Reavivados por Sua Palavra


Romanos 11 – Comentários selecionados by jquimelli
9 de março de 2015, 0:00
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1 Porque eu também. Paulo mostra que nem todos os judeus foram rejeitados. Ele mesmo era israelita e foi aceito por Deus. Ele sabia por experiência que as bênçãos prometidas lhe pertenciam. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 664.

Tribo de Benjamim. Por esta referência, Paulo afirma que era do próprio núcleo da nação judaica. As tribos de Judá e Benjamin estiveram unidas por ocasião da revolta das dez tribos do Norte (1Rs 12:21) e mantiveram a continuidade teocrática da nação judaica depois do exílio em Babilônia. Assim , um descendente da tribo de Benjamin era, de fato, “hebreu de hebreus”. CBASD, vol. 6, p. 664.

5 Eleição da graça. Deus escolhe, para constituir o remanescente, aqueles que aceitam a graça. Eles não obtêm esse direito por causa das obras, mas porque aceitaram livremente a graça. CBASD, vol. 6, p. 665.

7 A eleição. Ou, os eleitos. Pode ser comparado com a expressão “a circuncisão”, ou seja, os que foram circuncidados. Paulo enfatiza que os salvos devem sua condição inteiramente á graça e á eleição divinas. CBASD, vol. 6, p. 665.

10 Escureçam-se-lhes os olhos. O escurecimento dos olhos é usado como figura da cegueira espiritual. Assim, embora possuíssem claras revelações da vontade de Deus, os judeus permaneceram ignorantes acerca do significado e propósito das mesmas. CBASD, vol. 6, p. 666.

12 Riqueza para o mundo. Os judeus foram chamados para ser missionários de Deus ao mundo, mas falharam na tarefa. O mundo gentio ouviu falar das “insondáveis riquezas”, e muitos aceitaram a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 667.

15 Reconciliação ao mundo. Paulo considerava seu ministério como uma obra de reconciliação. Após a rejeição da nação de Israel, o evangelho de Cristo se espalhou a todas as nações do mundo. CBASD, vol. 6, p. 668.

16 Raiz. Paulo usa uma segunda metáfora para expressar a mesma ideia. Se a raiz é santa, a árvore inteira também é santa. CBASD, vol. 6, p. 669.

20 Não te ensoberbeças. Ou, “pare de pensar em coisas elevadas”, no sentido de ficar convencido. O cristão gentio não possuía mais méritos do que o judeu. Portanto, não tinha motivos pra ser vaidoso. CBASD, vol. 6, p. 670. 

23 Eles também. Deus não só tem a vontade, mas também o poder de restaurar os que foram cortados da oliveira. CBASD, vol. 6, p. 671. 

25 Plenitude. “A plenitude dos gentios” pode ser entendida como referência aos gentios que aceitam as disposições da salvação. CBASD, vol. 6, p. 672. 

29 Irrevogáveis. Deus não mudou de ideia em relação a Israel, mas um remanescente dele será salvo. Deus não Se arrepende de ter chamado a descendência de Abraão e lhe ter dado dons. As pessoas podem falhar, e Deus pode mudar de método, mas nunca abandona Seu propósito. CBASD, vol. 6, p. 673.

33 Profundidade. O salmista declara que “os Teus juízos [são] como um abismo profundo” (Sl 36:6). Paulo alcança o clímax de seu raciocínio. Tudo começou com a condenação de todos os pecadores e termina com misericórdia a todos. CBASD, vol. 6, p. 674.

36 Porque dEle. Este versículo dá a razão pela qual não se pode fazer de Deus um devedor. Pois todas a coisas foram criadas por Ele. Tudo o que vive deve a contínua existência e atividade Àquele que “opera tudo em todos”. E todas as coisas são dirigidas para a elaboração de Seus propósitos e a glória de Seu nome. CBASD, vol. 6, p. 675.

A Ele, pois seja a glória. Com essa breve, mas sublime doxologia, Paula chega ao fim de mais uma seção doutrinaria e argumentativa de sua epístola. CBASD, vol. 6, p. 675.

