Reavivados por Sua Palavra


ATOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
8 de maio de 2018, 0:20
Filed under: adoração, humildade, idolatria, sofrimento, testemunho | Tags: , , ,
1 Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.
Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.
3 Muito tempo. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.
6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.
9 Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.
12 Júpiter Mercúrio. Do gr. Zeus … Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.
14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo.  CBASD, vol. 6, p. 309.
15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.
18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as “coisas vãs” e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.
19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor “Seja crucificado!” (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos, tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.
Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.
20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.
22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: “Tu,pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.
26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.
28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.


I Pedro 4 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, a exemplo d’Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.

Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma “segunda oportunidade” de ouvir o evangelho.

Como “o fim de todas as coisas está próximo” (v. 7), Pedro aconselha os crentes a serem sóbrios (auto-controlados), vigilantes, e acima de tudo, caridosos. Ao invés de magnificar as faltas e falhas de cada um, Pedro incentiva um espírito de perdão e amor fraternal (v. 8). Seguindo este pensamento, muito provavelmente o incentivo de Pedro à hospitalidade no versículo seguinte (v.9) seja um estímulo para que os membros da igreja atinjam um doce espírito de comunhão, tanto para com os irmãos da igreja como para com os visitantes e desconhecidos! 

Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel  Criador, o “Pastor das nossas almas” (I Ped 2:25).

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 4 
Comentário em áudio 



II Coríntios 1 by Jeferson Quimelli
31 de março de 2015, 1:00
Filed under: sofrimento | Tags: ,

Comentários selecionados:

Quando Paulo escreveu sua segunda carta aos coríntios aparentemente já fazia algum tempo que ele não via estes irmãos em Cristo. Apesar do apóstolo se sentir confortável o suficiente para repreendê-los por alguns problemas e para solicitar donativos aos crentes judeus em Israel (1Co 16:1-4), algo claramente havia mudado. Parece que um conflito eclodira tendo a ver com a mudança de planos de Paulo de voltar a vê-los (2Co 1:23; 2:1; 7:12).

Algum tempo depois de Paulo visitar Corinto, ele escreveu outra carta, marcada com lágrimas, sobre sua dolorosa visita (2Co 2:3-4). Infelizmente esta “carta de lágrimas” não está disponível a nós hoje. Ao tempo em que Paulo escreveu II Coríntios, ele havia deixado a Ásia Menor para visitar a Macedônia (2Co 2:13), onde recebeu um relatório de Tito, informando que eles tinham recebido bem esta “carta de lágrimas”, o que muito encorajou o apóstolo (2Co 7:5-16).

Assim, faz sentido que no início desta segunda epístola o apóstolo Paulo explique por que ele mudou seus planos de viagem (2Co 1:15-20). Ele inicia com as confortantes palavras de que Deus estará com eles em meio aos seus problemas (1:3-11). Estas palavras permanecem tão relevantes hoje quanto naquela época. Hoje nós procuramos conforto por meio de Cristo, porque “como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (v. 5, NVI).

A Bíblia não nos promete que não teremos provações e sofrimentos, mas que, em vez disso, encontraremos conforto durante tais momentos por meio de Jesus Cristo. E como irmãos na fé, temos a oportunidade de reconhecer aqueles que nos rodeiam, que são parceiros no sofrimento, bem como parceiros no conforto (v. 7).

No campus onde leciono recentemente perdemos um jovem na flor da vida (ele tinha apenas 23 anos de idade!). Existem momentos na vida em que nossos medos vem à tona. Em momentos assim, como o apóstolo Paulo, achamos que não iremos sobreviver (v. 8). No entanto, somos um povo de esperança, porque é Jesus Cristo, Quem nos resgata de um pior “perigo de morte” (v. 12, NVI), o afastamento de Deus provocado pelo pecado. Esse resgate só foi possível através da morte de Jesus Cristo na cruz. Enquanto isso, diz Paulo, somos gratos pelas muitas orações pelo nosso ministério de sofrimento (v. 11). A oração não evita o sofrimento, mas nos dá forças para suportá-lo. Acima de tudo, devemos ser gratos pelo precioso dom da salvação através de Jesus Cristo.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: II Coríntios 1 
Comentários em áudio 



Romanos 5 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Paulo inicia assim: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1, 2 NVI). Que bênção estar em paz com Deus! Que bênção sermos justificados pela fé! Que bênção estarmos inteiramente convictos das promessas de Deus! Quando temos essa fé, temos confiança em nosso relacionamento com Deus, com base no que Jesus fez por nós. Ao experimentarmos essa fé, Deus a purifica através da tribulação, experiência e esperança (1Pe 1:7). Deus nos permite passar por este processo para fortalecer a nossa fé (vv 3-5).

