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“… e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão” (v.3).
A atitude insensata de Gideão deu origem a um desastre familiar que se estendeu ao povo também. A fabricação da estola sacerdotal de ouro, “veio a ser um laço a Gideão e à sua casa” (Jz.8:27). Por mais que Gideão não tivesse a intenção de tornar a estola um objeto de idolatria, todo o Israel se prostituiu após ela. Ele teve 70 filhos, pois tinha muitas mulheres, além de outro filho com uma concubina, a quem chamou de Abimeleque.
A proposta que Gideão havia rejeitado, de ser o primeiro monarca de Israel, Abimeleque, filho ilegítimo, reivindicou para si. Contratando a seu serviço “homens levianos e atrevidos que o seguiram” (v.4), Abimeleque matou os seus setenta irmãos “sobre uma pedra” (v.5), restando apenas o filho mais novo de Gideão, Jotão, que havia se escondido. E foi da boca deste que foi proferida a profecia de maldição sobre Abimeleque e sobre o povo que o havia declarado rei.
Resumindo: em cima de uma pedra havia matado seus irmãos, e por meio de uma pedra lançada do alto, Abimeleque recebeu o golpe de morte. Que história trágica, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outrem volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.
Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Jesus nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende a nós hoje. Jesus se relacionava com todos, e Sua pregação estava aberta a todos, mas Seus amigos se restringiam a doze. E mais restringido ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração, antes o amou, demonstrando isto por preceito e por exemplo.
Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não é para nos afastarmos das pessoas, mas para nos afastarmos daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos íntimos. A Bíblia deixa bem claro de que Pedro, Tiago e João, estes três discípulos, definitivamente eram amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Porque a comunhão que Cristo tinha com o Pai O instruía a reconhecer os de coração sincero.
Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento Deus foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provém daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).
Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. E não deixemos de seguir o exemplo de Cristo, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como Jesus, por preceito e por exemplo, o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor.
Bom dia, sábios e símplices do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Juízes9 #RPSP
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2323 palavras
As histórias de Gideão e Abimeleque formam o âmago de Juízes. … Abimeleque, que procurou estabelecer-se como um rei cananeu com a ajuda de Baal (v. 4), forma um nítido contraste com seu pai, Gideão (Jerubaal), que atacara a adoração e insistira que o Senhor reinava sobre Israel. Abimeleque tentou reavivar os costumes cananeus no próprio lugar em que Josué anteriormente reafirmara a lealdade de Israel ao Senhor (Js 24.14-27). Em todos os aspectos, Abimeleque era a antítese dos juízes nomeados pelo Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A história de Abimeleque demonstra o desastre que o tipo errado de rei podia vir a ser. Abimeleque era um antilibertador, um opressor do povo e um violador da aliança. Bíblia de Genebra.
1 Siquém Tão logo Gideão foi enterrado, Abimeleque foi a Siquém para tentar induzir seus parentes, que haviam sido proeminentes cidadãos da cidade, a ajudá-lo a obter a mesma autoridade que seu pai exerceu. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, p. 370.
2 sou osso vosso e carne vossa (ARA; NVI: “sou sangue do seu sangue”). É possível deduzir, nessa palavras, que a mãe de Abimeleque e sua família fossem cananéias. Explicaria a adoração de Baal-Berite em Siquém, velha cidade cananéia, e a facilidade … [em ] conseguir a simpatia do povo local. Bíblia Shedd.
Sendo metade cananeu, Abimeleque deu a entender que seriam mais bem atendidos tendo ele como rei, em vez de ficarem debaixo do governo do 70 filhos de Gideão. Os seguidores que assim reuniu baseavam-se nesse relacionamento, que se tornou uma ameaça ao povo de Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Baal-Berite. Lit “Baal (senhor) da aliança.” Esse deus era uma imitação falsa do Deus que realmente era o Senhor da Aliança. Ver 9.4, nota. Bíblia de Genebra.
