Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 1 by jquimelli

Comentário devocional:

O livro do Apocalipse, como o primeiro versículo indica, é uma revelação recebida de Cristo e sobre Cristo, vinda de Deus Pai (cf. João 8:28; 17:8). Aqui, como em todo o livro, recebemos vislumbres do Pai e do Espírito Santo (Ap. 1:4), mas é o próprio Jesus Cristo quem toma o lugar central. Jesus é tão maravilhoso que João mal pode se conter. As imagens fluem de sua pena, uma após a outra.

Como a fiel testemunha (v. 5), Jesus é a Palavra viva, acuradamente revelando Deus e Sua vontade para nós (Ap. 19:13; cf. Jo. 1:1,18). Como o “primogênito” dentre os mortos, a Sua ressurreição é que torna possível a nossa ressurreição para a vida eterna (1 Cor. 15:17-23). Como o príncipe ou soberano dos reis da terra, Ele está no controle deste mundo. Ele nos ama. Ele nos lavou e nos purificou com Seu sangue através da Sua morte na cruz. Ele fez de nós um reino e comissionou cada um de nós, como sacerdotes, a ampliar Seu reino, proclamando as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (v 6; 1 Ped. 2:9). Acima de tudo, Ele está voltando em breve e “todo olho O verá” (Ap 1:7). Mas isso não é tudo.

A visão de João acerca de Cristo nesse capítulo é uma das mais marcantes em toda a Bíblia. Jesus está vestido como nosso Sumo Sacerdote, caminhando entre sete candeeiros – as sete igrejas da Ásia Menor (v. 20), que por sua vez representam a Sua Igreja em todos os lugares e em toda a história cristã (v. 19).

A mensagem é clara. Jesus não Se esqueceu de nós. Ele nos gravou nas palmas das Suas mãos (Is 49:16). Ele não Se esqueceu de Sua Igreja. Seus líderes – ministros cristãos que são aqui referidos como “anjos” ou mensageiros e representados pelas sete estrelas (ver Obreiros Evangélicos, 13) – estão em Sua mão. Cristo é a Cabeça da Igreja. E, como o livro de Apocalipse deixa bem claro, Ele nos guiará até o fim. Pelo fato dEle ter vencido, pela Sua graça venceremos também e reinaremos com Ele na Terra renovada (Ap 22:5).

Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 1 
Comentário em áudio 



Tiago 5 by jquimelli

Comentário devocional:

Num futuro próximo, os cidadãos do mundo que alcançaram uma boa situação financeira por meios desonestos estarão chorando por causa dos problemas que sobrevirão a todos. Se obtivemos sucesso financeiro através de meios egoístas, nosso dinheiro e todos os bens que possuirmos se tornarão inúteis. Nossas roupas caras serão destruídas por traças e nossas preciosas moedas acumuladas se enferrujarão (vs. 1-3).

Precisamos prestar atenção à forma como tratamos os outros. Alguns nem sequer pagam um salário adequado aos seus trabalhadores. Estes clamam a Deus em desespero diante da injustiça sofrida. Deus tem ouvido seus clamores. Muitos vivemos como se não houvessem conseqüências para as escolhas que estamos fazendo. A vida é tão curta, podemos estar aqui num dia e não estarmos no próximo (vs. 4-6).

Estamos nós sofrendo? Encontramos dificuldades em cada curva da jornada da vida? Precisamos levar nossos problemas ao nosso Pai celestial (v. 13a). Ele nos dará a força necessária para seguirmos em frente através das dificuldades da vida. Por outro lado, se tudo está bem conosco, alegremo-nos pelas bênçãos e favor divinos em nossa vida (v. 13b).

Lembremo-nos que devemos confessar nossos pecados somente a Deus e admitir nossos “erros” para os outros (v. 16a). Precisamos orar uns pelos outros, e se Deus em Sua grande misericórdia escolher nos curar, Ele o fará (v. 16b). As orações sinceras e consistentes dos justos têm um poder tremendo junto ao Senhor. As orações coletivas de Seu povo em prol dos necessitados tocam o coração de Deus.

