festas judaicas, quando havia milhares de peregrinos em Jerusalém, era costume do “governador” deslocar-se temporariamente para Jerusalém, a fim de protegê-la de qualquer desordem. Havia sempre a possibilidade de uma revolta popular contra Roma, e uma ocasião como a Páscoa era a oportunidade ideal para os judeus suscitarem uma insurreição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 586, 587.

Flávio Josefo (37 d.C. – início do segundo século), historiador judeu que viveu na época da revolta contra Roma, narra vários atos da estultícia de Pilatos, que desviava fundos do templo, e massacrou uns samaritanos sem motivo justo, sendo finalmente deposto pelos romanos. Segundo Eusébio, foi levado ao suicídio entre 31 e 41 d.C. Bíblia Shedd.

3 tomado de remorso. O remorso de Judas não é a mesma coisa que arrependimento. Bíblia de Genebra.

O arrependimento de Judas era como o de Esaú, um remorso não acompanhado de uma mudança de mente. CBASD, vol 5, p. 587.

4 Que nos importa? Isso é contigo. Esta tentativa de transferir a responsabilidade não é mais eficaz do que a de Pilatos no v. 24. Bíblia de Genebra.

O Sinédrio ignorou o novo depoimento introduzido forçosamente no julgamento pela confissão de Judas. Sua confissão deve ter envergonhado muito os líderes, cuja cumplicidade na conspiração se tornou então pública. Era evidente que haviam subornado Judas, e este ato era uma violação direta das leis de Moisés (ver Êx 23:8). CBASD, vol 5, p. 587.

6 é preço de sangue. Os sacerdotes se negaram a colocar as trinta moedas de prata de volta no tesouro do templo, mas estavam ansiosos para derramar o sangue inocente que tinham comprado com esse valor. Eles manifestaram um escrúpulo semelhante quando se recusaram a entrar na sala de Pilatos a fim de não se contaminarem e, assim, ficarem impedidos de comer a Páscoa (Jo 18:28). CBASD, vol 5, p. 587.

11 Tu o dizes. Isto é equivalente a “sim”. CBASD, vol 5, p. 588.

15 costumava o governador soltar. A anistia para os presos políticos em tempo de festival era uma prática de origem pagã (ver DTN, 733). Era uma demonstração da política conciliatória de Roma para com o povo das províncias subjugadas, a fim de ganhar a simpatia do povo. CBASD, vol 5, p. 588.

16 Barrabás. Evidências textuais … apoiam a variante “Jesus Barrabás” (NTLH). Pilatos ofereceu ao povo a escolha entre um pretenso salvador político (ver DTN, 733) que prometeu livramento da tirania de Roma, e o Salvador do mundo, que viera para ssalvar as pessoas da tirania do pecado. Eles preferiram submissão à liderança de Barrabás em vez de aceitar a liderança de Cristo. CBASD, vol 5, p. 588.

17 chamado Cristo. A proposta de libertar Jesus dava a entender que, para fins de negociação, Pilatos reconhecia Jesus como um prisioneiro, culpado das acusações feitas contra Ele, que, como tal, era elegível para a anistia com base no costume. CBASD, vol 5, p. 589.

20 persuadiram o povo. Grande parte do apoio popular a Jesus vinha da Galileia e da Pereia, onde ele havia ministrado havia pouco tempo. Os peregrinos dessas regiões dormiam fora da cidade e ainda não tinham entrado, naquela hora da manhã. Os líderes temiam uma tentativa de libertar Jesus por parte desses peregrinos (ver com. de Mt 26:59). … Pilatos antecipou que alguns dos amigos de Jesus falariam em nome dEle. Aparentemente, ele não sabia que a multidão diante do tribunal era composta, se não totalmente, de homens hostis ou pelo menos indiferentes em relação a Jesus. Por essa razão, o ardil de Pilatos falhou, sem dúvida, para sua grande surpresa e desgosto. CBASD, vol 5, p. 589.

22 Que farei […]? Pilatos não teve coragem moral de dar o veredito que ele sabia ser o certo. CBASD, vol 5, p. 589.

23 Que mal fez Ele Pilatos, representando o poder de Roma imperial, estava discutindo a questão com a turba de Jerusalém! Não só isso, ele estava perdendo a discussão! CBASD, vol 5, p. 589.

