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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-20/
No monte Sinai, Deus expressa Sua natureza divina mediante a concessão da Lei Moral. O amor é a raiz de Sua Lei; o amor por Deus é a base do amor uns pelos outros. A concessão da Lei é tanto um ato de graça e de misericórdia como foi a libertação da escravidão egípcia porque por meio dela Deus mostra aos Seus redimidos como eles devem viver. A colocação destas “tábuas da aliança” (Dt 9:9-11) sob o propiciatório da arca indica que eles são a base da aliança.
Aliança envolve relacionamento e comunhão. Relacionamento real e comunhão não podem ocorrer entre dois indivíduos sem um conjunto de normas que definam essa relação. Os primeiros quatro mandamentos definem nosso relacionamento com Deus, enquanto que os próximos seis definem nosso relacionamento uns com os outros.
O sábado é definido por Deus como o sétimo dia em que descansamos com Ele e renovamos o nosso reconhecimento e adoração de Deus como Criador. O sábado se torna o sinal da aliança entre Deus e Seu povo para sempre (Ex 31:16-17). A pessoa que da maneira correta guarda o sábado como definido por Deus indica que ele ou ela está em um relacionamento de salvação com Deus.
Michael Hasel
Departamento de Arqueologia
Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/20
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Isabela Brossi, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):
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“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, e ainda que dos menores, e ensinar a outros a fazerem o mesmo, será chamado de menor no reino dos céus; mas todo o que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no reino dos céus.” Mat. 5:17-19 (NVI).
| Os Dez Mandamentos dizem… | Jesus diz… |
| Êxodo 20:3 “Não terás outros deuses diante de mim”. | Mateus 4:10 “Adore o Senhor, e só a Ele preste culto”. |
| Êxodo 20:4 “Não fará para ti nenhum ídolo”. | Lucas 16:13 “Nenhum servo pode servir a dois senhores”. |
| Êxodo 20:7 “Não farás mau uso do nome de Deus” | Mateus 5:34 “Não jurem de forma alguma: nem pelos céus, porque é o trono de Deus…” |
| Êxodo 20:8 “Lembre-se do sábado para o santificar” | Marcos 2:27, 28 “O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do Homem é Senhor até mesmo do sábado”. * |
| Êxodo 20:12 “Honra teu pai e tua mãe” | Mateus 10:37 “Quem ama seu pai mais do que a Mim não é digno de Mim”. |
| Êxodo 20:13 “Não matarás” | Mateus 5:22 “Qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento”. |
| Êxodo 20:14 “Não adulterarás” | Mateus 5:28 “Qualquer que olhar para uma mulher para deseja-la, já cometeu adultério com ela no seu coração”. |
| Êxodo 20:15 “Não furtarás” | Mateus 5:40 “Se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa” |
| Êxodo 20:16 “Não darás falso testemunho” | Mateus 12:36 “No dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado”. |
| Êxodo 20:17 “Não cobiçarás” | Lucas 12:15 “A vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. |
| Fonte: Life Application Study Bible | |
| * Jesus não estava aqui questionando a validade do sábado, mas a forma como era observado. E mostra Suas credenciais para fazer isso (ver contexto, Mc 2:23-28). | |
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Os Dez Mandamentos (ou “dez palavras” conforme Deuteronômio 4:10 e 10:4), de acordo com o formato no capítulo em análise, foi dado por período limitado, como Paulo claramente declarou em Gálatas 3:19. Observe:
A Lei “foi acrescentada para que se manifestassem as transgressões – ATÉ que viesse a descendência/[JESUS], a quem fora feita a promessa”. Entretanto, a mudança operada pelo Catecismo e seguida por várias vertentes cristãs não tem aprovação de Deus (Daniel 7:25). Cuidado!
Foi Jesus pré-encarnado, Filho de Deus, que entregou os Dez Mandamentos a Moisés, conforme declarou Estevão em seu sermão pentecostal, atestando serem eles palavras de vida (Atos 7:37-38). Precisamos de todos eles!