Se trazemos alguém de volta para Deus, salvamos essa pessoa da morte eterna e a conduzimos a uma vida melhor neste mundo (vs. 19, 20). Seus pecados serão lançados nas profundezas do mar para nunca mais ser revelados. A pessoa receberá a vida eterna. O lado bom de tudo isso é que o Senhor nos escolheu para desempenhar um papel em trazer um “filho pródigo” para casa, para os braços amorosos de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Robin Pratt
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/5/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tiago 5 
Comentário em áudio 



FÉ E OBRAS em Tiago 2:14-26 by jquimelli
8 de junho de 2015, 0:02
Filed under: , salvação | Tags: , ,

14-46 Esses versos tem sido utilizados como argumento para mostrar que uma pessoa precisa fazer algo para obter salvação; portanto, esta passagem é vista como uma retificação ou contradição à declaração de Paulo: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rom. 3:28-4:25). Mas ela não é uma reação a Paulo; é uma ilustração da “religião pura e sem mácula” (Tiago 1:27); Tiago e Paulo não estão se contradizendo, nem em oposição um com o outro; eles estão sendo complementares. O equivalente de Paulo ao argumento de Tiago é: “a fé que atua pelo amor” (Gál. 5:6). Andrews Study Bible.


Nos v. 14-40, 24, 26, “fé” não é usada no sentido da genuína fé salvífica. Pelo contrário, a fé aí é demoníaca (v. 19), inútil (v. 20) e morta (v. 26). Trata-se de mera aceitação intelectual de certas verdades, sem confiança em Cristo como Salvador. Tiago não está dizendo, tampouco, que a pessoa é salva pelas obras e não pela fé genuína. Pelo contrário, está dizendo – como Lutero bem definiu – que o homem é justificado (declarado justo perante de Deus) exclusivamente pela fé, mas não por uma fé desacompanhada. A fé genuína produzirá boas obras, mas somente a fé em Cristo salva. Bíblia de Estudo NVI Vida.


14 Tem fé, mas não tiver obras. Note-se que a questão não é uma oposição entre fé e obras; mas sim, entre a fé viva e a morta. Tiago nunca afirma que as boas obras nos podem salvar. Ele assinala claramente que a fé viva e real (17) se manifestará sem falta em obras, tal como a vida no corpo se manifesta na respiração, no bater do coração e em outras condições. Bíblia Shedd.


obras. Quando Paulo fala sobre “obras” em Romanos e Gálatas, ele está se referindo à tentativa dos seus leitores de obter salvação pela guarda da “lei”. “Obras” para Paulo tem significado teológico e legalístico – obras de lei. Para Tiago, tem significado ético e social – atos de compaixão. Compare o chamado de João Batista para o arrependimento que inclui preocupação social (Lucas 3:8-14). Fazer algo que conforte e atenda a pessoas sem moradia, sob o flagelo da AIDS, ou prestar socorro àqueles sem plano de saúde e educação poderiam ser exemplos dos dias atuais das obras que Tiago propôs. Andrews Study Bible.


qual é proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Quando alguém diz que tem fé, o que ele ou ela tem é assentimento intelectual – concordância com um conjunto de ensinos cristãos – e, como tal, pode ser uma fé incompleta. A fé verdadeira transforma nossa conduta, bem como nossos pensamento. Se nossa vidas permanecem inalteradas, nós não acreditamos verdadeiramente nas verdades que dizemos que acreditamos. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


Pode, semelhante fé salvá-lo? Esta frase introduz o ponto crucial da relação entre fé e obras. A pergunta em pauta é: Que tipo de fé é salvadora? A pergunta de Tiago é retórica; a resposta óbvia é que a fé sem obras não pode salvar. A fé que não produz nenhuma ação não é uma fé salvadora. O Novo Testamento não fala de uma justificação através de uma profissão de fé ou de uma afirmação de fé; ele ensina justificação através da possessão de uma fé verdadeira. Bíblia de Genebra.


15-16 Descreve uma “fé” que consiste em meras palavras, sem qualquer ação. Bíblia de Genebra.


15-17. Um exemplo de fé morta é atitude de alguns crentes em face da necessidade dos irmãos na miséria. Como o simples falar não ajuda, tampouco terá valor reivindicar nossa fé sem demonstrar os frutos do amor (cf Mt 7.16-23; Gl 5.6). Bíblia Shedd.