Em seguida, Paulo descreve a morte de Cristo na cruz como a expiação pelos nossos pecados (vv 6-11). Esta é a segunda vez em Romanos que a morte e a redenção de Cristo pelo Seu sangue é explicitamente mencionada (ver Rm 3:24, 25). Por incrível que pareça, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós! Nós temos sido justificados pelo seu sangue e salvos da ira por meio dele. Não só fomos justificados e reconciliados por sua morte, mas Paulo também mostra que somos salvos pela Sua vida (v. 10). Em um capítulo posterior, Paulo vai nos dar uma compreensão mais profunda desta declaração. Sim, Jesus morreu para nos salvar do registro passado de nossos pecados, e também para nos dar o poder de viver a vida que Ele viveu na carne nesta terra.

Em seguida, Paulo descreve o efeito que Adão e Cristo tiveram sobre a humanidade. O primeiro Adão afetou negativamente toda a humanidade, condenando-a, mas o Segundo Adão o fez positivamente, redimindo-a (vv 12-21). Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Assim, a morte passou a todos os homens, porque todos escolheram o mesmo caminho do pecado. Adão era uma figura daquele que haveria de vir (o segundo Adão). Quando Adão escolheu pecar fez com que todos nós tivéssemos uma natureza pecaminosa. O Segundo Adão também fez uma escolha que poderia afetar toda a humanidade se todos nós escolhêssemos aceitar a Sua morte na cruz.

Por causa do pecado de Adão, todos os seus descendentes receberam a condenação da morte e condenação eterna, porque escolheram pecar por causa da fraqueza da carne (veja Rm 8:3). No entanto, a morte de Cristo tornou possível a cada um de nós escolher o rico dom gratuito da justificação, para que possa ser verdadeiro a declaração: “onde aumentou o pecado, a graça aumentou muito mais.” (v 20 Clear Word).

Embora o pecado de Adão tenha exercido um efeito terrível sobre toda a humanidade, legando a cada um de nós uma natureza pecaminosa, a morte de Cristo tem o poder de libertar todo ser humano que escolher aceitar o Seu dom gratuito da graça. Que Salvador nós temos!

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/5/
Traduzido/adaptado por: JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Romanos 5 
Comentários em áudio 



Atos 25 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Este capítulo nos prepara para o próximo, quando Paulo fala a Festo, na sua primeira semana como governador. Paulo tinha sido mantido sob custódia por dois anos. Tendo Festo percebido que algo não estava certo na insistência dos judeus em querer que Paulo fosse julgado em Jerusalém, ele lhes disse que Paulo ficaria em Cesaréia, e se eles quisessem prestar queixa, eles poderiam vir até ele nesta cidade (v. 4, 5).

As acusações eram falsas, Festo percebeu isto e viu nelas o ódio veemente que os judeus tinham por Paulo. Mas tentou um acordo, perguntando a Paulo se ele estaria disposto a ser julgado pelo Sinédrio. Paulo sabia que esta seria sua sentença de morte, pois eles já haviam conspirado para matá-lo antes, quando ele estava em Jerusalém.

Então, como um cidadão romano, Paulo apelou para César. Se um cidadão romano sentisse que não estava recebendo justiça em um tribunal provincial, ele poderia apelar para que o próprio imperador ouvisse o seu caso. E Festo acatou o pedido de Paulo. Isso deve ter frustrado profundamente os inimigos de Paulo. Eles não conseguiam entender por que eles não conseguiam matar este homem. Eles falharam em Jerusalém e diante do governador anterior. Agora falharam novamente. Obviamente, Deus ainda tinha trabalho para Paulo fazer.

Quando o rei Agripa II – rei da Galiléia e da Pereia, veio apresentar seus respeitos ao novo governador, Festo lhe contou sobre o caso de Paulo.

Enviar Paulo a Roma não era tão simples: as acusações contra um cidadão romano tinham que ser acompanhadas de uma carta claramente escrita descrevendo as acusações, e Festo estava com dificuldades em acusar Paulo! Agripa tornou-se interessado em ouvir o próprio Paulo, que havia se tornado famoso por seus feitos em nome de Cristo e pelo ódio intenso que seus inimigos judeus nutriam contra ele.