O que importa é ter os princípios introduzidos nos Dez Mandamentos impressos no coração pelo Espírito Santo (Jeremias 31:31-33; Hebreus 8:8-10). Para tanto, faremos uma reflexão desde a conclusão dos Dez Mandamentos para entender o todo:
A cobiça é desejo/anseio focado no lugar errado. É querer o que não é certo possuir. É o único imperativo que proíbe sentimentos profundos (anseios) da alma. O único mandamento que diz “NÃO” duas vezes. Ele é o auge/ápice/apoteose da Lei Moral; pois, é por causa da cobiça que…
1. Substituímos Deus por deuses falsos (v. 3);
2. Adoramos/veneramos/reverenciamos o que não devemos (vs. 4-6);
3. Desonramos o nome Divino (v. 7);
4. Ignoramos a santidade do sábado (vs. 8-11);
5. Proclamamos independência dos pais (v. 12);
6. Matamos (v. 13);
7. Adulteramos (v. 14);
8. Roubamos (v. 15);
9. Denegrimos o próximo (v. 16).
O cobiçoso rouba, adultera e mata; ambiciona o lugar de Deus e O destrona do coração; pisoteando, assim, nos primeiros mandamentos… (Leia atentamente Mateus 5, Jesus vai à raiz do problema).
O problema é o pecado enraizado no coração; desta forma, obediência sem o décimo mandamento seria fácil. Atenção: Apenas desejar, sem possuir a mulher e coisas do próximo, não seria pecado.
Pecados afastam-nos de Deus promovendo em nós atos pecaminosos. Consequentemente, temos medo (Êxodo 20:18-21), o qual motivam-nos a criar/fazer/fabricar deuses mais convenientes. Prevendo isso, Deus proíbe tais alternativas (vs. 22-26).
A libertação da escravidão do pecado/desobediência/rebeldia/orgulho/egoísmo/etc. é fruto da graça que conduz à obediência/submissão/reverência/restauração naquele que permite Deus agir (vs. 1-2).
Sobretudo, precisa-se reverência para estar na presença de Deus (v. 21). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (v.2).
Sob forte tensão, os filhos de Israel permaneciam ao pé do monte. Enquanto o Sinai fumegava e tremia, seus corações foram tomados por grande temor. Do alto, ouviram soar as palavras de Deus como som de trovões e de relâmpagos. Ao abrir o Seu discurso com o Decálogo, o Senhor declarou o que seria a Constituição de Sua nação eleita; o Seu caráter revelado ao mundo. Já vimos que antes mesmo de promulgar os dez mandamentos, Ele já havia provado a fidelidade de Israel através da observância do sábado; e as pragas derramadas sobre o Egito, desafiando os deuses falsos daquela nação, deixara bem claro de que “o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses” (Sl.95:3). Ou seja, o que o Senhor promulgara no Sinai, sempre existira, como está escrito: “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos dura para sempre” (Sl.119:160).
O Soberano Tutor de Israel precisava educar o Seu instável filho. Por anos, Israel havia esquecido as palavras do Senhor e o jugo da escravidão os tornara cada vez mais incrédulos. Unindo-se à idolatria do Egito, apegaram-se aos seus costumes pagãos e não fosse a sua condição de cativos, certamente escolheriam permanecer naquela terra. A hostilidade de Faraó e a pesada mão de seus algozes fizeram com que o povo se aproximasse de Deus e desse ouvidos às Suas palavras. No cenário do Sinai, Deus escreveu a carta de alforria de Israel. E a Lei que haviam esquecido, foi introduzida pelo Deus que os libertou. A “lei da liberdade” (Tg.2:12) inaugurou o surgimento do Estado de Israel, símbolo eterno da aliança do Senhor com os salvos de todos os tempos.