Compilação: Tatiana W



Atos 26 by jquimelli
24 de fevereiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Paulo nunca poderia arranjar um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa. O rei Agripa estava bem informado sobre todas as questões judaicas, então Paulo poderia ter falado aberta e diretamente sobre as questões jurídicas que supostamente o trouxeram a julgamento. Mas em vez disso, Paulo contou sua história de conversão desde que era um membro do Sinédrio, enviado para caçar e destruir os cristãos, até se tornar um apóstolo de Jesus, comissionado a buscar e salvar o que estava perdido.

Paulo procurou impressionar o rei e os presentes mostrando a mudança radical de um homem que uma vez estava cheio de ódio hipócrita para alguém cujos olhos se abriram ao vasto oceano do amor de Deus. Os presentes tinham ouvido falar de Jesus e de Seus seguidores, mas nunca tinha ouvido uma história que os deixasse extasiados como esta, da mudança radical na vida de um homem. Uma luz mais brilhante que o sol? Uma Voz se dirigindo a ele pelo nome? Uma ordem para alcançar os gentios, “para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé” em Cristo? (v. 18 NVI) Que história notável!

Então, Paulo chegou ao ápice do seu discurso. “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (v. 19 NVI), disse ele. Após receber a visão, Paulo começou a compartilhar Jesus imediatamente, onde quer que fosse. É por isso que os judeus queriam vê-lo morto. Mas tudo o que ele fez foi ajudar a cumprir aquilo que “o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios” (v 23 NVI). Em outras palavras, Paulo não havia inventado tudo aquilo. Séculos antes Deus já tinha planejado que a história de Cristo fosse contada ao redor do mundo, para que todas as pessoas “se arrependessem e se voltassem para Deus” (v.20 NVI).

No crescente da oratória e apelo de Paulo, Festo interrompeu, provavelmente um pouco envergonhado pelo poder deste prisioneiro de dominar a atenção de todos. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era “verdadeiro e de bom senso” (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: “Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim”(v. 27 NVI). Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes daquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes.

O rei Agripa II foi o último da dinastia dos Herodes [e aparentemente não aceitou a Cristo como seu salvador pessoal]. Nunca mais um rei judeu teve a grande chance de se arrepender.

Jesus certa vez disse: “vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês”(Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.
Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/26/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 26 
Comentário em áudio 



Atos 24 by jquimelli
22 de fevereiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

O comandante, Cláudio Lísias, ao ouvir do pacto de 40 judeus para matar Paulo, tomou medidas para proteger seu prisioneiro, que era um cidadão romano. Ele o mandou ao governador Félix, em Cesaréia. Félix havia passado de escravo a governador com a ajuda de seu irmão, que era um dos favoritos do imperador Nero. Félix era conhecido por seu comportamento inescrupuloso e crueldade. Mas ele decidiu ouvir o caso de Paulo e convocou seus acusadores de Jerusalém. 

Os dois discursos feitos neste capítulo não poderiam ser mais contrastantes. Tértulo, o astuto advogado que representava o Sinédrio, disse uma mentira atrás da outra – algumas ousadas, outras sutis – misturadas com bajulação ao governador. Paulo, em sua defesa, apresentou a pura verdade do caso. Félix podia ver através de mentiras de Tértulo e decidiu que os judeus não estavam colaborando em trazer luz para o julgamento. Ele interrompeu o processo e disse que iria esperar por um relatório pessoal do comandante Cláudio Lísias. Os judeus foram, então, forçados a sair.

Félix, um velho estrategista e mentiroso, ficou intrigado com Paulo. Sua esposa Drusila era judia, filha de Herodes Agripa. Eles decidiram ter um encontro privado com Paulo. Félix conhecia bem os ensinamentos e estilo de vida dos judeus, mas ficou intrigado com essa “fé em Cristo Jesus” (v.24). Paulo alegremente discorreu para o poderoso casal sobre a justiça de Deus, comportamento adequado, e o julgamento final do homem diante de Deus. 