Preste atenção nos contrastes! Entra em cena o rei, vestido de púrpura, e sua esposa Berenice, com toda a pompa de apresentação real e acompanhantes. Em seguida, vem Festo, vestido com a cor escarlate do governador, e a comitiva de comandantes da cidade seguem atrás dele, com suas armaduras reluzentes. Por último vem Paulo, um despretensioso seguidor de Cristo, algemado. Entretanto, toda a atenção estava dirigida para este último homem.

Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/25/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 25 
Comentário em áudio 



Atos 22 by Jeferson Quimelli
20 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: conversão, oração, sofrimento | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Quando o comandante Cláudio Lísias prendeu Paulo no templo, ele e seus soldados rapidamente o levaram pelas escadas para a Fortaleza de Antônia, salvando Paulo da turba. O comandante supôs ser Paulo um infame encrenqueiro do Egito, a quem não tinha conseguido apanhar. Para surpresa do comandante, Paulo falou com ele em grego, dizendo que era, na verdade, um judeu de Tarso (Atos 21:37-39), e não egípcio. A cidade de Tarso era um centro cultural e intelectual no Império com uma grande comunidade judaica. Paulo perguntou se ele poderia se dirigir à turba. Assim que ele começou a falar em hebraico [ou: aramaico, NVI] , a multidão se acalmou (Atos 22:1, 2). Ele se dirigiu a eles como “irmãos e pais”. Paulo tinha sido ensinado pelo famoso rabino Gamaliel e havia sido membro do Sinédrio. Ele lhes contou como era zeloso e que havia perseguido os cristãos em todos os lugares. Até que um dia encontrou Jesus no caminho de Damasco e Jesus lhe falou em hebraico (Atos 26:14,15).

Ellen White preenche as lacunas. O então Saulo começou a duvidar de suas investidas contra os cristãos, quando testemunhou o martírio de Estêvão. Sua mente se perturbou profundamente. Apesar disso, ele convenceu a si próprio que o Sinédrio devia ter alguma razão para condenar Jesus como um impostor. Ele não conseguia esquecer da fundamentação clara de Estevão, quando julgado pelo Sinédrio, de que Jesus era o Messias prometido. “Nessas ocasiões ele havia lutado noites inteiras contra esta convicção, e sempre terminara por manter a crença de que Jesus não era o Messias, e que Seus discípulos eram fanáticos iludidos” (Atos dos Apóstolos, pp. 116,117). Isto é, até que Jesus o encontrou face a face.

Há um outro fator que contribuiu para a conversão de Saulo, o perseguidor, para o apóstolo Paulo. Jesus disse a seus discípulos: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5:44 NVI). Parece-me que isto foi exatamente o que a igreja primitiva deve ter feito. Eles oraram por Saulo, um homem com tanto ódio, e o Senhor Jesus ouviu suas orações. Então, o que Jesus fez? Ele retribuiu o perseguidor com uma visita pessoal.

Poucos dias atrás, ouvi de um missionário que fez duas visitas a cristãos que estavam sendo perseguidos e mortos por um grupo terrorista. Algumas mulheres compartilharam histórias de tanta dor que a única resposta do missionário foi o silêncio. Em seguida, uma das mulheres começou a orar pelos perseguidores. Quantos inimigos da cruz poderiam se tornar seus campeões se orássemos por eles?

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/22/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 22 
Comentário em áudio 



Atos 16 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
14 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: confiança em Deus, louvor, missão, sofrimento | Tags: , , , ,

1 um discípuloTimóteo. Na pequena comunidade judaica de Listra, Paulo encontrou este jovem, que em parte era judeu e em parte, grego. Como seu pai, Timóteo havia sido criado como um grego e, assim, não tinha sido circuncidado. Sua mãe era judia. Bíblia de Genebra.

