Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 20 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de março de 2018, 0:30
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“Então, Jesus lhes replicou: Pois nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas” (v.8).


Ensinar e evangelizar eram as duas principais ocupações de Jesus. E doutrinar um povo cujas raízes estavam firmes em tradições não era tarefa fácil. Jesus era constantemente arguido pelos líderes judeus, que O tentavam com perguntas cheias de malícia. Mas a réplica de Cristo no versículo acima descreve a triste condição espiritual daqueles que não O conhecem: não Lhe reconhecem a voz.

Israel teve a oportunidade de ser neste mundo luz em meio às trevas espirituais. De promover o evangelho da salvação em Cristo, alcançando os quatro cantos deste planeta. Mas, sorrateiramente, deu as costas ao Senhor ao rejeitar os apelos do Espírito Santo, maltratando e ignorando os profetas, um após o outro. Uma religião orgulhosa e ritualística tomou o lugar da “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27), tornando a maioria insensível à essência do verdadeiro evangelho do reino.

Como uma vinha bem plantada, Jerusalém tinha tudo para ser a capital da verdade. Entretanto, seus “lavradores” (v.9) se acharam no direito de agir conforme a vontade de seus obstinados corações. Como iriam dar ouvidos às mensagens proféticas se negavam a ouvi-las? Como reconheceriam a Jesus e aceitariam as Suas palavras se mantinham seus olhos cerrados na escuridão de sua dura cerviz? E ao ouvirem do destino final de sua apostasia, disseram: “Tal não aconteça!” (v.16).

Amados, a realidade de Israel infelizmente não ficou no passado. Temos hoje uma grande parcela do mundo afirmando ser cristã, enquanto faz de Cristo um “gênio da lâmpada”. Querendo apenas ouvir o que é agradável, faz da Bíblia um livro de autoajuda e não a Palavra de Deus. E quando é proferida alguma palavra de advertência, esta é considerada dura demais de ser ouvida, cauterizando ainda mais o coração e, em uma versão atualizada do que disseram os líderes judeus, a exclamação é: “Deus me livre!

Ser cristão não é ser um “pacote” de tradições, mas um depósito da verdade. Se fingir de justo (v.20) pode até enganar a homens, mas jamais poderá enganar Aquele que sonda os corações. Jesus ensinou “o caminho de Deus segundo a verdade” (v.21) e Ele mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32). Jesus é a verdade (Jo 14:6). A Sua Palavra é a verdade (Jo 17:17). Porque é a respeito dEle que a Palavra testifica (Jo 5:39). Liberdade, portanto, não é viver conforme a minha própria vontade. Isso é escravidão. Liberdade é experimentar Jesus Cristo, a verdade que liberta! É apreciar a Sua Palavra tal qual ela é e aceitá-la como oráculo de Deus para minha vida.

Um dia, Jesus irá olhar para os lavradores infiéis de todos os tempos e terá de dizer: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). E dizer “Tal não aconteça!”, ou “Deus me livre!”, de nada vai adiantar. Mas, “os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos” (v.35), ouvirão o terno convite de Jesus: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34). “Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (v.36).

Guardai-vos” (v.46), pois, de exercer justiça própria. Mas que nossa vida seja simplesmente a manifestação de quem foi salvo pela justiça de Cristo. Eis a verdade que liberta!

Bom dia, libertos pela verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas20
#RPSP



LUCAS 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
30 de março de 2018, 0:30
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LUCAS 20 – A incredulidade é obstáculo ao reavivamento. A falta de fé é o grande empecilho para muitos alcançarem o elevado padrão que Cristo espera dos pecadores.
 
O capítulo em questão revela-nos importantes pontos que devem ser estudados com incessante oração:
 
• As autoridades eclesiásticas da igreja instituída por Deus questionaram a autoridade de Cristo, o enviado de Deus (vs. 1-8).
• O enviado de Deus intentou mostrar o quanto Seus críticos estão absurda e absolutamente equivocados. Sendo mestre em psicologia por conhecer como ninguém o ser humano, Jesus usou retoricamente a parábola dos lavradores maus (vs. 9-18).
• As autoridades judaicas, incomodadas com o contundente ensino de Jesus escancarando seus erros, intentaram matá-lO, como profetizado na parábola acima; porém, temendo ao povo, apenas O atacaram verbal e intelectualmente com respeito à questão de economia e política. Contudo, eles não contavam com a sabedoria excepcional de Cristo (vs. 19-26).
• Unindo-se aos fariseus no ataque ao Messias, os saduceus criaram uma questão complexa baseando-se na revelação jurídica sobre o levirato escrita em Deuteronômio 25:5, intentando mostrar falta de lógica na doutrina da ressurreição (vs. 27-40).
• Jesus utilizou da mesma arma dos Seus opositores para destruí-los: Fez uma pergunta (vs. 41-44); depois, os censurou, visando alertar o povo dos perigosos ensinos deles (vs. 45-47).
 
Observações:
 
No versículo 17 Jesus “confirmou a profecia citando Salmos 118:22. Os construtores judaicos tinham rejeitado a Cristo, a pedra. Eles não tinham lugar nos seus planos para ele. Mas Deus estava determinado que Ele teria o lugar de preeminência, fazendo dEle a principal pedra angular, uma pedra indispensável, e no lugar de maior honra” (William MacDonald).
 
Mais à frente, citando novamente as Escrituras Sagradas (Salmo 110), Jesus escancarou a incredulidade dos seus críticos.
 
• Quem não acredita na Palavra de Deus apega-se a qualquer crença esdrúxula.
 
Guilherme Miller, grande avivalista da doutrina do advento de Cristo, observou que, “as portas me tem sido abertas para proclamar a doutrina da segunda vinda de Cristo em quase todas as denominações… Em todos os lugares onde estive, os que mais prontamente receberam as verdades apresentadas são os mais piedosos, dedicados e ativos membros das igrejas, enquanto professores mundanos, fariseus, fanáticos, orgulhosos, arrogantes e egoístas zombam e ridicularizam a doutrina da segunda vinda de Cristo”.
 
Fora incredulidade! Precisamos reavivar-nos! – Heber Toth Armí.


LUCAS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
30 de março de 2018, 0:20
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Palavras: 665

Todos os acontecimentos de 20.1-21.36 ocorreram na terça-feira da Semana da Paixão – um longo dia de controvérsia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

1 estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar. Jesus estava trazendo as boas novas de Deus e, ao mesmo tempo, seus inimigos estavam conspirando contra Ele. Bíblia de Genebra.

principais sacerdotesescribasanciãos. Parece ser uma delegação do Sinédrio. Bíblia de Genebra.

2 com que autoridade fazes estas coisas? Especialmente a purificação do templo (19.45ss), que era um desafio violento às autoridades judaicas. Só o Messias teria tal autoridade, mas é impossível reconhecer a autoridade divina, se não estivermos dispostos a nos submetermos a ela.Bíblia Shedd.

5-6 Notar que eles não estavam preocupados com a verdade, mas com as consequências de suas possíveis respostas. Bíblia de Genebra.

16 Tal não aconteça! Ou seja, “nem pense nisso!”. Esta forte exclamação foi proferida quando os fariseus reconheceram na parábola um retrato do próprio destino (ver PJ, 295). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 948.

O povo reconhece as implicações da parábola e rejeita a possibilidade de que Deus, o proprietário da vinha, os destruiria. Andrews Study Bible.

17 A pedra que os construtores rejeitaram. O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v 22 desse salmo citado aqui referia à volta de Israel à Palestina e seu restabelecimento como nação. Bíblia Shedd.

principal pedra. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias. 1Pe 2.4-9 mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (cf Jo 2.19-22; Ef 2.20-22). Bíblia Shedd.

22 é lícito? Isto significa”está de acordo com a lei de Deus?” Bíblia de Genebra.

24 Jesus … tornou claro que há deveres próprios para com Deus, mas também deveres para com o estado. Bíblia de Genebra.

25 Dai. Gr apodote, “pagai de volta”. Não é somente lícito, mas também um dever. Bíblia Shedd.

27 saduceus. Lucas menciona os saduceus somente aqui. Nenhum dos escritos deles permaneceu, por isso só os conhecemos através de seus oponentes. Eles eram conservadores e aristocratas e contavam os sumos sacerdotes entre os de sua classe. Rejeitavam a tradição oral dos fariseus e não encontravam base para a doutrina da ressurreição no Pentateuco [cinco livros de Moisés, a Torá]. Bíblia de Genebra.

34-36 Os saduceus achavam que se houvesse uma vida após a morte, seria algo semelhante a uma repetição desta vida. Jesus nega isto. O casamento é uma parte essencial desta vida, mas não da vida futura; portanto, a pergunta dos saduceus era inválida. Bíblia de Genebra.

35 O casamento, como nós conhecemos, será substituído por algo melhor, o que ainda não sabemos. Andrews Study Bible.

34 filhos deste mundo. Lit “século”, significa aqueles que, como os saduceus materialistas, adotam este mundo como seu alvo e exemplo. Bíblia Shedd.

36 filhos da ressurreição. …indica simplesmente os que ressuscitaram dos mortos. Eles receberam vida novamente pelo mesmo poder que lhes dera vida a princípio. Todo seu ser foi reconstituído para a vida em um mundo novo. CBASD, vol. 5, p. 949.

37 no trecho referente à sarça (Êx 3.2). Antes da divisão em capítulos e versículos, as passagens nas Escrituras eram mencionadas por seu conteúdo. Bíblia de Genebra.

As divisões em capítulos foram feitas em 1244 d.C. e em versículos entre os séculos VI e X. Bíblia Shedd.

39 alguns dos escribas respondeste bem! Na sua grande maioria eram fariseus, os quais aceitavam a ressurreição (At 23.6-8), e portanto aprovaram a resposta de Jesus. Bíblia Shedd.

44 Na ordem patriarcal, o mais velho não podia honrar o mais novo assim. É uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (cf Mt 22.41ss; Mc 12.35ssn). Sendo eterno, Ele é antes de Davi, como também de Abraão (cf Jo 8.58). Bíblia Shedd.

A inevitável resposta é que o Cristo [Messias] é mais do que somente um filho de Davi. Jesus, portanto, responde indiretamente à pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Andrews Study Bible.

45 Ouvindo-O todo o povo. Em outras palavras, enquanto os escribas e fariseus estavam ouvindo Jesus. CBASD, vol. 5, p. 949.



Lucas 19 by Jobson Santos
29 de março de 2018, 1:00
Filed under: Lucas
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/lucas/lc-capitulo-19/   

Comentário devocional:

A história de Zaqueu nos mostra que quando você aceita a Jesus como seu salvador, você também precisa corrigir alguns aspectos da sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer, ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Você pode perder a sua reputação ou os seus bens, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe maiores riquezas espirituais, bem mais do que você recebeu até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19: 9).

A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vêm na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v 10 NVI). Faça como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle da sua vida e do que você tem.

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1238  
Comentário original integral em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/01/03
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados29-03-2018.mp3


LUCAS 19 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
29 de março de 2018, 0:55
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LUCAS 19 – Comentário Pastor Heber Toth Armí by jquimelli
29 de março de 2018, 0:45
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LUCAS 19 – Avidez por prosperidade financeira não é o incentivo dos escritos de Lucas; muito menos enriquecer-se a qualquer custo. A simplicidade caracteriza Cristo e Seus seguidores.

Desde o início do livro há um incentivo à simplicidade no estilo de vida. “A história do nascimento de Cristo é contada com extrema simplicidade no evangelho de Lucas: A obediência de Maria, a humilhação da manjedoura, a fidelidade de Simeão e Ana. Não cansamos de nos admirar com o fato de Deus haver escolhido a modesta localidade de Belém e designado simples pastores para a cerimônia do nascimento real. Talvez na maneira pela qual enviou Seu Filho primogênito a este mundo, Deus esteja nos ensinando algo fundamental a respeito da natureza da vida do evangelho” (Richard Foster).

Jesus viveu de maneira simples e Se envolveu com pessoas simples, assim revelou compaixão para com os desprovidos de valor na sociedade. Desta forma, temos muito que aprender ao seguir Seus passos.

“Se o caráter de Deus inclui um zelo por justiça que o leva ao mais terno amor e à intimidade mais profunda com pessoas em desvantagem social, como, então, deve ser e agir como povo de Deus? Devemos nos preocupar intensamente com os fracos vulneráveis que Ele Se preocupa” (Timothy Keller).

· Zaqueu era maioral dos publicados. Se os publicanos eram odiados por seus conterrâneos, quanto mais o líder deles! Contudo, Jesus o observou empoleirado numa árvore e disse que ficaria em sua casa. A vida pomposa de Zaqueu mudou drasticamente, ele deu metade de seus bens aos pobres, além de restituir quatro vezes mais a quem ele tenha defraudado. Jesus disse que houve salvação na casa de Zaqueu (vs. 1-10). O que Jesus diria de nossa casa?

· A parábola das minas revela que aquele que tem uma visão distorcida do caráter de Deus terá sentimentos negativos em relação a Ele, e será irresponsável diante da missão deixada por Cristo (vs. 11-27).

· De forma simples, Jesus entra em Jerusalém num jumentinho emprestado. Foi aclamado pela multidão, mas repreendido pelos pomposos fariseus; contudo, Jesus chorou revelando Sua compaixão pela capital de Seu povo (vs. 28-44).

· O confronto aberto com os maiorais do povo revelou a preocupação de Jesus com os sinceros e simples adoradores (vs. 45-48).

Reflita nestes ensinamentos! – Heber Toth Armí.



LUCAS 19 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de março de 2018, 0:30
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“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (v.10).


Os publicanos eram os responsáveis por recolher os impostos e prestar contas ao Império Romano. Sua função, portanto, não era benquista pelos judeus, principalmente pelo fato de muitos deles serem corruptos. Aproveitando-se de seu cargo e do apoio do exército de Roma, cobravam além do que lhes havia sido ordenado receber. Era dentro deste contexto que se encontrava Zaqueu, odiado por seus patrícios e dono de uma riqueza que não lhe era devida. Então, ele ouviu falar de Jesus, o Homem que pregava e curava sem nada cobrar. O único judeu que não se esquivava em sentar para comer com publicanos e pecadores.

A Bíblia diz que Zaqueu “procurava ver quem era Jesus” (v.3). Ansiava por avistar Aquele em quem depositara a sua última esperança de sentir-se verdadeiramente amado ao menos uma única vez. Mas Zaqueu era pequeno. Por causa de sua baixa estatura e “por causa da multidão” (v.3), seu objetivo estava comprometido. Entretanto, o seu coração não poderia suportar a ideia de ter chegado tão perto e deixar escapar a oportunidade de sua vida. Deixando a multidão para trás, ele correu e “subiu a um sicômoro” (v.4) para ver Jesus. De forma inconsciente, Zaqueu exerceu uma fé tão grande quanto a da mulher do fluxo de sangue. Aquela mulher lutou contra uma multidão para apenas tocar nas vestes de Cristo. Zaqueu saiu do meio da multidão e subiu em uma árvore “a fim de vê-Lo” (v.4).

O que ele não esperava era que o seu olhar seria correspondido. Pensando ter subido para ver Jesus, na verdade, Jesus já o tinha avistado em meio à multidão assim como, em meio à agitação das massas, parou para olhar para a mulher que O tocara. A mulher desejava apenas Lhe tocar, mas Ele olhou para ela e falou com ela. Zaqueu desejava apenas vê-Lo, mas Ele olhou para ele, falou com ele e comeu com ele em sua casa. Esta é a prova incontestável de que não somos nós que encontramos a Jesus, mas é Ele quem nos busca. Porque Ele “veio buscar e salvar o perdido” (v.10). Seu amor não tem limites e rompe qualquer barreira, provando que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18:27).

Os judeus não esperavam um Rei que andasse na companhia de prostitutas e cobradores de impostos; que tocasse em leprosos e colocasse crianças no colo; que expulsasse os cambistas do templo e vivesse um estilo de vida simples; que lhes advertisse ao invés de elogiá-los. Eles realmente não esperavam um Messias que lhes revelasse a impureza de seus corações e a necessidade de se tornarem servos bons e fiéis. Imagino Jesus olhando para o alto daquele sicômoro e revelando um largo sorriso que comoveu o coração de Zaqueu a descer daquela árvore como de um salto e recebê-Lo com alegria (v.6). Mas ao avistar a cidade considerada santa e palácio de Deus, Jesus “chorou” (v.41). Enquanto o povo a contemplava como lugar sagrado, Jesus viu a sua ruína por não reconhecerem a oportunidade da sua visitação (v.44).

Quando Jesus olha para nós, qual tem sido a Sua reação? Um dia Ele terá que contemplar “a Sua estranha obra” (Is 28:21). Na Sua presença serão executados todos que não O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas (v.27) e que se deixaram levar pelo murmúrio das multidões (v.7), arrancando profusas lágrimas dos olhos do Eterno. Mas o profeta Isaías também declara que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11). Quando cada um de nós, de forma individual, entender que Jesus não para com o intuito de olhar multidões, e sim o que se encontra perdido, também iremos entender que a “casa de oração” (v.46) deve ser um sicômoro e não um palácio. Então, como um só povo que reconhece a sua miserável condição e dependência do Senhor Jesus Cristo, dentro em breve, contemplaremos o Seu sorriso, enquanto declaramos: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas maiores alturas!” (v.38).

Bom dia, motivo do sorriso de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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