Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 9 by jquimelli
4 de julho de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

O primeiro ai sob a quinta trombeta cai no Império Romano cristão do Oriente, e uma “estrela” mensageira celeste desce do céu com uma chave que Cristo lhe deu para abrir o “poço sem fundo”. Ele abre este poço e dele saem Satanás e seus demônios. Eles fortalecem um povo para ações de julgamento contra os cristãos apóstatas. Estes lamentos são julgamentos literais, como aqueles que ocorrem nos primeiros quatro toques de trombeta.

Quando é que os acontecimentos da quinta e da sexta trombetas ocorrem? Martinho Lutero e outros comentaristas aplicam a quinta trombeta aos sarracenos [árabes] proveniente das areias do deserto da Arábia sob o comando de Abu Bakr. Eles começaram a atacar o Império Romano do Oriente com sede em Constantinopla [Istambul]. A sexta trombeta sinalizou a ascensão dos turcos otomanos na guerra contra o cristianismo apóstata.

Josias Litch, um dos associados de Guilherme Miller no movimento do Advento, definiu as datas da quinta e da sexta trombeta entre 1299 d.C. e 1840 d.C. Em agosto de 1840, o poder do império turco foi quebrado, quando Mohammed Ali venceu os turcos e capturou sua marinha. Estes eventos, ocorrendo no momento predito por Litch, exerceram grande influência sobre os crentes mileritas na América.

A descrição dos gafanhotos dada neste capítulo recorda o vestido dos antigos cavaleiros árabes de muitos modos. Eles pouparam os guardadores do sábado, mas perseguiram o resto dos cristãos durante este período. Os cidadãos do império almejavam alívio de seu sofrimento, mas não o encontram. Os gafanhotos guerreiros desse tempo tiveram um sultão [um rei] sobre eles, um agente do próprio Satanás. Os sultões seguintes também foram destruidores, destruindo o restante um terço do antigo Império Romano do Oriente.

Uma vez que Litch entendeu que essas datas terminavam em 1840, ele observou que esse foi o momento exato em que a Turquia, através de seu embaixador, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa e, portanto, colocou-se sob a proteção das nações cristãs. O evento satisfez exatamente a predição. Quando isso se tornou conhecido, multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus associados, e um maravilhoso impulso foi dado ao movimento do Advento. Homens de saber e posição se uniram a Miller na pregação e na publicação e de 1840 a 1844 o trabalho estendeu-se rapidamente.

Apesar dos julgamentos anunciados pelas trombetas, o resto dos homens  recusou-se

 a arrepender-se de sua adoração de demônios, ídolos de sua própria criação, e acreditar em falsas doutrinas. O que mais Deus poderia fazer? 

E quanto a você e eu? Estamos correspondendo aos sussurros de Deus ou estamos resistindo a eles, não nos arrependendo de nossos erros? Não cometamos o mesmo erro que muitos cristãos cometeram em afastar-se da intercessão de Cristo, mas curvemo-nos todos os dias e reivindiquemos Sua graça amorosa para nós mesmos.

Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Greeneville, TN, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/9/
Traduzido por JAQ/GASQ/IB
Texto bíblico: Apocalipse 9 
Comentário em áudio 



I Pedro 4 by jquimelli

Comentário devocional:

Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, a exemplo d’Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.

Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma “segunda oportunidade” de ouvir o evangelho.

Como “o fim de todas as coisas está próximo” (v. 7), Pedro aconselha os crentes a serem sóbrios (auto-controlados), vigilantes, e acima de tudo, caridosos. Ao invés de magnificar as faltas e falhas de cada um, Pedro incentiva um espírito de perdão e amor fraternal (v. 8). Seguindo este pensamento, muito provavelmente o incentivo de Pedro à hospitalidade no versículo seguinte (v.9) seja um estímulo para que os membros da igreja atinjam um doce espírito de comunhão, tanto para com os irmãos da igreja como para com os visitantes e desconhecidos! 

Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel  Criador, o “Pastor das nossas almas” (I Ped 2:25).

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 4 
Comentário em áudio 



I Coríntios 1 – Comentários selecionados by jquimelli

1 Vontade de Deus. Paulo … sabia que não havia sido apontado para o ministério por homem, mas por Deus (ver Gl 1:1). Todo verdadeiro ministro do evangelho de Jesus Cristo deveria ter a mesma convicção a respeito de seu chamado, e, como Paulo, crer que um “ai” cairá sobre ele se assumir outra tarefa (ver 1Co 9:16). CBASD, vol. 6, p. 727

Apóstolo. O direito de Paulo ao apostolado foi questionado em Corinto. Nesta passagem e mais adiante na epístola, ele afirma e defende sem temor esse direito (ver 1Co 9). CBASD, vol. 6, p. 727.

2 Em Cristo Jesus. Apenas é considerado santo quem busca e encontra refúgio em Jesus e está coberto pela justiça do Salvador. CBASD, vol. 6, p. 728.