Uma vez que, 15 anos mais tarde, Paulo se dirige a Timóteo como a um jovem (ver 1Tm 4.12), este devia ser adolescente nesta ocasião. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

3 circuncidou-o. Por uma questão de prudência, a fim de que sua obra entre os judeus fosse mais eficaz. Foi diferente do caso de Tito (v. Gl 2.3), em que a circuncisão foi recusada pelo fato de alguns a exigirem como pré-requisito para a salvação. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

É provável que o próprio Paulo tenha realizado o rito. A princípio, este ato parece inconsistente com sua conduta em relação a Tito, a quem ele se recusou a circuncidar ( ver com. de Gl. 2:3) e com seu ensino geral sobre a circuncisão (ver com. de 1Co 7:18, 19; Gl 5:2-6). Mas há uma diferença evidente entre os casos de Tito e Timóteo. Tito era um grego, e circuncidá-lo equivaleria a ceder num princípio de que Paulo não desejava abrir mão. A origem mista de Timóteo fazia dele um judeu, pois o código rabínico afirmava que o filho de mãe judia era considerado judeu (Yebamoth, 45.b, ed. Soncino, Talmude, p. 297). Caso tanto seu pai quanto sua mãe fossem judeus fiéis, ele teria sido circuncidado no oitavo dia (Lv 12:3), mas as diferenças religiosas entre o casal impediram isso. … Caso [Timóteo] fosse incircunciso, isso se tornaria uma fonte de dificuldade para os judeus, os quais pensariam que um mau judeu não poderia ser um bom exemplo de cristão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 337, 338.

7 Espírito de Jesus. Assim como “Espírito Santo” era às vezes usado de maneira intercambiável com “Deus” (ver 5.3, 4), assim também aqui  “Espírito Santo” é usado de modo intercambiável com “Espírito de Jesus” [cf. v. 6]. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

10 procuramos. A primeira das várias passagens usando o pronome plural “nós” começa aqui, indicando que o autor estava com Paulo e Silas. Bíblia de Genebra. 

Lucas, o “médico amado” (Cl 4:14), estava a descrever os missionários na terceira pessoa (“ele”, “eles”). Agora ele adota a primeira pessoa, aparentemente indicando que ele havia se juntado à equipe missionária. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

A conclusão é que Lucas está informando ao leitor o fato de ele ter-se unido ao grupo em Trôade. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

11 Samotrácia. Ilha no nordeste do mar Egeu. Era um lugar apropriado para os navios ficarem ancorados em vez de arriscarem uma viagem noturna. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

12 Filipos. Filipe II da Macedônia, o pai de Alexandre Magno, tinha estabelecido uma grande colônia grega aqui, e dado a ela o nome de Filipos. Os romanos a conquistaram em 167 a.C. e a fizeram parte da província da Macedônia. Bíblia de Genebra. 

Muitos legionários aposentados do exército romano se estabeleceram ali, mas poucos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

13 onde nos pareceu hacer um lugar de oração. De acordo com a lei judaica, pelo menos dez homens eram necessário para se formar uma sinagoga. Não havendo um lugar de oração, poderia ser estabelecido ao ar livre, preferivelmente perto de água. Bíblia de Genebra. 

mulheres que para ali tinham concorrido. Elas se reuniam para ler e estudar as Escrituras, e acolhiam bem a assistência de algum professor judeu que chegasse a visitá-las. Bíblia de Genebra. 

14 Lídia. Seu nome pode estar associado ao seu lugar de origem, o distrito helenístico da Lídia. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

da cidade de Tiatira. Tiatira era conhecida pela lã e pelo tingimento. Púrpura era um tingimento dispendioso. Bíblia de Genebra. 

temente a Deus. Lídia era uma gentia que, assim como Cornélio (ver 10.2), cria no Deus verdadeiro e seguia os ensinamentos morais das Escrituras. Não era, porém, uma convertida plena ao judaísmo. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

o Senhor lhes abriu o coração. Iluminação e persuasão divinas são necessárias para que o coração cego pelo pecado responsa ao evangelho (Jr 13.23; Jo 6.44, 65; Rm 9.16; 1Co 2.14). Bíblia de Genebra. 

16 espírito adivinhador. Lit. “um espírito de pitonisa”. O termo provavelmente se refere a uma serpente mística [Píton] que, segundo se acreditava, guardava o templo e o oráculo do deus grego Apolo, em Delfos. Bíblia de Genebra. 

O termo “píton” veio a ser aplicado às pessoas pelas quais o espírito de Píton supostamente falava. … Como essas pessoas falavam involuntariamente, o termo “ventríloquo” era empregado em referencia a elas. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Um fato considerado comum no primeiro século, que era dominado pela cosmovisão astrológica. Andrews Study Bible.