25 Caia sobre nós o Seu sangue e sobre nossos filhos. Deus não pune os filhos pelos pecados dos pais; no entanto, os resultados das decisões e ações erradas têm seu efeito natural em gerações posteriores (ver Êx 20:5; ver com. de Ez 18:2). No cerco de Jerusalém, em 70 d.C., uma geração depois da crucificação …, os judeus sofreram o resultado inevitável da decisão tomada no dia em que quebraram a aliança (ver DTN, 739) com a declaração: “não temos rei, senão César” (Jo 19:15). Como um povo, eles têm sofrido por quase 19 séculos desde então. CBASD, vol 5, p. 590.

26 O açoite romano era aplicado com um chicote com muitos fios, nas extremidades dos quais pedaços de ossos eram presos. Os prisioneiros frequentemente morriam com este castigo. Bíblia de Genebra.

27 pretório. Residência oficial do governador em Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 manto. Lit., a “capa” de um soldado romano. Bíblia de Genebra.

O sobretudo de um oficial romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 uma coroa. Do gr. stephanos, em geral, “coroa de vitória”. Uma stephanos geralmente consistia de uma guirlanda de folhas ou flores, como um possível prêmio aos vencedores em competições atléticas e na guerra. Mal sabiam os algozes de Jesus quão apropriado foi Dar-Lhe uma coroa de vitória; pois, neste caso, Aquele que a usava, por Sua morte, triunfou sobre os “principados e potestades” (Cl 2:15) e conquistou a maior vitória do tempo e da eternidade. CBASD, vol 5, p. 591.

32-37 A crucificação causava uma morte lenta e agonizante. É provável que os pregos fossem fincados nos punhos, ao invés de nas palmas nas mãos. O peso do corpo suspenso tornava a respiração difícil e dolorosa. Os esforços involuntários das pernas para aliviar a pressão aumentavam enormemente o sofrimento dos pés. Esta terrível experiência continuava até que a vítima, totalmente exaurida, não podia mais respirar; isto poderia durar vários dias. Bíblia de Genebra.

A crucificação era a pior punição daquela época e era reservada para escravos e estrangeiros. Era extremamente doloroso e cheio de vergonha emocional … porque eram usualmente despidos de suas roupas. A morte vinha lentamente, frequentemente após muitos dias, porque nenhum dos órgãos vitais era afetado. A morte de Jesus não foi usual, porque levou apenas algumas horas para que ele expirasse. A explicação mais razoável para isso é que Ele tenha morrido de coração partido. Andrews Study Bible.

34 com fel. Reza a tradição que as mulheres de Jerusalém tinham por hábito fornecer este analgésico para diminuir a dor dos presos ao serem crucificados. Jesus recusou-se a bebê-lo porque queria permanecer de todo consciente até a sua morte. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 repartiram entre si as Suas vestes. Esta ação cumpriu o Sl 22.18, como se torna explícito em Jo 19.23-24. Os eventos que envolveram a crucificação de Jesus incluem numerosos cumprimentos do Sl 22. Bíblia de Genebra.

37 O REI DOS JUDEUS. A tabuleta no alto da cruz especificava o crime. Pilatos estava insultando os líderes judeus, mas a ironia dessa verdade estava clara a toda Igreja Primitiva. Bíblia de Genebra.

38 O termo traduzido por “ladrões” é uma palavra que Josefo usa para rebeldes. Ladrões não eram comumente crucificados. Talvez estes dois fossem do bando de Barrabás (Mc 15.7). Bíblia de Genebra.

40 se és. Estas palavras são uma reminiscência do desafio proferido por Satanás quando ele se aproximou de Cristo no deserto da tentação. … Mais uma vez, falando por meio de homens possuídos por demônios, Satanás procurou atingir a fé que Jesus tinha em Seu Pai celestial (ver DTN, 733, 746, 760).