Em todo lugar. É possível também que Paulo estivesse usando uma frase comum em saudações da época. Inscrições encontradas em sinagogas continham a seguinte saudação: “Que haja paz neste lugar e em todo Israel” (ver lans Lietzmann, Handbuch zum Neuen Testament, com. de 1Co 1:2). A epístola não e destinava apenas a eles, mas continha insruções a todos e foi preservada no cânon agrado para nossa instrução e edificação ver 2Tm 3:16). CBASD, vol. 6, p. 727

3 Graça. Do gr. charis, palavra que ocorre cerca de 150 vezes no NT, sendo traduzida como “graça” 123 vezes. Nos demais casos, traduzida como “favor”, “alegria”, “recompensa”, “dádivas”, “gratidão” e “benefício”. Todas essas palavras, juntas não podem expressar a glória, alegria, felicidade e gratidão despertadas na mente de quem tem um vislumbre da revelação dos atributos de Deus manifestados ao ser humano por meio de Jesus Cristo. Todos esses se resumem em uma palavra: charis. … A igreja cristã apostólica adotou a expressão e aplicou a conotação de natureza gentil, afetuosa, agradável e de disposição bondosa à atitude dos cristãos uns para com os outros. De forma mais particular, o termo foi usado para expressar “a conduta de Deus para com o ser humano pecador conforme revelada em e por meio de Cristo, especialmente como um ato de favor espontâneo” (Hermann Cremer, Biblico-Theological Lexicon [1886], p. 574). Esse favor de Deus de forma alguma depende da condição humana. Isto é, nem seus esforços para obter a graça por meio de obras de justiça nem o fracasso em alcançá-la afetam a manifestação do favor de Deus. Portanto, cabe ao ser humano aceitar a graça, se assim o desejar. Seu nível de pecaminosidade não influi na disposição divina de conceder graça por meio de Jesus (ver com. de Rm 1:7). CBASD, vol. 6, p. 728

Paz. Do gr. eirene, palavra da qual deriva o nome “Irene“. Conforme empregado no NT, eirene significa a completa ausência de tudo que perturba ou interrompe a obra plena do Espírito Santo na vida de uma pessoa, por meio do qual esta entra em perfeita harmonia com o Criador. CBASD, vol. 6, p. 728.

4 Dou Graças a [meu] Deus. Antes de tratar dos problemas que afetavam a igreja, Paulo elogia o que os crentes de Corinto alcançaram em sua experiência espiritual: O elogio à fidelidade e obediência antecede a repreensão ou advertência. Isso está bem exemplificado nas mensagens às sete igrejas (Ap 2:2-4, 13, 14, 19, 20). Deus encoraja a igreja ao mencionar o que está bem e, com isso, prepara o caminho para as advertências e repreensões necessárias, que; se levadas em consideração, como no caso da igreja de Corinto, resultarão em crescimento espiritual e bênçãos. CBASD, vol. 6, p. 729

Graça. Do gr. charis (ver com. do v. 3). Nesta passagem, os dons da graça, os charismata (1Co 12:4), são enfatizados (ver 1:5-7). CBASD, vol. 6, p. 729.

5 Em tudo. Deus tinha abençoado grandemente os crentes de Corinto. Ele os tinha resgatado do ambiente corrupto em que viviam, levantando-os das profundezas do vício e do pecado, conferindo a eles dons espirituais em abundância de modo que não lhes faltava “nenhum dom” (v. 7). Dessa forma, fez-se abundante provisão, além das necessidades, para que a igreja não tivesse motivo para reincidências e apostasia (comparar com 2Co 9:11). CBASD, vol. 6, p. 729.

Conhecimento. Do gr. gnosis, do qual derivam as palavras “gnóstico” e “agnóstico” (sobre esse dom, ver com. de 1Co 12:8). O conhecimento é um fundamento essencial para a fé. Os fatos básicos relativos à existência de Deus e ao plano da salvação devem ser entendidos por aqueles que desejam se tornar cristãos. Era necessário haver na igreja quem pudesse transmitir tal conhecimento. Paulo dizia ter esse dom (2Co 11:6). Em Corinto, alguns haviam pervertido o dom (1Co 8). CBASD, vol. 6, p. 729.

6 Assim como. Esta expressão parece indicar que o conhecimento do plano da salvação por meio de Jesus Cristo foi esclarecido e estabelecido pela obra poderosa do ‘Espírito Santo na igreja de Corinto. CBASD, vol. 6, p. 729.

De Cristo. Ou, “sobre Cristo”. O resultado do derramamento abundante do Espírito Santo sobre os crentes coríntios foi a confirmação de sua fé no evangelho, da convicção e aceitação da verdade do amor de Deus e do sacrifício de Jesus. O testemunho dos apóstolos a respeito de Cristo não foi apenas crido e aceito, mas, por meio do poder do Espírito de Deus, a igreja recebeu os dons do Espírito (ver v. 7; esses ‘ dons’ são alistados em I Co 12:1, 4-10, 28; Ef 4: 8 , 11-13) . Declara-se que o propósito dos dons do Espírito é o desenvolvimento da igreja até que alcance unidade e perfeição em Jesus (Ef 4:12-15). CBASD, vol. 6, p. 729.

7 Nenhum dom. “A manifestação do Espírito” foi “concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Os dons eram abundantes na igreja de Corinto, e cada crente recebeu algum deles. CBASD, vol. 6, p. 729.

Revelação. ‘Do gr. apokalupsis, literalmente “descobrimento”, “revelação”, “descobrir o que está oculto”. Esta é a palavra usada para descrever a vinda de Jesus (2Ts 1:7; 1Pe 1:7, 13; 4:13). Cristo, que estava oculto aos olhos físicos, será revelado de nodo que todo olho O verá (Ap 1:7). … A segunda vinda de Jesus era a expectativa e esperança da igreja do primeiro século, e ainda é a ‘bendita esperança” de todo verdadeiro discípulo (Tt 2:13). Os cristãos de Corinto, firmados na fé de Jesus pelos diversos dons do espírito, esperavam ansiosamente a manifestação do Salvador em Sua segunda vinda. CBASD, vol. 6, p. 730.

8 O qual confirmará até ao fim. Comparar com Fp 1:10; 1Ts 5.23; Jd 24. Não se deve considerar que essa declaração signifique ser impossível sair da graça. Outras passagens revelam que isso possível (ver, por exemplo, Hb 6:4-6). Os crentes serão confirmados até ao fim somente se permanecerem fiéis (Mt 24:13; ver com. de Jo 10:28). CBASD, vol. 6, p. 730.