17 . Isto é, a fé sem obras do v. 14. Tal fé não passa de mera convicção intelectual de que algumas doutrinas são verdadeiras. A mente está convencida por causa das convicções incontestáveis da Palavra de Deus, mas o coração permanece frio e resistente. CBASD, vol. 7, p. 568-569.


por si só está morta. Lutero insistiu que a fé salvadora é uma fé viva. A “fé” morta não indica uma fé que veio a morrer. Antes, a ideia sugere uma fé que nunca possuiu qualquer vida verdadeira. Uma fé morta não pode vivificar ninguém, não pode “salvar a vossa alma” (1.21) e, portanto, é falsa e inútil. Bíblia de Genebra.


Por si só. Tiago não compara a fé com as obras, mas fé genuína com fé morta. A fé morta crê em Deus, mas se prova inútil, pois a convicção mental não torna o serviço cristão um hábito de vida. Além de não ter valor nesta vida, a fé morta não pode salvar quem a possui. CBASD, vol. 7, p. 569.


Não podemos ganhar nossa salvação servindo ou obedecendo a Deus. Mas estas ações mostram que nosso comprometimento com Deus é real. Atos de serviço amoroso não são um substituto para a fé em Cristo, mas, sim, uma comprovação de nossa fé em Cristo. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.


18 Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras (NVI). À primeira vista, este verso parece contradizer Romanos 3:28: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”. Uma investigação mais profunda, contudo, mostra que os ensinos de Tiago e Paulo não estão em oposição. Enquanto é verdade que nossas boas ações não podem obter salvação, a fé verdadeira resulta numa vida transformada e boas ações. Paulo estava falando contra aqueles que procuravam ser salvos pelas obras em vez da fé verdadeira; Tiago fala contra aqueles que confundiam mero assentimento intelectual com fé verdadeira. Afinal, mesmo demônios conhecem Quem Jesus é, mas não obedecem a Ele (2.19). A fé verdadeira envolve um comprometimento de todo o nosso ser a Deus. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


mostra-me essa tua fé. Tiago desafia qualquer pessoa que tem a fé a demonstrá-la, a fazê-la visível. A única evidência visível aos olhos humanos são os atos de obediência. Embora Deus possa ler o coração, a nossa única visão do coração vem através da presença de fruto exterior. Bíblia de Genebra.


Mostre-me a sua fé sem obras. Ironia; Tiago nega a possibilidade disso. Bíblia de Estudo NVI Vida.


19 demônios. O contraste é entre a resposta da fé dos demônios (em grego, “fé” e “crença” compartilham a mesma raiz) e à do crente: a dos primeiros é medo e tremor, enquanto que dos últimos é uma ação social positiva. Andrews Study Bible.


21-24 Tiago diz que Abraão foi “justificado” (declarado justo por Deus) pelo que ele fez. Paulo diz que ele foi justificado porque ele creu em Deus (Rom. 4:1-5). Tiago e Paulo não estão se contradizendo, mas se complementando. Não concluamos que a verdade é a combinação destas duas declarações. De modo algum somos justificados pelo que fazemos. A verdadeira fé sempre resulta em boas obras, mas as boas obras não nos justificam. A fé nos traz salvação; obediência ativa demonstra que nossa fé é genuína. Life Application Study Bible Kingsway NVI.