Fica clara a crença da população local de que a escrava possuía habilidades sobrenaturais. Sem dúvida, seus gritos frenéticos eram considerados oráculos e aceitos como tais. Seus donos se aproveitavam da suposta inspiração da jovem e a faziam dar respostas àqueles que a procuravam. CBASD, vol. 6, p. 345.

adivinhando. Do gr. manteuomai, “adivinhar”, “profetizar”. O termo só é usado aqui no NT. Na LXX, a palavra sempre é usada para se referir às palavras de profetas mentirosos (Dt 18:10; 1Sm 28:8; Ez 13:6; etc.). Neste caso, pode ser interpretada com o mesmo sentido: “fingir predizer o futuro”. CBASD, vol. 6, p. 345.

17 Deus Altíssimo. Um judeu entenderia que este seria Javé. um gentio aplicaria este nome a Zeus. Bíblia de Genebra. 

19 agarrando em Paulo e Silas. Porque Paulo e Silas eram ambos judeus e líderes do grupo missionário, eles foram presos. Seus companheiros eram gentios (Lucas, um gentio da Antioquia da Síria, e Timóteo, um meio gentio de Listra) e não foram acusados. Bíblia de Genebra. 

21 costumesnão é permitido. Se alguma religião deixasse de receber a aprovação de Roma, era considerada religio ilicita. O judaísmo tinha reconhecimento legal, mas o cristianismo, não. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

22 fosse açoitados [NVI]. Com varas [NKJV: beaten with rods, “batidos com varas”].  Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Paulo e Silas eram cidadãos romanos (v. 37) e deveriam ter ficado livres de tal tratamento. Mas, no clima de agitação, isto foi ignorado. Bíblia de Genebra. 

24 cárcere interiorno tronco. Não somente para segurança máxima, mas também para tortura. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

cárcere interior. Era comum que as prisões romanas tivessem uma seção externa e interna. Na primeira, ficava a sala da guarda, onde entravam luz e ar. Depois dela, se localizava o cárcere interior, onde a porta era fechada, deixando fora a luz e o ar. As condições dentro dessa cela eram horrendas, infligindo um castigo terrível sobre o prisioneiro. CBASD, vol. 6, p. 348.

tronco. Era uma estrutura de madeira com buracos nos quais a cabeça, os pés e as mãos do prisioneiro eram colocados, deixando-o numa posição de extremo desconforto. … No caso de Paulo e Silas, somente os pés foram presos e o restante do corpo ficou jogado no chão, uma posição dolorosa para homens tão castigados como os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 348.

27 para se matar. Se um preso fugisse, a vida do guarda era exigida no seu lugar. (v. 12, 19). Tirar a própria vida abreviaria a vergonha e a aflição. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

30 que devo fazer para ser salvo? O carcereiro tinha ouvido dizer que eram pregadores de um caminho da salvação (v. 17). Agora, com o terremoto e com a morte iminente, queria saber a respeito do caminho. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

31 creia no Senhor Jesus. Declaração concisa do caminho da salvação (ver 10.43). Bíblia de Estudo NVI Vida. 

33 batizado. Note a necessidade da crença (v. 31) antes do batismo. Comparar com 2:38. Andrews Study Bible.

34 alegrou-se muito. Sempre a consequência da conversão, independentemente das circunstâncias. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

37 romanos. Era ilegal açoitar um cidadão romano (cf. v. 38), ainda mais no caso de não ter havido processo. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Cidadãos romanos eram isentos de açoitamento e tortura. Se os cidadãos romanos fossem julgados numa corte romana, eles tinham o direito de apelar sua causa a César (25.11; 26.32). Bíblia de Genebra. 

Venham eles mesmos. Paulo e Silas não estavam querendo ser escoltados para fora para apaziguar um orgulho ferido, mas para publicamente demonstrar a sua inocência por amor à igreja de Filipos, pensando no futuro dela. Bíblia de Estudo NVI Vida. 



Atos 14 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
12 de fevereiro de 2015, 0:00
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1 Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.
 
Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.
 
3 Muito tempo. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.
 
6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.
 
Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
12 Júpiter […] Mercúrio. Do gr. Zeus […] Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.
 
14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo.  CBASD, vol. 6, p. 309.
 
15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.
 
18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as “coisas vãs” e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.
 
19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor “Seja crucificado!” (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos, tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.
 
Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.
 
20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.
 
22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: “Tu,pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.
 
26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.
 
28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.


João 19 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 Açoitá-Lo. Esta foi a primeira seção de açoites. O objetivo da primeira seção de açoites era tentar despertar a compaixão da multidão sedenta de sangue. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

A flagelação normalmente fazia parte do processo de extrair uma confissão. Devia, segundo a lei romana, preceder a crucificação. Bíblia Shedd.