A maldade cruel de Félix era bem conhecida foi, e poucos, se houvessem, teriam ousado enfrentar o governador romano com a verdade. Mas Paulo não tinha medo de homens e viu nisso uma oportunidade para apelar para que Félix se reconciliasse com Deus. “Mostrou que esta vida é o tempo de preparo do homem para a vida futura.” Então, Paulo apontou-lhes o “grande sacrifício pelo pecado” e o fato de que Cristo tinha cumprido as exigências da lei (Atos dos Apóstolos , pp. 424, 425).

Félix sentiu-se culpado. Ele estava com medo do julgamento (v.25). Ele manteve Paulo sob custódia e ao longo dos próximos dois anos, falou com Paulo várias vezes sobre estas questões, mas nunca se rendeu. Mais tarde Félix foi chamado a prestar contas em  Roma por ter matado milhares de judeus e permitir saques das casas dos ricos [em Cesaréia], e foi removido de seu posto. Ele deixou Paulo na prisão para conseguir  favorecer sua imagem com os judeus, mas nunca mais ouviu uma mensagem de advertência para que se arrependesse. Como é trágico é o fim de quem adia o arrependimento!

Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 23 
Comentário em áudio 



Atos 20 by jquimelli
18 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: evangelismo, Trabalho de Deus | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

O plano de Paulo para sua terceira viagem missionária era ir até Roma (Atos 19:21). Ele tinha estado em Antioquia, Atenas, Corinto e Éfeso (as grandes cidades do mundo Mediterrâneo), mas Roma era a maior e mais importante de todas. Ele não foi a Roma imediatamente, mas realizou muita coisa nesse meio tempo. Em Éfeso, ele escreveu cartas aos Coríntios, com muitas lágrimas, expressando sua preocupação para com eles (1Co 2:4). Além disso, ele decidiu ficar em Éfeso um pouco mais de tempo, tendo em vista o surgimento de novas oportunidades para o evangelismo (1Co 16:9). Neste momento, ocorreu em Éfeso o motim liderado por Demetrius (Atos 19:21-41) e Paulo voltou para Macedônia (Atos 20:1). Em Filipos, ele se encontrou com Tito, que retornava de Corinto trazendo a boa notícia da reação positiva à carta [1Co] que Paulo lhes escrevera (2 Cor 7:6-10). Mais à frente, o apóstolo foi a Corinto, onde permaneceu por três meses (At 20:2, 3). Enquanto ainda estava lá, ele escreveu aos Romanos, antecipando sua jornada para lá. 

Paulo iria navegar de Corinto a Jerusalém. Mas em vez disso decidiu retornar por terra, através da Macedônia, depois que tomou conhecimento de uma conspiração para matá-lo (Atos 20:3). Depois de uma semana com Lucas em Filipos, ele se reuniu com os outros homens em Trôade, onde ele ressuscitou Êutico no meio de um sermão que durou toda a noite (Atos 20:7-12)! Na parte da manhã, os companheiros de Paulo embarcaram em um navio que ia para Assos, mas Paulo decidiu ir a pé. Ele queria privacidade para pensar e orar (Atos dos Apóstolos, p.392). 

Novamente num navio, Paulo e sua equipe finalmente atracaram em Mileto, a 30 km de Éfeso. De lá, ele enviou uma mensagem para os anciãos para virem vê-lo. Quando chegaram, o apóstolo lhes disse: “Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa” (v.20), proclamando “toda a vontade de Deus” (v.27 NVI). Ele lhes advertiu que “dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! … ” (vv.30, 31 NVI). Então ele disse-lhes: “Cuidem de vocês mesmos … para pastorearem a igreja de Deus, que Ele comprou com o seu próprio sangue.”(v.28 NVI). 

O grande apóstolo focava nas duas funções do ancião, de acordo com o Novo Testamento. A primeira, ensinar a Palavra (1Tt 1:5, 9), para o rebanho crescer espiritualmente e não se extraviar. A segunda, liderar (Atos 20:28), isto é, pastorear o rebanho com sabedoria e habilidade, fazendo referência ao ministério dos pastores de hoje de pastorear e supervisionar, que também se aplica aos anciãos. 

Muitos que leem esse blog são líderes em sua igreja. Lembrem-se, vocês, de sua responsabilidade: ser um mestre da Palavra, e um pastor do rebanho. Estas são as duas principais responsabilidades de pastores e anciãos na igreja. Isto é o que Paulo fez, e, oh!, como ele amava o seu rebanho! (Atos 20:36-38). 

