Reavivados por Sua Palavra


Hebreus 11 by Jeferson Quimelli
4 de junho de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

O capítulo 11 fornece a evidência para a afirmação no capítulo 10 de que o “justo viverá pela fé”, fornecendo uma impressionante lista de exemplos de pessoas de fé da história de Israel.

Descobrimos que, pela fé, Abel “ainda fala”, Enoque não “viu a morte,” Noé salvou “a sua casa”, Abraão concebeu um filho quando já não tinha mais capacidade de gerar filhos e recebeu esse filho de volta dos mortos, quando o ofereceu como sacrifício a Deus.

Pela fé Moisés sobreviveu à sentença de morte do rei, escapou da “ira do rei”, e depois escapou do anjo destruidor que ceifou a vida dos primogênitos no Egito. Pela fé, os israelitas atravessaram o Mar Vermelho e conquistaram Jericó. Essas histórias mostram que a fé dá vida. Elas contrastam com a história da geração israelita do deserto (Heb 3) que não tinha fé e morreu por causa disso.

O autor também afirma que a fé proporciona entendimento. O verso 3 diz: “Pela fé entendemos.” Desse modo, a evidência não é o fator determinante para o entendimento, mas a fé é. Afinal, a geração do deserto tinha todas as evidências de que precisavam, mas não conseguiram entender.

A estrutura retórica deste capítulo também tem uma poderosa surpresa para nós. A repetição da frase “pela fé Abel…”, “pela fé Enoque…”, “pela fé Noé…”, etc, cria um ritmo que culmina no vs. 31: “Pela fé a prostituta Raabe,…”

“Realmente? Você quer dizer que Raabe, a prostituta, é o clímax do capítulo acima de Enoque, Abraão e Moisés?” Sim, e eu adoro isso. A confissão de fé de Raabe em Josué 2:10-11 é uma das mais belas nas Escrituras. Acredito, porém, que Raabe foi escolhida por outra razão. Raabe separou-se de uma geração sem fé, desobediente, que seria destruída. Ela não viu as pragas do Egito, nem o Mar Vermelho se abrir, ou a coluna de fogo, ou a água que fluiu a partir da rocha. Ela simplesmente ouviu e acreditou.

Podemos não ter visto ou experimentado os milagres poderosos de Jesus, mas somos convidados a acreditar e ter vida.

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/11/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 11 
Comentário em áudio 



Atos 4 by Jeferson Quimelli
2 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: coragem, cura, Espírito Santo, milagres | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

Infelizmente, quando milagres estão acontecendo, o diabo trabalha procurando parar as bênçãos. Por essa razão não demorou muito até Pedro e João serem presos pelos líderes religiosos da época e rudemente questionados, “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” (v. 7, NVI). Eles poderiam ter ficado com medo e respondido de forma a contornar a questão ou tirar o foco de Jesus. Afinal de contas, eles sabiam o que havia acontecido com Jesus. Ele fora crucificado! Mas eles não tentaram encobrir a verdade. Em vez disso, Pedro, com ousadia, respondeu: “saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores” (v. 10).

Se tivéssemos estado no lugar de Pedro, o que teríamos feito? Creio que a resposta a essa pergunta está na forma como lidamos com as pequenas provas hoje. Quando alguém questiona nossas crenças, nosso estilo de vida, ou nossa fé, tentamos esconder o fato de que somos cristãos adventistas do sétimo dia, ou aproveitamos a oportunidade para compartilhar com ousadia a respeito do nosso Senhor e Salvador e as verdades de Sua Palavra?

Está chegando a hora em que todos os cristãos fiéis serão levado aos tribunais por causa de sua fé. Na verdade, muitos de nossos irmãos ao redor do mundo já estão experimentando este tipo de provação. Mas a Bíblia nos diz: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (1 Pedro 4:12, 13, NVI).

Em Mateus 10:32 somos lembrados das palavras de Jesus: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus” 

O objetivo da nossa vida deve ser esse: obter a aprovação de Deus e não dos homens. Portanto, não importa o que aconteça, seja fiel a Deus hoje!

Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/4/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Atos 4
Comentário em áudio



Atos 3 – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli
1 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: cura, Espírito Santo, milagres | Tags: , , ,

1 Oração da hora nona. Por volta das três da tarde. Esta era a hora do sacrifício da tarde. Era conhecida como hora de oração e hora do incenso. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 143.

3 Iam entrar no templo. Como os apóstolos estavam prestes a entrar no templo, a fim de adorar, o coxo concluiu que eram homens piedosos, de quem ele poderia esperar uma esmola. CBASD, vol. 6, p. 144.

4 Olha para nós. Pedro não pretendia que o coxo considerasse que eles tinham poder em si mesmos para curá-lo. Mas tentaram concentrar neles a atenção do homem a fim de direcioná-la a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 144.

6 Em nome. O nome de Jesus Cristo, o Salvador ungido, contém a descrição da personalidade e do caráter de seu portador divino. A invocação reverente de Seu nome resultou numa demonstração de poder. CBASD, vol. 6, p. 145.

7 E […] o levantou. O gesto de Pedro foi um auxílio à fé iniciante do.coxo. CBASD, vol. 6, p. 145.

10 Reconheceram. As pessoas reconheceram que o homem era mesmo coxo, não um simulante. Viram que estava curado.Puderam vê-lo entrar no templo, saltando e alegrando-se por sua saúde e louvando a Deus. CBASD, vol. 6, p. 146.

13 A quem vós traístes. Ou, “entregastes”. Pedro é franco e ousado ao colocar a culpa pela morte de Jesus sobre os judeus, como os apóstolos passaram a fazer desta ocasião em diante. CBASD, vol. 6, p. 147.

14 Pedistes […] um homicida. Isto é, Barrabás (Mc 15:7). CBASD, vol. 6, p. 147.

17 Por ignorância. A ignorância é perigosa tanto no âmbito espiritual quanto em outros contextos. As pessoas podem pecar por ignorância, como neste exemplo, mas a ignorância não justifica o pecado. CBASD, vol. 6, p. 148.

21 Desde a antiguidade. Estas palavras abrangem as muitas promessas imutáveis dos profetas que despertaram a esperança do povo de Deus ao longo das eras. CBASD, vol. 6, p. 151.

25 Os filhos dos profetas. Os profetas foram enviados especialmente aos israelitas. CBASD, vol. 6, p. 152.

26 Primeiramente a vós outros. Esta primazia dos judeus em relação ao evangelho é digna de nota. Pedro ainda não conhecia as condições da pregação do evangelho aos gentios, mas indica que a mensagem deveria ser pregada primeiramente aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 152.

Para vos abençoar. A bênção mencionada aqui sucede a ressurreição e envolve o poder de Cristo que capacita o ser humano a deixar o pecado e seguir a nova vida que se encontra nEle. CBASD, vol. 6, p. 152.

Cada um se aparte. O sentido desta passagem é dúbio. Pode-se dizer que Jesus aparta os seres humanos da iniquidade ou que Ele os abençoa quando se afastam do mal. Em certo sentido, ambos são verdadeiros. As bênçãos da salvação só podem ser recebidas mediante o poder restaurador do Espírito Santo. Segue-se o necessário afastamento do pecado, com arrependimento e conversão. CBASD, vol. 6, p. 152.

 

Compilação: TatianaW



João 9 by Jeferson Quimelli
17 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: cura, milagres, restauração | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Ser capaz de ver é, sem dúvida, um dos maiores dons de Deus. Algo que tomamos como certo até perdermos a visão devido a alguma fatalidade. Um dos presentes mais incríveis de Deus para mim é acordar de manhã e poder ver o rosto da minha amada esposa. Olhar para o rosto dela me enche de alegria todos os dias.

O homem da leitura de hoje nasceu cego. Não consigo sequer imaginar como seria ter um filho com tal debilidade. Para adicionar mais dor à história, a teologia popular da época de Jesus era que toda doença era o resultado de um pecado específico – seja da própria pessoa ou de seus pais. Como o homem havia nascido cego, imaginava-se que o pecado teria sido cometido pelos pais.

A maravilhosa certeza é que quando Jesus entra em contato com um ser humano a bênção dEle alcança todas as esferas de sua vida. A cura experimentada nesta narrativa tem impacto tanto físico como espiritual sobre o que era doente.