Quão profunda e intensa é a revelação do caráter de Deus nestes dez preceitos! Em cada um deles há um princípio ativo que governa o Universo e que ainda nos mantém com vida neste mundo de pecado. Analisemos:
- “Não terás outros deuses diante de Mim” (v.3). O Senhor é o único Deus verdadeiro. Portanto, é Ele que rege e que sustenta o Universo;
- “Não farás para ti imagem de escultura…” (v.4-6). A verdadeira adoração consiste em depositarmos a nossa fé somente em Deus. Nenhum objeto ou ser vivente pode substituir o lugar que só a Ele pertence;
- “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão…” (v.7). O nome de Deus está diretamente associado ao que Ele é. Por isso que somente Jesus “herdou mais excelente nome” (Hb.1:4), por ter sido a encarnação perfeita do EU SOU. Desonramos o nome de Deus todas as vezes que agimos por conta própria. Cristo em nós é o segredo da verdadeira obediência;
- “Lembra-te do dia de sábado para o santificar…” (v.8-11). Estabelecido na criação, o sábado havia sido esquecido. Deus precisava restabelecer o Seu dia para descanso, santificação e bênção em favor de Seu povo. Fossem eles fiéis na observância do sétimo dia, e jamais perderiam de vista o Criador, como único Deus verdadeiro (Leia Ap.14:7);
- “Honra teu pai e tua mãe…” (v.12). Os pais são representantes de Deus na Terra. O respeito e a obediência dos filhos para com os pais os ensinam as primeiras lições da verdadeira educação. Por ser o único mandamento com promessa, revela o resultado prático na vida dos filhos da obediência: “Honra a teu pai e a tua mãe… para que te vá bem” (Ef.6:2-3);
- “Não matarás” (v.13). Nunca foi plano de Deus que qualquer ser vivente de Sua criação morresse. Com a entrada do pecado no mundo, porém, a primeira folha a cair no chão revelou o seu salário fatal (Rm.6:23). Este mandamento nos lembra de que Deus é o Doador da vida e que, em breve, Ele destruirá o último inimigo, a morte (1Co.15:26).
- “Não adulterarás” (v.14). O matrimônio entre um homem e uma mulher é um dos símbolos da aliança do Senhor com a Sua igreja. E assim como Ele permanece fiel, os cônjuges devem ser fiéis um ao outro. Disso depende a felicidade, a permanência do casamento e a estabilidade da família;
- “Não furtarás” (v.15). Não precisa ser cristão para saber que roubar é errado. Ninguém gosta de ser roubado. Nem o próprio ladrão gosta! Precisamos ser mais zelosos quanto à observância deste mandamento. Ele pode ser mais amplo do que imaginamos (Leia Ml.3:10);
- “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (v.16). Deus nos criou para o relacionamento com Ele e uns com os outros. E todo aquele que deseja entrar na cidade de Deus pelas portas precisa aprender a viver em comunidade aqui. Como embaixadores da verdade, nossos lábios devem sempre declarar a verdade, e nada mais do que a verdade;
- “Não cobiçarás… coisa alguma que pertença ao teu próximo” (v.17). Quando um anjo de luz resolveu quebrar o décimo mandamento com o desejo de quebrar o primeiro, sua rebelião iniciou o grande conflito que se estende até nós hoje. A cobiça é uma ferida aberta que corrói todo o corpo à medida que avança em seus propósitos egoístas. Um filho do Reino só está protegido deste mal se estiver disposto a aprender como o apóstolo Paulo: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).
Confrontados por seus pecados, os filhos de Israel sentiram o peso da culpa e a sensação de morte. Como num espelho, contemplaram as suas iniquidades e perceberam a sua real condição de pecadores. “Não temais” (v.20) foi a resposta ao seu desespero. Não temais, é a voz de Deus aos Seus filhos apontando para a graça redentora de Jesus Cristo. Hoje, somos chamados a erguer um altar diário ao Deus que nos salvou e que nos deu os Seus mandamentos como um presente para que nos acheguemos, “confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). E lembre-se: O altar é do Senhor. Não erga degraus nele. Não queira subir ao lugar que só a Ele pertence, “para que a tua nudez não seja ali exposta” (v.26). Que a Sua obediência seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em sua vida.
Bom dia de preparação, salvos pela graça de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo20 #RPSP
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Por que os Dez mandamentos foram necessários para a nova nação de Deus? Ao pé do monte Sinai, Deus mostrou ao Seu povo a verdadeira função e beleza de Suas leis.Os mandamentos foram concebidos para levar Israel a uma vida de santidade prática. Neles, o povo poderia ver a natureza de Deus e Seu plano de como deveríamos viver. Os mandamentos e as orientações buscavam dirigir a comunidade de forma a satisfazer as necessidades de cada indivíduo de modo amoroso e responsável. Ao tempo de Jesus, contudo, muitas pessoas olhavam a lei de maneira errada. Eles a olhavam como um caminho para a prosperidade neste mundo e no próximo. E eles pensavam que obedecer a cada lei era o caminho para conseguir a proteção de invasões estrangeiras e desastres naturais. Guardar a lei se tornou um objetivo em si, não um modo de cumprir a definitiva lei de amor de Deus. Life Application Study Bible.
