Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 1 – Comentários Selecionados
28 de junho de 2015, 21:08
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1 Revelação. Do gr. apokaluvsis, “descerramento”. “Revelação de Jesus Cristo” pode ser considerado o título que João deu ao livro. Este título nega categoricamente a ideia de que o Apocalipse é um livro selado, que não pode ser compreendido. Ele apresenta uma mensagem que Deus teve e tem o propósito de ajudar Seus servos na Terra a ouvir e guardar. Eles só podem fazer isso se a compreendem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 803.

3 Aqueles que ouvem. Isto é, os membros de cada igreja. A NVI traz a expressão anterior no singular, “aquele que lê”, denotando que, em cada igreja, havia apenas um leitor, e muitos que ouviriam a leitura. A bênção que acompanhava a leitura do Apocalipse nas “sete igrejas” da província romana da Asia alcança todos os cristãos que lêem o livro com o desejo de adquirir uma compreensão mais perfeita das verdades por ele comunicadas. CBASD, vol. 7, p. 806.

4 Sete Espíritos. Em outras passagens do livro, os sete Espíritos são retratados como sete lâmpadas de fogo (Ap 4:5) e como os sete olhos do Cordeiro (Ap 5:6). A associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com Cristo, como equivalentes doadores da graça e da paz, sugere que eles representam o Espírito Santo. É provável que “sete” seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver ICo 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 807.

10 Dia do Senhor. O dia do Senhor não pode ter sido um domingo, pois o primeiro dia da semana nunca foi observado como um sábado até vários seculos depois da ascensão de Cristo. Escritores bíblicos referem-se ao domingo como “o primeiro dia da semana”. Para os pagãos, era o dia do sol. Qual era o dia do Senhor? 1. O dia em que o Senhor chama de “Meu Santo dia” (Is 58:13). 2. Jesus é o “Senhor do Sábado” (Mc 2:28). Apocalipse Verso por Verso, Henry Feyerabend, p. 14.

11 Sete igrejas. A ordem em que as igrejas são citadas, tanto aqui quanto em Apocalipse 2 e 3, representa a sequência geográfica pela qual passaria um mensageiro levando uma carta de Patmos a essas cidades da província da Ásia. CBASD, vol. 7, p. 813.

13 Filho de homem. Do gr. hrdos anthrôpou. O texto grego desta passagem não tem artigo definido. Trata-se de uma tradução exata do aramaico kebar enash e parece ter o mesmo significado que tem em Daniel. Logo, aquilo que se comentou sobre kebar enash (Dn 7:13) também se aplica a huios anthrôpou. Está claro que Aquele a quem o título se refere é Cristo (Ap 1:11, 18). A expressão “o Filho do homem”, com artigo definido, é usada para Cristo mais de oitenta vezes no NT, ao passo que “Filho de homem”, sem o artigo definido, só se refere a Ele em dois outros casos no grego do NT (Ap 14:14 e Jo 5:27). CBASD, vol. 7, p. 816.

16 Sete estrelas. Este símbolo representa os “anjos”, ou mensageiros, enviados às sete igrejas (v. 20). CBASD, vol. 7, p. 817.

17 Não temas. Após a perda da força física, o profeta recebia força sobrenatural, normalmente por meio do toque de uma mão (Ez 2:1, 2; Dn 8:18; Is 6:6, 7). Muitas vezes, o visitante celestial deu a ordem “Não temas!”, a fim de dissipar os temores que naturalmente transbordam no coração humano quando confrontado com um ser celestial. CBASD, vol. 7, p. 818.

20 Mistério. Aqui o termo “mistério” é usado para se referir às sete “estrelas”, símbolo que ainda não fora explicado. O símbolo é chamado de “mistério” porque a interpretação estava prestes a se tornar conhecida. Logo, no Apocalipse, “mistério” é um símbolo prestes a ser explicado para aqueles que consentem em guardar as coisas reveladas no livro (Ap 17:7, 9), ou algo que Deus deseja lhes tornar conhecido. Os símbolos do Apocalipse também são chamados de “sinal” (Ap 12:1; 15:1). CBASD, vol. 7, p. 819.