21 Não foi Abraãojustificado por obras? à parte do contexto, esse versículo talvez pareça contradizer o ensinamento bíblico de que as pessoas são salvas pela fé e não pelas boas obras (Rm 3.28; Gl 2.15, 16). Mas Tiago só quer dizer que o procedimento correto é prova de fé genuína … pois o versículo (Gn 15.6) que ele cita (v. 23) para confirmar o seu argumento diz: “Abraão creu em Deus e isso lhe foi creditado como justiça”. Além disso, o ato de fé de Abraão, registrado em Gn 15.6, ocorreu antes de oferecer Isaque, comprovando que a fé que já tinha era genuína. Paulo escreveu dizendo que a única coisa que tem efeito é “a fé que atua pelo amor” (Gl 5.6). A fé que salva produz ações. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Tiago cita Abraão como exemplo clássico de quem foi justificado por suas obras. Esta afirmação não envolve nenhum conflito com Paulo, que também usa Abraão como exemplo clássico de quem foi justificado pela fé. Observe os textos. Tiago cita Gn 22, enquanto Paulo cita Gn 15. Aos olhos de Deus, Abraão é justificado em Gn 15, muito antes de oferecer Isaque sobre o altar. Deus soube que a fé que o patriarca tinha era genuína. Em Gn 22, Abraão é justificado diante de nós, diante de olhos humanos, quando ele demonstra a sua fé através da obediência. Jesus usou o mesmo verbo quando declarou que “a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (isto é, demonstrada como uma sabedoria genuína através dos resultados). Aqui, “justificar” não significa ser reconciliado com Deus, antes, demonstra a veracidade de uma afirmação anterior. Da mesma maneira em que a verdadeira sabedoria é demonstrada através de seu fruto, a fé que Abraão confessava foi vindicada por sua obediência visível. Contudo, as suas obras não foram a causa merecedora de sua salvação; elas não acrescentaram nenhum mérito aos méritos perfeitos e suficientes de Cristo. Bíblia de Genebra.


Tiago … destaca que as obras de Abraão provaram a autenticidade da fé que Deus tinha declarado correta. CBASD, vol. 7, p. 570.


22 a fé se consumou. O pleno desenvolvimento da fé é observado através das obras. A fé verdadeira sempre produz frutos. A fé e as obras podem ser distinguidas entre si, porém, nunca separadas ou divorciadas. Bíblia de Genebra.


23-25. AbraãoRaabe. Duas figuras populares na história judaica – um santo patriarca e fundador de uma nação e uma mulher estrangeira “pecadora” – uma da parte mais baixa da escada social e outro no topo da escada religiosa. Ambos ilustram que fé e obras não estão desconectados. Justificado. Não um termo grego legal, forense; mas, como no AT, estar em relacionamento de aliança (concerto) com Deus. Andrews Study Bible.


23 Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Essa justiça só se manifestou quando ele obedeceu, como no caso do oferecimento de Isaque. Assim também a realidade da justificação é somente demonstrada na obediência. Bíblia Shedd.


24 não apenas pela fé (NVI). Não pelo assentimento intelectual a certas verdades. Bíblia de Estudo NVI Vida.


não por fé somente (ARA). A justificação de alguém não é demonstrada através de uma mera profissão de fé ou uma fé solitária. Uma pessoa demonstra que é justa pelas coisas que faz. Nenhuma das nossas obras merece uma justificação absoluta diante de Deus. Somente os méritos de cristo garantem essa justificação. Só confiando exclusivamente em Cristo podemos ser feitos justos diante de Deus. Qui, Tiago repreende todas as formas de antinomianismo que procuram ter Jesus como Salvador, sem aceita-lo como Senhor. No mesmo sentido em que Paulo demonstrou que confiança em nossas próprias obras é fatal, Tiago ensina que confiança numa fé vazia ou morta é igualmente mortífera. Bíblia de Genebra.


25 Raabe, a prostituta. Tiago não aprova a ocupação de Raabe. Éa sua fé (v. tb. Hb 11.31), demonstrada ao ajudar os espiões (Js 2), que ele louva. Bíblia de Estudo NVI Vida.


Raabe viveu em Jericó, uma cidade que os israelitas conquistaram quando entravam na terra prometida (Josué 2). Quando os espiões de Israel foram até a cidade, ela os escondeu e os ajudou a escapar. Deste modo ela demonstrou fé no propósito de Deus para Israel. Como resultado, ela e sua família foram salvos quando a cidade foi destruída. Hebreus 11:31 lista Raabe entre os heróis da fé. Life Application Study Bible Kingsway NVI.



Hebreus 13 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
6 de junho de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo, salvação | Tags: , , ,

1 O amor fraternal. Ver Rm 12:10. O capítulo final do livro de Hebreus é composto de uma série de advertências gerais sobre diversos assuntos e uma saudação pessoal. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 533.

2 Acolheram anjos. Este foi o privilégio de Abraão (Gn 18:1-8), Ló (Gn 19:1-3), Gideão (Jz 6:11-20) e Manoá (Jz 13:2-4, 9-21). A fidelidade em atender às necessidades dos estrangeiros será levada em consideração no juízo final (Mt 25:35). CBASD, vol. 7, p. 534.