“Não somente lhe fora restaurada a visão natural, mas haviam-lhe sido abertos os olhos do entendimento. Cristo lhe fora revelado à alma, e ele O recebeu como o Enviado de Deus”(O Desejado de Todas as Nações, p. 415).

Ao aceitarmos os presentes que Deus nos concede, reconheçamos as dimensões temporais e eternas de Suas bênçãos. E quando encontrarmos pessoas sofredoras ao nosso redor, sigamos o exemplo de Jesus e procuremos aliviar suas necessidades físicas, emocionais ou espirituais.

Willie Oliver
Diretor Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/9/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 9 
Comentário em áudio 



João 7 by Jeferson Quimelli
15 de janeiro de 2015, 0:30
Filed under: comunhão, milagres, poder de Deus | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Para sermos discípulos de Jesus, devemos conhecê-Lo intimamente e ser conscientes de Sua missão principal – não apenas realizar sinais e maravilhas, mas buscar e salvar o perdido. É nosso privilégio e dever como cristãos seguirmos o exemplo simples e humilde de Jesus e não nos preocuparmos em realizar milagres para provar que Seu poder está à nossa disposição.

Tal como os irmãos de Jesus, que queriam que ele deixasse a Galileia e fosse para a Judeia mostrar o que Ele poderia fazer, há momentos em que parecemos mais interessados nas boas obras da nossa igreja. Falamos de nossas grandes reuniões evangelísticas, nossos numerosos hospitais e universidades e outras grandes coisas que fazemos. Para isto tudo devemos ser gratos. No entanto, a nossa motivação deve ser sempre representar e glorificar a Deus por aquilo que fazemos, não a nós mesmos. Precisamos ser obedientes à Sua Palavra e estar prontos para aproveitar as oportunidades que Ele oferece.

Veja o exemplo de Jesus: “Fugindo à agitação e confusão da cidade, às turbas ansiosas e aos traiçoeiros rabis, Jesus desviou-Se para o sossego dos bosques das oliveiras, onde podia estar a sós com Deus” (A Ciência do Bom Viver, p 49).

Precisamos gastar tempo mais tranquilo com Jesus a partir de hoje. Pois é nesses momentos de solidão e comunhão com Ele que recebemos a promessa e poder do Espírito Santo para permanecermos ativos e fiéis até o dia da Sua Vinda.

Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/7/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 7 
Comentário em áudio 



João 6 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Nossa leitura de hoje é uma incrível coleção de histórias poderosas e esmagadoras: a alimentação de 5.000 homens (e suas esposas e filhos), Jesus caminhando sobre o mar, Jesus declarando que Ele é o Pão da Vida, Jesus sendo rejeitado pelos judeus e mais tarde por muitos dos seus discípulos. 

A alimentação dos 5.000 homens nos fala que Jesus pode atender a qualquer necessidade que temos, independentemente de quão grande ela seja. O fato de Jesus alimentar este grande número de pessoas com cinco pães de cevada e dois peixinhos do almoço de um garoto, nos diz que Ele pode usar os dons de pessoas comuns como eu e você para fazer coisas extraordinárias. Os doze cestos de sobras coletadas após a refeição nos diz que Jesus quer que usamos com cuidado os recursos disponíveis e a importância de ser bons administradores. 

Jesus deseja usar você e eu para fazermos coisas grandes e milagrosas. No entanto, atente para a experiência de Pedro: “Quantas vezes, ao sobrevir-nos aflição, fazemos como Pedro! Olhamos para as ondas, em lugar de manter os olhos fixos no Salvador” (O Desejado de Todas as Nações, p. 382). 

Busquemos primeiramente nos nutrir com o pão espiritual da vida, confiantes que Deus nos concederá o pão de cada dia. Essa realidade vai manter-nos ancorados em Jesus e nos conduzirá à vida eterna. 

