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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/levitico/lv-capitulo-24/
Emanuel. Deus conosco. A primeira metade deste capítulo nos lembra que Deus está conosco em todos os aspectos da nossa adoração. Ele é a nossa Luz e Ele é a nossa vida, representada pelo óleo dos candelabros e pelos finos bolos de farinha.
Como uma mulher que aprecia fazer bolos e pães, acho interessante que Deus tenha especificado as proporções exatas de farinha para os doze bolos, e exatamente como apresenta-los depois de assar. Imagine o seu aroma depois de ser pincelados com incenso! Todos os Sábados, a oferta adocicada a Deus lembrava aos israelitas que Deus era seu Criador-Provedor.
Para nossos olhos modernos, a penalidade pela blasfêmia descrita na segunda metade do capítulo pode parecer grave. No entanto, tal justiça exata impedia a distinção entre classes sociais e retaliação excessiva. Embora hoje não vivamos sob uma teocracia e, portanto, não apedrejemos nossos vizinhos por blasfêmia, a ofensa de atacar a divindade por palavra ou ação ainda é uma afronta a Deus.
Cindy Tutsch
Diretora Associada (aposentada)
Patrimônio Ellen G. White
Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Silver Spring, MD
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/24
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Infelizmente pecadores têm dificuldades de aprender com Deus. Por outro lado, Deus aprecia ensinar, é paciente e perseverante para insistir conosco no ensino da moralidade.
Desde o início do livro Deus é o próprio Quem está transmitindo orientações diretamente a Moisés para comunicar ao povo (v. 1). As orientações a seguir são cerimoniais:
• No ministério diário do Santuário era necessário ter cuidado diário com o candelabro; significava que a luz da verdade e da presença divinas jamais deveriam se apagar (vs. 1-4);
• No ministério do Santuário deveria ter cuidado semanal relacionado com pães da preposição; no sábado, estes 12 pães eram substituídos por novos, os quais simbolizavam a dependência constante que se deveria ter em Deus como mantenedor da vida através dos alimentos dados por Ele. Cabe também aplicação espiritual: Carecemos de Cristo, o Pão da vida, para suprir nossas necessidades físicas e espirituais (vs. 5-9).
As orientações cerimoniais estão relacionadas às atividades dos ministros do santuário. As orientações morais aplicam-se a todo povo de Deus. A seguir, há uma narrativa real objetivando mostrar-nos a necessidade de aplicarmos os princípios de vida em nossa realidade diária.
• Um filho de uma israelita com um egípcio. O jovem era meio-israelita, meio estrangeiro. Ele agiu contra as revelações de Deus e arranjou briga/confusão/contenda; contudo, “ao invés de se arrepender, ele demonstrou ser perseverantemente impenitente”, observa Francis D. Nichol. Ele blasfemou contra o nome de Deus (vs. 10-12).
• Deus revela o que fazer com alguém que desrespeita Seu nome: Ser executado (vs. 12-24). A sentença parece demasiado grave para quem está bem acostumado com o pecado. Pecado sempre é grave e a sentença sempre é a morte. Deus não é mau e autoritário, o pecador que é negligente, displicente e irreverente. Deus corta o mal pela raiz antes que produza frutos.
“Há os que porão em dúvida o amor de Deus e Sua justiça […]. A paga que recaiu sobre o primeiro transgressor seria um aviso para os outros, de que o nome de Deus deve ser tido em reverência. Mas caso se houvesse permitido que o pecado deste homem passasse sem punição, outros se teriam desmoralizado; e, como resultado, muitas vidas finalmente deveriam ser sacrificadas” (Ellen G. White).
Respeito é bom a Deus também! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Dirás aos filhos de Israel: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado” (v.15).
Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Aos sacerdotes cabia a atribuição de manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa a Cristo, o Verbo de Deus (Jo.1:1). Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no Reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de seu Senhor. E, à cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).
Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar a Deus (Is.43:7; Mt.5:16). Estivesse esta pérola conservada em cada coração dos filhos de Israel, e não sucederia o caso de haver pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia como conhecemos se trata de uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.
Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função que só a Deus pertence ou tentar assumir o Seu lugar. Jesus não blasfemou, pois que Ele era o próprio Deus. Mas aquele que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).
Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos é qual escudo contra os enganos do Maligno. E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas. No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, do que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas do que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito?
Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo de Deus. Onde estão os raios de luz que irradiavam do Céu quando Lutero pregava com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, qual Guilherme Müller, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e a menos que estejamos qual tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E isto digo a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Feliz semana, igreja reavivada pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico24 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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2 que tragam azeite puro de oliveira, batido. O azeite comum era produzido em uma prensa, mas o óleo para o santuário era batido. As azeitonas eram cuidadosamente lavadas e todas as impurezas, folhas e galhinhos, removidos. Os frutos eram batidos e macerados de modo que o azeite fluía por si mesmo. Isso produzia menos azeite do que o outro método, mas o resultado era um produto superior. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 875.
5 cozerás doze pães. Foi esse pão que Abimeleque deu a Davi e a seus homens (1Sm 21:4-6; Mt 12:3, 4). Era também chamado de “pão da Presença” e simbolizava Cristo, o verdadeiro Pão vivo (ver Jo 6:51). O pão testificava também ao povo da constante dependência de Deus em todas as necessidades, tanto espirituais quanto temporais (ver Mt 6:31-34). A mesa estava sempre posta e o suprimento de pão era renovado a cada semana. CBASD, vol. 1, p. 875.
7 incenso. Era colocado em duas taças de ouro;quando o pão era removido, o incenso era queimado sobre as brasas como oferta ao Senhor. CBASD, vol. 1, p. 875.
10 o filho de uma israelita. O fato de que o jovem era filho de um egípcio e que fazia parte da “mistura de gente” que subiu do Egito com o povo de Israel, indica que não lhe era permitido entrar no acampamento, nem morar nele; no entanto, o rapaz entrou. … Ao entrar no acampamento, ele tinha o propósito de armar sua tenda ali (PP, 407). CBASD, vol. 1, p. 876.
11 blasfemou o nome do Senhor e o amaldiçoou. Em hebraico lê-se apenas “o nome”; as palavras “do SENHOR” foram acrescentadas pelos tradutores. Andrews Study Bible.
Ao invés de se arrepender, ele demonstrou ser perversamente impenitente. CBASD, vol. 1, p. 876.
O terceiro mandamento proibia de usar o nome do Senhor em vão. A blasfêmia incluía o pecado gravíssimo de deliberado desprezo e desrespeito para com Jeová e para com Sua graça salvadora. Bíblia Shedd.
13 Esta punição por blasfêmia (amaldiçoar a Deus) pode parecer extrema pelos padrões modernos. Mas ela mostra quão seriamente Deus espera que tratemos nosso relacionamento com Ele. Frequentemente usamos Seus nome em juramentos ou agimos como se Ele não existisse. Devemos ser cuidadosos em como falamos e agimos, tratando Deus com reverência. Afinal, Ele terá a palavra final. Life Application Study Bible.
16 será morto. O pensamento aqui não é tanto impor uma penalidade por causa de um pecado grave: a necessidade urgente era a remoção de um foco de infecção na comunidade. O desastre desceria sobre a terra na qual o nome de Deus fosse blasfemado, onde a Majestade do Deus vivo fosse repudiada, não importando que o ofensor fosse um israelita nativo ou um estrangeiro domiciliado em Israel. Bíblia Shedd.
17-22 Este era um código para juízes, não um aval para vingança pessoal. Com efeito, isto dizia que a punição deveria ser proporcional ao crime, não ir além. Life Application Study Bible.
Não se exigia realmente um olho ou um dente, e não há evidência de jamais ter sido aplicada semelhante penalidade. … Cristo, de modo semelhante aos fariseus moderados (escola de Hilel), tinha objeções contra o uso extremista desse princípio judicial como desculpa para a vingança particular, conforme os fariseus rigorosos o aplicavam (escola de Shammai); v. Mt 5.38-42. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 defeito. A mesma palavra utilizada para defeitos permanentes que desqualificavam sacerdotes ao ofício e animais ao sacrifício (caps. 21-22). Infligir tal defeito era uma ofensa séria porque reduzia uma pessoa da inteireza ideal da vida. Andrews Study Bible.