O açoite romano era cruel e, às vezes, fatal. O chicote tinha fragmentos de metal ou de ossos para lacerar a carne. Bíblia de Genebra

2 coroa de espinhos. Para zombar de Sua afirmação de realeza. Andrews Study Bible.

Manto de púrpura. Representava realeza. Andrews Study Bible.

4 Não acho nEle crime algum. Com estas palavras, Pilatos revelou sua fraqueza. Se Jesus era inocente, Pilatos não deveria ter permitido que Ele fosse açoitado. Uma violação da consciência levou a outra, até que Pilatos renunciou a cada partícula de justiça. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

5. Eis o homem! O objetivo de Pilatos com esta exclamação era estimular a compaixão. Ali estava Jesus diante deles em vestes reais escarnecedoras, com uma coroa de espinhos, sangrando e pálido pelos então recentes sofrimentos, mas com uma postura real. Pilatos achava que as exigências dos líderes judeus seriam satisfeitas. Mas ele estava enganado. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

Um modo natural de Pilatos apresentar o acusado, mas providencialmente uma afirmação significativa. Jesus… sumariza tudo aquilo que a humanidade poderia e deveria ser. Bíblia de Genebra.

Quem [dos assistentes] poderia ter percebido que, Nesse Homem, Deus restaurava o propósito original da criação? Bíblia de Genebra.

6 Não acho nEle crime algum. Esta foi a terceira vez que Pilatos mencionou o fato. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

7 Temos uma lei, e, de conformidade com esta lei Ele deve morrer. Pilatos havia julgado repetidamente Jesus inocente da acusação civil (18:38; 19:4, 6), então mudaram para uma acusação religiosa. Pilatos estava obrigado pela lei romana a proteger a religião judaica de sacrilégio. Andrews Study Bible.

8 Ainda mais atemorizado. Pilatos estava politicamente vulnerável aqui, porque sua insensibilidade com a assuntos da religião judaica tinham lhe trazido problemas no passado. Andrews Study Bible.

Pilatos ficou [também] aterrorizado porque Filho de Deus (Divi Filius) era um título do imperador romano. Bíblia Shedd.

A carta da esposa de Pilatos informando sobre seu sonho (Mt 27:19) foi o primeiro motivo de temor. A insinuação de que Jesus era um ser sobrenatural encheu-o de mau pressentimento. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

9 Mas Jesus não lhe deu resposta. A submissão de Jesus à prisão e ao julgamento é a parte de Sua entrega de si mesmo como sacrifício. Bíblia de Genebra.

10 Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo? Sua [de Pilatos] segunda pergunta mostra a responsabilidade de Pilatos na crucificação de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Não és amigo de César. “Amigo de César” era um título reconhecido para os apoiadores políticos do imperador. Os judeus ameaçam Pilatos com a sugestão de que ele será considerado traidor de Roma se soltasse alguém que se diz rei. Bíblia de Genebra.

Pilatos, o procurador romano na Palestina, estava envolvido com problemas. Seus erros políticos e administrativos juntos com a impossibilidade de se defender perante o imperador motivaram sua capitulação diante da pressão dos judeus. Bíblia Shedd.

13 Pavimento (Gr lithostroton) – já foi identificado pelos arqueólogos confirmando assim a exatidão desse evangelho. Bíblia Shedd

14. Paresceve pascal. Do gr. Paraskeuê tou pascha. Esta frase é equivalente ao heb. ‘ereb happesach, “véspera da Páscoa”, um termo comum na literatura rabínica que designa o 14 de nisã. A expressão indica a “véspera” do sábado, designação judaica para o dia da preparação. CBASD, vol. 5, p. 1183. 

15. Não temos rei, se não César! Estas palavras foram inconsequentes, pois os judeus não estavam prontos para abandonar a esperança messiânica ou formalmente repudiar a Deus como seu rei. Esse subterfúgio refletia a ansiedade de se livrar de Jesus. No entanto, por esta declaração, eles se retiraram da relação de aliança com Deus e deixaram de ser Seu povo escolhido. CBASD, vol. 5, p. 1183. 

Caifás argumentara [profeticamente] que um homem deveria ser sacrificado para salvar a nação; agora ele está desejando o sacrifício da nação para destruir um homem. Andrews Study Bible.