Casa de Baal-Berite Enquanto Gideão iniciara a carreira mostrando a futilidade da adoração a Baal, seu filho Abimeleque começa com uma doação do templo de Baal e com o assassinato de todos os seus irmãos. Esse é o resultado final da poligamia, ambição e falta de religiosidade. Há pouca afeição e muito ciúme nas famílias polígamas. CBASD, vol. 2, p. 370.
O templo de Baal-Berite pagava o salário dos que oprimiam Israel nos tempos de Abimeleque. Bíblia de Genebra.
5 à casa de seu pai. Evidentemente, a família de Gideão viveu em modéstia, sem uma guarda armada. Bíblia Shedd.
matou seus setenta irmãos… sobre uma rocha. Os 70 irmãos de Abimeleque foram abatidos como animais sacrificiais (v. 13, 19, 20; 1Sm 14.33, 34). … sacrifícios de coroação (v. 2Sm 15.10, 12; 1Rs 1.5, 9; 3.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esses homens, com efeito, foram sacrificados a Baal-Berite. Bíblia de Genebra.
5 matou seus irmãos Era desta forma que os usurpadores asseguravam o trono; uma pessoa que não tinha direito ao trono eliminava todos os que possuíam esse direito, para que não houvesse competidores. Os déspotas antecipavam as conspirações e matavam todos os seus irmãos e parentes mais próximos. CBASD, vol. 2, p. 370.
Estes meio irmãos herdaram as propriedades e liderança de Gideão. Abimeleque não compartilhara a herança porque a sua mãe era uma concubina (comparar 11:1-2). Sem dúvida alguma ele estava enciumado. Então ele apelou para os parentes siquemitas para ajudá-lo a eliminar os seus irmãos para que ele pudesse assumir a liderança e transferi-la para Siquém. Isto demonstrou extrema ingratidão à família de Gideão, o libertador de Israel (8:35). Andrews Study Bible.
Jotão Literalmente, “Yahweh é perfeito”. O fato de Gideão ter escolhido esse nome para seu 70º filho indica que permaneceu um crente fiel ao Senhor apesar da estola sacerdotal que fizera. CBASD, vol. 2, p. 370.
6 proclamaram Abimeleque rei Esta foi a primeira experiência de reinado israelita, muito antes do rei Saul (1 Sam. 8-11). O fato de ter ela sido desastrosa deveria ter ensinado aos israelitas que um reinado humano não era uma boa idéia. Andrews Study Bible.
carvalho memorial. Cf Js 24.26. Lugar de longa associação sagrada (cf Gn 35.4), dando à proclamação do reinado de Abimeleque um cunho religioso. A área dos seus reinados era muito limitada, atingindo apenas uma pequena parte do território de Efraim. Bíblia Shedd.
7 monte Gerizim. O monte da bênção (Dt 27.12) foi usado para uma maldição. Essa inversão ressalta o tema que permeia a história de Abimeleque (8.33-9.57, nota). Bíblia de Genebra.
8 as árvores saíram. Fábulas desse tipo, nas quais objetos inanimados falam e agem, gozavam de popularidade entre os povos orientais da época (v. 2Rs 14.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
ungir para si um rei. Jotão estava familiarizado com o desejo do povo de ter um rei, não apenas para ser como as nações vizinhas, mas porque reconheciam que os frequentes reveses nas mãos dos inimigos se deviam a falhas na forma de liderança, enquanto que seus sofrimentos [na verdade] eram consequência de sua apostasia. CBASD, vol. 2, p. 371.
13 alegra os deuses. Acreditava-se comumente que os deuses participavam das experiências humanas comuns, como beber vinho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 espinheiro. Nada produzia de valor; pelo contrário, ameaçava a lavoura, afogando as plantas novas (cf Mt 13.7). Bíblia Shedd.
Servia de figura apropriada para Abimeleque. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O reinado de Abimeleque, produto da idolatria (v. 4), seria um espinho para Israel (2. 3, nota). Bíblia de Genebra.
15 refugiai-vos debaixo de minha sombra. Baixa e quase sem madeira ou folhagem, pouquíssima sombra podia oferecer. Bíblia Shedd.
Com ironia, ao oferecer sombra às árvores, o espinheiro simbolizou o papel tradicional dos reis como protetores dos seus súditos (v. Is 30.2, 3; 32.1, 2; Lm 4.20; Dn 4.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Com seriedade, o tolo espinheiro faz um convite absurdo. Os galhos baixos não proporcionam sombra e são cheios de espinhos. É uma ironia mordaz. Representa o absurdo da situação em que se encontram os siquemitas. Jotão diz ao povo que Abimeleque não pode lhes proporcionar mais proteção que a sombra e proteção que o arbusto de espinheiro pode prover à oliveira e à figueira. Era a promessa sem possibilidade de cumprimento. CBASD, vol. 2, p. 372.
cedros do Líbano. As mais valiosas árvores do Oriente Médio aqui simbolizam os homens principais de Siquém (cf. v. 20). Bíblia de Estudo NVI Vida.
saia do espinheiro fogo. No verão da palestina, quando faltavam as chuvas durante seis meses, o fogo que pega nos abrolhos os consome velozmente, ameaça as árvores de grande valor, tais como os cedros. Abimeleque, ao invés de proporcionar segurança aos siquemitas, tornava-se motivo de sua destruição. Bíblia Shedd.
Os espinheiros se constituíam em causa constante de incêndios porque se inflamavam com facilidade, e o fogo se espalhava rapidamente (Êx 22:6; cf. Sl 58:9; Is 9:18). … Esse é o resumo da moral da parábola: homens fracos, inúteis e perversos serão sempre os primeiros a se lançar ao poder, e, no final, trarão ruína sobre si e sobre as pessoas infelizes sobre as quais presidiram. CBASD, vol. 2, p. 372.
20 que saia fogo … e consuma. Predição tétrica de que Abimeleque e o povo se destruiriam mutuamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Beer. Nome muito comum, que significa “poço” [p. ex. Beer-seba]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 espírito maligno [NVI; ARA: “espírito de aversão”]. A palavra hebraica traduzida por “espírito” é muitas vezes usada em referência a uma atitude ou disposição. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O paralelo histórico com Saul é significante(1Sm 16.14). Bíblia de Genebra.
24 vingança Como a ira de Deus impõe sua justiça (Rm 1.18), o pecado do assassínio dos inocentes filhos de Gideão não podia deixar de ser punido. A lei de Deus é: “Como Ele fez, assim lhe será feito” (Lv 24.19). Somente por Cristo, que pagou nossa culpa, escapamos à terrível vingança de Deus sobre nossos pecados (Rm 3.23-25). Bíblia Shed.
25 Puseram … de emboscada Possivelmente Abimeleque residiu em Ofra depois de ter eliminado seus irmãos. Os homens de Siquem, insatisfeitos, armaram emboscadas esperando capturar Abimeleque quando estivesse escoltado por poucos homens. Enquanto aguardavam sua vítima, os impiedosos homens que formavam a emboscada assaltavam a todos os viajantes e caravanas que passavam por ali. Na região rural logo se formou uma situação de insegurança que prejudicou o prestígio e a popularidade de Abimeleque. CBASD, vol. 2, p. 373.
27 saíram ao campo. No fim do verão (nosso mês de outubro) se celebrava a grande Festa de Ano Novo entre os cananeus e a Festa dos Tabernáculos entre os hebreus. Esta última, sob influência dos cananeus, substituiu a Páscoa, como a grande festividade popular, até às reformas realizadas por Ezequias e Josias (2 Rs 23.12ss; 2 Cr 30.1ss). Bíblia Shedd.
fizeram uma festa. A vindima era uma das ocasiões mais alegres do ano (v. Is 16.9, 10; Jr 25.30), mas as festas e celebrações realizadas nos templos pagãos degeneravam-se muitas vezes em pândegas [leaviandade no agir; loucura] e devassidão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 filho de Jerubaal. Gaal, astutamente, traça a linha de Abimeleque pelo pai, ao invés da mãe, natural de Siquém. Bíblia Shedd.
Servi, antes, aos homens de Hamor. Gaal se apresenta como defensor da velha religião cananéia. Bíblia Shedd.
30 Zebul, governador da cidade. Abimeleque não fez de Siquém sua capital, mas sim da cidade de Arumá (41), maior que a primeira; quem governava a Siquém era Zebul, seu delegado. Bíblia Shedd.
34 quatro companhias. Segmentos menores eram menos passíveis de serem detectados. Além disso, era boa estratégia atacar de várias direções. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 As sombras dos montes vês por homens. A astúcia de Zebul é notável. O plano sugerido a Abimeleque (23, 33), suas palavras proferidas para acalmar a suspeita de Gaal e, finalmente, o desafio, “Sai, pois, e peleja contra ele” (38), diante do qual Gaal teria de lutar ou ficar inteiramente humilhado, revelam a inteligência de Zebul. Bíblia Shedd.
37 carvalho dos Adivinhadores. Refere-se, provavelmente, à árvore onde adivinhos cananeus ou israelitas apóstatas desenvolveram suas práticas de agouros. Bíblia Shedd.
42 saiu o povo ao campo. Pressupõe que o assunto ficava encerrado depois da conquista de Gaal e suas forças, mas Abimeleque ainda quis reprimir ao povo de Siquém. Bíblia Shedd.
43 e os feriu É difícil compreender como os habitantes de Siquem ingenuamente creram que Abimeleque estaria satisfeito com o banimento de Gaal e que sua vitória inicial não seria seguida por um ataque à cidade. CBASD, vol. 2, p. 376.
45 semeou de sal. A fim de condená-la à perpétua esterilidade de desolação (v. Dt 29.23; Sl 107.33, 34; Jr 17.6; Sf 2.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Era prática, na antiguidade, que assegurava a desocupação da área por muito tempo, sendo por este rito, amaldiçoada e tornada improdutiva. Siquém só veio a ser edificada de novo durante o reinado de Jeroboão, um século e meio mais tarde. Bíblia Shedd.
Ruínas que datam da era cananéia oferecem evidências de uma área sagrada, que deve provavelmente ser associada ao templo de Baal-Berite ou El-Berite (v. 4, 46). As evidências arqueológicas, que são compatíveis com a destruição de Siquém por Abimeleque, indicam que sua área sagrada nunca mais foi reconstruída depois dessa ocasião. Bíblia de Estudo NVI Vida.
49 a incendiaram. Em cumprimento da maldição de Jotão (v. 20). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A profecia de Jotão foi cumprida literalmente. Saiu fogo do espinheiro-rei e destruiu o povo de Siquem (v. 20). CBASD, vol. 2, p. 376.
50 Tebez. Cidade cerca de 15 km ao nordeste de Siquém. Ainda que não encontramos declarada a sua participação na revolta contra Abimeleque, devemos chegar a tal conclusão. Bíblia Shedd.
51 torre forte. O centro da defesa nas cidades da antiguidade era uma torre. Ainda que Abimeleque tomara a cidade, o povo todo se abrigara na torre, dentro da cidade. Novamente pensava em se utilizar do fogo para destruir (como fez em Siquém [49]), porém não contou com a habilidade de certa mulher desconhecida, que atirou uma pedra de moinho sobre sua cabeça (cf 4.21). Bíblia Shedd.
53 mulher. Enquanto os homens usavam arcos, flechas e lanças, as mulheres ajudavam a defender a torre deixando cair pedras pesadas sobre quem se aproximasse dela. Bíblia de Estudo NVI Vida.
pedra de moinho. Lit “pedra a cavalgar”, com cerca de 6 cm de grossura e 50 cm de diâmetro. Bíblia Shed.
V. nota em 3.16. A pedra superior e giratória de moinho era circular, com um buraco no centro. Moer grãos era serviço das mulheres (v. Êx 11.5), em geral considerado humilhante demais para os homens fazerem (v. 16.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Quebrou o crânio A palavra para “crânio” aqui é gulgoleth, de onde vem Gólgota, local onde Jesus foi crucificado. CBASD, vol. 2, p. 377.
54 escudeiro. O líder militar em geral levava consigo um jovem para levar seu escudo e lança (v. 1Sm 14.6; 31.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
mata-me. Uma desgraça que a todo custo se devia evitar seria a de morrer por mão de mulher (4.21n). Bíblia Shedd.
Para um soldado, era considerado uma vergonha morrer pelas mãos de uma mulher. A morte vergonhosa de Abimeleque foi lembrada durante muito tempo (2Sm 11.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Para que não se diga de mim Abimeleque, momentos antes de sua morte, considerou o que as pessoas pensariam de sua vida, porque essa é a base na qual a posteridade julga uma pessoa. Os assuntos a que as pessoas são mais sensíveis muitas vezes não são os que mais importam. Aqueles que cultivam apenas o orgulho e a ambição normalmente morrem como vivem: mais preocupados com que a reputação seja preservada do que em salvar sua alma da destruição. CBASD, vol. 2, p. 377.
o moço o atravessou O primeiro homem que procurou reinar sobre Israel e o primeiro rei, Saul, quiseram morrer do mesmo modo (ver ISm 31:3, 4). CBASD, vol. 2, p. 377.
Assim como Saul (1Sm 31.4), Abimeleque quis manter o seu orgulho até a morte. Esse incidente, assim como a presença de um espírito mau da parte de Deus (9.23, nota), ressalta uma grande semelhança entre Saul e Abimeleque. Bíblia de Genebra.
56 todo o mal dos homens de Siquém Deus fez cair sobre a cabeça deles. A mão de Deus tornou a maldição de Jotão (cf v 20) uma realidade. Bíblia Shedd.
Estas palavras apresentam a moral de todo o registro. O autor cria profundamente que Deus controla os eventos históricos, punindo tanto os crimes nacionais quanto os individuais. O assassino dos filhos de Gideão “sobre a rocha” é morto por uma pedra que atingiu sua cabeça, e os ímpios siquemitas, que, com a ajuda de Abimeleque, haviam utilizado o dinheiro do templo para contratar assassinos de homens bons, foram queimados no mesmo templo. A maldição de Jotão foi completamente cumprida. CBASD, vol. 2, p. 377-378.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-8/
Logo após Gideão ter derrotado os midianitas e matado seus reis, Zeba e Zalmuna, Israel em espírito de reconhecimento e gratidão, pediu que Gideão fosse seu rei. Sábia e humildemente, Gideão desviou o louvor a Quem de direito, respondendo: “Não reinarei sobre vocês … nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vós” (Jz 8:23 NVI).
Seria tão bom se Gideão tivesse parado aí! No crepúsculo de sua vitória militar uma tentação o aguardava. Uma tentação que se tornou uma armadilha para Gideão e sua família.
Quantas vezes as tentações mais eficazes de Satanás nos vem imediatamente após uma vitória espiritual! Esta história serve de advertência, pois quando Deus trabalha poderosamente, Satanás se esconde muito perto para tentar minimizar a sua derrota, transformando a vitória do crente em desastre.
Depois de uma vitória espiritual, que possamos responder, não como família de Gideão e seu desejo de ouro, ou como Elias a fugir de Jezabel após sua poderosa vitória no Monte Carmelo, mas, sim, como Jesus que logo após Seu batismo público enfrentou as ferozes tentações no deserto com um “está escrito!” (Mat. 4:4, 7 e 10 ).
Brennon Kirstein
Capelão da Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=465
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Por melhores que as pessoas sejam aqui neste mundo, a tendência mais forte será sempre para o mal. Infelizmente… Decepcionante!
A parte boa é que a Bíblia não esconde “os podres” de seus personagens. Observe, nestes dez pontos, as últimas informações sobre o juiz e libertador Jerubaal, conhecido por Gideão:
1. Reclamação dos efraimitas por Gideão não tê-los convidado à guerra (v. 1);
2. Gideão parabeniza os efraimitas por ter ajudado a batalhar contra os inimigos fugitivos (vs. 2-3);
3. Destemidamente, Gideão arrasou Sucote e Penuel por não ajudar seu esgotado exército (vs. 4-17);
4. Após executar dois reis midianitas – Zeba e Salmuna, Gideão partiu para vingar seus irmãos (vs. 18-21).
5. Realizados pelo sucesso de Gideão, os israelitas o convidaram para reinar sobre eles; porém, ele recusou com base teológica (v. 23);
6. A despeito de sua resposta correta sobre reinar, Gideão fez estola sacerdotal, a qual tornou-se objeto de adoração – idolatria – na cidade de Ofra (vs. 24-27);
7. Pelo poder divino, Gideão promoveu a paz em Israel por 40 anos (v. 28);
8. Gideão tornou-se polígamo, tomou para si muitas mulheres. Teve um filho com uma concubina que se tornou líder perverso (vs. 29-31);
9. Após a morte de Gideão, os filhos de Deus descambaram novamente; trocaram a adoração a Deus por deuses fabricados por homens (v. 33);
10. Israel esqueceu-se de Deus e desprezou a família de Gideão, o qual tanto fez pelo povo (vs. 34-35).
Devemos aprender com os acertos e os erros de Gideão. Nem tudo o que Deus revelou em Sua palavra em relação ao comportamento daqueles que Ele usou deve ser aplicado a nossa vida.
Precisamos…
• …começar bem e terminar bem a jornada da fé;
• …pedir discernimento a Deus para enxergar nossas falhas de caráter;
• …de reavivamento e reforma espirituais!
Aprendamos ainda que, a vida é injusta. Gideão foi questionado pelos efraimitas (vs. 1-3), ridicularizado pelos habitantes de Sucote e Penuel (v. 15), e, finalmente, esquecido pelo seu povo (v. 35).
Assim, quando você fizer algo bom pelas pessoas e ninguém reconhecer ou agradecer-te, não fique chateado! Deus faz um espetáculo a cada amanhecer e sua plateia dorme; ou mesmo no entardecer, e Seu povo prefere fazer qualquer coisa, menos contemplar sua obra de arte! – Heber Toth Armí.
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“Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).
Após a vitória sobre os midianitas, Gideão ainda teve que aplacar a insatisfação dos efraimitas, que sentiram-se excluídos da batalha. Mas ao colocar a sua linhagem como sendo menor do que “os rabiscos de Efraim” (v.2), Gideão conseguiu aplacar-lhes a ira. Começava a surgir um tímido espírito de divisão entre as tribos de Israel que despontaria na futura divisão da nação.
“Cansados mas ainda perseguindo” (v.4), Gideão e seu exército de trezentos homens precisavam de provisão de alimento, o que lhes foi negado duas vezes. Gideão “deu severa lição aos homens de Sucote” (v.16) e, ao descobrir que os reis dos midianitas que estavam em seu poder haviam matado seus irmãos, “dispôs-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna” (v.21).
Vendo os filhos de Israel que Gideão liderava com valentia e acumulava conquistas, desejaram, através dele, dar início a uma sucessão de reis em Israel. Tal pedido demonstrava o total descaso e distanciamento do povo para com Deus, atribuindo a um homem a vitória do Senhor. Israel ainda não havia compreendido que o homem é apenas instrumento e que o efetuar vem de Deus. Almejaram uma monarquia terrena assim como viam nos povos cananeus. Mas a resposta de Gideão frustrou-lhes os propósitos na direção de levantar quem quer que fosse para liderá-los: “Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).
Gideão não aceitou tal pedido, contudo, sua atitude posterior revelou um coração ainda dividido. Mesmo que não houvesse a intenção de tornar aquela estola de ouro um objeto de adoração, ele não consultou ao Senhor. Agindo por conta própria, lançou sobre si mesmo, sua família e todo o povo uma armadilha que novamente faria de Israel uma nação prostituída. Obscurecidos os olhos da fé, e seu desejo pelo visível e palpável tornou-se tão grande quanto o de seus inimigos.
Hoje, líderes religiosos têm sido aclamados como senhores, e Deus, tratado como um curandeiro ou banqueiro que abre as portas do cofre sem reservas. As pessoas têm seguido líderes que prometem curas e uma vida financeira abundante. E em meio a uma geração doente física e financeiramente, quem não deseja saúde e prosperidade? É errado desejar tais coisas? De modo algum. Mas é errado ir em busca de Deus apenas movido por estas coisas. Estamos buscando ao Senhor ou as bênçãos que Ele pode nos oferecer? Israel pensou: ‘Vamos seguir este homem (Gideão) pois ele é bem-sucedido em tudo o que faz!’ E multidões igualmente têm trocado o “Assim diz o Senhor” pelo “assim diz o pastor”, como bem pontua o teólogo Leandro Quadros.
Temos a Palavra de Deus como a nossa regra de fé e prática, amados! Enquanto Gideão era guiado pelas palavras do Senhor, prosperou. Mas quando tomou decisões sem consultá-Lo, teve de sofrer os prejuízos. Como diz a letra da canção: “No trono do viver só existe lugar pra um, lugar de quem governa todo o ser. No trono do viver só pode haver um senhor, se forem dois, um será amado e outro rejeitado” (Arautos do Rei). Que o Senhor reine soberano em seu coração!
Bom dia, servos do Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Rosana Garcia Barros
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759 palavras
1 Efraim. Aqui se manifesta o espírito independente da tribo de Efraim que, dentro de uns dois séculos, causaria a divisão definitiva dos reinos de Israel e Judá (cf. 12.1; 1Rs 12.16-17). Entende-se a hesitação da parte de Gideão em convocar os efraimitas por ser ele um membro da tribo de Manassés, o qual foi posto em segundo lugar por Jacó (Gn 48.14-22). Gideão queria evitar a aparência de quem aspirava à preeminência no poder. Bíblia Shedd.
2 Não são, porventura, os rabiscos de Efraim melhores que a vindima de Abiezer? (ARA; NVI: “O resto das uvas de Efraim não são melhores do que toda a colheita de Abiezer?”). O que sobra depois da colheita principal, assim como no caso dos grãos que Rute catava nos campos (v. nota em Rt 1.22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Abiezer O clã de Gideão. O nome significa “meu Pai (divino) é ajudador” ou “meu Pai (divino) é forte”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4-21 Gideão tem problemas com os homens de Sucote e de Penuel e acaba castigando os dois grupos por não lhe terem ajudado na perseguição dos líderes midianitas. Bíblia de Genebra.
5 Sucote. Uma cidade no caminho da invasão dos midianitas. Ela desejava manter a neutralidade, com receio da vingança dos midianitas, pois não confiava na impressionante vitória de Gideão. O mesmo acontece com os crente que, por falta de fé e por temerem o mundo, acomodam-se ao pecado. Bíblia Shedd.
cansados. Porque percorreram cerca de 80 km na perseguição. Prepararam-se, a princípio, apenas para um possível e repentino ataque nos dias da perseguição. Bíblia Shedd.
6 tens já sob teu poder o punho de Zeba e de Salmuna…? (ARA; NVI: “Ainda não estão em seu poder Zeba e Salmuna?”). Os oficiais de Sucote duvidavam da capacidade de Giseão para derrotar a coligação midianita e temiam represálias caso alimentassem as tropas dele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Peniel. O lugar onde Jacó lutara com Deus (Gn 32.30, 31). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Carcor. O resto das forças midianitas, sem dúvida, se julgaria seguro naquele lugar, com boa distância, ao leste do mar Morto, sem contar com a persistência de Gideão. Bíblia Shedd.
14 por escrito. Indicação dos resultados largamente propalados da descoberta do alfabeto, possibilitando a um jovem de Sucote e a Gideão a capacidade de escrever e ler. Bíblia Shedd.
21 qual o homem, tal a sua valentia (ARA; NVI:”Isso exige coragem de homem”).
