Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 14 by Jobson Santos
25 de julho de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

A escolha de Ló de se estabelecer perto das cidades de Sodoma e Gomorra o colocou em sério perigo. Quando Quedorlaomer, rei de Elão e seus aliados pagãos atacaram Sodoma, Ló foi levado cativo. Ao ouvir a trágica notícia, Abraão reuniu seus homens para libertar Ló. É notável que Abraão não culpou Ló por sua infeliz escolha de se estabelecer perto de Sodoma. Nem exibiu uma atitude de superioridade deixando Ló sofrer as consequências de suas más escolhas.

Há momentos em que o amor age de forma imprudente. O amor busca e recupera os que fazem escolhas erradas. Certamente há momentos em que as pessoas devem enfrentar o resultado de suas escolhas, mas também há momentos em que o amor deve agir, apesar das escolhas dos outros.

É digno de nota que quando Abraão retornou da peleja, ele deu um dízimo dos despojos a Melquisedeque, o “sacerdote do Deus Altíssimo” (v. 18 NVI). Ao devolver fielmente o dízimo, Abraão reconheceu as bênçãos de Deus sobre sua vida.

Há um outro notável ato de Abraão neste capítulo que não devemos perder: ele se recusou a tomar para si mesmo dos despojos, mesmo “uma correia de sandália” que fosse (v. 23). Ele deu tudo que foi capturado pelos seus homens ao rei de Sodoma. Corações altruístas e espírito de doação abrem caminho para que as bênçãos do armazém celeste fluam sobre nós.

Mark Finley



Texto original:  http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/14
Tradução: JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Gênesis 14 
Crede em Seus Profetas http://credeemseusprofetas.org/



I João 4 by Jeferson Quimelli
23 de junho de 2015, 1:00
Filed under: amor, Amor de Deus, caráter, caráter de Deus | Tags: , ,

Comentário devocional:

1 João 4 retorna ao tema dos mentirosos “sem pecado” que agem com ódio e desdém para com os seus colegas membros da igreja, ao mesmo tempo que afirmam amar a Deus. João não faz rodeios. “Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus, mas odiar seu irmão, é mentiroso… . Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão” (vs. 20, 21 NVI). Uma mensagem direta para aqueles que pensam que podem separar os dois grandes mandamentos de Mateus 22:36-40.

Depois de ler 1 João (e seu evangelho) não temos nenhuma dúvida sobre o núcleo central do problema dos mentirosos “sem pecado”: eles não têm “comunhão” com muitos de seus companheiros crentes (1:9) e tem atitudes e ações odiosas (2:9). Como resultado, apesar de pretenderem estar  “sem pecado” eles não “têm a vida eterna em si mesmo” (3:15) ou Cristo (3:24).

Essas pessoas podem ter sido membros da congregação de João, mas estavam totalmente equivocadas quanto ao que se refere à salvação e à prática da vida cristã. Falhando em perceber que “Deus é amor” (v. 8), eles tinham, aparentemente, construído um deus à sua própria imagem.

O coração pastoral de João sangra ao suplicar que eles mudem seu comportamento. “Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós” (v.12 NVI). O apóstolo não poderia ter escrito de forma mais clara.

Ellen White captou esta mensagem de João. Ela escreveu: “Cristo aguarda com forte desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (Parábolas de Jesus, 69). O núcleo do caráter divino é o amor. Deus quer que sejamos semelhantes a Ele quando Jesus voltar. Assim, o testemunho dos última geração a viver na Terra é uma revelação do amoroso caráter de Deus. 

George Knight
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/4/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 4 
Comentário em áudio 



I João 3 by Jobson Santos
22 de junho de 2015, 1:00
Filed under: obediência | Tags: , , , ,
Comentário devocional:
 
João ainda não terminou de falar a respeito dos imperfeitos “santos”, que acham que não tem pecado, mas no verso 2 ele trata de outro problema. Aqui encontramos um verso que muitos membros da igreja interpretam mal: “Amados, … ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele” (NVI).
 
