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“Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto; sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul” (v.2).
Como na sequência apocalíptica, após a profecia contra Gogue e Magogue (Ap 20:8), vem sobre Ezequiel “a mão do SENHOR” (v.1) e, assim como João, ele recebe a visão de um lugar que Deus havia planejado (Ap 21:10). Chamado para ver, ouvir e guardar a visão no coração, o profeta recebe a ordem de anunciar tudo quanto viu “à casa de Israel” (v.4). Na verdade, Ezequiel foi levado a contemplar o novo templo, considerado o “coração” de Jerusalém.
Meticulosamente, cada parte do templo lhe foi apresentado conforme media o “homem” com “um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3). Era o “Arquiteto e Edificador” (Hb 11:10) colocando em cada parte daquele lugar as Suas perfeitas medidas. “Cada câmara” (v.7), cada “espaço em frente das câmaras” (v.12) e cada detalhe do templo apontavam para a aliança eterna do Senhor para com o Seu povo. Mas, enquanto Ezequiel viu a figura, João viu o verdadeiro, “a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap 21:10).
Após o pecado, o homem perdeu o contato direto com Seu Criador. Aquele que com o barro formou a obra-prima de Sua criação, teve de sofrer a dor da separação. Desejoso de estabelecer morada com Seus filhos, disse Deus a Moisés: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8). Aquele, portanto, não era um lugar comum, era um lugar santo e uma “maquete” do original (Hb 8:2). Um símbolo de que, um dia, a separação terá fim.
Assim como, no princípio, o Senhor plantou um lindo jardim para os nossos primeiros pais, percebam nas palavras do profeta Isaías, recitadas por Paulo, a grandiosidade do que nos aguarda: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co 2:9). Lá, no novo Éden, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) “verá o fruto do penoso trabalho se Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11).
Percebam que a Bíblia diz que o lugar que Deus tem preparado é para “aqueles que O amam”. E Jesus mesmo declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Acerca disto, dissertou M. L. Andreasen: “Se a lei — ou qualquer dos mandamentos — pode ser transgredida impunemente; se a lei foi abolida ou mudados os seus preceitos; se a lei, dada pelo próprio Deus, deixou de ser a norma no juízo, torna-se então desnecessária a morte de Cristo, o Pai mesmo deixa de ser a personificação da justiça e bondade, e Cristo já não pode escapar à acusação de ser cúmplice de um erro. Clamem todos os cristãos contra semelhante doutrina!” (O Ritual do Santuário, p. 224).
Não mais em tendas ou edifícios, mas você e eu, pelo sacrifício de Jesus, fomos escolhidos para ser o “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19). Permita que o Eterno ocupe o espaço que só Ele pode preencher, em seu coração (Ec 3:11), então, certamente, a exemplo de Cristo, serás “obediente até à morte” (Fl 2:8), receberás “a coroa da vida” (Ap 2:10) e “uma porta aberta no céu” (Ap 4:1).
Bom dia, herdeiros da salvação em Cristo!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 15° dia: “Faça uma pesquisa bíblica sobre o tema do “selamento dos justos”. Avalie como ele ocorrerá e o perfil de quem o receberá. Faça um profundo exame de consciência e compartilhe o assunto com seu grupo de oração. Você pode usar como fonte de pesquisa: Eventos Finais, Ellen G. White (www.cpb.com.br)” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 86).
Rosana Garcia Barros
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