1-17 Uma significativa introdução (vs. 1-2) é seguida pelas dez “palavras” (ou mandamentos; 34:28; Deut. 4:14; 10:4; ver também Deut. 5:1-21). Sobre a existência da Lei antes do Sinai, ver Gên. 25:5; Êx. 16:27-28. Sobre a Lei enquanto revelação do caráter de Deus, ver Sal. 19:7-11. Para uma avaliação de Jesus sobre a Lei, ver Mat. 5:17-19. A de Paulo, ver Rom. 7:12,14. Para mais sobre a lei no novo concerto/aliança, ver Heb. 8:8-10. Sobre as implicações sobre a Lei nos últimos dias, ver Apoc. 12:17; 14:12 (Andrews Study Bible).
1-6 Os israelitas tinham recém saído do Egito, uma terra de muitos ídolos e muitos deuses. Porque cada deus representava um aspecto diferente da vida, era comum adorar a muitos deuses para obter o máximo número de bênçãos. Quando Deus disse ao Seu povo para adorar e acreditar nEle, isso não foi muito difícil para eles – Ele era só mais um deus para adicionar à lista. Mas quando Ele disse “Não terás outros deuses diante de Mim”, isso foi muito difícil para que eles aceitassem. Mas se eles não aprendessem que o Deus que os guiou para fora do Egito era o único Deus, eles não poderiam ser o Seu povo – não importa quão fielmente eles guardassem os outros nove mandamentos. Portanto, Deus estabeleceu este mandamento e o enfatizou mais do que aos demais. Hoje podemos permitir que muitas coisas se tornem deuses para nós. Dinheiro, fama, o trabalho ou o prazer podem se tornar deuses quando nos concentramos demais neles para identidade, significado ou segurança pessoal. Ninguém estabelece a intenção de adorar essas coisas. Mas pela quantidade de tempo que dedicamos a elas, elas podem vir a se tornar deuses que por fim controlam nossos pensamentos e energias. Manter Deus no primeiro lugar em nossas vidas evita que essas coisas se transformem em deuses. Life Application Study Bible.
2 Eu sou o SENHOR. A identificação do Senhor como o libertador da escravidão nunca deveria estar separada dos Dez Mandamentos (6:2-8). Os judeus consideravam este verso como parte do primeiro mandamento. A obediência aos mandamentos é baseada na experiência da libertação graciosa de Deus, que é mostrada nos primeiros 19 capítulos de Êxodo. Tanto o VT quanto o NT enfatizam a graça de Deus como base para a obediência (ver Ef. 2:8-10) (Andrews Study Bible).
Antes de Deus nos dar os Cez mandamentos, nos faz lembrar Quem Ele é, e o que faz por nós (que te tirei). Bíblia Shedd.
3 não terás outros deuses. O primeiro mandamento requer que somente o Senhor seja adorado. Esta adoração é baseada na Sua libertação e demonstra o Seu poder sobre os deuses egípcios. Para Israel, e especialmente para Jesus, este mandamento (bem como os demais mandamentos) está relacionado com amor (Ver Deut. 6:1-5 e Mat. 22:36-38) (Andrews Study Bible).
3-6 Enquanto o primeiro mandamento especifica o Quem da adoração, o segundo mandamento restringe o como da adoração. A idolatria é proibida. Alguns cristãos e muçulmanos definem idolatria como sendo representação bi ou tridimensional, excluindo figuras, quadros, imagens e estátuas religiosas. Muitos cristãos vêem como ídolos somente reproduções tridimensionais que tenham a intenção de serem objetos de adoração. Contudo, idolatria não está limitada a imagens mas envolve qualquer coisa que substitua o controle de Deus na vida por qualquer outra coisa (Andrews Study Bible).
A idolatria está totalmente condenada, em todas as suas formas. Bíblia Shedd.
6 mil gerações. O contraste é entre a relativa curta duração dos efeitos da iniquidade (três ou quatro gerações) com a longa duração (milhares de gerações) da graça divina àqueles que O amam (Andrews Study Bible).