Ron E. M. Clouzet 
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor do Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/20/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 15 
Comentário em áudio 



Atos 18 by jquimelli

Comentários devocional:

Corinto era “o mercado da Grécia.” A cidade foi construída em uma estreita faixa de terra [o Istmo de Corinto, que liga a parte norte à parte sul do país, o Peloponeso] onde todos os navios do leste e do oeste poderiam vir e realizar comércio. Todos das terras do norte e do sul trafegavam pela Grécia e também por Corinto. Sendo rica e cosmopolita, a cidade atraiu todos os tipos de pessoas. Era uma colônia de Roma, e por isso muitos cidadãos tinham nomes latinos, como Áquila e Priscila, Cláudio e Justus. A corrupção e a imoralidade em Corinto rivalizavam com seu mercado e comércio. A divindade principal era Vênus ou Afrodite, a deusa da beleza e do sexo. Mil sacerdotisas, prostitutas do templo, exerciam o seu comércio nas ruas da cidade todas as noites.

Quando Paulo foi a Corinto ele pensou muito sobre a sua experiência em Atenas. Ele estava indo para uma cidade igualmente cosmopolita e pagã como Atenas, porém menos sofisticada e mais imoral. Ele tomou uma decisão: iria se concentrar na cruz. Pregando na sinagoga, “seus ouvintes não podiam deixar de compreender que ele amava com todo o coração o Salvador crucificado e ressurgido.” Os Coríntios viram “que sua mente estava centralizada em Cristo, que toda a sua vida estava unida a seu Senhor.” (Atos dos Apóstolos, pp.247, 248). A maioria dos judeus rejeitou a mensagem da cruz, assim Paulo virou-se para os gentios (v.6). Ele começou a dar estudos bíblicos na casa de um romano, crente em Deus, e “dos coríntios que o ouviam, muitos criam e eram batizados.” (vv.7, 8 NVI).

Mas a cidade era tão imoral, tão voltada para o mal, que Paulo temia pelo tipo de igreja que esses crentes edificariam. Ele considerou mudar-se para “pastos mais verdes.” Foi quando Jesus interveio em nome dos Coríntios. Ele assegurou a seu servo, numa visão de noite, que tudo ficaria bem, e que Paulo deveria manter a pregação do evangelho, porque “muita gente nesta cidade” (v. 10 NVI) iria responder a seus labores. Paulo continuou lá por um ano e meio (v.11). Então, “uma grande igreja se alistou sob a bandeira de Cristo” naquele lugar (Atos dos Apóstolos, p.252).

Aqueles que trabalham para Deus encontrarão grandes desafios. O inimigo é poderoso. No entanto, Deus é maior e mais poderoso e ama infinitamente. Ele é capaz de salvar  “de um extremo a outro.” 

Nunca desista de fazer a vontade de Deus. Com Ele, todas as coisas são, de fato, possíveis. Depois da decepção em Atenas, e da falta de maturidade espiritual que era a perspectiva em Corinto, Deus usou os coríntios e os seus problemas para inspirar Paulo para escrever algumas das instruções mais importantes em todo o Novo Testamento.

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Seminário Teológico da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/18/
Traduzido por GASQ/JAQ
Texto bíblico: Atos 18 
Comentário em áudio 



Atos 15 – Comentários selecionados by jquimelli

1-35 Um grupo vindo da Judéia chega a Antioquia e reivindica que a circuncisão é necessária para a salvação. Para resolver a controvérsia resultante, uma delegação é designada para visitar Jerusalém (vv 1-2). … Esta é uma história crucial. O que deve ser exigido dos gentios para que estes se tornem cristãos? Andrews Study Bible.

1 Circuncidardes. Esta exigência prova algo que não fora dito com clareza em outra passagem bíblica. Paulo e Barnabé não exigiam que os conversos gentios fossem circuncidados. Aqui se inicia o relato da primeira grande controvérsia da igreja cristã. Certamente ela surgiria logo que o cristianismo saísse das fronteiras da Palestina. Os primeiros conversos ao cristianismo eram judeus que preservavam a maior parte das práticas e dos preconceitos da religião na qual haviam sido criados. CBASD Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 315.

Não podeis ser salvos. Este era o cerne do problema. A circuncisão não podia ser exigida dos gentios com base na antiguidade do costume nem como condição para se tornar membro da igreja. CBASD, vol. 6, p. 317.

2 Paulo e Barnabé. Os apóstolos estavam no centro da disputa, pois as exigências dos judaizantes representavam uma condenação direta do trabalho que os missionários haviam realizado na Cilicia, Antioquia e em toda a primeira viagem missionária. Mas os dois sabiam que sua obra só poderia ser interpretada como um triunfo da graça de Deus. Eles haviam proclamado a salvação pela fé em Cristo. Então não podiam permanecer em silêncio enquanto os conversos eram levados a crer que a aceitação da graça divina pela fé não era suficiente e que ritos exteriores eram necessários para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 317.

Apóstolos e presbíteros. Pedro, João e Tiago, o irmão do Senhor, estavam em Jerusalém (Gl 2:9,1:19). Juntamente com os presbíteros (At 11:30) e talvez outros apóstolos. Eles pareciam ser os líderes da jovem igreja. O fato de se levar a difícil problemática da circuncisão a um concílio de apóstolos e presbíteros, em Jerusalém, é um precedente significativo para a organização da igreja. CBASD, vol. 6, p. 318.

7 Debate. O que fica evidente na maneira como a questão foi tratada é que o Espírito trabalha com seres humanos e, por meio deles, realiza Sua vontade a despeito de fragilidades e desavenças pessoais. CBASD, vol. 6, p. 319.

10 Puderam suportar. Segundo a intenção divina original, os requisitos cerimoniais da lei de Moisés não eram intoleráveis! Os judeus perderam de vista o real significado dessa lei e a transformaram numa série de cerimônias para tentar garantir a salvação. … a verdadeira natureza do cristianismo não se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concílio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada. CBASD, vol.6, p. 320, 333.

11 Fomos salvos. A salvação é pela graça (ver Rm 3:21-26; 5:1, 2; 11:5, 6; Ef 2:5, 8). As obras são consequência do recebimento da salvação (Rm 8:4; Ef 2:9, 10; Ef 2:12, 13). CBASD, vol. 6, p. 320.

13-21 Claramente o concílio decide que os gentios não precisam se converter ao judaísmo, obedecendo a todos os aspectos da lei cerimonial – incluindo a circuncisão – para se tornarem cristãos. Andrews Study Bible.

19 Julgo eu. Literalmente, “eu decido”. As palavras de Tiago sugerem que ele exercia autoridade. Mas o que vem em seguida não é um decreto, pois, quando finalmente promulgado, sua autoridade se baseou nos apóstolos e presbíteros (ver E f 16:4). CBASD, vol. 6, p. 322.

20 que se abstenham. Obedecer a estas quatro regras ajudaria gentios e judeus a manterem companheirismo. Duas observações são úteis aqui: 1) Estas proibições se baseiam nas leis que se aplicavam tanto a judeus quanto aos “estrangeiros que habitam entre vocês”, em Lv 17-18. O concílio de Jerusalém parece adotar este modelo do AT, argumentando que obedecer a estas regras ajudaria não-judeus a viver e adorar sem ofender a seus vizinhos judeus. 2) Todos estes quatro itens listados estavam associados a templos pagãos. A abstenção destes quatro itens – e se afastar de templos pagãos – tornaria óbvio que os cristãos gentios haviam deixado a idolatria para adorar o único e verdadeiro Deus. Andrews Study Bible.

22 Toda a igreja. Isto mostra a importância da participação dos membros da igreja nas decisões. Eles opinaram na escolha dos representantes enviados com a carta. Nos séculos seguintes, os leigos passariam a ser excluídos dos concílios oficiais. CBASD, vol. 6, p. 325.

Silas. Conhecido como Silvano nas cartas de Paulo, acompanhou Paulo em sua Segunda viagem missionária (15:40 – 18:2) e foi apontado como coautor das cartas a Tessalonica (1Ts 1:1, 2; 2Ts 1:1). Andrews Study Bible.