Alguns vêem nesse texto uma referência a um perfeccionismo sem pecado no tempo do fim. Essas pessoas utilizam como argumento o verso 4, que diz: “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei” (NVI).
 
Aqui encontramos o que na superfície parece ser um problema. Afinal, 1 João 1:8, 10 afirma claramente que aqueles que proclamam estar sem pecado são mentirosos. Já em 1 João 3:9 o apóstolo alega que é impossível para um cristão pecar. Mas João não se confundiu. Nos capítulos 1 e 2 ele está falando de “atos de pecado” (como o aoristo grego salienta no capítulo 2:1), enquanto no capítulo 3, ele usa o tempo presente para nos dizer que é impossível para um cristão nascido de novo de viver em um estado permanente de ilegalidade ou rebelião contra Deus.
A palavra grega para Lei (nomos) não é encontrada nem uma vez em 1 João. A palavra grega traduzida por lei no verso 4 significa “ilegalidade, iniquidade”, “rebelião”. Assim, a melhor tradução de 1Jo 3:4 é: “Qualquer que pratica o pecado também pratica iniquidade, porque o pecado é iniquidade” [ou rebeldia], conforme visto na versão Almeida Revista e Corrigida. Ou seja, o pecado da disposição mental de rebeldia, opor-se deliberadamente à influência do Espírito Santo. Significa viver como se não houvesse nenhuma lei. E isso, João nos diz nos versos 6 e 9, é uma impossibilidade para os cristãos. “Qualquer que permanece nele não vive pecando; qualquer que vive pecando não o viu nem o conheceu” e “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (v. 6, 9 ARC).
 
Evidentemente, se os indivíduos cometem um ato de pecado eles podem confessá-lo (1 Jo 1:9.) e serem perdoados. Esse é um “pecado que não leva à morte” (1 Jo 5:17 NVI). Por outro lado, viver em um estado contínuo de rebeldia, como se não houvesse nenhuma lei ou autoridade divina por trás dela, é um “pecado que leva à morte” (1 Jo 5:16 NVI) porque não conduz à confissão e ao perdão (cf. Mt 12:30).
 
Como Deus quer que vivamos para que sejamos “semelhantes a Ele”, “quando Ele se manifestar” (v. 2)? A resposta é encontrada no contexto. Aqueles que permanecem nEle (2:28) passaram da morte para a vida porque amam seus irmãos (1 Jo 3:14). O mandamento central para João é sempre: “que nos amemos uns aos outros” (3:23 NVI). E isso faz sentido, já que “Deus é amor” (1Jo 4:8).
 
George Knight
Estados Unidos
 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/3/
 
Traduzido por JAQ/JDS/IB
 
Texto bíblico: I João 3 http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-joao/1jo-capitulo-3/
Comentário em áudio http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados22-06-2015.mp3


Efésios 5 by Jeferson Quimelli
23 de abril de 2015, 1:00
Filed under: Amor de Deus | Tags: , ,

Comentário devocional:

Se você ler Efésios 5 isoladamente, perderá todo o poder de um tema que se move como um fio de ouro. Então comece de novo e leia com atenção Ef 4:32 a 5:2. Como crentes, somos chamados a estabelecer nosso comportamento para com os outros no modelo do perdão e da graça de Deus para conosco. Devemos imitar a Deus! (Cf. Mt 5:43-48).

Paulo contrasta este amor que imita o amor de Deus com o estilo de vida usual, pagão. Em vez de valorizar os outros como irmãos e irmãs na família de Deus, os seres humanos, muitas vezes, usam os outros para seu próprio prazer sexual e depois ainda se gabam disso (vs. 3-4). O apóstolo adverte que essa atitude não tem lugar no novo mundo planejado por Deus (vs. 5-7).

Em vez disso, os crentes devem abandonar a escuridão do seu passado e andar “como filhos da luz” (vs. 8-10), imitando o amor do Pai. Novamente Paulo recomenda que fiquemos longe de “obras das trevas” feitas “em segredo” (vs. 11-12). Em contraste, devemos viver na luz de Cristo (vs. 13-14). Ao invés de desperdiçarmos nossas vidas em tola embriaguez, passemos a “remir o tempo” dando graças a Deus por seu amor para conosco (vs. 15-21).

Paulo passa, então, a aplicar o tema da imitação do amor de Deus no aconselhamento aos maridos e esposas cristãs. O abnegado amor de Cristo pela igreja torna-se o modelo para os maridos cristãos (vs. 25-33), enquanto que a fidelidade da igreja a Cristo torna-se o modelo para as esposas cristãs (vs. 22-24). Ao invés de usar o dom da sexualidade de uma forma egoísta, um marido e uma esposa cristã devem focar em valorizar uns aos outros para que eles se tornem “uma só carne” (vs. 28-33).

“Sejam imitadores de Deus, como filhos amados” (v. 1 NVI). Pela graça de Deus, você é chamado hoje a viver essa exortação de Paulo em suas relações com os outros.

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/5/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Efésios 5 
Comentários em áudio 



Efesios 4 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
22 de abril de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , , , , , ,

1 Rogo-vos, pois. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola, embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prática como aspectos separados da fé. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apresentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. Porém, nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos, devido à graça recebida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. A ênfase aqui é colocada mais nos efeitos do que nas causas da vida espiritual. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1132.

2 Suportando-vos. Do gr. apechõ, “sustentar”. CBASD, vol. 6, p. 1133.

Em amor. A paciência somente se manifesta em um coração que ama. CBASD, vol. 6, p. 1133.

9 Regiões inferiores da terra. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra, no qual “Terra” está ligada a “regiões inferiores”, ou a “inferno”, para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao sepultamento de Cristo. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação. Por meio dessa experiência, Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz, familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana, inclusive com a morte. CBASD, vol. 6, p. 1134.

14 Agitados de um lado para outro. Literalmente, “atirados pelas ondas”. A falta de firmeza, muitas vezes associada à juventude, não deve ser a característica do crente, mas a paciência, a resistência e a estabilidade. Os que sempre buscam algo novo e são atraídos por ideias sensacionalistas, colocam uma base frágil para a vida da igreja. Da mesma forma, a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Vento de doutrina. Paulo não menospreza a doutrina ou a teologia, como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus, mas adverte contra a indecisão, incerteza e imprecisão que, com frequência, acompanham a reflexão teológica. Sem dúvida, ele também se refere à especulação ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Artimanha. Literalmente, “jogo de dados”. Os “ventos de doutrina” são projetados para enganar, como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro. Não é apenas uma questão de acaso, pois os dados estão viciados; o que parece ser ensino de Cristo, em realidade não o é. CBASD, vol. 6, p. 1136.

17 Vaidade. Do gr. mataiotes. A ideia não é de presunção, mas de objetivos frívolos e vazios. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo, sem esperança, e descuidadamente. CBASD, vol. 6, p. 1137.

22 O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos; inclui a própria mente e a natureza humana, de onde se originam os atos. O velho eu morre (Rm 6:6) e não deve reviver. CBASD, vol. 6, p. 1139.

25 Membros uns dos outros. A mentira tende a destruir a unidade da irmandade; o engano opõe um membro ao outro (ICo 12:15). Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser na base da absoluta confiança (Zc 8:16). CBASD, vol. 6, p. 1140.

26 Não pequeis. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal, vingança e perda de domínio próprio. Alguém comentou que “às vezes, fazemos bem em demonstrar ira, mas temos confundido essas vezes”. CBASD, vol. 6, p. 1140.

Não se ponha o sol. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso da indignação. Embora deva sempre haver indignação contra o pecado, o ressentimento acalentado é destrutivo. CBASD, vol. 6, p. 1140.

29 A que for boa. Não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem obscena. Suas palavras devem cumprir um propósito útil. Jesus advertiu contra o uso de palavras ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). CBASD, vol. 6, p. 1141.