Willie Oliver 
Diretor Departamento dos Ministérios da Família 
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/6/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: João 6
Comentário em áudio



João 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
14 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: milagres, salvação | Tags: , ,

1-71 Este capítulo é o ponto crucial dos caps. 2 – 12. Revela a identidade de Jesus como Aquele enviado do Pai (vs. 38, 44, 46, 50-51, 57); de maneira figurada, distingue entre a fé e a descrença através da ilustração do comer e do beber a carne e o sangue de Jesus (vs 53-58); narra a crescente rejeição, motivada pela descrença com que Jesus Se defrontou (vs 41-42, 60-66). Os sinais, neste capítulo, recordam os correspondentes eventos salvíficos na história de Israel. Indicam que Jesus cumpre a tipologia da Páscoa, do êxodo e da provisão de alimento no deserto. Bíblia de Genebra.

1-15 A multiplicação dos pães para os 5 mil é o único milagre, afora a ressurreição, que se encontra em cada um dos quatro evangelhos. Demonstra que Jesus supre as necessidades humanas, e monta o cenário que testemunhará dEle como o Pão da Vida (v. 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.

1 mar de Tiberíades. O nome romano para o lago da Galileia. Uma indicação de que João estava escrevendo tendo em mente os não-judeus. Andrews Study Bible.

5-13 O único milagre encontrado nos quatro Evangelhos. Uma demonstração do poder criativo e divindade de Jesus. Ver 1:1-3. Andrews Study Bible.

para lhes dar de comer. Reminiscência de Nm 11.13, onde Moisés faz uma pergunta semelhante. Bíblia de Genebra.

7 duzentos denários. Aproximadamente o salário de 200 dias de trabalho. Andrews Study Bible.

15 fazê-Lo rei. Eles esperavam que Ele os livraria dos romanos, como Moisés livrou os israelitas do Egito. Andrews Study Bible.

Jesus rejeitara a versão mundana da realeza por ser tentação do diabo (Mt 4.8-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km. Bíblia Shedd.

20 Sou Eu. Do gr ego eimi, “eu sou”. Estas palavras são repetidamente encontradas na LXX como tradução do heb. ‘ani hu’, “Eu [sou] Ele”, uma declaração de Yahweh de que Ele é Deus (ver Dt 32:39; Is 43:10; 46:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1075.

Em face do temor dos discípulos, Jesus pronuncia “Sou Eu”… Isso não deixaria de chamar a atenção ao fato que Ele Se chamaria pelo nome divino (cf 8.24, 28). Bíblia Shedd.

21 e logo chegaram à praia. Alguns acham que se trata aqui de mais um milagre. De qualquer maneira, a chegada segura do barco implicitamente atribui o feito a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 à Sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26). Bíblia Shedd.

26-27 sinais. Os milagres de Jesus apontavam para realidades espirituais, mas o povo estava pensando em um nível material. Andrews Study Bible.

27 vos dará. Nós não ganhamos vida eterna; ela é um dádiva [dom, presente]. Andrews Study Bible.

Jesus aponta para o significado espiritual do milagre, que é estabelecer o selo de Deus como aprovação de Seu ministério e identificá-Lo como o Filho do Homem, o Messias prometido. Bíblia de Genebra.

28 realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus. Bíblia Shedd.

Não tinham percebido a lição de que a vida eterna é dádiva de Cristo, e pensavam sob o aspecto de alcançá-la mediante obras piedosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 A obra de Deus écrer. Crer em Jesus Cristo é a “obra” indispensável que Deus requer – a qual conduz à vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 maná. Ver Êx 16. Havia uma tradição de que quando o Messias viesse, faria cair novamente maná em uma Páscoa. Andrews Study Bible.

32 Não foi Moisés. Jesus os corrigiu, mostrando que o maná do deserto não procedera de Moisés, mas de Deus, e que o pai ainda “dá” (é importante esse tempo no presente) o verdadeiro pão do céu (a vida por meio do Filho). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 O que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus não ensina aqui a salvação universal, mas a relevância e o apelo universais de Sua obra salvadora (3.16, nota). Bíblia de Genebra.

34 desse pão. Provavelmente outro equívoco, como o da mulher junto ao poço (4.14; cf tb. Nicodemos: 3.4). A mente deles seguia balizas materialistas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 Eu sou o pão da vida. primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf Êx 3.14n). Bíblia Shedd.

39 que nenhum Eu perca de todos os que Me deu. Não “uma vez salvo, sempre salvo”. O objetivo de Deus é que todos se salvem, mas ninguém é forçado a responder positivamente. Ver 17:12. Andrews Study Bible.