16 crucificado. Uma peculiar forma romana de execução. A vítima era desnudada e amarrada ou pregada a uma estaca de madeira e tinha que fazer força [com as pernas] para respirar. Com a exaustão, a morte vinha por asfixia. Era uma dor lenta, humilhante e dolorosa. Ver também Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.

17 levando a Sua própria cruz. A cruz podia ter a forma de T, de X, de Y ou de I, além da forma tradicional. O condenado normalmente carregava uma das vigas até o local da execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele próprio, carregando a Sua cruz, como Isaque que carregou a lenha do holocausto em Gn 22.6. Bíblia Shedd.

18 O crucificaram. Assim como no caso dos açoites, João refere-se a esse horror com uma só palavra em grego. Nenhum dos escritores dos evangelhos demora-se no relato dos sofrimentos físicos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 o que estava escrito era.  Os quatro Evangelhos registram a inscrição de Pilatos com pequenas diferenças, talvez porque a inscrição estava em três línguas. Bíblia de Genebra.

20 A placa estava escrita em aramaico, latim e grego. Aramaico. Um dos idiomas do povo judeu daqueles dias. Latim. O idioma oficial de Roma. Grego. O idioma comum de comunicação em todas as partes do império. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Este título anunciava o motivo da condenação da vítima à morte. Bíblia Shedd.

23 túnica. Tipo de camisa que descia do pescoço até os joelhos, ou mesmo aos tornozelos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Tais túnicas não eram incomuns no mundo antigo. A questão importante não é o valor da túnica, porém a profunda humilhação de Jesus, de quem tudo foi tirado, quando ele se ofereceu a Si mesmo. É também o cumprimento do Sl 22.18. Bíblia de Genebra.

Sem costura. Por isso, valiosa demais para ser  recortada a fim de repartir os pedaços. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23, 24 O cumprimento de Sl 22.18 nos mínimos pormenores mostra a grandeza do nosso Deus onisciente que revela eventos futuros. Bíblia Shedd.

25 A mãe de Jesus. Em seu sofrimento mental e na dor física, Jesus não Se esqueceu de Sua mãe. Ele a viu ali, ao pé da cruz. Conhecia bem a sua angústia e a confiou aos cuidados de João. CBASD, vol. 5, p. 1183.

Juntando Mc 15.40 com Mt 27.56 deduzimos que a irmã de Maria, mãe de Jesus, era Salomé, mãe de Tiago e João (esposa de Zebedeu). Neste caso, Jesus seria primo desses filhos de Zebedeu. Bíblia Shedd.

26 Eis aí o teu filho. A relação entre João e Jesus era mais íntima do que entre Jesus e os outros discípulos, e João poderia, portanto, exercer as funções de um filho mais fielmente do que os demais. O fato de Jesus confiar Sua mãe ao cuidado de um discípulo é tido como evidência de que José já não vivia, e alguns consideram como indicação de que Maria não teve outros filhos, pelo menos em condição social ou econômica para cuidar dela. CBASD, vol. 5, p. 1184. 

28 Tenho sede. Jesus era verdadeiro homem. Contraria a teoria gnóstica que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus e O deixou quando morreu. … AquEle que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo (7.37-39). Bíblia Shedd.

29 vinagre. Tipo de vinho barato – semelhante a vinagre -, a bebida do povo comum. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 Está consumado! Jesus havia completado o trabalho que o Pai Lhe confiara (Jo 4:34). CBASD, vol. 5, p. 1184. 

Por certo, o clamor em voz alta registrado em Mt 27.50 e em Mc 15.37. Jesus morreu como um vencedor que completara o que viera fazer. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 não ficassem os corpos na cruz. Isto cerimonialmente contaminaria a terra (Dt 21.23). Este é um forte exemplo que revela a insensibilidade depravada deles, que reuniam forças para cometer um assassinato e, ao mesmo tempo, estavam cheios de cuidados meticulosos com relação ao cumprimento da lei cerimonial. Bíblia de Genebra.

Que lhes quebrassem as pernas. Respirar era tão difícil a um crucificado, que se as pernas não ajudassem a manter o tronco suspenso, a morte ocorreria rapidamente. Bíblia de Genebra.

33 Já estava morto. Foi incomum a morte vir logo depois da crucifixão. Algumas vítimas permaneciam vivas por vários dias.CBASD, vol. 5, p. 1184. 

