Reavivados por Sua Palavra


SALMO 32 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
2 de dezembro de 2016, 0:11
Filed under: Sem categoria

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo o pecado é coberto” (v. 1)

O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Não temos, naturalmente, o perdão. Ele é um atributo divino que o SENHOR nos oferece se tão-somente houver genuíno arrependimento. Deus tanto nos concede o perdão pelos nossos pecados, quanto nos ajuda a perdoar a quem nos ofendeu. Esta bem-aventurança, no entanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou no Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical, se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Vide Mateus 6:14, 15).

Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os seus piores inimigos saíram de onde ele menos poderia imaginar. Quando ele teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado… ?” (Vide I Samuel 20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de saber se tinha feito algum mal a Saul para que pudesse pedir perdão. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que lhe perseguia sem causa, imagina diante de Deus.

Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, tomado por espírito maligno (Vide I Samuel 19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (I Samuel 18:29). Ele escolheu aquela situação, e não Davi.

Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida aqueles que, como Davi, estão dispostos a ter o coração governado por Deus, e não por um espírito maligno. Por isso que “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v. 10), pois enquanto os pecados são calados (v. 3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a ausência do perdão o consome dia após dia (v. 3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que possamos escolher ser como Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v. 7; Vide II Samuel 22) e nos instruirá e nos ensinará o caminho que devemos seguir (v. 8).

Não se deixe levar por maus sentimentos. Não permita que o teu coração se feche para o perdão. Lembre que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os teus pecados (Vide Isaías 53:6). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (I João 4:21), e será sempre um bem-aventurado.

Bom dia, “retos de coração” (v. 11)

Desafio do dia: Deixe de lado o orgulho, crie coragem e peça perdão a quem você ofendeu.

*Leiam #Salmo32

Rosana Garcia Barros

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