Reavivados por Sua Palavra


1REIS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros

“Porquanto Davi fez o que era reto perante o Senhor e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias de sua vida, senão no caso de Urias, o heteu” (v.5).

A história dos reis de Israel e de Judá ilustra bem a trajetória da nação após tornar-se uma monarquia. De todas as nações da Terra, Israel era a campeã em brigar consigo mesma. Esta rivalidade fica bem evidente no capítulo de hoje. “Houve guerra” (v.6) entre os reinos do Norte e do Sul, e alianças políticas entre eles e os reinos pagãos. Tudo o que o Senhor havia condenado como errado e abominável, era justamente o que o povo fazia, seguindo após os seus líderes imprudentes.

Em meio às trevas da idolatria e da apostasia, o Senhor suscitava “uma lâmpada em Jerusalém”, “por amor de Davi” (v.4). Asa foi o primeiro rei de Judá a promover uma verdadeira reforma no meio do povo. Eliminou os ídolos e objetos de culto, “tirou da terra os prostitutos cultuais” (v.12) e depôs a rainha-mãe de seu cargo dignitário, destruindo a imagem do poste-ídolo que ela havia feito. Enquanto Judá avançava no reinado estável de Asa, Israel sofria as consequências de um trono sem dono.

Sem sucessão de um rei ungido do Senhor, o reino do Norte tinha a sua coroa incerta. Cada rei que assumia o trono temia constantemente por sua vida e de seus descendentes em meio ao risco iminente de uma traição. Quanto a Judá, havia uma promessa de um Deus infalível, de modo que mesmo com a apostasia de vários de seus monarcas, o Senhor continuava cuidando do Seu povo por amor a Davi. Davi tornou-se o modelo de rei estabelecido por Deus; seu coração, a norma espiritual de intimidade com Deus. Não fosse o seu pecado contra Urias, e seu testemunho teria sido de uma força inabalável.

Diante da realidade de que “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt.22:14), não vivemos mais no contexto de uma nação territorial, mas de uma nação espiritual que precisa despertar para a urgente necessidade de fazer o que é “reto perante o Senhor” (v.11), de ter um coração perfeito, “totalmente do Senhor” (v.14). E não existe a menor possibilidade de que isto aconteça sem que haja uma mudança real e visível.

Asa não se limitou em fazer o que era correto diante de Deus, mas compreendeu a sua responsabilidade como líder de promover um reavivamento e reforma em Jerusalém. Há quantos anos, amados, temos ouvido o mesmo clamor dos “profetas” modernos de que precisamos despertar de nossa letargia e viver e pregar, de fato, as três mensagens angélicas? Quanto tempo mais achamos que o Senhor irá tolerar toda a violência, crueldade e licenciosidade que este mundo tem promovido?

Há um Rei que está prestes a Se apresentar diante do trono do Pai para reclamar os que são Seus. À Sua frente há uma obra prestes a terminar e, em Seu coração, uma saudade que dói desde que o pecado entrou no mundo. Jesus espera por nós! Ele espera que escutemos o brado: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6), e despertemos do sono erguendo bem alto as nossas lâmpadas acesas. Por amor a Davi, Deus cumpriu a Sua promessa. Por amor ao Seu remanescente e aos Seus filhos de todos os tempos, a derradeira promessa se cumprirá e veremos nosso Salvador nas nuvens vindo nos buscar. “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt.25:13).

Bom dia, escolhidos para a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Tiago 5 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Tiago reprova aqueles que alcançaram seu objetivo material e enriqueceram. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.

3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os “ricos” no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.

5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaõ, “ter uma vida tranquila e luxuosa”. As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.

Resistência. Do gr. antitassõ, “opor-sé”, “oferecer resistência”. O testemunho desses justos “condenados” e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.


Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.


11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.


12 Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento.  CBASD, vol. 7, p. 590.


15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.

16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.

19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.


20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptõ, “cobrir”, “velar” (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.



Tito 2 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
22 de maio de 2015, 1:00
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1 Fala. Paulo descreve a tarefa tripla de Tito: (1) organizar a igreja e familiarizar os irmãos de Creta com essa organização, (2) refutar os que ensinavam doutrinas falsas e arruinavam a moral da igreja e (3) comunicar a verdade do evangelho com clareza e precisão. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 386.

2 Constância. Do gr.  hupomone. “fortaleza’, “resistência” (Rm 5:3) qualidades que sempre devem ser mantidas. CBASD, vol. 7, p. 387.

3 Mulheres idosas. O cristianismo elevou o status da feminilidade a uma posição até então desconhecida. No entanto, essa nova condição exigia um compromisso correspondente das mulheres cristãs. Elas deviam cumprir o propósito original de Deus como baluartes de ternura e devoção. Deviam definir o padrão de pureza e devoção para o lar e os filhos, tanto para os seus próprios quanto para os vizinhos pagãos. CBASD, vol. 7, p. 387.

6 Criteriosos. Talvez Tito, sendo jovem, fosse mais bem-sucedido no aconselhamento aos de sua idade. CBASD, vol. 7, p. 388.

11 Graça. Do gr. charis. Somente pela graça de Deus podem os homens idosos, as mulheres idosas, as moças, os rapazes, Tito e os escravos assumir as responsabilidades de sua posição particular na vida. Todos os mandamentos de Deus são acompanhados por Sua graça, que capacita o crente a cumprir os propósitos divinos. CBASD, vol. 7, p. 389.

Todos os homens. A todos são oferecidas oportunidades suficientes para a salvação, mas a obstinada recusa de muitos em aceitar a graça de Deus resulta em morte eterna. CBASD, vol. 7, p. 389.

12 Educando. A graça salvadora não só ajuda as pessoas a eliminar as práticas pecaminosas, mas leva a cultivar hábitos novos e dignos. Essa instrução diária de Deus pode ser descrita como o processo de santificação. CBASD, vol. 7, p. 389.

14 Exclusivamente Seu. Do gr. periousios, “escolhido”, isto é, por Deus para Si mesmo. CBASD, vol. 7, p. 391.

Zeloso. Enquanto aguarda o segundo advento, a igreja deve cumprir a missão, designada no passado à nação judaica, de revelar os princípios do governo de Deus por palavras e atos. CBASD, vol. 7, p. 391.

15 Despreze. Tito devia apresentar seus ensinos de maneira tão convincente que seus ouvintes não pudessem ignorar o que ele pregava nem perder a confiança por achar seus argumentos destituídos de lógica. CBASD, vol. 7, p. 391.



Tito 2 by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Paulo começa este capítulo continuando o tema que dominou o capítulo anterior, incentivando-nos a viver uma vida que demonstra o caráter de Cristo. No entanto, em certo momento, Paulo parece fazer uma pausa e responder a uma pergunta silenciosa que ele imagina que seus leitores estão fazendo. É a pergunta a respeito do “porquê”. Por que devemos viver de forma piedosa e moral?

A resposta é a graça de Deus que traz salvação a todos os homens (v. 11)! Este é um fato consumado. Esta “Graça” é uma pessoa especial – Jesus Cristo, o Filho de Deus. A entrada de Cristo na história terrestre é um ato de graça salvífica que leva cada um de nós que já aceitou esta graça a abandonar a estrada que leva à ruína e passar a andar na estrada que conduz para a vida eterna. O coração do capítulo encontra-se neste verso (11).

Depois de aceitar essa incrível graça e salvação, Paulo nos lembra que Jesus não só salva, mas, também nos ensinará, através do Seu Espírito, a viver uma vida que honre aos princípios do Céu (v. 12). O resultado óbvio do discipulado é que Cristo e a Sua graça nos levarão a negar a impiedade, o mundanismo, e nos ajudarão a representar a justiça de Seu Reino – mesmo que ainda estejamos vivendo na presente época (v. 13).