Judas – Comentários Selecionados

1 Servo de Jesus Cristo. Ou “escravo de Jesus Cristo” (Rm 1:1). Se Judas e Tiago eram irmãos do Senhor, então, ambos mostram grande sutileza em suas epístolas, abstendo-se de mencionar esta relação, preferindo reconhecer a divindade de seu Mestre e proclamar sua submissão total, como Seus servos obedientes (Tg 1:1). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 778.

4 Introduziram com dissimulação. Do gr. pareisduõ, “entrar secretamente”, “infiltrar-se furtivamente”. Os falsos mestres não eram honestos. Por ensinarem doutrinas subversivas, eles se esforçavam na dissimulação e entravam na igreja sem revelar seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 7, p. 779.


6 Algemas eternas. As “correntes” ou “amarras” são eternas no sentido de que os anjos rebeldes não podem escapar delas. CBASD, vol. 7, p. 780.


9 Miguel. Este Comentário apoia o ponto de vista de que “Miguel” é um dos nomes de Cristo (Dn 10:13; ITs 4:16; Ap 12:7), não como o anjo-chefe, mas como o governante dos anjos. CBASD, vol. 7, p. 781.


Corpo de Moisés. Além do relato de Judas, a única referência bíblica ao sepultamento de Moisés está em Deuteronômio 34:5 e 6, em que há registro de que o Senhor sepultou Seu servo fiel e que o local de seu túmulo é desconhecido aos homens. Judas, então, revela que o corpo foi objeto de disputa entre Cristo e Satanás. O fato de Moisés ter aparecido com Elias no monte da transfiguração leva à conclusão de que o Senhor triunfou na disputa com o diabo e ressuscitou Moisés de sua sepultura, fazendo dele a primeira pessoa conhecida a provar o poder vivificador de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 781.


Não se atreveu. Do gr. tolmaõ, “ousar”, “presumir”, “fazer algo por conta própria”. Não estava de acordo com o caráter divino caluniar alguém, nem mesmo o diabo, e Cristo não Se atreveria a fazer qualquer coisa contrária à Sua própria natureza e ao caráter perfeito de Deus. Cristo não traria contra ele [o diabo] um “juízo infamatório” como acusação de mentira ou roubo. Satanás é o grande “acusador” (Ap 12:10), o grande caluniador (Zc 3:1, 2), e Cristo jamais usaria as mesmas armas de guerra do diabo. CBASD, vol. 7, p. 781.


15 Juízo. Do gr. krisis (2Pe 2:4). Cristo vem para pronunciar juízo sobre todos os homens, alguns dos quais serão salvos, e outros, perdidos (Jo 3:17; 5:22, 27). CBASD, vol. 7, p. 783.


17 Lembrai-vos. O esquecimento do que os apóstolos tinham dito tornaria os crentes suscetíveis aos ensinamentos sedutores do inimigo e prepararia o caminho para a apostasia. CBASD, vol. 7, p. 784.


20 Orando no Espírito Santo. Ou seja, orando de acordo com as orientações do Espírito Santo e com o auxílio do EspíritoCBASD, vol. 7, p. 785.


21 Guardai-vos. Embora os cristãos sejam “guardados pelo poder de Deus” (IPe 1:5; Jo 17:11), eles também têm de se guardar de todo o mal e permanecer na esfera das boas influências. CBASD, vol. 7, p. 785.


24 Apresentar. O clímax da proteção de Deus virá quando o crente se apresentar sem medo na presença divina, no dia do julgamento. Pela graça capacitadora de Cristo, o cristão pode viver uma fé confiante no poder de Deus que o impedirá de cair em pecado e permitirá que ele finalmente permaneça sem mancha ou vergonha na presença divina. CBASD, vol. 7, p. 786.


25 Amém! Do gr. amên (Mt 5:18). Pelo uso da palavra aqui, Judas pode concordar com a atribuição de tal louvor a Deus, ou pode expressar seu desejo para que seus leitores se guardem de cair em pecado que, por sua vez, também pode se unir ao do hino de louvor ao Pai. É provável que o escritor pretenda que o “Amém” se aplique a ambos os sentidos. Sua carta, breve como é, certamente deve ter trazido estabilidade espiritual para a vida de quem a estudou. CBASD, vol. 7, p. 787.