Irrepreensíveis. Os cristãos têm a certeza de que Cristo os manterá firmes em meio às provas e tentações e que os guardará no caminho da santidade por toda a vida, de nodo que na vinda de Cristo serão encontrados irrepreensíveis. Isto não é uma promessa de que serão perfeitos, no sentido de serem isentos de pecar, pois “todos pecaram” e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23). Jesus os capacitará a viverem de forma vitoriosa ao se submeterem a Ele constantemente. Em Sua vinda, serão achados irrepreensíveis porque estão cobertos por Sua justiça. “Irrepreensíveis” é diferente de “perfeitos”. “Irrepreensíveis” são aqueles que não podem ser culpados de nenhum crime, que se colocam perante o Juiz supremo, e contra quem não há base para acusação. … A dependência absoluta de Deus é a base para a declaração do Paulo de que os crentes serão preservados irrepreensíveis até ao fim. CBASD, vol. 6, p. 730.

9 Fiel é Deus. Comparar com 1Co 10:13; 1Ts 5:24; 2Ts 3:3. … As promessas do Deus, assim como Seu caráter, são imutáveis. Essa é uma fonte de constante conforto para o cristão que vive num mundo cada vez mais instável. CBASD, vol. 6, p. 730.

Comunhão. Do gr. koinonia (ver com. de At 2:42; Rm 15:26). CBASD, vol. 6, p. 730.

10 Rogo-vos. Este versículo marca a transição da ação de graças e elogio para a repreensão. Após uma breve introdução, Paulo passa diretamente a abordar os problemas que demandavam sua atenção (ver com. de Mt 5:4). CBASD, vol. 6, p. 730

Irmãos. Uma forma comum de Paulo se dirigir aos leitores de suas epístolas. Neste caso, o termo carinhoso é talvez usado com o fim de amenizar a severidade da repreensão que Paulo está prestes a fazer. O termo também implica unidade, algo em falta entre os crentes coríntios. CBASD, vol. 6, p. 730.

Faleis todos a mesma coisa. Esta frase traduz uma expressão encontrada no grego clássico que significa “estar de acordo”. O emprego desta expressão mostra que Paulo estava familiarizado com as obras clássicas gregas (ver com. de At 17:28). CBASD, vol. 6, p. 731

11 fui informado, pelos da casa de Cloe. O nome significa “imaturo” ou talvez “loiro”. O nome era comum entre escravos libertos, fato que sugere que Cloe deve ter sido uma escrava liberta. Sem dúvida, a família vivia em Corinto, de onde levaram a Paulo informações de primeira mão sobre as dissensões na igreja (ver AA, 300). CBASD, vol. 6, p. 731.

12 De Paulo. Primeiramente, o apóstolo menciona o partido que afirmava ser de seus seguidores. Ele não demonstra favor a nenhum deles, muito menos a seu próprio. Todos são condenados. O espírito de dissensão de qualquer forma é errado. Comparar um líder espiritual a outro é contrário ao espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 731

Apolo. Judeu alexandrino, seguidor dos ensinos de João Batista e homem “eloquente e poderoso nas Escrituras” (At 18:24, 25). CBASD, vol. 6, p. 731. Sua personalidade, modo de trabalhar e o tipo de mensagem que transmitia apelavam a uma j determinada classe que começou a mostrar ‘ preferência por ele. … Entre Paulo e Apolo havia perfeita harmonia (ver v. 5-10). Quando surgiram dissensões, Apolo deixou Corinto e voltou para Éfeso. Paulo o instou a retornar a Corinto, mas Apolo se recusou. CBASD, vol. 6, p. 731.

Cefas. Os que pertenciam a esse partido criam que havia mérito especial em estar unido a um dos doze apóstolos. Pedro tinha estado associado intimamente a Jesus e era um dos líderes dos doze apóstolos. Acreditavam que isso o colocava acima de Paulo ou Apolo. CBASD, vol. 6, p. 732.

De Cristo. Os que pertenciam a esse partido se recusavam a seguir um líder humano. Eram independentes nas suas atitudes e afirmavam receber instruções diretas de Cristo (ver AA, 278, 279). CBASD, vol. 6, p. 732.

14 A nenhum de vós batizei. Os conversos de Paulo eram batizados por seus colaboradores, talvez para evitar que atribuíssem santidade especial ao rito quando realizado por certos indivíduos. O rito em si, ou o fato de ser realizado por determinado indivíduo, não confere nenhum significado especial ao batismo. A exemplo de Paulo, “Jesus mesmo não batizava, e sim os Seus discípulos” (Jo 4:2). CBASD, vol. 6, p. 732.

15 Fostes batizados. Ao que parece, era comum em Corinto a crença de que havia uma relação especial entre quem batizava e o batizado. CBASD, vol. 6, p. 732.

17 Para batizar. Paulo esperava que apenas Cristo fosse exaltado, e que homens e mulheres fossem ganhos para Ele. Por isso, ele deixou claro que batizar não era seu trabalho principal, mas sim persuadir pessoas a se renderem ao Salvador. Não era sua intenção insinuar que não batizaria ninguém, mas que soubessem que ele não se gloriava com um grande número de batismos. … Isso mostra que Paulo estava ciente do perigo de que os batizados pelos apóstolos pensassem ser superiores a outros conversos que não tiveram essa oportunidade. Assim se iniciaria uma luta de partidos na igreja, o que de fato estava ocorrendo. Ele declara que sua obra era proclamar as boas-novas da salvação e chamar todos ao arrependimento e à fé em Jesus. Esse é o principal objetivo dos ministros do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 732.