45 Desde a hora sexta até a hora nona. Do meio dia até às três horas da tarde. Bíblia de Genebra.

46 por que me desamparaste. O grito desolado de Jesus é o cumprimento do Sl 22.1, mostrando a profundidade do sofrimento que ele experimentava ao sentir-se separado de Seu Pai. Posteriormente, os apóstolos perceberam que Jesus estava suportando o horror da ira do juízo de Deus sobre o pecado. Este foi, de todos, o mais agonizante dos sofrimentos daquEle cujo relacionamento com o Pai era perfeito em amor. Bíblia de Genebra.

o véuse rasgou. O véu do templo era uma cortina que separava o Santo dos Santos do resto do Santuário. Simbolizava a impossibilidade de o homem se aproximar de Deus (Hb 8.9). A morte de Jesus foi o Seu sacrifício no altar celestial (Hb 9.12, 24-25), que abriu o caminho até Deus (Hb 10.19-20), removendo o véu. O céu tinha sido aberto através do sacerdócio real e Cristo (1Pe 2.9). Bíblia de Genebra.

50 entregou o espírito. Depois destas palavras, Lucas diz que Jesus expirou (Lc 23:46); abriram-Lhe o lado com uma lança (Jo 19:31-37). O que verteu do lado de Jesus foi uma mistura de sangue coagulado e de soro (este possui a aparência de água). Esta situação surge no caso de ruptura do coração, quando o sangue acumula-se no pericárdio (o tecido celular que reveste o exterior do coração). A tortura mental, espiritual e física pode muito bem ter provocado o rompimento do coração, o que provocou de Jesus este único clamor. Bíblia Shedd.

51 o véu do santuário. A cortina que dividia o santuário do Santo dos Santos, para onde ninguém podia penetrar senão o sumo sacerdote, e este só no dia da expiação. O acontecimento seria uma tragédia para os judeus, mas simbólico para os crentes: em Cristo está abolida toda e qualquer separação entre o adorador e seu Deus (Jo 14.6). Bíblia Shedd.   

52 ressuscitaram. Deve-se notar que, embora os túmulos tenham sido abertos no momento da morte de Cristo, os santos não ressuscitaram até o momento de Sua ressurreição (Mt 27:53). Quão apropriado foi que Cristo trouxesse consigo do túmulo alguns dos prisioneiros a quem Satanás havia mantido no cárcere da morte. Esses mártires saíram com Jesus imortalizados e, depois, subiram com Ele para o Céu (ver DTN, 786). CBASD, vol 5, p. 595

A ressurreição de “muitos … santos”, ainda que mencionada aqui, para mostrar a conexão com o rompimento do véu ocorreu depois da ressurreição de Jesus. Esta ressurreição era o cumprimento simbólico de Dn 12.2. Bíblia de Genebra.

55 muitas mulheres. Aquelas que tinham seguido a Jesus durante o Seu ministério na Galileia ficaram fieis até o fim, e até o novo começo (28.1; Jo 20.11-18). O perfeito amor lançou fora o medo (1Jo 4.18). Bíblia Shedd.

58 e lhe pediu. Nicodemos foi comprar especiarias a fim de embalsamar o corpo de Jesus (ver com. de Jo 19:39, 40); e, provavelmente, ao mesmo tempo, José foi ver Pilatos. …Era preciso ter coragem para ir adiante e manifestar simpatia por um homem condenado e executado como traidor de Roma… A coragem de José e Nicodemos brilha em contraste com a covardia dos discípulos. … Na mesma hora, os líderes dos judeus foram a Pilatos com o pedido de que o corpo de Jesus e dos dois ladrões devia ser retirado da cruz antes do sábado (Jo 19:31). A lei de Moisés exigia que corpos dependurados em madeiro fossem removido antes do pôr do sol (Dt 21:22, 23). … No curso normal dos acontecimentos, Jesus, como um traidor de Roma, teria um enterro desonroso em um campo reservado aos mais vis criminosos (ver DTN, 773).

64 Este último engano será pior do que o primeiro (NVI). O primeiro seria que Jesus era o Messias; o segundo, que ressuscitara como o Filho de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Mateus 26 by Jeferson Quimelli
27 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: comunhão, equilíbrio, Israel, submissão | Tags: , ,

Comentário devocional:

Mateus 26 discorre sobre as horas finais da vida terrena de nosso Senhor. Neste capítulo encontramos a conspiração para matar Jesus, a Páscoa, a Ceia do Senhor, a traição e prisão de Jesus e a negação de Pedro. O simbolismo da Páscoa e da Ceia do Senhor são altamente familiares, portanto, vamos nos concentrar na dinâmica da conspiração para matar a Jesus.