22 Uma e a mesma lei haverá. Deus perdoa o pecado, qualquer que seja ele, mas crimes civis não podem se enquadrar na mesma base. Israel era uma nação e também uma igreja. Deus deu leis para ambas. … Deus conhece o coração e pode, portanto, perdoar e até mesmo esquecer. Mas se a sentença fosse suspensa mediante o arrependimento, todo criminoso alegaria arrependimento para se livrar. Se uma sentença pudesse ser anulada por se alegar arrependimento, logo todas as prisões estariam vazias. Alguns se esquecem de que, embora Deus perdoe, Ele não remove a penalidade pela transgressão. Davi pecou e se arrependeu, mas não escapou das consequências do seu pecado. O sofrimento o acompanhou durante toda a vida. … o requisito “olho por olho, dente por dente” não é algo que se possa dispor levianamente como uma ordenança do AT. É um princípio sobre o qual os governos de fundamentam. Se não houver punição par o mal, as condições estariam ainda piores do que estão. CBASD, vol. 1, p. 876.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/levitico/lv-capitulo-23/
As festas do santuário se baseavam no calendário agrícola e se organizavam em torno do número sete e do Sábado. A sequência das festas era: Páscoa e Pães Asmos, Primícias, Pentecostes, Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos (também chamado de Cabanas).
As festas da Páscoa e dos Pães Asmos [ou ázimos, sem fermento ou não levedados] comemoravam o êxodo do Egito – porque o anjo do Senhor passou por cima deles e os poupou – e a massa sem fermento que levaram consigo ao sair.
As festas das Primícias [Primeiros Frutos] e Pentecostes celebravam o início e o fim da safra de grãos da primavera.
Trombetas anunciava a preparação para o Dia da Expiação (ou Julgamento), e Tabernáculos comemorava a sua vida em tendas no deserto e a provisão de Deus e sua aceitação no Julgamento. Cada festa foi projetada para enfatizar o cuidado de Deus e libertação no passado, bem como o Seu amor e disposição no presente.
Nós ainda devemos seguir o que Deus espera de nós hoje, observando momentos pessoais e dias especiais para lembrar o que Ele fez por nós e dar-Lhe graças e louvor pelo Seu amor e graça. E porque Ele é santo, devemos crescer em santidade. Isso só pode ser realizado quando passarmos tempo com nosso Senhor e mantivermos um estreito relacionamento com Ele.
Dean Davis
Atlantic Union College
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/23
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Deus gosta de festas; mas não das festas que o diabo e os perdidos gostam. Deus gosta de festas nobres, santas e espirituais, muito melhores que as festas carnais. Neste capítulo são mencionadas as sete festas instituídas por Deus:
1. Páscoa;
2. Pentecostes:
3. Dos Tabernáculos;
4. Do dia da Expiação;
5. Das trombetas;
6. Dos pães asmos;
7. Das primícias.
O dia indicado no calendário para cada festa era feriado. Deus quer celebrar conosco. Aparece no texto nove vezes a palavra “festa” e dez vezes “santa convocação”. Nossa satisfação, prazer e motivos de celebração neste mundo de pecado estão em nortear nossa vida nos princípios divinos.
• A festa da Páscoa comemorava a libertação de Israel da escravidão egípcia. Na Bíblia, Jesus instituiu a Santa Ceia em lugar desta festa – cerimônia espiritual que celebra a libertação da escravidão do pecado através da morte de Cristo.
• A festa de Pentecostes – diferente da festa das primícias que era a celebração com os primeiros frutos da terra – era celebrada no final da colheita com manjares, pães e farinhas; relembra que nossa alimentação vem do Senhor.
• A festa dos Tabernáculos/cabanas relembra o tempo de peregrinação no deserto até chegar à Terra Prometida. Deveria nos relembrar que neste mundo somos peregrinos caminhando no deserto desta vida para a Pátria Celestial.
• O dia da Expiação que era a festa das festas, um dia solene de celebração do perdão como fonte em Deus.
• A festa das Trombetas vinha antes do dia da Expiação, visando convocar os religiosos para este encontro especial com o Senhor.
• A festa dos Pães Asmos celebra a vida e ao Autor da vida; Deus não apenas livra da morte, Ele mantém a vida.
• A festa das Primícias adverte-nos que Deus merece sempre o primeiro lugar em nossa vida, pois tudo o que somos e temos vem Dele e devemos tudo a Ele.
