Reavivados por Sua Palavra


Romanos 13 – Comentários selecionados by jquimelli
11 de março de 2015, 0:00
Filed under: adoração, bens materiais, caráter de Deus, integridade, Justiça, lealdade, lei, virtude | Tags: , ,

1 Por Ele instituídas. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos governos civis nem indica que é dever do cristão sempre se submeter a eles. As vezes, as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e, sob essas circunstâncias, o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O raciocínio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens, de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 689.

3 Queres tu[…]? O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e, por isso, será elogiado por sua boa conduta. CBASD, vol. 6, p. 690.

5 Temor da punição. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina, o cristão deve obedecer, não só porque quer evitar a punição, mas porque é certo obedecer. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.

6 Pagais tributo. O contexto sugere que este não é um mandamento, mas uma declaração de fato. Evidentemente, os primeiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos, talvez em obediência ao ensinamento de Cristo. Apoiando, assim, o governo civil com seus tributos, os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado, como ordenado por Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.

A ninguém fiqueis devendo. O cristão deve pagar tudo o que deve, mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 691.

11 Digo isto. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor, que é o resumo dos deveres cristãos. Como um motivo urgente para o cumprimento de seus deveres, Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na proximidade da segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 692.

Sono. O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigilância. Na parábola das dez virgens, as moças “foram todas tomadas de sono e adormeceram”. CBASD, vol. 6, p. 692. 

Salvação está […] mais perto. Por “salvação”, Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória, e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus”, “a redenção do nosso corpo” e a libertação da natureza “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da gloria dos filhos de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 692.  

12 Noite. Tendo comparado a atual condição espiritual de seus leitores ao “sono”, Paulo continua a figura, contrastando a vida presente com a que está por vir, como a noite com o dia. CBASD, vol. 6, p. 693.

Obras das trevas. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. Em seu lugar, o cristão deve vestir a armadura da verdade e da justiça, para estar pronto para a luz do dia de Cristo, que está raiando. CBASD, vol. 6, p. 693.

13 Dissoluções. Do gr. aselgeiai, “sensualidade”, “libertinagem”, “indecência”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo, e não estavam limitados a eles. CBASD, vol. 6, p. 693.

14 Revesti-vos.O cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. Então, Paulo representa o próprio Cristo como sendo a armadura do cristão. A vida com a qual ele estava vestido devia ser continuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade. CBASD, vol. 6, p. 693.

A carne. Ou seja, a natureza depravada. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo, mas o cristão não deve condescender com a satisfação de emoções e desejos profanos. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos carnais que o cristão deve mortificar. Portanto, Paulo adverte os crentes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. CBASD, vol. 6, p. 693.

Compilação: Tatiana W



Ezequiel 23 – comentários selecionados by jquimelli
20 de julho de 2014, 0:12
Filed under: Bíblia, Estudo devocional da Bíblia | Tags: , ,

Comentários selecionados:

O cap. 23 apresenta uma extensa alegoria cujo propósito é mostrar a pecaminosidade de Judá. A alegoria é semelhante à do cap. 16, embora haja algumas diferenças. O tema principal desta principal alegoria são as alianças políticas com nações estrangeiras. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 723.

Este capítulo é uma das mais violentas acusações que já foi lançada contra uma nação. Qualquer busca de alianças internacionais com a Assíria, ou Egito, ou Babilônia (vv 3, 5 e 15), nas quais os israelitas receberiam vantagens carnais em troca da aceitação da idolatria dessas nações, era adultério contra a fidelidade de Deus. … A linguagem aqui é a mais brutal na Bíblia inteira: é necessário compreender que uma vida humana sem fé em Deus, sem fidelidade à Sua Palavra, é mais horrenda perante Deus do que as mais terríveis brutalidades perante a sociedade humana. Bíblia Shedd.

2. Uma só mãe. As duas cidades, Samaria e Jerusalém, tinham a mesma mãe, o povo hebreu. Possuíam ancestrais comuns. CBASD, vol. 4, p. 723.

4 Oolá. Heb haolah, significa “tenda dela”. A tenda é o tabernáculo erguido nos altos para adorar os ídolos e praticar adultério, que fazia parte deste culto; que é “dela” própria, significando que, desde a separação das dez tribos, Israel deliberadamente escolhera sua própria religião (1Rs 12.25-33) que, aliás, logo se entregou ao paganismo de Tiro. Bíblia Shedd.

Oolibá. Heb aholibah, significa “minha tenda está nela”. É Jerusalém, a cidade onde o tabernáculo de Deus, seguindo as instruções dadas para a tenda no deserto, foi erguido em forma de um templo permanente, o lugar aonde os israelitas fluíram para dirigir suas súplicas à presença divina (1Rs 8.22-53). Há uma grande diferença entre a religião inventada pelo homem e a revelada pela presença do Senhor. Mas ai de quem, tendo aprendido a verdadeira religião, torna-se infiel (Hb 10.28-29); ficará como Oolibá, tida como pior que Oolá (16.52). Bíblia Shedd.

foram minhas. Ambas professavam lealdade ao verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 723.

5 prostituição. Aqui representa as alianças políticas com potências pagãs. … A linguagem explícita no capítulo ressalta a repulsa que Deus e Ezequiel sentiam por Israel por causa de ele fazer o jogo mundano da política internacional em vez de confiar no Senhor para obter segurança. V 2Rs 15.19. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 por isso, a entreguei. Ver 2Rs 17:5, 6. A historia de Samaria é brevemente recapitulada, porque a nação não mais existia, e é usada como base de comparação para a descrição mais detalhada da loucura de Judá. CBASD, vol. 4, p. 723.

10 eles lhe arrancaram a roupa, deixando-a nua. Referência à queda de Samaria diante dos assírios em 722-721 a.C. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 enojada, os deixou. Judá se enfadou da aliança com Babilônia e foi buscar a ajuda do Egito. Os v. 17 a 19 descrevem essa política vacilante. CBASD, vol. 4, p. 723.

18 a Minha alma se alienou. O Senhor Se cansou de Judá e Se afastou dela com repugnância. CBASD, vol. 4, p. 723.

25 o nariz e as orelhas. Os egípcios e os assírios puniam as mulheres adúlteras desta maneira bárbara. Bíblia Shedd.

28 deixaste. A referência imediata é a rebelião do rei Zedequias contra os caldeus que, segundo v 29 e 2Cr 36.10-21, não hesitaram em lhe aplicar uma punição à altura da traição. Bíblia Shedd.

32 o copo da tua irmã. Beber o copo é uma expressão bíblica que quer dizer “participar plenamente da sorte”. Aqui significa sofrer o mesmo fim trágico que coube a Samaria (2Rs 17.3-6). Bíblia Shedd.

34. e lhe roerás os cacos. Uma figura enfática que expressa o desespero dos judeus no dia do sofrimento. CBASD, vol. 4, p. 724.

36. Disse-me ainda. Ver Ez 20:4; 22:2. Aqui se inicia uma nova seção. O profeta resume os pecados de Oolá e Oolibá, mas de um ponto de vista diferente dos v. 1 a 22. Ele menciona três elementos característicos: o culto a Moloque (v. 37), a profanação do templo (v. 38) e a transgressão do sábado (v. 38) CBASD, vol. 4, p. 724.

39. no mesmo dia. Os judeus eram tão audaciosos na idolatria que, no mesmo dia em que queimavam os filhos a Moloque, no vale de Hinom, hipocritamente se apresentavam como adoradores do templo de Yahweh (ver Jr 79, 10). CBASD, vol. 4, p. 724.

41 num suntuoso leito. Ou, “num suntuoso divã”, usado para o indivíduo se reclinar numa festa. CBASD, vol. 4, p. 724.

42 bêbados. O profeta parece enfatizar a degradação progressiva da cidade prostituída: homens de classe baixa e bêbados do deserto são abraçados por ela. CBASD, vol. 4, p. 724.

45. culpa de sangue. Pecado passível de morte (Lv 20.10-17).

48. Todas as mulheres. As nações ao derredor, que haveriam de aprender uma lição de retidão, ao contemplar a punição sofrida pelos judeus. Já que os descendentes de Abraão se recusavam a ser uma bênção para as nações (Gn 112.2-3) por meio da pregação da Palavra de Deus e da sua vida exemplar, então sua punição era exemplo que redundava em bênçãos. Bíblia Shedd.



Ezequiel 23 by jquimelli

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha – e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha – você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio



Ezequiel 19 by jquimelli
16 de julho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, escolhas, Israel, pecado, profecias | Tags: , ,

Comentário devocional:

Ezequiel 19 é um lamento sobre a queda dos monarcas em Judá e a desolação e cativeiro de Judá. Foi escrito em forma poética e compreende duas partes. 

A primeira parte (v. 1-9) fala do fim trágico de dois dos últimos reis de Judá. Este reino é retratado como uma leoa criando seus filhotes (v. 2). O primeiro filhote, Jeoacaz, assumiu o trono após a morte de seu pai, Josias. Ele reinou apenas durante três meses, quando Faraó Neco II veio em 609 aC e carregou-o em cadeias para o Egito, onde morreu mais tarde em cativeiro (2Rs 23:31-34, Jer 22:11-12). O segundo filhote era ou Joaquim, que depois de um breve reinado de três meses, foi levado para a Babilônia em 597 aC (2Rs 24:8-15) ou Zedequias, que após ter seus olhos removidos foi levado para a Babilônia, preso com algemas de bronze, em 586 aC (2Rs 24:18-25:7).

A segunda parte deste capítulo (v. 10-14) lamenta o destino de Judá como nação. O reino agora é comparado a uma videira exuberante e seus reis como ramos frutíferos. A vinha foi “arrancada com furor e lançada por terra” (v. 12 NVI) retratando a devastação da terra e a deportação de seus habitantes para a Babilônia. Esta deportação ocorreu durante os reinados de últimos três reis de Judá: Joaquim, Jeoaquim e Zedequias. Ao tempo da última invasão, a terra tornou-se desolada, a cidade de Jerusalém, com seu templo, foi incendiada e a muralha da cidade, destruída. Com a deportação de Zedequias a linha davídica de reis chegou ao fim.

No momento em que Ezequiel escrevia esta profecia, a desolação completa da terra de Judá e a deportação de Zedequias ainda estavam por acontecer. Tivesse Zedequias aprendido com os erros de seus antecessores e atendido à Palavra de Deus, a cidade de Jerusalém e o Templo não teriam sido destruídos (Jr 38:17). Mas sua resistência obstinada resultou na queda de Judá e no fim da monarquia.

Não vale a pena persistir no pecado, porque o resultado final é sempre a destruição.

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/19/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 19 

Comentário em áudio 



Ezequiel 16 by jquimelli
13 de julho de 2014, 0:00
Filed under: Aliança, arrependimento, correção, idolatria, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus. 

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos – eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos. 

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa “aliança eterna”. Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações – arrogância, materialismo, idolatria – que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos. 

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro. 

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele, imitando aqueles que admirávamos no mundo, não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus. 

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

 

* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/16/

Traduzido por JAD/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 16 

Comentário em áudio 



Ezequiel 12 by jquimelli
9 de julho de 2014, 0:00
Filed under: profecias, testemunho, verdade | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O ministério do profeta Ezequiel se estendeu por quase o mesmo tempo que o de Daniel; ambos foram profetas durante o exílio babilônico. Enquanto Daniel se manteve como estadista na corte da Babilônia, Ezequiel recebeu mensagens divinas entre os exilados. Em Ezequiel 12, vemos o profeta encenando a mensagem de Deus através de uma apresentação dramática que deveria atrair a atenção e estimular o pensamento do povo a discernir o significado da mensagem.

O profeta Ezequiel usa o método dramático de apresentar a mensagem de Deus por causa da natureza rebelde dos israelitas. Eles chegaram a uma posição onde tendo olhos, não viam, e tendo ouvidos, não ouviam. Haviam perdido a sensibilidade moral para discernir as mensagens de aviso de Deus.

O foco da mensagem apresentada é a desgraça iminente dos judeus que ainda permaneciam em Judá e o cativeiro do rei Zedequias. Esta mensagem profética, como em outras vezes, é dada para preparar as pessoas, alertá-las sobre o futuro e aceitar as mensagens de Deus. Enquanto Ezequiel advertia os exilados na Babilônia, Jeremias (Jer 34:2-3) revelava sua mensagem a Zedequias de que os babilônios estavam vindo para destruir Jerusalém.

A representação do profeta encontra cumprimento exato na captura de Zedequias, ao tentar ele escapar por um buraco na parede, à noite, e depois ao ter os olhos vazados pelo rei Nabucodonosor em Ribla (v. 12). Embora Zedequias tenha sofrido este destino cruel nas mãos dos babilônios, Deus teve misericórdia em deixá-lo viver e, como prometido através de Jeremias, morrer em paz e não pela espada (Jer 34:4, 5).