Durante os mais de três anos de ministério público de Jesus, os líderes religiosos O haviam testado de todas as formas, mas não haviam conseguido enganá-lo ou apanhá-lo em contradição. Jesus viveu uma vida de inquestionável pureza moral e, no entanto, os sacerdotes e líderes religiosos, os autoproclamados guardiões da teologia e da moralidade judaica, fazem planos para matá-Lo, um homem inocente. Eles procedem deste modo porque Jesus foi percebido como uma ameaça ao poder deles sobre as pessoas. Que contrassenso! Os professores da moralidade divinamente revelada serem moralmente tão corrompidos!

Quando a religião torna-se uma ferramenta para o auto-engrandecimento e o poder, estabelece-se uma identidade ideológica que o seu possuidor se dispõe a defender ferrenhamente. Neste ponto, essa identidade se torna mais dominante na tomada de decisão moral do que a realidade ou mesmo a revelação divina. Qualquer ameaça a essa identificação será recebida com resistência feroz. O ensinamento de Jesus acerca do poder pessoal de que o maior deveria tornar-se servo é totalmente oposto a essa teologia e ética que favorece a dominação. 

Os ensinos e exemplo de Jesus seriamente desafiou a identidade sacerdotal como peritos revestidos de autoridade do céu, com poder sobre o povo. Para esses líderes religiosos, preservar a sua imagem como líderes espirituais e suas estruturas institucionais era tão importante que justificava o uso de todos os meios possíveis, morais ou imorais. 

Ao enfrentarmos discussões desafiadoras na igreja, devemos ser cuidadosos para que a identidade pessoal e empresarial não substitua o espírito dócil, que busca fazer a vontade do Senhor, qualquer que seja o custo. 

Somente a comunhão diária e a submissão de todos os aspectos de nossa vida ao Salvador nos permitirão colocar os conceitos e valores do reino de Deus acima dos nossos, para a Sua glória e a salvação de muitos. 

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/26/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Mateus 25 

Comentário em áudio 



Mateus 26 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
27 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, Páscoa | Tags: ,

1 todos estes ensinamentos. Ou seja, o discurso sobre os sinais da prometida segunda vinda, e as parábolas relatadas nos caps. 24 e 25. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 555.

3-5 Trata-se de uma reunião do Sinédrio (Supremo Tribunal dos judeus) na época da Páscoa. Bíblia Shedd.

3-15 O mais provável … é que os incidentes registrados nos v. 3 a 15 [O plano para tirar a vida de Jesus e a unção de Jesus em Betânia] tenham ocorrido na noite do sábado anterior. No entanto, Mateus os coloca aqui por causa de sua influência significativa na traição de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 555, 556.

5 para que não haja tumulto. Centenas de milhares de peregrinos judeus subiam a Jerusalém para a Páscoa, e os tumultos eram uma possibilidade real. Os líderes religiosos sabiam que muitas pessoas admiravam Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 indignaram-se os discípulos. João registra a objeção hipócrita de Judas (Jo 12.4-6) e Mateus indica que os outros concordaram com ele. Bíblia de Genebra.

14 EntãoJudas Iscariotes, indo ter. O sermão na sinagoga de Cafarnaum, cerca de um ano antes (Jo 6:22-65), tinha sido o ponto crucial na história de Judas (DTN, 719). Embora exteriormente ele tenha permanecido com os doze, em seu coração ele havia abandonado a Jesus. Aqui a exaltação por parte de Cristo do ato de devoção de Maria, no jantar de Simão, foi uma condenação indireta da atitude de Judas e o impulsionou à ação (DTN, 563, 564, 720). CBASD, vol. 5, p. 558.

15 eu vo-Lo entregarei. A oferta de Judas resolveu o dilema dos líderes em Jerusalém. Eles queriam silenciar Jesus, mas estavam paralisados pelo medo do povo (ver com. do v. 5). O problema deles era como levar Jesus em custódia sem provocar uma revolta popular em Seu favor. … Judas proveu o elo que faltava na trama sacerdotal para prender Jesus de forma conveniente (Mc 14:11), “sem tumulto” (Lc 22:6; cf. Mc 14:1, 2). Não é admirar que os sacerdotes e anciãos “alegraram-se” (Mc 14:11). CBASD, vol. 5, p. 558.

trinta peças [moedas] de prata. Aproximadamente 120 dias de trabalho. Andrews Study Bible.