34 Lhe abriu o lado com uma lança. Provavelmente para ter total certeza da morte de Jesus, mas talvez simplesmente como ato de brutalidade (cf. v 37; Is 53.5; Zc 12.10; cf Sl 22.16). Bíblia de Estudo NVI Vida

Este ato prova que Jesus não estava em coma, mas estava morto. … Tanto a preservação de Seus ossos intactos (v. 33) como o ferimento do Seu lado cumprem as Escrituras do Antigo Testamento (vs 36-37; Sl 34.20; Zc 12.10). Bíblia de Genebra.

Sangue e água. Resultado de a lança penetrar no pericárdio (saco que envolve o coração) e no próprio coração. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 Aquele que viu issosabe que diz a verdade. João, o autor do Evangelho, sabia porque ele estava lá (13:23; 18:15-16; 19:26; 21:20-24). Andrews Study Bible.

38 José de Arimateia. Os quatro evangelhos descrevem o papel de José no enterro de Jesus. Apenas João menciona que, secretamente, ele era um discípulo. CBASD, vol. 5, p. 1185.

39 Nicodemos. Somente João conta que ele acompanhou José de Arimatéia no sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cem libras (i.e, mais de 32 kg de especiarias aromáticas). Nicodemos evidentemente era rico (cf 3.1-21; 7.50s). Bíblia Shedd.

Quantidade muito grande, como a que era usada nos sepultamentos da realeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.

40 faixas de linho. Faixas estreitas, semelhantes a ataduras. Havia, também, uma mortalha, um grande lençol. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Um jardim. Só João nos informa do local do sepulcro e sua proximidade do Calvário. O pecado original e a morte originaram-se no jardim do Éden. A redenção e a vida eterna também tiveram início num jardim. Bíblia Shedd.

42 Preparação. Era necessária pressa, pois o sol estava para se por, e então começaria o sábado, no qual nenhum serviço poderia ser feito. Bíblia de Estudo NVI Vida.



João 13 by Jeferson Quimelli
21 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: humildade, sofrimento | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, encerra-se o ministério público de Jesus. Os cristãos costumam chamar essa semana, entre o Domingo de Ramos e a Páscoa, de “Semana da Paixão”. O significado atual da palavra Paixão não corresponde ao original, que vem do latim passio, que significa “sofrimento”. Então esta é, na verdade, a “Semana do Sofrimento de Cristo”.

Jesus fez planos para celebrar o jantar de Páscoa com os seus discípulos em um quarto alugado. Parecia seguro o suficiente. Todos estavam presentes, mas faltava um servo para lavar os pés. Os discípulos convenientemente ignoraram a sujeira de seus pés calçados por sandálias abertas. O costume era reclinar-se em divãs ou almofadas em redor da mesa na qual se alimentava, com os pés no mesmo nível do corpo. Um servo deveria lavar os pés empoeirados de todos os convidados. Mas sem o servo, a sujeira foi ignorada por todos, exceto por Jesus.

Nesta noite, a mais crítica antes da crucificação de Jesus, como Jesus fez uso do tempo? Ele explicou uma lista de doutrinas? Falou sobre os eventos do final dos tempos? Não, Jesus lidou com a sujeira. Ele lhes lavou os pés.

As igrejas que praticam o lava-pés o chamam de “Cerimônia da Humildade”. No entanto, Jesus, o Rei, se tornou definitivamente um servo humilde e nos ordena que tratemos uns aos outros da mesma forma (Fp 2:5-8). Jesus lidou com a sujeira de Seus discípulos e, em seguida, os instrui a fazer o mesmo no relacionamento com os outros, concedendo um novo mandamento para que amassem uns aos outros com o mesmo amor que Ele havia demonstrado para com eles.

É preciso humildade para admitir que estamos sujos e precisamos ser lavados. É também necessário muito amor para perdoarmos repetidas vezes. Mas como chegaremos lá?

Talvez do mesmo modo que o autor João, que colocou a cabeça junto ao peito de Jesus, à mesa, ouvindo a cadência do Seu coração. Isto é o que transformou um “filho do trovão” (Mc 3:17) em “o discípulo amado” (Jo 19:26), aquele “a quem Jesus amava” (v. 23).

Você sabe realmente o que você é ser amado por Jesus? Que o seu coração também bata no mesmo ritmo do coração de Jesus.

Christopher Bullock, M.Div.
Pastor em Atlanta, Georgia.
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/13/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 13 
Comentário em áudio 




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