III João – Comentários Selecionados
26 de junho de 2015, 1:00
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1 Gaio. Nome comum no império romano e de pelo menos outros três personagens do NT. (At 19:29; 20:4; Rm 16:23; ICo 1:14; At 19:29). Não há motivos para a identificação de qualquer um desses homens com o Gaio a quem João escreveu. Nada se sabe sobre este homem além do que é informado nesta epístola. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 767.

2 Com respeito ao Verbo. Tua alma. Aqui, a referência parece ser à vida espiritual de Gaio, que era forte. É possível que sua condição física não fosse tão boa. Ele pode ter negligenciado as necessidades físicas da vida por causa das religiosas. Tal negligência é prejudicial; o equilíbrio é essencial para uma vida de sucesso. O inimigo das almas também está bem ciente da importância do equilíbrio e pretende levar os cristãos sinceros a posições extremas. CBASD, vol. 7, p. 767.

4 Andam na verdade. Ou, “vivem de acordo com a verdade”, isto é, continuam a ordenar sua vida em harmonia com a revelação do caráter de Deus, conforme Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 768.

Bem farás. A hospitalidade que Gaio dava aos irmãos itinerantes, além de promover a pregação do evangelho, contribuía para a união dos crentes e se contrapunha à tendência de obreiros se separarem numa hierarquia. CBASD, vol. 7, p. 768.

8 Portanto. Porque os missionários não levavam nada dos pagãos e por não haver apoio regular de uma tesouraria naquela época, era necessário que homens como Gaio ajudassem os trabalhadores e, assim, aliviassem a necessidade de pedir donativos. Pelo uso de “nós”, João reconhece o dever dele mesmo nessa questão de hospitalidade. CBASD, vol. 7, p. 768.

9 Diótrefes. Do gr. Diotrephês. de Dios, significando “de Zeus”. Alguns têm sugerido que pode haver significado no fato de Diótrefes ter mantido seu nome pagão. Ele pode ter mantido elementos da filosofia pagã, portanto, era suscetível a influências gnósticas. CBASD, vol. 7, p. 769.

Gosta de exercer a primazia. Diótrefes abrigava ambições profanas. Aspirava a ser o primeiro por causa da posição e não pelo bem que podia realizar. A posição em si não é definida, e não há provas de que se refira a um bispado. A igreja cristã já era bem instruída sobre a ambição indesejávelCBASD, vol. 7, p. 769.

10 Não satisfeito. Diótrefes não estava satisfeito com as palavras más destinadas a minar a autoridade apostólica. Manteve sua oposição, com atos hostis. CBASD, vol. 7, p. 769.

11 Não imites. Ou, “não sigas”. João faz uma pausa em sua discussão sobre o conflito dentro da igreja e afirma verdades gerais que, se observadas, permitiriam a Gaio sempre tomar decisões certas. CBASD, vol. 7, p. 770.

12 Nós também damos testemunho. Gaio não tem de contar com uma recomendação geral somente sobre Demétrio, mas é dado aqui o testemunho pessoal de João e de seus associados. CBASD, vol. 7, p. 770.

14 Em breve. Do gr. eutheõs, quase sempre traduzido no NT como “imediatamente”, ou seu equivalente. Se esta terceira epístola foi destinada à mesma igreja que à segunda, a palavra eutheõs indicaria que a ordem canônica dos livros é também a ordem cronológica, com a terceira carta a ser escrita logo antes da visita à igreja pretendida por João. CBASD, vol. 7, p. 771.

15 Nome por nome. Já que os nomes não são mencionados, é provável que o apóstolo conhecesse pessoalmente todos os companheiros de Gaio. A epístola termina com uma nota pessoal e amistosa, do mesmo modo que começou. Embora a paz da igreja ainda fosse perturbada por Diótrefes, o apóstolo não permitiu a ruptura, que destruiria o santo companheirismo que os unia como filhos espirituais. CBASD, vol. 7, p. 771.



I João 1 – Comentários Selecionados
20 de junho de 2015, 8:37
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1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como “o que”, é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.

Com respeito ao Verbo. Ou, “sobre a Palavra”. O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da “palavra” (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.

2 A vida eterna. A associação de “vida” com “eterna” se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.

E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.

Completa. Ou, “plena”. Jesus tinha expressado a mesma razão para falar “estas coisas” aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.

Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como “luz eterna” (Is 60:19, 20) e “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.

Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.

A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.

Purificar. Ou “limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.

10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697



I Pedro 4 – Comentários Selecionados

1 Deixou o pecado. Isto é, abandonou o pecado como estilo de vida (Rm 6:7, 12-17). Pedro não quer dizer que a pessoa deixou de ser pecadora, mas que voltou as costas para o mundo, a carne e o diabo, e que, pela graça de Deus, tomou a resolução de seguir os passos do Mestre. “Quando estivermos revestidos da justiça de Cristo, não teremos nenhum prazer no pecado: pois Ele estará trabalhando conosco. Poderemos cometer erros, mas havemos de aborrecer o pecado que causou os sofrimentos do Filho de Deus” (MJ, 338). O pecado não mais reina na pessoa dirigida por Cristo (Gl 2:20). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 633.

2 Vontade de Deus. A vida da pessoa que “deixou o pecado” (v. 1) segue um novo rumo. Sua vontade é submissa à vontade de Deus assim como a bússola ao polo magnético. Ele anda “não […] segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8:4). A comunhão eterna com Deus é prometida a todos que fazem “a vontade de Deus”. CBASD, vol. 7, p. 633.

6 Segundo Deus. Isto pode significar “assim como Deus vive”, ou seja, eles se tornarão imortais ou “conforme Deus quiser”, isto é, de acordo com a vontade de Deus para a vida deles, segundo a decisão do julgamento. CBASD, vol. 7, p. 634.

7 Sóbrios. Do gr. ngphõ, “ser sóbrio”, isto é, abster-se de intoxicantes (ITs 5:6). Pedro adverte seus leitores a ser vigilantes, diante dos acontecimentos iminentes. CBASD, vol. 7, p. 635.

9 Sem murmuração. Literalmente, “sem reclamar”. A hospitalidade é quebrada quando o anfitrião dá indícios de estar incomodado. A verdadeira hospitalidade inclui simpatia, pois o presente, sem aquele que o dá é vazio. Em tempos de perseguição (v. 12), seria grande o número de cristãos refugiados que necessitariam do apoio de seus irmãos de fé, e a pessoa em condição de atender às necessidades de outro tinha o dever, diante de Deus, de fazer isso com alegria. CBASD, vol. 7, p. 635.

11 Glorificado. Literalmente, “continua a ser glorificado”. O verdadeiro propósito das atividades da vida é honrar e exaltar a Deus. O cristão nunca está isento de representar ao Senhor e demonstrar a eficácia de Seu poder para salvar. CBASD, vol. 7, p. 636.

12 Não estranheis. Literalmente, “não continueis a se pasmar”. Enquanto o grande conflito entre Cristo e Satanás prosseguir, o cristão deve esperar uma série de provas e problemas planejados por Satanás para destruir a fé em Deus. CBASD, vol. 7, p. 636.

Fogo ardente. Do gr. purõsis, “queimadura”, “ardência”. A ferrenha perseguição de Nero logo assolaria a igreja; as perturbações crescentes entre judeus e romanos era um prelúdio do holocausto iminente. Satanás tentou todas as estratégias que conseguiu imaginar para destruir a infante igreja. Levando em conta que a hora do juízo se aproxima, os cristãos atuais fariam bem em dar ouvidos às palavras de Pedro à igreja de sua época. CBASD, vol. 7, p. 636.

17 Começar. Literalmente, “começa”. A primeira frase deste versículo pode ser traduzida como: “porque é o tempo apropriado para que o julgamento comece na casa de Deus”. Tendo em vista a brevidade do tempo e o “fogo ardente” que se aproximava, Pedro conclama seus irmãos de fé a se lembrarem de suas solenes responsabilidades como cristãos (Ez 9:6; os mensageiros do juízo começam no santuário, por aqueles, que ali oficiavam). No “fogo ardente” e na hora do “juízo”, Deus espera mais daqueles que professam o nome de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 638.

19 Encomendem. A segurança do cristão está na certeza de que Deus nunca abandona Seus filhos. Como pastor, Pedro guia seus irmãos de fé ao único porto seguro diante da tempestuosa perseguição. CBASD, vol. 7, p. 638.



Tiago 5 – Comentários Selecionados

1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Tiago reprova aqueles que alcançaram seu objetivo material e enriqueceram. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.