32 Perdoando. A bondade e a ternura são de pouco proveito, a menos que se expressem no espírito de perdão. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou polidez, se não estiver disposta a dar o passo do perdão. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude, é uma decidida atitude do coração e da mente. O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Mt 6:12; Lc 6:36). O perdão foi comprado a um preço infinito, porém, não custa nada ao pecador, exceto o sacrifício do orgulho pessoal de perdoar os outros. CBASD, vol. 6, p. 1142.



Gálatas 5 by Jeferson Quimelli
17 de abril de 2015, 1:00
Filed under: amor, graça, obediência | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O fato de nossa salvação estar enraizada em Cristo significa que podemos nos comportar de qualquer maneira? Certamente não! Nosso modo de vida como cristãos é tão importante que o apóstolo Paulo fala sobre isso em todas as suas epístolas. Essa discussão, no entanto, sempre se segue às considerações de Paulo sobre o que Deus fez por nós em Cristo. Este padrão em suas cartas demonstra que nossas ações devem ser uma resposta à salvação que já temos em Cristo, em vez de serem um meio de obter a salvação. Em sua epístola aos Gálatas, Paulo aborda o modo como a vida de fé deve ser vivida (ver 5:13 – 6:10).

No início, Paulo nos lembra de que, embora tenhamos sido libertados da condenação da lei, nossa liberdade não deve se tornar uma desculpa para cedermos aos nossos desejos egocêntricos (ver vv 19-21). A graça deve libertar-nos do poder dominante do pecado que procura manter-nos cativos. Então, ao invés de viver para agradar a nós mesmos, o evangelho nos liberta para servirmos uns aos outros por amor (cf. Gl 5:13; Lev 19:18).

Paulo afirma que o amor que deve caracterizar a vida cristã, na verdade, cumpre toda a lei (v. 14). Isto não significa que o amor pode substituir a obediência, como se elas fossem excludentes. Não! Ao dizer que o amor cumpre a lei, Paulo está se referindo a um nível mais profundo de obediência que vai muito além de meras ações externas, como a circuncisão. É uma obediência que faz muito mais do que apenas o mínimo exigido pela letra da lei. É a maneira através da qual a verdadeira intenção e significado da lei podem ser experimentados (cf. Mt 22:36-40; Rm 13:8-10; 1Jo 2:3-6).

Como você pode imaginar, este tipo de obediência está além do que somos capazes de alcançar. É uma obra da graça divina que só o Espírito pode produzir em nós. Minha oração é que cada um de nós permita que o Espírito produza esse fruto em nossas vidas hoje.

Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/5/ 
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Gálatas 5
Comentários em áudio 



II Coríntios 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
5 de abril de 2015, 0:00
Filed under: amor, Espírito Santo, Sem categoria | Tags: , , , ,

1 Cooperadores com Ele. O princípio da cooperação é vital ao desempenho espiritual pessoal e ao sucesso no serviço cristão. Deus não dispensa o auxílio humano (DTN , 535). A capacidade humana para o bem depende da medida de sua cooperação com o divino (cf. Jo 5:19, 30; DTN, 297). Os ministros cristãos e os colaboradores não devem tentar trabalhar por sua própria força ou sabedoria, e Deus não os deixa entregues a si mesmos, à sua própria sorte, ou a seus próprios recursos. Essa cooperação entre Cristo e Seu s embaixadores deve ser íntima e contínua para que sejam "habilitados a realizar os feitos da Onipotência"(DTN , 827). Cristo é mais que um observador; é um companheiro ativo em tudo o que eles fizerem (Fp 2:12, 13; cf. Hb 1:14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 960.