4 Leito sem mácula. Esta parte do versículo pode ser traduzida como: “que o leito seja sem mácula”. É possível o leito ser contaminado, daí que o apóstolo aconselha seus leitores a mantê-lo puro e honrado para não ser degradado como instrumento para a gratificação de luxúrias vis. Por outro lado, a ideia de que as intimidades da vida matrimonial são desonrosas ou que prejudicam a nobreza do caráter é um artifício do diabo, que desonra uma das providências ordenadas pelo Criador, também declarada como virtuosa (lCo 7:3-5). CBASD, vol. 7, p. 534.

5 As coisas que tendes. Se as pessoas aprendessem a se contentar com o que têm e não cobiçassem o que pertence aos outros, a maioria dos problemas seria automaticamente resolvida. A atitude do cristão para com as coisas materiais evidencia sua condição espiritual (Mt 6:19-34). CBASD, vol. 7, p. 534.

9 Não vos deixeis envolver. Alguns são facilmente influenciados por qualquer ensinamento novo ou estranho. Por falta de discernimento espiritual, eles são incapazes de diferenciar entre a verdade e o erro e de comparar o novo ensino com as Escrituras (Ef 4:14; Cl 2:4, 8). CBASD, vol. 7, p. 535.

11 Aqueles animais. Quando o sangue da oferta pelo pecado era levado para o santuário, como no caso do sacerdote ungido ou de toda a congregação, o sacerdote não devia comer da carne, mas queimá-la fora do arraial (Lv 6:30). Da mesma forma, Jesus “sofreu fora da porta” (Jo 19:17), depois disso, Ele ascendeu para ministrar Seu próprio sangue no santuário celestial (Hb 9:12). Ainda estando sob o antigo sistema sacrificial, os sacerdotes não teriam direito a comer sua porção usual desse sacrifício (Hb 13:10), mas Cristo disse: “Tomai, comei: isto é o Meu corpo que é dado por vós” (lCo 11:24). CBASD, vol. 7, p. 536.

17 Não aproveita. Os membros da igreja não obtêm nenhuma vantagem por dificultar aos líderes designados a boa prestação de contas de sua administração. Ambos irão compartilhar a “alegria” ou a “tristeza” no dia da prestação de contas. CBASD, vol. 7, p. 537.

18 Orai por nós. Embora fosse de grande experiência e estatura espiritual, Paulo apreciava e buscava a oração de seus irmãos em Cristo. Todo verdadeiro líder aprecia o interesse e as orações daqueles pelos quais trabalha. CBASD, vol. 7, p. 537.

19 Eu vos seja restituído. O v. 23 sugere que, na época Timóteo estava na prisão e que o autor de Hebreus estava em liberdade. Outras circunstâncias, como doença ou pressão dos deveres missionários podem ter impedido o retorno de Paulo a esses crentes. CBASD, vol. 7, p. 537.

22 Resumidamente. Ele gostaria de ter dito muito mais sobre o assunto, mas o espaço não permitia. CBASD, vol. 7, p. 538.



Hebreus 12 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
5 de junho de 2015, 11:08
Filed under: Cartas de Paulo, salvação | Tags: , , ,

1 Tenazmente nos assedia. Ou, “facilmente nos distrai”. Alguns sugerem que “agarrar fortemente” pode ter sido o sentido original. Por mais que um pecado nos detenha e por mais doloroso que seja o processo de separação, ele deve ser deixado para trás, uma vez que a vitória na corrida da vida é o alvo a ser atingido. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 523.

3 Para que não vos fatigueis. Um olhar sobre o fardo que Cristo levou fará nossos fardos parecerem comparativamente leves (Mt 11:28-30). Se olharmos para Jesus e considerarmos o que Ele suportou, as dificuldades e decepções serão suportadas mais facilmente. CBASD, vol. 7, p. 525.