3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os “ricos” no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.

5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaõ, “ter uma vida tranquila e luxuosa”. As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.

Resistência. Do gr. antitassõ, “opor-sé”, “oferecer resistência”. O testemunho desses justos “condenados” e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.


Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.


11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.


12 Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento.  CBASD, vol. 7, p. 590.


15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.

16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.

19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.


20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptõ, “cobrir”, “velar” (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.



Tiago 4 – Comentários Selecionados
10 de junho de 2015, 0:30
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1 De onde. O apóstolo fala dos males específicos dentro da igreja, produto de línguas desenfreadas e corações facciosos. A causa de toda divisão e contenda é o egoísmo (Tg 3:14). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 579.

Nos vossos membros. Referência ao corpo propriamente dito ou à igreja. A despeito da interpretação, o egoísmo que constantemente busca reconhecimento e satisfação é a fonte de todo conflito pessoal que, com frequência, leva a discussões. CBASD, vol. 7, p. 579.

3 Não recebeis. Respostas à oração dependem tanto da natureza dos pedidos quanto do espírito com que se pede (Lc 11:9). CBASD, vol. 7, p. 580.

Amizade do mundo. Isto é, amizade com o mundo. O principal objetivo do “mundo” é satisfazer o desejo de complacência pessoal. O evangelho convida o ser humano a servir ao próximo. Entre o espírito e a prática do “mundo” e o da igreja deve haver uma diferença marcante (I Jo 2:15). CBASD, vol. 7, p. 580.

6 Graça. Do gr. charis (Rm 3:24). Devido ao amor de Deus por Seu povo, continuamente se renova e se amplia entre eles a graça para habilitá-lo a resistir às tentações mundanas. Aquele que, com sinceridade ora pela graça, estará constantemente desenvolvendo o caráter cristão. Deus pede obediência completa, mas também provê força suficiente para nos capacitar a obedecer (Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 581.

7 Sujeitai-vos. Tiago dá início a uma série de dez imperativos, aos quais todo membro de igreja sujeito ao perigo de se tornar “amigo” do mundo (v. 4) faria bem em atentar. Para que Deus conceda Sua “graça”, (v. 6) os “humildes” devem estar dispostos a submeter sua vontade ao plano divino. Submissão implica confiança plena de que todos os desígnios de Deus são para o bem (Hb 12:9). CBASD, vol. 7, p. 581.

10 Humilhai-vos. Ver Mt 11:29; 23:12; Tg 1:9. Tiago resume desta forma as várias admoestações sobre a lealdade completa à vontade de Deus. Para quem é honesto consigo mesmo, sua deplorável condição produz um espírito humilde diante de Deus, que está sempre disposto a perdoar (Is 57:15). CBASD, vol. 7, p. 582.

11 Não faleis mal. Ou, “parai de falar mal” ou “deixai de difamar”. Tiago deixa de se ocupar dos deveres dos membros da igreja para com o Senhor, a quem professam servir, e condena alguns males específicos que prejudicam a igreja. A falta de humildade perante Deus inevitavelmente leva a uma falta similar perante o semelhante. A prática de criticar os irmãos de fé revela flagrante egoísmo e se torna fonte de dissensão na igreja (Tg 3:2-6). CBASD, vol. 7, p. 583.

14 E logo se dissipa. Isto é, a vida humana começa a desaparecer quase tão logo quanto se inicia. Como o vapor, a vida pode se dissipar repentinamente. CBASD, vol. 7, p. 584.

16 Pretensões. Do gr. alazoneiai, “alardes”. Está implícita a confiança presunçosa na esperteza, habilidade e força. Esses membros que confiavam em si mesmos agiam como se o futuro estivesse nas mãos deles e seu êxito dependesse de sua capacidade. CBASD, vol. 7, p. 584.

17 E não o faz. Aqueles que são apenas “ouvintes” e não “praticantes” mostram que sua religião é “vã” (Tg 1:23, 26). Uma pessoa de fé pervertida confia apenas no conhecimento e prova sua falsidade quando evita atos que o crente sincero faria com alegria (Tg 2:17, 20, 26). Esta também é uma repreensão para quem negligencia o estudo da Palavra de Deus, tendo em vista que mais conhecimento aumentaria sua obrigação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 585.




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