Sabedoria de palavra. Os gregos estimavam os métodos sutis e polidos que usavam em seus debates e a refinada eloquência de seus oradores. Paulo não buscou imitar o estilo complicado e filosófico da retórica deles. O êxito do evangelho não depende dessas coisas, e o apóstolo não as tinha exibido na sua pregação. Seu ensino e modo de falar não inspirava louvor dos sofisticados gregos. Eles não consideravam sábia sua pregação. O apóstolo anelava que a glória da cruz de Cristo não fosse obscurecida por filosofia humana e oratória elegante, exaltando-se assim o homem em lugar de Deus. O êxito da pregação da cruz não depende do poder do raciocínio humano nem do encanto de uma argumentação refinada, mas do impacto de sua verdade simples apoiada no poder do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 732, 733.

18 Palavra. Do gr. logos. CBASD, vol. 6, p. 733

Da cruz. Isto é, sobre a cruz. A “palavra da cruz” é a mensagem da salvação por meio da fé no Senhor crucificado. Tal mensagem parecia o cúmulo da loucura para os gregos amantes da filosofia e para os judeus inclinados ao ritualismo. CBASD, vol. 6, p. 733.

Os que se perdem. Eles estão no caminho da perdição, pois a única coisa que tem poder para salvá-los, isto é, a palavra da cruz, parece-lhes loucura. CBASD, vol. 6, p. 733 ,

Somos salvos. Literalmente “estão sendo salvos”. Paulo descreve a salvação como um ato presente. CBASD, vol. 6, p. 733

Poder. Do gr. dynamis (ver com. de Lc 1:35). … O evangelho é muito mais que uma declaração de doutrina ou um relato do que Jesus fez pela humanidade quando morreu na cruz. É o poder de Deus atuando no coração e na vida do pecador crente arrependido, fazendo dele nova criatura (ver Rm 1:16; cf. 2Co 5:17). CBASD, vol. 6, p. 733.

19 Está escrito. Uma citação de Isaías 29:14 … Paulo apresenta uma evidência bíblica à observação feita no versículo anterior. Todos os esforços para encontrai um caminho para a salvação por meio da filosofia humana e sem Deus serão rejeitados e aniquilados pelo Senhor. CBASD, vol. 6, p. 733.

20 Onde está o sábio? Este versículo destaca a completa inutilidade de todas as formas de pensamento e raciocínio humano como meio de promover a pregação e a salvação. CBASD, vol. 6, p. 733.

21 Por sua própria sabedoria. Os gregos eram conhecidos pela filosofia, mas toda sua busca por coisas novas e estranhas (ver At 17:21) não os levou ao conhecimento do “Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe” (v. 24). CBASD, vol. 6, p. 733, 734.

Pregação. Do gr. kerugma,’ “anúncio”, “proclamação … A “loucura da pregação” é o anúncio do evangelho da salvação por meio da fé do Cristo crucificado, que para os gregos e judeus descrentes parecia loucura. CBASD, vol. 6, p. 734.

22 Sinais. Os judeus buscavam demonstrações físicas exteriores em forma de maravilhas, milagres e fatos sobrenaturais. CBASD, vol. 6, p. 734.

Gregos. Por séculos, este povo foi visto como intelectual e pensador. Acreditavam que o intelecto era capaz de compreender tudo. CBASD, vol. 6, p. 734.

23 Cristo crucificado. Para os israelitas, que se apegavam à expectativa de um Messias que governaria como um rei terreno e faria de Israel o reino supremo do mundo, a mensagem do Salvador crucificado era ofensiva. CBASD, vol. 6, p. 734.

Para os gentios. Para os que confiavam na lógica, na ciência e nas descobertas intelectuais, a ideia de que alguém condenado à morte pela forma mais humilhante de punição usada pelos romanos, a crucifixão, pudesse salvá-los era completa tolice (ver AA, 245). CBASD, vol. 6, p. 734.

24 Tanto judeus como gregos. Ver com. de Rm 1:16. Todos os verdadeiros cristãos, independentemente de oportunidades e privilégios nacionais ou culturais, reconhecem Jesus como aquele por meio de quem o poder de Deus é exercido para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 734.

25 Loucura de Deus. … Na realidade, não há loucura ou fraqueza em Deus, mas o modo como Ele lida com o ser humano parece completa insensatez ao coração não regenerado. De fato, os planos de Deus para a restauração do ser humano estão muito mais bem adaptados às necessidades humanas do que todos os esquemas e artifícios do pensador mais brilhante que o mundo pode ter. CBASD, vol. 6, p. 735.

Foram chamados. Seria melhor entender a passagem como: “Não há muitos sábios entre vós.” CBASD, vol. 6, p. 735.

Muitos sábios. Para estabelecer a igreja, Deus não se valeu da sabedoria, riqueza, ou do poder deste mundo. Ele procura ganhar todas as classes, mas a chamada sabedoria deste mundo com frequência leva as pessoas a se exaltarem em vez de se humilharem perante Deus. Portanto, não é grande a proporção de ricos segundo o mundo e dos considerados líderes do pensamento popular que aceitam o evangelho simples de Jesus Cristo. De fato, “o evangelho sempre alcançou seu maior sucesso entre as classes humildes” (AA, 461). CBASD, vol. 6, p. 735.

27 As coisas loucas. A mente cheia da sabedoria deste mundo fica confusa diante da clara e simples pregação do evangelho por alguém instruído pelo Espírito de Deus, mas com pouca instrução secular. Os judeus ficaram surpresos com a sabedoria de Jesus, e perguntaram: “Como sabe este letras, sem ter estudado?” (Jo 7:15). Não podiam entender como alguém que não frequentou as escolas dos rabis fosse capaz de apresentar as verdades espirituais. O mesmo se dá hoje. O valor atribuído à instrução se calcula em geral pela quantidade de anos de estudo. A verdadeira instrução é aquela que torna a Palavra de Deus a fonte do saber. Quem obteve tal instrução é humilde, manso e submisso à orientação do Espírito Santo (comparar com Mt 11:25). CBASD, vol. 6, p. 735.

Coisas fracas. Isto é, as coisas que o mundo considera fracas. CBASD, vol. 6, p. 735.

28 Humildes. Do gr. agenes, literalmente, “de nenhuma família”, portanto, empregado para descrever alguém sem nome ou reputação. Neste caso, agenes indica os desprezados pela sociedade. Paulo enfatiza que Deus não depende da habilidade ou instrução humana para o cumprimento de Seu propósito: a redenção do ser humano. Instrumentos humildes que se entregam por completo a Deus são usados para mostrar como é vão e impotente confiar na instrução e no poder do mundo. CBASD, vol. 6, p. 735.

29 Ninguém. Isto é, nenhum ser humano (cf. Mc 13:20; Lc 3:6). Paulo resume o raciocínio dos v. 18 a 28 declarando que nenhuma classe de pessoas, ricas ou pobres, poderosas ou humildes, instruídas ou não, tem motivo para se gloriar perante Deus. CBASD, vol. 6, p. 735.

30 Dele. Isto é, de Deus. A vida pertence a Deus (At 17:25, 28). CBASD, vol. 6, p. 735.

Em Cristo Jesus. E a união com Cristo que torna os cristãos fortes e sábios. Eles não buscam posições honrosas, riqueza, honra ou poder para si mesmos. Deus, por meio de Jesus Cristo, supre todas as coisas. Muito embora o ser humano não reconheça, Cristo é quem provê tudo o que se possui. Todo o necessário para resgatar o ser humano da degradação em que se afundou, como resultado do pecado, se encontra em Jesus, em quem habita “toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9; cf. PJ, 115). Por meio de Jesus, nos tornamos sábios, justos, santos e remidos. CBASD, vol. 6, p. 735, 736.

Justiça. Pela fé, a justiça de Cristo é imputada e concedida ao crente. CBASD, vol. 6, p. 736.

31 Glorie-se no Senhor. Citação abreviada de Jeremias 9:23 e 24. Não há motivo para exaltação ou jactância em nenhuma conquista humana. A única coisa pela qual o ser humano pode encontrar justificativa para se gloriar é no fato de conhecer o Senhor Jesus Cristo como seu salvador pessoal. A maravilha do amor e da sabedoria de Deus, revelada em Cristo, é fonte contínua de louvor e regozijo, diante da qual toda sabedoria e proeza humanas se perdem em total insignificância. CBASD, vol. 6, p. 736.



Atos 23 – Comentários selecionados by jquimelli
21 de fevereiro de 2015, 0:00
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1 Fitando Paulo os olhos. Do gr. atenizõ, “fixar os olhos em”, “olhar atentamente”, “encarar fixamente”. É usado de maneira apropriada para caracterizar a expressão de Paulo ao olhar atentamente para a mais importante assembleia judaica pela primeira vez em 25 anos. Sem dúvida, houvera muitas mudanças de membros ao longo dos anos, mas o apóstolo pode ter reconhecido alguns rostosComentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 443.

2 Que lhe batessem. A declaração de Paulo equivalia a acusar o Sinédrio de hipocrisia. Se a conduta de Paulo fora escrupulosa, então a deles não fora. CBASD, vol. 6, p. 444.

3 Deus há de ferir-te […]! Alguns acham que Paulo falou sem pensar e que o verso 5 teria a intenção de funcionar como um pedido de desculpas. Contudo, é possível que o apóstolo tenha falado por inspiração e, sem saber que estava se dirigindo ao sumo sacerdote predisse seu destino. Ananias foi assassinado em 66 d . C , sete ou oito anos depois, provavelmente por sicários CBASD, vol. 6, p. 444.

Parede branqueada! Isto é, tu, hipócrita (Mt 23:27). Assim como uma parede caiada, este alto oficial de justiça poderia até se aproveitar da pompa de sua posição, mas não era a pessoa justa e criteriosa que, como líder, deveria ser.  CBASD, vol. 6, p. 444.

Contra a lei. O espancamento era permitido pela lei judaica, mas somente após um processo judicial correto que resultasse na condenação do réu. Por ser um ex-membro do Sinédrio, Paulo conhecia a lei e os procedimentos judiciais adequados, garantindo, portanto, seu direito a um processo legal adequado CBASD, vol. 6, p. 444.

Não falarás mal. Paulo cita Êxodo 22:28, passagem na qual o heb. elohim, “deuses’, é usado para se referir a juízes humanosA sinceridade de Paulo no momento é inquestionável. Os arautos do evangelho devem reconhecer e prestar o respeito devido ás autoridades, mesmo quando tais líderes abusam dela. CBASD, vol. 6, p. 445.

9 Vozearia. Do gr. kraugê, “grito”, “clamor”. Os membros impassíveis e instruídos do Sinédrio demonstraram ser tão incitáveis e irracionais quanto a multidão iletrada e instávelCBASD, vol. 6, p. 445.

Espírito ou anjo. O testemunho de Paulo não fora em vão. A atitude dos fariseus nesta ocasião lembra a de Gamaliel numa ocasião anterior (At 5:33-40). CBASD, vol. 6, p. 445.

10 Espedaçado. Fica claro que teve início uma luta física entre saduceus e fariseus, um grupo tentando agarrar Paulo, e outro, protegê-lo. CBASD, vol. 6, p. 446.