40 vida eterna o ressuscitarei no último dia. A morte não pode destruir a vida que Cristo dá. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Murmuravam, pois, dele os judeus. Esta atitude é semelhante à dos israelitas no deserto, que murmuravam contra Moisés e Arão (Êx 16.7; 17.3; Nm 11.1). Bíblia de Genebra.

51-58 Jesus emprega a linguagem do comer e do beber para ilustrar a intimidade entre Cristo e o crente. Bíblia de Genebra.

51 minha carne, que Eu darei. Antevendo o Calvário. Bíblia de Estudo NVI Vida.

52 “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo ( 1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nEle. Bíblia Shedd.

53 beberdes o Seu sangue. …comer Sua carne e beber Seu sangue significa apropriar-se de Sua vida pela fé. “Comer a carne e beber o sangue de Cristo é recebê-lo como Salvador pessoal, crendo que Ele perdoa nossos pecados, e nEle ficamos completo” (DTN, 389). CBASD, vol. 5, p. 1075.

53 se não comerdes e não beberdes não tendes vida. Fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação. Bíblia de Genebra.

53-58 É simplesmente impossível que a declaração absoluta de Jesus no v. 53 … seja referência direta à ceia do Senhor. Certamente Ele não ensina que receber esse sacramento seja o grande requisito para a vida eterna, nem que essa é a única ordenança pela qual Cristo e Seus benefícios salvíficos são recebidos. Nesse mesmo discurso Ele resalta a fé em consequência do testemunho a respeito dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.

54 quem comer. Do gr trogon, um particípio presente que indica comer continuamente, alimentar-se constantemente. Não é suficiente participar uma única vez da vida de Cristo. Os crentes precisam de nutrição espiritual contínua, alimentando-se dAquele que é o pão da vida. CBASD, vol. 5, p. 1075.

55 verdadeira. quer dizer, “a única”. Bíblia Shedd.

59 Cafarnaum. Evidentemente, toda a cena de 6:22-71 aconteceu na sinagoga de Cafarnaum. Andrews Study Bible.

60 dura. De difícil aceitação, não de difícil entendimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Duro é este discurso. Referindo-se aos versos 50-59. Jesus não se conformava às suas expectativas messiânicas. Andrews Study Bible.

discípulos. A fala de Jesus dividiu até mesmo os discípulos. Andrews Study Bible.

63 a carne para nada aproveita. O sucesso nesta vida é relativamente de pouca importância em contraste com a eternidade. Andrews Study Bible.

palavras de vida eterna. Expressão genérica; Pedro não se referia a uma fórmula falada, mas ao conteúdo global dos ensinos de Jesus. Percebia a verdade do v. 63. Bíblia de Estudo NVI Vida.

66-71 Um ponto crucial neste Evangelho. Muitos de seus discípulos, juntos com a multidão, rejeitaram a Cristo em sua descrença, enquanto os Seus discípulos, que permaneceram fiéis (como mostra a confissão de Pedro), aprofundaram sua fé nEle. Bíblia de Genebra.

69 temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus [ARA, NVI; NKJV: o Cristo]. A identidade de Jesus, como mostrada no Evangelho de João, é a chave para uma fé consistente e estável. Andrews Study Bible.

Como os verbos gregos estão no tempo perfeito, significam “Já entramos num estado de fé e de conhecimento que tem continuado até o tempo presente”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70 um diabo. Judas (v. 71) se oporia a Cristo movido pelo espírito de satanás. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70-71 Dá a entender que Judas não compartilhou da confissão de fé que Pedro fez no v. 69. Mesmo entre os doze havia um que colocava a posição mundana acima das coisas eternas. Andrews Study Bible.



João 2 by Jeferson Quimelli
10 de janeiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

No Antigo Testamento, no livro de Gênesis (cap 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Novo Testamento, no Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.

A narrativa do casamento é ao mesmo tempo atraente e instrutiva. Um jovem casal de poucos recursos – aparentemente parentes de Maria, mãe de Jesus -, está prestes a ser constrangido na frente de seus parentes e amigos. O seu vinho acaba antes do fim da festa, que naquela cultura durava sete dias. Convidado por Maria para a festa, Jesus não só os poupa do constrangimento, fornecendo cerca de 150 galões [cerca de 570 litros] de vinho, quando Maria pede sua ajuda, mas também oferece aos recém-casados o melhor e mais puro suco de uva que alguém já provou.