O valor legal do resgate de uma vida humana, o preço de um escravo. Bíblia Shedd.

17 pães asmos. Na época da Páscoa, celebravam-se sete dias de pães asmos (sem fermento), em memória da saída apressada do Egito, quando não se podia preparar pães para a viagem, e os israelitas levaram consigo a massa antes que levedasse (Êx 12.34). Durante esta época, removia-se qualquer sinal de levedura das casas, sinal de purificação da podridão do pecado (cf. 16.6). Bíblia Shedd.

18-30 Esses versículos mostram claramente que Jesus comeu a refeição da Páscoa com Seus discípulos na noite anterior à crucificação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 a tarde. Jesus ia celebrar a Páscoa com um dia de antecedência, pois no dia oficial do feriado religioso nacional de Páscoa, Ele mesmo estaria sendo retirado, morto, da Cruz, o Cordeiro de Deus imolado. Bíblia Shedd.

23 comeu comigo do mesmo prato (NVI). Era costume – ainda praticado por alguns no Oriente Médio – pegar um pedaço de pão, ou de carne envolto em pão, e mergulhá-lo numa tigela de molho sobre a mesa (feito de frutas cozidas). Bíblia de Estudo NVI Vida.

há de me trair (NVI). Naquela cultura, assim como entre os árabes hoje, comer junto com uma pessoas equivalia a dizer: “Sou seu amigo e não lhe farei nenhum mal”. Esse fato tornou o ato de Judas ainda mais desprezível. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 ai. O fato de as Escrituras terem predito a conspiração de Judas em nada o absolveu de sua responsabilidade pessoal no assunto. Deus não o havia predestinado a trair o Mestre. A decisão de Judas foi uma escolha deliberada de sua parte. CBASD, vol. 5, p. 558.

26-29 Na antiga aliança, a refeição da Páscoa era uma celebração do livramento de Israel da escravidão do Egito. Ao transformar Sua última refeição pascal na instituição da Ceia do Senhor, Jesus mostra o constante enfoque na redenção, através de toda a revelação de Deus. A Ceia do Senhor demonstra a continuidade essencial que há entre a antiga e a nova aliança, revelando que o verdadeiro significado da Páscoa está no livramento efetuado pela morte de Jesus. Bíblia de Genebra.

26 isto é o Meu corpo. No Catolicismo Romano, estas palavras são citadas como base da doutrina da transubstanciação, que ensina que os atributos físicos esternos do pão e do vinho permanecem imutáveis, enquanto a essência invisível é transformada no corpo e sangue de Cristo. Calvino e outros Reformadores reconheceram que os elementos (pão e vinho) representam o corpo e o sangue de Cristo [destaque acrescentado]. Jesus disse estas palavras estando fisicamente presente com os seus discípulos, de modo que uma identificação literal dos elementos com a substância física de Jesus não podia ter ocorrida aos discípulos. Bíblia de Genebra.

Alguns tem interpretado literalmente esta afirmação simbólica de Jesus, aparentemente esquecendo que Ele, muitas vezes, falou em sentido figurado em relação a Si mesmo. Por exemplo, “Eu sou a porta” (Jo 10:7) e “o caminho” (Jo 14:6). Mas é lógico que Ele não estava se transformando assim numa porta ou num caminho. O verbo “é” na frase “é o Meu corpo”, é usado no sentido de “representar”. CBASD, vol. 5, p. 562.

28 Aliança. O sangue que Jesus derramou no Calvário validou a “nova aliança” ou “testamento” assim como o sangue de bois ratificava a antiga aliança (Êx 24:5-8; Hb 9:12-23; cf Gl 3:15). Sem a morte vicária de Cristo, o plano de salvação nunca teria se tornado uma realidade. mesmo os que foram salvos no tempo do Antigo Testamento o foram salvos em virtude do sacrifício então por vir (Hb 9:15). Eles foram salvos ao olhar pela fé para o que ainda estava no futuro, assim como as pessoas encontram a salvação hoje, olhando para a morte de Cristo no passado. CBASD, vol. 5, p. 562.