Enquanto você lê este capítulo, celebre a bem-aventurada esperança de que Jesus em breve voltará (v. 13)! Viva em Cristo hoje. Viva uma vida totalmente imersa e encharcada na bendita esperança da breve vinda do nosso Senhor! Este é a melhor expressão do que significa ser adventista.

Bob Folkenberg Jr.
Missão chinesa
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/tit/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tito 2
Comentário em áudio 



Efésios 2 by Jobson Santos
20 de abril de 2015, 0:30
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Comentário devocional:

“Mas Deus …” (v. 4 ARA). Essas duas palavras devem ser as palavras mais cheias de esperança que a humanidade conhece. Nos versos 1-10 Paulo descreve o passado sombrio de sua audiência. Compartilhando o infortúnio de toda a humanidade que se pôs num caminho de rebelião contra Deus e teve suas vidas dominadas pelo pecado e por Satanás (vs. 1-3). 

“Mas Deus…” interveio. E o que Deus fez por eles e por nós? 1) Ele nos ressuscitou com Cristo – a ressurreição de Cristo é a nossa ressurreição; 2) Ele nos fez ascender com Cristo – a ascensão de Cristo é a nossa ascensão; 3) No céu, ele nos fez assentar com Cristo – a coroação de Cristo é a nossa própria coroação (vs. 4-7). Nós não somos meros espectadores dos eventos palpitantes ​​da vida de Cristo! Deus realiza essas fabulosas ações ​​não por causa de qualquer mérito nosso, mas por causa do Seu amor (vs. 8-9) que nos habilita a vivermos em solidariedade com Jesus e praticar “boas obras” (v. 10).

 Enquanto os versos 1-10 ensinam a nós que devemos viver em solidariedade com Jesus, os versos 11-22 ensinam que devemos viver em solidariedade uns com os outros, pois compomos Sua Igreja. A morte de Jesus tem benefícios verticais em estabelecer o relacionamento do crente com Deus (vs. 1-10) e horizontais em cimentar nossas relações com os outros (vs. 11-22). 

Através da Sua cruz, Jesus derruba o muro de separação entre os crentes gentios e os crentes judeus, incluindo o uso indevido da lei para aumentar o fosso (vs. 11-18). Porém Jesus também constrói algo ainda mais incrível, um novo templo, composto por crentes. Os gentios, que no passado eram impedidos de participar do culto nos lugares sagrados do templo, agora juntam-se aos crentes judeus formando um só povo. 

Nós também passamos a fazer parte da igreja de Deus como “um santuário santo no Senhor” (v. 21 NVI).

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/2/
Traduzido por: JDS/JAQ/IB
Texto bíblico: Efésios 2
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Efésios 1 by Jeferson Quimelli
19 de abril de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Alguém descreveu a carta aos Efésios como os Alpes do Novo Testamento. O nosso guia de montanhismo, o apóstolo Paulo, nos leva a uma subida rápida. Ficamos rapidamente sem fôlego e espantados com a vista que se abre diante de nós.

Efésios 1:3-14 funciona como um mapa no alto da montanha que identifica os picos no horizonte. A partir deste lugar privilegiado, Paulo nos apresenta a vasta paisagem do Plano de Salvação. O cenário abrange a extensão completa da história da salvação, desde a eternidade passada, até à eternidade futura. A redenção dos crentes de Deus está enraizada em iniciativas divinas tomadas “antes da fundação do mundo” (v. 4), que agora estão produzindo efeito em nossas vidas (ver versos 7-8; 13-14). Estas estratégias estabelecidas antes da criação serão plenamente cumpridas no fim dos tempos, quando o plano de Deus se completar (vs. 9-10). Então, “todas as coisas”, tanto “no céu” quanto “na terra” serão “reunidas” em Cristo e o plano de Deus para “a plenitude dos tempos” se cumprirá (v. 10). Então, experimentaremos plenamente o plano misterioso de Deus (v. 9). 

No presente, no entanto, podemos estar certos de que a maravilhosa salvação centrada em Cristo, na qual permanecemos, é uma parte importante do plano de grande alcance de Deus para a redenção de “todas as coisas.”

Estar no topo de uma montanha inspira ações de graças ao Criador. Nos versos 15-19 Paulo dá graças a Deus ao orar para que os crentes possam experimentar a salvação que Deus planejou para eles. E nos encontramos em outra subida íngreme quando ele nos aponta para cima para o Cristo que ressuscitou, subiu ao céu e foi coroado, e que governa sobre todos os poderes imagináveis por todo o sempre (vv. 20-23).

Viva o dia de hoje no topo da montanha!

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/1/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Efésios 1 
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II Coríntios 1 by Jeferson Quimelli
31 de março de 2015, 1:00
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Comentários selecionados:

Quando Paulo escreveu sua segunda carta aos coríntios aparentemente já fazia algum tempo que ele não via estes irmãos em Cristo. Apesar do apóstolo se sentir confortável o suficiente para repreendê-los por alguns problemas e para solicitar donativos aos crentes judeus em Israel (1Co 16:1-4), algo claramente havia mudado. Parece que um conflito eclodira tendo a ver com a mudança de planos de Paulo de voltar a vê-los (2Co 1:23; 2:1; 7:12).

Algum tempo depois de Paulo visitar Corinto, ele escreveu outra carta, marcada com lágrimas, sobre sua dolorosa visita (2Co 2:3-4). Infelizmente esta “carta de lágrimas” não está disponível a nós hoje. Ao tempo em que Paulo escreveu II Coríntios, ele havia deixado a Ásia Menor para visitar a Macedônia (2Co 2:13), onde recebeu um relatório de Tito, informando que eles tinham recebido bem esta “carta de lágrimas”, o que muito encorajou o apóstolo (2Co 7:5-16).

Assim, faz sentido que no início desta segunda epístola o apóstolo Paulo explique por que ele mudou seus planos de viagem (2Co 1:15-20). Ele inicia com as confortantes palavras de que Deus estará com eles em meio aos seus problemas (1:3-11). Estas palavras permanecem tão relevantes hoje quanto naquela época. Hoje nós procuramos conforto por meio de Cristo, porque “como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (v. 5, NVI).

A Bíblia não nos promete que não teremos provações e sofrimentos, mas que, em vez disso, encontraremos conforto durante tais momentos por meio de Jesus Cristo. E como irmãos na fé, temos a oportunidade de reconhecer aqueles que nos rodeiam, que são parceiros no sofrimento, bem como parceiros no conforto (v. 7).

No campus onde leciono recentemente perdemos um jovem na flor da vida (ele tinha apenas 23 anos de idade!). Existem momentos na vida em que nossos medos vem à tona. Em momentos assim, como o apóstolo Paulo, achamos que não iremos sobreviver (v. 8). No entanto, somos um povo de esperança, porque é Jesus Cristo, Quem nos resgata de um pior “perigo de morte” (v. 12, NVI), o afastamento de Deus provocado pelo pecado. Esse resgate só foi possível através da morte de Jesus Cristo na cruz. Enquanto isso, diz Paulo, somos gratos pelas muitas orações pelo nosso ministério de sofrimento (v. 11). A oração não evita o sofrimento, mas nos dá forças para suportá-lo. Acima de tudo, devemos ser gratos pelo precioso dom da salvação através de Jesus Cristo.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: II Coríntios 1 
Comentários em áudio 



I Coríntios 1 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 Vontade de Deus. Paulo … sabia que não havia sido apontado para o ministério por homem, mas por Deus (ver Gl 1:1). Todo verdadeiro ministro do evangelho de Jesus Cristo deveria ter a mesma convicção a respeito de seu chamado, e, como Paulo, crer que um “ai” cairá sobre ele se assumir outra tarefa (ver 1Co 9:16). CBASD, vol. 6, p. 727

Apóstolo. O direito de Paulo ao apostolado foi questionado em Corinto. Nesta passagem e mais adiante na epístola, ele afirma e defende sem temor esse direito (ver 1Co 9). CBASD, vol. 6, p. 727.