O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: ” A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).

Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).

A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nós nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar

Abramos os nossos corações novamente para Jesus hoje.

Willie Oliver

Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família

Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/2/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: João 2 

Comentário em áudio 



João 2 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
10 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: casamento, cura, milagres | Tags: , , , , , , , ,

3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.

4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10). Bíblia de Genebra.

Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.

Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.

O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”. Bíblia Shedd.

Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.

Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018

Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.

hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.

Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66). CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.

Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.

6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerda de uns 500 litros. Bíblia Shedd.

11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.

glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.

19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (cer com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.

24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;



O Evangelho de João – objetivos e características by Jeferson Quimelli
8 de janeiro de 2015, 17:52
Filed under: Bíblia, Estudo devocional da Bíblia, Evangelho, Jesus, milagres | Tags: ,

Caríssimos,

Embora um tanto extenso, compartilho aqui parte do excelente material apresentado no Comentário Bíblico Adventista sobre o Evangelho de João, no qual se expõem 1) o objetivo do livro, 2) principais diferenças entre João e os outros evangelhos; 3) a palavra-chave do livro (Logos) e 4) correlação com o AT.

Após sua leitura, você terá uma outra visão sobre o Evangelho de João. Um excelente e abençoado estudo nos próximos 21 dias!

Pela Equipe Reavivados.

***

Quando o evangelho de João foi escrito, próximo ao fim do primeiro século, três principais perigos ameaçavam a vida e a pureza da igreja cristã. O mais sério deles era a decadência da piedade; além disso, havia perseguição e heresias, particularmente o gnosticismo, que negava a encarnação e fomentava a libertinagem.

Depois de cerca de 30 anos desde que os sinóticos foram escritos (ver p. 163-167), o idoso João era o único sobrevivente dos doze discípulos (AA, 542). Então, foi impressionado pelo Espírito a apresentar novamente a vida de Cristo, de maneira a enfrentar as tendências que ameaçavam a igreja. Os crentes precisavam de um quadro vívido do Salvador que lhes fortalecesse a fé nas grandes verdades do evangelho: encarnação, divindade, humanidade, vida perfeita, morte expiatória, a gloriosa ressurreição e o prometido retorno de Jesus. E João pregava que “a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele [Cristo] é puro” (1Jo 3:3). Somente quando a vida e a missão do Salvador são preservadas como uma realidade viva na mente e
no coração é que o poder transformador de Sua graça se torna eficaz na vida. Em harmonia com isso, João anuncia que seu relato foi escrito “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (Jo 20:31). Ele admite que poderia ter registrado muito mais (v. 30), mas que relatou apenas os incidentes que considerou mais necessários para confirmar as verdades fundamentais do evangelho. Agiu segundo a convicção de que o que lhe convencera também convenceria a outros (cf. 1Jo 1:1-3).
 
… O pensamento cristão gnóstico girava em torno do conceito de que, em essência, o bem e o mal devem ser identificados com o espírito e a matéria, respectivamente. Ensinava que aqueles em quem residia uma centelha da luz celestial eram prisioneiros neste mundo material. A salvação
consistiria no conhecimento de como escapar da esfera material para a espiritual. O gnosticismo negava a encarnação de Cristo ao afirmar que a forma humana vista pelos olhos físicos era apenas uma aparência. Supunha que o Cristo divino havia entrado no Jesus humano, em Seu batismo e havia partido antes da morte na cruz.
 
Sem dúvida, João enfrentou esses falsos conceitos de pecado e salvação, em parte, com seu relato da vida de Jesus. Mais ou menos 30 anos antes, Paulo havia escrito à igreja de Colossos acerca dos perigos ocultos naquilo que, na época, era uma nova e intrigante crença: o gnosticismo (Cl 2:8;
cf. At 20:29, 30). Então, o apóstolo João combateu a mesma filosofia, já vigorosa e mais popular e que ameaçava à própria vida da igreja.
 
