Reavivados por Sua Palavra


JÓ 11 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
30 de setembro de 2016, 0:30
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“Sabe, portanto, que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade” (v. 6).

Se os discursos anteriores já haviam abalado o emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusa a Jó de ser um tagarela (v. 2), zombador (v. 3), mentiroso (v. 4), perverso (v. 20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v. 6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v. 1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v. 7-11), “vomitou” a sua ironia (v. 12), lançou as suas ideias completamente equivocadas a respeito da justiça do SENHOR (v. 13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua perversidade (v. 20). Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3).

A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Salmo 139:1-2). Quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1:14), não fez acepção de pessoas, acolhendo, curando e ensinando a todos, sem distinção. Andou e comeu com publicanos e pecadores (Lucas 15:2); atraiu os rejeitados (Lucas 15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor. Na escolha de Seus discípulos, deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como seus amigos o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (João 18:27) e acusado (Lucas 23:4) de forma injusta. Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mateus 27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias; e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v. 7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).

Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (O Décimo Primeiro Mandamento, p. 34). Que o silêncio de nossos lábios sejam convertidos em súplicas e orações por nossos irmãos (Efésios 6:18). Só assim o SENHOR nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria.

Bom dia, abençoadores!

Desafio do dia: Busque a reconciliação com alguém que você feriu com palavras ou ofereça o perdão caso necessário.

*Leiam #Jó11

Rosana Garcia Barros


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