2 Em Cristo Jesus. Apenas é considerado santo quem busca e encontra refúgio em Jesus e está coberto pela justiça do Salvador. CBASD, vol. 6, p. 728.

Em todo lugar. É possível também que Paulo estivesse usando uma frase comum em saudações da época. Inscrições encontradas em sinagogas continham a seguinte saudação: “Que haja paz neste lugar e em todo Israel” (ver lans Lietzmann, Handbuch zum Neuen Testament, com. de 1Co 1:2). A epístola não e destinava apenas a eles, mas continha insruções a todos e foi preservada no cânon agrado para nossa instrução e edificação ver 2Tm 3:16). CBASD, vol. 6, p. 727

3 Graça. Do gr. charis, palavra que ocorre cerca de 150 vezes no NT, sendo traduzida como “graça” 123 vezes. Nos demais casos, traduzida como “favor”, “alegria”, “recompensa”, “dádivas”, “gratidão” e “benefício”. Todas essas palavras, juntas não podem expressar a glória, alegria, felicidade e gratidão despertadas na mente de quem tem um vislumbre da revelação dos atributos de Deus manifestados ao ser humano por meio de Jesus Cristo. Todos esses se resumem em uma palavra: charis. … A igreja cristã apostólica adotou a expressão e aplicou a conotação de natureza gentil, afetuosa, agradável e de disposição bondosa à atitude dos cristãos uns para com os outros. De forma mais particular, o termo foi usado para expressar “a conduta de Deus para com o ser humano pecador conforme revelada em e por meio de Cristo, especialmente como um ato de favor espontâneo” (Hermann Cremer, Biblico-Theological Lexicon [1886], p. 574). Esse favor de Deus de forma alguma depende da condição humana. Isto é, nem seus esforços para obter a graça por meio de obras de justiça nem o fracasso em alcançá-la afetam a manifestação do favor de Deus. Portanto, cabe ao ser humano aceitar a graça, se assim o desejar. Seu nível de pecaminosidade não influi na disposição divina de conceder graça por meio de Jesus (ver com. de Rm 1:7). CBASD, vol. 6, p. 728

Paz. Do gr. eirene, palavra da qual deriva o nome “Irene“. Conforme empregado no NT, eirene significa a completa ausência de tudo que perturba ou interrompe a obra plena do Espírito Santo na vida de uma pessoa, por meio do qual esta entra em perfeita harmonia com o Criador. CBASD, vol. 6, p. 728.

4 Dou Graças a [meu] Deus. Antes de tratar dos problemas que afetavam a igreja, Paulo elogia o que os crentes de Corinto alcançaram em sua experiência espiritual: O elogio à fidelidade e obediência antecede a repreensão ou advertência. Isso está bem exemplificado nas mensagens às sete igrejas (Ap 2:2-4, 13, 14, 19, 20). Deus encoraja a igreja ao mencionar o que está bem e, com isso, prepara o caminho para as advertências e repreensões necessárias, que; se levadas em consideração, como no caso da igreja de Corinto, resultarão em crescimento espiritual e bênçãos. CBASD, vol. 6, p. 729

Graça. Do gr. charis (ver com. do v. 3). Nesta passagem, os dons da graça, os charismata (1Co 12:4), são enfatizados (ver 1:5-7). CBASD, vol. 6, p. 729.

5 Em tudo. Deus tinha abençoado grandemente os crentes de Corinto. Ele os tinha resgatado do ambiente corrupto em que viviam, levantando-os das profundezas do vício e do pecado, conferindo a eles dons espirituais em abundância de modo que não lhes faltava “nenhum dom” (v. 7). Dessa forma, fez-se abundante provisão, além das necessidades, para que a igreja não tivesse motivo para reincidências e apostasia (comparar com 2Co 9:11). CBASD, vol. 6, p. 729.

Conhecimento. Do gr. gnosis, do qual derivam as palavras “gnóstico” e “agnóstico” (sobre esse dom, ver com. de 1Co 12:8). O conhecimento é um fundamento essencial para a fé. Os fatos básicos relativos à existência de Deus e ao plano da salvação devem ser entendidos por aqueles que desejam se tornar cristãos. Era necessário haver na igreja quem pudesse transmitir tal conhecimento. Paulo dizia ter esse dom (2Co 11:6). Em Corinto, alguns haviam pervertido o dom (1Co 8). CBASD, vol. 6, p. 729.

6 Assim como. Esta expressão parece indicar que o conhecimento do plano da salvação por meio de Jesus Cristo foi esclarecido e estabelecido pela obra poderosa do ‘Espírito Santo na igreja de Corinto. CBASD, vol. 6, p. 729.

De Cristo. Ou, “sobre Cristo”. O resultado do derramamento abundante do Espírito Santo sobre os crentes coríntios foi a confirmação de sua fé no evangelho, da convicção e aceitação da verdade do amor de Deus e do sacrifício de Jesus. O testemunho dos apóstolos a respeito de Cristo não foi apenas crido e aceito, mas, por meio do poder do Espírito de Deus, a igreja recebeu os dons do Espírito (ver v. 7; esses ‘ dons’ são alistados em I Co 12:1, 4-10, 28; Ef 4: 8 , 11-13) . Declara-se que o propósito dos dons do Espírito é o desenvolvimento da igreja até que alcance unidade e perfeição em Jesus (Ef 4:12-15). CBASD, vol. 6, p. 729.

7 Nenhum dom. “A manifestação do Espírito” foi “concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Os dons eram abundantes na igreja de Corinto, e cada crente recebeu algum deles. CBASD, vol. 6, p. 729.

Revelação. ‘Do gr. apokalupsis, literalmente “descobrimento”, “revelação”, “descobrir o que está oculto”. Esta é a palavra usada para descrever a vinda de Jesus (2Ts 1:7; 1Pe 1:7, 13; 4:13). Cristo, que estava oculto aos olhos físicos, será revelado de nodo que todo olho O verá (Ap 1:7). … A segunda vinda de Jesus era a expectativa e esperança da igreja do primeiro século, e ainda é a ‘bendita esperança” de todo verdadeiro discípulo (Tt 2:13). Os cristãos de Corinto, firmados na fé de Jesus pelos diversos dons do espírito, esperavam ansiosamente a manifestação do Salvador em Sua segunda vinda. CBASD, vol. 6, p. 730.

8 O qual confirmará até ao fim. Comparar com Fp 1:10; 1Ts 5.23; Jd 24. Não se deve considerar que essa declaração signifique ser impossível sair da graça. Outras passagens revelam que isso possível (ver, por exemplo, Hb 6:4-6). Os crentes serão confirmados até ao fim somente se permanecerem fiéis (Mt 24:13; ver com. de Jo 10:28). CBASD, vol. 6, p. 730.

Irrepreensíveis. Os cristãos têm a certeza de que Cristo os manterá firmes em meio às provas e tentações e que os guardará no caminho da santidade por toda a vida, de nodo que na vinda de Cristo serão encontrados irrepreensíveis. Isto não é uma promessa de que serão perfeitos, no sentido de serem isentos de pecar, pois “todos pecaram” e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23). Jesus os capacitará a viverem de forma vitoriosa ao se submeterem a Ele constantemente. Em Sua vinda, serão achados irrepreensíveis porque estão cobertos por Sua justiça. “Irrepreensíveis” é diferente de “perfeitos”. “Irrepreensíveis” são aqueles que não podem ser culpados de nenhum crime, que se colocam perante o Juiz supremo, e contra quem não há base para acusação. … A dependência absoluta de Deus é a base para a declaração do Paulo de que os crentes serão preservados irrepreensíveis até ao fim. CBASD, vol. 6, p. 730.

9 Fiel é Deus. Comparar com 1Co 10:13; 1Ts 5:24; 2Ts 3:3. … As promessas do Deus, assim como Seu caráter, são imutáveis. Essa é uma fonte de constante conforto para o cristão que vive num mundo cada vez mais instável. CBASD, vol. 6, p. 730.