Todas as festas eram instrutivas/educativas. Deus as colocou no calendário anual para ensinar salvação ao Seu povo.
Todas as festas apontam para Jesus. Jesus é:
- a nossa Páscoa,
- o Pão sem fermento,
- as Primícias,
- o Doador do Espírito Santo no dia de Pentecostes,
- Quem tocará a última Trombeta,
- Quem morreu para fazer Expiação por nossos pecados
- quando tabernaculizou/habitou entre nós.
Celebremos o Messias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as Minhas festas” (v.2).
O Senhor estabeleceu um calendário de festas solenes para o Seu povo. Não eram meras convocações, mas “santas convocações”, assembleias separadas para propósitos especiais. Novamente o Senhor reforçou a festa semanal estabelecida na criação, o Seu santo sábado: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). A primeira coisa que os filhos de Israel precisavam ter em mente é que, toda semana, havia um memorial que os fazia lembrar de que desde o princípio ele fora estabelecido pelo Criador como uma bênção à humanidade (Mc.2:27). Em todas as suas moradas, onde quer que colocasse a planta de seus pés, Israel seria o modelo de Deus para o mundo e o descanso semanal de seu labor despertaria a curiosidade dos demais povos, ao perceberem o seu zelo e apreço em observar o sábado como um dia santo.
No decorrer de cada ano, também havia as festas cerimoniais, na seguinte ordem: Páscoa e festa dos pães asmos, Primícias, Pentecostes, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas. O que muitos ignoram é o fato de que estas festas representam a cronologia do ministério de Cristo, do plano da redenção. Foi na Páscoa que o Cordeiro de Deus morreu e derramou o Seu sangue para resgatar a humanidade caída, mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou como “as primícias dos que dormem” (v.20). Exatamente no Pentecostes a Sua promessa de enviar-nos o outro Consolador foi cumprida. Conforme estudamos no livro de Daniel, desde 22 de outubro de 1844 estamos vivendo no período profético do Dia da Expiação, quando Jesus passou do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste (Dn.7:13-14). Aguardamos, portanto, a última festa, a gloriosa convocação, quando o Senhor nos levará não mais para habitar em cabanas, mas em moradas eternas (Jo.14:1-3).
Não havia uma semana sequer sem que Deus celebrasse com o Seu povo a certeza da futura recriação e nem um ano sequer de que a glória futura seria garantida no “ano aceitável do Senhor” (Is.61:2). Cristo veio e nos garantiu a festa da vitória final. Estamos vivendo em tempo de solene advertência: “afligireis a vossa alma” (v.27). Quantos têm andado trôpegos e errantes na Terra por falta de conhecimento! O Senhor do Céu deseja derramar sobre nós nada menos do que o Seu Espírito, “Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2). Mais do que vitórias transitórias, necessitamos clamar pela vitória espiritual em Cristo, pedindo a constante guia do Espírito Santo. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lc.11:13).
Olhem para o mundo, amados. Há motivos suficientes para gemermos diante das abominações que têm sido cometidas. Há aproximadamente dois mil anos, o apóstolo Paulo fez uma lista de nossa condição atual: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.” (2Tm.3:1-5 NVI). Mas sabem o que é mais assustador? O final deste texto, quando diz: “tendo forma de piedade”. Ou seja, em sua maioria, são religiosos, mas assemelham-se à mesma classe que condenou o próprio Jesus à morte.
Arde no meu coração o desejo de que, assim como o foi com o servo do profeta Eliseu (2Rs.6:17), os nossos olhos sejam abertos para contemplar o posto do dever dos anjos ministradores de Deus que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Há um grande conflito com forças espirituais invisíveis, e Satanás e seus agentes tem lançado grande medo e dúvida nos corações. Oh, meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus, “não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16)! Se hoje estamos em vestes de saco e parece que a nossa angústia está a ponto de nos sufocar, creia, em nome de Jesus, “em seu dia próprio” (v.37), o Senhor Se levantará para nos vestir com as vestes festivais da eternidade.
Que neste sábado você celebre a vitória do nosso Senhor e Salvador e a esperança real de que, muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), adoraremos ao Senhor na eternidade!
Feliz sábado, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico23 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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