Recebais. Do gr. dechomai, neste versículo, "receber favoravelmente", "aprovar", "aceitar". É possível concordar mentalmente com a graça de Deus e não ser beneficiado por ela. Cristo ilustrou essa verdade com as sementes que caíram em solo rochoso e entre espinhos (ver com. de Mt 13:5-7). Embora os coríntios tenham respondido às primeiras exortações de Paulo e tenham se reconciliado com Deus, isso não bastava. A obra da salvação deles, individualmente, ainda não estava completa. A vida cristã apenas se inicia quando os seres humanos são reconciliados com Deus e entram num novo relacionamento com Ele. É verdade que, no momento da reconciliação, eles estão numa situação segura. Permanecem justificados pela graça de Deus. No entanto, o evangelho de Cristo inclui muito mais que o perdão dos pecados passados; prevê também a transformação do caráter, cuja meta é uma vida em que o pecado não mais tome parte (ver com. de Rm 6:5-16; 2Co 1:22; 3:18). O recebimento inicial da graça de Deus, que justifica, deve ser seguido de um contínuo recebimento de graça, que produz santificação. CBASD, vol. 6, p. 960.

Em vão. Isto é, sem ter servido a qualquer propósito útil (cf. Is 55:10, 11). O importante é a maneira como o ser humano recebe a graça, e como continua a recebê-la (ver com. de Mt 13:23; At 2:41). A graça de Deus é recebida em vão: 1. Quando é negligenciada. … 2. Quando é pervertida ao usá-la como uma capa para o pecado (Rm 6:1, 15). … 3. Quando é adulterada com ideias e métodos humanos. … ; 4. Quando é recebida apenas pelo intelecto e não é levada para a vida. … CBASD, vol. 6, p. 960, 961.

2 Dia da salvação. Isto é, o tempo durante o qual se prolonga a luz da graça (ver Jo 12:35). CBASD, vol. 6, p. 961.

3 Escândalo. Literalmente, "uma ocasião para tropeço". Paulo aspira a conduzir seu ministério (cf. v. 1) de modo que ninguém tenha desculpas para rejeitar a graça de Deus. CBASD, vol. 6, p. 961.

Ministério. Paulo … sofre, trabalha, estuda e ministra a palavra para não dar qualquer motivo para.escândalo (lCo 8:13; 10:32, 33; Fp 2:15; lTs 2:10; 5:22; cf. Mt 10:16). Ainda assim, houve vários em Corinto que se escandalizaram. Seria, talvez, impossível pregar e agir de modo que ninguém se escandalizasse. Para alguns, até mesmo a verdade e a santidade escandalizavam. As pessoas que ouviam Jesus se escandalizavam dEle (Jo 6:60 , 61, 66). Para outros, qualquer advertência contra o pecado ou o erro escandalizava. No entanto, para os verdadeiros cristãos, o embaixador do evangelho não escandalizará ao repreendê-los por manifestações de orgulho, irreverência, indiferença, hábitos ou práticas questionáveis, grosseria ou vulgaridade. … Tanto quanto possível, o ministro do evangelho deve ter "paz com todos os homens" (Rm 12:18), contudo, Jesus e Paulo despertaram inimizade por onde passaram. … Nenhum cristão teve mais inimigos que Cristo, e Seus discípulos foram acusados de ter "transtornado o mundo" (At 17:6). CBASD, vol. 6, p. 962

6 No Espírito Santo. O Espírito é o agente no cultivo de todas essas virtudes (Gl 5:22, 23). É possível exibir esses traços em certo grau, superficialmente, independente do Espírito Santo, mas nunca em sua plenitude. CBASD, vol. 6, p. 963.

Amor. Do gr. agape (ver com. de Mt 5:43 , 44). A característica culminante do ministro do evangelho é este principal fruto do Espírito (ver com. de lCo 13; sobre a expressão "amor não fingido", ver com. de Rm 12:9). Sem essa qualidade, o embaixador de Cristo se torna rígido, autocomplacente e censurador. Pureza e poder são inalcançáveis sem amor. CBASD, vol. 6, p. 963.

11 Ó coríntios. Apenas neste versículo, nas duas cartas, Paulo se dirige aos coríntios especificamente. Paulo apela que retribuam seu amor e o tratem como ele os trata. CBASD, vol. 6, p. 965.

13 Como justa retribuição. Paulo considera os crentes coríntios como filhos espirituais (1Co 4:14, 15) e, como pai espiritual, ele derramou sobre eles a plenitude do amor paternal. Em contrapartida, o apóstolo anseia o amor dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 966.