Comunhão. Do gr. koinonia (ver com. de At 2:42; Rm 15:26). CBASD, vol. 6, p. 730.

10 Rogo-vos. Este versículo marca a transição da ação de graças e elogio para a repreensão. Após uma breve introdução, Paulo passa diretamente a abordar os problemas que demandavam sua atenção (ver com. de Mt 5:4). CBASD, vol. 6, p. 730

Irmãos. Uma forma comum de Paulo se dirigir aos leitores de suas epístolas. Neste caso, o termo carinhoso é talvez usado com o fim de amenizar a severidade da repreensão que Paulo está prestes a fazer. O termo também implica unidade, algo em falta entre os crentes coríntios. CBASD, vol. 6, p. 730.

Faleis todos a mesma coisa. Esta frase traduz uma expressão encontrada no grego clássico que significa “estar de acordo”. O emprego desta expressão mostra que Paulo estava familiarizado com as obras clássicas gregas (ver com. de At 17:28). CBASD, vol. 6, p. 731

11 fui informado, pelos da casa de Cloe. O nome significa “imaturo” ou talvez “loiro”. O nome era comum entre escravos libertos, fato que sugere que Cloe deve ter sido uma escrava liberta. Sem dúvida, a família vivia em Corinto, de onde levaram a Paulo informações de primeira mão sobre as dissensões na igreja (ver AA, 300). CBASD, vol. 6, p. 731.

12 De Paulo. Primeiramente, o apóstolo menciona o partido que afirmava ser de seus seguidores. Ele não demonstra favor a nenhum deles, muito menos a seu próprio. Todos são condenados. O espírito de dissensão de qualquer forma é errado. Comparar um líder espiritual a outro é contrário ao espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 731

Apolo. Judeu alexandrino, seguidor dos ensinos de João Batista e homem “eloquente e poderoso nas Escrituras” (At 18:24, 25). CBASD, vol. 6, p. 731. Sua personalidade, modo de trabalhar e o tipo de mensagem que transmitia apelavam a uma j determinada classe que começou a mostrar ‘ preferência por ele. … Entre Paulo e Apolo havia perfeita harmonia (ver v. 5-10). Quando surgiram dissensões, Apolo deixou Corinto e voltou para Éfeso. Paulo o instou a retornar a Corinto, mas Apolo se recusou. CBASD, vol. 6, p. 731.

Cefas. Os que pertenciam a esse partido criam que havia mérito especial em estar unido a um dos doze apóstolos. Pedro tinha estado associado intimamente a Jesus e era um dos líderes dos doze apóstolos. Acreditavam que isso o colocava acima de Paulo ou Apolo. CBASD, vol. 6, p. 732.

De Cristo. Os que pertenciam a esse partido se recusavam a seguir um líder humano. Eram independentes nas suas atitudes e afirmavam receber instruções diretas de Cristo (ver AA, 278, 279). CBASD, vol. 6, p. 732.

14 A nenhum de vós batizei. Os conversos de Paulo eram batizados por seus colaboradores, talvez para evitar que atribuíssem santidade especial ao rito quando realizado por certos indivíduos. O rito em si, ou o fato de ser realizado por determinado indivíduo, não confere nenhum significado especial ao batismo. A exemplo de Paulo, “Jesus mesmo não batizava, e sim os Seus discípulos” (Jo 4:2). CBASD, vol. 6, p. 732.

15 Fostes batizados. Ao que parece, era comum em Corinto a crença de que havia uma relação especial entre quem batizava e o batizado. CBASD, vol. 6, p. 732.

17 Para batizar. Paulo esperava que apenas Cristo fosse exaltado, e que homens e mulheres fossem ganhos para Ele. Por isso, ele deixou claro que batizar não era seu trabalho principal, mas sim persuadir pessoas a se renderem ao Salvador. Não era sua intenção insinuar que não batizaria ninguém, mas que soubessem que ele não se gloriava com um grande número de batismos. … Isso mostra que Paulo estava ciente do perigo de que os batizados pelos apóstolos pensassem ser superiores a outros conversos que não tiveram essa oportunidade. Assim se iniciaria uma luta de partidos na igreja, o que de fato estava ocorrendo. Ele declara que sua obra era proclamar as boas-novas da salvação e chamar todos ao arrependimento e à fé em Jesus. Esse é o principal objetivo dos ministros do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 732.

Sabedoria de palavra. Os gregos estimavam os métodos sutis e polidos que usavam em seus debates e a refinada eloquência de seus oradores. Paulo não buscou imitar o estilo complicado e filosófico da retórica deles. O êxito do evangelho não depende dessas coisas, e o apóstolo não as tinha exibido na sua pregação. Seu ensino e modo de falar não inspirava louvor dos sofisticados gregos. Eles não consideravam sábia sua pregação. O apóstolo anelava que a glória da cruz de Cristo não fosse obscurecida por filosofia humana e oratória elegante, exaltando-se assim o homem em lugar de Deus. O êxito da pregação da cruz não depende do poder do raciocínio humano nem do encanto de uma argumentação refinada, mas do impacto de sua verdade simples apoiada no poder do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 732, 733.

18 Palavra. Do gr. logos. CBASD, vol. 6, p. 733

Da cruz. Isto é, sobre a cruz. A “palavra da cruz” é a mensagem da salvação por meio da fé no Senhor crucificado. Tal mensagem parecia o cúmulo da loucura para os gregos amantes da filosofia e para os judeus inclinados ao ritualismo. CBASD, vol. 6, p. 733.

Os que se perdem. Eles estão no caminho da perdição, pois a única coisa que tem poder para salvá-los, isto é, a palavra da cruz, parece-lhes loucura. CBASD, vol. 6, p. 733 ,

Somos salvos. Literalmente “estão sendo salvos”. Paulo descreve a salvação como um ato presente. CBASD, vol. 6, p. 733

Poder. Do gr. dynamis (ver com. de Lc 1:35). … O evangelho é muito mais que uma declaração de doutrina ou um relato do que Jesus fez pela humanidade quando morreu na cruz. É o poder de Deus atuando no coração e na vida do pecador crente arrependido, fazendo dele nova criatura (ver Rm 1:16; cf. 2Co 5:17). CBASD, vol. 6, p. 733.

19 Está escrito. Uma citação de Isaías 29:14 … Paulo apresenta uma evidência bíblica à observação feita no versículo anterior. Todos os esforços para encontrai um caminho para a salvação por meio da filosofia humana e sem Deus serão rejeitados e aniquilados pelo Senhor. CBASD, vol. 6, p. 733.

20 Onde está o sábio? Este versículo destaca a completa inutilidade de todas as formas de pensamento e raciocínio humano como meio de promover a pregação e a salvação. CBASD, vol. 6, p. 733.

21 Por sua própria sabedoria. Os gregos eram conhecidos pela filosofia, mas toda sua busca por coisas novas e estranhas (ver At 17:21) não os levou ao conhecimento do “Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe” (v. 24). CBASD, vol. 6, p. 733, 734.

Pregação. Do gr. kerugma,’ “anúncio”, “proclamação … A “loucura da pregação” é o anúncio do evangelho da salvação por meio da fé do Cristo crucificado, que para os gregos e judeus descrentes parecia loucura. CBASD, vol. 6, p. 734.

22 Sinais. Os judeus buscavam demonstrações físicas exteriores em forma de maravilhas, milagres e fatos sobrenaturais. CBASD, vol. 6, p. 734.

Gregos. Por séculos, este povo foi visto como intelectual e pensador. Acreditavam que o intelecto era capaz de compreender tudo. CBASD, vol. 6, p. 734.

23 Cristo crucificado. Para os israelitas, que se apegavam à expectativa de um Messias que governaria como um rei terreno e faria de Israel o reino supremo do mundo, a mensagem do Salvador crucificado era ofensiva. CBASD, vol. 6, p. 734.