29 reino de Meu Pai. Fazemos injustiça ao serviço da Comunhão se o celebramos apenas com corações tristes e sombrios. Como a antiga Páscoa [Passover], ela é uma celebração do que Deus fez para libertar Seu povo do estado de pecado e o que Ele fará para nos libertar do mundo de pecado. Os cristãos deveriam, portanto, participar do serviço com respeito, reverência e alegria. Andrews Study Bible.

30 hino. A comunhão da Páscoa terminava com a segunda metade dos salmos de hallel (“louvor”) (Sl 115-118). Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 Getsêmani. O nome significa “prensa do azeite”, lugar em que o azeite é extraído da oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38, 39. Jesus não morreu de modo tão sereno quanto muitos mártires, justamente por não ser um mero mártir: era o Cordeiro de Deus que carregava sobre Si a punição dos pecados de toda a espécie humana. a ira de Deus foi desencadeada contra Ele. Somente isso pode explicar satisfatoriamente o que aconteceu no Getsêmani. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38 profundamente triste. Não é possível compreender a tristeza profunda e a dor misteriosa que se abateu sobre Jesus quando Ele entrou no jardim do Getsêmani. Essa estranha tristeza confundiu os discípulos. … Em parte, o sofrimento era físico, mas isso era apenas o reflexo visível do sofrimento infinito de Cristo como o portador dos pecados do mundo. CBASD, vol. 5, p. 564.

39 cálice. Jesus está horrorizado diante da perspectiva de suportar a ira de Seu Pai. Jesus tinha de enfrentar a morte sabendo que Seu Pai não estaria com Ele, mas contra Ele, em ira e juízo. Bíblia de Genebra.

49 beijou. Gr kataphilein, “beijar com ardor ou com abraços”, o mesmo verbo usado com referência ao pai do filho pródigo, quando ele recebeu a este último com amor (Lc 15.20). Bíblia Shedd.

51 cortou-lhe a orelha. Pedro provavelmente tinha a intenção de cortar a cabeça do homem, mas uma mão invisível teria desviado o golpe. Apenas Lucas registra a recuperação milagrosa da orelha decepada. CBASD, vol. 5, p. 567.

57 Caifás. Jo 18.13 diz que, em primeiro lugar, Jesus foi conduzido a Anás, sogro de Caifás, devido ao fato de os judeus considerarem-no sumo sacerdote, mesmo depois de as autoridades civis terem nomeado Caifás, contrariamente à lei. Bíblia Shedd.

65 rasgou suas vestes. Era proibido ao sumo sacerdote rasgar suas roupas (Lv 10:6; 21:10). Andrews Study Bible.

… porque elas representavam o caráter perfeito de Jesus Cristo (DTN, 709). Caifás, assim, condenou a si mesmo diante da própria lei que defendia e se desqualificou para servir como sumo sacerdote. CBASD, vol. 5, p. 571.

69-75 Todos os evangelhos registram o incidente [traição de Pedro], mostrando quão profundamente ele impressionou a mente da igreja primitiva. É um testemunho tanto da fraqueza humana quanto da grandeza da misericórdia de Deus. Bíblia de Genebra.

74 jurar. Esta não é uma linguagem suja. Significa jurar no sentido de fazer um juramento em um tribunal. Adicionalmente, Pedro parece estar “amaldiçoando” no sentido de invocar uma maldição sobre si mesmo se suas palavras não forem verdadeiras (ver 5:34-37). Andrews Study Bible.

75 chorou amargamente. Ou, “irrompeu em lágrimas”. Se Pedro tivesse acatado com seriedade a admoestação de Jesus para “vigiar e orar” (v. 41), ele nunca teria proferido as palavras traiçoeiras pelas quais derramava lágrimas. Mas, embora parecesse a Pedro que tudo estava perdido, incluindo a si mesmo, o amor do Salvador o ergueu e o resgatou de forma segura através de sua trágica experiência. Nenhuma hora é tão escura, nenhuma mágoa ou derrota tão amarga que a luz do amor de Jesus não possa fortalecer e salvar o perdido (ver DTN, 382). CBASD, vol. 5, p. 573.




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