11 O Senhor, pondo-Se ao lado dele. Este Ser deveria ser o próprio Cristo (At 9:5). As perspectivas pareciam sombrias e, sem dúvida, Paulo se lembrava da aquiescência servil de Pilatos aos desejos dos judeus no caso de Cristo. O conforto divino nessas circunstâncias significaria muito para o apóstolo e lhe daria coragem para enfrentar as provas dos anos seguintes. CBASD, vol. 6, p. 446.

12 Sob anátema, juraram. Do gr. anatheniatizõ, “declarar maldito”, “jurar sob maldição [caso o juramento não seja cumprido]”. Esses homens haviam rogado sobre si as mais severas penalidades divinas caso falhassem em cumprir seu objetivoCBASD, vol. 6, p. 446.

16 O filho da irmã de Paulo. Esta é a única referência a parentes de Paulo em Jerusalém. Ele tinha familiares em Roma (Rm 16:7, 11) e parece que em Corinto também (Rm 16:21). Sugere-se que o sobrinho de Paulo estava estudando em Jerusalém, assim como ele próprio fizera no passado. Não há evidências de que a irmã e o sobrinho do apóstolo fossem cristãos. CBASD, vol. 6, p. 447.

21 Esperando a tua promessa. Isto é, guardando o consentimento de Lísias para levar Paulo ao lugar onde os judeus alegavam que o investigariam. CBASD, vol. 6, p. 448.

24 Ir com segurança. A segurança de um prisioneiro que afirmava ser cidadão romano, a vida de centuriões e soldados, além da habilidade da força romana para manter a ordem, tudo isso estava em jogo na transferência de Paulo de Jerusalém para Cesareia. CBASD, vol. 6, p. 449.

27 Estava prestes a ser morto. A carta omite os detalhes da controvérsia religiosa que levaram ao ataque a Paulo, talvez por causa da ignorância de Lísias em relação a tais questões, e ele sabia que isso poderia ser relatado na presença de Félix.  CBASD, vol. 6, p. 449.

32 No dia seguinte. Antipátride ficava a cerca de 60 km de Jerusalém. Saindo no início da noite e viajando com soldados que estavam à pé, Paulo e seus acompanhantes chegariam à cidade em algum momento do dia seguinte. CBASD, vol. 6, p. 450.

35 Ouvir-te-ei. Literalmente, “eu te ouvirei por completo”, isto é, darei a ti uma audiência completa. Félix aceitou a jurisdição do caso. Os acusadores só chegaram a Cesareia após cinco dias (At 24:1). CBASD, vol. 6, p. 450.

Nota: Atente, em especial, para o verso 11. É tão lindo saber que o próprio Cristo vem em nosso socorro quando mais necessitamos e nos encoraja a persistir com fé!



Atos 21 by jquimelli
19 de fevereiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

A transformação de Paulo de um judeu zeloso que perseguia, torturava e matava os cristãos (Atos 22:4, 5) em um apóstolo amado é simplesmente incrível. Olhe para os muitos que foram impactados pelo ministério de Paulo. Quando Paulo e seus companheiros chegaram a Tiro, os membros locais o convidaram que ficasse com eles por uma semana. Quando chegou a hora de ir embora “todos os discípulos, com suas mulheres e filhos ” os acompanharam até a praia, onde todos  se ajoelharam e oraram juntos (vv.4, 5).

Então Paulo e seus companheiros chegaram a Cesareia, onde Ágabo profetizou que Paulo seria preso em Jerusalém. Ao ouvir isso, tanto os membros locais como os companheiros de Paulo tentaram persuadi-lo a não ir para lá (vv 8-13).

Estaria o Espírito Santo incentivando o apóstolo a ir a Jerusalém, ao mesmo tempo que o desencorajava de fazer isso? Uma leitura cuidadosa dos textos mostra que o Espírito Santo advertiu Paulo que “cadeias e tribulações” o aguardavam, mas não necessariamente dirigiu Paulo a Jerusalém. Foi o próprio Paulo quem desejou estar em Jerusalém, por ocasião da festa de Pentecostes (Atos 20:16). Ele estava ansioso para entregar as contribuições recolhidas nas igrejas dos gentios, em benefício das igrejas na Judeia que passavam necessidade.

Quando Paulo chegou a Jerusalém, quão diferente foi a sua recepção em comparação com a sua experiência no campo missionário. Ele se encontrou com Tiago, o equivalente ao presidente da Associação Geral naquele momento “e todos os anciãos” (v.18). Embora tenham dado glória a Deus pelo trabalho que Paulo fizera entre os gentios, ao longo dos últimos cinco anos, alguns desses líderes “não conheciam pessoalmente as circunstâncias e necessidades peculiares encontradas pelos missionários em campos distantes.” Eles achavam que tinham autoridade para “direcionar seus irmãos nesses campos” (Atos dos Apóstolos, p.400), mesmo depois de receber a generosa oferta destes gentios de tão longe. Os líderes em Jerusalém deram a entender que Paulo estava ensinando “todos os judeus que vivem entre os gentios a se afastarem de Moisés” e voltarem-se para Cristo (v.21 NVI). Então, eles propuseram a Paulo que participasse de um rito de purificação judaica no templo, para que todos pudessem ver  que Paulo não tinha virado as costas para as tradições judaicas.

Paulo concordou em fazer isto, o que se mostrou ter sido um grande erro. No último dia do festival, alguns dos “judeus da província da Ásia” (v 27), seus antigos inimigos, o viram e criaram um grande alvoroço. Eles arrastaram Paulo para fora do Templo e procuravam matá-lo (vv 30, 31). Paulo foi preso pelos romanos e sua tentativa de apaziguar os judeus “só precipitou a crise, apressando a predição de seus sofrimentos, privando a igreja de um dos seus pilares mais fortes, e trazendo tristeza ao coração dos cristãos em toda a terra” (Atos dos Apóstolos, p 405, 406).