Para os gentios. Para os que confiavam na lógica, na ciência e nas descobertas intelectuais, a ideia de que alguém condenado à morte pela forma mais humilhante de punição usada pelos romanos, a crucifixão, pudesse salvá-los era completa tolice (ver AA, 245). CBASD, vol. 6, p. 734.

24 Tanto judeus como gregos. Ver com. de Rm 1:16. Todos os verdadeiros cristãos, independentemente de oportunidades e privilégios nacionais ou culturais, reconhecem Jesus como aquele por meio de quem o poder de Deus é exercido para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 734.

25 Loucura de Deus. … Na realidade, não há loucura ou fraqueza em Deus, mas o modo como Ele lida com o ser humano parece completa insensatez ao coração não regenerado. De fato, os planos de Deus para a restauração do ser humano estão muito mais bem adaptados às necessidades humanas do que todos os esquemas e artifícios do pensador mais brilhante que o mundo pode ter. CBASD, vol. 6, p. 735.

Foram chamados. Seria melhor entender a passagem como: “Não há muitos sábios entre vós.” CBASD, vol. 6, p. 735.

Muitos sábios. Para estabelecer a igreja, Deus não se valeu da sabedoria, riqueza, ou do poder deste mundo. Ele procura ganhar todas as classes, mas a chamada sabedoria deste mundo com frequência leva as pessoas a se exaltarem em vez de se humilharem perante Deus. Portanto, não é grande a proporção de ricos segundo o mundo e dos considerados líderes do pensamento popular que aceitam o evangelho simples de Jesus Cristo. De fato, “o evangelho sempre alcançou seu maior sucesso entre as classes humildes” (AA, 461). CBASD, vol. 6, p. 735.

27 As coisas loucas. A mente cheia da sabedoria deste mundo fica confusa diante da clara e simples pregação do evangelho por alguém instruído pelo Espírito de Deus, mas com pouca instrução secular. Os judeus ficaram surpresos com a sabedoria de Jesus, e perguntaram: “Como sabe este letras, sem ter estudado?” (Jo 7:15). Não podiam entender como alguém que não frequentou as escolas dos rabis fosse capaz de apresentar as verdades espirituais. O mesmo se dá hoje. O valor atribuído à instrução se calcula em geral pela quantidade de anos de estudo. A verdadeira instrução é aquela que torna a Palavra de Deus a fonte do saber. Quem obteve tal instrução é humilde, manso e submisso à orientação do Espírito Santo (comparar com Mt 11:25). CBASD, vol. 6, p. 735.

Coisas fracas. Isto é, as coisas que o mundo considera fracas. CBASD, vol. 6, p. 735.

28 Humildes. Do gr. agenes, literalmente, “de nenhuma família”, portanto, empregado para descrever alguém sem nome ou reputação. Neste caso, agenes indica os desprezados pela sociedade. Paulo enfatiza que Deus não depende da habilidade ou instrução humana para o cumprimento de Seu propósito: a redenção do ser humano. Instrumentos humildes que se entregam por completo a Deus são usados para mostrar como é vão e impotente confiar na instrução e no poder do mundo. CBASD, vol. 6, p. 735.

29 Ninguém. Isto é, nenhum ser humano (cf. Mc 13:20; Lc 3:6). Paulo resume o raciocínio dos v. 18 a 28 declarando que nenhuma classe de pessoas, ricas ou pobres, poderosas ou humildes, instruídas ou não, tem motivo para se gloriar perante Deus. CBASD, vol. 6, p. 735.

30 Dele. Isto é, de Deus. A vida pertence a Deus (At 17:25, 28). CBASD, vol. 6, p. 735.

Em Cristo Jesus. E a união com Cristo que torna os cristãos fortes e sábios. Eles não buscam posições honrosas, riqueza, honra ou poder para si mesmos. Deus, por meio de Jesus Cristo, supre todas as coisas. Muito embora o ser humano não reconheça, Cristo é quem provê tudo o que se possui. Todo o necessário para resgatar o ser humano da degradação em que se afundou, como resultado do pecado, se encontra em Jesus, em quem habita “toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9; cf. PJ, 115). Por meio de Jesus, nos tornamos sábios, justos, santos e remidos. CBASD, vol. 6, p. 735, 736.

Justiça. Pela fé, a justiça de Cristo é imputada e concedida ao crente. CBASD, vol. 6, p. 736.

31 Glorie-se no Senhor. Citação abreviada de Jeremias 9:23 e 24. Não há motivo para exaltação ou jactância em nenhuma conquista humana. A única coisa pela qual o ser humano pode encontrar justificativa para se gloriar é no fato de conhecer o Senhor Jesus Cristo como seu salvador pessoal. A maravilha do amor e da sabedoria de Deus, revelada em Cristo, é fonte contínua de louvor e regozijo, diante da qual toda sabedoria e proeza humanas se perdem em total insignificância. CBASD, vol. 6, p. 736.



Romanos 8 – Comentários de Bíblias de Estudo by Jeferson Quimelli
6 de março de 2015, 0:00
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1 nenhuma condenação. Pelo Espírito somos libertados da prisão do pecado. Bíblia Shedd.

Mesmo que sucumbamos ao pecado, vez ou outra. Andrews Study Bible.

“Inocente; libertem-no!” O que estas palavras significariam pra você se estivesse na cela dos condenados? O fato é que toda a raça humana está condenada – por quebrar repetidamente a santa lei de Deus. Sem Jesus não teríamos qualquer esperança. Mas graças a Deus! Ele nos declarou inocentes e nos ofereceu liberdade do pecado e poder para fazer a Sua vontade. Life Application Study Bible.

2 O Espírito de vida é o Espírito Santo. Ele estava presente na criação do mundo (Gn 1:2) e é o poder por trás do renascimento de cada cristão. Ele nos dá o poder que precisamos para viver a vida cristã. Life Application Study Bible.

3 incapaz de fazer. A lei não tinha a capacidade de vencer o pecado. Podia ressaltar, condenar e até mesmo estimular o pecado, mas não podia eliminá-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Paulo não está criticando a lei moral, mas observa uma vez mais que, por causa da pecaminosidade da humanidade, a lei não pode dar a salvação ao ser humano. Bíblia de Genebra.

no tocante ao pecado (ARA). Como uma oferta pelo pecado [NVI]. Denota a transferência de pecado do pecador para a oferenda sacrificial. Andrews Study Bible.

oferta pelo pecado (NVI). Jesus ofereceu-Se como um sacrifício (“oferta pelo pecado”) por nossos pecados. Nos tempos do Antigo Testamento, sacrifícios animais eram continuamente oferecidos no templo. Os sacrifícios mostravam aos israelitas a seriedade do pecado: sangue deveria ser derramado antes que os pecados pudessem ser perdoados (ver Lv 17:11). Mas o sangue dos animais não realmente removiam pecados (Hb 10:4). Os sacrifícios podiam somente apontar para o sacrifício de Jesus, que pagou a penalidade de todos os pecados. Life Application Study Bible.

4 justas exigências da lei. A lei continua desempenhado um papel na vida do crente – não, porém, como meio de salvação, mas como orientação ética e moral, obedecida por amor a Deus, mediante o poder que o Espírito outorga. Esse é o cumprimento de Jr 31.33, 34. Bíblia de Estudo NVI Vida.

segundo o Espírito. De acordo com os novos desejos criados [em nós] pelo Espírito. Andrews Study Bible.

5-8 Duas mentalidades são apresentadas aqui: a da natureza pecaminosa e a do Espírito. Aquela leva à morte, e esta à vida e paz. A natureza pecaminosa está vinculada à morte (v. 6), à hostilidade contra Deus (v. 7), à insubordinação (v. 7) e à inaceitabilidade diante de Deus (v. 8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

5,6 Paulo divide as pessoas em duas categorias – aquelas que se deixam controlar por suas naturezas pecaminosas e aquelas que seguem o Espírito. Todos nós estaríamos na primeira categoria se Jesus não nos tivesse oferecido uma saída. Uma vez que dissemos sim a Jesus, desejaremos continuar seguindo-O porque este caminho nos traz vida e paz. Diariamente devemos conscientemente escolher centrar nossas vidas em Deus. Use a Bíblia para descobrir as orientações e, então, as siga.Em cada situação de perplexidade pergunte a si mesmo: “O que Jesus quer que eu faça?” Quando o Espírito Santo lhe mostrar o que é o correto, faça isto sem duvidar. Life Application Study Bible.