7 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão. O terceiro mandamento inclui mais do que a menção descuidosa ou irada do nome de Deus – haja vista que que nenhum israelita meramente considerasse a hipótese de fazer isto. Refere-se primariamente ao uso do nome de Deus para apoiar falsas declarações (ver Lev. 19:12 e Mat. 5:33-37) (Andrews Study Bible).
O nome de Deus foi um presente da graça divina a Israel. Não através de algum ídolo, mas no nome, Israel tinha acesso a Deus na adoração. O nome de Deus, pois, deve ser reverenciado. Bíblia de Genebra.
Condenação da hipocrisia: “Não lançarás mão da aparência da religião como cobertura das tuas maldades”. Bíblia Shedd.
8-11 lembra-te. A palavra implica que o quarto mandamento, o sábado, já era conhecido. Israel deveria pensar sobre sua origem em Gên. 2:2-3 e sua prévia menção em Êxodo (16:5, 22-30). A ordem de lembrar do sábado tem base na Criação de Gênesis (v. 11); portanto os vs. 9-10 identificam o sábado com o sétimo dia.Ligações do sábado com a criação podem ser encontradas tanto em Gênesis (2:2) quanto em Apocalipse (14:7, 12), portanto abrangendo todo o percurso da história bíblica. A maioria dos cristãos aceita os Dez Mandamentos como obrigatórios mas estranhamente alguns ignoram ou alteram o comando divino. Porque esta passagem liga a significação do sábado com a criação e Deut. 5:14-15 o liga à libertação divina do Êxodo, o sábado se torna um sinal da aliança de Deus (Êx. 31:12-17). Sobre guardar o sábado, ver Is. 58:13-14; Mat. 12:12. Sobre o momento do início e fim do sábado, ver Lev. 23:32; Marcos 1:32. Sobre a tentativa de mudar o sábado, ver Dan. 7:25. Sobre o relacionamento de Jesus com o sábado, ver Marcos 2:28; Luc. 4:16. Sobre o relacionamento dos apóstolos com o sábado, ver Luc. 23:54, 56; Atos 13:42; 17:2 (Andrews Study Bible).
Em última análise, o sábado indica Cristo, nosso Criador e Redentor, que traz descanso para o povo de Deus. Bíblia de Genebra.
12 O quinto mandamento, assim como o sétimo, reconhece a importância da família (Andrews Study Bible).
13 Não matarás. A tradução da Nova Versão King James, “assassinar” é melhor que a tradicional “matar”. Esta última pode ser mal interpretada no contexto hindu/budista como não matar animais (Andrews Study Bible).
14 Não adulterarás. A quebra dos votos conjugais condenada pelo sétimo mandamento é frequentemente utilizada na Escritura como uma analogia da quebra, por parte de Israel, da sua aliança com Deus. Veja, por exemplo, Oséias 3:1 (Andrews Study Bible).
16 falso testemunho. O cerne do nono mandamento se relaciona com questões judiciais.Falso testemunho pode injustamente condenar o inocente ou libertar o culpado (Andrews Study Bible).
17 não cobiçarás. O décimo mandamento é único por tratar especificamente com uma atitude interna em vez de um ato externo.Compare com o Sermão do Monte, que também enfatiza a atitude (Mat. 5:21-37) (Andrews Study Bible).
18-21 Esta breve história destaca a importante função mediadora de Moisés (Andrews Study Bible).
19 fala-nos tu. A atitude comum dos que não se converteram pessoalmente a Deus, mediante a obra de Jesus Cristo. Querem mediadores, sacerdotes, que lhes dêem preceitos carnais, que possam cumprir fisicamente, mas não de comunhão com Deus. Bíblia Shedd.
22-26 Diferentes tipos de altares são conhecidos dos registros arqueológicos. Altares desempenhavam uma função chave no serviço sacrifical e sua construção era regida por leis específicas (Andrews Study Bible).
22 dos céus Eu vos falei. A voz de Deus intervém na situação humana como interveio no caos para criar o Universo (Sl 33.6), e por isso não há lógica em consultar as obras esculpidas pelo homem (23). Bíblia Shedd.
26 A ordem e a decência são exigidas em um culto, sem a mínima mescla de malícia. Às vezes, nossos cultos de hoje carecem disto. Bíblia Shedd.