Após a captura de Zedequias, muitos judeus foram espalhados e dispersos entre as nações. Mas foram relativamente poucos estes que escaparam da espada, da fome e da peste que sobrevieram sobre Jerusalém. Através deles,  as nações iriam aprender mais sobre o Deus de Israel (v. 16). Há sempre uma oportunidade para o remanescente que é fiel a Deus para que seja  poupado da punição e sirva de exemplo vivo ao mundo do amor de Deus.

Quando a mensagem de aviso foi dada por Ezequiel aos exilados, houve entre eles incerteza, medo, desânimo e perda de esperança. Alguns entre eles disseram que a palavra do profeta levaria muito tempo para se cumprir ou que a visão iria falhar. Deus afirmou através de Ezequiel que os eventos previstos certamente aconteceriam, apesar da contestação dos falsos profetas. A desgraça sobre a casa de Israel era certa por causa de sua maldade e falta de confiança para acreditar nas mensagens dos verdadeiros profetas (Ezequiel e Jeremias). Deus, neste capítulo, alerta repetidamente as pessoas do perigo iminente e de que Sua Palavra certamente seria cumprida.

Como é trágico ver o povo escolhido de Deus não se voltar para Ele apesar da desgraça e do retorno iminente dos babilônios para atacar Jerusalém! O maligno está sempre tentando anular mensagens divinas com mensagens falsas que são facilmente aceitas.

Se nós, como remanescente final de Deus, não endurecermos nossos corações como o fez o Israel de outrora, mas atendermos às mensagens de Deus e as praticarmos em nossa vida diária, então cumpriremos o Seu propósito para o povo escolhido que é compartilhar o evangelho a todo o mundo.

Roy Jemison Injety
Spicer College, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 12

Comentário em áudio  



Lamentações 1 by jquimelli
23 de junho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, idolatria, Israel, Jeremias, Lamentações | Tags: ,

Comentário devocional:

Quando ocorre um desastre, as perguntas “como?” e “por que?” de repente se tornam importantes. Como é possível que tudo o que eu conhecia e pensava ser sólido parece estar se derretendo? Como Deus pode ficar quieto diante da minha dor e sofrimento?

O primeiro capítulo de Lamentações ainda não mostra os “comos” e “porquês”, mas estas perguntas surgirão em abundancia nos capítulos seguintes. O livro poético é escrito em um estilo acróstico cuidadosamente projetado, ou seja, o poeta utilizou as 22 letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada verso nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No capítulo 3, no centro do livro, Jeremias usou 66 versos (cada grupo de três versos começando com uma letra do alfabeto hebraico).

Todo este cuidado com os detalhes mostra que estas não são divagações espontâneas de um autor desiludido e magoado – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada da estrutura social e das razões para o exílio. O livro também reconhece que a nossa única esperança está no renovado compromisso com o nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração” (Lam 5:19 NVI) é uma declaração de fé cujo cumprimento pleno será no futuro. 

A primeira palavra de Lam. 1:1 (“Como…!”) dá o tom. É uma exclamação de dor; um grito de lamento, usualmente utilizada em um ambiente de funeral (2 Sam 1:19, 25, 27,.. Isa 1:21; Jer 48:17). Judá não existe mais; seu templo está destruído (v. 10); seus líderes e sacerdotes tentam fugir (v. 4, 6). A causa para este desastre é evidente: “Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante” (v. 8 ARA). O escritor reconhece imediatamente a resposta divina: “o Senhor me afligiu” (v. 12 ARA), “me entregou àqueles que não consigo vencer” (v. 14 NVI), “o Senhor pisou, como num lagar, a virgem filha de Judá” (v. 15 ARA). Esta não é uma “má sorte” que aconteceu “por acaso” ou uma situação política adversa – Deus está por trás da queda de Jerusalém, ilustrando um ponto importante da visão bíblica da história.

Sim, foi Babilônia que destruiu a cidade e seu templo em 586 aC. Sim, foi o rei de Babilônia, Nabucodonosor, que enviou alguns habitantes de Judá para o exílio, mas em última análise, Deus está no controle (Dan. 1:2). Jeremias, assim como Daniel, e todos os outros fiéis de outrora, reconheceram a mão ativa de Deus na história. 

Eu não sei se neste momento você está passando por lutas ou alegrias. Mas lembre-se: o Senhor é justo – e está no controle. Quando Ele traz o julgamento ou a salvação Ele é soberano. Entretanto, Ele está atento às suas lágrimas e disposto a ouvir as suas orações. 

Gerald A. Klingbeil
Universidade de Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 1 




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