4 Não tendes resistido até ao sangue. Ou seja, até a morte. Aqui, a metáfora dos v. 1 e 2 muda um pouco. O cristão ainda está na arena com a figurativa “nuvem de testemunhas” olhando fixamente para ele; então, ele é confrontado por um oponente que espera envolvê-lo num combate mortal. O cristão ainda não experimentou tudo o que o mal pode fazer contra ele, nem deve pensar que está sofrendo mais na sua luta contra o pecado do que Deus pode legitimamente esperar dele (l Co 10:13). No entanto, desembaraçando-se do pecado que o assedia, ele é chamado a resistir à tentação com toda a firmeza resoluta que empregaria para enfrentar um antagonista em uma batalha fatal. CBASD, vol. 7, p. 525.

6 Açoita. Deus administra toda disciplina necessária para a formação do caráter, ou permite experiências que alcancem esse objetivo. No entanto, a declaração não deve ser lida literalmente, como se Deus pessoalmente ou diretamente autorizasse ou ordenasse o sofrimento e a tristeza que acompanham as experiências disciplinares. CBASD, vol. 7, p. 526.

10 Participantes da Sua santidade. O objetivo de toda disciplina divina é a transformação do caráter. A meta é a perfeição (Mt 5:48). CBASD, vol. 7, p. 527.

14 Santificação. Só os puros de coração podem esperar ver a Deus (Hb 5:8). CBASD, vol. 7, p. 529.

17 Não achou lugar de arrependimento. Os longos anos vivendo apenas para as atividades terrenas privaram Esaú da capacidade de suportar as mais pesadas responsabilidades da vida. Por escolha própria, sua mente e seu caráter se tornaram incorrigíveis. O autor de Hebreus não está sugerindo que Esaú realmente desejou se arrepender de seus maus caminhos, mas simplesmente que se arrependeu de ter vendido o direito de primogenitura. Desejou tê-lo de volta, mas percebeu que a situação era irrevogável. Ele o havia perdido para sempre. Nenhum ato arbitrário de Deus impediu Esaú de receber a herança que normalmente teria sido dele. Seu próprio caráter o incapacitou para tais privilégios e responsabilidades. CBASD, vol. 7, p. 529.

Com lágrimas. Quando Esaú percebeu o que havia perdido, “bradou com profundo amargor” (Gn 27:34). CBASD, vol. 7, p. 529.

21 De tal modo era horrível. A ênfase está na imponência do que foi visto e ouvido, principalmente a voz de Deus. Face a face com o Legislador e Juiz de toda a Terra, o povo experimentou algo do “temor do Senhor” (2Co 5:11). A promulgação da lei no Sinai foi seguida por impressionante exposição do poder e da majestade de Deus. Nunca antes nem depois o mundo presenciou algo que inspirasse tanto medo. CBASD, vol. 7, p. 530.

23 Igreja dos primogênitos. Uma referência aos cristãos renascidos, ou toda a igreja invisível. CBASD, vol. 7, p. 530.

Arrolados nos céus. Ou, “gravados no Céu”, isto é, no Livro da Vida do Cordeiro (Ap 3:5). CBASD, vol. 7, p. 530.

Justos aperfeiçoados. Estes são os cristãos amadurecidosCBASD, vol. 7, p. 530.

27 Coisas abaladas. Ou seja, que podem ser abaladas. O pecado e todas as suas obras serão “abalados”. O presente mundo com tudo que nele há vai passar. CBASD, vol. 7, p. 531.

Coisas que não são abaladas. Ou seja, o “reino inabalável”, incluindo todos os “justos aperfeiçoados”. CBASD, vol. 7, p. 531.

Permaneçam. Quando a voz de Deus sacudir novamente o céu e a terra, só o que é reto, puro e verdadeiro permanecerá. CBASD, vol. 7, p. 531.

29 Fogo consumidor. Isto foi demonstrado no monte Sinai (Êx 24:17). O fogo do dia final destruirá tudo o que estiver contaminado pelo pecado (2Pe 3:7, 10-12). CBASD, vol. 7, p. 532.



Hebreus 10 by jquimelli
3 de junho de 2015, 1:00
Filed under: confiança em Deus, , salvação | Tags:

Comentário devocional:

O capítulo 10 de Hebreus nos convida a aceitar o sacrifício de Jesus em nosso favor e a nos achegarmos com fé à presença de Deus.

