Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 12, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de janeiro de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem traspassaram; pranteá-Lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora amargamente pelo primogênito” (v.10).


“Esta mensagem profética pode ser intitulada como ‘O triunfo do programa de Deus’“ (CBASD, v.4, p.1223). De forma contundente e com a autoridade do Deus Criador de todas as coisas (v.1), o Senhor deixa bem claro que, muito acima dos propósitos do coração humano estão os desígnios do Seu coração. Como está escrito: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3:1). E o sábio termina dizendo que há “tempo de guerra e tempo de paz” (Ec 3:8). Certamente, assim como Deus havia determinado o tempo de disciplina para o Seu povo, também estabeleceria o tempo de paz.

Por sete vezes a expressão “naquele dia” apresenta a perfeita exatidão do Criador, exaltando a excelência de Seus planos, assim como em sete dias “estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro dele” (v.1; Gn 2:2). Entretanto, os perfeitos propósitos divinos não ultrapassam o limite da escolha humana. As profecias relativas à libertação e salvação são condicionais, o seu cumprimento depende de nossas decisões.

Deus desejava tornar Jerusalém o centro de toda a Terra. Um lugar onde todos os povos seriam bem-vindos para adorar o seu Criador. Onde haveria um povo peculiar, diferente de todos os demais, mas não exclusivista. Um povo cuja identidade fosse revelada na mais pura expressão do amor e no mais fiel compromisso com a verdade. Jerusalém seria um escudo intransponível para os inimigos, mas, ao mesmo tempo, uma cidade-refúgio para os verdadeiros adoradores.

Contudo, a resposta do povo não foi compatível com as expectativas de Deus e, lamentavelmente, desviaram os olhos do plano original para satisfazer as próprias inclinações. A cena do Calvário deveria ter-lhes provocado profundo arrependimento e contrição. Porém, foi um chocante espetáculo onde o público ovacionava os líderes judeus pelo “sucesso” de seu feito. Quando a terra deveria prantear (v.12) pelo inocente Cordeiro pascal, apenas murmurava a Sua morte como um triste fim. Quando “cada família à parte” (v.14) deveria lamentar a morte de seu Salvador, cada qual voltava a ocupar-se em seus labores cotidianos.

As “mulheres à parte” (v.12) também deveriam prantear pelo Unigênito. “Não poucas mulheres se acham na multidão que segue à Sua morte cruel Aquele que não foi condenado. Sua atenção fixa-se em Jesus… Ao cair Jesus desfalecido sob a cruz, irrompem em lamentoso pranto… [Jesus] sabia que não O estavam lamentando como um enviado de Deus, mas movidas por sentimentos de piedade humana. Não lhes desprezava a simpatia, mas esta Lhe despertou no coração outra, mais profunda ainda, para com elas mesmas. ‘Filhas de Jerusalém’, disse Ele, ‘não choreis por Mim, mas chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos’. Lucas 23:28” (Ellen G. White, DTN, p. 525).

A indiferença é um dos piores sentimentos humanos. Ela provoca amargura e endurece o coração, tornando-o cético e inacessível. Pessoas indiferentes, geralmente, não se preocupam com os sentimentos do próximo. Seu foco está na satisfação de seus gostos e preferências, de maneira tal que não importa se eles resultem na infelicidade do outro, desde que a própria felicidade seja atendida. São fortes candidatos a pecar contra o Espírito Santo (Mt 12:32). O horror da cruz não ofendeu os corações indiferentes que ali estavam, mas foi um massacre diante do olhar daqueles que sabiam que diante deles estava a Majestade dos Céus ou dos que assim não O reconheciam mas que tinham o mínimo de piedade.

Ellen White nos dá a seguinte orientação:
Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (Ellen G. White, DTN, p. 83). Este é um excelente antídoto contra o veneno da indiferença. Faça uso dele “cada família à parte” (v.12) e veremos, ainda em nossos dias, o cumprimento da promessa de Malaquias 4:6.

Bom dia, aqueles que “têm a força do SENHOR dos Exércitos, seu Deus” (v.5)!

Desafio do dia: Separe um tempo de sua devoção diária para estudar as cenas finais da vida de Cristo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Zacarias12
#RPSP


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