Com bom senso inspirado, João evita atacar diretamente o gnosticismo e se atém a uma declaração positiva da verdade. É digno de nota que, aparentemente de maneira deliberada, ele evita o uso de certos termos gregos como gnosis, pistis e sophia (“conhecimento”, “fé” e “sabedoria”), que eram palavras-chave no vocabulário gnóstico. Ele começa declarando em linguagem inequívoca a verdadeira divindade de Cristo e a realidade de Sua encarnação. Parece que sua seleção de incidentes foi guiada pelo desejo de apresentar os aspectos da vida e do ministério de Cristo que mais claramente revelam essas verdades fundamentais.
 
Com poucas exceções dignas de nota, como as bodas de Caná, a visita a Sicar, a cura do filho do oficial do rei, a alimentação dos 5 mil e o sermão sobre o Pão da Vida, João trata exclusivamente e, muitas vezes de maneira detalhada, de incidentes que ocorreram na Judeia e envolveram líderes da nação judaica. Nesse aspecto, seu evangelho complementa os sinóticos, que tratam  extensivamente do ministério na Galileia e passam por alto, em relativo silêncio, a maioria dos incidentes ocorridos na Judeia.
 
João também difere dos sinóticos de outras maneiras. Extensas seções de seu evangelho consistem de longos e controversos discursos proferidos no templo em Jerusalém. Além disso, vários capítulos são devotados a conselhos comunicados aos discípulos na noite da crucifixão. Por outro lado, João não diz nada sobre incidentes importantes como o batismo, a transfiguração
e a experiência no Getsêmani, e também não relata nenhum caso de cura de endemoniados. Os milagres que relata são especificamente apresentados como evidências do poder divino e contribuem para seu assumido propósito de provar que Jesus é o Filho de Deus. Não relata nenhuma das parábolas dos sinóticos. Seu objetivo é mais teológico do que biográfico ou histórico, mesmo assim ele emprega bastante material biográfico e histórico. Ao passo que os sinóticos
apresentam a messianidade de Jesus de maneira indutiva, João a anuncia ousadamente já no primeiro capítulo e, depois, passa a apresentar evidências para comprová-la. Outras diferenças significativas se encontram na cronologia joanina da vida de Cristo, em comparação com a sinótica. Se tivéssemos só as narrativas dos sinóticos, provavelmente concluiríamos que o ministério de
Cristo se estendeu por um período de pouco mais de um ano, enquanto que João requer pelo menos dois anos e meio e sugere um período de três anos e meio. João e os sinóticos também diferem em sua correlação da última Páscoa com a crucifixão (ver Nota Adicional 1 a Mateus 26).
 
A palavra-chave deste evangelho é “Verbo”, do gr. logos (Jo 1:1), que, contudo, é usado em seu sentido técnico apenas no capítulo introdutório. Logos, como termo técnico, parece ter-se
originado com os [filósofos] 
estoicos, que o usavam para denotar a sabedoria divina como a força integradora do universo. O filósofo judeu Filo usa logos 1.300 vezes em sua exposição do AT. Alguns afirmam que João usa o termo logos nesse sentido filosófico, mas o Logos de João é
estritamente cristão. Ele apresenta Jesus como a expressão encarnada da sabedoria divina que tornou possível a salvação, como a expressão encarnada da vontade e do caráter divinos, bem como do poder divino que atua na transformação da vida humana. João se refere vez após vez ao fato de que Jesus veio ao mundo como a expressão viva da mente, da vontade e do caráter do Pai. Isso pode ser visto nas 26 vezes em que ele diz que Cristo Se referia ao Pai através da expressão
“Aquele que Me enviou” ou outra equivalente, ou quando ele usa um verbo sinônimo para se referir à missão que Cristo recebera do Pai.
João apresenta o Salvador da humanidade como o Criador de todas as coisas, a Fonte da luz e da vida. Enfatiza também a importância de se crer na verdade sobre Jesus, usando a palavra “crer” ou seu equivalente mais de 100 vezes. Embora o evangelho segundo João seja novo e distintamente cristão em seus conceitos, estima-se que 427 de seus 879 reflitam o AT, quer por citação direta quer por alusão.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. vol. 5, p. 984-986.



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