Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 32 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de novembro de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).


Aonde há uma mulher virtuosa ou um um chefe de família temente a Deus, há anjos transformando o lar em um “acampamento de Deus” (v.1). Jacó havia cometido muitos erros, e colhido as consequências destes, mas o Senhor lhe provava constantemente que o Seu amor rompe as barreiras do tempo e alcança qualquer coração que se arrepende de seus pecados, os confessa e deixa. O Espírito Santo anseia por consolar todo aquele que O busca reconhecendo a sua condição de total dependência. Jacó sabia que tinha tomado a decisão correta. Ele confiava na provisão de Deus. Mas estava com medo de estar face a face novamente com aquele que mais prejudicara.

Quando saiu de sua casa, a última imagem que guardou de seu irmão foi um rosto iracundo e um olhar homicida. Temeu não somente por sua vida, mas que o seu erro passado resultasse em vingança contra suas mulheres e filhos. Seu temor não era sem motivo, posto que Esaú, tomando notícia de uma grande caravana que se aproximava de suas terras, fora conferir do que se tratava e a notícia recebida de que era seu irmão Jacó retornando com sua família o fez marchar ao seu encontro na companhia de “quatrocentos homens” (v.6). O pacífico Jacó, que gastara todo o seu tempo fora no ofício de pastor de ovelhas, não teria chance alguma contra Esaú e seu exército. Sentiu-se como uma ovelha indefesa prestes a encontrar-se com um leão.

Lembrou-se Jacó das promessas divinas e com o coração despedaçado pela angústia, clamou e requereu do Senhor o cumprimento das mesmas. Após uma noite de súplicas, levantou-se para aplacar a ira de Esaú com presentes. Foram rebanhos e rebanhos de animais que, àquele tempo, serviam como moeda. Jacó elaborou uma estratégia tentando apaziguar a ira de seu irmão com dádivas, tentando resolver humanamente um problema que só uma intervenção divina poderia resolver.

O plano de Jacó, contudo, não foi de todo rejeitado por Deus e desconsiderado por Esaú. Em cada determinada distância, Esaú deparava-se com uma prova do verdadeiro arrependimento de seu irmão e de sua tentativa em reconciliar-se. A certo ponto, o Espírito de Deus iniciou naquele duro coração um processo de quebrantamento e quanto mais se aproximava do reencontro, a ira de Esaú ia sendo abrandada. Enquanto isso, Jacó tomava todas as medidas necessárias para proteger o seu lar. E após certificar-se de que suas mulheres e filhos estavam em lugar seguro, ficou para enfrentar sozinho os resultados de seu remoto pecado. Ou, pelo menos, pensou estar só.

Às margens daquele ribeiro, o cansado peregrino iniciou uma estranha luta com um estranho homem. À princípio, creio que pensara ser Esaú, tentando resolver no braço o que não conseguira há vinte anos. Fora uma luta intensa e longa, a ponto de durar “até ao romper do dia” (v.24). O Senhor absteu-Se de Sua força divina durante toda uma noite, a ponto de a Escritura relatar que já não podia mais com Jacó, e, a fim de enfraquecê-lo, “tocou-lhe na articulação da coxa” (v.25). A luta que se travara no silêncio deve ter sido quebrada com um brado de dor, mas não com a desistência do ferido homem. E ao pedido urgente: “Deixa-me ir”, sobreveio a resposta mais comovente: “Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).

Pela última vez Jacó seria lembrado como o usurpador ou enganador. Lutara com Deus com perseverança em busca da bênção e vencera o mal com o bem, através de seus presentes pacíficos. À partir dali, seu nome novo registraria o início da nação eleita de Deus: Israel. Esta noite de luta e profunda angústia também representa o tempo final descrito pelo profeta Daniel, “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Jesus também passou por experiência semelhante, mas com intensidade que não se pode comparar, ao suar gotas de sangue no jardim do Getsêmani (Lc.22:44).

Será que não estamos prestes a enfrentar semelhante noite? Creio que já estamos adentrando em sua escuridão e a nossa única salvaguarda será um testemunho de paz e uma vida de perseverante e intensa oração. Se assim formos encontrados quando vier o nosso Senhor e Salvador, como Israel, poderemos dizer: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). E Ele mesmo nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17).

Bom dia, exército de oração!

Desafio do dia: Estabeleça três horários fixos de oração por dia e, em pelo menos um deles, siga as orientações dadas por Jesus, registradas em Mateus 6:5-8.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis32 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: