Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 9 by jquimelli
20 de maio de 2019, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-9/

A história de Abimeleque e seu irmão mais novo, Jotão, é um bom exemplo de como Deus luta nossas batalhas. Abimeleque assassinou sua família a fim de progredir politicamente e os homens de Siquém o apoiaram apesar de seus métodos malignos. Depois que Abimeleque governou por três anos, o próprio Deus entrou em cena e despertou “um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém” (v. 23). Abimeleque destruiu as próprias pessoas que o apoiavam e depois foi morto. Jotão não desempenhou nenhum papel nessa vingança, mas Deus lutou por ele assim como lutara por seu pai Gideão.

Existe um inimigo em sua vida? Existe alguém que interferiu no que você acredita que Deus o chamou para fazer? Alguém feriu sua família? Embora seja impossível sem a graça de Deus, fomos convidados pelo próprio Jesus a amar nossos inimigos e a orar por aqueles que nos perseguem. Deixe que Deus seja seu defensor hoje. Seus planos e caminhos são melhores que os nossos. Ele sabe como trazer justiça, arrependimento e paz. Confie no Poderoso e Ele corrigirá as coisas e fará reparações por você.

Brandy Kirstein
Pastor, Igreja Adventista do Sétimo Dia de Kailua
Havaí, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=466
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



JUÍZES 9 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
20 de maio de 2019, 0:55
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JUÍZES 9 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
20 de maio de 2019, 0:45
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Injustiça. Promiscuidade. Imoralidade. Brutalidade. Sangue. Guerra. Opressão. Humilhação. Retaliação. Sofrimento. Angústia. Clamor, etc. Tudo está presente em nossa sociedade; como esteve nos tempos dos juízes.

• Em Juízes, líderes políticos eram tão corrutos quanto os nossos. Consequentemente, o povo padece, fica sem parâmetros corretos e descamba para o mal.

Sobre o capítulo em apreço, Paul R. House destaca:

“O filho de Gideão, Abimeleque, não possui nenhum escrúpulo … Ele toma o poder e governa por três anos antes de perder a vida nas mãos de uma mulher que atira uma pedra de moinho na sua cabeça […]. Abimeleque não não é escolhido por Deus, não protege o povo, não segue a Lei e não leva a nação a servir ao Senhor […]. É igualmente verdadeiro que os constituintes de Abimeleque como rei são oportunistas interesseiros. São pessoas que, como Abimeleque, não têm qualquer vontade de servir Yahweh, de forma que tanto essas pessoas quanto o rei estão teológica e eticamente falidos. A reação divina é retribuir a impiedade de Abimeleque e de quem lhe outorgou poder”

Reflexão:

• Por que existe na Bíblia o livro de Juízes?
• Que mensagem Deus quer nos transmitir?
• Por que tantos personagens um pior que o outro?
• Que vantagem tem para nós ler sobre pessoas corruptas do passado?
• Por que o Espírito Santo dedicou-se a inspirar essas páginas de relatos tão sangrentos e depravados?
• Que graça tem ler sobre tantas desgraças?

Note o que Arthur E. Cundall observou:

“Muitos acontecimentos em Juízes entristecem ao leitor. Talvez nenhum outro livro da Bíblia demonstre tão claramente a fragilidade humana. Em contrapartida, o livro apresenta sinais inconfundíveis da compaixão e da paciência divina”.

• A Bíblia é como um manual de instrução que visa orientar-nos, repreender-nos, corrigir-nos e salvar-nos. Nela encontramos um Deus disposto a ajudar-nos, por amor, misericórdia e graça. Sendo que a realidade dos tempos dos juízes se assemelha a nossa sociedade, prova que o livro é mais atual que o jornal que ainda circulará amanhã!

“Podemos perceber, ao refletir sobre a vida desses salvadores menores, a necessidade de um Salvador supremo em nossa época atual, alguém de vida pura e capaz de libertar com perfeição, não apenas para esta vida passageira, mas para toda a eternidade” (Cundall).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JUÍZES 09 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de maio de 2019, 0:30
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“… e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão” (v.3).


A atitude insensata de Gideão deu origem a um desastre familiar que se estendeu ao povo também. A fabricação da estola sacerdotal de ouro, “veio a ser um laço a Gideão e à sua casa” (Jz.8:27). Por mais que Gideão não tivesse a intenção de tornar a estola um objeto de idolatria, todo o Israel se prostituiu após ela. Ele teve 70 filhos, pois tinha muitas mulheres, além de outro filho com uma concubina, a quem chamou de Abimeleque.

A proposta que Gideão havia rejeitado, de ser o primeiro monarca de Israel, Abimeleque, filho ilegítimo, reivindicou para si. Contratando a seu serviço “homens levianos e atrevidos que o seguiram” (v.4),  Abimeleque matou os seus setenta irmãos “sobre uma pedra” (v.5), restando apenas o filho mais novo de Gideão, Jotão, que havia se escondido. E foi da boca deste que foi proferida a profecia de maldição sobre Abimeleque e sobre o povo que o havia declarado rei.

Resumindo: em cima de uma pedra havia matado seus irmãos, e por meio de uma pedra lançada do alto, Abimeleque recebeu o golpe de morte. Que história trágica, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outrem volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.

Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Jesus nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende a nós hoje. Jesus se relacionava com todos, e Sua pregação estava aberta a todos, mas Seus amigos se restringiam a doze. E mais restringido ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração, antes o amou, demonstrando isto por preceito e por exemplo.

Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não é para nos afastarmos das pessoas, mas para nos afastarmos daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos íntimos. A Bíblia deixa bem claro de que Pedro, Tiago e João, estes três discípulos, definitivamente eram amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Porque a comunhão que Cristo tinha com o Pai O instruía a reconhecer os de coração sincero.

Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento Deus foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provém daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).

Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. E não deixemos de seguir o exemplo de Cristo, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como Jesus, por preceito e por exemplo, o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor.

Bom dia, sábios e símplices do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes9 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



JUÍZES 9 – VÍDEO COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
20 de maio de 2019, 0:05
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Juízes 9 – Comentários selecionados by jquimelli
20 de maio de 2019, 0:05
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2323 palavras

As histórias de Gideão e Abimeleque formam o âmago de Juízes. … Abimeleque, que procurou estabelecer-se como um rei cananeu com a ajuda de Baal (v. 4), forma um nítido contraste com seu pai, Gideão (Jerubaal), que atacara a adoração e insistira que o Senhor reinava sobre Israel. Abimeleque tentou reavivar os costumes cananeus no próprio lugar em que Josué anteriormente reafirmara a lealdade de Israel ao Senhor (Js 24.14-27). Em todos os aspectos, Abimeleque era a antítese dos juízes nomeados pelo Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A história de Abimeleque demonstra o desastre que o tipo errado de rei podia vir a ser. Abimeleque era um antilibertador, um opressor do povo e um violador da aliança. Bíblia de Genebra.

1 Siquém Tão logo Gideão foi enterrado, Abimeleque foi a Siquém para tentar induzir seus parentes, que haviam sido proeminentes cidadãos da cidade, a ajudá-lo a obter a mesma autoridade que seu pai exerceu. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, p. 370.

sou osso vosso e carne vossa (ARA; NVI: “sou sangue do seu sangue”). É possível deduzir, nessa palavras, que a mãe de Abimeleque e sua família fossem cananéias. Explicaria a adoração de Baal-Berite em Siquém, velha cidade cananéia, e a facilidade … [em ] conseguir a simpatia do povo local. Bíblia Shedd.

Sendo metade cananeu, Abimeleque deu a entender que seriam mais bem atendidos tendo ele como rei, em vez de ficarem debaixo do governo do 70 filhos de Gideão. Os seguidores que assim reuniu baseavam-se nesse relacionamento, que se tornou uma ameaça ao povo de Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Baal-Berite. Lit “Baal (senhor) da aliança.” Esse deus era uma imitação falsa do Deus que realmente era o Senhor da Aliança. Ver 9.4, nota. Bíblia de Genebra.

Casa de Baal-Berite Enquanto Gideão iniciara a carreira mostrando a futilidade da adoração a Baal, seu filho Abimeleque começa com uma doação do templo de Baal e com o assassinato de todos os seus irmãos. Esse é o resultado final da poligamia, ambição e falta de religiosidade. Há pouca afeição e muito ciúme nas famílias polígamas. CBASD, vol. 2, p. 370.

O templo de Baal-Berite pagava o salário dos que oprimiam Israel nos tempos de Abimeleque. Bíblia de Genebra.

à casa de seu pai. Evidentemente, a família de Gideão viveu em modéstia, sem uma guarda armada. Bíblia Shedd.

matou seus setenta irmãos… sobre uma rocha. Os 70 irmãos de Abimeleque foram abatidos como animais sacrificiais (v. 13, 19, 20; 1Sm 14.33, 34). … sacrifícios de coroação (v. 2Sm 15.10, 12; 1Rs 1.5, 9; 3.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esses homens, com efeito, foram sacrificados a Baal-Berite. Bíblia de Genebra.

5 matou seus irmãos Era desta forma que os usurpadores asseguravam o trono; uma pessoa que não tinha direito ao trono eliminava todos os que possuíam esse direito, para que não houvesse competidores. Os déspotas antecipavam as conspirações e matavam todos os seus irmãos e parentes mais próximos. CBASD, vol. 2, p. 370.

Estes meio irmãos herdaram as propriedades e liderança de Gideão. Abimeleque não compartilhara a herança porque a sua mãe era uma concubina (comparar 11:1-2). Sem dúvida alguma ele estava enciumado. Então ele apelou para os parentes siquemitas para ajudá-lo a eliminar os seus irmãos para que ele pudesse assumir a liderança e transferi-la para Siquém. Isto demonstrou extrema ingratidão à família de Gideão, o libertador de Israel (8:35). Andrews Study Bible.

Jotão Literalmente, “Yahweh é perfeito”. O fato de Gideão ter escolhido esse nome para seu 70º filho indica que permaneceu um crente fiel ao Senhor apesar da estola sacerdotal que fizera. CBASD, vol. 2, p. 370.

proclamaram Abimeleque rei Esta foi a primeira experiência de reinado israelita, muito antes do rei Saul (1 Sam. 8-11). O fato de ter ela sido desastrosa deveria ter ensinado aos israelitas que um reinado humano não era uma boa idéia. Andrews Study Bible.

carvalho memorial. Cf Js 24.26. Lugar de longa associação sagrada (cf Gn 35.4), dando à proclamação do reinado de Abimeleque um cunho religioso. A área dos seus reinados era muito limitada, atingindo apenas uma pequena parte do território de Efraim. Bíblia Shedd.

monte Gerizim. O monte da bênção (Dt 27.12) foi usado para uma maldição. Essa inversão ressalta o tema que permeia a história de Abimeleque (8.33-9.57, nota). Bíblia de Genebra.

as árvores saíram. Fábulas desse tipo, nas quais objetos inanimados falam e agem, gozavam de popularidade entre os povos orientais da época (v. 2Rs 14.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

ungir para si um rei. Jotão estava familiarizado com o desejo do povo de ter um rei, não apenas para ser como as nações vizinhas, mas porque reconheciam que os frequentes reveses nas mãos dos inimigos se deviam a falhas na forma de liderança, enquanto que seus sofrimentos [na verdade] eram consequência de sua apostasia. CBASD, vol. 2, p. 371.

13 alegra os deuses. Acreditava-se comumente que os deuses participavam das experiências humanas comuns, como beber vinho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 espinheiroNada produzia de valor; pelo contrário, ameaçava a lavoura, afogando as plantas novas (cf Mt 13.7). Bíblia Shedd.

Servia de figura apropriada para Abimeleque. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O reinado de Abimeleque, produto da idolatria (v. 4), seria um espinho para Israel (2. 3, nota). Bíblia de Genebra.

15 refugiai-vos debaixo de minha sombra. Baixa e quase sem madeira ou folhagem, pouquíssima sombra podia oferecer. Bíblia Shedd.

Com ironia, ao oferecer sombra às árvores, o espinheiro simbolizou o papel tradicional dos reis como protetores dos seus súditos (v. Is 30.2, 3; 32.1, 2; Lm 4.20; Dn 4.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Com seriedade, o tolo espinheiro faz um convite absurdo. Os galhos baixos não proporcionam sombra e são cheios de espinhos. É uma ironia mordaz. Representa o absurdo da situação em que se encontram os siquemitas. Jotão diz ao povo que Abimeleque não pode lhes proporcionar mais proteção que a sombra e proteção que o arbusto de espinheiro pode prover à oliveira e à figueira. Era a promessa sem possibilidade de cumprimento. CBASD, vol. 2, p. 372.

cedros do Líbano. As mais valiosas árvores do Oriente Médio aqui simbolizam os homens principais de Siquém (cf. v. 20). Bíblia de Estudo NVI Vida.

saia do espinheiro fogo. No verão da palestina, quando faltavam as chuvas durante seis meses, o fogo que pega nos abrolhos os consome velozmente, ameaça as árvores de grande valor, tais como os cedros. Abimeleque, ao invés de proporcionar segurança aos siquemitas, tornava-se motivo de sua destruição. Bíblia Shedd.

Os espinheiros se constituíam em causa constante de incêndios porque se inflamavam com facilidade, e o fogo se espalhava rapidamente (Êx 22:6; cf. Sl 58:9; Is 9:18). … Esse é o resumo da moral da parábola: homens fracos, inúteis e perversos serão sempre os primeiros a se lançar ao poder, e, no final, trarão ruína sobre si e sobre as pessoas infelizes sobre as quais presidiram. CBASD, vol. 2, p. 372.

20 que saia fogo … e consuma. Predição tétrica de que Abimeleque e o povo se destruiriam mutuamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Beer. Nome muito comum, que significa “poço” [p. ex. Beer-seba]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 espírito maligno [NVI; ARA: “espírito de aversão”]. A palavra hebraica traduzida por “espírito” é muitas vezes usada em referência a uma atitude ou disposição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O paralelo histórico com Saul é significante(1Sm 16.14). Bíblia de Genebra.

24 vingança Como a ira de Deus impõe sua justiça (Rm 1.18), o pecado do assassínio dos inocentes filhos de Gideão não podia deixar de ser punido. A lei de Deus é: “Como Ele fez, assim lhe será feito” (Lv 24.19). Somente por Cristo, que pagou nossa culpa, escapamos à terrível vingança de Deus sobre nossos pecados (Rm 3.23-25). Bíblia Shed.

25 Puseram … de emboscada Possivelmente Abimeleque residiu em Ofra depois de ter eliminado seus irmãos. Os homens de Siquem, insatisfeitos, armaram emboscadas esperando capturar Abimeleque quando estivesse escoltado por poucos homens. Enquanto aguardavam sua vítima, os impiedosos homens que formavam a emboscada assaltavam a todos os viajantes e caravanas que passavam por ali. Na região rural logo se formou uma situação de insegurança que prejudicou o prestígio e a popularidade de Abimeleque. CBASD, vol. 2, p. 373.

27 saíram ao campo. No fim do verão (nosso mês de outubro) se celebrava a grande Festa de Ano Novo entre os cananeus e a Festa dos Tabernáculos entre os hebreus. Esta última, sob influência dos cananeus, substituiu a Páscoa, como a grande festividade popular, até às reformas realizadas por Ezequias e Josias (2 Rs 23.12ss; 2 Cr 30.1ss). Bíblia Shedd.

fizeram uma festa. A vindima era uma das ocasiões mais alegres do ano (v. Is 16.9, 10; Jr 25.30), mas as festas e celebrações realizadas nos templos pagãos degeneravam-se muitas vezes em pândegas [leaviandade no agir; loucura] e devassidão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 filho de Jerubaal. Gaal, astutamente, traça a linha de Abimeleque pelo pai, ao invés da mãe, natural de Siquém. Bíblia Shedd.

Servi, antes, aos homens de Hamor. Gaal se apresenta como defensor da velha religião cananéia. Bíblia Shedd.

30 Zebul, governador da cidade. Abimeleque não fez de Siquém sua capital, mas sim da cidade de Arumá (41), maior que a primeira; quem governava a Siquém era Zebul, seu delegado. Bíblia Shedd.

34 quatro companhias. Segmentos menores eram menos passíveis de serem detectados. Além disso, era boa estratégia atacar de várias direções. Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 As sombras dos montes vês por homens. A astúcia de Zebul é notável. O plano sugerido a Abimeleque (23, 33), suas palavras proferidas para acalmar a suspeita de Gaal e, finalmente, o desafio, “Sai, pois, e peleja contra ele” (38), diante do qual Gaal teria de lutar ou ficar inteiramente humilhado, revelam a inteligência de Zebul. Bíblia Shedd.

37 carvalho dos Adivinhadores. Refere-se, provavelmente, à árvore onde adivinhos cananeus ou israelitas apóstatas desenvolveram suas práticas de agouros. Bíblia Shedd.

42 saiu o povo ao campo. Pressupõe que o assunto ficava encerrado depois da conquista de Gaal e suas forças, mas Abimeleque ainda quis reprimir ao povo de Siquém. Bíblia Shedd.

43 e os feriu É difícil compreender como os habitantes de Siquem ingenuamente creram que Abimeleque estaria satisfeito com o banimento de Gaal e que sua vitória inicial não seria seguida por um ataque à cidade. CBASD, vol. 2, p. 376.

45 semeou de sal. A fim de condená-la à perpétua esterilidade de desolação (v. Dt 29.23; Sl 107.33, 34; Jr 17.6; Sf 2.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Era prática, na antiguidade, que assegurava a desocupação da área por muito tempo, sendo por este rito, amaldiçoada e tornada improdutiva. Siquém só veio a ser edificada de novo durante o reinado de Jeroboão, um século e meio mais tarde. Bíblia Shedd.

Ruínas que datam da era cananéia oferecem evidências de uma área sagrada, que deve provavelmente ser associada ao templo de Baal-Berite ou El-Berite (v. 4, 46). As evidências arqueológicas, que são compatíveis com a destruição de Siquém por Abimeleque, indicam que sua área sagrada nunca mais foi reconstruída depois dessa ocasião. Bíblia de Estudo NVI Vida.

49 a incendiaram. Em cumprimento da maldição de Jotão (v. 20). Bíblia de Estudo NVI Vida.

A profecia de Jotão foi cumprida literalmente. Saiu fogo do espinheiro-rei e destruiu o povo de Siquem (v. 20). CBASD, vol. 2, p. 376.

50 Tebez. Cidade cerca de 15 km ao nordeste de Siquém. Ainda que não encontramos declarada a sua participação na revolta contra Abimeleque, devemos chegar a tal conclusão. Bíblia Shedd.

51 torre forte. O centro da defesa nas cidades da antiguidade era uma torre. Ainda que Abimeleque tomara a cidade, o povo todo se abrigara na torre, dentro da cidade. Novamente pensava em se utilizar do fogo para destruir (como fez em Siquém [49]), porém não contou com a habilidade de certa mulher desconhecida, que atirou uma pedra de moinho sobre sua cabeça (cf 4.21). Bíblia Shedd.

53 mulher. Enquanto os homens usavam arcos, flechas e lanças, as mulheres ajudavam a defender a torre deixando cair pedras pesadas sobre quem se aproximasse dela. Bíblia de Estudo NVI Vida.

pedra de moinho. Lit “pedra a cavalgar”, com cerca de 6 cm de grossura e 50 cm de diâmetro. Bíblia Shed.

V. nota em 3.16. A pedra superior e giratória de moinho era circular, com um buraco no centro. Moer grãos era serviço das mulheres (v. Êx 11.5), em geral considerado humilhante demais para os homens fazerem (v. 16.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Quebrou o crânio A palavra para “crânio” aqui é gulgoleth, de onde vem Gólgota, local onde Jesus foi crucificado. CBASD, vol. 2, p. 377.

54 escudeiro. O líder militar em geral levava consigo um jovem para levar seu escudo e lança (v. 1Sm 14.6; 31.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.

mata-me. Uma desgraça que a todo custo se devia evitar seria a de morrer por mão de mulher (4.21n). Bíblia Shedd.

Para um soldado, era considerado uma vergonha morrer pelas mãos de uma mulher. A morte vergonhosa de Abimeleque foi lembrada durante muito tempo (2Sm 11.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Para que não se diga de mim Abimeleque, momentos antes de sua morte, considerou o que as pessoas pensariam de sua vida, porque essa é a base na qual a posteridade julga uma pessoa. Os assuntos a que as pessoas são mais sensíveis muitas vezes não são os que mais importam. Aqueles que cultivam apenas o orgulho e a ambição normalmente morrem como vivem: mais preocupados com que a reputação seja preservada do que em salvar sua alma da destruição. CBASD, vol. 2, p. 377.

o moço o atravessou O primeiro homem que procurou reinar sobre Israel e o primeiro rei, Saul, quiseram morrer do mesmo modo (ver ISm 31:3, 4). CBASD, vol. 2, p. 377.

Assim como Saul (1Sm 31.4), Abimeleque quis manter o seu orgulho até a morte. Esse incidente, assim como a presença de um espírito mau da parte de Deus (9.23, nota), ressalta uma grande semelhança entre Saul e Abimeleque. Bíblia de Genebra.

56 todo o mal dos homens de Siquém Deus fez cair sobre a cabeça deles. A mão de Deus tornou a maldição de Jotão (cf v 20) uma realidade. Bíblia Shedd.

Estas palavras apresentam a moral de todo o registro. O autor cria profundamente que Deus controla os eventos históricos, punindo tanto os crimes nacionais quanto os individuais. O assassino dos filhos de Gideão “sobre a rocha” é morto por uma pedra que atingiu sua cabeça, e os ímpios siquemitas, que, com a ajuda de Abimeleque, haviam utilizado o dinheiro do templo para contratar assassinos de homens bons, foram queimados no mesmo templo. A maldição de Jotão foi completamente cumprida. CBASD, vol. 2, p. 377-378.




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