7 inimizade contra Deus. Pura hostilidade contra Deus, incapaz de outra atitude qualquer, é a real atitude mental de todos aqueles que ainda não foram renovados pelo Espírito (3.9-18). A pessoa natural considera Deus como inimigo. Bíblia de Genebra.

9 habita. Se refere ao corpo como um lugar de habitação do Espírito Santo. Ver 1Co 6:19. Andrews Study Bible.

Você já se preocupou se você é ou não realmente um cristão? Um cristão é alguém que tem o Espírito Santo vivendo nele. Se você sinceramente confiou em Jesus pela sua salvação e o reconheceu como Senhor, então o Espírito Santo veio à sua vida e você é um cristão. Não é a presença de determinado sentimento que faz você saber que o Espírito Santo chegou; você sabe isso porque Jesus prometeu que Ele viria. Quando o Espírito Santo está trabalhando em você, você acreditará que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que a vida eterna vem através dEle (1Jo 5:5); você começará a agir como Cristo mandou (Rm 8:5; Gl 5:22, 23); você encontrará auxílio nos seus problemas diários e em suas orações (Rm 8:26, 27); você receberá poder para servir a Deus e fazer a Sua vontade (At 1:8; Rm 12:6ss); e você se tornará parte do plano de Deus para edificar a Sua igreja (Ef 4:12, 13). Life Application Study Bible.

11 Um relato trinitariano da realização da salvação, pressupondo a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em Seu ser essencial, da mesma maneira que eles estão unidos na complexa obra da redenção. Bíblia de Genebra.

A garantia da nossa ressurreição é a habitação do Espírito dentro de nós (Ef 1.13, 14; 2Co 5.5). Bíblia Shedd.

O Espírito Santo é a promessa ou garantia de Deus da vida eterna a todos que acreditam nEle. Life Application Study Bible.

14-17 A ideia de adoção não aparece no sistema legal do Antigo Testamento, e Paulo parece ter tomado por empréstimo esse conceito próprio da lei romana, preenchendo-o com a teologia bíblica da paternidade de Deus sobre o seu povo. Bíblia de Genebra.

Paulo usa a adoção ou “filiação” para ilustrar a nova relação do crente com Deus. Na cultura romana, as pessoas adotadas perdiam todos os seus direitos na antiga família e ganhava todos os direitos de um filho legítimo em sua nova família. Ele se tornava um herdeiro pleno dos bens de seus pais. De semelhante modo, quando alguém se torna um cristão, ele ou ela ganham todos os privilégios e responsabilidades de um filho na família de Deus. Um destes enormes privilégios é ser guiado pelo Espírito (ver Gl 4:5, 6). Pode ser que não nos sintamos sempre como filhos d Deus, mas o Espírito Santo é nossa testemunha. Sua presença interior nos lembra quem nós somos e nos encoraja com o amor de Deus (5:5). Life Application Study Bible.

14 guiados pelo Espírito. O Espírito se torna a força dominante na vida, que agora exibe os frutos do Espírito. Ver Gl 5:22. Andrews Study Bible.

Esse caminho de santidade é agora mais completamente descrito como a orientação pelo Espírito, sendo especificada como uma das marcas dos filhos de Deus. Bíblia de Genebra.

filhos de Deus. Deus é o Pai de todos, no sentido de que criou a todos, sendo Seu amor e cuidados providenciais outorgados a todos (ver Mt 5:45). Nem todos, porém, são Seus filhos. … (Jo 8.44). As pessoas passam a ser filhos de Deus mediante a fé no Filho unigênito (e incomparável) de Deus (ver Jo 1.12, 13), e ser guiado pelo Espírito de Deus e´a marca registrada desse relacionamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Aba, Pai. “Abba” expressa um senso de afeto e profundo respeito e significa “papai” em aramaico, a língua de Jesus. Jesus usou “Abba” em Suas orações para Se dirigir a Deus (Mc 14:36). Andrews Study Bible.

Os cristãos são filhos adotados mediante a graça; Cristo, no entanto, é Filho de Deus por natureza. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não somos mais escravos servis e temerosos; em vez disso, somos filhos do Mestre. Que privilégio! Porque somos filhos de Deus, compartilhamos como co-herdeiros nos Seus grande tesouros. Deus tem nos dado Suas melhores dádivas: Seu Filho, perdão e vida eterna; e Ele nos encoraja a Lhe pedir tudo o que precisarmos. Life Application Study Bible.

16 a segurança do cristão reside no que o Espírito faz por nós e o que Ele testifica em nós, como indicado aqui e em 1Jo 5:10-13. ver tb Rm 8:31-39. Andrews Study Bible.

17 Existe um preço por se identificar com Jesus. Junto com os grandes tesouros, Paulo menciona os sofrimentos que os cristãos devem enfrentar. … Para os cristãos do primeiro século, havia a perseguição econômica e social e alguns enfrentaram a morte. Nós também pagamos um preço por seguir a Jesus. em muitas partes do mundo, hoje, onde o cristianismo é tolerado ou encorajado, não desvem se tornar complacentes com o mundo ao redor. Viver como Jesus viveu – servindo, abrir mão de seus próprios direitos, resistir a pressões para ser igual aos demais – sempre tem um preço. Nada que sofremos, no entanto, pode se comparar ao grande preço que Jesus pagou para nos salvar. Life Application Study Bible.

19 aguarda a revelação dos filhos de Deus. A futura ressurreição dos crentes. Andrews Study Bible.

20 vaidade (ARA; NVI: inutilidade; NKJV: futilidade). Vazio de existência. Andrews Study Bible.

22 dores de parto (NVI; ARA: angústias). Turbulência na natureza, como terremotos, furacões, fome e outras catástrofes. Andrews Study Bible.

A atual condição da criação não é sua condição final; é antes como uma mãe que geme com as dores de parto. A criação inteira tem um destino planejado por Deus, e deseja ardentemente que seja cumprido, tal como se sucede com os próprios crentes (vs 23, 26). Bíblia de Genebra.

23 primeiros frutos do Espírito. Seremos ressuscitados com corpos glorificados como o corpo que Jesus agora tem no Céu (ver 1Co 15:25-28). Nos temos os “primeiros frutos” [ARA: primícias]), a primeira parcela ou pagamento, o dom do Espírito Santo como uma garantia de nossa vida ressurreta (ver 2Co 1:22; 5:5; Ef 1:14). Life Application Study Bible.

24, 25 Em Romanos, Paulo apresenta a ideia da salvação  de processando no passado, no presente e no futuro. É passada porque somos salvos no momento em que cremos em Jesus Cristo como Salvador (3:21-26; 5:1-11; 6:1-11, 22, 23); nossa nova vida (vida eterna) se inicia neste momento. E é presente porque nós estamos sendo salvos; este é o processo da santificação. Mas, ao mesmo tempo, nós não recebemos ainda todos os benefícios e bênçãos da salvação que serão nossos quando o novo reino de Cristo se estabelecer. Esta é a nossa salvação futura, para a qual olhamos à frente com esperança e confiança que mudará nossos corpos e personalidades, quando seremos como Cristo (1Jo 3:2). Life Application Study Bible.

26, 27 Como crente, você não foi deixado a lutar com seus próprios recursos, sozinho, com os problemas.mesmo quando você não sabe as palavras adequadas para orar, o Espírito Santo ora com e por você e Deus responde. Com o próprio Deus ajudando você a orar, você não precisa temer se achegar perante Ele. Peça ao Espírito Santo que interceda por você “de acordo com a vontade de Deus”. Então, quando você trouxer seus pedidos a Deus, creia que Ele sempre fará o que é melhor. Life Application Study Bible.

26 o Espíritonos assiste. O Espírito Santo nos fortalece em nosso estado de fraqueza, do que somos constantemente cônscios. Bíblia de Genebra.

“assistência contra toda oposição”. Bíblia Shedd.

28 Deus opera em “todas as coisas” – não somente em incidentes isolados – para o nosso bem. Isto não significa que tudo que acontecer conosco será bom. O mal prevalece em nosso mundo caído, mas Deus é hábil em mudar todas as circunstâncias ao nosso redor para o nosso bem. Note que Deus não está operando para nos fazer felizes, mas para cumprir o Seu propósito. Note também que esta promessa não é para todos. Ela pode ser reclamada somente por aqueles que amam a Deus e são chamados de acordo com o Seu propósito…. Tais pessoas tem uma nova perspectiva na vida, uma nova mentalidade. Eles confiam em Deus, não em tesouros terrenos; eles buscam a segurança no Céu, não na terra; eles aprendem a suportar, não a se ressentir com a perseguição porque Deus está com eles. Life Application Study Bible.

29 Conhecer subentende uma relação pessoal íntima, e não meramente a consciência de fatos e circunstâncias (Gn 4.1; Am 3.2; Mt 1.25). Bíblia de Genebra.

O objetivo final de Deus é nos fazer semelhantes a Cristo (1Jo3:2). Ao nos tornarmos mais e mais como Ele, descobriremos nossa própria essência, as pessoas que deveríamos ser. Como podemos nos transformados à semelhança de Jesus? Lendo e ouvindo a Palavra, estudando a Sua vida nos Evangelhos, sendo cheios com o Espírito e fazendo a Sua vontade neste mundo. Life Application Study Bible.

29, 30 O propósito de Deus para o Seu povo não foi um pensamento determinado a posteriori. Ele foi determinado desde antes da criação do mundo. As pessoas deveriam servir e honrar a Deus. Se você crê em Jesus, você pode se alegrar com o fato de que Deus sempre te conheceu. O amor de Deus é eterno. Sua sabedoria e poder são supremos. Ele te guiará e te protegerá até o dia em que você estiver na Sua presença. Life Application Study Bible.

30 “Chamado” significa convocado ou convidado. Life Application Study Bible.

O fato de alguém amar a Deus (v. 28) é o resultado da ação divina. Bíblia Shedd.

31-34 Você já chegou a pensar que pelo fato de que você não é bom o suficiente para Deus, que Ele não te salvará? Você já sentiu que a salvação é para qualquer outro, menos para você? Então estes versos são especialmente para você. Se Deus deu o Seu Filho para você, iria Ele reter o dom [dádiva, presente] da salvação? Se Cristo deu a Sua vida por você, Ele não voltará atrás e te condenará. Ele não reterá nada que você precise para viver para Ele. O livro de Romanos é mais que uma explanação da graça redentora de Deus – é uma carta de conforto e confiança endereçada a você. Life Application Study Bible.

31 Que diremos, pois, á vista destas coisas. “Estas coisas” é uma frase que abarca a inteira exibição da graça divina gratuita, estendida a pecadores perdidos, nesta epístola, até este ponto. Bíblia de Genebra.

Se Deus é por nós. No original não se trata de expressão condicional, mas é como se Paulo dissesse “Uma vez que Deus é por nós…”, com aspecto causal (porque”). Bíblia de Estudo NVI Vida.

quem será contra nós. Certamente alguém se oporá a nós, mas Paulo salienta que a essa oposição faltará a capacidade de destruir a fé. Bíblia de Genebra.

32 Aquele que não poupou o seu próprio filho. As palavras de Paulo são uma eficaz reverberação do que se lê na Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o grego), em Gn 22.12. Bíblia de Genebra.

por todos nós. O argumento (do maior para o menor) aqui é semelhante ao de 5.9, 10. Já que Deus deu a dádiva suprema de Seu Filho para nos salvar, certamente nos dará também todo o necessário para levar a cabo a obra iniciada na cruz. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O fato que Deus nos deu o Filho, para que morresse por nós, foi o dom supremo, garantindo o dom subsequente de tudo o mais que precisamos quanto à nossa glória plena e final (v. 30). Bíblia de Genebra.

34 intercede. Ministério do Sumo Sacerdote. Ver Ef 1:20; Cl 3:1; Hb 1:3.

Paulo diz que Jesus está intercedendo por nós no Céu. Deus nos absolveu e removeu os nosso pecados e culpa. Então, é Satanás – não Deus – quem nos acusa. Quando ele assim o faz, Jesus, nosso advogado de defesa, permanece à direita de Deus para apresentar nosso caso. Life Application Study Bible.

36 O Salmo 44.22 é citado para demonstrar que o sofrimento sempre fazia parte da experiência do povo de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35-39 No judaísmo, o sofrimento era sempre visto como a representar uma maldição divina, um sinal da rejeição de Deus (ver Dt 28-29). Paulo reitera a posição que ele estabeleceu em Rm 8:1: não há condenação para os que estão em Cristo, mesmo quando eles sofrem. Andrews Study Bible.

Estes versos contém uma das mais confortantes promessas em toda a Escritura. Crentes tem sempre enfrentado dificuldades em várias formas: perseguição, doenças, aprisionamento e até mesmo a morte. Estas coisas poderiam fazê-los temer que haviam sido abandonados por Deus. Mas Paulo exclama ser impossível sermos separados de Cristo. Sua morte por nós é a prova deste amor irreprimível. Nada pode impedir a constante presença de Cristo conosco. Deus nos diz quão grande é o Seu amor para que tenhamos total segurança nEle. Se acreditarmos nestas esmagadoras certezas, não temeremos medo. Life Application Study Bible.

Paulo queria demonstrar a seus leitores que o sofrimento não faz separação entre os crentes e Cristo, mas, na realidade, os conduz em direção ao alvo final. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35, 36 Estas palavras foram escritas a uma igreja que logo iria sofrer terrível perseguição. Em poucos anos, a situação hipotética de Paulo se tornaria em dolorosa realidade. Esta passagem reafirma o profundo amor de Deus por Seu povo. Não interessa o que acontece conosco, nunca poderemos nos perder deste amor. O sofrimento não nos afastará de Deus, mas nos ajudará a nos identificar mais com Ele ainda mais e permitirá que o Seu amor nos alcance e nos cure. Life Application Study Bible.

37 mais que vencedores. (gr hupernikomen). Somos super vencedores. Bíblia Shedd.

que nos amou. Referindo-se especialmente à morte de Cristo na cruz. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Romanos 7 – Comentários selecionados – atualizado 05/03/2015 23h00 by Jeferson Quimelli
5 de março de 2015, 0:00
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1-6 Em 7.1-6, a liberdade da lei é ilustrada em termos da relação entre a esposa e seu marido. A comparação é simples: assim como a morte dissolve o vínculo entre o marido e esposa, a morte do crente com Cristo rompe o jugo da lei. ele está livre para unir-se com Cristo. Bíblia Shedd.

Nós agora servimos não pela obediência a um conjunto de regras, mas a partir de corações renovados e mentes que transbordam com o amor de Deus. Life Application Study Bible.

2,3 A morte altera decisivamente o relacionamento que a pessoa tem com a lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 corpo de Cristo. A referência aqui é à morte física de Jesus Cristo. Bíblia de Genebra.