Grandes homens de Deus também podem cometer erros. Mas, quando eles voltam seu coração a Deus, Ele usa esses erros para o bem do Seu trabalho. No final, Paulo acabaria em Roma.

Ron E. M. Clouzet
NAD Evangelismo diretor do Instituto
Professor do Ministério e Teologia Seminário da Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 21 
Comentário em áudio 



Atos 21 – Comentários selecionados by jquimelli
19 de fevereiro de 2015, 0:00
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1 Depois de nos apartarmos. O verbo grego sugere separar-se com esforço, e a expressão poderia ser traduzida como “depois de termos nos desgrudado deles”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 425.

Rodes. A cidade principal da ilha de Rodes, célebre no passado por um colosso no porto, uma das sete maravilhas do mundo antigo (demolido, porém, mais de dois séculos antes da chegada de Paulo ali). Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Encontrando os discípulos. Literalmente, “tendo olhado os discípulos”. Não se trata de uma referência a discípulos que estavam lá por acaso, mas a uma agregação de cristãos de Tiro. Portanto, esta é a primeira menção específica à existência de uma igreja em Tiro, embora seja provável que ela já existisse ali por muitos anos. CBASD, vol. 6, p. 426.

movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisões e aflições (20.23) e, em resposta a esta revelação, eles tentaram persuadir paulo para “que não subisse a Jerusalém” (cf vs. 11-12). Bíblia de Genebra.

5 Acompanhados por todos. Toda a igreja de Tiro, inclusive mulheres e crianças, acompanharam Paulo e seus companheiros da cidade até a praia. CBASD, vol. 6, p. 426.

7 Ptolemaida. A atual cidade de Aco [ou Acre], ao norte do monte Carmelo, do outro lado da baía. Ficava a um dia de viagem para o sul, depois de Tiro, e para a Cesaréia faltavam ainda mais 56 km para o sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes, o Grande [em homenagem a César], era a capital provincial da Judeia. Bíblia de Genebra.

Filipe, um dos sete. Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo da costa palestina (cap. 8). Bíblia de Genebra.

9 Quatro filhas. Estas mulheres tinham o dom de profecia. O verbo “profetizar” significa “anunciar”, isto é, em nome de Deus (Gn 20:7). Um profeta pode ou não prever acontecimentos. A Bíblia apresenta uma série de casos em que mulheres receberam o mais desejavel dos dons do Espírito (ICo 14:1). Miriã, a irmã de Moisés, era profetisa (Ex 15:20), assim como Débora, cujo auxílio inspirado ajudou Baraque a conquistar os cananeus (Jz 4:4). A mulher de Isaías era profetisa (Is 8:3) e também Hulda, que auxiliou o sacerdote Hilquias nas reformas de Josias, rei de Judá (2Cr 34:22). A profetisa Ana reconheceu seu Senhor ainda bebê (Lc 2:36-38). CBASD, vol. 6, p. 427.

10-14 Ágabo. A viagem final e determinada de Paulo lembra a viagem final de Jesus (Lc 9:21-22, 43-44; 18:31-33). Andrews Study Bible.

11 Gentios. Os romanos em cujas mãos Paulo foi parar quando a profecia de Agabo se cumpriu controlavam a administração civil militar da Palestina conquistada. O apóstolo não se intimidou diante da advertência, nem se deteve pelo perigo. CBASD, vol. 6, p. 428.

13 Estou pronto. No grego, o pronome “eu” é enfático. Indica a determinação inflexível de Paulo de fazer o que ele achava correto e de considerar válido o custo do sofrimento, a mesma atitude de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 428.

14 Seja feita a vontade do Senhor. Deve significar que eles finalmente reconheceram que era a vontade do Senhor que Paulo fosse a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 preparativos. O gr indica que levaram cavalos. Bíblia Shedd.

17 Receberam com alegria. Não se sabe porque não há referência à contribuição para os santos. Bíblia Shedd. 

18 Tiago. Irmão do Senhor, autor da epístola de Tiago e líder da igreja de Jerusalém (v. Gl 1.19; 2.9). É chamado apóstolo, mas não um dos Doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

todos os presbíteros se reuniram. A omissão dos “apóstolos” (veja 15.4, 6, 22, 23) indica que tinham-se espalhado no trabalho missionário. Bíblia Shedd.

21 Ensinas […] a apostatarem de Moisés. Literalmente, “você está ensinando a apostasia de Moisés”. Esta era a acusação que circulava contra Paulo e não poderia haver nada mais sério contra um judeu zeloso. Despertava ressentimento por questões de patriotismo, partidarismo, tradição histórica, relações sociais e lei pública, bem como os mais profundos sentimentos religiosos. CBASD, vol. 6, p. 431.

23 Faze, portanto, o que te vamos dizer. Os líderes de Jerusalém criam que o conselho que estavam dando era o melhor. Não havia intenção de envolver Paulo em problemas, mas de neutralizar o preconceito contra ele, pois parece que pensavam que o apóstolo tinha alguma culpa. Em vez disso, deveriam ter reconhecido que Deus agia por intermédio de Paulo. Também deveriam tentar, por si próprios, eliminar a oposição a ele. CBASD, vol. 6, p. 432.

24 ritos de purificação. Em alguns casos, os rituais incluíam a oferta de sacrifícios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O voto de nazireu requeria sacrifícios dispendiosos. Bíblia Shedd.

Saberão todos. A participação de Paulo nas cerimônias do voto deveria convencer os judeus de que o apóstolo não era um apóstata de Moisés e que as coisas que diziam contra ele não eram “verdade”. CBASD, vol. 6, p. 433.

26 Paulo, tomando aqueles homens. Paulo pensou que estava sendo sábio ao agir como judeu entre os judeus (ICo 9:19-23). Na verdade, porém, foi inconsistente, pois participou não para revelar a própria crença, mas para satisfazer a outros que eram “zelosos da lei”. CBASD, vol. 6, p. 433.

27 Judeus vindos da Ásia. Paulo ficou muito bem conhecido em Éfeso. Judeus de lá provocaram o tumulto com a séria acusação que o templo fora profanado. Bíblia Shedd.

A pregação do evangelho por Paulo em Éfeso e região havia incomodado os judeus. Alguns deles, que estavam em Jerusalém para a festa, reconheceram o apóstolo no templo e incitaram o povo contra ele. Agarraram-no, com as marcas do processo de purificação sobre si, enquanto aguardava que chegasse o último dos sete dias. CBASD, vol. 6, p. 433.

28 fez entrar gregos no templo. Expressamente proibido, como se vê nas inscrições em blocos de pedra (ainda existentes). Qualquer gentio achado dentro dos limites do átrio de Israel seria morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre o pátio externo (dos gentios) e o pátio interno havia uma barreira (cf Ef 2.14) e colunas com advertência em grego e latim da pena de morte para qualquer gentio que a transpusesse. Bíblia Shedd. 

30 as portas foram fechadas. Por ordens do oficial do templo, para evitar mais distúrbios dentro do recinto sagrado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 Procurando eles matá-lo. Os homens que agarraram Paulo tinham a intenção de tirar sua vida, assim como fizeram com Estêvão (At 7:54-60). Enquanto isso não acontecia, espancavam-no. CBASD, vol. 6, p. 434.

32 oficiais. Sendo empregado o plural, é provável que houvesse, no mínimo, dois centuriões com 200 soldados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cessaram de espancar Paulo. Ou, “de repente, pararam de espancar Paulo”. A presença dos soldados romanos acovardou os judeus captores do apóstolo. O episódio não valia uma revolta. Até os judeus descontrolados perceberam isso. CBASD, vol. 6, p. 435.

33 Apoderou-se. Ou, “prendeu-o”, “levou-o para a prisão”. A ideia não era resgatar Paulo, mas descobrir o motivo da confusão e impedir que um dos principais envolvidos fosse morto antes de se realizar uma investigação adequada. Para Paulo, porém, foi um resgate, como em Corinto (At 18:14-17). CBASD, vol. 6, p. 435.

35 Os soldados o carregassem. Os guardas precisaram carregar Paulo, a fim de livrá-lo das mãos dos judeus furiosos, que tinham a óbvia intenção de matá-lo. CBASD, vol. 6, p. 435.

37 fortaleza. A Fortaleza de Antônia se ligava à extremidade norte da área do templo por dois lanços de escadas. A torre dava vista para a área do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sabes o grego? O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego. Bíblia de Genebra.

38 O egípcio. A estrutura grega da pergunta antecipa um “sim” como resposta. O homem aqui mencionado, conhecido das autoridades romanas, era um judeu egípcio, suposto profeta que, logo depois de Félix se tornar procurador, conduziu uma multidão de 30 mil homens (caso o número da tradição seja verdadeiro) até o monte das Oliveiras para ver os muros de Jerusalém cair, a fim de poderem entrar triunfantes (Josefo, Antiguidades, xx.8.6; Guerra dos Judeus, ii.13.5 [261-263]). Os soldados de Félix os expulsaram, infligindo grandes perdas, mas o líder conseguiu escapar. CBASD, vol. 6, p. 435.

Quatro mil. Este número deve ser substituído pelos 30 mil de Josefo, ou então, seria o total dos que escaparam e voltaram a se unir a seu líder. CBASD, vol. 6, p. 435.

Sicários. Do gr. sikarioi, literalmente, “homens-punhais”, isto é, matadores, assassinos). Eram membros de uma organização extremista dos judeus, os assassinos dentre os zelotes, que dizimavam pequenas tropas romanas onde conseguiam fazer ataques noturnos de surpresa e assassinavam os judeus que se recusavam a apoiá-los. Em meio às multidões que se reuniam para as festas, cometiam muitos assassinatos em plena luz do dia. O cerco posterior a Jerusalém intensificou os horrores daquele período amargo, por meio de suas atrocidades e feitos sanguinários. CBASD, vol. 6, p. 436.

39 Que me permitas falar ao povo. Paulo ainda tinha esperança, certamente mais para o bem do evangelho e da igreja do que para si próprio, de levar os judeus a compreenderem suas verdadeiras atitudes e atividades. CBASD, vol. 6, p. 436.

40 Na escada. Posição acima da multidão e relativamente segura, caso as pessoas tivessem uma reação desfavorável, o que acabou acontecendo. CBASD, vol. 6, p. 436.

Provavelmente, as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes, o Grande, e assim chamada por causa de Marco Antonio), na beirada norte da plataforma do templo. Bíblia de Genebra.

Fez com a mão sinal. Gesto com o propósito de silenciar a multidão, subentendendo que Paulo desejava falar. CBASD, vol. 6, p. 436.

Em língua hebraica. Isto é, em aramaico, literalmente, “dialeto”. Paulo estava prestes a fazer uma breve defesa da qual dependiam sua liberdade de pregar o evangelho e até mesmo a própria vida. Sua calma se destaca em contraste com a turbulência da multidão abaixo. CBASD, vol. 6, p. 436.

A história prendeu a atenção da turba até que Paulo mencionou a comissão divina aos gentiosAndrews Study Bible. 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q




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