28 não vos impor maior encargo. A circuncisão, a apresentação de sacrifício, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 333.

29 Coisas sacrificadas a ídolos. Estas palavras dão uma definição mais precisa da advertência de Tiago contra as “contaminações dos ídolos”. CBASD, vol. 6, p. 327.

Destas coisas fareis bem se vos guardardes. Pode surgir a dúvida do porquê de o concílio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concílio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na vida moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivariam o concílio. Conforme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que, mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para se abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem. CBASD, vol. 6, p. 333, 334.

Ainda não era chegado o tempo para a proclamação do sentido pleno do ensino de Paulo (Gl 2:2). Ele aceitou a decisão do concílio como uma solução satisfatória do assunto debatido e nunca se referiu depois a suas exigências, nem mesmo ao falar sobre um dos pontos da decisão, isto é, o consumo de alimentos oferecidos a ídolos (1Co 8; 10). Na verdade, seu conselho em relação à comida não estava em total harmonia com a decisão do concílio, embora certamente não seja contrário a seu espírito e sua intenção. Paulo argumenta que não era necessariamente errado comer alimentos oferecidos a ídolos, pois os deuses que os ídolos representavam não existiam. Errado seria deixar de considerar a sensibilidade de outro cristão, que não comia tais coisas e se sentiria incomodado com o outro que o fazia. Tal instrução tenderia a evitar atritos desnecessários entre judeus e cristãos gentios em sua convivência social. Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concílio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concílio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza. Logo, a importância do concílio não se faria sentir, em primeiro lugar nas conseqüências ligadas a suas proibições específicas. Em vez disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 334.

33 Em paz. Esta é a tradução da expressão de despedida comum em hebraico. Não significa que os homens receberam permissão para ir embora calados, mas que as orações da igreja para que tivessem paz os acompanhavam (comparar com Mc 5:34). CBASD, vol. 6, p. 328.

37 Queria. Evidências textuais (cf. p. xvi) favorecem a variante “estava determinado”. Sem dúvida, foi a ligação familiar de Barnabé com João Marcos que o fez querer levar o jovem novamente em uma viagem missionária, a fim de lhe dar a oportunidade de se redimir (ver Cl 4:10). Sem dúvida, ele reconhecia, ao contrário de Paulo, que as circunstâncias desculpavam, pelo menos parcialmente, a recuada anterior de João Marcos (ver com. de At 13:13). Paulo, o ávido e corajoso guerreiro de Cristo, entendia que quem agisse assim, nas palavras do próprio Senhor, não estaria “apto para o reino de Deus” (Lc 9:62) e precisaria de disciplina pelo menos por um período, a fim de se preparar melhor. CBASD, vol. 6, p. 328.

38 Não os acompanhando. Estas palavras sugerem que a queixa de Paulo contra Marcos era que, ao voltar para Jerusalém, ele deixara de cumprir sua parcela de responsabilidade na viagem. CBASD, vol. 6, p. 328.

39 Desavença. Do gr. parxusmos, “irritação”, “raiva aguda”. Deste termo vem a palavra portuguesa “paroxismo”, que significa o auge de uma crise ou de um sentimento. A amizade de longa data selada pelo auxílio que Barnabé dera a Paulo num momento crucial (ver com. de At 9:27) e a realização de uma grande obra em conjunto tornaram dolorosa a separação entre os dois. Esta é a última menção que Atos faz a Barnabé e Marcos. Para a igreja, o resultado foi a realização de duas viagens missionárias, em vez de uma só. Embora os apóstolos tenham diferido sobre quem estava apto a participar da obra, não havia divergência quanto ao trabalho a ser feito em prol do evangelho. Paulo cita o nome de Barnabé em suas epístolas (ICo 9:6; Gl 2:1, 9, 13; Cl 4:10). Ao escrever para os coríntios (ICo 9:6), Paulo afirma que o apóstolo Barnabé dava o mesmo exemplo nobre que ele, labutando com as próprias mãos, sem precisar de auxílio financeiro das igrejas. Em Colossenses 4:10, ele revela que voltou a receber João Marcos como companheiro na obra (Fm 24) e reconheceu que o jovem lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). Depois de trabalhar com Barnabé em Chipre, parece que Marcos retornou com Pedro e ficou com ele em Roma (IPe 5:13). Pode ter sido durante essa permanência em Roma que Marcos tenha voltado a trabalhar com Paulo. CBASD, vol. 6, p. 328, 329.