Os versos 1-10 nos lembram que os sacrifícios do santuário terrestre eram apenas sombras do verdadeiro sacrifício que Jesus ofereceu a Deus em obediência perfeita.

Os versos 11-14 nos lembram de que o ministério de Jesus é eficaz por causa de sua oferta perfeita. Por isso contrasta com o ministério dos sacerdotes terrenos que constantemente ofereciam sacrifícios que não podiam limpar a consciência.

Os versos 15-18 dizem que a promessa da nova aliança aboliu os sacrifícios, pois fornece o perdão perfeito e completo através do sacrifício de Jesus. Em vista disto, os versos 19-25 fornecem um convite empolgante para que nos aproximemos com confiança à própria presença de Deus, porque fomos lavados pelo sangue de Jesus.

Os versos 26-31 dizem que não existe nenhum outro sacrifício que possa ser apresentado para trazer perdão àqueles que rejeitam o sacrifício e o ministério de Jesus. Haverá apenas o julgamento para eles.

Então, os versos 31-39 convidam os leitores para se achegarem com fé à presença de Deus, apesar de perseguições e obstáculos provenientes do mundo em torno deles.

Essa é uma lição difícil de aprender. Nós sempre queremos trazer um presente, uma dádiva ou um sacrifício que possa nos tornar aceitáveis diante de Deus. O livro de Hebreus afirma que nenhum sacrifício humano é bom o suficiente para tornar-nos limpos. Nenhum sacrifício humano que venhamos a trazer pode nos tornar aceitáveis em Sua presença. 

Deus providenciou em Jesus o único sacrifício que realmente pode nos purificar e nos tornar aceitáveis perante Ele. “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (1 Pedro 5:5).

Aceitemos, portanto, o sacrifício de Jesus e nos aproximemos de Deus “com confiança”, na “plena certeza” que a fé proporciona.

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/10/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 10
Comentário em áudio 



Hebreus 9 by jquimelli
2 de junho de 2015, 1:00
Filed under: Aliança, Jesus, salvação | Tags: , ,

Comentário devocional:

O autor argumenta neste capítulo que Jesus proveu para nós a bênção do acesso direto a Deus, a mais cobiçada de todas as bênçãos.

Nos versos 1-10, os leitores são lembrados de que no primeiro santuário e seus regulamentos de adoração, as pessoas não tinham acesso a Deus. Só uma pessoa podia entrar no Santo dos Santos, onde estava o trono de Deus, e apenas uma vez por ano. O problema era que os sacrifícios oferecidos naquele tabernáculo não podiam purificar a consciência do adorador.

Os versos 11-14 afirmam, porém, que Jesus entrou uma vez por todas no santuário celestial e ofereceu um sacrifício perfeito que purifica nossas consciências. Os versos 15-23 afirmam que esse sacrifício cumpriu dois propósitos. O primeiro foi nos redimir da transgressão cometida sob a primeira aliança e o segundo foi inaugurar a nova aliança com o Seu novo santuário, o celestial. 

Então, os versos 24-29 culminam o argumento, tornando clara a importância daquilo que foi feito por Jesus. Enquanto os sacerdotes só podiam entrar uma vez por ano na presença de Deus no Lugar Santíssimo, Jesus entrou uma vez por todas no santuário celestial para dar início ao seu ministério eterno (Hb 7:25) em nosso favor. Não só isso, ele afastou o pecado pelo Seu sacrifício, o que nos recorda a profecia de Daniel 9:24 de que o Messias viria “acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna” (NVI). No verso 27, o autor menciona que há uma segunda fase no ministério de Jesus relacionada com o julgamento, mas o objetivo deste julgamento será trazer a salvação ao Seu povo.

Eu amo a maneira como Hebreus 9:24 descreve o sacrifício e a ascensão de Jesus “para … se apresentar diante de Deus em nosso favor” (NVI). A expressão hebraica “se apresentar diante de Deus” significa pedir ajuda a Deus. A esperança era que ao estar diante de Deus o Seu rosto brilhasse com alegria (Nm 6:25). Isto é certamente o que aconteceu quando Jesus apareceu perante o Pai em nosso benefício.

Que o rosto de Deus brilhe sobre você hoje!

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/9/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 9
Comentário em áudio 




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