14 Jugo desigual.A diferença em ideais e conduta entre cristãos e não cristãos é tão: grande que, ao entrar em qualquer relacionamento (casamento, negócios, etc), os cristãos são confrontados com situações em que têm de abandonar princípios ou enfrentar dificuldades. Entrar em tal união é desobedecer a Deus e negociar com o diabo. A separação do pecado e dos pecadores é apresentada em todas as Escrituras (Lv 20:24; Nm 6:3; Hb 7:26; etc). Nenhum outro princípio tem sido mais rigorosamente ordenado por Deus. Por toda a história do povo de Deus, a violação desse princípio tem, inevitavelmente, resultado em desastre espiritual. CBASD, vol. 6, p. 966.

Com os incrédulos. Para os que não aceitam Cristo como salvador, nem Seus ensinos, como padrão de crença e conduta, os ideais, princípios e a prática do cristianismo são loucura (1Co 1:18). Em razão de sua perspectiva da vida, os descrentes normalmente acham difícil tolerar um padrão de conduta que tende a restringir seu modo de viver, ou que indique que seus conceitos e práticas são maus ou inferiores. Paulo não proíbe toda a associação com descrentes, mas apenas a associação que teria a tendência de diminuir o amor do cristão por Deus, adulterar a pureza de sua perspectiva de vida ou levá-lo a se desviar de seu padrão de conduta. Os cristãos não devem se esquivar de seus parentes e amigos, mas se associar com eles como exemplos vivos do cristianismo posto em prática e, assim, ganhá-los para Cristo (1Co 5:9, 10; 7:12; 10:27). … Quando se trata de um relacionamento de vinculação como o casamento, o cristão que verdadeiramente ama o Senhor de modo algum se unirá a um descrente, mesmo na piedosa ou louvável esperança de conquistá-lo para Cristo. Quase sem exceção, o desapontamento é o resultado de uma ação contrária ao sábio conselho apresentado pelo apóstolo neste versículo. Aqueles que escolherem prestar atenção a esse conselho poderão esperar, de modo especial, desfrutar o favor divino e descobrirão que Deus tem algo reservado para eles, que ultrapassa, em muito, quaisquer planos humanos. CBASD, vol. 6, p. 966, 967.

Que sociedade. Toda união em que o caráter, as crenças e os interesses do cristão perdem algo de sua distinção e integridade, é proibida. O cristão não pode se dar ao luxo de entrar em uma ligação que exija concessões. CBASD, vol. 6, p. 967.

15 Maligno. Neste versículo, a palavra é uma personificação para Satanás, representando a inutilidade e o vazio das coisas por meio das quais ele tenta atrair e seduzir as pessoas ao pecado. … Por trás de tudo o que é mau e desprezível estão as forças sobrenaturais das trevas, conduzidas por Satanás. Todo o mundo está alinhado atrás de um ou outro líder (1Pe 5:8-9; Ap 12:11). CBASD, vol. 6, p. 967.

16 Ligação. Ou "concordar", "consentir" (Lc 23:51). Não pode haver aliança entre Cristo e Satanás, entre o verdadeiro Deus e os falsos deuses, entre o cristianismo e o paganismo. Paulo declara que uma aliança entre crentes e descrentes é igualmente inconcebível. CBASD, vol. 6, p. 967.

17 Por isso, retirai-vos. A referência histórica é a retirada dos israelitas cativos da antiga Babilônia, que Paulo menciona neste versículo como uma ilustração da separação do povo de Deus do mundo e da Babilônia espiritual (ver com. de Ap 18:4). Após retornarem do cativeiro, os judeus foram encarregados de não levar qualquer coisa que tivesse relação com a idolatria pagã. De modo semelhante, o Israel espiritual é ordenado a "não tocar na s coisas impuras" (ver com. de Is 52:11, 12). CBASD, vol. 6, p. 968.