40 Paulo, tendo escolhido a Silas. Ver com. do v. 34. Isto revela o interesse de Silas pelo evangelismo entre os gentios. Ele era tão capacitado quanto Barnabé, pois tinha o dom de profecia. Podia então usar o título de apóstolo, no sentido mais amplo de “missionário”, pois foi enviado pela igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 330.

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



Cronologia da Vida de Paulo by jquimelli
11 de fevereiro de 2015, 12:00
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À primeira vista, interpretamos as viagens de Paulo como viagens de períodos relativamente curtos, seguidos de períodos longos entre eles, à semelhança do que acontece com as viagens de nossos dias.

Entretanto, ao estudarmos a vida de Paulo, vemos que elas ocuparam mais de metade da sua vida, desde os 35/38 anos (após sua conversão, quando viajou para a Arábia) até os 67/68 anos, quando foi decapitado em Roma.

Não seria exagero dizer, então, que Paulo passou praticamente toda a sua vida como cristão em suas viagens missionárias.

Veja a seguinte cronologia aproximada da vida de Paulo, como proposta na Bíblia de Estudo NVI Vida:


               Nascimento em Tarso – em 5 d.C (6/10 d.C?)   *
12?         Viagem a Jerusalém, quando foi estudar com Gamaliel
35           Martírio de Estêvão (At 7.57-60) e conversão de Saulo (At 9.1-19)
35-38      Viagem à Arábia (Gl 1.17). Encaixa-se em At 9.23 durante os “muitos dias”
38           Viagem a Jerusalém, durante 15 dias (At 9.26-29; Gl 1.18,19)
38-43      Ministério na Síria e na Silícia (At 9.30; Gl 1.21)
43           Chegada a Antioquia da Síria (At 11.25, 26)
43/44      Visita a Jerusalém por causa da fome (At 11.27-30; 12.25; Gl 2.1-10?)    *
46-48      Primeira Viagem Missionária (At 13.2; 14.28)
48-49      Composição de GÁLATAS(?) em Antioquia da Síria
49-50      Conferência em Jerusalém (At 15.1-29; Gl 2.1-10?)   *
50-52      Segunda Viagem Missionária (At 15.40 – 18.23)
51/52      Aparecimento diante de Gálio (At 18.12-17)
51           Composição de 1 TESSALONICENSES em Corinto
51/52      Composição de 2 TESSALONICENSES e de GÁLATAS(?) em Corinto   *
52           Retorno à Jerusalém e à Antioquia da Síria (At 18.22)
53           Composição de GÁLATAS(?) em Antioquia da Síria   *
53-57      Terceira Viagem Missionária (At 18.23; 21.17)
53-55      Em Éfeso
55           Composição de 1Coríntios em Éfeso e de 2Coríntios na Macedônia
57           Composição de ROMANOS em Cencréia ou Corinto
57           Preso em Jerusalém (At 21.27 – 22.30)
57-59      Período de prisão em Cesaréia (At 23.23 – 23.62)
59           Viagem a Roma com naufrágio (At 27.1 – 28.16)
59-61/62 Primeiro período de prisão em Roma
60           Composição de EFÉSIOS, COLOSSENSES, FILEMON E  FILIPENSES em Roma
62           Libertação da prisão em Roma   **
62-67     Quarta Viagem Missionária (incluindo o ministério em Creta Tt 1.5)  **
63-65     Composição de 1TIMÓTEO e TITO na Macedônia
67/68     Segundo período de prisão em Roma
67/68     Composição de 2TIMÓTEO na prisão Mamertina (2Tm 4.6-8)
67/68     Julgamento e execução – 72/73 d.C.

* A interrogação se refere a suposição/incerteza de data ou evento
** Algumas fontes não consideram a libertação em Roma e a quarta viagem missionária




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