5 A tendência do homem é desejar o proibido. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 “Espírito” refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.

em novidade de espírito. Algumas pessoas tentam ganhar acesso a Deus pela observância de um conjunto de regras (obedecer aos Dez Mandamentos, servir à igreja fielmente, fazendo boas obras), mas tudo o que conseguem com seus esforços é frustração e desânimo. Contudo, por causa do sacrifício de Cristo, o acesso a Deus já está aberto e podemos nos tornar Seus filhos simplesmente como colocarmos nEle a nossa fé. Não mais tentando alcançar a Deus através da observância de regras, nós nos tornamos mais e mais semelhantes a Jesus à medida que vivermos com Ele, dia após dia. Permita que o Espírito Santo mova a sua atenção de sua performance para Jesus. Ele te libertará para que você possa servi-Lo com amor e gratidão. Isto é o que significa viver “em novidade de espírito”. Life Application Study Bible.

não na caducidade da letra. Literalmente, na velhice da letra”. Isso descreve a obediência legalista dos que tentam assegura r a salvação pelas obras da lei. Era assim o serviço dos fariseus, que tinham o cuidado de “dar o dízimo da hortelã , do endro e do cominho”, mas, ao mesmo tempo, omitiam as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé” (ver com. de Mt 23:23). Essas “coisas mais importantes” eram os assuntos do coração e do espírito. O serviço “na caducidade da letra” só pode conduzir ao pecado e à morte (Rm 7:5). Mas o evangelho traz o oferecimento de Deus para capacitar as pessoas a prestar serviço espiritual de coração. O novo nascimento do Espírito Santo significa a criação de um coração puro e a renovação de um espírito reto (ver SI 51:10), de modo que, a partir de então, o crente não mais serve a Deus por um sentimento de escravidão legal e por medo, mas em um novo espírito de liberdade e amor (cf. Jo 4:23; 6:63; 2Co 3:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 5, p. 602.

Observar as regras, leis e costumes do cristianismo não nos salva. Mesmo que conseguíssemos tornar puras as nossas ações, ainda estaríamos sob maldição porque em nossos corações e mentes somos perversos e rebeldes. Life Application Study Bible.

7-25 É melhor tomar esta passagem como uma autobiografia, ainda que seja a biografia de todo homem. Ainda que Paulo pudesse afirmar que era “irrepreensível quanto à justiça que há na lei” (Fp 3.6) na sua vida antes de conhecer o Senhor, sem dúvida ele se refere aos atos externos e não á cobiça. … Pior ainda, a própria proibição do mandamento aumentou o desejo (vv 8-11). Bíblia Shedd.

estava morto. Permanecia escondido, como uma serpente adormecida. Andrews Study Bible.

9 reviveu o pecado. Na verdade, o pecado tinha estado sem oposição no controle de sua vida (v. 5). Mas a vinda do “mandamento” desafiou a presença do pecado e de seu direito de controlar a vida. Então, o pecado se ergueu para manter sua autoridade contestada. Em toda a sua malignidade e força, ele surgiu em seu verdadeiro caráter, como um enganador, inimigo e assassino. CBASD, vol 5, p. 605.

morri. Paulo veio a reconhecer que estava condenado à morte, porque a lei revela o pecado, e o salário do pecado é a morte (6.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.

11, 12 o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. O pecado nos parece atraente exatamente porque Deus nos falou para não o fazermos. Em vez de prestarmos atenção às Suas advertências, nós as usamos como uma lista “a fazer”. Quando formos tentados a sermos rebeldes, devemos olhar para a lei de uma perspectiva mais ampla – à luz da graça e da misericórdia de Deus. S focarmos o Seu grande amor por nós, entenderemos que Ele apenas nos restringe de ações e atitudes que, na verdade, nos trariam dano. Life Application Study Bible.

12 a Lei é santa. A despeito do uso desprezível que o pecado fazia da lei, a lei não era culpada disso. A lei é de Deus e, por isso mesmo, é santa, justa e boa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 acaso o bom se me tornou em morte? A resposta de Paulo à sua própria pergunta é um “não”. O pecado em mim foi que se tornou a causa de minha morte espiritual, impelindo-me a quebrar a boa lei de Deus. O pecado, pois, é visto como “sobremaneira iníquo”. Bíblia de Genebra.

O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não foi a lei que causou o pecado e sim ao pecado. Andrews Study Bible.

14 a lei é espiritual em sua origem, pois foi dada por Deus, e “Deus é espírito” (Jo 4:24). É de natureza espiritual, no sentido de que é “santa, e justa e boa”, e na medida em que exige obediência que pode ser prestada apenas por aqueles que são espirituais e têm o fruto do Espírito (Mt 22:37-39; Jo 15:2; Rm 13:8, 10; Gl 5:22, 23 ; Ef 3:9). CBASD, vol 5, p. 609.

fui vendido como escravo ao pecado. Forma vívida de mostrar o fracasso dos próprios cristãos diante das exigências éticas e morais do evangelho. Até mesmo ressalta a natureza persistente do pecado.13 O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Não entendo. A luta no íntimo cria tensão, ambivalência e confusão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Isto é mais do que o grito de um homem desesperado – descreve a experiência de todo cristão a lutar contra o pecado ou tentando agradar a Deus observando regras e leis seu o auxílio do Espírito. Nunca devemos subestimar o poder do pecado. Nunca devemos tentar lutar com nossas próprias forças. Temos um inimigo diligente e, por outro lado, temos uma surpreendente capacidade de apresentar desculpas.Em vez de tentar vencer o pecado com o poder humano, devemos nos apropriar do tremendo poder de Cristo que está disponível a nós. Esta é a provisão de Deus para a vitória sobre o pecado: Ele envia o Espírito Santo para morar em nós e nos dar poder. E quando caímos, Ele se achega amorosamente e nos ajuda a levantar. Life Application Study Bible.

16 admito que a Lei é boa. Mesmo quando Paulo é rebelde e desobediente, o Espírito Santo lhe revela a essencial bondade da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 não sou mais eu quem o faz. Não uma tentativa de escapar da responsabilidade moral, mas uma declaração do forte controle que o pecado pode manter sobre a vida do cristão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Paulo, na verdade estava descrevendo um profundo conflito que todo crente encontra inerente em sua vida em Cristo. Cristo habita nele (Gl 2.20) e, no entanto, o pecado também habita nele (vs. 17, 20). Uma perfeita conformidade com a vontade de Deus, no presente, estava fora de seu alcance. Bíblia de Genebra.

em minha carne. Nos meus membros infectados com o pecado. Andrews Study Bible.

20 O cristão vive em dois mundo ao mesmo tempo. Esta é a razão por que a carne “milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si” (Gl 5.17). A vitória contra este inimigo (o pecado que reside em nós) não vem sem luta ou num minuto. Graças a deus a vitória virá por Cristo! Bíblia Shedd.

23-35 A luta interna contra o pecado era tão real para Paulo o quanto é para nós. De Paulo aprendemos como tratar disto. Sempre que paulo se sentia perdido, ele retornava ao início de sua vida espiritual, lembrando que ele já havia sido liberto por Jesus Cristo. Quando você se sentir confuso e esmagado pela sedução do pecado, siga o exemplo de Paulo: agradeça a Deus pela liberdade através de Jesus Cristo. Deixe a realidade do poder de Cristo levar você à real vitória sobre o pecado. Life Application Study Bible.

24 Quem me livrará. Esse não é um grito de desespero, porquanto Paulo sabe a resposta e a fornece no versículo seguinte. Bíblia de Genebra.

do corpo sujeito a esta morte? Expressão figurada do corpo do pecado (6.6), que pesava sobre ele como um cadáver e do qual não conseguia libertar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. O livramento vem, não esforço legalístico, mas mediante Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O que a lei, a consciência e a força humana desajudada não podem fazer, pode ser feito pelo plano do evangelho. A libertação completa está disponível por meio de Jesus Cristo e por meio dEle apenas (comparar com “graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo ” [1Co 15:57]). Este é o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo neste capítulo. Não é suficiente ser convencido da excelência da lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de suas reivindicações. Não é suficiente consentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros, até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. Então, a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma lei. E visto que é um a submissão a uma Pessoa muito amada, ela é percebida com o perfeita liberdade (ver CC, 19; CBV, 131; DTN, 466). CBASD, vol. 6, p. 613.




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