18 Filhos e filhas.Em consequência da fé dos crentes em Cristo, a operação sobrenatural do Espírito de Deus gera nova vida espiritual, que torna o ser humano um filho de Deus. Esse relacionamento Pai-filho é tão real e vital como o relacionamento humano utilizado para ilustrá-lo. Na vida de Jesus como o Filho de Deus, temos um perfeito exemplo do relacionamento que é nosso privilégio ter como filhos do Pai celestial (ver com. de Lc 2:49; Jo 1:14; 4:34; 8:29). A chave para esse relacionamento é o amor, e seu resultado é confiança e obediência. CBASD, vol. 6, p. 968.



I Coríntios 16 by Jeferson Quimelli
30 de março de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , ,

Comentário devocional:

Paulo encerra esta carta [ou epístola] com alguns planos práticos. Ele exorta os coríntios a prepararem e recolherem seus donativos no primeiro dia da semana para ajudar os crentes menos afortunados de Jerusalém (v 1-2). Enquanto alguns detalhes não são exatamente claros, como a razão da arrecadação dos donativos para Jerusalém, Paulo indica que, como cristãos, temos a responsabilidade de atendermos as necessidades uns dos outros.

Paulo planejava visitar os cristãos de Corinto. O verso 8 indica, entretanto, que ele, primeiro, passaria algum tempo em Éfeso, que foi, provavelmente, o início de sua estadia de três anos naquela cidade portuária da Ásia (ver Atos 20:31). Atos 19 registra algumas das provações e tribulações que Paulo enfrentou  enquanto trabalhava em prol dos crentes em Éfeso. 

Os versos finais da epístola (v 19-20) incluem saudações. Paulo tinha assistentes que escreviam em pergaminhos as cartas que ele ditava, mas ele considerou importante escrever a saudação pessoalmente, “de próprio punho” (v 21 NVI).

Resumindo sua epístola, no coração do último capítulo Paulo destaca o quanto ele se preocupava com cristãos de Corinto: “Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor”(v 13-14). 

Não importa quais sejam as dificuldades, o amor de Deus é a essência da vida cristã.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/16/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 16 
Comentários em áudio



I Corintios 16 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
30 de março de 2015, 0:00
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1 Como ordenei. Os crentes de Corinto deviam aceitar esse dever assim como tinham feito os gálatas. A obra de ajudar os pobres é dada à igreja em todas as épocas a fim de que seus membros desenvolvam simpatia e amor e revelem a outros o poder do evangelho de Cristo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 896.

9 Uma porta […] se me abriu. Paulo se referia a oportunidades incomuns em Éfeso para a pregação do evangelho como o motivo pelo qual desejava permanecer ali por algum tempo em vez de seguir de vez para a Macedônia e Corinto. Éfeso era um centro importante de adoração pagã na província romana da Ásia. A deusa Diana (ou Ártemis) era a mais popular (At 19:24). Nessa cidade, quase completamente entregue a idolatria, superstição e vícios, Deus manifestou Seu poder por meio de Paulo para a conversão de pecadores e para confundir os adversários. CBASD, vol. 6, p. 897.

Adversários. Quando a oposição se levantou em Éfeso, Paulo não deixou a cidade, mas trabalhou ainda mais para o avanço do reino de Deus. A oposição pode em geral ser considerada como evidência de que Satanás está alarmado com a ameaça de seu domínio sobre os seres humanos e como indício de que o Espírito de Deus está operando. CBASD, vol. 6, p. 897.

10 Timóteo. Um dos conversos de Paulo e seu auxiliar na obra de Deus. Ele foi enviado à igreja de Corinto para ajudar os irmãos com seus problemas (I Co 4:17). Paulo buscou preparar o caminho para ele, solicitando a hospitalidade e cordialidade dos coríntiosem seu favor. CBASD, vol. 6, p. 897.

13 Portai-vos varonilmente. Do gr. andrizõ, “agir como homem”. Ser cristão requer coragem, intrepidez, perseverança e ânimo. Não há lugar para covardia, timidez ou medo. Apenas os que se colocam sem reservas sob a liderança do Salvador desenvolverão caráter nobre (Ef 6:10). CBASD, vol. 6, p. 898.

17 A vinda de. Os três mensageiros nomeados deviam ser de Corinto. Fortunato e Acaico não são mencionados em nenhuma outra passagem. É provável que os três homens fossem portadores da carta dos coríntios a Paulo (I Co 7:1), bem como da carta de Paulo a eles, conhecida como 1 Coríntios. CBASD, vol. 6, p. 899.

18 Refrigério. A presença e as palavras desses mensageiros de Corinto levaram encorajamento e consolo a Paulo. Tudo indica que informaram ao apóstolo sobre a igreja de Corinto, o que o ajudou a compreender a situação (Pv 15:30). CBASD, vol. 6, p. 899.

20 Osculo. Forma comum de saudação no Oriente. O beijo santo era uma prova da afeição cristã. CBASD, vol. 6, p. 899.

22 Anátema. Uma transliteração do gr. anathema, que significa “amaldiçoado” ou “devotado à destruição”. Aqueles que não acreditam nem amam o Senhor Jesus Cristo não podem ter a esperança da salvação. Pelo ato de rejeitar o único meio de salvação, escolhem a ruína eterna. CBASD, vol. 6, p. 899.

Maranata. Uma transliteração do gr. maran atha, que, por sua vez, é uma transliteração do aramaico maran ‘athah. Esse é o único texto da Bíblia em que ocorre a palavra. A expressão em aramaico pode ser traduzida como “nosso Senhor vem” ou “vem, nosso Senhor”. CBASD, vol. 6, p. 899.

24. Amor. Que bênção mais bela poderia seguir a repreensão dirigida àqueles que rejeitam o amor de Deus? Esta epístola, que lida de forma franca com determinados abusos na igreja, é encerrada com uma expressão de amor e de interesse pelo bem estar eterno dos destinatários. CBASD, vol. 6, p. 900.



Atos 3 by Jobson Santos
1 de fevereiro de 2015, 1:06
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Comentário devocional:
Um dia Pedro e João estavam a caminho do Templo para orar. Quando entraram, um homem aleijado lhes pediu esmola. Eles não tinham dinheiro para lhe dar e poderiam ter dado ao homem somente esperanças de que alguém iria ajudá-lo. Mas eles não fizeram isso. “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande.” (v 6 NVI). Mas não fizeram só isso. O tomaram pela mão, o ergueram, e quando o fizeram (atuando pela fé), os seus pés e tornozelos recuperaram sua força, e ele começou a pular e louvar a Deus.
Vendo alguém em necessidade, você já deve ter pensado: “Bem, eu realmente não tenho nada significativo para dar. Eu vou deixar para que alguém que tenha mais do que eu ajude”. Mas Deus não nos pede muito, ele só nos pede para dar o que temos, que é Jesus. No entanto, ao darmos Jesus, devemos também oferecer uma mão amiga. Esta é a parte assustadora e exige fé. Ela é chamada de “colocar o evangelho nos sapatos de trabalho”, ou seja, é precisar colocar o evangelho em prática. Se sairmos de nossa zona de conforto e nos exercitarmos mais neste cristianismo prático, faremos grande diferença em nosso mundo hoje!
“Por tudo que nos confere vantagem sobre outros – seja educação e refinamento, seja nobreza de caráter, educação cristã ou experiência religiosa – achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, o quanto estiver ao nosso alcance, cumpre-nos ajudá-los. Se somos fortes, devemos sustentar as mãos do fraco.”(O Desejado de Todas as Nações, p. 440).
Ao fazermos isso, o Espírito Santo nos concederá o sucesso. Mas também devemos dar toda a glória a Deus, como o fizeram Pedro e João. “Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?” (v 12 NVI), disseram à multidão surpresa. “Isto não vem de nós. Vem de Jesus. Agora arrependam-se e se convertam, e façam o mesmo.” (paráfrase do vs. 19).
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/3/
Traduzido por JAQ/GAQ
Texto bíblico: Atos 3
Comentário em áudio

 




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