23 Não reinarei… O SENHOR reinará. Gideão, da mesma forma que Samuel (1 Sm 8.4-20), rejeitava o estabelecimento de uma monarquia porque a considerava uma substituição da soberania do Senhor. O governo de Deus sobre Israel (a teocracia) é uma questão central em Juízes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esse versículo, assim como 1Sm 8.7-9, demonstra que o reinado em Israel foi um erro. Mesmo assim, Juízes demonstra que se tornara necessário [um mal menor]. Sem rei, a sociedade desintegrava-se. Bíblia de Genebra.
Dt 17:14-20 reconhecia que no futuro os israelitas quereriam um rei para exercer forte liderança humana como as das outras nações, mas sua legislação limitava os poderes de um rei israelita. Gideão entendia que um reinado humano tomaria o lugar que somente Deus deveria ter (compara com 1 Sm 8:7). Andrews Study Bible.
24 Daqui em diante, a vida de Gideão apresenta uma discrepância em face dos fatos anteriores. Aquele que atravessara o duro teste da adversidade foi mal sucedido no dia da prosperidade. Verifica-se, muitas vezes, que é mais fácil glorificar a Deus em tempo de emergência do que honrá-lO na vida cotidiana. Bíblia Shedd.
27 estola sacerdotal. A estola sacerdotal genuína do sumo sacerdote era usada para buscar a vontade do Senhor (1Sm 23.9-11; 30.7-8). Bíblia de Genebra.
um laço a Gideão e à sua casa. O pai de Gideão tinha sido idólatra (6.25) e, agora, Gideão caiu no mesmo pecado. Bíblia de Genebra.
28 quarenta anos. Número convencional de anos para representar uma geração. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 Teve Gideão setenta filhos. Sinal de prosperidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
tinha muitas mulheres. Como no caso de Salomão, em que a prosperidade trouxe desgraça pela prática desenfreada da poligamia(comum naqueles tempos). Bíblia Shedd.
O costume de então era que tais filhos (vindos de concubinas) ficassem na casa de suas mães. Bíblia Shedd.
31 Abimeleque. Significa “meu Pai (divino) é Rei”. Gideão, ao dar esse nome ao seu filho, reconhece que o Senhor (aqui chamado “Pai”) é Rei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Baal-Berite. Lit “Baal (deus) [ou senhor] da aliança”. Note-se até onde os israelitas se tinham afastado do Deus da Aliança. Bíblia Shedd.
Esse deus era uma imitação falsa do Deus que realmente era o Senhor da aliança. ver 9.4, nota. Bíblia de Genebra.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-7/
Você está disposto a permitir Deus remover 31.700 coisas da sua vida para que você seja totalmente dependente de Deus?
De um modo contrário à razão, Deus disse a Gideão: “Você tem muitos recursos e isso atrapalha de eu te libertar. Quero que você se gabe de mim, não de sua própria força“.
Gideão pensou que precisava de mais de 32.000 homens para vencer; Deus pensou que Gideão precisava de muito menos. Muitas vezes, quando acreditamos que precisamos de muito mais – mais talento, mais força, mais promoções, mais amigos – Deus sabe que na verdade precisamos de menos. Menos do externo e mais do Eterno. Enfrentando provações tão densas quanto um enxame de gafanhotos, precisamos de menos de nossos próprios recursos e mais de Deus, nossa maior arma.
Nossa força de vontade, sabedoria ou riqueza é impotente para nos salvar de desafios tão incontáveis quanto grãos de areia. Pensando erroneamente que podemos vencer problemas com recursos humanos insignificantes, nossa história se torna uma lista de esforços humano, em vez de um testemunho do poder miraculoso de Deus. Somente quando somos reduzidos a nada, a não ser Deus, podemos realmente possuir tudo o que precisamos. Deus é mais valente em nosso favor quando somos mais dependentes.
Quando você entrega os aspectos externos e confia no Eterno, os milagres acontecem.
Lori Engel
Capelã (atualmente com necessidades especiais)
Eugene, Oregon, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=464
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli